30/04/09

Um lugar ímpar - Convento de Sant’Ana - Viana do Castelo

A curiosidade foi muita!

O espaço é lindíssimo. Merece uma visita e poucas palavras, contudo e para vos aguçar o apetite, aqui ficam algumas informações.



Igreja da Caridade / Convento de Sant’Ana (séc. XVI/XX)
Igreja do antigo Convento de Santa Ana, de freiras beneditinas, mandado edificar pela nobreza local com o apoio da Câmara, para albergar as filhas dos nobres vianenses que eventualmente não casassem. O convento primitivo, de raíz gótica, foi obra de Pero Galego, morador em Caminha, onde nos alvores do século XVI dirigiu a segunda fase das obras na igreja Matriz. Depois de algumas obras de ampliação realizadas no inícios do século XVIII, foi entre 1897 e 1905 que se executaram as principais obras de reformulação do edifício conventual, daí resultando um grandioso conjunto arquitectónico que preservou o frontespício da igreja setecentista em estilo “barroco joanino” e que reaproveitou na torre o magnifico coruchéu manuelino.
Perduram, no interior da igreja, os retábulos em talha dourada, as esculturas, os azulejos e o tecto em caixotões com pintura figurativa.
Pode ainda ver um magnifico orgão.


Por gentileza do responsável pela instituição, tive oportunidade de visitar muitos recantos deste magnífico espaço. Acreditem que fiquei até emocionada com o que me era mostrado.

Tudo está primorosamente preservado, cuidado, arrumado, limpo. Dá gosto ver um espaço assim.

Funciona como lar de idosos ( a Caridade de Viana).

fc

29/04/09

CATAVENTOS

(Clique para ampliar)

De há uns tempos para cá vejam para o que me deu: _Andar de nariz no ar! Não propriamente naquele sentido de andar “de nariz empinado” que isso não faz muito o meu género mas sim na descoberta de cataventos, aqueles ornamentos em ferro, colocados na parte mais alta dos telhados das casas e que servem para nos indicar a direcção do vento.



Hoje em dia podemos dizer que são talvez mais uma “espécie em extinção” porque, apenas em casas de construção mais antiga ainda os conseguimos descortinar.

Digo-vos que, na volta que dei para fazer fotos de alguns, igualmente vi outros em franca degradação. Nos edifícios mais recentes penso que já ninguém se lembra de colocar cataventos.


Não me vou alongar sobre a origem e história dos cataventos através dos tempos porque, na pesquisa que fiz encontrei no “Mirandela Município”um trabalho tão interessante sobre este assunto que optei logo por vos recomendar que, clicando aqui, o leiam também.

Fotos da autora do post:
1- Palácio Anjos em Algés
2-Tribunal do Trabalho, em Coimbra
3-Antiga Fábrica de Cordoaria da Marinha, Lisboa
4-Basílica da Estrela, Lisboa
Seguintes, vivendas nas zonas de Pedrouços e de Algés

M.A.




28/04/09

UMA TARDE NO JAMOR


Caros leitores:

Conforme o blog anunciou oportunamente,( se quiser relembre aqui), ontem, Domingo, a Simecq assentou arraiais junto da pista de canoagem, no Jamor.

Estiveram presentes o Atelier, liderado pela Francisca Carvalho, com um pequeno dossier que ilustrava as actividades que ali se ensinam e, ao vivo, com a pequenada que deu asas à inspiração de artistas com os lápis, tintas e pincéis ali colocados à sua disposição. Quer os pequenos artistas que já frequentam as aulas de desenho e pintura no Atelier, quer os que casualmente por ali passeavam e se abeiraram da mesa , todos trabalharam e se mantiveram em franco convívio.

Alguns pais vieram dar também a sua colaboração o que foi precioso. Como nota negativa apenas o vento que se fazia sentir e entornava os recipientes com água, ou ameaçava arrastar consigo os papéis onde a miudagem registara as habilidades. Mas, cremos, que, no final, o balanço foi positivo. Deixamos algumas imagens para comprovar, junto de quem lá não não esteve, o que aqui dissemos.




..........................
Na minha juventude havia uma canção em que se falava de uma Banda que, ao que parece, desafinava bastante e, em cuja letra havia esta quadra:

“Ninguém repara em quem manda/ Um vai em Sol outro em Dó/ É que os músicos da Banda/ Não são duma Banda só!”



Pois, amigos, esta quadra não se aplica, nem de longe nem de perto, à Banda da Simecq!
Nesta tarde de convívio também ela ali marcou presença, ao seu mais alto nível. Ali esteve, impecável, na mancha azul do seu bonito fardamento entregue à tarefa a que, com amor, se vêm dedicando há já algum tempo.













O número de executantes não deixa de aumentar e, o seu ilustre Maestro Ricardo mantém-se como dinamizador incansável de todo o conjunto. Podemos vê-lo, numa das fotos, atento à entrada de um dos naipes de instrumentos, durante a execução de um dos muitos e variados trechos musicais escolhidos para o concerto. Um dos aspectos que gostaria de salientar é a diversidade de idades dos músicos que compõem a Banda, pois, o mais novo tem apenas 7 anos e, o menos jovem, conta já 85 primaveras! Por aqui se confirma que a música continua a ser o tal elo que irmana quem a executa e quem a ouve, proporcionando a todos, sempre uma enorme satisfação. Disto, foram prova, a atenção mantida pela assistência ali presente e, também, os fartos aplausos com que foi sublinhado cada trecho musical deste concerto.

A foto que abre este post, uma repousante vista da pista de canoagem, será como que um convite para que todos visitem, no Jamor, este bonito e cuidado espaço de desporto e lazer.

M.A.

27/04/09

DAR ÀS DE VILA DIOGO


Durante o reinado de Fernando III de Castela (desde 1217) e de Leão (desde 1230) terá nascido uma expressão que ainda hoje é usada entre nós: Dar às de Vila Diogo.

Esta curiosa frase da língua portuguesa, que significa fugir, nasceu portanto durante este período A explicação da expressão não é uma verdade histórica indiscutível, mas reflecte um pouco do pensamento e do preconceito anti-semita da época.
Por aquelas paragens, à altura, parece que o convívio inter-cultural não seria dos melhores. Havia discriminação racial e religiosa.

A tradição conta que Fernando III concedeu o direito de os judeus de Villadiego não serem perseguidos. Havia, no entanto, uma contrapartida: tinham que usar calças (os cristãos usavam calções) para garantirem os seus privilégios.

Os judeus de Burgos ou de Toledo não tinham tais privilégios e, logo que perseguidos, abandonavam tudo o que tinham e fugiam para Villadiego (por aportuguesamento Vila Diogo, daí a expressão línguística "Dar às de Vila Diogo", como ainda hoje se ouve em Portugal).
Nesta localidade, eram-lhes oferecidas calças para escaparem aos perseguidores, mas com um preço: eram forçados a pagar um tributo
aos judeus locais.
(Elementos encontrados na Net)

M.A.

26/04/09

PARADOXOS DO NOSSO TEMPO



Hoje temos casas maiores, porém famílias menores.
Mais conforto, mas menos tempo.
Temos um grau educacional maior, com mais conhecimento, mas menos entendimento humano sadio e menos capacidade de julgamento.
Temos mais especialistas, mas mais problemas.
Mais medicina, mas saúde menos boa.
Rimos despreocupadamente muito pouco e ficamos com raiva muito rapidamente.
Levantamo-nos muito tarde, ficamos tempo demais defronte da TV e somos menos escrupulosos.
Multiplicamos os nossos bens, mas reduzimos os nossos valores.
Falamos demais, amamos pouco e mentimos com frequência crescente.
Aprendemos como se ganha a vida, mas não como vivê-la.
Temos anos para viver, mas não sabemos como acrescentar anos à vida.
Temos prédios mais altos, mas temperamentos mais rasteiros.
Temos estradas mais largas, mas pontos de vista cada vez mais estreitos.
Gastamos mais, mas adquirimos menos.
Compramos mais, mas usufruímos menos.
Fomos e voltamos da Lua, mas temos dificuldade em atravessar a rua para conversar com o vizinho.
Desintegramos o átomo, mas não os nossos preconceitos.
Escrevemos mais e aprendemos menos, planeamos mais e realizamos menos.
Aprendemos a apressar, mas não a esperar.
Temos salário mais alto, mas, quantas vezes, moral mais baixa.
Fabricamos mais computadores, para armazenar mais informações, produzir mais cópias para termos menos comunicação pessoal.
Temos mais quantidade, ao invés de qualidade.
Mais tempo livre, mas menos lazer, mais artes culinárias, mas pior alimentação.
Dois ordenados, mas mais divórcios.
Casas mais bonitas e lares mais desfeitos.
Estes são os tempos de Fast Food e de grandes homens com pouco carácter.

………………………………….



Portanto, sugerimos que nada guarde para uma ocasião especial e faça antes de cada dia que viver uma ocasião especial.
A vida é feita de momentos para se desfrutar e não de momentos para sobreviver.
Diga aos familiares e amigos o quanto os ama e, não hesite em levar-lhes a sua alegria e o seu sorriso.
Reconheça, em suma, que cada dia, cada hora e cada minuto são efectivamente únicos!


-Recebido num e-mail. Desconheço o seu autor(a) mas, por ter achado interessante, resolvi trazer a este blog.
M.A.

25/04/09

O SANTO CONDESTÁVEL



É já no próximo Domingo, dia 26, que o Papa Bento XVI irá canonizar esta figura, uma das mais gradas da história de Portugal. Ele será o 8º. Santo do catolicismo português.

D. Nuno Alvares Pereira, de quem estamos a falar, julga-se ter nascido em 24-7-1360 e, com maior certeza, se diz ter falecido em 1431. Aponta-se Cernache do Bonjardim como sendo o local do seu nascimento.
Com 13 anos veio para a corte como pajem da rainha D. Leonor Teles. Pela valentia demonstrada num ataque dos castelhanos a Lx., foi então armado cavaleiro seguindo depois um percurso militar e, mais tarde, no ano de 1385, D.João I já o nomeou Condestável do Reino.

A sua consagração surge com a Batalha de Aljubarrota, em que, a estratégia militar usada levou os portugueses à vitória, mesmo com a desproporção das tropas no terreno. Como recompensa, o rei D.João I fez-lhe a doação do Condado de Ourém e outras terras mais. Este diploma esteve arquivado na Casa de Bragança mas, desapareceu com o terramoto de 1755.

Começa então uma outra fase na vida desta personagem. Após a morte de sua mulher, passa a dedicar-se a uma vida mais virada para o foro espiritual e, em 1422 entra para a comunidade da Ordem do Carmo, vindo a professar, como irmão menor, em 15-8-1423, com o nome de Frei Nuno de Santa Maria.
Abdica das honras que tinha, entrega os seus bens e passa a dedicar-se inteiramente à Ordem e à caridade. Exercia a função de porteiro no convento.

Diz-se que foi ele a iniciar uma distribuição diária de sopa aos pobres e que, para a confecção da mesma, era usado um dos caldeirões que, na batalha de Aljubarrota serviram para fazer as refeições dos soldados.
Como exemplo da sua humanidade, diz-se também que, após a batalha atrás referida, mandou recolher, para serem tratados, os feridos castelhanos num local, perto do campo de batalha o qual, devido a isso, ainda hoje se chama Castela.

É igualmente a ele que se deve a construção do Convento do Carmo, onde viveu o resto da vida, até à sua morte, em 1431.
Mas a sua fama de santidade que começara a crescer, originou que D. Duarte, já em 1438, solicitasse ao Papa a sua canonização.

Em 1512, Joana, (a “Louca”) rainha de Espanha, vem em peregrinação a Lx., ao Convento do Carmo, a fim de assistir à transladação dos restos mortais de Frei Nuno para um mausoléu de alabastro que mandara esculpir em Florença.
Catarina de Bragança, que casou em Abril de 1662 com Carlos II de Inglaterra, designou como patrono do Regimento Pessoal da Rainha, Frei Nuno, escolha que se conservou até à actualidade.

Foi beatificado em 1918 por Bento XV, o que significou passar a ter o reconhecimento de santidade com culto de âmbito local, mas, no Domingo, dia 26 de Abril a canonização, transforma o já referido reconhecimento de santidade, no culto universal de toda a Igreja.

Isto, foi apenas um resumo do muito que se poderia contar sobre o Beato Nuno de Santa Maria.
O interesse pelo seu culto é tão grande no mundo católico que está já em preparação um filme épico, “O último cavaleiro da távola redonda”.
(Elementos escritos retirados de várias fontes, inclusive da Net. Da Net veio também a foto aqui usada).
M.A

24/04/09

Festival da Primavera - SIMECQ


Domingo - pista de canoagem do Jamor

Lá estaremos à vossa espera!

A animação é muita!

Venha conhecer e participar nas nossas actividades

fc

23/04/09

CARRINHOS DE ROLAMENTOS JÁ TÊM CAMPEONATO


Depois do entusiasmo que as várias provas, em diferentes pontos da zona do Pinhal, de carrinhos de rolamentos suscitaram, a Câmara de Vila de Rei decidiu apostar na organização do primeiro campeonato.
A prova de abertura, inserida nas 11ªs Jornadas Desportivas do concelho, decorreu no último sábado de Março, em Vila de Rei, na descida junto ao Quartel da GNR. Foram mais de quarenta os participantes que aderiram ao desafio, não só vilarregenses como dos concelhos vizinhos. Mostraram toda a habilidade e perícia na condução das “máquinas”, que os próprios construíram, ao longo das três mangas que compunham a competição.

Esta primeira etapa do campeonato, dividida nas categorias de carrinhos de rolamentos, sub 12, femininos e tuning, teve como vencedores Hélder Cardoso, Nelson Rolo, Liliana Rolo e Alexandre Mendes, respectivamente.

A segunda prova vai se disputada a 25 de Abril, em Malhada/Arrancoeira, numa extensão de cerca de 1500 metros. Os interessados em participar no campeonato, que terá ainda mais quatro provas, podem inscrever-se na recepção da Câmara de Vila de rei, ou através do e-mail desporto@cm-viladerei.pt .


Caros leitores:
Resolvi transcrever esta notícia porque, em tempos, a Fátima, também colaboradora deste blog escreveu um post em que , segundo as memórias que guardava da sua infância, nos ensinava justamente a construir um carrinho destes. Para relembrar queira clicar aqui.


É possível que os carrinhos usados neste campeonato sejam já mais sofisticados, mas a graça está justamente em se estar a fazer reviver algo de outros tempos. Que se divirtam pois lá pela Malhada/Arrancoeira.
(Elementos escritos e foto retirados da Net)
M.A.

22/04/09

Rio Minho em Vila Nova Cerveira

foto minha

Um rio tranquilo e belo

fc

21/04/09

AS MANAS PERLIQUITETES

As manas Perliquitetes


Quase me atreveria a jurar que todos ouviram já, numa brincadeira qualquer, em que se deseja meter alguém ao ridículo, fazer-lhe a comparação com as “Manas Perliquitetes”. Se, julga, tal como eu própria pensava, que seriam figuras imaginárias, desiluda-se pois existiram realmente segundo nos conta Marina Tavares Dias na sua obra maravilhosa “Lisboa Desaparecida”. Fui lá buscar esta informação e a foto com que abro este post.

Chamavam-se elas Carolina Amália e Josefina Adelaide Brandi Guido e eram filhas de um abastado comerciante de origem italiana, estabelecido na Baixa de Lisboa. Um seu irmão terá delapidado a fortuna que tinham e, por morte do pai, a família procurou salvaguardar o que restava com vista à subsistência das duas irmãs.
Mudaram de casa e quis o destino que ficassem vizinhas de um dos maiores boémios alfacinhas, Luís de Almeida de Mello e Castro. É justamente este boémio que lhes dá a alcunha, apresentando-as como «As minhas pupilas, as Manas Perliquitetes.» E assim ficaram para a história lisboeta.

Ao que parece, as suas indumentárias eram, já nesta altura, um tanto extravagantes, com fatos e chapéus fora de moda, por certo o que lhes ficara dos tempos áureos. E, isso, mais se acentuou com o decorrer dos anos, porém, de um adorno não prescindiam, usavam sempre uma flor na lapela! Também eram receptivas a alguns namoros e, no seu caminhar saltitante foram-se tornando presença diária, acima e abaixo no Chiado. Pouco a pouco transformaram-se em figuras típicas, aparecendo nas coplas de Revistas teatrais, chegando também, o próprio Bordallo Pinheiro, a retratá-las nos jornais humorísticos.
Mas, os seus dias foram-se tornando cada vez mais difíceis e a miséria foi avançando. Josefina Adelaide foi a que sobreviveu à irmã , acabando também por morreu em 10 de Setembro de 1907 e, ser enterrada com o produto de uma subscrição feita pelo O Século.
Então… ironia do destino, pela primeira vez, Lisboa ofereceu-lhe um vestido novo e no pino da moda!

Esta última frase fez-me vir ao pensamento aquela velha quadra:

Quando eu morrer, rosas brancas,
para mim, ninguém as corte.
Se as não tive na vida,
Não fazem falta, na morte!

M.A.

20/04/09

Um lugar ímpar

foto minha

Tentem lá adivinhar onde fica... dou-vos uma semana, pode ser?
fc

19/04/09

FOI ASSIM QUE ACONTECEU


Um curso de escultura em barro, em que ambas fomos alunas, proporcionou o nosso conhecimento e, fez criar, entre nós, um elo de amizade. De então para cá, houve alguns encontros, muitas conversas pelo telefone, uma constante troca de impressões, sempre agradável e, julgo, que também proveitosa para ambas.
Falo de uma amiga de nome Maria Luísa Seixas Azevedo, hoje uma bonita senhora já de cabelos embranquecidos mas com um espírito de fazer inveja a algumas jovens que conheço. Ainda que a saúde lhe vá pregando umas partidas de vez em quando, ela lá consegue superar isso e, como é costume dizer-se, vai dando sempre a volta por cima!

Quando menina, na cidade em que vivia, o Porto, descobriu que tinha vocação para o desenho e, depois, para a pintura. Junto de uma clarabóia que havia em sua casa, ela foi passando ao papel motivos que via na paisagem que a rodeava, dando assim corpo ao sonho que nascia nela… Mais tarde, teve aulas nas Belas Artes e as críticas dos professores sempre a incentivaram a não pôr de parte aquilo que escolhera fazer, desenhar e pintar.


Mas, o destino põe e dispõe… enamorou-se de um oficial do exército, foi para o ultramar, dois filhos nasceram deste casamento e, as contingências da vida impuseram-lhe prioridades que a foram levando a deixar o desenho e a pintura para um segundo plano. Mas posso afirmar, sem receio de errar que esquecidos por ela nunca estiveram, sem dúvida alguma…

Até que um dia, bem recentemente… «foi assim que aconteceu»… como digo no título que escolhi para este apontamento, recebi um telefonema em que a voz desta amiga, cheia de entusiasmo, me anunciava que ia expor obras suas guardadas há tantos anos! Casualmente alguém descobriu que estas obras existiam e entendeu que bem mereciam ser mostradas em público.

Se me é permitida uma opinião, eu quero aqui salientar sobretudo a faceta de aguarelista da Maria Luísa, que, para quem o não saiba, é uma das técnicas de pintura mais difíceis de atingir. Neste género, foi seu professor o Mestre Jaime Isidoro, da Academia Alvarez.
Especialmente naquelas suas aguarelas onde figuram crianças, eu encontro uma frescura de cores e uma expressividade nos rostos que as tornam mesmo únicas. São realmente as minhas preferidas.
Mas, leitores, nada melhor que deslocarem-se a Oeiras para constatarem aquilo que digo. O cartaz que vos deixo informa, quer o local, quer os dias e horário da mostra. Eu acrescento ainda que se trata do Edifício dos Serviços Sociais das Forças Armadas, junto ao Liceu de Oeiras.
Este apontamento é uma surpresa que lhe faço mas, de antemão, sei que ela me perdoará o facto de não a ter consultado para a sua publicação. As fotos que fiz e trago como amostra, não terão grande qualidade mas, servem simplesmente para vos incentivar a irem conhecer todo o conjunto de pinturas que lá estarão.

M.A.

18/04/09

Exposição de Pintura - Angels- Praia Carcavelos

Hoje Sábado às 16 horas é inaugurada esta exposição.

Apareça por lá.

A Tereza e o António irão gostar da vossa presença.

fc

17/04/09

DE NOVO LEONARDO DA VINCI

(clique para ampliar)



Falamos já aqui da permanência de Leonardo da Vinci como mestre de banquetes na corte do Duque Ludovico Sforza governador de Milão. Nesse dia trouxemos aos leitores umas tantas curiosas recomendações aos convidados dos banquetes da corte do Duque. Se quiser relembrar o assunto queira (clicar aqui).

No período de trinta anos que Leonardo ali passou, uma das suas invenções foi justamente uma máquina de cortar agriões! Ora leiam a sua história, conheçam o desenho que tinha e como veio a ter um aproveitamento bem diferente do inicialmente previsto pelo seu criador. Não serviu para uma coisa…serviu para outra!

O projecto de um cortador de agriões gigante, da autoria de Leonardo, veio mais tarde a tornar-se realidade nas oficinas do Palácio Sforza em Milão; mas, aquando da sua demonstração nos campos de agriões no exterior do palácio, perdeu-se o controlo do engenho, matando dezasseis membros do pessoal da cozinha e três jardineiros. Ulteriormente, Ludovico veio a utilizá-lo com grande eficácia contra as tropas francesas invasoras.

A História tem episódios por vezes bem curiosos, não concordam?
M.A.

16/04/09

JOSÉ FRANCO MORREU


«Os visitantes da Aldeia Saloia mostram-se desiludidos quando não descobrem no seu casulo criador o Mestre José Franco, mágico espalhador de beleza»
Assim se escrevia no livro José Franco, A Razão de um Sonho, de João Osório de Castro…

A triste verdade é que nunca mais alí o poderão ver, já que o Mestre faleceu às 2 horas do dia 14 do corrente, com 89 anos de idade, em consequência de uma queda que deu.
Fica-nos a recordação daquele sorriso de homem bom, da pureza dos seus olhos da cor do mar que ele tanto amava, da sã e natural cortesia com que recebia quem o visitava.
Fica-nos todo o colorido da obra que deixou, fruto do barro humilde e da maestria com que as suas mãos o moldaram desde criança, transformando-o em verdadeiras maravilhas.
E fica-nos, sobretudo, uma grande saudade daquele maravilhoso ser humano que conhecemos!
Que descanse em paz.

P.S.- Já noutra altura (28-10-2008) falamos da obra e do Mestre neste blog. Para aceder ao post por favor (clique aqui)
M.A.

15/04/09

ARQUITECTO TELMO GOMES

(Clique para ampliar)


O arquitecto Telmo Gomes nasceu em S. Salvador, perto de Viseu e veio para Lisboa com cinco anos de idade.
Quando viu o mar e os barcos pela primeira vez, foi um deslumbramento total que se tornou em paixão, um «entranhado amor às coisas náuticas» que o tem acompanhado pela a vida fora.
Já em criança faltava às aulas para ir desenhar barcos para a Rocha do Conde de Óbidos, com a particularidade de tratar apenas navios portugueses. «De outras nacionalidades não falta quem os pinte e desenhe».


Eram estes os primeiros dados biográficos do arquitecto que se apresentava numa exposição no Padrão dos Descobrimentos, em 1999, a que ele deu o título de PORTUGAL NO MAR –Navios Portugueses no Oriente (Sec XVI) e Embarcações regionais da Tradição Portuguesa. Foi esta a primeira vez também que vi os barcos pintados por ele e, impossível seria não ficar logo impressionada com a superior qualidade daquele trabalho. Depois, já com palavras suas dizia ele: «Na crença de que uma imagem vale mais que mil palavras, e após exaustiva procura e reconstituição de elementos históricos de todos conhecidos, conto, através das minhas gravuras, aquilo que outros têm contado pela escrita. Não é certamente um trabalho de investigação, longe disso, mas sim apenas de divulgação e, de uma sentida homenagem a esses Homens e a esses Navios, “pelo muito que fizeram na Arábia, na Pérsia e Índia”, ajudaram a construir um Império e mudaram a História do Mundo».

Eu também considero que a imagem substitui muitas palavras e, portanto, deixo-vos com esta pequena amostra do que ali vi.

1-Galeão Trindade ,um dos mais famosos do seu tempo. Entrou na conquista de Goa (1510) e na de Malaca (1511)
2- Nau, chamada de “nau redonda”
3-Nau e Catures, estes são navios de apoio e combate
4- Caravela latina, principais navios dos descobrimentos
5-Fortaleza de Malaca e caravela redonda. Malaca foi conquistada por Afonso de Albuquerque em 1511
6-Pormenor de mapa e Nau. Recriação de Telmo Gomes baseada num mapa de Sebastião Lopes.
M.A.

14/04/09

PACIÊNCIA


Caros leitores:

Hoje trago-vos muito simplesmente uma paciência que, podemos dizer, ter ainda algo a ver com a Páscoa, visto que é feita com ovos.
Pensem só quanta imaginação e habilidade terá sido precisa para fazer uma coisa destas!

Se gostaram até podem experimentar fazer.
M.A.

13/04/09

PASSAROLA DO PADRE BARTOLOMEU DE GUSMÃO


A primeira aeronave conhecida no mundo a efectuar um voo foi baptizada com o nome de “Passarola”, 74 anos antes do famoso balão dos Montgolfier. As sua características técnicas não são totalmente conhecidas hoje, mas, sabemos que terá voado no ano de 1709 e que, foi seu inventor o padre e cientista português Bartolomeu de Gusmão. O próprio desenho deixa dúvidas que tenha sido feito do original.

Na sequência dos seus estudos sobre aeroestação, em 1708 , o padre Gusmão faz uma petição ao rei D. João V ,para aquilo que designou como “instrumento de andar pelo ar”. Com o assentimento do rei e concedido também um financiamento é, então, na Quinta do Duque de Aveiro, em S. Sebastião da Pedreira, (Lisboa), que o cientista se dedica a tempo inteiro ao seu projecto.


Em 8 de Agosto de 1709, perante uma ilustre assistência, Rei, Rainha, Núncio Apostólico, membros do Corpo Diplomático e toda a Corte Portuguesa, na Sala dos Embaixadores da Casa da Índia, Bartolomeu de Gusmão fez subir até ao tecto da sala um balão aquecido com ar.
Segue-se então o desenvolvimento da versão maior, já tripulada e baptizada com o nome por que ficou conhecida, “Passarola”. O enorme balão, possivelmente levando dentro o seu inventor, foi lançado da Praça de Armas do Castelo de S.Jorge, em Lisboa e voou cerca de 1 Km, vindo a poisar no Terreiro do Paço.


Bartolomeu de Gusmão torna-se assim um dos mais importantes pioneiros da aeronáutica mundial sendo mesmo chamado “O Padre Voador”.

P.S- No seu livro “Memorial do Convento” Saramago fala neste episódio.

(Pesquisa na Net e imagem retirada da “Illustração Portugueza”)
M.A.

12/04/09

UMA PÁSCOA DA MINHA INFÂNCIA

(Clique para ampliar)
Quando criança, o Domingo de Páscoa era passado primeiro na casa paterna, onde se recebia a visita do Compasso e, em seguida, íamos todos para uma aldeia próxima, Macinhata-da-Seixa, onde moravam os meus avós maternos.
Ali, havia por hábito percorrer algumas casas de gente conhecida onde, mais uma vez, se beijava a Cruz e se trocavam manifestações de amizade.

Uma das primeiras recordações foi ver, numa casa modesta, sobre uma mesa, coberta com a tradicional toalha, escolhida, por certo, entre o que de melhor teriam, um pequeno prato onde se colocara uma laranja e, sobre esta, uma moeda de 10$00. Lá o dinheiro, eu não estranhei, mas a laranja é que nunca ninguém me explicou porque aparecia ali também. Verifiquei, depois, que isso se repetia em várias outras casas. À minha pergunta só me souberam responder que já os “antigos assim faziam”…

Também havia o hábito de ofertarem ovos. Um dos homens do Compasso trazia um balaio (um cesto redondo e baixo, sustentado por uma asa em arco) destinado a recolher este tipo de oferta.
Mas o que especialmente vos quero contar é um episódio um tanto cómico:

O pároco que estava nessa aldeia era conhecido como bastante forreta o que deu motivo a algumas histórias com isso relacionadas. Esta foi uma delas:
No dia de Páscoa, por tradição, quando o Compasso recolhia à Igreja era costume haver uma última confraternização em casa do pároco, onde se comia e bebia mais qualquer coisa. Ora, pelo costume já criado, este não teve forma de fugir a isto e, mesmo contrariado, lá mandava pôr na mesa pão, queijo e talvez o belo vinho “americano” (noutras terras chamado morangueiro) que por ali se cultivava. Mas, dado que naquele dia muitas eram as casas visitadas e, em quase todas elas se fora comendo e bebendo, geralmente, o grupo declinava este último convite. Bom…isto aconteceu enquanto não se descobriu que o dito padre A. costumava ir à loja da terra pedir um queijo emprestado que a seguir ia devolver!...

Portanto, leitores, neste ano que estou a recordar, a coisa correu mal ao sr. prior. O grupo que compunha o Compasso, foi mesmo para a sala do passal e, talvez correndo o risco de provocar um colapso cardíaco ao padre, alguém agarrou na faca e encetou mesmo o dito queijo!
Quem assistiu à cena, contou que o suspiro que se ouviu ao padre foi profundo e audível para todos os divertidos presentes …

(A imagem mostra uma aguarela de um recanto da aldeia aqui referida)
M.A.

11/04/09

PÁSCOA DE 2009



ASSINALANDO A QUADRA PASCAL É ESTA A MENSAGEM QUE QUEREMOS DEIXAR A TODOS OS NOSSOS LEITORES:


A TODOS QUE ACOMPANHAM
TUDO QUANTO AQUI SE DIZ
NÓS DESEJAMOS SAUDE
E UMA PÁSCOA FELIZ


F.C. e M.A.

10/04/09

Arte e culinária

Ensopado de Borrego

Confecção:

Borrego meia estação,
A porção que se quiser,
Frito em lume de fogão
Na véspera de se comer.

Aproveite então o pingo
Que da fritura ficou
E que com grande cuidado
Você no tacho guardou.

No dia em que vai comer
E no pingo em que fritou
Pique-lhe três cebolinhas
(tamanho de malmequer)
Ponha alho, deite louro
E pimenta a que quiser
E deixe ficar tão louro,
Como a carne já ficou.

Junte então a carne frita.
Cuidado, não vá espirrar,
Mesmo que fique aflita,
Colorau lhe há de deitar.

Bem, se tem mais que fazer
Aproveite nessa altura,
Contanto que o vá mexer
De quando em vez com ternura.

Deite água, a jeito meu,
De maneira subtil,
Assim como vem do céu
A chuva no mês de Abril!

Depois de tanto suar
Não o deixe arrefecer,
Traga a tampa p'ro tapar
... Não vá ele adoecer!

É carne mole?! Ou é dura?!
Já depende do bichano,
O tempo de cozedura
Vai de uma hora a um ano!!!

Já estou pronto. Que emoção!!
Quente e bem temperadinho!!!
Vou juntar-me ao belo pão
Cortado bem delgadinho.

Bom proveito! Bebam vinho!
Meu companheiro ideal,
Nem eu vivo sozinho
Nem tenho outro amor igual!

Fonte: Revista "Banquete" de Junho de 1972 - Sra D. Maria Teresa de Vasconcellos e Sá Grave

fc

09/04/09

Eléctrico 15 - Cruz Quebrada



Este artigo foi escrito pela Clotilde Moreira, e publicado pelo Jornal de Oeiras desta semana.

08/04/09

UMA FLOR NA BOTOEIRA



Quem é que não teve já na mão uma qualquer foto antiga, onde apareça um cavalheiro ,ostentando, na lapela do casaco, uma flor? Era um requinte de elegância que se perdeu no tempo. Hoje em dia apenas em algumas cerimónias de casamento, o noivo e padrinhos ainda usam esse adorno. Diz-se que a flor escolhida deve até ser uma gardénia…

Pois o que hoje lhes trago são, justamente, duas pequenas peças em prata, cujo nome desconheço, que eram usadas para tal efeito. Para evitar que a flor murchasse, este adorno levava um pouco de água dentro e, a pequena mola lateral (idêntica à que se vê numa qualquer lapiseira ainda hoje) servia para se fixar, na casa aberta da lapela do casaco do cavalheiro.

Sei que estou a despertar sorrisos e comentários, talvez bem jocosos, principalmente nos homens que estejam a ler isto mas, não resisti à tentação de vos mostrar mais estas velharias que guardo há muitos anos.

Dos homens que conheço, não imagino nenhum deles, a sair, hoje, à rua, com uma coisa destas na lapela do casaco. Mais depressa lá veremos um qualquer emblema de club desportivo. Trazer isto ao blog foi, digamos que uma “provocação” aos nossos leitores!…

(Objectos de prata da autora do post)
M.A.

07/04/09

Basilica de Santa Luzia - Viana do Castelo






Situada no alto do monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo, a Basílica de Santa Luzia, foi começada a construir em 1903 e terminada em 1943, com projecto do arquitecto, Miguel Ventura Terra.

A última fase da construção da basílica, que é considerada como inspirada na Basílica de Sacré Cœur, de Montmartre, Paris, viria a ser dirigida pelo arquitecto Miguel Nogueira, que contou para o trabalho sobre o granito, com o mestre canteiro, Emídio Pereira Lima.

Está edificada sobre uma planta em forma de cruz grega e a sua arquitectura tem elementos neo-românicos e bizantinos, no topo da basílica uma varanda permite, em dias sem neblina, um vastíssimo panorama da região.

A estátua de bronze, do Coração de Jesus, colocada na entrada, datada de 1898, é da autoria do escultor, Aleixo Queirós Ribeiro, os dois querubins do altar-mor, são da autoria do escultor Leopoldo de Almeida e esculpidos pelo Mestre Emídio Lima e Albino Lima, em mármore de Vila Viçosa.

Os vitrais das rosáceas foram executados na oficina de Ricardo Leone, em Lisboa, o fresco que representa a via-sacra e a Ascensão de Cristo, na cúpula, tem como autor, M. Pereira da Silva. O carrilhão é composto por 26 sinos.


Informações colhidas aqui, e aqui.


As imagens são da minha autoria.


Recomendo vivamente a visita!

fc


06/04/09

O PASSEIO DE SANTO ANTÓNIO


(Clique para ampliar a imagem)


Saíra Santo António do convento,
A dar o seu passeio costumado
E a decorar, num tom rezado e lento.
Um cândido sermão sobre o pecado.

Andando, andando sempre, repetia
O divino sermão piedoso e brando,
E nem notou que a tarde esmorecia,
Que vinha a noite plácida baixando…

E andando, andando, viu-se num outeiro
Com árvores e casas espalhadas,
Que ficava distante do mosteiro
Uma légua das fartas, bem puxadas.

Surpreendido por se ver tão longe,
E fraco por haver andado tanto,
Sentou-se a descansar o bom do monge,
Com a resignação de quem é santo

O luar, um luar claríssimo nasceu.
Num raio dessa linda claridade,
O Menino Jesus baixou do céu,
Pôs-se a brincar com o capuz do frade.

Pêro, uma bica de água murmurante
Juntava o seu murmúrio ao dos pinhais…
Os rouxinóis ouviam-se distante.
O luar, mais alto, iluminava mais.

De braço dado, para a fonte, vinha
Um par de noivos todo satisfeito;
Ela trazia ao ombro a cantarinha,
Ele trazia…o coração no peito.

Sem suspeitarem que alguém os visse,
Trocaram beijos ao luar tranquilo.
O Menino, porém, ouviu e disse:
_Oh frei António, o que foi aquilo?...

O santo erguendo a manga de burel
Para tapar o noivo e a namoradad,
Mentiu numa voz doce como o mel:
_Não sei o que fosse. Eu cá não ouvi nada…

Uma risada límpida, sonora,
Vibrou em notas de oiro no caminho.
_Ouviste, frei António? Ouviste agora?
_Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho…

_Tu não está com a cabeça boa…
Um passarinho a cantar assim!...
E o pobre Santo António de Lisboa
Calou-se embaraçado, mas por fim,

Corado como as vestes dos cardeais,
Achou esta saída redentora:
_Se o Menino Jesus pergunta mais,
…Queixo-me à sua mãe, Nossa Senhora!

E voltando-lhe a carinha contra a luz
E contra aquele amor sem casamento,
Pegou-lhe ao colo e acrescentou: _Jesus,
São horas…
E abalaram p’ró convento.

Augusto Gil

(Santo António de José Franco, anos 70. Reparem no pormenor de o Menino Jesus ter um carrinho de mão!)

M.A.

05/04/09

Patã - Albufeira


Fotos minhas

fc

04/04/09

Um dia nas férias grandes



Era assim em todos os dias das férias grandes.

De manhã faziam-se os deveres escolares (mesmo sendo tempo de férias). À tarde depois do almoço, o calor das tardes e o azul do céu, como que diziam que era tempo de partilhar a brincadeira com as outras crianças.

Nesse dia, o lugar escolhido foi aquele recanto fora da estrada ao fundo da pedreira. Tinha uma vista fantástica para o mar e para a serra. Podia ver-se ao longe o Bugio, e o Palácio da Pena. Os vizinhos estavam por perto, era aqui que tinham as suas hortas onde se entretinham a cultivar os legumes para a família.

A brisa soprava sempre com uma suavidade tal, que mais parecia uma melodiosa composição de violino.

Na saída de casa, já o grupo contava com 4 elementos. As da pedreira e nós.

Estrada fora, para o sítio da brincadeira, caminhávamos ao ritmo que podíamos, ajudando a Ticha, que desde que nasceu nunca soube o gosto de andar pelo seu pé. Uma má formação óssea intra-uterina roubou-lhe essa maravilha do caminhar. Mas, nunca Ela ficou só ou aborrecida. Pelo contrário alinhava em tudo, fazia parte do grupo, ia a “todas”. Era a primeira a dizer; estou pronta!

Aquela tarde não era excepção.

Ora contava eu, caminhava-mos estrada fora, duas a ajudá-la, outra a segurar as muletas, quando a nossa fragilidade de crianças não aguentou a Ticha, e eis que ela cai de rabo no chão no meio da estrada.

Valeu o facto de ser uma zona calma e onde só esporadicamente passavam carros, mas logo naquela hora havia um de querer passar!

A atrapalhação era muita. Nós que não a conseguíamos levantar… os outros que tardavam em se juntar a nós… o carro a querer passar… e a Ticha com a sua fantástica e permanente boa disposição cruza os braços sentada no meio da estrada e diz cantarolando:

Daqui não saio, daqui ninguém me tira!

Perante esta atitude os outros riram e tentaram mais uma vez levantá-la sem êxito. Valeu a ajuda do condutor do carro, que ao ver a atrapalhação do grupo, decidiu vir em auxílio.

Com um sorriso levantou-a, chegou-lhe as muletas, encaminhou-a à berma, afagou-lhe os cabelos e partiu.

Entretanto já o grupo estava todo reunido. Solidário como sempre!

Lá fomos todos juntos para a tarde de brincadeira. Um bom dia, começa com uma boa história, de preferência das que acabem bem…

Começámos por brincar ao Rei manda. Não era o rei que mandava, mas a nossa rainha Ticha.

Seguiu-se o jogo da macaca, do pião, ainda cantámos todos umas cantigas e ficou programado o dia seguinte…

Era hora de regressar para o lanche. Todos merendavam numa ou outra casa, alternadamente.

Que festa fazíamos dos dias das férias grandes…..

03/04/09

Ana Camilo expõe no Museu Grão Vasco -Viseu



















Convite
O Director do Instituto dos Museus e da Conservação, o Director do Museu Grão Vasco e L’Agenzia di Arte têm a honra de convidar V. Ex.ª para a inauguração da Exposição internacional de Arte FACTORY by l’agenzia di arte, que terá lugar no Museu Grão Vasco, em Viseu, no dia 4 de Abril de 2009, pelas 16h30.
A exposição estará patente até ao dia 03/05/2009

Artistas participantes

Allera Cosimo, Andrea Giorgi, Ana Camilo, António Dulcídio, António Tavares, Alberto Pires, Carla Taveira, Carlos Godinho, Cláudia Silva, Célia Alves, Cosme, Elisabete Silva, Ernesto Silva, Etay Gabay, Francisco Urbano, Irene Pissarro, João Carita, José Cunha, José Miguens, Lucia Sandroni, Luiz Morgadinho, Majlinda Kelmendi, Maria Emília Amaral, Maria Melo, Massimo Bardi, Monika Grygier, Nicolau Campos, Paulo Medeiros, Paulo Themudo, Patty Silva, Pedro Prata, Ricardo Passos, Robert Schwarz, Santiago Ribeiro, Sílvia Alba, Stefania Mollo, Susy Manso, Teresa Duarte, Thomas Hirsch, Victor Tajes y Yana Stamatova.

02/04/09

OS DOZE MESES DO ANO


Também no que respeita aos meses do ano decerto os nossos leitores algum dia se terão interrogado sobre o significado de cada um dos nomes pelos quais os conhecemos. Eis o que consegui apurar depois da pesquisa que fiz:

JANEIRO – Tem 31 dias. É o primeiro mês nos calendários juliano e gregoriano. O nome vem do latim Ianuarius e era uma homenagem a Jano, deus da mitologia romana.

FEVEREIRO – Tem 28 dias excepto nos anos bissextos em que tem mais um, É o segundo mês pelo calendário gregoriano. O nome vem do latim februarius, inspirado em Februus, deus da morte e da purificação etrusca.

MARÇO – Tem 31 dias e é o terceiro mês do calendário gregoriano. Já foi o primeiro mês do ano na Roma antiga. O nome vem de Martius, depois Marte, o deus romano da guerra.

ABRIL – Tem 30 dias e é o quarto mês do calendário gregoriano. O nome vem do latim Aprilis que significa abrir, numa referência à germinação das culturas. Também existe a versão de derivar de Aprus, o nome etrusco de Vénus.

MAIO – Tem 31 dias e é o quinto mês do calendário gregoriano. O nome é derivado da deusa romana Bona Dea da fertilidade. Outra versões apontam para a deusa grega Maya, mãe de Hermes.

JUNHO – Tem 30 dias e é o sexto mês do calendário gregoriano. O nome deriva da deusa romana Juno, mulher do deus Júpiter.

JULHO – Tem 31 dias e é o sétimo mês do calendário gregoriano e deve o nome ao imperador Júlio César, por ser o mês em que este nasceu. Antes era chamado quintilis (cinco) do latim, por ser o quinto mês do calendário romano que começava em Março.

AGOSTO – Tem 31 dias e é o oitavo mês do calendário gregoriano. O nome vem de Augustus em honra do imperador César Augusto, o qual não querendo ficar atrás de Júlio César quis que o seu mês tivesse também 31 dias. Antes, o nome era sextilis ou sextil, por ser o sexto mês no calendário de Rómulo.

SETEMBRO – Tem 30 dias e é o nono mês do calendário gregoriano. Tem origem latina em septem (sete) dado que era o sétimo mês do calendário romano.

OUTUBRO – Tem 31 dias e é o décimo mês do calendário gregoriano. Deve a origem do nome ao latim octo (oito) dado que era o oitavo mês do calendário romano que começava em Março. Como curiosidade, Outubro começa sempre no mesmo dia da semana que o mês de Janeiro, quando o ano não é bissexto.

NOVEMBRO – Tem 30 dias e é o décimo primeiro mês do calendário gregoriano. Vem o seu nome do latim novem (nove) dado que era o nono mês do calendário romano que começava em Março.

DEZEMBRO – Tem 31 dias e é o décimo segundo e último mês do calendário gregoriano. Deve o seu nome à palavra latina decem (dez) dado que era o décimo mês do calendário romano que começava em Março.

Mais umas tantas curiosidades deixadas à disposição dos nossos leitores.

M.A.

01/04/09

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Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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