30/05/09

Exposição de Artes Juvenil - SIMECQ 31/05/2009 - 16 HORAS


No próximo Domingo, os artistas de palmo e meio do nosso Atelier de Artes, expõem os trabalhos que têm vindo a executar nas aulas de iniciação ao desenho/pintura e iniciação às actividades artísticas.
Aproveitamos assim para comemorar o Dia Mundial da Criança com os nossos jovens.
Haverá um lanche, e algumas surpresas.
Fica desde já o convite para os jovens do Basquetebol, da Música e dos visitantes do blog se juntarem nesta iniciativa.
Convém que os jovens tragam os pais, os avós, os primos, os tios, os amigos, os colegas da escola, etc.
Também podem e devem aparecer todos os nossos visitantes mesmo que não tenham um jovem para os acompanhar...
A todas as crianças do Mundo deixamos aqui os votos de um FELIZ DIA DA CRIANÇA.
fc

29/05/09

SIMECQ em fim de semana repleto de actividade


Está aí mais uma maratona de Basquetebol.

Veja a programação em http://www.blogger.com/www.simecq.pt
fc

28/05/09

Há um Zoo em Lourosa (Porto), sabia?

Localizado na cidade de Lourosa, o Zoo de Lourosa – Parque Ornitológico é o único parque do país, e um dos poucos da Europa, cuja colecção é composta exclusivamente por aves.

Sendo um local de perfeita comunhão com a Natureza, possui mais de 500 exemplares de aves, de cerca de 150 espécies, algumas das quais raras ou ameaçadas de extinção, constituindo uma plataforma de excelência para a Divulgação, Conservação e Reprodução de espécies ameaçadas.


O Zoo de Lourosa é uma janela aberta para o Mundo Selvagem através da qual poderá espreitar e deslumbrar-se com algumas das mais belas aves que existem. Conheça os exuberantes calaus, as sempre enigmáticas corujas, o imponente urubu-rei ou os fascinantes flamingos e casuares e, por momentos, faça parte de um Mundo onde o Homem e a Natureza coexistem em perfeita harmonia.

O Zoo dispõe de um leque variado de actividades e recursos específicos para todos os visitantes, em especial para a população infantil.


Saiba tudo aqui e aqui
fc

27/05/09

O SEMEADOR DE ESTRELAS



Estas fotos aparecem, como mail, com alguma frequência nos nossos PCs., no entanto, pensei que seria interessante trazê-las aqui ao blog pois, há sempre probabilidade de surpreenderem alguém, que nunca as viu.
Podemos encontrá-la em Kaunas, Lituânia, (antiga URSS).

É um bronze que, durante o dia, será um, igual a muitos outros mas que, durante a noite, adquire uma nova dimensão carregada de significado e que, julgo, não deixará indiferente quem por ali passe.
Até o título me parece ser bastante feliz. Digam lá se concordam ou não?
(Pesquisa na Net)

M.A.

26/05/09

Pinturas Cantadas - Museu Etnologia

Arte e performance das mulheres de Naya





A exposição Pinturas cantadas: arte e performance das mulheres de Naya, mostra as obras realizadas pelas mulheres das comunidades Patua do Estado de Bengala na Índia que cantam as histórias que pintam em extensas tiras de papel. Os temas tanto retomam o reportório das tradições orais da comunidade como falam de mudanças sociais e políticas e acontecimentos que marcam a vida da aldeia, do país ou do mundo.

Poderá ver aqui uma reportagem sobre esta exposição, e informações aqui

Uma exposição que recomendo vivamente.
fc

25/05/09

UM VÍDEO...

Um vídeo que, a meu ver, dispensa quaisquer palavras.


video

Um exemplo de solidariedade que nos leva a acreditar num mundo melhor!...

(Recebido num e-mail)

M.A.

24/05/09

Feira do livro e outras coisas mais no jardim de Paço D'Arcos


Diz-se aqui, que para além da feira, haverá outras actividades.

fc

23/05/09

A MARIA E O JUSTINO


Como já vos referi antes, os meus avós maternos viviam numa pequena aldeia onde possuíam uma casa de lavoura.
Entre o pessoal havia, como criada do campo, uma moçoila, de nome Maria, alegre, desempoeirada e, ao que diziam, sempre de resposta na ponta da língua.
Um dia, o destino trouxe até àquela porta um pobre diabo que pedia esmola e, além dela, veio a encontrar ainda uma mudança de vida. O meu avô terá simpatizado com aquele homem e, após uma breve conversa pela qual se apercebeu da triste vida que tinha na sua frente, decidiu contratá-lo para tratar do gado…

O meu avô chegou a exercer vários anos o cargo de regedor. Era uma pessoa muito respeitada lá na terra, mas igualmente tida como bastante severa, de “mau feitio” e pouco dada a brincadeiras. Porém, sempre pronto a ajudar quem precisasse, como parece ter sido o caso.
O Justino, era este o nome do homem, passou desde então a fazer parte da casa e creio que nunca o meu avô terá tido motivo para se arrepender da decisão que tomou. Era eficiente, dedicado mas extremamente introvertido e conservando sempre um semblante tristonho. Reflexos, possivelmente, de um passado nunca desvendado!...


Ora, um bela manhã, quando o bom do Justino trazia numa mão o canado do leite que mungira à “Boneca”, o meu avô notou que ele tinha a cara toda escalabrada, a roupa rasgada e suja de sangue e caminhava com dificuldade, apertando os joelhos com a outra mão. Enquanto o interrogava foram medindo o leite e, dos habituais 20 litros diários, deram conta que só ali estavam 8. Todas as perguntas iam ficando sem resposta! O Justino continuava, mudo e quedo, como é costume dizer-se e, apenas encolhia os ombros num jeito envergonhado …
Foi então que entrou em cena a Maria. Ela avançou para o Justino, deu-lhe um safanão e berrou-lhe ao ouvido:
_Ó “estapor d’ home”, diz lá ao patrão que a vaca hoje só te deixou tirar 8 litros de leite porque te deu um par de coices entre as pernas que até te fez ver as estrelas!
O meu avô interveio com o seu ar sério:
_Mas que conversa é essa? Afinal o que é que se passa?
_Atão o patrão não está a ver?! Mas não tenha pena dele. Mesmo que a vaca lhe tivesse feito ir pelos ares tudo aquilo, nada se perdia!
_Mas você está doida ou quê?!
_Não estou doida, não patrão. Não se perdia nada porque ele até já nem lhe dava uso!
E virando-se para o Justino invectivou:
_Ó ”estapor” fala e diz a verdade ao patrão! Tu já não davas uso a isso pois não?

E dando uma sonora gargalhada, partiu quintal abaixo, com a enxada ao ombro a cantar uma moda em voga…

P.S.-Estes dados, em especial a parte do diálogo, retirei-os de uma das várias histórias reunidas no livro “Porta sem Trinco”. O seu autor, um tio meu, Rafael Godinho, era, ao tempo, um jovem estudante. Talvez tenha mesmo testemunhado este episódio. Provavelmente, trarei ao blog mais uma ou outra história dessa mesma obra.

M.A.

22/05/09

Aulas de pintura sobre cerâmica no nosso atelier - 6ªas feiras das 18.00 às 20.00h




Todas estas peças foram produzidas no nosso atelier.

Os conhecimentos da Lurdes Caldas, uma ceramista com anos de experiência, fazem com que os nossos alunos produzam verdadeiras peças de arte.

Apareça e experimente esta técnica.

Oferecemos-lhe a 1ª aula! Confirme a sua presença em: simecq.cultura@gmail.com


fc

21/05/09

OBRAS NO TERREIRO DO PAÇO



Durante as obras que se fizeram recentemente no Terreiro do Paço foi posta a descoberto uma escadaria que existia junto ao torreão do lado esquerdo, conforme se pode ver nesta gravura, que mostramos e que é anterior ao terramoto de 1755.
(Recebido num email)
M.A.

20/05/09

CURIOSIDADES DA LINGUAGEM - “PALÍNDROMOS”

Caros leitores:

Hoje teremos uma conversa sobre português e começo por perguntar se sabem o que é um “PALÍNDROMO”?... Não?

_Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, isto é, da esquerda para a direita e da direita para a esquerda.Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora acoincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto mais longa seja a frase. É o caso do conhecido:
SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.Diante do interesse pelo assunto (já leu a frase ao contrário?),tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões...Se souber de algum, diga-nos.


ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA

A MALA NADA NA LAMA

A TORRE DA DERROTA

LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA
ROMANA: ANIL É COR AZUL

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O
NAMORO

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAIRAM O TIO E OITO MARIAS

ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ

Há outras curiosidades da linguagem que irei trazendo aqui aqui.
M.A.

19/05/09

UMA NOITE NO MUSEU


Tivemos oportunidade de ir assistir no dia 16, no Museu Arqueológico de S.Miguel de Odrinhas ao que denominaram “Um Serão Renascentista”. Para satisfazer de imediato a curiosidade dos leitores vou mesmo transcrever o que está escrito no folheto publicitário:


Estamos em 1543.
Dois grupos de humanistas ligados à Corte d’el Rei D. João III percorrem o termo de Sintra em busca das antiqualhas aqui deixadas pelos Romanos.
Estes personagens históricos lêem e interpretam as enigmáticas inscrições romanas, recriando a atmosfera das mais antigas descobertas arqueológicas feitas em Sintra, na época do Renascimento.
«Que fazeis vós?»
« Antiquitates vestigamus!»



No exterior, a iluminação fazia-se com tochas. Depois, no interior foram as velas que continuaram a quebrar a escuridão.
Fomos recebidos, a partir da entrada do museu, por personagens trajados à época e , já no amplo átrio do museu, pouco depois, ouvimos, a partir de dois varandins que ali existem, Joana Vaz e Valéria Vicente, no papel de duas damas da corte, fazerem, à laia de Prólogo, uma descrição daquilo a que iríamos assistir em seguida.




Na “Basílica Romana” para onde fomos encaminhados a seguir, desenrolou-se então a representação. As personagens foram desempenhando o seu papel, aproveitando, justamente, o conjunto de objectos expostos e as suas inscrições para darem interessantes explicações aos visitantes.
Havia também um cravo, que foi sendo tocado, com música adequada, o que ajudou a compor melhor o cenário do serão.

No final, os visitantes misturaram-se com as personagens e dali se partiu, numa passagem pelo percurso denominado “Livro de Pedra”, até ao bar, transformado agora em “Taberna” onde se vendiam alguns petiscos e bebidas também conotados com a época do serão.
As fotos, da autora do post, documentam, também, o que ali se passou.

M.A.

18/05/09

Campanha cientifica na Antárctica - 2009



José Xavier é um biólogo marinho que está na sua 6ª campanha cientifica na Antárctica.
A maior de sempre para um Português...

Acompanhe esta fantástica viagem aqui

Desejamos ao José Xavier uma boa viagem e agradecemos o facto de nos transmitir excelentes reportagens!

fc

17/05/09

VINICIUS DE MORAES


Ele foi baptizado Marcos Vinitius Cruz e Mello Moraes, mas, aos 9 anos mudou oficialmente de nome para ficar apenas Vinícius de Moraes. Nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de Outubro de 1913 , vindo a falecer na mesma cidade, em 9 de Julho de 1980.
Foi diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor. A sua obra abrange a literatura, o teatro, o cinema e a musica. Sobretudo na música a sua inspiração levou-o a compor trechos belíssimos que, uma vez ouvidos nunca mais se esquecerão.
Recordo, entre muitos , O “Samba da Bênção”, “Garota de Ipanema”, "Saudades do Brasil em Portugal”, “Tarde em Itapoã” "O monólogo de Orfeu" "Para quê chorar"…

Era um boémio por excelência e, também, um apreciador de uísque tal, que, até em palco, se fazia acompanhar de uma garrafa dessa bebida. Também a fama de ser um grande conquistador lhe era atribuída, o que os nove casamentos que teve, parecem comprovar.
Na música, as parcerias que fez com Tom Jobim, Toquinho, Baden Powel e Carlos Lyra deram também óptimos resultados.

Check out this SlideShare Presentation:


Em 19 de Dezembro de 1968, em Lisboa, em casa de Amália houve uma pequena festa em que participou Vinicius. Estiveram presentes também Ary dos Santos, Natália Correia, Allan Oulman, David Mourão Ferreira, Fontes Rocha (guitarrista) e Pedro Leal (violista).
Acredito que deve ter sido um serão cultural memorável! Para dizer isto, baseio-me no disco editado a partir da gravação que, (em boa hora) dessa noite foi feita e que eu própria possuo.
Se o disco nos transmite uma certa magia nos poemas que foram ditos , nas músicas que se ouviram e, nos comentários que entre si os convidados foram trocando, o que não teria sido assistir àquele serão, mesmo ao vivo, leitores!

Deixo-vos com um recorte fotográfico (tirado de uma revista, portanto desculpem a falta de qualidade) desse mesmo serão em casa de Amália e, também, com um vídeo com o bonito poema “Procura-se um amigo”, de Vinícius de Moraes.
Até breve, amigos.
M.A.

16/05/09

PESOS E MEDIDAS


No nosso dia a dia estamos continuamente a deparar com o emprego de medidas de capacidade, de peso, de volume, de área, de comprimento, etc. Estas são as mais correntes porque muitas outras há, mais específicas, campo por onde eu não me atrevo sequer a entrar.
Vejamos o que se passa no supermercado. A maior parte dos artigos está pronta a ser trazida por nós que, olhamos para as embalagens, geralmente plastificadas, escolhemos este tamanho ou aquele consoante o que nos faz falta em casa e lá vamos direitos à cx. para pagar. Poucos serão os artigos que somos obrigados a levar ainda à balança, estou a lembrar-me da carne, do peixe, dos legumes e fruta, mas, mesmo estes, também já há a possibilidade de os encontrar em embalagens já pesadas.


Que contraste com as antigas mercearias de bairro!... Estas, eram lojas geralmente atravessadas por um balcão que separava os clientes de quem os atendia e rodeadas de armários ou prateleiras onde estavam expostos artigos vários. Na parte inferior das prateleiras, viam-se as tulhas, uma espécie de cxs. de madeira com tampa inclinada, onde o arroz, o açúcar, o feijão, a massa, os diversos cereais, etc. etc. estavam arrecadados. Era dali que, consoante o pedido dos clientes, o merceeiro (geralmente vestido com uma bata escura) enchia os cartuchos de papel pardo, que, a seguir, seriam pesados na balança. O azeite saía de um aparelho colocado sobre o balcão, que, por sucção o tirava do depósito situado na parte inferior, directamente para a garrafa, ou a almotolia que fora trazida pelo cliente.




O leite, quando não se ia buscar mesmo às quintas, onde havia vacas, era trazido em grandes canados de zinco que tinham uma torneirinha na parte inferior e assim era vendido porta a porta.
O vinho vendia-se a granel, nas tabernas, onde passava do pipo para a medida de folha de zinco e, a seguir, por um funil para a garrafa que o cliente levara de casa.
A medição de terrenos fazia-se com a chamada corrente de agrimensor ou, por vezes, até servia um cordel com marcas feitas com de tinta de côr.
A lenha, era medida no monte com um estere, uma espécie de grade que correspondia a um metro cúbico.

Tudo isto veio à minha memória como recordação de infância, quando, tive sob os olhos umas fotos de pesos e medidas antigas que, em 2005, estiveram numa exposição. Certos, nomes eram-me familiares outros, não, claro! Aqui deixo fotos de alguns desses pesos e medidas que são pertença da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, uma instituição cultural de utilidade pública fundada em 1881 e que desenvolve intensa actividade cultural. Sei que há lá mais colecções de interesse para além desta. Será, pois, um bom motivo para uma ida a Guimarães. Queira clicar aqui para saber mais.
Neste parágrafo anterior está, pois, a razão principal, que hoje me trouxe à conversa com os leitores. Espero que gostem , como eu própria gostei.

Colecção de pesos (?)
Caixa em metal c/ balança e pesos Sec. XIX
Alqueire (12,6 l) 1575
Balança de pesar linho Sec. XIX
Cadeia de agrimensor Sec. XIX
½ Canada (1 l ) 1575 (?)

M.A.

15/05/09

Mãe




Que mulher é essa?
Que mulher é essa
que não se cansa nunca,
que não reclama nada
que disfarça a dor?
Que mulher é essa
que contribui com tudo,
que distribui afeto,
tira espinhos do amor!
Que mulher é essa
de palavras leves,
coração aberto,
pronta a perdoar?
Que mulher é essa?
que sai do palco,
ao terminar a peça,
sem chorar!
Essa mulher existe,
sua doçura resiste,
às dores da ingratidão,
resiste à saudade imensa,
resiste ao trabalho forçado,
resiste aos caminhos do não!
Essa mulher é MÃE,
linda, como todas são.



de Ivone Boechat


fc

14/05/09

LEVAR A CARTA A GARCIA


Creio Que toda a gente já terá deparado com esta expressão, escrita ou proferida por alguém no decorrer de uma conversa. Ela é geralmente usada para exemplificar algo que foi levado a bom termo e, executado de forma exemplar. Para os que ainda desconheçam o que deu motivo a isso, aqui vai mais uma história:

Situemo-nos em Cuba onde se desenrolava uma rebelião contra o domínio espanhol, considerado prepotente e corrupto. Quem liderava esse movimento era um general espanhol de nome Ramon Garcia Iñiguez. Ora, em 1895 os rebeldes tomaram a capital e mantinham o poder sobre grande parte do território, o que desencadeou uma ofensiva brutal da parte do poder instituído.
Entretanto, já em 1989 deu-se a explosão de um navio de guerra americano que estava fundeado no porto de Havana, morrendo as 200 pessoas que se encontravam a bordo. Este incidente deu motivo a que os USA passassem a colaborar com os rebeldes.
Foram portanto desencadeadas as lutas finais entre 25 de Abril e 12 de Agosto de 1989 e foi justamente nessa altura também que se passou o episódio que dá o título ao post.

O presidente americano, William McKindley, precisava de mandar uma mensagem ao general Garcia de quem ignorava o paradeiro exacto. Dadas as condições de guerra, existentes, quaisquer comunicações eram problemáticas. Falaram-lhe então de um soldado de nome Andrew Summers Rowan, como sendo a pessoa com melhores características para levar a cabo a difícil missão.
Conta-se, que ao soldado foi dito apenas o nome do destinatário e que ele estaria algures, em Cuba. Ele guardou a carta numa bolsa junto ao peito e partiu, sozinho, sem fazer mais perguntas.
Dizem que quatro dias depois chegava num pequeno barco à costa cubana. Atravessou um seguida todo o território em guerra, descobrindo o sítio onde estava o general a quem fez entregue da mensagem, regressando em seguida ao seu quartel. Mais se diz ainda que, esta missão, foi efectuada apenas em três semanas.
Este episódio foi aproveitado em alguns exércitos como cartilha a ser entregue aos soldados. Também, algumas empresas, o divulgaram entre os seus colaboradores como exemplo a seguir.
A eficiência, a valentia e a lealdade deste soldado ficaram então para a posteridade simbolizadas pela expressão: «Levar a carta a Garcia».

(Pesquisa de dados feita na Net, de onde recolhi igualmente as imagens)

Nota – Permitam-me que dedique este mail a alguém, em particular, em quem, cada dia que passa, também descubro sempre uma garra especial para levar a bom termo tudo aquilo que se dispõe fazer.

M.A.

13/05/09

Alegria no trabalho

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Uma sugestão para hora de almoço...
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12/05/09

FOTOGRAFIAS DE ANIMAIS


Hoje, trago-vos simplesmente seis fotos de que gostei. Não há nenhuma outra razão especial para além da que apontei já. O tema é comum, em todas elas aparecem animais. Apenas numa se mostra a luta pela sobrevivência, as outras apontam para cenas ou expressões ternurentas.



Espero que tenham gostado destes amigos
M.A.

11/05/09

SANTUÁRIO DE N.SENHORA DA CONCEIÇÃO DA ROCHA


Tudo começa em Maio de 1822, mais concretamente no dia 28, quando um grupo de rapazes que brincava na margem direita do rio Jamor - nessa época um canal navegável e de águas límpidas; junto ao Casal da Rocha, avista um melro e segundo a história, ao tentarem apanhá-lo, encontram um coelho que rapidamente passa a ser agora o perseguido.

O coelho, escondeu-se num buraco que tentaram desobstruir, mas, à medida que nele iam entrando, constataram que se tratava de uma gruta funerária, com vestígios de ossadas humanas. Ali encontraram também, 3 dias depois, a 31 de Maio de 1822, uma pequenina Imagem reconhecida como sendo de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, ao que o povo acrescentou «da Rocha» por referência ao local.

Esta descoberta foi rapidamente divulgada e muita gente acorreu a ver a tal gruta e a prestar culto à Imagem encontrada.

Nessa altura, o nosso país encontrava-se numa situação económica e social grave e havia várias décadas que se prolongavam os sofrimentos e infortúnios dos portugueses, pelo que, neste contexto, a Imagem de Nossa Senhora aparecida na Gruta da Rocha, constituiu um sinal de esperança, aqui crescendo, em número e devoção, as preces dos portugueses à Protectora e Padroeira do Reino.

O rei D. João VI, por achar o lugar pouco próprio para nele se efectuar o culto público à Imagem, mandou trasladar a mesma para a Sé Patriarcal de Lisboa, ainda nesse mesmo ano, onde se manteve durante mais 61 anos.

Tomás Ribeiro, homem de muita fé e influência na vida pública, ao passar umas férias de Verão em Carnaxide, tomou conhecimento da tristeza do povo por lhe terem levado a Milagrosa Imagem de Nossa Senhora. Com os seus esforços, conseguiu devolver a Imagem ao povo desta zona, tendo ocorrido a sua trasladação, desta vez, da Sé Patriarcal de Lisboa para a Igreja Paroquial de São Romão de Carnaxide, em 1883, onde veio a permanecer durante 10 anos até à conclusão da construção do Santuário.

Finalmente, em 1893, concluiu-se a construção do Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, tendo sido para aí trasladada definitivamente a Imagem, numa cerimónia religiosa imponente, a qual contou com a presença da rainha D. Amélia, dos príncipes D. Luiz Filipe e D. Manuel, do Presidente do Conselho Dr. Hintze Ribeiro e mais entidades de relevo. A Praia da Cruz Quebrada foi palco do desembarque da imagem que seguiu em procissão até Carnaxide.

Actualmente, a imagem encontra-se exposta numa peanha, na zona do altar-mor do Santuário.A gruta que se encontra por debaixo do Santuário, está aberta ao público durante as festividades anuais, fazendo-se a entrada por uma modesta porta lateral que não deixa antever o seu interior, uma gruta do período terciário.

O Santuário da Rocha é um dos santuários marianos mais visitados da região de Lisboa e, todos anos, em Maio, organiza festejos comemorativos da aparição, onde ocorrem muitos devotos e visitantes.

(Texto e imagem recolhidos na Net)

M.A.

10/05/09

Ai Tejo se tu soubesses…

foto minha

Como te pintam os poetas,

Como te apregoam os artistas,

Como te cuidam os jornalistas

Como te cantam os escritores,

Como te escrevem os cantores,

Como te desenham as varinas,

Como te comentam os ardinas,

Como te fotografam os guarda-freios,

Como te publicitam os aguadeiros,

Como te divulgam os calceteiros

Como te querem os Portugueses,

Como te amam os Lisboetas!

Ai Tejo se tu soubesses….


(da minha autoria)

FC


09/05/09

RECORDANDO JOÃO VILLARET



Passa no próximo Domingo mais um ano sobre o nascimento de João Villaret.
Foi em Lisboa, em 10 de Maio de 1913 que ele nasceu e, onde veio a falecer em 21 de Janeiro da 1961.

Figura das mais importantes na cultura portuguesa, como dramaturgo, como actor, como encenador mas, acima de tudo, como declamador; foi ele, sem dúvida, o grande divulgador da poesia, quer portuguesa quer até estrangeira.

Talvez ninguém mais, como ele, tenha sabido trazer até junto de nós todos, o sabor, o encanto, a ternura, o drama… enfim tudo quanto constitui a essência contida num poema .

Todos nós, um pouco mais velhos , ainda teremos nos olhos aquela sua figura sorridente, pondo e tirando os óculos, sentada na cadeira, junto de uma pequena mesa que, a RTP, na década de 50, nos trazia casa adentro. Depois, nos ouvidos, a sua voz com os vários tons e cambiantes que o poema lhe exigia, faziam com que aqueles... fossem mesmo momentos únicos para quem assistia...
Ainda hoje, acreditem, se leio alguns poemas é sempre com a memória da sua voz, em fundo:
"Vai passando a procissão"... "Minha mãe casai-me com Pedro Gaiteiro"... "Saíra Santo António do convento"..."Foi você nega Fulô"..."Batem leve, levemente"...

Hoje, na TV, ao ser feita referência ao aniversário, ouvi mencionar uma frase com que alguém o terá definido e pareceu-me tão bonita, que logo a anotei para a deixar aqui:

«Se se pode entender que a alguém seja possível esculpir com a palavra, então, Villaret, é mesmo um escultor!»

E, já agora, em jeito de despedida porque não deixar-vos com este soneto que fazia parte dos seus escolhidos?

A MINHA FILHA VIOLANTE - Eugénio de Castro

Acorda cedo como os passarinhos,
E vem logo direita à minha cama;
Sacode-me com jeito, por mim chama
E abra-me os olhos com os seus dedinhos.

Estremunhado, zango-me. _«Beijinhos,
Não quer beijinhos?» com voz d’ouro exclama:
Da minha ira empalidece a chama,
E, acarinhando-a, pago os seus carinhos.

Senhor! Que amor de filha tu me deste!
Dá-lhe um caminho brando e sem abrolhos,
Dá-lhe a virtude por amparo e guia;

E destina também, ó Pai Celeste,
Que a mão com que ela agora me abre os olhos
Seja a que há-de fecharmos algum dia!

M.A

08/05/09

Quem ajuda...

foto minha
... este galo?????

O galo perdeu a cabeça
Não a consegue encontrar
será que algum dos senhores
o consegue ajudar????

Aceitam-se propostas de colocação do elemento em falta...

simecq.cultura@gmail.com


fc

07/05/09

O SINO DA PAZ, PARA QUE A MEMÓRIA NÃO SE PERCA


Os leitores sabiam que na Benfeita, concelho de Arganil, hoje, uma vez mais, o sino da Torre de Santa Rita, tocou 1620 vezes entre as 14 e as 16 horas? Foi em 7 de Maio de 1945 que isto aconteceu pela primeira vez quando as tropas alemãs se renderam definitivamente, dando-se então por terminada a II guerra mundial, iniciada em 1 de Setembro de 1939.

Segundo se conta, terá sido alguém, natural da terra e trabalhando em Inglaterra que, por telefone, deu a notícia. A forma encontrada para a gente da terra manifestar logo o seu contentamento foi justamente através do toque do seu sino, que passou a ser conhecido também, como «o Sino da Paz».

As 1620 badaladas dizia-se corresponderem aos dias que durou o conflito. Isso parece porém não corresponder pois a guerra prolongou-se por algum tempo mais. Portanto, fiquemos só pela curiosa comemoração que, de então para cá, se vem repetindo todos os anos. Não se conhece, a nível europeu, outra igual ou semelhante.

Parabéns ao povo desta terra que, ainda hoje, não deixa no esquecimento uma data tão importante para a história contemporânea. Se clicarem aqui ficarão a conhecer mais alguns pormenores interessantes sobre este assunto.
Tomei como base para este post, uma notícia que ouvi na rádio e, depois, alguma pesquisa que fiz na Net, nomeadamente este escrito de João Fonseca e Vivaldo Quaresma para onde tomei a liberdade de remeter os leitores.
A estes autores os meus agradecimentos.

M.A.

O NOSSO CÉREBRO É MESMO FANTÁSTICO


Esta, será mais uma curiosidade.
Se conseguir ler as primeiras palavras o cérebro decifrará automaticamente as outras...

3M D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4. 4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0. C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0.
0 R3570 3 F3170 D3 4R314

Espero que tenham gostado
M.A

06/05/09

UMA LIÇÃO DE GEOMETRIA, SEM RÉGUA NEM… GPS


A Natureza é uma fonte inesgotável de ensinamentos e, basta, muitas vezes, um pouco mais de atenção da nossa parte, para encontrarmos imensos motivos de interesse.
Não há muito tempo, a Fátima ofereceu-nos umas belíssimas fotos feitas a uma teia de aranha, bem como alguns dados sobre a vida destes bicharocos, que eu convido a reverem, clicando aqui.
Hoje, eu venho mostrar-vos um filme onde o trabalho da aranha, no construir da teia, é visto com todos os pormenores. Tudo isto graças à informática!
Temos realmente que render homenagens a esta hábil tecelã que apenas com os meios de que dispõe, ou seja, a sua saliva e as patas, tem capacidade para fazer este magnífico trabalho que , me parece justificar o título que dei ao post.
Não esqueçamos que a teia, providencia igualmente a futura subsistência da aranha, já que é uma armadilha eficaz para os insectos que passem perto, com os quais ela se alimenta. Diz-se no texto que o fio da teia é duas vezes mais resistente e quatro vezes mais elástico que um fio de aço de idêntico calibre! Portanto, mesmo os insectos maiores que se cuidem!…

As legendas estão em francês, mas ainda que se sinta um tanto esquecido dele, as imagens são suficientemente elucidativas para que todos as entendam.
Desfrutem, pois, deste vídeo com o mesmo interesse que eu própria tive:


Nota- Para quem esteja pouco familiarizado com este tipo de vídeos animados, sugiro que após a abertura do mesmo, clique na hipótese “Jouez l’animation étape par étape” que lhe mostra o fazer da teia passo a passo. Em cima, clicando nos algarismos brancos vai escolhendo as diferentes fases, uma a uma.
A segunda hipótese “Jouez sans étape” mostra a sequência sem interrupções.

M.A.

05/05/09

FALANDO DE OLIVEIRA DE AZEMÉIS

Hoje, resolvi trazer-vos algumas fotos de trajes típicos usados outrora em Oliveira de Azeméis, a terra em que nasci. Em boa hora, no entanto, foi feita uma recolha destes e, são os que, ainda agora, os componentes do “Rancho de Cidacos” usam, pelo mundo fora, nas sua danças e cantares da região. Deste grupo folclórico é Fundadora e Directora a Srª. D. Isabel Maria Calejo.
Já agora, eis umas breves notas sobre Oliveira de Azeméis:


É um povoamento muito antigo que aparece já referido num documento de doação feito ao bispo Gomado pelo rei Ordonho em 922 e, beneficiou do foral outorgado à Feira, por D. Manuel I, em 1514.

Em 5 de Janeiro de 1799 passou a vila e sede de concelho e, com Mouzinho da Silveira, passou o concelho a ser o que é hoje: Sede de concelho e de comarca.


Em 16 de Maio de 1984 foi elevada a cidade. Pertence ao distrito de Aveiro e à diocese do Porto.
Situa-se numa chã muito airosa que divide os vales dos rios Antuã e Ul, a 220 m. de altitude, numa paisagem recoberta de densa vegetação.

O concelho, com 163 Kl 2 e 67.000 habitantes, divide-se em 19 freguesias, sendo 1 cidade e 4 vilas. É uma zona fortemente industrializada, produzindo sobretudo calçado, moldes para a indústria de plásticos, lacticínios, confecções, cobres e loiças de alumínio.
Perto da actual cidade, atravessada pela EN 1 e pelo IC 2 passava a via militar de Conimbriga (Condeixa a Velha-Coimbra) a Cale (Vila Nova de Gaia-Porto) como o comprova o marco miliário que ainda hoje se guarda nos Paços do Concelho.
M.A

04/05/09

UMA HISTÓRIA INCRÍVEL



Tenho uma amiga licenciada em Direito, que, depois de exercer durante alguns anos a profissão de advogada, aqui em Lx., se tornou notária numa vila alentejana. Hoje, já reformada, recorda, por vezes, alguns dos episódios curiosos da sua carreira.

Ouvi-lhe há dias esta deliciosa história na qual umas comadres alentejanas pretenderam “enrolar” a, na altura, jovem advogada:
_Aí pela década de 50, certa noite, em horas já avançadas, apareceu-lhe à porta alguém a pedir para ela se deslocar a um monte a fim de fazer um testamento.

Sem hesitação a boa da minha amiga saltou para o que ela designou como um carro de parelha, no qual viera o emissário e, lá seguiram até ao dito monte situado numa zona rural próxima.
Lá chegados, explicaram-lhe que seria o dono da casa o pretenso interessado nos seus serviços.
A iluminação do interior estava um tanto mortiça – disse - ainda feita com candeeiros de petróleo e, lá se foram encaminhando então, para um dos quartos, onde se encontrava o tal compadre interessado em legar os bens.

Um homem estava recostado na cama, amparado por várias almofadas e, havia uma comadre colocada estrategicamente com um dos braços por trás do seu pescoço. O leitores já irão perceber o porquê deste último pormenor…
Para surpresa da minha amiga ( e, mal do compadre que ali estava,) este, afinal, tinha já dado a alma ao Criador, isto é… estava mais do que falecido! Como se depreende, tudo fôra encenado, para a jovem notária cair num conto do vigário!

Só que, ela nunca foi pessoa para brincadeiras e irritada com a desfaçatez das comadres tratou foi de lhes passar logo um valente raspanete e ameaçá-las mesmo com a prisão por aquela fraude intentada. Então, a tal comadre que imaginamos encarregada de abanar a cabeça do defunto, para os "sins" e para o "nãos", manhosamente, ainda tentou explicar o mutismo do homem desta forma:
_«Não!… olhe, srª. doutora… o compadre só não falou ainda porque ele sempre foi muito envergonhoso!...»

Claro, que só pela ignorância das comadres quanto à forma como um testamento se processa, poderíamos acreditar que isto tivesse o desfecho que elas esperavam. Foi portanto o que se pode chamar, uma esperteza alentejana… abortada! Mas, pelo menos a mim, a história fez-me rir. Pela ideia delas, pelo imaginar de toda a cena e, sobretudo, pela deliciosa explicação final, com o curioso termo "envergonhoso", razão pela qual o compadre se mostrava... tão calado!...

M.A.

03/05/09

PARA TODAS AS MÃES, ESTA É A NOSSA HOMENAGEM

(Clique para ampliar)
Bronze de Bruno Lucchesi


MINHA MÃE

Beijo-te a mão que sobre mim se espalma
Para me abençoar e proteger,
Teu puro amor o coração me acalma;
Provo a doçura do teu bem querer.

Porque a mão te beijei, a minha palma
Olho, analiso, linha a linha, a ver
Se em mim descubro um traço da tua alma,
Se existe em mim a graça do teu ser.

E o M, gravado sobre a mão aberta,
Pela sua clareza, me desperta
Um grato enlevo que jamais senti:

Quer dizer _ Mãe! este M tão perfeito,
E, com certeza, em minha mão foi feito
Para, quando eu for bom, pensar em ti.

JOSÉ MARTINS FONTES-(Médico e Poeta brasileiro,1884/1937)

F.C e M.A.

02/05/09

Parabéns, SIMECQuinhas!!! Estão na Final!!


Parabéns às Cadetes da SIMECQ, pelo apuramento para a fase Final Nacional.

01/05/09

Contrato de Maestras

(Clique para ampliar)

Caros leitores mais jovens:

Dirijo-me aos de menos idade, em particular, por me parecer que nenhum deles vai decerto acreditar neste documento que mostro hoje: _Um contrato de trabalho, para admissão de uma professora.

Difícil lhes será imaginar que se redigisse um documento com estas cláusulas. Mas, a verdade é que talvez ainda haja por aí alguém, de cabeça embranquecida, que possa confirmar, que esta foi mesmo uma realidade que já se viveu.
Estas regras, transportadas para os dias de hoje, são para ler com um sorriso nos lábios mas, quem algum dia teve necessidade de assinar e cumprir um contrato do género, talvez não tenha achado tanta graça assim…
Trouxe-o, tal como me chegou às mãos, na língua espanhola, para não lhe tirar nada da sua autenticidade como documento. Penso que não haverá grande dificuldade em o entendermos, mas, se o significado de uma ou outra palavra vos for estranho cá estaremos para dar uma ajuda.


A imagem dos figurinos que junto, foi tirada de uma “Illustração Portugueza” justamente do ano de 1923, para se poder fazer também ideia da moda da época.

M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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