Como tudo começou

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28/09/11

A FLOR - ALMADA NEGREIROS



Pede-se a uma criança: Desenha uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: uma flor!
As pessoas não acham parecidas essas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!

Almada Negreiros in O Regresso ou O Homem sentado
(Enviado por um amigo. Desconheço de quem é a ilustração que acompanha este texto)


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Também, há poucos dias, o correio me trouxe esta flor. Acompanhavam-na umas bonitas palavras, a mim dirigidas, cujo conteúdo, em consciência, eu sei não merecer, mas que a amizade de quem as escreveu assim ditou.
Quanto à flor… ela trouxe-me à ideia o texto de Almada Negreiros…
Mas aqui não se trata de uma criança que apenas conseguiu desenhar riscos, a flor está bem definida nos seus contornos e cores vivas e é obra de gente já crescida. E sabem que mais?
_Quem a desenhou, para mim é também especial e tem um coração do tamanho do mundo.
Até qualquer dia, com outro tema.

M.A.

14/09/11

O SEU FILHO SOFRE DE PESADELOS?


Victor Hugo a grande figura da literatura francesa disse um dia:
“Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles”

Em boa verdade ninguém melhor que uma mãe para se aperceber quando algo perturba o seu filho e encontrar a forma adequada de actuar para resolver a situação.
As crianças, mesmo aquelas que ainda são bebés de colo, costumam sofrer, por exemplo, de pesadelos enquanto dormem. Os estudos feitos não conseguiram ainda apurar o que, realmente os provoca mas, a avó que eu hoje sou, continua atenta a tudo quanto possa contribuir para o bem estar dos mais pequeninos.





Assim, quando me apareceu este vídeo, pelo seu conteúdo, logo entendi que seria uma óptima ocasião de esta mãe, vir partilhar com outras mães a sua experiência nesse campo. O pequenito mostra-se muito agitado o que denota estar justamente a sofrer o que se vulgarmente se designa por pesadelos mas, a mãe, apercebendo-se da situação, de imediato intervém e … tudo volta à normalidade.
Mais uma vez se confirma que uma boa imagem vale mais do que cem palavras. Mamãs que me lêem prestem toda a vossa atenção e aprendam como se faz!...
M.A.


12/09/11

SÉRAPHINE DE SENLIS

Yolande Moreau no papel de Séraphine, no filme com o mesmo nome




Foi Wilhlem Uhde, um alemão, coleccionador e crítico de arte, um dos primeiros a falar, por exemplo, de Picasso e de Rousseau . Um dia, por qualquer razão, ele foi passar uma temporada na localidade de Senlis, França e, na casa que alugou, teve como empregada doméstica, uma mulher de cerca de 41 anos, que dava pelo nome de Séraphine.
Numa visita à casa da sua senhoria, uma tela onde se via pintado um jarro com girassóis chamou-lhe a atenção. Ficou surpreendido quando lhe disseram ter sido Séraphine quem pintara quadro.
Digamos que esta terá sido a ponta do fio da meada, na ligação que se veio a estabelecer entre Wilhlem Uhde e a pintora que ele descobrira em Séraphine.

Esta mulher, nascida em 2 de Setembro de 1864, era bastante pobre, nunca tivera qualquer aprendizagem na pintura e, como autodidacta, seguindo apenas a sua sensibilidade, tinha atingido um nível tal nos quadros que fazia que, logo o crítico de arte se propôs apresentá-la nas galerias de Paris. Ela pintava, pela noite fora, isolada, na sua velha casa, depois de regressar do trabalho diário de empregada doméstica e, as próprias tintas que usava, eram fabricadas por si. Num filme que vi sobre a sua vida, dizia-se que, nas suas tintas, utilizava, entre outras coisas, o sangue de animais, terra, ervas que escolhia nos campos e até… algum azeite que surripiava nas lamparinas da igreja. Havia, por certo, ainda mais ingredientes que ficaram, para sempre, no seu segredo.
A verdade é que os seus quadros têm cores deslumbrantes e as composições florais, de inspiração naïf, impressionam, tanto pelos tons utilizados como, por vezes, por parecerem mesmo transfigurar-se em animais fantásticos e em muitas outras formas estranhas.
Contudo, devemos também mencionar, que, em Séraphine se notava uma certa perturbação mental que, com a idade se foi acentuando.


Ela assinava os quadros como Séraphine Louis ou Séraphine de Senlis e chegou a atingir um certo desafogo financeiro com as vendas que fazia, sempre orientadas pelo seu amigo e protector Wilhlem Uhde. Mas, com a segunda guerra, pelo facto de ser alemão, Uhde teve necessidade de fugir de Senlis.

Possivelmente por este afastamento a saúde mental de Séraphine sofreu uma deterioração maior e, a assistência social internou-a num hospício. É ele, também, quem mais tarde, a vai retirar de lá, e providenciar a sua mudança para uma clínica psiquiátrica, com melhores condições, onde Séraphine veio a falecer em 11 de Dezembro de 1942.







Quero acreditar que o leitor irá encantar-se com o vídeo que lhe deixo, onde as pinturas desta mulher se impõem, pelo arco-iris maravilhoso existente na sua imaginação e que os seus pincéis faziam passar, para a tela que tinha defronte de si.
Até breve, leitores, com outro qualquer tema.

M.A

06/09/11

AS CAMAS FECHADAS

Malaca - Cama de recem-casados




Estou a partilhar com os leitores mais um vídeo que me chegou por e-mail.
É interessante verificar que houve tempo em que se dormia dentro de um armário, o que deveria ser bastante desagradável, quanto a mim, que sempre gostei de espaço em meu redor.








Mostro também uma foto que fiz, em 1996, de uma cama de recem casados, em Malaca, na Malásia. Tratava-se de uma casa antiga, tradicional, de uma família malaia, considerada rica, que era mostrada aos turistas. Tinha alguns pormenores muito curiosos e, lembro-me que fui lá encontrar também utensílios de cozinha de origem portuguesa, entre os quais uma sorveteira manual, igual a uma que existia em casa dos meus pais.
Até breve, com qualquer outro tema.


M.A.

04/09/11

SABE ABRIR UMA GARRAFA SEM SACA-ROLHAS?




Hoje, trazemos de novo, aos nossos leitores, uma daquelas dicas que se destinam a resolver pequenos problemas caseiros. Desta vez trata-se de conseguir abrir uma garrafa de vinho, quando, eventualmente, não temos à mão um saca-rolhas.





Devemos, antes de mais, confessar que não experimentamos a sugestão mas, esperamos que alguém o faça e nos confirme, depois, se resulta ou não.
E, porque não, numa reunião de amigos, um deles lembrar-se de fazer esta graça? De certeza que vai provocar, de imediato, algumas boas gargalhadas e, se der certo e a rolha sair, vai ter também um grande sucesso, claro está!
Divirtam-se!
M.A.


31/08/11

MOCHOS E CORUJAS



Uns e outras são aves de rapina nocturna e pertencem à ordem das Srigiformes e ainda à família das Strigidae. Ao que parece, pelo que pesquisei, não há uma grande diferença entre mochos e corujas e os hábitos de vida que têm são, também, quase os mesmos.
Recebi este vídeo com um conjunto de fotos destas duas espécies e, por ter considerado que os leitores poderiam gostar de ver essas imagens resolvi trazê-las ao blog. Oxalá sejam do vosso agrado.



Contudo, se pretenderem informação mais pormenorizada queiram clicar aqui.
Até breve.
M.A.

25/08/11

RELEMBRANDO O ESCUDO




«O escudo foi criado em 22 de Maio de 1911, cinco meses após a Proclamação da República, por decreto do Governo Provisório. O ministro das Finanças era, então, José Relvas. A nova moeda renovou o sistema monetário português, colocou a unidade monetária portuguesa ao nível das dos outros países e evitou as desvantagens práticas do real (moeda da monarquia), cujo valor era muito pequeno, o que obrigava ao emprego de grande número de algarismos para representar na escrita uma quantia. Assim, a taxa de conversão foi fixada em mil réis (reais).»


Este é o começo de um interessante artigo, intitulado “A HISTÓRIA DO ESCUDO”, que eu encontrei na net e que o leitor ficará também a conhecer na íntegra, se decidir aceder ao convite de clicar aqui.


Não foi assim há muito tempo que passamos a usar como moeda o Euro, em substituição do Escudo mas, todos nos recordaremos ainda, da perturbação que esta mudança provocou, especialmente em pessoas de mais idade e, talvez por isso, menos capacidade de adaptação. Depois, como geralmente acontece, “o hábito foi fazendo o monge” e, a pouco e pouco, todos passaram a usar a nova moeda sem inibições de maior, muito embora ainda não se tenha perdido o jeito, de fazer mentalmente, uma vez por outra, a conversão entre as duas moedas, para melhor calcular o custo de uma compra que se faça.






Esta minha conversa com o leitor tem, por fim, fazer a apresentação de um interessante vídeo que me chegou num e-mail, e que mostra, a par e passo, a sequência das diferentes séries de moedas, múltiplos e submúltiplos do escudo que, durante anos, circularam no nosso país.

Penso que todos irão gostar de as recordar.
Fiquem bem.
M.A.

19/08/11

PÊNDULOS ONDULANTES – UMA DANÇA DA FÍSICA



Este vídeo é simples mas bonito.

A Universidade de Harvard mostra quinze pêndulos de comprimento crescente a balançar para lá e para cá. Às vezes, eles parecem estar em sincronia, outras vezes, não.

Aqui está a explicação:

O período de um ciclo completo da dança é de 60 segundos. O comprimentodo pêndulo maior foi ajustado de modo que ele executa 51 oscilações no período de 60 segundos. O comprimento de cada pêndulo, sequencialmente menor, é cuidadosamente ajustado de forma que ele executa uma oscilação adicional nesse período. Assim, o 15º pêndulo (o menor) executa 65 oscilações. Os 15 pêndulos, que iniciam as oscilações ao mesmo tempo,depressa deixam de estar em sincronia. No entanto, após 60 segundos de oscilações, todos eles estarão de volta à sincronia, prontos para repetir a dança.




Este aparelho foi construído por Nils Sorensen, baseando-se num desenho publicado por Richard Berg da Universidade de Maryland. Se pretende obter mais dados sobre este assunto apenas terá que clicar ">aqui.
Obrigada ao amigo F. Andrade que me enviou este e-mail e, por eu achar a experiência interessante resolvi partilhar com os leitores.
M.A.


15/08/11

RESPEITO E CARINHO PARA COM OS ANIMAIS



Férias, para os humanos significam tempo de lazer, descontracção e bem estar enquanto que, para alguns animais domésticos, nomeadamente cães e gatos é a época do ano em que são deixados ao abandono, sem dó nem piedade. Não dá para entender a desumanidade da gente que assim se descarta dos bichos que tem em casa!


Já vos contei, em 2008, a história da Zara e do Sting, dois canitos que vieram do Alentejo depois de resgatados de um caixote do lixo onde haviam sido deixados, recém-nascidos, com mais cinco irmãos, para morrerem à fome e ao frio. Este, foi um dos poucos episódios em que “a fada madrinha dos quatro patas” estava por perto e, com a sua varinha de condão interferiu para que aparecessem donos, julgo que para todos eles. Desta vez, o que começou mal veio a resolver-se. Pelo menos estes dois mencionados vos posso dizer que estão cheios de vigor e alegria e correspondem, com uma dedicação sem limites, ao carinho que os donos lhes dispensam. Sou testemunha disso e, frequentemente, usufruo também, do prazer das suas traquinices. Se quiser recordar os pormenores desta história só têm que clicar aqui e aqui.

Hoje trago dois outros exemplos em que fica, bem expresso, o respeito tido pelos humanos, desta vez em relação a dois casais de passarinhos que escolheram fazer o ninho em locais pouco usuais.
Na primeira imagens, um soldado mostra a cena com que deparou ao abrir o capot do seu carro, deixado estacionado, pelo menos o tempo suficiente para um casal de passarinhos aí instalar o seu lar. O ar sorridente do militar faz-nos acreditar que vai mesmo esperar que as crias cresçam e se vão embora para, só então, voltar a usar o veículo.


Na segunda foto, também um casal de aves escolheu fazer o ninho num lugar pouco convencional, um recipiente de rua, destinado a recolher pontas de cigarro. Desta vez, alguém se preocupou mesmo em colocar um aviso no dito recipiente:
POR FAVOR NÃO USE ESTE CINZEIRO. PRESENTEMENTE HÁ “PEITOS AZUIS” NIDIFICANDO AQUI E AGRADECÍAMOS QUE COLOCASSE O SEU CIGARRO NO RECIPIENTE ABAIXO.
São situações destas que nos fazem acreditar que, no mundo conturbado onde vivemos, nem tudo está perdido. Pontualmente, ainda surgem sentimentos de solidariedade que se manifestam por seres como estes, sem dúvida os mais fragilizados.
Boas férias, leitores e, por favor, não permitam que os vossos animais domésticos conheçam e sofram as agruras do abandono.
M.A.

13/08/11

A ARTE DA LIXEIRA LANÇADA SOBRE O NOSSO PLANETA




O post que trago hoje não precisa de grande apresentação.

Facilmente será compreendido por quem veja as imagens e, a nossa intenção é, mais uma vez, alertar para a responsabilidade de cada um de nós em preservar, tanto quanto possível, o mundo que agora habita e irá deixar aos vindouros.
Salientamos, também, a criatividade de quem com objectos tão banais consegue arte com esta qualidade.




Assim, ao mesmo tempo que vos poderei levar a reflectir sobre o grave problema da poluição, espero também ter proporcionado algum prazer para os vossos olhos.
Ate breve. M.A.

09/08/11

Romaria da Senhora da Agonia 2011




Eu sei que querem ir a esta grande romaria, mas que faltava o programa.







fc

07/08/11

LISBOA VISTA DO AR, AO AMANHECER

A Baixa Pombalina


Quando, regressados de qualquer viagem de avião, nos aproximamos do aeroporto de Lisboa, penso que é comum a qualquer de nós uma certa emoção ao sobrevoar a nossa capital.
Instintivamente, somos levados a descobrir e identificar do ar este ou aquele monumento, edifício, rua ou, até talvez, a zona e a casa em que habitamos.
Assim, peço aos que me lêem que cliquem aqui para poderem recordar ou, quem sabe, ver pela primeira vez, como é uma chegada aérea, a Lisboa, ao amanhecer, ainda com as luzes da noite acesas.

Imaginar-se-ão instalados no cockpit do avião, com uma visão magnífica do exterior e verão como se processa a sua aproximação à pista e, depois já no solo farão a circulação até ao local do desembarque dos passageiros .

Apenas faltou ouvir a salva de palmas com que é costume saudar-se o termo feliz de qualquer viagem e que constitui como que um cumprimento e agradecimento à tripulação que nos conduziu.
O meu obrigada ao amigo P.P., que me enviou este vídeo. Espero que tenham gostado.
M.A.
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03/08/11

EX-SURFISTA FOTOGRAFA O INTERIOR DAS ONDAS



Clark Little, um antigo surfista de 39 anos, desde há dois anos que ganha a sua vida com a venda das fotos que faz no interior das ondas.
Tudo começou com o pedido de sua mulher que pretendia decorar a casa que possuem, no Hawai, com algumas imagens do mar.
E, de tal modo ele se entusiasmou, como fotógrafo, que diz: «Amo aquilo que faço porque o mar é a minha segunda casa. Em mim não há a sensação de encarar este trabalho como uma obrigação.»
Para obter as melhores imagens ele usa uma câmara que permite obter até dez imagens por segundo.
As ondas em que entra variam entre os 0,90 m. e os 4,50 m. e, por vezes, a força das mesmas é tal, que o arremessam a 10 m. de distância do local inicial.
«Claro que sempre existe um certo risco para mim – afirma ainda Little – mas é a experiência de surfista que já tenho, que me deixa à vontade para enfrentar as ondas.»

E digam lá, leitores, se a beleza destas fotos não os leva a pensar que, em boa hora a mulher fez o tal pedido ao marido?
Por mim, acho qualquer delas uma maravilha!
(Recebido num mail, enviado por um amigo, a quem agradeço.)
M.A.

30/07/11

ALTO DOURO VINHATEIRO


É com este título que temos o gosto de, apresentar, uma vez mais, um vídeo de superior qualidade, característica a que «@Portojo» já nos habituou. Os nossos agradecimentos, também, pela sua concordância em alguns ajustes, necessários à colocação deste vídeo no blog.













Posto isto, leitores, iniciem o passeio por tão bonita zona do nosso País. Acompanhando as fotos ides encontrar também um texto bastante elucidativo.
Uma destas imagens mostra-nos a paisagem que se desfruta a partir do Miradouro de S. Leonardo de Galafura. Peço-vos que façais aqui uma breve pausa pois, é justamente o local onde se encontram imortalizadas em azulejo umas rimas de Miguel Torga. Na impossibilidade física de, neste momento, o leitor lá poder estar, vamos aqui deixar-lhe o poema para que fique a conhecê-lo também. Quem sabe se lhe irá criar apetência para, um dia, o ir ler, no justo local que inspirou o poeta?




À proa de um navio de penedos
A navegar num doce mar de mosto,
Capitão no seu posto
De comando,
S. Leonardo vai sulcando
As ondas
Da eternidade
Sem pressa de chegar ao seu destino
Ancorado e feliz no cais humano,
É num antecipado desengano
Que ruma em direcção ao cais divino




Lá não terá socalcos
Nem vinhedos
Na menina dos olhos deslumbrados;
Doiros desaguados
Serão charcos de luz
Envelhecida;
Rasos, todos os montes
Deixarão prolongar os horizontes
Até onde se extinga a cor da vida.

Por isso, é devagar que se aproxima
Da bem-aventurança.
É lentamente que o rabelo avança
Debaixo dos seus pés de marinheiro.
E cada hora a mais que gasta no caminho
É um sorvo a mais de cheiro
A terra e a rosmaninho!


O casamento entre as magníficas paisagens desta zona de Portugal e a poesia do grande Miguel Torga pensamos que é perfeito. Já um dia falamos, neste blog, desta figura ímpar da nossa literatura. Se pretender recordar o que então dissemos não terá mais que clicar aqui. Até breve. M.A.






28/07/11

BOLAS DE SABÃO

Bolas de sabão - Édouard Manet (1832-1883)



Aos leitores que aqui venham eu perguntarei, antes de mais, se quando meninos fizeram bolas de sabão?…Aposto, sem receio de perder, que nem um só responde que não!

Foi realmente transversal, a todas as épocas, esta brincadeira. A diferença esteve apenas nos meios usados para este fim. No meu tempo usava-se apenas a simples palhinha, rachada em forma de estrela numa das extremidades, que se soprava depois de mergulhada numa simples mistura de água e sabão azul e branco.
Para os meus filhos e depois também para os netos, já havia à venda os pequenos cilindros plásticos, cheios de saponárea acrescentada com glicerina. Um pequeno bastão plástico, com argola na ponta, vinha preso à tampa da caixa e, uma vez humedecido, espalhava, com um sopro, dezenas de minúsculas bolhas de mil cores.

Mas, a brincadeira foi sempre evoluindo e, hoje, aparecem até adultos, a tirar partido desta habilidade. As bolas de sabão tornaram-se enormes e com elas se realizaram efeitos variados, dando mesmo lugar a que fossem mostradas em espectáculos. Keith Johnson é, justamente, uma das estrelas neste campo e, para o confirmar convido-os a clicarem aqui.


Entretanto, na pesquisa que fiz, descobri também, que já há, também à venda um brinquedo que, dizem, poderá fazer as delícias da gente miúda na feitura de bolas de sabão em tamanho gigante. Penso que ele ainda não se vende entre nós mas, uma vez mais, convido-os a clicarem aqui para terem acesso à informação e saberem como, com um pouco de habilidade, poderão construír o dito brinquedo. Ali, é ensinado também como fazer a apropriada mistura líquida para as ditas bolas de sabão.
Como o tempo de férias é propício a um maior convívio, ao ar livre, com as crianças, talvez esta sugestão, possa vir a calhar a alguns dos que me leiam.
Por mim, gostaria que tal acontecesse.
M.A.

26/07/11

A ESCOLA DE OUTROS TEMPOS

Alunos de hoje numa escola de outros tempos






Para os leitores cuja faixa etária seja já bastante entrada nos “entas” deixo aqui uma mão cheia de recordações do que possa ter sido a sua escola primária e de alguns objectos que nela existiam. Recordam-se também algumas das brincadeiras de outros tempos.




Jogando o berlinde

Jogando à macaca




Jogando ao eixo


Espero que tenham gostado de mais esta viagem ao passado. M.A.

24/07/11

REDE DE GALINHEIRO TAMBÉM FAZ ARTE NAS MÃOS DE IVAN LOVATT


Pois é… quem nasce artista com qualquer material, por mais banal que ele seja, faz arte!
Desta vez falamos de Ivan Lovatt um artista australiano, ainda relativamente novo, que resolveu usar rede daquela com que, vulgarmente, se fazem os galinheiros, para transformá-la em expressivos retratos de pessoas conhecidas.
Segundo se sabe, ele começou por esculpir troncos e madeira reciclada e, no Festival Swell, uma mostra de escultura que, anualmente, acontece em Currumbim Beach (Austrália), o povo elegeu, em 2004, um pássaro, da sua autoria, que ele baptizara de «Running Walking Bird».







O vídeo que hoje trazemos a este post mostra, portanto, a fase mais recente da sua carreira, a das esculturas com rede de capoeira e, sem dúvida, que não é nada pequena a colecção de personagens que ele já idealizou.
Esperemos que tenha sido do vosso agrado conhecer mais esta criativa variante na arte de esculpir.
Até breve, num qualquer outro tema.
M.A.

22/07/11

UM CÊ A MAIS




Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia.

De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa.

Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim.
São muitos anos de convívio.

Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC,s e PPP,s me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.

Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da
professora: não te esqueças de mim!

Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí.

E agora as palavras já nem parecem as mesmas.

O que é ser proativo?

Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.

Caíram hifenes e entraram RRR,s que andavam errantes.

É uma união de facto, e para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.

Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE,s passaram a ser gémeos, nenhum usa ( ^^^) chapéu.

E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios; assim, temos janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião.

Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

As palavras transformam-nos.

Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.

Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto.

Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.

Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA é NOSSA ? ! ? ! ?

E como não percebo continuo a escrever tal como aprendi... ninguém me pediu opinião...


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Caros leitores:
Este texto chegou até mim sem nenhuma indicação do seu autor mas, gostei tanto dele, que decidi logo partilhá-lo convosco. Com algum sentido de humor aborda-se um assunto que, no final de contas, deve ser, olhado por todos nós, de um modo bastante sério.
Igualmente referente ao novo acordo ortográfico que se pretende implantar, li no Diário de Notícias de 26/6 um artigo, de Vasco Graça Moura, com o título «O reino da insensatez», que vivamente recomendo.
Enfileiro junto daqueles que não concordam com a mudança e vou continuando fiel àquilo que me ensinaram os professores de português que tive.
Foi isto que quis vir dizer-vos hoje. Fiquem bem.
M.A.

20/07/11

PEPINOS, MAIS PEPINOS E SÓ PEPINOS...




MIL E UMA APLICAÇÕES DESTE LEGUME


1. Nos pepinos encontras a maioria das vitaminas de que precisas diariamente. Só um pepino contém Vitaminas B1, B2, B3, B5, B6, C, Ácido Fólico, Cálcio, Ferro, Magnésio, Fósforo, Potássio e Zinco.


2. Se te sentires cansado à tarde, dispensa a cafeína e come um pepino. Os pepinos são óptimas fontes de Vitaminas B e Carboidratos que fornecem aquela '' animação'' que dura horas. Depois de um dia passado ao ar livre, se tens os olhos fatigados pelo sol, experimenta colocar sobre os mesmos, durante uns minutos, umas rodelas de pepino.


3. Cansado de ver o espelho da casa de banho embaciado depois do banho? Tenta esfregar uma rodela de pepino no espelho, isto eliminará a neblina e produzirá uma suave fragrância como no SPA.


4. As lesmas e caramujos arruínam as tuas plantas? Coloca algumas rodelas de pepino num pequeno prato ou forma de lata (não de ferro nem de alumínio ), na tua horta ou jardim, e as pestes ficarão longe toda a temporada.


5. Procuras uma rápida e fácil forma de remover celulite antes de ir à piscina ou praia? Tenta esfregar uma rodela ou duas de pepino nas áreas afectadas por alguns minutos, os fitoquímicos do pepino forçam o colágeno de tua pele a encolher, firmando a camada de fora e reduzindo a visibilidade da celulite. Funciona optimamente para as rugas também!


6. Desejas evitar uma ressaca ou dor de cabeça? Come algumas fatias de pepino antes de dormir e acordarás sem dor e sem ressaca. Os pepinos contêm bastante açúcar, Vitaminas B e electrolites para repor os nutrientes essenciais que o corpo perde, mantendo tudo em equilíbrio, evitando tanto a ressaca como a dor de cabeça!


7. Queres evitar aquela fome à tarde ou à noitinha com alguma coisa? Pepinos têm sido usados por anos e anos por caçadores europeus, e exploradores como uma rápida refeição para evitar a fome.


8. Tens uma importante entrevista de emprego e reparas que não tens tempo para engraxar os sapatos? Simplesmente esfrega uma fatia fresca de pepino sobre os sapatos; os químicos darão rápido e duradouro brilho que não somente provocam bom aspecto como também repelem a humidade.


9. Não tens em casa o WD-40 para tirar aquele irritante barulhinho de uma porta a ranger? Pega numa fatia de pepino, esfrega no sítio problemático... e o rangido foi-se!10. Cansado, stressado e sem tempo para uma massagem, facial ou visita ao SPA? Corta um pepino inteiro e coloca numa panela de água a ferver. Os químicos e nutrientes do pepino reagem com a água a 100º e soltam-se no vapor, espalhando um relaxante aroma no ambiente. Tem sido afirmadoque reduz o stress em grávidas, estudantes em época de exames finais, etc.


11. Acabaste de almoçar e vês que não tens "chewing gum" ou rebuçados de hortelã? Pega numa fatia de pepino e espreme-a na língua, espalhando o sumo pela boca durante 30 segundos para eliminar o sabor da comida. Os fitoquímicos matarão as bactérias causadoras do mau hálito.


12. Procuras algo para limpar as torneiras, ou pias de aço inoxidável? Esfrega uma fatia de pepino na superfície que desejas limpar. Isto, não só remove anos de verdete e retira marcas, como lhes renova o brilho. Não mancha nem prejudica as tuas unhas e mãos enquanto limpas.


13. Usas a caneta e cometes um erro? Toma a casca do pepino ( o lado de fora ) e devagar usa-a para apagar o erro. Também funciona muito bem nos riscos de lápis que as crianças deixam pelas paredes!!!


Nota- Estas dicas chegaram-me num e-mail enviado por uma amiga. Confesso que ainda não as experimentei, mas, se efectivamente resultarem teremos que eleger os pepinos como legumes polivalentes!

M.A.

16/07/11

MALUCO, MAS NÃO TANTO ASSIM!



Em certo local vivia um rapazote, uma daquelas figuras típicas que praticamente todas as terras têm, considerado alguém com pouca inteligência, que vivia da caridade pública e do que lhe pagavam por um ou outro recado que ia fazendo.
Passava o tempo junto ao café, onde geralmente parava mais gente, e lá se ia governando com as moedas que recebia.
Havia porém um hábito comum àqueles que lhe davam esmola. Apresentavam-lhe duas moedas na palma da mão para que escolhesse uma e, ele, invariavelmente, pegava na de diâmetro maior mas de menor valor que a outra. Isso provocava gargalhadas na assistência o que parecia não incomodar o rapaz.
Porém, quando um dia, alguém resolveu explicar ao pateta que, das duas moedas que lhe mostravam, a de tamanho menor era a que valia mais e, deveria, portanto, ser a escolhida, ele respondeu:
_Eu bem sei isso…mas, no dia em que eu deixar de fazer como faço, a brincadeira acaba e já ninguém me vai dar dinheiro.

Algumas conclusões se podem retirar do caso:
-Nem sempre as aparências correspondem à realidade. Aqui, o rapaz não era tão tonto como se pensava.

-Quais terão sido, realmente, os verdadeiros idiotas que passaram na história?
-Por vezes, a ganância faz desaparecer uma fonte de rendimento.
Mas a conclusão mais interessante é esta:
A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa realmente, não é aquilo que pensam de nós mas sim o que nós somos realmente. E, quantas vezes, o prazer de alguém inteligente é até passar, precisamente por idiota perante um idiota que se faz passar por inteligente?
Tenhamos uma maior preocupação com a nossa consciência do que propriamente com a reputação perante os outros. Porque a nossa consciência corresponde ao que somos e, a reputação é apenas o que os outros pensam de nós.
E o que os outros pensam de nós… é apenas problema deles!...


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Na minha terra conheci também um pobre diabo, o qual, quando se lhe perguntava que dinheiro já tinha recebido nesse dia, colocava umas moedas na palma da mão, contava-as e respondia no seu linguajar um tanto entaramelado pela falta de dentes, onde os sss se prolongavam:
_« Ora adeuss coradção,quem ssabe ler e sscrever não é tolo de todo, poiss não? Faltam-me trêss tostõess para uma conta dcerta».
Geralmente a pessoa dava-lhe a dita quantia, repetia a pergunta e a nova resposta não se fazia esperar:
_«Ora adeuss coradção quem ssabe ler e sscrever não é tolo de todo, poiss não? Faltam-me dcinco tostõess para uma conta dcerta».
O montante em falta ia variando e, que me lembre, nunca ninguém lhe ouviu dizer quanto já recebera, nem tampouco quanto era, na verdade, a tal conta certa!
Achávamos graça à sua resposta e, de boa vontade, lá contribuíamos com mais umas moeditas para ele ir procurando acertar a dita soma.
A primeira história chegou-me por e-mail e trouxe-me logo à ideia a segunda, que faz parte das recordações, guardadas no tal baú da minha infância, passada numa vila (hoje, já cidade) da Beira Litoral.
Espero ter-vos proporcionado uns minutos bem dispostos.M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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