A vida é longa...
Para mim um ano é vertical, um tanto semelhante a uma página de BD. Andamos pelo tempo, mês a mês como em vinhetas, consumindo-o umas vezes devagar e contemplativamente, outras num berro de susto, rápido e inconscientemente. Seja nesta imagem ou noutra que tenhamos do tempo, a missão humana tratar-se-à sempre de dar o melhor de nós no pouco ou muito que nos couber. E que melhor forma de o fazer além da partilha de experiências colectiva? Qual o criador, por mais ególatra, capaz de isolar-se de tal forma que o resultado do seu trabalho seja apenas por si experienciado? Qual o dinamizador cultural capaz de pensar que sem os primeiros algo de edificador se passará no seu palco estéril?
No palco da criatividade e energia de cada um de nós há um pavimento essencial, a ética, sobre a qual se construirão certamente boas obras. Uma das componentes essenciais de uma atitude ética responsável é a capacidade de síntese, ou seja, a de encontrarmos uns e outros - criadores/dinamizadores - na nossa infindável lista de desejos e ideias, os pontos coincidentes com os restantes parceiros. Outra componente é a objectividade, o mesmo que dizer: falar o mínimo possível sobre a ideia e trabalhar o máximo sobre ela.
Trabalhar em grupo
Estando assente a minha teoria do ponto de vista individual, passemos ao plano do colectivo. Aqui cumpre criar condições de descentralização tais que não precisemos de pessoas, mas sim do seu trabalho que pode ser partilhado uma vez que sejam definidas tarefas essenciais. Estas tarefas terão de se conter necessariamente num plano operacional com prazo determinado, findo o qual se tiram conclusões e se procedem a afinações. Acontece porém, em diversas organizações, talvez na maioria, desde empresas a instituições, o surgimento da síndrome da "figura pública" capaz de abalar qualquer estrutura directiva. Se a isto somarmos os factores agressividade e desconfiança (dos quais padecemos todos sem excepção), temos um caldo intragável e implosivo: o projecto como que se abate sobre si próprio atraindo na sua esfera todos quantos, por menos avisados, se deixem arrastar.
A essência do departamento não deve ser vista como um mecanismo hierárquico subalternizador, mas sim como um vector de expansão e de criação de valor para a organização. O departamento deve ser estável mas não estanque, mas nunca permeável de tal forma que o seu responsável se veja manietado entre a equipa de trabalho e seus "superiores". O departamento deve ter orçamento, ferramentas, objectivos e avaliação no final do prazo do seu plano.
O que nos sobra?
Entre o rol de responsabilidades e tarefas profissionais e domésticas, pouco é o tempo que nos sobra para o lazer ou para o trabalho social voluntário. Quando o temos este deve ser vivido em ambiente de plena serenidade e amizade: conto já no meu "CV" nesta área com duas experiências indeléveis, a passagem pela Comunidade Vida e Paz (nas equipas de rua de apoio aos sem-abrigo), onde fundamentei a minha convicção de que não existem classes sociais, mas sim circunstâncias sociais, e onde vivi momentos de grande revolta interior pelo abismo humano entre o comum de nós e a parcela dos excluídos, bem como momentos de partilha intensa com esse mundo e com os meus colegas; e contemporaneamente com o trabalho na SIMECQ, sempre ligado à vertente cultural, assistindo a três executivos tão diferentes como são os indivíduos(em dois deles integrei a lista directiva). Conheci boas pessoas de extraordinário carácter mas também personagens curiosas de trato difícil e de convívio... impossível. O que nos sobra quando o tempo nos falta? A memória. E nesta gosto de guardar coisas boas, que são as que levo agora à saída de um projecto que deixo a meio, por amor à estética e por limitações de... tempo.
Um abraço
Miguel
(ex-vice-presidente da Cultura)
04/01/08
30/11/07
22/11/07
08/11/07
Mais um prémio
06/11/07
Individual de Pintura
Teatro na nossa casa
25/10/07
Procuram-se novos artistas
19/10/07
Piano em Oeiras
“Premiar a excelência” é o título de uma série de concertos de piano promovida pela Câmara Municipal de Oeiras e protagonizados pelos laureados do Concurso Internacional de Música Vianna da Motta (Fundação presidida pelo Professor Sequeira Costa).
Depois de, no passado sábado, o pianista Paulo Oliveira ter seduzido o público que se deslocou ao auditório de Carnaxide será a vez de Eleonora Karpoukova (vencedora do Concurso de 2004) subir ao mesmo palco para encantar com obras de Beethoven, Scarlatti, Tchaikovsky e Prokofiev.
Data/Hora: 20 DE OUTUBRO, SÁBADO – 21h30
Local: Auditório Municipal Ruy de Carvalho – CARNAXIDE
Evento: Concertos "PREMIAR A EXCELÊNCIA"
Laureados do Concurso Vianna da Motta (Prof. Sequeira Costa) 2004
Programa:
Beethoven
Sonata em Ré Menor op. 31 no. 2
Scarlatti
Sonata em Ré Menor K 141
Sonata em Fá Menor K 466
Sonata em Ré Maior K 430
Sonata em Fá Maior K 525
Intervalo
Tchaikovsky
Peças op. 72 nºs 1, 5 e 6
Variações, Op. 19
Prokofiev
Sonata no. 2 op. 14
Intérprete: ELEONORA KARPOUKOVA (piano)
Entrada Livre, com entrega de senhas uma hora antes do início do espectáculo.
Informações: CMO – Sector de Acção Cultural 214 408 565 / 214 408 524
Auditório Municipal Ruy de Carvalho 214 175 208
Depois de, no passado sábado, o pianista Paulo Oliveira ter seduzido o público que se deslocou ao auditório de Carnaxide será a vez de Eleonora Karpoukova (vencedora do Concurso de 2004) subir ao mesmo palco para encantar com obras de Beethoven, Scarlatti, Tchaikovsky e Prokofiev.
Data/Hora: 20 DE OUTUBRO, SÁBADO – 21h30
Local: Auditório Municipal Ruy de Carvalho – CARNAXIDE
Evento: Concertos "PREMIAR A EXCELÊNCIA"
Laureados do Concurso Vianna da Motta (Prof. Sequeira Costa) 2004
Programa:
Beethoven
Sonata em Ré Menor op. 31 no. 2
Scarlatti
Sonata em Ré Menor K 141
Sonata em Fá Menor K 466
Sonata em Ré Maior K 430
Sonata em Fá Maior K 525
Intervalo
Tchaikovsky
Peças op. 72 nºs 1, 5 e 6
Variações, Op. 19
Prokofiev
Sonata no. 2 op. 14
Intérprete: ELEONORA KARPOUKOVA (piano)
Entrada Livre, com entrega de senhas uma hora antes do início do espectáculo.
Informações: CMO – Sector de Acção Cultural 214 408 565 / 214 408 524
Auditório Municipal Ruy de Carvalho 214 175 208
16/10/07
"Nova geração de pintoras na Galeria JN"

“As suas pinturas tomam conta, a partir de hoje, na Galeria JN. Trata-se de uma mostra colectiva de sete jovens artistas - Diana Costa, Isabel Carvalho, Isabel Padrão, Joana da Conceição, Joana Rego, Nazaré Alves e Rita Carreiro - que, para além de serem mulheres, têm um passado comum foram todas alunas da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto (FBAUP).
Nesta exposição, a que foi dada o título "Um sexto sentido", a pintura é a disciplina reinante e empregue em cada uma das obras.
(…)
Diana Costa, uma das pintoras presente na mostra, adianta que as suas obras pretendem revelar "nas suas apresentações de forma e ideias, uma aproximação directa aos materiais do real exterior e são espaços para habitar e objectos para utilizar". Diana Costa admite "considerar os trabalhos como uma mensagem visual composta de diversos tipos de signos e equivale a considerá-los como um discurso e, portanto, como uma ferramenta de expressão e comunicação".
(…)
Para Isabel Carvalho a obra representada aqui, surgiu, naturalmente após algumas reflexões sobre o espaço urbano, nomeadamente as lojas e considera que "é a utilidade que me faz feliz e sentir gratidão por tudo e todos que me disponibilizaram este material. Vou lá colar peças - não vou apenas reinventar a minha infância. São peças que vão voltar à vida, mas com um sentido diferente, em forma de arte".
(…)
"Obra para surpreender" "Importa-me a obra como organismo capaz de me surpreender, construindo e destruindo até encontrar o ponto subjectivo em que o trabalho se pareça conseguir por si, completo ou bastante, como uma satisfação que alcance sem, no entanto, ser satisfação suficiente para algum dia parar de pintar", afirmou Isabel Padrão.
(…)
Joana Conceição, autora da série "Australia", refere que "Australia instala-se entre o conhecimento e o desejo. A Austrália (diferente de Australia), porque está tão longe ou porque está fora, ou porque é irredutível, escapa-me(...)".
(…)
Joana Rêgo sublinha que nesta sua nova série, "a metáfora "jogo" vai-se assumindo pouco a pouco não só como distracção, mas como risco, desafio". Um desafio, diz Joana Rêgo, "de mudar, o desafio de um jogo no qual estaremos prontos a entrar e cujas regras e objectivos gostaríamos feitas à nossa medida, no entanto, se tal não acontece, tentaremos jogá-lo da melhor maneira possível. No jogo há o factor sorte, astúcia, calma, paciência. Perder e ganhar."
Para Nazaré Alvares os quadros apresentados "resultam de alguma depuração, em termos compositivos, de trabalhos de fases anteriores, em que a saturação de imagens e palavras (também elas imagens), numa associação alheia à lógica do espaço tridimensional e das proporções relativas, remetiam para o "non sense" e impossibilitavam a fuga a um olhar preponderantemente pictórico, pela aproximação à abstracção de certas soluções".
Rita Carreiro, outras das artistas presentes, considera que "as viagens frequentes para conhecer e experimentar, levam a uma eventual produção artística, onde se vai encontrar e exprimir a interpretação pessoal da paisagem em si".
(…)
Sublinhe-se que "Um sexto sentido" (…) na Galeria JN, no Porto, (…)estará patente ao público a partir de amanhã e até ao dia 25 de Novembro.
“
Excertos do JN online –Agostinho Santos
15/10/07
Cultura para todos
Não só para os "Shuffle Progression" mas para outros artistas da "nossa terra" - pintores, músicos, doceiros, fica o apelo: contactem a SIMECQ!
O nosso e-mail para estas coisas da Cultura é simecq.cultura@gmail.com
Deixem também o vosso contacto de e-mail e telefone para mais fácil resposta!
Depende também da vossa iniciativa e colaboração a qualidade e diversidade da oferta cultural desta casa de todos os cruz quebradenses, oeirenses e portugueses em geral, sem posições hierárquicas definidas.
Abraços
Miguel Félix
O nosso e-mail para estas coisas da Cultura é simecq.cultura@gmail.com
Deixem também o vosso contacto de e-mail e telefone para mais fácil resposta!
Depende também da vossa iniciativa e colaboração a qualidade e diversidade da oferta cultural desta casa de todos os cruz quebradenses, oeirenses e portugueses em geral, sem posições hierárquicas definidas.
Abraços
Miguel Félix
Convido a conhecer...
SALVADOR DALI
Um grupo de amigos, no qual me incluo, resolveu ir até ao Porto, ao Palácio do Freixo, com o intuito de visitar a exposição de obras deste “Monstro Sagrado” das Artes. O tempo esteve favorável, a disposição de todos também e o interesse que nos levava a fazer esta viagem era igualmente aliciante.
Tive já oportunidade de visitar em Figueras, Espanha, o Teatro-Museo Dalí onde, creio, se encontra o núcleo principal da sua obra. Este Museu, instalado num antigo teatro municipal, foi escolha do artista porque ali fizera, 56 anos antes, a sua primeira exposição. Ele mesmo orientou (já quase com 70 anos) a remodelação do edifício e a instalação das suas peças . Veio depois a inaugurá-lo em 23 de Setembro de 1974. A sua ligação a este museu foi tão forte que pediu mesmo para ali ficar sepultado, o que veio a acontecer em Janeiro de 89.
Como é evidente não irei fazer comparação entre o que vi em Figueras e o que está, agora, nesta mostra no Porto. Aqui temos 285 peças, provenientes da “Fondazione Metropolitana de Milão, e algumas da Colecção Clot, entre esculturas , desenhos e quadros originais. Temos oportunidade de ver, especialmente, conjuntos de ilustrações que ele fez para “Fausto”, “Tricórnio”, “Gargântua” e “Pantaguel” e ainda para “A Bíblia Sagrada”. Destacarei destes, como preferência pessoal, o conjunto das 105 litografias referentes à Bíblia Sagrada.
Os inúmeros passos da História Sagrada, por demais conhecidos de todos nós, reproduzidos de milhentas formas por outros artistas consagrados, aparece-nos aqui, na interpretação de Dali, com uma frescura e originalidade inigualáveis. Aquela imaginação era realmente imparável. Se me fosse dado escolher seria esta colecção que eu traria comigo.
As esculturas, todas em bronze, algumas em tamanho bastante grande, são todas elas feitas pelo sistema de cera perdida. Isto, explicado resumidamente significa que, a partir do original é feito um molde em gesso, barro etc. que depois se reveste de cera. Sobre esta é colocado novo gesso o que faz um contra-molde. Por aquecimento faz-se desaparecer a cera. Entre os dois gessos fica assim um espaço que vem a ser preenchido com metal em fusão. O resultado é uma escultura leve (a espessura é a da cera) e com a forma exacta do original criado pelo artista.

Imagem d' "A Bílblia Sagrada" por Salvador Dali

Idem
A quem me lê, gostaria de ter despertado o desejo de se deslocar também a esta exposição e usufruir igualmente do prazer de contemplar um poucochinho do muito que Dali nos deixou. Termino com uma das suas polémicas frases:
“A diferença entre mim e os loucos, é que eu não sou louco!”
M.A.
Um grupo de amigos, no qual me incluo, resolveu ir até ao Porto, ao Palácio do Freixo, com o intuito de visitar a exposição de obras deste “Monstro Sagrado” das Artes. O tempo esteve favorável, a disposição de todos também e o interesse que nos levava a fazer esta viagem era igualmente aliciante.
Tive já oportunidade de visitar em Figueras, Espanha, o Teatro-Museo Dalí onde, creio, se encontra o núcleo principal da sua obra. Este Museu, instalado num antigo teatro municipal, foi escolha do artista porque ali fizera, 56 anos antes, a sua primeira exposição. Ele mesmo orientou (já quase com 70 anos) a remodelação do edifício e a instalação das suas peças . Veio depois a inaugurá-lo em 23 de Setembro de 1974. A sua ligação a este museu foi tão forte que pediu mesmo para ali ficar sepultado, o que veio a acontecer em Janeiro de 89.
Como é evidente não irei fazer comparação entre o que vi em Figueras e o que está, agora, nesta mostra no Porto. Aqui temos 285 peças, provenientes da “Fondazione Metropolitana de Milão, e algumas da Colecção Clot, entre esculturas , desenhos e quadros originais. Temos oportunidade de ver, especialmente, conjuntos de ilustrações que ele fez para “Fausto”, “Tricórnio”, “Gargântua” e “Pantaguel” e ainda para “A Bíblia Sagrada”. Destacarei destes, como preferência pessoal, o conjunto das 105 litografias referentes à Bíblia Sagrada.
Os inúmeros passos da História Sagrada, por demais conhecidos de todos nós, reproduzidos de milhentas formas por outros artistas consagrados, aparece-nos aqui, na interpretação de Dali, com uma frescura e originalidade inigualáveis. Aquela imaginação era realmente imparável. Se me fosse dado escolher seria esta colecção que eu traria comigo.
As esculturas, todas em bronze, algumas em tamanho bastante grande, são todas elas feitas pelo sistema de cera perdida. Isto, explicado resumidamente significa que, a partir do original é feito um molde em gesso, barro etc. que depois se reveste de cera. Sobre esta é colocado novo gesso o que faz um contra-molde. Por aquecimento faz-se desaparecer a cera. Entre os dois gessos fica assim um espaço que vem a ser preenchido com metal em fusão. O resultado é uma escultura leve (a espessura é a da cera) e com a forma exacta do original criado pelo artista.

Imagem d' "A Bílblia Sagrada" por Salvador Dali

Idem
A quem me lê, gostaria de ter despertado o desejo de se deslocar também a esta exposição e usufruir igualmente do prazer de contemplar um poucochinho do muito que Dali nos deixou. Termino com uma das suas polémicas frases:
“A diferença entre mim e os loucos, é que eu não sou louco!”
M.A.
09/10/07
127 anos?
Pois é! A SIMECQ está de parabéns, é que hoje completam-se os seus 127 anos de existência. Parece que vai haver umas novidades no fim de semana: fiquem atentos...
Abraços
MF
Abraços
MF
03/10/07
Comentários
Ainda antes do relatório da nossa última exposição, não resistimos em transcrever alguns comentários dos nossos amigos mais pequenos, a saber:
"Gostei de todos os quadros mas ostei mais do quadro que parece o castelo da princesa. Jacinto"
Supomos referir-se a um dos trabalhos em seda da Yvonne.
"Na minha opinião eu acho que a exposição muito gira. Mauro, 11 anos"
"Eu gostei muito de um quadros que me lembram a noite e outro que é ma casa perto da minha rua. Rodrigo, 9 anos"
As que lembram a noite são as pinturas da Ana, a casa foi pintada pela Francisca.
"Eu gostei muito dos coadros. Pedro, 11 anos"
Hmm... este elogio foi para todos.
"Gostei muito do da lua da Ana. António, 11 anos"
Ana ao rubro.
"Eu gostei do desenho da segonha adorei ficai muito encantada com aque desenho. Liliana, 9 anos, 4º ano"
Yvonne a marcar pontos novamente, junto da pequenada.
"Eu gosta dos desenhos dos cavalos e tenho 10 anos e ando no 4º ano e chamo-me Catarina (...). Catarina, 10 anos"
Hat-trick da Yvonne...
Temos de dar um toquezinho no português mas fica um grande abraço para todos eles!
AC e MF
"Gostei de todos os quadros mas ostei mais do quadro que parece o castelo da princesa. Jacinto"
Supomos referir-se a um dos trabalhos em seda da Yvonne.
"Na minha opinião eu acho que a exposição muito gira. Mauro, 11 anos"
"Eu gostei muito de um quadros que me lembram a noite e outro que é ma casa perto da minha rua. Rodrigo, 9 anos"
As que lembram a noite são as pinturas da Ana, a casa foi pintada pela Francisca.
"Eu gostei muito dos coadros. Pedro, 11 anos"
Hmm... este elogio foi para todos.
"Gostei muito do da lua da Ana. António, 11 anos"
Ana ao rubro.
"Eu gostei do desenho da segonha adorei ficai muito encantada com aque desenho. Liliana, 9 anos, 4º ano"
Yvonne a marcar pontos novamente, junto da pequenada.
"Eu gosta dos desenhos dos cavalos e tenho 10 anos e ando no 4º ano e chamo-me Catarina (...). Catarina, 10 anos"
Hat-trick da Yvonne...
Temos de dar um toquezinho no português mas fica um grande abraço para todos eles!
AC e MF
01/10/07
Convido a conhecer...
Victor Vasarely
É vulgar ouvir-se dizer que o acaso nos prega partidas. Ora hoje, eu digo justamente o contrário. Foi mesmo por acaso que me chegou às mãos uma biografia de Victor Vasarely e, depois de a ler e olhar algumas das suas obras, rendi-me à sua arte. Porque desejo partilhar com quem me lê, este mesmo gosto, falarei um pouco sobre esta personalidade:
Este artista nasceu no dia 9 de Abril de 1906 em Pécs na Hungria. A par dos estudos básicos aprendeu também desenho e pintura tradicional. Iniciou mais tarde um curso de medicina que logo abandonou, porque decidiu enveredar pela arte. É numa escola fundada por Alexander Bortnyik, um dos pioneiros da arte húngara de cartazes publicitários, que Vasarely escolhe então o rumo da sua carreira, entrando no desenho abstracto.
Em 1930 vai para Paris começando a desenhar para importantes empresas publicitárias e, rapidamente vê reconhecido o seu valor. Mas a sua inspiração leva-o já a explorar os efeitos ópticos, fazendo experiências na composição, na luz e sombra, no uso de materiais e cores variados e ainda na distorção de imagem. Explora também a “bi” e a tridimensionalidade. Enfim, a linguagem visual foi por ele estudada nas suas múltiplas formas.
Em 1947 digamos que se desinteressa do que fez até aí e começa aquilo que denominou de abordagem ao construtivismo e abstracção geométrica.
No início da década de 50 já avalia também as possibilidades que a fotografia lhe pode proporcionar e, cada vez mais, consegue que o espectador dos seus trabalhos se envolva neles e descubra por si próprio uma diversidade infinda de formas ópticas. Digamos que, quem olha as suas obras, toma parte activa nas mesmas e, nelas vai descobrir uma quase multidimensionalidade. Quer empregue a cor, quer se fique pelo preto e branco a perspectiva surge também como um verdadeiro tratado.
Já na década de 60/70 cria uma série de obras, semelhantes a “puzles”, de coloridos fortes, nos quais joga também com efeitos “dégradé” muito bonitos. Somos transportados a um mundo onde formas, umas vezes cúbicas outras vezes côncavas e convexas, se conjugam entre si numa perfeita harmonia de cor e linhas. São como jardins de mistério, pelos quais a imaginação divaga ultrapassando, quem sabe, os limites do impossível... É também nesta altura, que aparecem trabalhos seus, integrados na moderna arquitectura, em azulejo e metal por exemplo.
Há uma Fundação com o seu nome em Aix-en-Provence, inaugurada em 1976. O objectivo desta é promover a investigação e realização da sua visão arquitectónico-urbanista. Aí estão expostas também 42 peças de parede, em grande escala. A casa onde nasceu é hoje igualmente um museu…
Em 14 de Março de 1997, com 91 anos, morre em Paris.
Como é evidente esta é uma abordagem muito sucinta. Com ela ficam reproduções de algumas das suas criações que pretendem apenas ser um convite, a si que me lê, para ir em busca de toda a arte que Vasarely nos deixou.

Torony-N, 1970
Acrílico sobre tela, 120 x 79,5 cm
Colecção particular

Vega-Arny, 1972
Acrílico sobre tela, 100 x 100 cm
Colecção particular
M.A.
É vulgar ouvir-se dizer que o acaso nos prega partidas. Ora hoje, eu digo justamente o contrário. Foi mesmo por acaso que me chegou às mãos uma biografia de Victor Vasarely e, depois de a ler e olhar algumas das suas obras, rendi-me à sua arte. Porque desejo partilhar com quem me lê, este mesmo gosto, falarei um pouco sobre esta personalidade:
Este artista nasceu no dia 9 de Abril de 1906 em Pécs na Hungria. A par dos estudos básicos aprendeu também desenho e pintura tradicional. Iniciou mais tarde um curso de medicina que logo abandonou, porque decidiu enveredar pela arte. É numa escola fundada por Alexander Bortnyik, um dos pioneiros da arte húngara de cartazes publicitários, que Vasarely escolhe então o rumo da sua carreira, entrando no desenho abstracto.
Em 1930 vai para Paris começando a desenhar para importantes empresas publicitárias e, rapidamente vê reconhecido o seu valor. Mas a sua inspiração leva-o já a explorar os efeitos ópticos, fazendo experiências na composição, na luz e sombra, no uso de materiais e cores variados e ainda na distorção de imagem. Explora também a “bi” e a tridimensionalidade. Enfim, a linguagem visual foi por ele estudada nas suas múltiplas formas.
Em 1947 digamos que se desinteressa do que fez até aí e começa aquilo que denominou de abordagem ao construtivismo e abstracção geométrica.
No início da década de 50 já avalia também as possibilidades que a fotografia lhe pode proporcionar e, cada vez mais, consegue que o espectador dos seus trabalhos se envolva neles e descubra por si próprio uma diversidade infinda de formas ópticas. Digamos que, quem olha as suas obras, toma parte activa nas mesmas e, nelas vai descobrir uma quase multidimensionalidade. Quer empregue a cor, quer se fique pelo preto e branco a perspectiva surge também como um verdadeiro tratado.
Já na década de 60/70 cria uma série de obras, semelhantes a “puzles”, de coloridos fortes, nos quais joga também com efeitos “dégradé” muito bonitos. Somos transportados a um mundo onde formas, umas vezes cúbicas outras vezes côncavas e convexas, se conjugam entre si numa perfeita harmonia de cor e linhas. São como jardins de mistério, pelos quais a imaginação divaga ultrapassando, quem sabe, os limites do impossível... É também nesta altura, que aparecem trabalhos seus, integrados na moderna arquitectura, em azulejo e metal por exemplo.
Há uma Fundação com o seu nome em Aix-en-Provence, inaugurada em 1976. O objectivo desta é promover a investigação e realização da sua visão arquitectónico-urbanista. Aí estão expostas também 42 peças de parede, em grande escala. A casa onde nasceu é hoje igualmente um museu…
Em 14 de Março de 1997, com 91 anos, morre em Paris.
Como é evidente esta é uma abordagem muito sucinta. Com ela ficam reproduções de algumas das suas criações que pretendem apenas ser um convite, a si que me lê, para ir em busca de toda a arte que Vasarely nos deixou.

Torony-N, 1970
Acrílico sobre tela, 120 x 79,5 cm
Colecção particular

Vega-Arny, 1972
Acrílico sobre tela, 100 x 100 cm
Colecção particular
M.A.
26/09/07
Paula do Mundo

No Museu Rainha Sofia, Paula Rego expõe mais de 200 obras, entre pinturas, desenhos e gravuras, retratos vivos da sua prolífica carreira de 52 anos. Repare-se que se trata de uma pintora pouco conhecida em Espanha como refere a coleccionista e presidente do patronato do museu, Pilar Citoler Carilla.
Considerada já por alguns como um dos maiores artistas vivos, e um dos mais relevantes na corrente figurativa, não seria de descartar a criação de uma colecção permanente em Portugal deste nosso tesouro nacional, apesar das grandes restrospectivas ocorridas em Serralves e no CCB.
Nos anos 5o deixou Portugal para viver em Inglaterra, onde estudou na Slade School of Fine Art. Deixar "fugir" artistas e personagens de relevo parece ser a nossa prática corrente, espero que não aconteça o mesmo desta vez.
Até 30 de Dezembro em Espanha...
MF e MAF
25/09/07
19/09/07
16/09/07
Ateliê arranca em força


As aulas de Iniciação à Pintura e de Artes Plásticas para crianças estão a decorrer com grande animação. Num ambiente de grande criatividade os "nossos miúdos" enchem de cor a SIMECQ. Na frente de mais um projecto de formação da nossa colectividade, temos a experiente professora Queta Minez e a estreante Ana Camilo (consulte neste blogue a entrevista publicada a 7 de Agosto).
Iniciação à Pintura
Sábados das 15h às 16h
Artes Plásticas
Sábados das 16h às 17h e das 17h às 18h
Ainda há vagas! O que espera para trazer o seu petiz?
Recomendado
Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana acolhe exposição de aguarelas de Carlo Bloser
Inaugurou no passado dia 1 de Setembro, pelas 19H00, na Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana uma exposição de aguarelas do pintor Carlo Bloser.
A mostra é composta por 50 aguarelas representativas de lugares típicos de diversas regiões de Portugal (Beira-Alta, Trás-os-Montes, Douro, Óbidos, Lisboa, Alentejo e Cascais).
A residir há cerca de 3 anos no Estoril, Carlo Maria Bloser nasceu na Alemanha, em 1929. Arquitecto e professor de Arquitectura de Interiores, em Colónia e no Mónaco, foi responsável por projectos de inúmeras galerias de arte e, em especial, pela recuperação de edifícios classificados como património cultural.
A sua vocação para a pintura a aguarelas começou há mais de 30 anos, tendo desde então apresentado os seus trabalhos em diversas exposições na Alemanha e em Itália.
Patente ao público até a 1 de Outubro!
Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana
Rua das Travessas - Massapés - Tires - S. Domingos de Rana
2ª feira das 13H00 às 19H00
3ª a 6ª feira das 10H00 às 19H00
Sábado das 10H00 às 13H00 e das 14H00 às 18H00
Inaugurou no passado dia 1 de Setembro, pelas 19H00, na Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana uma exposição de aguarelas do pintor Carlo Bloser.
A mostra é composta por 50 aguarelas representativas de lugares típicos de diversas regiões de Portugal (Beira-Alta, Trás-os-Montes, Douro, Óbidos, Lisboa, Alentejo e Cascais).
A residir há cerca de 3 anos no Estoril, Carlo Maria Bloser nasceu na Alemanha, em 1929. Arquitecto e professor de Arquitectura de Interiores, em Colónia e no Mónaco, foi responsável por projectos de inúmeras galerias de arte e, em especial, pela recuperação de edifícios classificados como património cultural.
A sua vocação para a pintura a aguarelas começou há mais de 30 anos, tendo desde então apresentado os seus trabalhos em diversas exposições na Alemanha e em Itália.
Patente ao público até a 1 de Outubro!
Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana
Rua das Travessas - Massapés - Tires - S. Domingos de Rana
2ª feira das 13H00 às 19H00
3ª a 6ª feira das 10H00 às 19H00
Sábado das 10H00 às 13H00 e das 14H00 às 18H00
14/09/07
O Ambiente em Alta!
"Oeiras: 170 voluntários aderem a campanha ambiental mundial
Mais de 170 voluntários participam de sexta-feira a domingo, nas praias de Paço de Arcos e Fontainhas, em Oeiras, numa campanha internacional de limpeza de praias que envolve anualmente 35 milhões de pessoas em 100 países.
Criado há 15 anos, o projecto «Clean Up the World» é hoje considerado um dos maiores programas ambientais de cariz comunitário a nível mundial, envolvendo empresas, associações, escolas e cidadãos em plantações de árvores, campanhas educativas, exposições, concursos e actividades de reciclagem e limpeza da natureza.
Em Oeiras, a Câmara Municipal decidiu aderir pela primeira vez à iniciativa com a organização de grupos de voluntários que vão ajudar a tornar mais limpas a areia e as águas das praias de Paço de Arcos e Fontainhas, desenvolver a sua capacidade de observação do meio ambiente e alertar para a sua necessidade de preservação.
Segundo adiantou à Lusa fonte da autarquia, até quarta-feira havia registo de 123 inscrições para sexta-feira e sábado, mas o número poderá vir a aumentar substancialmente, uma vez que as inscrições poderão ser feitas no local, nos próprios dias.
Além das sessões de limpeza do areal, que decorrerão de sexta-feira a domingo entre as 08:30 e as 14:00, um grupo que conta já com 50 mergulhadores vai recolher resíduos depositados no mar na zona costeira de Paço de Arcos, no sábado.
A organização disponibiliza ainda uma área «Jogos Ambientais», onde os mais novos poderão aprender a conservar a natureza enquanto se divertem.
Em Portugal, vão também aderir à iniciativa os concelhos de Cascais, Funchal, Braga, Viana do Castelo e Portimão, através de autarquias e grupos ambientais e desportivos."
Diário Digital / Lusa
Mais de 170 voluntários participam de sexta-feira a domingo, nas praias de Paço de Arcos e Fontainhas, em Oeiras, numa campanha internacional de limpeza de praias que envolve anualmente 35 milhões de pessoas em 100 países.
Criado há 15 anos, o projecto «Clean Up the World» é hoje considerado um dos maiores programas ambientais de cariz comunitário a nível mundial, envolvendo empresas, associações, escolas e cidadãos em plantações de árvores, campanhas educativas, exposições, concursos e actividades de reciclagem e limpeza da natureza.
Em Oeiras, a Câmara Municipal decidiu aderir pela primeira vez à iniciativa com a organização de grupos de voluntários que vão ajudar a tornar mais limpas a areia e as águas das praias de Paço de Arcos e Fontainhas, desenvolver a sua capacidade de observação do meio ambiente e alertar para a sua necessidade de preservação.
Segundo adiantou à Lusa fonte da autarquia, até quarta-feira havia registo de 123 inscrições para sexta-feira e sábado, mas o número poderá vir a aumentar substancialmente, uma vez que as inscrições poderão ser feitas no local, nos próprios dias.
Além das sessões de limpeza do areal, que decorrerão de sexta-feira a domingo entre as 08:30 e as 14:00, um grupo que conta já com 50 mergulhadores vai recolher resíduos depositados no mar na zona costeira de Paço de Arcos, no sábado.
A organização disponibiliza ainda uma área «Jogos Ambientais», onde os mais novos poderão aprender a conservar a natureza enquanto se divertem.
Em Portugal, vão também aderir à iniciativa os concelhos de Cascais, Funchal, Braga, Viana do Castelo e Portimão, através de autarquias e grupos ambientais e desportivos."
Diário Digital / Lusa
13/09/07
10/09/07
Freixo de Salvador à Cinta
Exposição de Salvador Dali
Uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal do Porto e da Porto Lazer, trouxe ao Palácio do Freixo (Porto), cerca de 285 obras do artista espanhol. A exposição, organizada pela Fondazione Metropolitan de Milão é composta pelas portentosas criações de Salvador Dali integrantes da Colecção Clot.

FC e MF
Uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal do Porto e da Porto Lazer, trouxe ao Palácio do Freixo (Porto), cerca de 285 obras do artista espanhol. A exposição, organizada pela Fondazione Metropolitan de Milão é composta pelas portentosas criações de Salvador Dali integrantes da Colecção Clot.

Vista do Palácio do Freixo (MF)
Destaque para esculturas como "Mulher Nua subindo a escada" e "Elefante Cósmico" (uma das suas figuras de múltiplas interpretações), ou para as séries de gravuras “Bíblia Sagrada” e “Gargantua e Pantagruel" (certamente um dos melhores momentos).
A visitar até 4 de Novembro de segunda a quinta-feira entre as 10:00h e as 22:00h. Às sextas-feiras, sábados, domingos e feriados o horário é alargado até às 24:00h.
Os ingressos para o público em geral custam 4€; para clientes da Caixa Geral de Depósitos, seniores (com mais de 65 anos) e estudantes 2€; e são gratuitos para crianças até aos 12 anos.
FC e MF
Um estouro
Ecomuseu fomenta visitas ao património
O Ecomuseu Municipal do Seixal vai promover, a 29 de Setembro, uma visita ao Património Industrial, que inclue passagens pela Fábrica de Pólvora de Vale Milhaços e de Barcarena. A iniciativa surge inserida na programação das Jornadas Europeias do Património 2007.
Fábrica da Pólvora de Barcarena que é de resto um lugar imperdível, pela sua riqueza paisagística e arquitectónica e pela sua programação cultural de grande qualidade.
FC e MF
O Ecomuseu Municipal do Seixal vai promover, a 29 de Setembro, uma visita ao Património Industrial, que inclue passagens pela Fábrica de Pólvora de Vale Milhaços e de Barcarena. A iniciativa surge inserida na programação das Jornadas Europeias do Património 2007.
Fábrica da Pólvora de Barcarena que é de resto um lugar imperdível, pela sua riqueza paisagística e arquitectónica e pela sua programação cultural de grande qualidade.
FC e MF
05/09/07
Banda da SIMECQ
A Banda Filarmónica da nossa colectividade vai coleccionando sucessos nas suas actuações, além do excelente trabalho desenvolvido pela Escola de Música na fomação de jovens e adultos. Bem hajam o nosso amigo e maestro Ricardo e a Yvonne pela dedicação que têm votado ao projecto.
Fique desde já convidado a comparecer nas intervenções agendadas para este ano!

Fique desde já convidado a comparecer nas intervenções agendadas para este ano!

Abraços
Miguel
Miguel
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