...e tocando nas horas vagas! O derradeiro momento - as viuvas choram.....a banda toca.... o "Juiz prepara o discurso....
No próximo ano haverá mais......
FC
...e tocando nas horas vagas! O derradeiro momento - as viuvas choram.....a banda toca.... o "Juiz prepara o discurso....
No próximo ano haverá mais......
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A partir do próximo dia 9 de Fevereiro voltaremos a ter na Galeria Verney esculturas de Antonieta Roque Gameiro.
Para quem ainda não a conhece, esta artista nasceu em Minde em 1946 e licenciou-se em Filosofia. No entanto, portadora do apelido que tem, seria quase inevitável não se ter interessado igualmente pelas artes. Dificilmente encontramos uma família como esta, Roque Gameiro, que nos tenha dado tantos elementos onde a arte esteve e está presente. Assim aconteceu com Antonieta que, simultaneamente se dedicou ao desenho, pintura e escultura em terracota. É porém nesta última expressão artística que se fixa em 1976 e desenvolve a sua carreira
Em 1987 mostra já também peças em bronze.
O cunho que imprime nas suas obras é tal que, alguém que as veja uma vez logo identifica quaisquer outras.
As figuras de mulher que cria, traduzem emoções e sentimentos tão expressivos que, quase sempre, adivinhamos antecipadamente o título que a autora lhes deu.
E que dizer das ternurentas figuras de criança, senão que são uma delícia de olhar?
Não deixe pois passar a oportunidade de ir ver esta mostra, na Galeria Verney, até ao dia 16 de Março p.f., de 3.ª a Domingo (excepto feriados) entre as 10/13 horas e 14/18 horas.
Conjuntamente poderá ver também Pintura da artista russa Dinara Dindarova Pereira e Obra Literária da portuguesa Luísa Costa Gomes.
M.A.
Por gentileza do Autor recebemos hoje a letra do Fado que trouxe
para o nosso País o Prémio Goya. Aqui a deixamos para os nossos
leitores interessados.
M.A.
FADO DA SAUDADE (Versículo – Fado Menor)
Fernando Pinto do Amaral
Nasce o dia na cidade / que me encanta
na minha velha Lisboa / de outra vida
e com um nó de saudade / na garganta
escuto um fado que se entoa / à despedida
Foi nas tabernas de Alfama / em hora triste
que nasceu esta canção / o seu lamento
na memória dos que vão / tal como o vento
no olhar de quem se ama / e não desiste
Quando brilha a antiga chama / ou sentimento
oiço este mar que ressoa / enquanto canta
e da Bica à Madragoa / num momento
volta sempre esta ansiedade / da partida
Nasce o dia na cidade / que me encanta
na minha velha Lisboa / de outra vida
Quem vive só do passado / sem motivo
fica preso a um destino / que o invade
mas na alma deste fado / sempre vivo
cresce um canto cristalino / sem idade
É por isso que imagino / em liberdade
uma gaivota que voa / renascida
e já nada me magoa / ou desencanta
nas ruas desta cidade / amanhecida
Mas com um nó de saudade / na garganta
escuto um fado que se entoa / à despedida

Com este título, será inaugurada no próximo dia 7, às 17,30 horas, no Palácio dos Aciprestes uma exposição sobre Francisco Igrejas Caeiro.
A Simecq quer destacar aqui este acontecimento tão importante, prestando-lhe assim a homenagem que merece.
A sua vida tem sido demasiado rica para que a possamos resumir em meia dúzia de linhas.
Passados são já 90 anos desde o seu nascimento em Castanheira do Ribatejo, durante os quais, este homem, se desdobrou em inúmeras actividades. Umas ligadas à Rádio e Televisão, outras ao Teatro, outras à Política, outras ainda à Solidariedade Social e talvez mesmo algumas mais que, de momento, não me ocorrem. Foi bastante diversificado o seu campo de acção. Em tudo o que conheço ficou a marca de um Homem Bom que, estou convencida, sempre terá dado o melhor que tinha de si próprio. Contudo, quero salientar, principalmente, o forte carácter de quem sempre amou a Liberdade e até por isso sofreu sérios dissabores. Não se desviou nunca dos seus princípios, nem, que eu saiba, foi pessoa de se colocar em “bicos de pés,” sobrepondo-se aos outros, uma atitude tão pouco comum nos tempos que correm, por exemplo! Li uma definição que um seu amigo ( António Valdemar) lhe fez e que acho muito curiosa:
_”Ele é um arquitecto de consensos”.
Gostei desta frase e, a minha interpretação dela, vai no sentido da tolerância que sempre incutiu também no seu discurso e relações com os outros.
Creio ser igualmente um homem feliz…Um homem em paz consigo próprio… Transparece isso no seu semblante calmo e risonho!... A seu lado, como companheira, Irene Velez terá contribuído também para essa felicidade.
Enfim, Igrejas Caeiro, pela obra que deixa feita e que continua ainda a fazer é um exemplo de vida, impar, para todos nós. Bem haja, pois, por tudo isso!
M.A.


Anualmente são atribuídos os “Prémios Goya” pela Academia Espanhola de Artes Cinematográficas, em Madrid a quem mais se distinguiu em vários sectores artísticos.
Este ano, o “Prémio Para A Melhor Canção Original” veio para o nosso País. Foi para o “FADO DA SAUDADE”, incluído na banda sonora do filme “FADOS”, de Sousa Saura. É na música do Fado Menor, tem letra do Poeta Fernando Pinto do Amaral e cantou-o Carlos do Carmo. A acompanhá-lo estiveram José Manuel Neto, na guitarra portuguesa e Carlos Manuel Proença, na viola.
Foi ontem, dia 3, no Palácio dos Congressos de Madrid, que este troféu , simbolizado por um busto de Francisco Goya, foi anunciado e entregue em mãos portuguesas. Congratulamo-nos por esta honra, felicitamos vivamente os Premiados e, quem mais, que com eles possa ter trabalhado, no sentido de demonstrar que podemos ser tão bons ou melhores, que quaisquer outros.
M.A.


"O Ouro Tradicional de Viana do Castelo. Da Pré-História à Actualidade
Para além das peças, serão ainda apresentados dois modelos em tamanho natural de personagens femininas das festas tradicionais vianenses, devidamente trajadas a rigor com as suas indumentárias e as suas jóias.
Completam a exposição alguns recursos interactivos digitais, que pretendem alcançar uma maior inclusão dos públicos, com intenções educativas e lúdicas."

Localização e Horário do MNA
Praça do Império - Belém
Lisboa
Encerrado à 2ª feira
Mais informações e imagens sobre o ouro Vianense aqui
FC


Prossegui a caminhada e vi lá bem ao longe outro amigo
Entretanto o Xico de seu nome, continuava imponente cheio de cor e graciosidade.
O CENTRO DE CIÊNCIA VIVA EM CONSTÂNCIA:
São já vários, no nosso País os Centros de Ciência Viva, onde, de um modo mais
directo, podemos aprender ou mesmo só relembrar alguns conhecimentos na área científica. Desta vez venho falar-vos deste, onde estive recentemente, e que está especialmente vocacionado para as actividades relacionadas com a astronomia.
Chegados a Constância, numa bonita manhã ensolarada, subimos ao alto de Santa Bárbara, deparando logo, num raio de 360 graus, com uma paisagem deslumbrante. Depois, demos conta de alguns edifícios e, também, de um amplo espaço rectangular onde se espalhavam diversas infra-estruturas e equipamentos que, horas depois, nos permitiram viajar pelo Universo sem, afinal, termos que tirar os pés do solo.
Terminada esta parte da visita fomos encaminhados para uma zona onde já nos tínhamos apercebido haver uma outra construção metálica. Esta, é uma escultura, criação de um artista da região, José Coelho, a que ele chamou “A MÀQUINA DO MUNDO”.
Faço aqui uma pausa para lembrar o que nos contou Camões. A frota desembarcou na Ilha dos Amores, onde os marinheiros foram calorosamente recebidos pelas ninfas e foi a própria deusa Tétis quem acolheu o Vasco da Gama. Depois de um lauto banquete ela levou o seu ilustre convidado até ao cimo de um monte onde lhe mostrou a miniatura do Universo e lhe apontou as terras que, futuramente os portugueses conquistariam, em especial nas Costas de África, Ásia e América.
Entre outras coisas, a exploração do sentido desta escultura pode servir para realçar a ideia de que o conceito de Universo se altera ao longo dos tempos, conforme o horizonte dos nossos conhecimentos se vai alargando e, ainda, mostrar que em ciência as teorias nunca são eternas.
Agradeço à Exmª. Srª. Drª. Ana Maria Dias a gentileza do envio desta descrição da escultura “Máquina do Mundo” que procurei transcrever, tanto quanto possível, com as suas próprias palavras. . Foi ela quem nos acompanhou na visita e, como não era fácil fixar tudo, solicitei-lhe depois que repetisse, num e-mail, a dita descrição para eu poder, então, transmiti-la a quem teve a paciência de ler este meu apontamento.
M.A.