Como tudo começou

23/09/09

As galerias romanas da Rua da Prata, em Lisboa, vão abrir ao público nos dias 25, 26 e 27 de Setembro de 2009


Durante os três dias, as galerias estão abertas entre as 10h00 e as 18h00 e a entrada é gratuita. As visitas vão ser acompanhadas por técnicos do Museu da Cidade. A abertura das galerias surge no âmbito das comemorações das Jornadas Europeias do Património.

As galerias foram descobertas após o terramoto de 1755 em Lisboa e só em 1909 começaram a realizar-se visitas, mas apenas por motivos jornalísticos ou de investigação. A partir dos anos 80, a Câmara de Lisboa cria condições de acesso às galerias no subsolo da Rua da Prata.


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21/09/09

«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!


Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'

Recebe este voto, amigo,
Que eu, fiel ao uso antigo,
Quis trazer-te neste dia
Em poucos versos singelos.
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'


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19/09/09

Exposição Colectiva de Escultura, Fotografia, Instalação e Pintura: Repensar – Las Meninas


Do dia 18 de Setembro até dia 3 de Outubro de 2009, estão convidados a visitar a exposição colectiva de escultura, fotografia, instalação e pintura, intitulada “Repensar – Las meninas”, no Fórum Municipal Romeu Correia (Almada).

A inauguração terá lugar no dia 18 de Setembro, pelas 17h.

“O projecto “Repensar – Las meninas” foi ideia e iniciativa de José Neto (filósofo e artista plástico). Este tema motivou um ciclo de conferências durante o qual, foram debatidas as mais diversas perspectivas relativas à célebre obra de Diego Velásquez. Tal criou uma oportunidade de diálogo entre pensadores, artistas e o público.
A exposição “Repensar – Las meninas” representa o corolário de um esforço cronológico conjunto, agora materializado pela apresentação pública das mais diversas interpretações artísticas contemporâneas.”

“Fotografia: Claudio Morães Sarmento.”

Aberto de Terça-feira, ao Sábado, das 10h às 18h.

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17/09/09

UM POUCO DE BOM HUMOR


CEGONHA TAMBÉM SOFRE…
Toda a gente sabe de onde vêm os bebés, não é assim?
Já todos ouvimos, um dia, contar, que são as cegonhas que os trazem, suspensos no bico para entregar às respectivas mães!

Essa, não é, portanto, a novidade de hoje. Venho é acrescentar à história «algo mais» que eu própria desconhecia e, decerto, vós também, que nos mostra a todos que a missão da cegonha, pode, afinal, tornar-se bem mais espinhosa do que se imagina! Para saberem do que falo, queiram clicar aqui.

Reparem que bem humoradas são as expressões dos bonecos deste filme de animação e, como a música e, demais sons, completam tão bem a história que se dispensam quaisquer palavras.

Mais uma vez, atrevo-me a imaginar que vos deixarei com um sorrido nos lábios. E, já agora, deixo os votos de que esse sorriso se mantenha no decorrer de todo o vosso dia!

P.S.- Aproveitem e mostrem também este vídeo às crianças que tenham por perto!
Até breve.
M.A.

15/09/09

TROVOADA SOBRE LISBOA




Hoje venho mostrar-vos quatro fotos feitas no dia 09 / 09, na altura em que intensa trovoada se fazia sentir sobre Lisboa e arredores. A zona é a da Ponte Vasco da Gama.
Recebi-as de um querido amigo, morador no Norte e, por as ter achado tão bonitas pedi-lhe, de imediato, licença para as colocar aqui no blog. Dedicando-se ele também, há longos anos, às artes fotográficas, nada mais natural que poderem ter sido tiradas por si. Porém, na resposta recebida informou-me que, estas fotos, não eram efectivamente suas. Nestas coisas da Net, quem recebe, reenvia e assim se forma uma cadeia logo se perdendo o rasto de quem esteve na origem. Relativamente a isso até vou transcrever um parágrafo do seu e-mail:

«Como não estão assinadas, acho que podemos utilizá-las. Como em muitos outros casos, quem tira e envia aos amigos as fotografias, fá-lo pelo puro prazer de partilhar com eles as coisas bonitas. E os amigos dos amigos farão a mesma coisa. Embora não se saiba a quem, ao reenviá-las estamos a prestar homenagem ao autor.»

Partilho inteiramente da opinião deste amigo! Portanto, para este autor(a) desconhecido(a), os nossos agradecimentos e os votos de que não se perca nele(a) a sensibilidade e o engenho de continuar a captar momentos tão belos como estes e, se possível, que possam, como agora aconteceu, serem partilhados pelos olhos de todos nós. Não concordam?

M.A.

13/09/09

PATATIVA DE ASSARÉ


Hoje, virei falar de uma paixão que me surgiu recentemente ao descobrir a poesia de Patativa de Assaré. Nesta altura já alguém estará a perguntar de quem estarei a falar, portanto, de imediato, aqui deixo um resumo do que descobri:

_No ano de 1909, lá para os lados do Nordeste Brasileiro, a 18 Klm de Assaré, nasceu um garoto, que viria a chamar-se António. Filho de gente pobre, ao ser descoberto o seu jeito para versejar logo ficou traçado o destino que lhe haveria de dar fama, sob o pseudónimo de Patativa de Assaré.
A sua capacidade criadora, tanto no fazer da poesia como no dedilhar da viola com que se fazia acompanhar, deu-lhe uma projecção que o levou a lugar cimeiro no mundo da música nordestina brasileira. O facto de ter frequentado a escola menos de seis meses não o impediu de fazer poesia cheia de sabedoria, conceitos morais, algum humor, etc. O linguajar caboclo contribuiu também para dar mais graça aos seus versos e o levar à popularidade que alcançou.

Foram inúmeros os prémios e galardões a si atribuídos e, inclusivamente, foi cinco vezes, doutorado Honoris Causa por Universidades brasileiras. Tinha uma memória privilegiada e, quase até ao falecimento (morreu aos 93 anos) recitava de cor as suas poesias.

Outra faceta dele foi ter mantido sempre a sua simplicidade de vida, nunca abdicando de ser agricultor. Fazia mesmo questão de salientar que nunca tinha procurado a fama nem feito profissão dos seus versos.
Achei que esta seria mais uma figura que merecia ser divulgada aqui neste nosso blog e, para vos despertar a apetência de irem procurar mais rimas suas aqui fica, como amostra, este curto mas significativo poema:

EGOÍSMO

Sem ver as grandes cegueiras
Da sua própria pessoa
Vive o homem sempre às carreiras
Atrás de uma coisa boa.
Quando a coisa boa alcança
Ele ainda não descansa,
Sente um desejo maior,
Esquece aquela ventura,
E corre logo à procura
De outra coisa bem melhor.

Se a segunda ele alcançar,
Aumenta mais a cegueira,
Fica sem se conformar
Correndo atrás de terceira,
Vem a quarta, a quinta, a sexta
E ele sendo o mesmo besta
Correndo atrás de ventura,
Assim esta vida passa
E desgraçado fracassa
No fundo da sepultura.

(Este poema está no seu livro “Ispinho e Fulô”. Alguns outros livros seus: “Inspiração Nordestina, Cantos do Patativa, Patativa de Assaré, Cante lá que eu canto cá, Aqui tem coisa e Cordéis e outros poemas”. Elementos recolhidos na Net)

M.A.

11/09/09

NOVA-IORQUE, 11 DE SETEMBRO DE 2001


Foi justamente neste dia, mas há oito anos atrás que assistimos, horrorizados, aos atentados em Nova Iorque. Só em World Trade Center pereceram 3234 pessoas e ficaram desaparecidas 24.

Penso que todos nós repudiamos procedimentos semelhantes mas, nunca é demais reflectir sobre os mesmos e, sempre fazer o que estiver ao nosso alcance no sentido de combater qualquer género de terrorismo no mundo.

Repetindo a velha frase de que a imagem sempre vale mais que as palavras, clicando aqui ireis recordar, num vídeo, esse fatídico dia 11 de Setembro de 2001.
Fiquem em paz, leitores.
M.A.

10/09/09

ESTAÇÃO DO ROSSIO, NUM FIM DE TARDE


Num fim de tarde, no terraço superior da Estação Ferroviária do Rossio, demos connosco com o pensamento a divagar sobre o que o nosso olhar ia captando em redor. É, então, disso que falaremos no apontamento de hoje:

Defronte de nós, um pouco afastado, o Castelo de S. Jorge, antigamente denominado Castelo dos Mouros, cuja construção primitiva, de tão remota, se perde nos tempos, chama desde logo a nossa atenção, pela posição que ocupa, sobranceira à cidade. Três episódios que a história a ele associa acorreram à nossa memória.
Verdade ou lenda, por exemplo, diz-se que, durante o cerco de Lx., (1147) Martim Moniz morreu entalado numa das portas do castelo, permitindo, com o sacrifício da sua vida, franquear a entrada dos restantes cavaleiros e peões sitiantes para o interior da fortaleza. Foi com a tomada do castelo que terminou o domínio muçulmano na cidade de Lisboa e que o Castelo ficou então sob a invocação que tem até hoje, a de S. Jorge.
Mais tarde, em Agosto de 1499, foi ali também que D. Manuel I, com pompa e honras, terá recebido Vasco da Gama, após o seu regresso da viagem da descoberta do caminho marítimo para a Índia.
E , já no Sec. XVI, ali também, se estreou a 1ª peça de teatro português, comemorativa do nascimento de D. João III, o “Monólogo do Vaqueiro”, de Gil Vicente. Diz a História que a representação se fez na presença de toda a Corte, na câmara da Rainha, ainda parturiente… Roque Gameiro inspirou-se e imaginou numa tela este sarau de teatro.



Enquanto a ideia ainda viajava por tempos idos, o nosso olhar deixou-se prender a um pormenor da cantaria de um dos muros da Estação.


_Estes dois fusos espiralados imitam a forma daqueles pequenos búzios que encontramos nos passeios à beira mar, pensamos nós. Lógico, pois não é sabido que, foi nos motivos marítimos que o estilo manuelino (neste edifício já não na sua forma mais pura) se foi inspirar? Reparando depois no friso que se lhes segue vislumbramos, desta vez, semelhanças, com as bonitas rendas de bilros. E, assim, a nossa imaginação lá foi voando livremente…
Agora, é o ruído do trânsito da cidade que nos desvia a atenção para a encosta mais à direita onde, o casario, acentuadamente pombalino, com pormenores que a incidência do sol mais fazia destacar, nos prendeu, por alguns momentos.


Que bonitas são as varandas em ferro trabalhado! Cada uma delas merecia mesmo uma foto com zoom!
E as águas furtadas, de onde, já alguém disse que, na cidade, se consegue ver o sol nascer mais cedo!


E que dizer, daquela original sacada, cujas três portas se destacam das demais pelo formato triangular dos vidros superiores? Junto ao telhado, até tem aquele remate com os recortes em zinco pintado, tão em voga nos chalets do Sec. XIX .

Foi com pena que, demos então conta, serem já horas de voltar para casa…
(Fotos da autora do post excepto a do quadro de Veloso Salgado que foi tirada da Net)
M.A.

08/09/09

MARIO VIEGAS


António Mário Lopes Pereira Viegas, de seu nome completo, nasceu em Santarém em 10/11/1948 e morreu em Lisboa em 1/4/1996.

Foi um reconhecido e importante actor e encenador da sua geração, contribuindo também bastante, na área da poesia, para a divulgação da mesma. Tanto em recitais, como pela rádio ou televisão, a sua voz deu-nos a conhecer textos e rimas que nunca mais esqueceremos. Na TV chegou mesmo a ter duas séries de programas, sob este tema, que ainda hoje são recordados com saudade:
”Palavras Ditas”, em 1984 e”Palavras Vivas, em 1991.
Penso que terá sido, justamente, de um desses programas que foi retirado o vídeo que hoje mostro. As poesias que Mário Viegas declama são de «O Guardador de Rebanhos» de Fernando Pessoa, aqui escrevendo sob o heterónimo de Alberto Caeiro.
Uma vez mais, eu convido os leitores a clicarem aqui e, recostando-se na cadeira, ouvirem, acredito que deliciados, a poesia de Fernando Pessoa na voz do actor a quem dedicamos o post de hoje.
Quem sabe até se, depois de ouvir estes poemas, alguém recordará também, com alguma pontinha de saudade, “a sua aldeia” e “o rio da sua aldeia.

...« Pelo Tejo vai-se para o mundo. Para além do Tejo há a América e a fortuna daqueles que a encontram. Ninguém nunca pensou no que há para além do rio da minha aldeia!»

Fiquem bem, leitores
M.A.

07/09/09

QUEBRA-CABEÇAS (SOLUÇÃO)

Caros leitores:
Ora vamos lá cumprir a nossa palavra, explicando o quebra-cabeças de há dias. Pode relembrar clicando aqui.
_Façam o favor de pegar num pequeno rectângulo de papel, com face e verso de cor igual e, nele, façam três golpes, até metade da sua altura, tal como se vêem na imagem. Depois, com o papel, seguro apenas pelas duas mãos, (não apoiado numa superfície) sobreponha a zona listada de encarnado, 1 sobre 2, dobrando-a pelo meio e deixando que o lado direito do papel se volte, naturalmente, do avesso. Claro que a zona assinalada a encarnado aparece aqui apenas para ajudar à explicação. As letras postas nos cantos também têm esse fim. Nesta última foto, o C e D estarão na parte posterior do papel, uma vez que o lado direito estava voltado.
Deste modo se cria a ilusão das fotos que mostramos no primeiro post onde se vê uma parte do papel sobreposta.


Apresentado aqui até nem será muito difícil, pois, quem é posto à prova, mexe no papel e , não tarda a chegar à solução. Se repetirem isto junto dos amigos, sugiro que espalmem bem a dobragem e peçam que eles descubram, sem mexer, apenas olhando. Verão que assim não lhes é muito fácil descobrir!
Oxalá se tenham divertido com esta brincadeira.
M.A.

06/09/09

EXPOSIÇÃO NAÏF NO ESTORIL


Fui, um dia destes, ao Casino do Estoril para visitar o «XXX Salão Internacional de Pintura Naïf». Este ano são 40 os artistas, nacionais e estrangeiros, que ali se apresentam e, acreditem, é sempre uma satisfação para mim ver todo aquele intenso colorido revestindo as paredes da galeria.
Foi no ano de 1980 que se realizou a primeira exposição colectiva dedicada à Arte Naïf, apenas com 17 artistas representados.


Comenta-se, no catálogo, que há quem pense serem, estes artistas, aqueles que não sabem pintar, refutando, logo de seguida, essa maneira de ver, como eu igualmente faço. Esta é, apenas, uma, entre várias outras formas de expressão artística em que a falta de escola do artista é compensada pela pureza das cores e a ingenuidade do desenho. Que importa se a perspectiva não está lá e se os temas, pela sua simplicidade, nos despertam, por vezes, um sorriso? Por mim, olhando estes quadros, eu vejo sempre neles, arte da mais genuína! E, repito, é sempre com muito gosto que lá vou.




Acho curioso também observar a diversidade de profissões de onde surgem os chamados “artistas de domingo”nome com que também se designam os artistas naives. Este ano estão ali reformados, professores, um engenheiro, um pastor de caprinos e um agricultor, entre vários outras. São autodidactas e o que importa é terem descoberto dentro de si alguma sensibilidade artística e haverem ido um dia comprar telas, tintas e pincéis para darem o primeiro passo.



Para esta exposição houve dois prémios:
Um, instituído pela Câmara Municipal de Guimarães para o melhor trabalho apresentado e outro denominado “Câmara Municipal de Cascais”para a melhor obra sobre a Costa do Estoril. Foi também de 12 o total das Menções Honrosas atribuídas este ano.
Leitores, esta exposição encerrará no próximo dia 14 de Setembro, portanto, apressem-se a ir lá.
As fotos que são apresentadas têm a seguinte ordem:
- Prémio C. M. Guimarães – Arménio Ferreira
- Prémio C. M. Cascais – Cecília
- 3 Menções Honrosas – Elza Filipa – Manuel Castro e J. B. Durão

M.A.

04/09/09

DIREITO DE VOTO PARA AS MULHERES, EM PORTUGAL

Foto de Ana de Castro Osório, Presidente da Liga das Sufragistas Portuguesas e de Carolina Beatriz Ângelo, primeira eleitora portuguesa. Esta foto foi feita justamente no dia 28 de Maio de 1911, dia da votação.
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Foi durante a Revolução Francesa em 1798, que se fez ouvir pela primeira vez a reivindicação do voto feminino. Porém a mulher Portuguesa só teve direito a votar a partir de 1931, há 78 anos. E foi apenas há 33 anos – pela Constituição de 1976 – que viu consagrados os seus direitos em pé de igualdade com o homem.

Em Março de 1911, após a revolução republicana de 5 de Outubro, é promulgada a Lei Eleitoral, mas o sufrágio universal, uma das principais bandeiras do Partido republicano, não é instituído. O direito de voto era reconhecido apenas a “cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família”.

Em 28 de Maio realizam-se as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. Valendo-se da omissão sobre o sexo do chefe de família, a médica e primeira cirurgiã portuguesa Carolina Beatriz Ângelo (1877-1911) reivindicou o seu direito de votar, invocando a sua qualidade de chefe de família, pois era viúva e mãe de uma filha. A lei não previa que o chefe de família fosse entendido como uma mulher. O tribunal constitucional entendeu que a forma gramatical “cidadãos portugueses” abrangia também as mulheres e deferiu a sua pretensão. Para evitar que tal precedente se repetisse, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do “sexo masculino” poderiam votar. ( Caros leitores, com toda a minha indignação de mulher apetece-me rotular quem ditou esta alteração à lei, com "determinada expressão" que, muito embora atingindo também as suas mães e, ferindo talvez ouvidos mais sensíveis, é a que, no meu entendimento, melhor classificará aqueles que, usaram o poder que lhes estava conferido, deste modo tão pouco digno. Perdoem-me, mas tinha que deixar aqui este meu desabafo!... )

Historicamente, o movimento feminista iniciou-se com o Sec. XIX e visava o estabelecimento de direitos e deveres iguais para a mulher e para o homem nos domínios social, político, jurídico e económico. Não me irei alongar na descrição do que se passou ao longo dos anos. Destacarei apenas a criação, em 1909, da Liga Republicana das mulheres Portuguesas, dirigida por Maria Veleda (1871-1955), Adelaide Cabete (1867-1935 e Ana de Castro Osório (1872-1935). Esta, que foi personagem de relevo, altamente empenhada nas suas causas, publicou em 1905, “As Mulheres Portuguesas”, que se pode considerar um manifesto feminista. Depois de 1910 é promulgada a primeira Lei do Divórcio estipulando que seja dado o mesmo tratamento ao marido e à mulher tanto em relação aos motivos do desquitamento como aos direitos sobre os filhos. A mulher deixa de dever obediência ao marido e o crime de adultério tem o mesmo tratamento quando cometido por qualquer dos cônjuges. O dever de submissão das esposas aos maridos é suprimido e o acesso ao trabalho na administração pública é autorizado às mulheres. A escola torna-se obrigatória para crianças, meninas e meninos dos 7 aos 11 anos.

Alguns direitos foram, a pouco e pouco, sendo conquistados mas com algumas aberrações. Vejam por exemplo:_ Em 1931, há 78 anos o direito de voto foi facultado às mulheres, desde que tivessem um curso universitário ou estudos secundários completos. Aos homens continuou a exigir-se somente que soubessem ler e escrever!
Com esta legislação, o Estado Novo visava alcançar maior participação no plebiscito e uma expressiva concordância de eleitorado com a Constituição de 1933, que consagrava a igualdade dos cidadãos perante a lei, excepção feita às mulheres, tendo em conta “as diferenças inerentes à natureza e também aos interesses da família”.
Foi unicamente em 1974, na sequência da Revolução de Abril, que foram abolidas todas as restrições baseadas no sexo quanto à capacidade eleitoral dos cidadãos.

Aqui ficaram alguns dos passos da luta das mulheres pelo direito de voto. A minha humilde mas sincera homenagem e agradecimento a todas aquelas mulheres (e também alguns homens) que contribuíram, ao longo dos tempos, para que a desigualdade de direitos entre os sexos fosse deixando de existir. Entendi ser oportuno, neste aproximar de eleições legislativas, trazer este assunto ao blog.

(Excerto de um texto e foto, publicados na revista do Club do Coleccionador).
M.A.

03/09/09

Exposição de pintura - Paço D'Arcos


Inserida nas festas de Paço D'arcos, aqui fica a sugestão para um dia diferente.

As minhas desculpas pela demora na publicação do evento.
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02/09/09

QUEBRA-CABEÇAS COM PAPEL E TESOURA


( Clique para ampliar)


Caros leitores:
Pensando na descontracção das férias, hoje trago-vos um quebra-cabeças feito apenas com um papel e uns cortes de tesoura. Como decerto já olharam as fotos, (é o mesmo papel em posições diferentes) a pergunta que vos faço é:
_De que modo poderemos nós chegar a esta imagem, partindo de um papel liso e sem utilização de cola alguma? Reparem, por favor, que sendo uma única folha, há uma parte do papel que aparece sobreposta à face inferior do mesmo.

Daremos a resposta dentro de dias.
Estejam atentos porque viremos explicar a solução.
M.A.

31/08/09

MONUMENTO AOS DESCOBRIMENTOS


O Monumento aos Descobrimentos, popularmente conhecido como Padrão dos Descobrimentos, localiza-se na freguesia de Belém, na cidade e Distrito de Lisboa, em Portugal.
Em posição destacada na margem direita do rio Tejo, o monumento foi erguido para homenagear os elementos envolvidos no processo dos Descobrimentos Marítimos Portugueses

Em 1940, o Padrão dos Descobrimentos foi erguido, a título precário, em gesso, por altura da Exposição do Mundo Português. Em 1960, por ocasião das Comemorações do 5.º Centenário da Morte do Infante D. Henrique, o monumento foi reerguido em betão armado e pedra rosal de Leiria.O Padrão apresenta as seguintes dimensões: altura acima do terreno 50m; 20m de largura; comprimento 46m; área de ocupação 695m2 e profundidade média das estacas – fundações 20m.
Este monumento homenageia os navegadores portugueses e todos aqueles que, de alguma forma, se encontram ligados aos descobrimentos. O Padrão simboliza um barco pronto para navegar, com a estátua do infante D. Henrique no lugar mais destacado. Atrás deste, de cada lado, estão representadas 16 personagens históricas.

As figuras localizadas do lado do espelho de água (oeste) são: o infante D. Fernando, Gonçalves Zarco, Gil Eanes, Pêro de Alenquer, Pedro Nunes, Pedro Escobar, Jacome de Maiorca, Pêro da Covilhã, Eanes de Azurara, Nuno Gonçalves, Camões, frei Henrique de Carvalho, frei Gonçalo de Carvalho, Fernão Mendes Pinto, D. Filipa de Lencastre (Única figura feminina presente) e o infante D. Pedro.
No lado oposto (poente) encontram-se: Cristóvão da Gama, S. Francisco Xavier, Afonso Albuquerque, António Abreu, Diogo Cão, Bartolomeu Dias, Estêvão da Gama, João de Barros, Martim Afonso de Sousa, Gaspar Corte Real, Nicolau Coelho, Fernão de Magalhães, Pedro Álvares Cabral, Afonso Baldaia, Vasco da Gama e D. Afonso V. Todas as figuras têm 7m de altura, à excepção da do infante D. Henrique, que tem 9m.

O monumento tem a forma de uma caravela estilizada, com o escudo de Portugal nos lados e a espada da Casa Real de Avis sobre a entrada. D. Henrique, o Navegador, ergue-se à proa, com uma caravela nas mãos. Em duas filas descendentes, de cada lado do monumento, estão as estátuas de heróis portugueses ligados aos Descobrimentos. Na face ocidental encontram-se o poeta Camões, com um exemplar de Os Lusíadas, o pintor Nuno Gonçalves com uma paleta, bem como famosos navegadores, cartógrafos e reis.

A norte do monumento uma rosa-dos-ventos de 50 metros de diâmetro, desenhada no chão, foi uma oferta da África do Sul em 1960. O mapa central, pontilhado de galeões e sereias, mostra as rotas dos descobridores nos séculos XV e XVI.
O interior do monumento tem sete pisos (existe um elevador que vai até ao sexto andar) dedicados a auditório, sala de projecções, bar, exposições e terraço com vista panorâmica sobre a praça do império, Belém e o rio Tejo.Uma das mais interessantes perspectivas do monumento pode ser observada a partir de oeste, à luz do pôr do sol.
A cave é usada para exposições temporárias.

Inicialmente, o Padrão dos Descobrimentos ficou na posse da Administração do Porto de Lisboa, que o cedeu à Câmara Municipal em 1962. Em 1985, foi inaugurado como Centro Cultural das Descobertas e, actualmente, é gerido pela EGEAC.

Fonte, entre outras:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Monumento_aos_Descobrimentos
PPS formatado por Anabela de Araújo e gentilmente cedido para esta apresentação
Conversão para vídeo de F.R.
M.A.

29/08/09

Atelier a postos para o inicio das aulas...

Inscrições abertas para meninos e meninas dos 06 aos 90

Iniciação ao desenho e pintura - dos 6 aos 14

Dos nossos artistas de palmo e meio
Desenho


Bordado de Castelo Branco

Bordado de Arraiolos

Pintura sobre tecido

Técnicas de estanho

Pintura sobre seda


Pintura sobre Cerâmica

email: simecq.cultura@gmail.com

27/08/09

Grilos

foto minha

Muitos à venda na feira semanal de Vila Nova de Cerveira.....

O grilo é um insecto muito interesante.

Somente os grilos machos produzem sons e fazem-no para atrair as fêmeas para a reprodução. Para tanto, os machos possuem uma série de pelos nas bordas das suas asas, alinhados como pentes, e produzem os sons roçando uma asa contra a outra.

Assim cada espécie produz um canto peculiar que varia com a época do ano, e que é mais intenso para atrair a fêmea e mais suave quando ela já está presente e se inicia a fase do cortejo.

A fêmea possui um longo órgão ovipositor característico. Estes insectos são omnívoros terrestres e nocturnos. Cavam no solo orifícios que podem ir até meio metro de profundidade que terminam numa habitação circular. A entrada da toca é mantida sempre limpa porque aí se constitui a zona de canto do macho.

Existem cerca de 900 espécies de grilos.

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25/08/09

POMPEIA

(clique para ampliar)


Pompéia foi outrora uma antiga cidade do Império Romano situada a sensivelmente 22 km da moderna Nápoles, na Itália, no território do actual município de Pompéia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 24 de Agosto do ano 79 d.C..Passou portanto agora mais um aniversário.

A erupção do vulcão provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade, que se manteve oculta por 1600 anos antes de ser reencontrada por acaso. Cinzas e lama moldaram os corpos das vítimas, permitindo que fossem encontradas do modo exacto em que foram atingidas pela erupção do Vesúvio. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga.



Estivemos em Pompeia em Junho de 1999 e, acreditem que foi com certa emoção que percorri aquelas ruas e, entrei naquelas casas, lembrando que, outrora, ali viveu gente como nós.
A foto que abre o post, feita por mim, nessa altura, mostra a réplica (a) de uma pequena estatueta de bronze que ornamenta um lago no jardim de uma habitação. Esta, é mesmo designada por “A Casa do Fauno”
O guia que nos acompanhou, um homem já de certa idade mas cheio de imaginação, usou de uma particularidade na forma como foi falando sobre o local. Não se limitou a descrever, apenas, como era a cidade e o que aconteceu naquele dia 24 de Agosto mas, colocou-se ele mesmo a viver lá, naquela altura, contando a história na primeira pessoa e, mencionando até alguns dos habitantes de certas casas, como membros da sua família, acrescentando pormenores, bastante curiosos e até, por vezes, bem humorados. A realidade, misturada assim com a ficção, deu àquela visita um cunho muito especial, que nos levou a não mais esquecer aquele simpático napolitano.
(a)-O original esta guardado num museu
(Dados históricos retirados da Net. As imagens, recebidas num PPS foram depois transformadas em vídeo. Para os leitores que ainda lá não foram, será a forma de terem uma pequena ideia de como é Pompeia.
M.A.

23/08/09

21/08/09

SOLIDARIEDADE


Não acham que é tão bom, se, acaso, estamos numa situação difícil, que apareça alguém que nos ajude a sair dela?!

Temos aqui alguns exemplos, nestas imagens que vos trago.
Basta ter iniciativa e boa vontade e as ideias logo surgem!

M.A.

19/08/09

Lenda do Abre os olhos



Contaram-me lá para os Lados de Foz Coa que uma determinada planta se chamava: Abre os olhos.
A história é simples: Esta planta Tribulus Terrestris
dá uma semente bastante dura e cheia de picos, que pode provocar ferimentos a quem a pisar...

E é aqui que está a lenda:

Diz-se que essa semente se chama assim, porque como as crianças antigamente andavam descalças tinham que estar atentas ao que pisavam para não se magoarem...

Os pais diziam amiúde:
- Abre os olhos!
Esta chamada de atenção destinava-se especialmente a eventuais Abre olhos que estivessem pelo chão....

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17/08/09

ARTE NA RUA


No passado dia 10, numa das minhas deambulações pela cidade do Porto, deparei-me, na faixa central da Av. dos Aliados com um colorido conjunto de figuras plásticas, masculinas, em tamanho natural, todas diversas entre si. Soube depois que eram feitas em fibra de vidro e que aquela exposição tivera como base um convite do Espaço T a artistas que quisessem apresentar alí o seu conceito de “Homem Total”. Sei que estas peças serão levadas a leilão no dia 19 de Setembro e, que o produto servirá para custear novos projectos artísticos


Fiz algumas fotos que aqui vos deixo, como convite, para lá irem ver mais esta forma de Arte na Rua.
M.A.

HOMEM T

"Um Homem utópico,

Que se pode tornar real,

Se lutarmos por ele...

Um Homem verdadeiro nas suas convicções,

Um Homem que aceita o outro como se aceita a si,

Um Homem que respeita o outro como se respeita,

Um Homem que luta pela sua felicidade e a dos outros,

Um Homem que é sensível e não tem medo de mostrar essa sensibilidade,

Um Homem que é Homem, Mulher, ou outro, que é branco, negro ou outro,

Que é tudo ou nada, mas faz parte de uma sociedade inclusa de todos e para todos."

In, Homem T, Projecto de intervenção (Jorge Oliveira - Presidente do Espaço T)

[100 Homens na Avenida dos Aliados no Porto até 19 de Setembro de 2009]

(Retirado de Olhares Fotografia Online)


Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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