Como tudo começou

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13/05/11

FLORENCE NIGHTINGALE – DIA DO ENFERMEIRO





Fez ontem, precisamente, 191 anos (12 de Maio de 1820 – 13 de Agosto de 1910) que em Florença, na altura Grão-ducado da Toscana, nasceu uma menina que, muito embora tenha nascido em berço rico, resolveu estudar enfermagem, na altura considerada uma profissão bem pouco recomendável. Isso valeu-lhe até a rotura com a própria família.


Mais tarde havia mesmo de se tornar famosa no mundo inteiro pela forma como exerceu e dignificou a missão que abraçou, sobretudo como pioneira no acompanhamento dos feridos na guerra da Crimeia. Aliás, ela foi mesmo a grande impulsionadora de toda uma melhoria nos serviços de enfermagem prestados nessa época. Por tudo isso é que o dia 12 de Maio se comemora, em cada ano, como Dia doEnfermeiro. Se acaso quiser aprofundar mais a biografia de Florence Nightingale apenas terá que clicar aqui.


Não me lembro onde li este episódio, bastante curioso, atribuído a esta corajosa mulher:
_Durante a guerra da Crimeia, após um duro combate, começaram a chegar ao hospital de campanha muitos combatentes, feridos. Florence foi orientando a instalação dos doentes e rapidamente se esgotaram as camas disponíveis. Quando examinava mais um que chegara em péssimas condições, quase moribundo, alguém a informou que já não havia sequer onde deitar mais aquele e, de imediato, ela o encaminhou precisamente para a sua cama. Como lhe lembrassem que o lugar para o seu descanso também era de considerar a resposta terá sido:_ Quando chegar a hora de eu ir repousar, infelizmente, este pobre rapaz já terá deixado a minha cama vaga, mas, por agora, ele precisa dela para morrer com dignidade!


Mais uma mulher para quem vai todo o nosso aplauso, respeito e veneração.
M.A.

22/04/11

FALANDO SOBRE A PÁSCOA





Como o saber não ocupa, lugar trazemos hoje alguns dados que explicam o que significa e, como é determinada a data referente à Páscoa e, também, a de algumas outras festas da Igreja.
A Páscoa é a festa anual dos judeus celebrada no 14º dia da primeira lua do seu ano religioso, em memória da saída deles do Egipto.
Festa da Igreja cristã, em memória da Ressurreição de Jesus Cristo.
A festa da Páscoa foi estabelecida pelos judeus em memória da passagem do mar Vermelho e também da passagem do anjo exterminador que na noite em que os judeus partiram do Egipto, matou todos os primogénitos dos egípcios, mas sem tocar na casa dos israelitas, marcadas com o sangue do cordeiro. Entre os cristãos, esta festa celebra-se em comemoração da Ressurreição de Jesus Cristo, isto é, da sua passagem da morte para a vida. A fixação da data para a festa da Páscoa não deixa de ser complicada. Desde o Concílio de Nicela e da reforma gregoriana, a Igreja católica celebra a festa da Páscoa no domingo após o 14º dia da Lua de Março, ou, por outra forma, no domingo depois da primeira lua cheia que se segue ao equinócio da Primavera e cai sempre entre os dias 21 de Março e 26 de Abril, podendo, pois, a festa desta época variar de trinta e seis dias.


Dela dependem todas as festas móveis.



A Septuagésima….63 dias antes da Páscoa
A Quinquagésima..49 » » » »
A Paixão………….... 14 » » » »
Os Ramos…………. 7 » » » »
Quasímodo………… 7 dias depois da Páscoa
A Ascensão……… 40 » » » »
O Pentecostes……..10 » » » Ascensão
A SSª. Trindade…….7 » » do Pentecostes
O Corpo de Deus...... na 5ª feira seguinte



O estabelecimento da festa da Páscoa remonta às origens do cristianismo. Depois do VI Concílio de Latrão (1215), foi ordenado a todos os cristãos em idade própria, comungar uma vez cada ano, na época da Páscoa. A festa da Páscoa dos gregos ortodoxos, umas vezes coincide com a dos latinos, outras vezes cai uma, duas ou três semanas depois.



Resta-nos agora deixar a todos os leitores os nossos desejos de que passem uma Páscoa Feliz e com muita saúde
(Elementos escritos pesquisados no Lello Universal. A foto de abertura é uma têmpera sobre madeira de Hans Multscher, datada de 1437. É, justamente, denominada «Ressurreição.»)
M.A.

05/07/10

FONTES E CHAFARIZES DO PORTO


Voltamos uma vez mais ao Porto. Em boa verdade esta cidade não pára de nos revelar encantos sobre encantos. Desta vez o tema é dedicado às diversas fontes e chafarizes. Uns serão mais bonitos do que outros mas, todos, ao longo dos tempos, serviram a água à boa gente desta cidade.

Não esqueçamos que, durante muitos anos, foi necessário vir buscar à rua a água para os gastos nas casas, fossem eles destinados à cozinha, às limpezas ou higiene pessoal dos habitantes. Agua canalizada dentro de portas foi um luxo tardio e, possivelmente, em certos bairros mais desfavorecidos ainda hoje haverá gente a tomar banho dentro de uma bacia, com água trazida da rua e aquecida no fogão!


Prestem agora atenção ao vídeo que vos trouxe e, quando, proximamente, estiverem aí em casa a abrir uma torneira, pensem um pouco, nestes tempos passados.
M.A.

28/03/10

O SOLDADO«MILHÕES»

Se perguntarmos quem foi Aníbal Augusto Milhais (1895-1970), pode ser difícil obter uma resposta, mas , se referirmos simplesmente “o soldado Milhões”, possivelmente teremos mais sorte. Pelo menos se estivermos entre gente de uma geração que tenha alguns conhecimentos sobre a 1ª Guerra Mundial, de 1914/18.

Este homem foi um humilde camponês transmontano, nascido em Valongo, concelho de Murça que, em chegando a hora de “ir às sortes” foi incorporado no Regimento de Bragança e depois no de Chaves.
Em 1917, com a guerra a decorrer, como tantos mais, lá partiu ele para a frente de combate sendo integrado nas forças aliadas. Porém, é passado um ano, na Flandres, justamente no dia 9 de Abril de 1918, quando se travava a Batalha de La Lys que este soldado entra na história como herói.
O avanço alemão estava a processar-se, em força e, a derrota para o lado de cá parecia inevitável. As baixas humanas eram elevadas e tudo parecia perdido. Foi então que o soldado Milhais, já sozinho na trincheira e, empunhando a metralhadora Lewis a que carinhosamente chamava “a minha querida Luísa” fez frente a uma coluna de motociclistas alemães que prontamente dizimou. Outras colunas avançaram tendo tido idêntico tratamento e, a verdade, é que a acção de valentia deste homem, deu às forças inimigas a noção de estarem frente a um forte núcleo de combatentes e permitiu entretanto, que as forças aliadas, atrás 30 Klm, tivessem tido tempo para se posicionarem mais convenientemente.

Depois, o pobre do soldado Milhais vagueou por ali vários dias, extenuado e esfomeado, acabando por se encontrar com um médico escocês que será afinal quem o reconduzirá à guarnição e dará a conhecer o seu feito heróico. Julgamos que é neste momento que o Comandante (a) abraçando este português de apenas 1,55m de altura, terá dito:_ «O teu nome é Milhais mas tu vales é Milhões!» - apelido este que substituiu, desde logo, o de nascimento e, pelo qual passou a ser conhecido.
Decorridos três meses, Milhões praticou novo acto de bravura em “Huit Maisons”, salvando toda a sua guarnição composta por portugueses e escoceses.
Era condecorado com a Ordem da Torre e Espada, a Cruz de Guerra de 1ª. classe e a Cruz de Leopoldo da Bélgica. Em Murça foi também colocado um busto seu.

(a)- Nas fontes pesquisadas para saber o nome deste comandante apareceram-nos dois nomes, General Ferreira do Amaral e General Tamagnini.
-Para saber mais sobre o soldado Milhões queira clicar aqui.

M.A.

03/03/10

PORTO- RUA DA BATERIA (OU BATARIA ) DA VITÓRIA



Publicamos um apontamento sobre determinada casa que existe na esquina da Rua de S.Bento da Vitória com a Rua de S. Miguel e, querendo relembrá-lo queira clicar aqui. Como esta é uma zona do Porto, historicamente falando, bastante rica , isso determina estarmos a voltar a ela.

No outro post, o nosso relato interrompeu-se, justamente, perto da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória. Falamos na rua que lhe fica logo ao lado e dá agora título a este apontamento, prometendo retomar o tema. É o que faremos de seguida:




_Estamos num pequeno largo, com alguma vegetação, pouco cuidada e algumas árvores. Na parte fronteira há um muro junto do qual podemos avistar o Douro, Gaia e a parte Leste da cidade do Porto. Fizemos algumas fotos que vos darão uma ideia do panorama que temos à nossa frente.
Uma vez que este nome “Bataria” despertou a nossa atenção, lá fomos recuando no tempo e, vejam a que a novas descobertas isso nos levou:
_Em 1832, durante o cerco do Porto, esteve instalada junto a esta igreja uma base de defesa da cidade, uma bateria de Artilharia, a que o povo passou a chamar mais tarde, “A Bataria da Vitória”. Daquele local, as bocas de fogo dominavam toda a vila de Gaia e, ao que parece, as tropas Miguelistas ripostaram também em força. Presumivelmente, os cálculos de tiro dos artilheiros do. D Miguel, foram pouco precisos e, não aniquilando a bateria das tropas de D. Pedro foram contudo acertar na igreja, causando-lhe danos muito consideráveis , quase a destruindo. Terminada a guerra civil, a sua reconstrução viria a demorar 20 anos, uma vez que só em 1853 as obras foram terminadas.
Sobre a porta lateral ficou um projéctil de canhão, em ferro, cravado na parede e o abade da época resolveu deixá-lo ali como recordação das lutas então travadas. Pintaram-no de preto, enquadraram-no num nicho encarnado e colocaram a data de 1833. Mais tarde, mesmo depois de desaparecida a cor do nicho e a data, o projéctil, mesmo ferrugento lá continuou cumprindo a sua função de recordar as Lutas Liberais
A acção desta bateria de Artilharia foi tão importante na defesa da cidade, que, a Câmara deliberou, em 28/10/1835, que a rua junto da igreja passasse a denominar-se, em sua honra, “Rua da Bataria da Vitória”.

Já agora, não resisto a contar mais um curioso e sobretudo insólito, bocadinho da história desta Igreja:
Em 1874 houve nela um incêndio que, em seguida, levou a Confraria do Santíssimo a ter de providenciar uma grande remodelação no templo. Uma nova Imagem da Padroeira foi esculpida pelo grande Mestre Soares dos Reis e solenemente colocada no altar reconstruído. Mas, agora leitores, pasmem com o que aconteceu: _Alguém, que na altura teve poder de decisão neste assunto, segundo os dizeres do inventário paroquial, entendendo que o rosto esculpido “não tinha aspecto religioso e unção adequada” mandou cortar a cabeça à imagem e colocar, em seu lugar, uma outra “ajeitada por um santeiro”, do qual julgamos, nem o nome se sabe.

Apetece-nos rematar com aquela conhecida e muito ouvida frase do falecido Fernando Pessa: _«E esta. hein?»

(A pesquisa para este post foi feita na Obra “PORTO” de Hélder Pacheco. Desse livro é também a foto do projéctil na parede da igreja.
Todas as outras fotos são de quem escreveu este post )
M.A.

05/02/10

AEROPORTO DE LISBOA NOS ANOS 50


Trazemos, desta vez um vídeo que, pensamos, irá fazer sorrir quase todos quantos o vejam. Uns, porque, pela idade que contam, se lembrarão destas imagens e sentirão despertar alguma saudade. Outros, porque sendo mais novos, fazem de imediato, a comparação com a Lisboa dos dias de hoje e constatam como é grande a diferença; quem sabe até achando engraçado que algum dia assim tivesse sido!

Deliciem-se pois leitores com mais esta velharia tirada do baú.
M.A.
(Recebido num mail)


04/12/09

LINDA-A PASTORA

(Almeida Garrett)


«…Já me eram familiares de anos aqueles sítios; mas posso dizer que os não conheci bem e como eles são deveras, senão quando, haverá hoje três anos, ali fui um dia primeiro de Maio. Fui, como de maravilha em maravilha, por todos os pontos que tenho nomeado; mas chegando à ribeira de Jamor, parei extasiado no meio de sua ponte, porque a várzea que daí se estende, recurvando-se pela direita para Carnaxide e os montes que a abrigam em derredor, estava tudo de uma beleza que verdadeiramente fascinava…
…O lugarejo é bem conhecido de nome e de fama, chama-se Linda-a-Pastora. Porquê? Não sei. Têm-me jurado antiquários de “meia-tigela” que o seu nome verdadeiro é Niña, a Pastora. Mas enquanto não achar algum de “tigela inteira” que me saiba dar a razão porque se havia de chamar assim, meio português meio castelhano, um aldeote de ao pé de Lisboa – hei-de chamar-lhe eu, como os seus habitantes e toda a gente diz: Linda-a-Pastora…»

Este, é um excerto de Almeida Garrett, no seu “Romanceiro” descrevendo os passeios que dá pela zona do Jamor. Convido-os a lerem a descrição na integra;, ela é deveras interessante, tanto mais escrita como está, num português primoroso. Depois fala do que ele chama um “romance de endechas mas que no fundo é uma verdadeira pastorela do género provençal” cujo título é “A Pastorinha” mas que o romancista decidiu que “aqui, era justo e natural que lhe desse o de Linda-a- Pastora , que assentei conservar-lhe.


_«Linda Pastorinha que fazeis aqui?»
_«Procuro o meu gado que por aí perdi.»
_«Tão gentil senhora a guardar o gado! »
_«Senhor, já nascemos para este fado.»
_«Por estas montanhas em tão grande p’rigo!»
Diga-me ó menina, se quer vir comigo.
_«Um senhor tão guapo dar tão mau conselho
Querer que se perca o gado alheio!»
_«Não tenha esse medo que o gado se perca
Por aqui passarmos uma hora de sesta.»
_«Tal razão como essa não na ouvirei:
Já dirão meus amos que demais tardei.»
_«Diga-lhe, menina, que se demorou
Co esta nuvem de água que tudo molhou.»
_«Falarei verdade, que mentir não sei:
À volta do gado eu me descuidei.»
_«Pastorinha, escute, que oiço balar gado…»
_«Serão as ovelhas que me têm faltado.»
_«Eu lhas vou buscar já muito depressa,
Nem que me espedasse por esta charneca.»
_«Ai como vai grave de meias de seda!
Olhe não as rompa por essa resteva.»
_«Meias e sapatos, tudo romperei
Só por lhe dar gosto, minha alma, meu bem.»
_«Ei-lo aqui vem; é todo o meu gado.»
_«Meu destino foi ser vosso criado.»
_«Senhor, vá-se embora, não me dê mais pena,
Que há-de vir meu amo trazer-me a merenda.»
_«Se vier seu amo, venha muito embora;
Diremos, menina, que cheguei agora.»
_«Senhor, vá-se, vá-se, não me dê tormento:
Já não quero vê-lo nem por pensamento.»
_«Pois adeus, ingrata de Linda-a-Pastora!
Fica-te, eu me vou pela serra fora.»
_«Venha cá, senhor, torne atrás correndo…
Que o amor é cego, já me está rendendo.»
Sentaram-se à sombra…tudo estava ardendo…
Quando elas não querem, então ‘stão querendo.


Até breve, para falar de outro qualquer assunto.
M.A.

19/11/09

O CONVENTO DE MAFRA



«Mandado edificar por D. João V em 1711 é o mais sumptuoso convento e monumento barroco português. É o paradigma do reinado mais rico da história da Portugal, graças ao ouro vindo do Brasil.

O convento foi construído pelo Rei “Magnânimo” para cumprir a promesa que havia feito caso tivesse um descendente para ocupar o trono. Insere-se no denominado barroco joanino, numa articulação harmoniosa de três componentes distintas: palácio real, convento e igreja. O projecto original de Johann Friedrich Ludwig previa apenas espaço para 13 frades, passando mais tarde a ter capacidade para 3oo frades, a família real, o patriarcado e a corte. O convento foi ocupado pelos Franciscanos que desenvolveram a farmácia e a enfermaria, enquanto que os outros ocupantes deste convento, os Dominicanos desenvolveram a biblioteca. Actualmente, a maioria do convento é ocupada por uma unidade militar, no entanto, ainda se podem ver as celas dos frades, a enfermaria, a farmácia e a cozinha.
A longa fachada é ladeada por dois grandes torreões quadrados. Ao centro, a basílica, entre duas torres, é antecedida por grande escadaria. O interior da igreja, onde mais se sente a influência clássica, é de uma nave, decorada com mármores de várias cores, com alta abóbada de berço e cruzeiro com grande cúpula. A acentuar a sua grandiosidade, salientamos a presença de estatuária monumental, de mestres portugueses, franceses e italianos. São ainda de destacar, no mesmo conjunto monumental, o palácio, o Museu, a Biblioteca conventual e a Tapada.»

Este texto faz uma apresentação resumida do Convento de Mafra. Trata-se, uma vez mais, de um pps que se converteu em vídeo para poder ser aqui mostrado. A razão de este resumo ser apresentado em separado deve-se facto de se tornar assim, mais cómoda a sua leitura.
Este pps foi recebido num mail e vinha sem quaisquer créditos. A sua transformação foi feita pelo Fernando, a quem agradecemos.

M.A.

07/11/09

IGREJA DE BRAVÃES


Hoje, iremos com os leitores até ao Minho, ao concelho de Ponte da Barca, onde há uma freguesia e lugar com o nome de Bravães. Ali se encontra um templo românico que começou por fazer parte de um antigo mosteiro beneditino e, nos dias de hoje, está transformado na Igreja Paroquial de Bravães.



Mas, melhor do que tudo aquilo que eu viesse aqui contar, falam as bonitas imagens que o nosso caro amigo F. Andrade captou deste templo e que, aqui apresentamos, transformadas em vídeo. Chamo, igualmente, a atenção para a música que ele escolheu para as acompanhar.
Na Net encontramos este texto bastante interessante que nos descreve, em pormenor, tão importante obra-prima da arte românica, muito justamente, considerada já, desde 1911, Monumento Nacional.

Fazemos questão ainda de mostrar uma foto, que retiramos daqui, e que representa um exemplo de civismo bastante invulgar nos tempos que correm. É de um letreiro afixado numa das portas do templo de que falamos e que, convida ao franco e imediato acesso todos os visitantes. Oxalá nunca se verifique por lá nenhum acto de vandalismo que obrigue a alterar esta situação, colocando uma chave na porta…

Este post vai dedicado, em especial, à amiga Fátima, cujas raízes familiares se situam no Minho e do qual é uma eterna apaixonada. Espero que goste de rever este cantinho da sua terra.

Agradecimentos ao F. Andrade pelo pps e ao Fernando pela conversão em vídeo.

M.A.

23/10/09

DE NOVO NO PORTO


Convido uma vez mais os nossos leitores a virem até ao Porto e, de novo, a darem uma volta pela Ribeira.
Sempre bonita, sempre colorida, fervilhante de vida, quer no rio quer em terra, hoje é, sobretudo, um local da cidade, dos mais frequentado pelos turistas. Mas restam ainda por lá bastantes sinais que nos transportam até tempos idos.



Neste vídeo podemos ver alguns, por exemplo, o “Postigo do Carvão”:
_Das 18 portas e postigos construídos, no Sec. XIV, nas Muralhas Fernandinas, em redor da cidade do Porto este, é o único que chegou até aos nossos dias. Era por aqui que era feita a ligação da Rua da Fonte Taurina ao cais onde atracavam os barcos.

Também podemos ver os dois pilares da antiga Ponte Pênsil D. Maria II, último vestígio desta ponte suspensa, iniciada em Maio de 1841, para comemorar o aniversário da coroação da rainha com o mesmo nome. Esta ponte substituiu a anterior, denominada das Barcas (a) destinada, igualmente, a fazer a ligação entre as duas margens do rio. Manteve-se em funcionamento cerca de 45 anos, vindo a ser desmontada já no ano de 1887, depois de concluída ao seu lado, a construção, da Ponte D. Luís I.
Actualmente apenas restam estes pilares e as ruínas da casa da guarda militar que assegurava a ordem e o regulamento da ponte, assim como as portagens que se cobravam a quem nela queria passar.

(a) - Esta ponte ficou na história pelo desastre que ali ocorreu na altura das Invasões Francesas e no qual morreram, no dia 29 de Março de 1809 quatro mil pessoas. Já tratamos este tema, em 27/07/2008, num post que poderá rever clicando aqui.
(Foto do barco rabelo da autora do post. Vídeo recebido num e-mail)

Até breve, leitores.
M.A.

27/09/09

CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO

(Clique para ampliar)


Na revista Ilustração Portuguesa, em “Figuras e Factos”, na página 624, de 1911 Encontramos a foto da Drª. Carolina Beatriz Ângelo com esta legenda:
«Esta distinta médica requereu para ser considerada eleitora, o que foi deferido pelo juiz da 1ª vara cível, annullando todavia o governo esta decisão.»

Na mesma revista, na página 714 em “ Estão Eleitas as Constituintes - A Eleição em Lisboa” diz-se às tantas:

«…Uma nota curiosa das eleições (a) foi a de votar uma senhora, a única eleitora portuguesa, a Médica D. Carolina Beatriz Ângelo, inscripta com o número 2:513 na freguezia de S.Jorge de Arroyos…»

(a) eleições de 28 de Maio de 1911
De notar que aparece o seu nome apenas antecedido do D. e não com o Drª. como seria natural.


A Drª Carolina Beatriz Ângelo, nasceu na Guarda, em 1877, onde fez os estudos primários e liceais. Mais tarde, veio para Lisboa frequentar as Escolas Politécnica e Médico-Cirúrgica de onde saiu em 1902 como médica /cirurgiã. Foi também a primeira portuguesa a obter a especialidade de cirurgia e a operar no Hospital de S. José. Veio ainda a especializar-se em ginecologia.
A sua militância cívica levou-a a pugnar sempre pela Paz, pela implantação da República e pelos direitos das mulheres. Esta ilustre cidadã veio a morrer, em 3 de Outubro de 1911, aos 34 anos de idade, de ataque cardíaco, cerca de 4 meses apenas depois de ter conseguido votar.

Hoje, dia em que iremos votar para as Eleições Legislativas pareceu-nos que seria de recordar, uma vez mais, o nome desta mulher de coragem que, no seu tempo, soube bater o pé perante a incompreensão, a injustiça e a prepotência. O episódio da sua luta pelo direito de ir votar, em 1911, contou-se, com mais pormenor, no post em que se falou do Direito do Voto para as Mulheres, em Portugal. Se o quiser recordar queira clicar aqui.
Gostaríamos de ver o nome desta mulher homenageado de formas mais relevantes. O principal e que esteve ao nosso alcance, ficou já dito neste blog.

(Foto retirada também da Ilustração Portuguesa

M.A.

04/09/09

DIREITO DE VOTO PARA AS MULHERES, EM PORTUGAL

Foto de Ana de Castro Osório, Presidente da Liga das Sufragistas Portuguesas e de Carolina Beatriz Ângelo, primeira eleitora portuguesa. Esta foto foi feita justamente no dia 28 de Maio de 1911, dia da votação.
............
Foi durante a Revolução Francesa em 1798, que se fez ouvir pela primeira vez a reivindicação do voto feminino. Porém a mulher Portuguesa só teve direito a votar a partir de 1931, há 78 anos. E foi apenas há 33 anos – pela Constituição de 1976 – que viu consagrados os seus direitos em pé de igualdade com o homem.

Em Março de 1911, após a revolução republicana de 5 de Outubro, é promulgada a Lei Eleitoral, mas o sufrágio universal, uma das principais bandeiras do Partido republicano, não é instituído. O direito de voto era reconhecido apenas a “cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família”.

Em 28 de Maio realizam-se as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. Valendo-se da omissão sobre o sexo do chefe de família, a médica e primeira cirurgiã portuguesa Carolina Beatriz Ângelo (1877-1911) reivindicou o seu direito de votar, invocando a sua qualidade de chefe de família, pois era viúva e mãe de uma filha. A lei não previa que o chefe de família fosse entendido como uma mulher. O tribunal constitucional entendeu que a forma gramatical “cidadãos portugueses” abrangia também as mulheres e deferiu a sua pretensão. Para evitar que tal precedente se repetisse, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do “sexo masculino” poderiam votar. ( Caros leitores, com toda a minha indignação de mulher apetece-me rotular quem ditou esta alteração à lei, com "determinada expressão" que, muito embora atingindo também as suas mães e, ferindo talvez ouvidos mais sensíveis, é a que, no meu entendimento, melhor classificará aqueles que, usaram o poder que lhes estava conferido, deste modo tão pouco digno. Perdoem-me, mas tinha que deixar aqui este meu desabafo!... )

Historicamente, o movimento feminista iniciou-se com o Sec. XIX e visava o estabelecimento de direitos e deveres iguais para a mulher e para o homem nos domínios social, político, jurídico e económico. Não me irei alongar na descrição do que se passou ao longo dos anos. Destacarei apenas a criação, em 1909, da Liga Republicana das mulheres Portuguesas, dirigida por Maria Veleda (1871-1955), Adelaide Cabete (1867-1935 e Ana de Castro Osório (1872-1935). Esta, que foi personagem de relevo, altamente empenhada nas suas causas, publicou em 1905, “As Mulheres Portuguesas”, que se pode considerar um manifesto feminista. Depois de 1910 é promulgada a primeira Lei do Divórcio estipulando que seja dado o mesmo tratamento ao marido e à mulher tanto em relação aos motivos do desquitamento como aos direitos sobre os filhos. A mulher deixa de dever obediência ao marido e o crime de adultério tem o mesmo tratamento quando cometido por qualquer dos cônjuges. O dever de submissão das esposas aos maridos é suprimido e o acesso ao trabalho na administração pública é autorizado às mulheres. A escola torna-se obrigatória para crianças, meninas e meninos dos 7 aos 11 anos.

Alguns direitos foram, a pouco e pouco, sendo conquistados mas com algumas aberrações. Vejam por exemplo:_ Em 1931, há 78 anos o direito de voto foi facultado às mulheres, desde que tivessem um curso universitário ou estudos secundários completos. Aos homens continuou a exigir-se somente que soubessem ler e escrever!
Com esta legislação, o Estado Novo visava alcançar maior participação no plebiscito e uma expressiva concordância de eleitorado com a Constituição de 1933, que consagrava a igualdade dos cidadãos perante a lei, excepção feita às mulheres, tendo em conta “as diferenças inerentes à natureza e também aos interesses da família”.
Foi unicamente em 1974, na sequência da Revolução de Abril, que foram abolidas todas as restrições baseadas no sexo quanto à capacidade eleitoral dos cidadãos.

Aqui ficaram alguns dos passos da luta das mulheres pelo direito de voto. A minha humilde mas sincera homenagem e agradecimento a todas aquelas mulheres (e também alguns homens) que contribuíram, ao longo dos tempos, para que a desigualdade de direitos entre os sexos fosse deixando de existir. Entendi ser oportuno, neste aproximar de eleições legislativas, trazer este assunto ao blog.

(Excerto de um texto e foto, publicados na revista do Club do Coleccionador).
M.A.

31/08/09

MONUMENTO AOS DESCOBRIMENTOS


O Monumento aos Descobrimentos, popularmente conhecido como Padrão dos Descobrimentos, localiza-se na freguesia de Belém, na cidade e Distrito de Lisboa, em Portugal.
Em posição destacada na margem direita do rio Tejo, o monumento foi erguido para homenagear os elementos envolvidos no processo dos Descobrimentos Marítimos Portugueses

Em 1940, o Padrão dos Descobrimentos foi erguido, a título precário, em gesso, por altura da Exposição do Mundo Português. Em 1960, por ocasião das Comemorações do 5.º Centenário da Morte do Infante D. Henrique, o monumento foi reerguido em betão armado e pedra rosal de Leiria.O Padrão apresenta as seguintes dimensões: altura acima do terreno 50m; 20m de largura; comprimento 46m; área de ocupação 695m2 e profundidade média das estacas – fundações 20m.
Este monumento homenageia os navegadores portugueses e todos aqueles que, de alguma forma, se encontram ligados aos descobrimentos. O Padrão simboliza um barco pronto para navegar, com a estátua do infante D. Henrique no lugar mais destacado. Atrás deste, de cada lado, estão representadas 16 personagens históricas.

As figuras localizadas do lado do espelho de água (oeste) são: o infante D. Fernando, Gonçalves Zarco, Gil Eanes, Pêro de Alenquer, Pedro Nunes, Pedro Escobar, Jacome de Maiorca, Pêro da Covilhã, Eanes de Azurara, Nuno Gonçalves, Camões, frei Henrique de Carvalho, frei Gonçalo de Carvalho, Fernão Mendes Pinto, D. Filipa de Lencastre (Única figura feminina presente) e o infante D. Pedro.
No lado oposto (poente) encontram-se: Cristóvão da Gama, S. Francisco Xavier, Afonso Albuquerque, António Abreu, Diogo Cão, Bartolomeu Dias, Estêvão da Gama, João de Barros, Martim Afonso de Sousa, Gaspar Corte Real, Nicolau Coelho, Fernão de Magalhães, Pedro Álvares Cabral, Afonso Baldaia, Vasco da Gama e D. Afonso V. Todas as figuras têm 7m de altura, à excepção da do infante D. Henrique, que tem 9m.

O monumento tem a forma de uma caravela estilizada, com o escudo de Portugal nos lados e a espada da Casa Real de Avis sobre a entrada. D. Henrique, o Navegador, ergue-se à proa, com uma caravela nas mãos. Em duas filas descendentes, de cada lado do monumento, estão as estátuas de heróis portugueses ligados aos Descobrimentos. Na face ocidental encontram-se o poeta Camões, com um exemplar de Os Lusíadas, o pintor Nuno Gonçalves com uma paleta, bem como famosos navegadores, cartógrafos e reis.

A norte do monumento uma rosa-dos-ventos de 50 metros de diâmetro, desenhada no chão, foi uma oferta da África do Sul em 1960. O mapa central, pontilhado de galeões e sereias, mostra as rotas dos descobridores nos séculos XV e XVI.
O interior do monumento tem sete pisos (existe um elevador que vai até ao sexto andar) dedicados a auditório, sala de projecções, bar, exposições e terraço com vista panorâmica sobre a praça do império, Belém e o rio Tejo.Uma das mais interessantes perspectivas do monumento pode ser observada a partir de oeste, à luz do pôr do sol.
A cave é usada para exposições temporárias.

Inicialmente, o Padrão dos Descobrimentos ficou na posse da Administração do Porto de Lisboa, que o cedeu à Câmara Municipal em 1962. Em 1985, foi inaugurado como Centro Cultural das Descobertas e, actualmente, é gerido pela EGEAC.

Fonte, entre outras:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Monumento_aos_Descobrimentos
PPS formatado por Anabela de Araújo e gentilmente cedido para esta apresentação
Conversão para vídeo de F.R.
M.A.

25/08/09

POMPEIA

(clique para ampliar)


Pompéia foi outrora uma antiga cidade do Império Romano situada a sensivelmente 22 km da moderna Nápoles, na Itália, no território do actual município de Pompéia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 24 de Agosto do ano 79 d.C..Passou portanto agora mais um aniversário.

A erupção do vulcão provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade, que se manteve oculta por 1600 anos antes de ser reencontrada por acaso. Cinzas e lama moldaram os corpos das vítimas, permitindo que fossem encontradas do modo exacto em que foram atingidas pela erupção do Vesúvio. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga.



Estivemos em Pompeia em Junho de 1999 e, acreditem que foi com certa emoção que percorri aquelas ruas e, entrei naquelas casas, lembrando que, outrora, ali viveu gente como nós.
A foto que abre o post, feita por mim, nessa altura, mostra a réplica (a) de uma pequena estatueta de bronze que ornamenta um lago no jardim de uma habitação. Esta, é mesmo designada por “A Casa do Fauno”
O guia que nos acompanhou, um homem já de certa idade mas cheio de imaginação, usou de uma particularidade na forma como foi falando sobre o local. Não se limitou a descrever, apenas, como era a cidade e o que aconteceu naquele dia 24 de Agosto mas, colocou-se ele mesmo a viver lá, naquela altura, contando a história na primeira pessoa e, mencionando até alguns dos habitantes de certas casas, como membros da sua família, acrescentando pormenores, bastante curiosos e até, por vezes, bem humorados. A realidade, misturada assim com a ficção, deu àquela visita um cunho muito especial, que nos levou a não mais esquecer aquele simpático napolitano.
(a)-O original esta guardado num museu
(Dados históricos retirados da Net. As imagens, recebidas num PPS foram depois transformadas em vídeo. Para os leitores que ainda lá não foram, será a forma de terem uma pequena ideia de como é Pompeia.
M.A.

22/07/09

RECORDAÇÕES FERROVIÁRIAS

(Queira clicar na seta do canto inf. esqº. para iniciar o vídeo)

Penso que todos nós temos associado ao nosso tempo de criança, ou de juventude, uma viagem de comboio particularmente agradável, quem sabe se, até, em algum daqueles comboios ainda puxados pelas locomotivas a carvão, cujas faúlhas, voando, entravam pelas janelas e nos deixavam na roupa inúmeros pontinhos enfarruscados.

Também, uma vez por outra, determinada estação do caminho de ferro nos vem à memória. Algumas tinham lindos jardins, bastantes floridos! Chegou mesmo a haver um concurso em que eram premiadas as estações cujos jardins se mostrassem mais bem cuidadas.

Os comboios, como todos os outros meios de transporte sofreram evolução ao longo dos tempos. As suas carruagens ficaram cada vez mais confortáveis e com formas mais aerodinâmicas e, a velocidade foi-se tornando cada vez maior, encurtando assim as distâncias e fazendo-nos chegar mais cedo aos destinos pretendidos.

Tudo isto me trouxe à ideia o vídeo que hoje vos trago, onde, nuns breves, minutos se faz uma retrospectiva de alguns comboios e estações de outros tempos. É acompanhado com música popular portuguesa.
Espero que este conjunto de imagens vos desperte, mais uma vez, o tal sorriso com um certo cheirinho a saudade.

M.A.

14/07/09

TITANIC – EXPOSIÇÃO EM LISBOA


Quem saberá dizer o que representa esta imagem que abre o post? Se já esteve na exposição saberá dizê-lo, mas, se não, eu informo que é, nem mais nem menos, uma replica do bilhete que cada passageiro do Titanic comprou para a única e fatídica viagem deste paquete.
Como já estão a adivinhar, tive curiosidade de ir até à Estação do Rossio ver esta mostra e, é dela que falarei hoje.

Logo à entrada, o visitante tem quase a noção de que está a embarcar no Titanic. Ouve-se musica e o decor, ruídos de máquinas e a própria iluminação, criam esse ambiente. Depois, no decorrer da visita, música e luz vão mudando, consoante o sítio e o relato que é feito.

Numa explicação escrita, é-nos dado a saber que, em 1907, foi num encontro entre J. Bruce Ismay, presidente da White Star Line e Lord William J. Pirrie, um sócio da firma Harland & Wolff, uma construtora de navios, que ficou acordada a feitura de três luxuosos paquetes cujos nomes seriam Olympic, Titanic e Britannic. Os dois primeiros seriam começados de imediato.
Assim, em 10 de Abril de 1912, com a pompa habitual das viagens inaugurais, o Titanic zarpou do cais 44, em Southampton, rumo à América, com 2 228 passageiros e 885 tripulantes a bordo, mas, como todos sabemos, nunca chegou ao seu destino. Na noite e madrugada de 14/15 de Abril de 1912 embateu num icegerg e, em menos de 3 horas, partiu-se e afundou-se, apenas sendo possível salvar 705 pessoas.

Em 1 de Setembro de 1985 foram localizados no fundo mar os destroços do paquete e iniciadas então as pesquisas. Sobre a forma como estas foram feitas e, depois, sobre a recolha de objectos, também temos aqui informação.
Esta mostra de 230 peças é, portanto, uma parte daquilo que, desde então, foi possível recuperar. Da diversidade de objectos que faziam parte do equipamento do barco, alguns, nós vamos também reconhecendo em fotos que haviam sido feitas, das variadas salas, corredores, camarotes, ponte de comando, casa das máquinas, etc..

Há, depois, variadíssimos objectos pessoais dos viajantes, alguns com identificação dos donos, outros, que ficarão para sempre na escuridão dos tempos e da memória das mãos que algum dia lhes tocaram. São também mostrados dados biográficos ( alguns mesmo curiosos!) de muitos passageiros. Figuravam entre eles, pessoas bastante importantes na época.
Se, nas vitrines vi algumas jóias e adereços de certo luxo, por contraste, noutras, já que gente humilde também ia naquele barco, vi também ferramentas de trabalho e até, imaginem… meia dúzia de molas, em madeira, daquelas de prender a roupa para secar, muito semelhantes às que usamos ainda hoje!

Como curiosidade, numa das vitrines há um pedaço de casco do Titanic no qual, o visitante é convidado a tocar. Também lá está uma alta parede de gelo para nos permitir avaliar as baixas temperaturas que se faziam sentir no local e, foram também causa das mortes de quem, já caído no mar, não conseguiu resistir à hipotermia.
E exposição termina com um memorial onde figuram os nomes de todos os que desapareceram neste naufrágio, ocorrido justamente há 97 anos.

Os nossos leitores, se tiverem oportunidade, não deixem de ir ver esta a exposição, mas, enquanto isso não lhes for possível, cliquem aqui para fazerem uma curta visita através deste vídeo.

M.A.

05/07/09

PEDROUÇOS DE OUTRORA


Hoje, iremos publicar quatro fotos que recebemos de mais uma das localidades junto da linha de Cascais:_ Pedrouços, situada entre Belém e Algés.

Como se pode avaliar, uns bons anos passaram desde a altura em que foram colhidas estas imagens.
Uma vez que não traziam qualquer referência de data, fica portanto ao critério de quem as vir, poder fazer esse cálculo, desde que a idade e a memória também ajudem…
Se disso nos derem alguma informação, agradecidas ficaremos.
Até breve, com um outro assunto.
M.A.

30/06/09

TEMPLO ROMANO EM ÉVORA


Este monumento está localizado na cidade de Évora, em Portugal; faz parte do centro histórico da cidade, e foi classificado como Património Mundial pela UNESCO. É um dos mais famosos marcos da cidade, e um símbolo da presença romana em território português.

Localizado na freguesia da Sé e S.Pedro, no Largo Conde de Vila Flor, encontra-se rodeado pela Sé de Évora , pelo Tribunal da Inquisição, pela Igreja e Convento dos Lóios, pela Biblioteca Pública de Évora e pelo Museu.
Embora o templo romano de Évora seja frequentemente chamado de Templo de Diana, sabe-se que a associação com a deusa romana da caça veio de uma lenda criada no séc. XVII. Na realidade, o templo foi provavelmente foi construído em homenagem ao imperador Augusto, que era venerado como um deus durante e após seu reinado. O templo foi construído no séc I d.C. na praça principal (fórum) de Évora - então chamada de Liberatias Iulia - e modificado nos séculos II e III. Évora foi invadida pelos povos germânicos no século V e foi nesta época em que o templo foi destruído; hoje em dia, suas ruínas são os únicos vestígios do fórum romano na cidade.

As ruínas do templo foram incorporadas a uma torre do Castelo de Évora durante a Idade Média. A sua base, colunas e arquitraves continuaram incrustadas nas paredes de um prédio medieval e o templo (transformado em torre) foi usado como um açougue do séc. XIV até 1836. Esta utilização da estrutura do templo ajudou a preservar seus restos de uma maior destruição. Finalmente, depois de 1871, as adições medievais foram removidas, e o trabalho de restauração foi coordenado pelo arquitecto italiano Giuseppe Cinatti.
Elementos escritos e foto diurna, recolhidos na Wikipédia. Fotos nocturnas de J.M.Pedro Sam.
M.A.

29/06/09

ESCRITOS MILENARES


«A mulher deve adorar o homem como a um Deus. Todas as manhãs, por nove vezes consecutivas, deve ajoelhar-se aos pés do marido e, de braços cruzados, perguntar-lhe: Senhor, que desejais que eu faça?»
Zaratustra (filósofo persa, sec. VII a.C.)

Todas as mulheres que seduzirem e levarem ao casamento os súbditos de Sua Majestade mediante o uso de perfumes, pinturas, dentes postiços, perucas e recheios nos quadris, incorrem em delito de bruxaria e o casamento fica automaticamente anulado.
Constituição Nacional Inglesa (lei do sec. XVIII)

«Mesmo que a conduta do marido seja censurável, mesmo que este se dê a outros amores, a mulher virtuosa deve reverenciá-lo como a um deus. Durante a infância, uma mulher deve depender de seu pai, ao se casar de seu marido, e, se não os tiver, de seu soberano. Uma mulher nunca se deve governar a si própria.»
Leis de Manu (Livro Sagrado da Índia)

«Quando um homem for repreendido em público por uma mulher, cabe-lhe o direito de derrubá-la com um soco, desferir-lhe um pontapé e quebrar-lhe o nariz para que assim, desfigurada, não se deixe ver, envergonhada de sua face. E é bem merecido, por se dirigir ao homem com maldade de linguajar ousado.»
Le Menagier de Paris (Tratado de conduta moral e costumes de França, se. XIV)

«As crianças, os idiotas, os lunáticos e as mulheres não podem e não têm capacidade para efectuar negócios.
Henrique VII (rei de Inglaterra, chefe da Igreja Anglicana, sec. XVI)

«Quando uma mulher tiver conduta desordenada e deixar de cumprir as suas obrigações do lar, o marido pode submetê-la à escravidão. Esta servidão pode, inclusive , ser exercida na casa de um credor do seu marido e, durante o período em que durar, é lícito a ele (ao marido) contrair novo matrimónio»
Código de Hamurahi (Constituição Nacional da Babilónia, outorgada pelo rei Hamurahi, que a concebeu sob inspiração divina, sec. XVII a.C.

«Os homens são superiores às mulheres porque Alá outorgou-lhes a primazia sobre elas. Portanto dai aos varões o dobro do que dais às mulheres. Os maridos que sofrerem desobediência de suas mulheres podem castigá-las, deixá-las sós em seus leitos e, até bater nelas. Não se legou ao homem maior calamidade que a mulher»
Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos, recitado por Alá a Maomé no sec. VI)

«Que as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar. Se quiserem ser instruídas sobre algum ponto, interroguem em casa os seus maridos.»
São Paulo (apóstolo cristão, ano 67 d.C.

«A natureza só faz mulheres quando não pode fazer homens. A mulher é, portanto, um homem inferior.»
Aristóteles (filósofo, guia intelectual e preceptor grego de Alexandre, o Grande, sec. IV a.C.

« O pior adorno que uma mulher pode querer usar é ser sábia.»
Lutero (teólogo alemão, reformador protestante, sec XVI)


Pelo que ficou atrás se pode imaginar quão árduo foi o caminho para as mulheres conquistarem o direito à igualdade que já existe nos dias de hoje.
Infelizmente, em muitos países islâmicos elas ainda continuam sob situação igual, ou, muito próxima, da que é mencionada nestes escritos.


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Nota da autora do post- Como mulher, sinto-me, naturalmente, indignada por regras e leis destas terem vigorado algum dia e, lamento também, ter havido, ao longo de tantos séculos, homens (?) capazes de as fazer e pôr em prática.

M.A.

24/06/09

RAMAL CRUZ QUEBRADA / ESTÁDIO NACIONAL


Para alguns leitores mais novos será uma novidade o facto de ter existido esta estação de Caminho de Ferro no Estádio Nacional, mas, para outros, estas fotos tornar-se-ão uma doce saudade, pelas recordações que poderão despoletar. Ao vê-las, haverá quem associe logo determinado desafio de futebol que ali foi ver, um pic nic , que fez, em dia de Verão, na mata do Jamor… depois de um percurso feito no comboio!
O ramal, Cruz Quebrada / Estádio Nacional, entrou em exploração em 10 de Junho de 1944 e, pela pesquisa que fiz , soube que esta estação estava implantada no local onde hoje se encontram as piscinas.

Tentei, por várias formas, saber também quando fora desactivado este troço de linha, mas, com grande pena minha, não consegui obter tal informação. Resta-me a esperança que, algum leitor, acaso o saiba, tenha a gentileza de nos informar.
Um familiar lembrou-se que, em 55/56 se deslocou precisamente neste comboio para ir ao Estádio Nacional ver uma final de futebol entre Portugal e Espanha.

As fotos a preto e branco recebi-as num e-mail e a outra, a cores, encontrei-a na Net.

Até breve, leitores.
M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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