Como tudo começou

21/02/08

CONVIDO A CONHECER:

FORTE DO BOM SUCESSO

Desta vez, este pequeno apontamento será para levar os meus leitores até ao Forte do Bom Sucesso, situado junto à Torre de Belém.

É neste local que a LIGA DOS COMBATENTES concentra o núcleo principal do seu património museológico e, neste momento, não faltam mesmo motivos para que todos decidam ir até lá.

Além da Exposição Permanente intitulada O COMBATENTE PORTUGUÊS há também uma outra, na mesma zona, de Fotografia das CAMPANHAS DO ULTRAMAR, onde podemos apreciar fotos do repórter de Guerra Fernando Farinha.

Nas salas 1 e 2 temos a Exposição LEONARDO DA VINCI - O INVENTOR. Já aqui anunciada aquando da sua inauguração, quero agora acrescentar que, ali, encontraremos não só diversas réplicas em madeira de máquinas inventadas por aquele multifacetado génio italiano, como, igualmente, teremos oportunidade de conhecer o funcionamento das mesmas.

Depois, intitulada "PEREGRINAÇÃO", (o que logo nos indica ser inspirada no relato aventuroso deixado pelo nosso antepassado que se chamou FERNÃO MENDES PINTO,) podemos admirar a Exposição de Pintura de JOÃO VELHÔ. Deste Pintor conheço já algumas obras, nomeadamente as que se encontram no Instituto Superior dos Altos Estudos Militares, em Pedrouços, o que é , sem duvida alguma, um forte aliciante para me levar, de novo, a ver pinturas suas.

Ao ar livre há ainda três locais com equipamento relativo aos Ramos das Forças Armadas. Neste museu há igualmente zonas de convívio, salas de conferência e de projecções, bar, etc

Se juntarmos a tudo quanto já foi dito a beleza do local em que se encontra inserido o Forte do Bom Sucesso, temos a certeza que darão por bem empregue o tempo da visita, sentindo-se satisfeitos por terem acedido ao convite que lhes fiz no início destas linhas.

Mais haveria para dizer não fora o condicionamento de espaço. Mas, voltarei um dia ao assunto.

Os meus agradecimentos ao Exº. Sr. Tenente-General Joaquim Chito Rodrigues, Presidente da Direcção Central da LIGA DOS COMBATENTES pela informação facultada.

O Forte do Bom Sucesso encontra-se aberto todos os dias das 10.00 às 19.00 horas.

M.A.

Espectáculo para todos


Sábado 23 Fevereiro temos agendada a estreia de “O Novo Cozinheiro” às 16:30h No Mundo da Lua.Para marcações e outras informações: 214674531 / 969073331 ou nmlua@ntheias.com
FC

20/02/08

A seda da China até à SIMECQ

Na China, os simples mas custosos tecidos de seda eram decorados com signos de escrita e imagem, costume que deu origem à pintura sobre seda atingindo o seu apogeu por volta do ano 1200 d.C.. Os componentes básicos que se empregavam para preparar as tintas eram o pólen, a cinza, a fuligem, extractos de plantas e alguns pigmentos minerais de óxido de ferro e cobre.

Com o fim de conseguir uma boa impregnação da seda com a tinta, os chineses desengomavam-na com banhos de mordente. A partir de cola de arroz e farelo cozido faziam uma pasta, utilizada na preparação do tecido para as diversas aplicações. Partindo de tecidos de diferentes espessuras, preparavam biombos, tapetes, pinturas e vestidos.
Os motivos principais representados nas suas pinturas, quer fossem geométricos ou figurativos, eram constituídos por animais, plantas e seres fabulosos. Porque a expressividade dos motivos e cores era realmente de rara beleza, na Europa, durante muito tempo, imitou-se e copiou-se a arte da seda chinesa.

No nosso atelier ensinamos esta arte secular.




A Professora Yvonne Kerné observa atentamente uma aluna no trabalho de colocação da seda no bastidor.




FC




19/02/08

Teatro para Crianças

1, 2, 3, UMA COLHER DE CADA VEZ!

Ana e Fernando são duas crianças com 8 anos de idade, muito diferentes um do outro, e de mundos bem distintos. Ana é de um meio social mais modesto, vive sozinha com a mãe, e a abundância de comida na mesa não é definitivamente “o prato de todos os dias”. Pelo contrário, Fernando é filho de uma família bem abastada, mas apesar da fartura na mesa, é esquisito, come sempre as mesmas coisas, de uma forma pouco equilibrada e saudável, e às vezes é até insolente e malcriado. A “festa” começa quando os alimentos ganham vida e aproveitam para dar uma bela lição às crianças. Apesar de tudo, fortes relações de amizade vão nascer e momentos bem alegres e divertidos os nossos heróis vão viver!

23 e 24 Fevereiro, sábado e domingo, 16.00, SP

25 Fevereiro, segunda, 11.00 e 14.30, SP (exclusivo para escolas)

Mais informação:
Theatro Circo
Avenida da Liberdade, 697 – 4710.251 Braga
Tel: +351 253 203 800
www.theatrocirco.com
E porque cada vez é mais importante aprender a comer. fica aqui a sugestão para quem puder ir até Braga.
Quem sabe se esta história um dia destes não vem até à Capital....
FC

Quando havia "Ribeira de Algés"

Estas imagens são do inicio do séc.XX.
Ainda havia ribeira em Algés a correr livremente.
Nos nossos dias ela corre bem lá por baixo dos edifícios que entretanto fora construídos.
Quando se zanga do "aperto", volta ao seu leito normal..... o resultado é desastroso.

Algés, 1905. Fotografia de Paulo Guedes in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Algés, 1941. Eduardo Portugal in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


Vila Castanheira, em último plano vê-se a praça de touros de Algés, Algés, 1941.Fotografias de Eduardo Portugal in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Há por acaso quem tenha fotos da lindíssima praça de touros de Algés?

FC

18/02/08

Hoje acordámos ao som da tempestade

3 da manhã....!!!! A madrugada tempestuosa fazia adivinhar um dia nada calmo!
Chuva, muita chuva, ...trovoada,..... tudo contribuíu para que se instalasse o caos em Lisboa (cidade) e arredores.
Algumas zonas de Cascais e Oeiras ficaram sem energia durante horas e horas....
No momento de se iniciar a habitual azáfama de ir para o trabalho, viam-se filas de trânsito infindáveis, pessoas que aguardavam já de forma desesperada o meio de transporte que teimava em não chegar! À medida que o dia avança as imagens que temos pela frente são de desolação: Muitas habitações, lojas, fábricas inundadas, pessoas aflitas, vidas perdidas, haveres afogados em lama, estradas cortadas por todo o lado, um caos autêntico.
A todos os que de uma ou outra forma, sofreram e sofrem com este verdadeiro dilúvio de hoje, o meu abraço de solidariedade.
As imagens que publico de seguida, foram tiradas por mim na zona da Abóboda - S Domingos de Rana (Cascais)

A Ribeira não aguentou tanta água e transbordou para a estrada......

As estradas transformaram-se em autênticos rios......
Ao meio - dia ainda a estrada nacional 249-4 estava neste estado.....
FC

CONVIDO A CONHECER:

A MAQUETTE EM GESSO DO BUSTO OFICIAL DA REPÚBLICA

Ao ir ver uma exposição que está no Centro Cultural Casapiano, em Belém, deparei, às tantas, na galeria já perto da Biblioteca, com um busto de grande dimensão, da figura da "República". A legenda que o identifica diz que é este o considerado como Oficial.

Após aberto o concurso, em 1911, sabe-se que vários artistas escultores concorreram mas, o 1º Prémio foi atribuído a Francisco dos Santos, nome que figura, também na legenda atrás referida.

Na pesquisa que fiz soube, que o Busto em bronze, executado a partir desta maquette, está, colocado em lugar de honra, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa.

Dado que comecei por falar, em primeiro lugar, nesta escultura, injusto seria, da minha parte, não acrescentar duas palavrinhas, ainda que muito simples, referentes ao seu autor:
Nasceu Francisco dos Santos, numa família bastante humilde, em 22 de Outubro de 1878. Ainda criança, morreu-lhe o pai e dadas as carências monetárias, a mãe viu-se obrigada a colocá-lo na Casa Pia. Aí estudou e revelou bastante precocemente a sua veia artística. Graças à orientação do Provedor, Francisco Simões Margiochi que na altura, ali exercia funções permitindo que os alunos pudessem seguir os cursos superiores que mais lhe conviessem, Francisco dos Santos foi para a Escola de Belas Artes onde se revelou um aluno brilhante. Ganhou uma Bolsa de estudos que o levou até Paris. Mais tarde foi também estudar para Roma. Conseguiu, sempre com muito esforço, dado que os meios materiais foram sempre muito reduzidos, ir valorizando os conhecimentos; percurso de vida afinal comum a maioria dos artistas que conhecemos! Regressou a Portugal em 1909, já com a família que entretanto formara. Trabalhando intensamente consegue, a partir daqui, adquirir mesmo alguma prosperidade. Sabe-se que trabalhou até ao dia da sua morte, que ocorreu no dia 27 de Abril de 1930, tendo ele apenas 52 anos.

Além destes, outros apareceram de certa envergadura, tanto neste concurso como noutros que se realizaram. Teixeira Lopes tem também um Busto da República que se encontra na Câmara Municipal do Porto.

M.A.

(Elementos colhidos num artigo de Carlos Enes, Ilustração Portuguesa e Lello Universal)

17/02/08

BONECAS - História de 3 gerações

Meus caros leitores:

Pela minha boca falarão hoje três bonecas, ou, melhor dizendo, duas bonecas e um boneco. Convém que estas coisas fiquem "bem explicadas" para não haver equívocos.

Pertenceu cada qual a uma geração diferente, isto é, as suas donas foram Avó, Mãe e Neta, de uma mesma família. As histórias serão contadas em sentido inverso à idade destas três personagens.

Posto isto, chamemos em primeiro lugar "o rapaz" e ouçamos a sua história:

"_Estamos no ano de 1965 e aproxima-se o Natal. Eu e mais "Chorões," como na altura se chamava aos bonecos como eu, estávamos expostos no estabelecimento "Luciano Matos", no Porto. A razão da escolha residiu no facto de eu ter olhos verdes como os da Menina a quem eu me destinava. Como acontece com os humanos, também em nós, os bonecos, um pequeno nada faz a diferença! Fui um felizardo porque tive logo uma mobília de quarto e várias toilettes muito bonitas.

Na manhã do dia de Natal, quando a Menina, (na altura com três anos) desceu ao rés-do-chão, encontrou-me a mim e todas aquelas "outras maravilhas" trazidas pelo Menino Jesus, espalhadas sobre um enorme Presépio, como era uso fazer-se, em casa dos seus Avós."

"_Pois… Desculpem-me apresentar-me com este aspecto. O meu percurso de vida foi já mais longo…Não consigo precisar ao certo mas ultrapassei já os 60 anos! Hoje, só o meu rosto se mantém com este aspecto juvenil, os meus olhos abrem e fecham como sempre e o meu sorriso continua bonito. Pernas também tive, claro, mas acontece que a Menina que brincava comigo, achou que eu seria capaz de me sentar, dobrando-as e, o resultado foi desastroso. Já lhe perdoei porque ela não o fez por mal!… Quem me ofereceu manteve sempre com a minha dona uma relação de amizade, muito profunda, até ao fim da sua vida."

"_Nesta família sou eu a decana das bonecas. Outra não existe que me retire esse título. Mesmo com a idade o meu olhar não perdeu o brilho de outros tempos; sofri, no entanto, alguns problemas de saúde, como por exemplo a amputação de um ante-braço. Como é o esquerdo, não me faz assim grande falta…Reparem agora nas articulações dos meus joelhos. Tal como as dos cotovelos, funcionam com um sistema de elásticos, nada sofisticado convenhamos, mas era a moda da altura.

Não tenho registo exacto da minha idade apenas sei que a criança que brincou comigo nasceu , imaginem, em 1907! Naturalmente, que já não se encontra entre nós…

Compraram-me no Porto, num estabelecimento que tinha o nome de "Armazéns Hermínios"e, para verem só como sou diferente de qualquer outra boneca, a minha cabeleira é feita com cabelo que terá sido cortado ao da Menina, minha dona.! Não sei se isso era hábito, na altura ( a memória já me vai falhando) mas, confesso que não conheço outro caso semelhante.

Esta minha toilette não é da mesma época. Feita na década de 40/50, é composta por um vestido azul com bolinhas rosa, bordadas, nas mangas e gola. Sobre este tenho um bibe vermelho e branco. Não esqueçamos que, estávamos na altura em que os bibes faziam parte integrante do vestuário das meninas!"

Do silêncio de um armário saíram estes três bonecos para contarem as suas histórias. Oxalá tenha sido agradável, para todos, lê-las. Em alguma das minhas leitoras, quem sabe, terão despertado também a saudade, das bonecas que a acompanharam na sua infância.

M.A.

16/02/08

Museu da Marioneta recebe hoje exposição de teatros de papel

Uma viagem ao «universo mágico dos teatros de papel» é o que promete a quem a visitar a exposição «Teatros de Papel: a Arte da Precisão», que estará patente no Museu da Marioneta a partir desta sexta-feira, até 30 de Abril.

«Em cena» na mostra estarão «pequenas obras de arte que reflectem a inspiração dos seus criadores e das correntes artísticas e espectáculos teatrais dos séculos XVIII, XIX e princípios do século XX».

Integrarão o acervo teatros de papel atribuídos ao famoso editor alemão Johann Ferdinand Schreiber, ao editor inglês Pollock, ao dinamarquês Alfred Jacobsen, aos franceses Imagerie d'Epinal e aos espanhóis Paluzie e Seix & Barral, El Teatro de los Niños.

Haverá ainda para ver folhas com personagens, cenários e bocas de cena pertencentes à colecção de A Tarumba - Teatro de Marionetas, uma companhia profissional de teatro, criada em 1993, cujo principal objectivo é divulgar e promover o teatro de marionetas.

Entre 13 e 25 de Maio próximo, A Tarumba vai realizar em Lisboa a 8.ª edição do Festival Internacional de Teatro de Marionetas e Formas Animadas, envolvendo alguns dos agentes culturais mais importantes da capital.

Organizam a mostra agora patente a EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural e o Museu da Marioneta.

(Lusa)

M.A.

15/02/08

Espectáculo que evoca Fernando Pessoa apresenta-se em Alcácer do Sal antes de rumar a Inglaterra

O espectáculo "Fernando Mil Pessoas Uma Musa e...", do encenador italiano Mario Fedele e baseado em textos de Fernando Pessoa, é apresentado sábado em ante-estreia em Alcácer do Sal, rumando depois a Inglaterra.

A iniciativa, segundo divulgou hoje o município de Alcácer do Sal, está integrada nas comemorações dos 120 anos do nascimento do poeta português e a ante-estreia está agendada para o auditório municipal da cidade alentejana, às 21:30 de sábado.

O espectáculo, apresentado pela Leonor Alcácer Produções, combina a poesia, a melodia e o gesto expressivo, sendo a resposta a um convite do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões na Universidade de Oxford, na Inglaterra, para conceber, criar, produzir e realizar um trabalho original sobre a obra de Pessoa.

Depois de Alcácer do Sal, a produção estreia dia 27 de Fevereiro, pelas 18 horas, no Auditório do St John's College da Universidade de Oxford.

O espectáculo, produzido por Nuno Pinto Teixeira, conta com as interpretações da actriz Leonor Alcá­cer, da cantora Zi Plátano, da pianista Ana Rá e de Mario Fedele, como bailarino (Accademia Nazional Di Danza, Roma).

"Durante 65 minutos, podemos rever Alexander Search, Álvaro de Campos, Bernardo Soares, Alberto Caeiro e Ricardo Reis", heterónimos de Fernando Pessoa, declamados em português e inglês, acrescenta o município.

A apresentação do espectáculo em Inglaterra, "país grande na história literária e na representação dramática", justificam os promotores, está relacionada com a "oralidade da língua portuguesa e o seu valor na Lusofonia, assim como a universalida­de da obra de Pessoa".

Para a estreia em Oxford, foram convidadas "várias personalidades civis e da academia universitária, assim como do mundo diplomático, empresarial e cultural".

O espectáculo integra o Projecto Cego­nha - de acção social, cultural e educativa -, dirigido por Leonor Alcácer, que pretende iniciar uma fase de internacionalização para mostrar "o que se faz, ou se pode fazer, no actual tecido cultural português, sobretudo nas regiões mais descentradas e subde­senvolvidas".

Lusa

14/02/08

LENÇO DE NAMORADOS



Desde sempre, os portugueses partiram: ou para ganhar o sustento noutro lugar, ou para a guerra, ou para embarcarem em navios na aventura da Expansão. Em casa ficavam as mulheres e as crianças. Mulheres sós, tristes, que trabalhavam a terra, fiavam o linho, amassavam o pão e iam vivendo de esperança.Ora, na hora da despedida, em certas regiões do norte de Portugal, era “obrigatório” a rapariga apaixonada oferecer um lenço ao namorado. Lenço bordado por ela, com uma quadra da sua autoria. Se bordava com erros ortográficos, isso era pormenor insignificante, o que contava - e conta - são os sentimentos.·Depois dos abraços e beijos de despedida, o rapaz levava algo que lhe faria lembrar a amada distante. Este lenço era como uma carta, mas mais bela e quase indestrutível, bordada em linho fino, no qual - quem sabe! - Algumas lágrimas masculinas cairiam nos momentos de maior tristeza. As cores e as quadras desses lenços são das coisas mais bonitas do nosso património artesanal bordado, pela sua autenticidade e ternura.·É principalmente na região do Minho que esses “lenços de namorados” têm a sua mais bela expressão. Houve-os bordados apenas a branco ou a negro, mas os mais comuns têm muitas cores e há desenhos “obrigatórios”. Nessa linguagem secreta, fique a saber que rosa quer dizer mulher, coração é amor, lírios simbolizam a virgindade, cravos vermelhos são sinónimo de provocação, e os pombinhos significam os namorados como não podia deixar de ser. Isto, só para fazermos uma breve ideia destes sinais de amor, pois há muitos mais.

Felizmente temos as nossas “fontes”, que o património cultural escrito que se pode arquivar (hoje em espaços pequenos, devido aos avanços da informática) não desaparece e vai sendo preservado. Os textos que estão em livros podem sempre ser transpostos para materiais duradouros. As quadras de amor não estão ao relento, por isso ainda vão perdurar certamente por muitas e muitas gerações. Aqui ficam algumas quadras de Amor, retiradas do Cancioneiro Popular, coligido por J. Leite de Vasconcellos.

A carta que eu te escrevo
Sai-me da palma da mão
A tinta sai dos meus olhos
E a pena do coração.

Escrevia-te uma carta
Se tu a soubesses ler,
Mas tu dá-la a ler a outrem,
Tudo se vem a saber.

A carta que me escreveste
Inda não ia acabada
Faltava-le pôr no meio
Uma rosa encarnada.

Cartas de amor são mentiras
E amores mentiras são;
Mentira foi teu amor
Que enganou meu coração.

Escreve-me, amor,escreve.
Lá do meio do caminho;
Se não achares papel,
Nas asas de um passarinho.
Gi Obrigada pela ideia

E O AMOR CONTINUA NO AR…

Ainda sobre este tema que se comemora no Dia de S.Valentim lembrei-me de vos trazer o fragmento de um poema que ouvi, num programa de televisão, já há muitos anos, dito pelo seu Autor, o saudoso Maestro Belo Marques. Ele já estava com bastante idade e, segundo então explicou, dedicara o poema a sua Mulher, por altura dos 50 anos do casamento de ambos. A Musa que o inspirara estava também presente e, foi realmente um momento ímpar ouvir esta manifestação de amor tão bonita que, nos fez mesmo acreditar que o afecto não tinha nada a ver com a idade.


…Tenho uma amante, sonhos meus…
Reprovam? Valha-me Deus!
O que é preciso é viver...
A minha amante é tudo a que me prendo.
E querem saber? Há 50 anos já, fiquem sabendo.
Duas sombrinhas no rosto,
Dois olhinhos de sol-posto,
Sabem lá como é lindo o meu amor!
Qu’ importa que o tempo passe
Pondo-lhe rugas na face.
Pois deixem pôr!
Eu tenho uma amante que os dias não conta,
O tempo amedronta mas não atropela,.
Os anos apagam-se e, por conseguinte,
Eu tenho só vinte
Dezoito tem ela!

Tentei obter depois o poema completo mas, com grande pena minha, nunca o consegui. Parece que nunca foi publicado.

M.A.

13/02/08

DIA DE S. VALENTIM

Caros leitores:

Ainda que eu seja dos que ache que o dia de S. Valentim foi mais uma daquelas modas que se criou com o intuito de se comprarem umas tantas prendas e se trocarem mais uns postais entre namorados, mesmo assim vou deixar aqui um apontamento relativo ao que se comemora neste dia: O AMOR. Devo dizer, desde já, que é o amor tratado de uma forma muito curiosa!

É uma carta de uma rapariga para o apaixonado, recolhida numa aldeia indígena, durante a guerra , em Angola, juntamente com outros papeis que eram analisados, pelo Oficial de Operações e Informações de determinado Batalhão, para avaliar da sua importância Foi por intermédio deste militar que ela me chegou às mãos. Tal como eu adorei lê-la, também o leitor, por certo, se abrirá num sorriso ante a simplicidade da sua ortografia e redacção:



Cunga, 6 de 1963

Ex.mo menino Massidão

Antes de mais desejo saber a sua rica saúde assim como os que lhe são queridos e queridas as suas cartas em meu poder recebi e fiquei grato. Sim ansi os e seu dizeres da sua carta mais?!

Por ora não tenho mão direita ou papel ou caneta ou lápis para escrever, essas pequenas garatugas cheias de erros disculpe-me por lhe escrever. Agora sou como uma palha que não tem dono, em qualquer parte pode ser balado. Quando o menino tens me escrito as suas cartas muitas vezes o corpo fica sem força a carne sem ossos a cabeça sem juízo. O menino só pensa em fazer pedido mais o estado de viver ou modo de viver ou o meu pensar não sabes. Uma vez recebi uma das suas cartas dizendo que o meu namorar dor da Mocidade leva um ano de namoro com que, que os seus pais podem saber afinal só quezeste me enganar?!!! eu sei de namora apesar de não saber nada. Para mim agora não sou nada sou uma palha como já falei. Não posso lhe empedir podes procurar ou continuar com a tua miúda porque a vontade não é obrigatória.

Apenas pelo na minha mão na caneta em dar-lhe uns cumprimentos e um abraço de longo não temas com as minhas palavras quem ama sofre. Pesso que não fassas o pedido até quando um dia nos avistar-mos face a face. Sem mais nada

Laura”


Os meus agradecimentos ao Amigo Freitas Lopes.

M.A.


12/02/08

Workshop de Dança Criativa para Crianças



Um momento para a descoberta do ritmo, da expressão do corpo e muita diversão!
De uma forma inventiva e
divertida vamos descobrir noções de ritmo, velocidade, energia e concentração, através da execução de pequenas coreografias e exercícios criados de um modo interactivo.
16
de Fevereiro 2008, 10h45-11h45.
Objectivos
Devido aos métodos e
processos criativos que este workshop desenvolve, as crianças aprendem pelas experiências do próprio corpo a agirem livremente no espaço em que vivem, interagindo com as pessoas que as cercam. A dança, como uma actividade que prioriza uma educação motora consciente e global, não é só uma acção pedagógica, mas também psicológica, com o fim de normalizar ou melhorar o comportamento da criança, além de proporcionar o resgate de valores culturais, o aprimoramento do senso estético, e o prazer da actividade lúdica para o desenvolvimento físico, emocional e intelectual.

Informações, contactos e inscrições: aqui

11/02/08

A seda - como surgiu?

Existem muitas lendas em torno da seda, uma delas é de que foi descoberta, por acaso, por uma rainha chinesa. Quando tomava chá debaixo de uma amoreira, nos arredores do seu palácio, um casulo caiu dentro de sua chávena de chá fervente e soltou um fio.
Assim, estava descoberta a seda.
Na cultura chinesa, a imperatriz Hsi Ling Shi é venerada como deusa da seda. Ela teria inventado o tear utilizado na produção de seda.
No Império Romano, o tecido era muito apreciado valendo o seu peso em ouro.

A indústria da seda existe na china há mais de 5 mil anos e foi mantida em segredo durante muito tempo. Segundo a história, os ovos do bicho-da-seda foram levados para a Europa no inicio da era cristã, por dois monges. Através dos anos, os criadores (sericicultores) selecionaram as melhores espécies de bichos-da-seda.

Vá ficando atento às notícias da seda....
FC

10/02/08

“Leonardo Da Vinci” em Lisboa

Exposição sobre a vida e obra do artista e cientista, no Forte do Bom Sucesso“Leonardo Da Vinci – O Inventor” é o título da exposição que, a partir de 7/02, estará patente no Forte do Bom Sucesso, junto à Torre de Belém, em Lisboa. Até 25 de Maio

A exposição contempla diversas máquinas de tamanho real, feitas em madeira por artesãos italianos, que respeitam com exactidão os projectos de Da Vinci, tido como a perfeita expressão da época renascentista em que viveu. Todas as máquinas, entre as quais um ascensor de manivela, possuem um mecanismo que pode ser accionado para demonstração.

Considerado um dos maiores cérebros da história da Humanidade, Leonardo Da Vinci permanece inconfundível nos universos da arte e da ciência.

De: 08-02-2008 a 25-05-2008
Horários: 2ª a Dom, das 10 às 19h
Endereço: (junto à Torre de Belém), 1400 LISBOA
Concelho: Lisboa

MA

UM GRITO DE ALERTA - PELA CULTURA E COMPORTAMENTO DOS POVOS

CARTA ESCRITA POR UM SOBREVIVENTE EM 2070

Ano 2070.

Acabo de completar 50 anos, mas a minha aparência é de alguém de 85.
Tenho sérios problemas renais porque bebo pouca água.
Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo-me de quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente.
Havia muitas árvores nos parques. As casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro de aproximadamente uma hora.
Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.
Quando eu era jovem todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras.
Agora, rapamos a cabeça para as manter limpas sem água.
Dantes o meu pai lavava o carro com a água que saía duma mangueira.
Hoje os meninos não acreditam que utilizávamos a água dessa forma.
Recordo que havia muitos anúncios que diziam para CUIDAR DA ÁGUA, só que ninguém lhes dava atenção.
Pensávamos que a água jamais acabaria.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou secos.
Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.
As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são s principais causas de morte.
A indústria está paralisada e o desemprego é dramático.
As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam aos empregados com água potável em vez de salário.Os assaltos por um litro de água são comuns nas ruas desertas.
A comida é 80% sintética.
Dantes, a quantidade de água indicada como ideal para se beber era de oito copos por dia, por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.
A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo. Tivemos que voltar a usar as fossas sépticas como no século passado, porque a rede de esgotos não funciona por falta de água.
A aparência da população é horrorosa: corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de feridas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de ozono que os filtrava na atmosfera.
Com a secura da pele, uma jovem de 20 anos parece ter 40.
Os cientistas investigam, mas não há solução possível.
Não se pode fabricar água, o oxigénio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.
Alterou-se a morfologia dos gâmetas de muitos indivíduos.
Como consequência, há muitas crianças com insuficiências, mutações e deformações.
O governo até nos cobra pelo ar que respiramos:
137 m3 por dia por habitante adulto.
Quem não pode pagar é retirado das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar.
Não são de boa qualidade, mas pode-se respirar. A idade média é de 35 anos.
Nalguns países restam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército.
A água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes.
Aqui não há árvores porque quase nunca chove. E quando chega a ocorrer uma precipitação, é de chuva ácida.
As estações do ano foram severamente transformadas pelas provas atómicas e pela poluição das indústria do século XX.
Advertiam que era preciso cuidar do meio ambiente, mas ninguém fez caso.
Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem, descrevo o quão bonito eram os bosques.
Falo da chuva e das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse. O quanto nós éramos saudáveis!
Não posso deixar de me sentir culpado porque pertenço à geração que acabou de destruir o meio ambiente, sem prestar atenção a tantos avisos.
Agora os ossos filhos pagam um preço muito alto... Sinceramente, creio que a vida na Terra já não será possível dentro de muito pouco tempo, porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto...
...enquanto ainda era possível fazer algo para salvar o nosso planeta Terra!

De um Jovem de 50 anos com aparência de 85.

FR

09/02/08

Ainda o enterro do bacalhau.....

O "Juiz" e principal dinamizador do "enterro"
Cá vai o funeral! A vizinhança saiu à janela e à rua para ver a banda passar....


















O palhaço também fez questão de prestar homenagem.....
As viuvas choram o "seu" bacalhau
O "Prior" vai fazendo as suas "bençãos" ......

...e tocando nas horas vagas! O derradeiro momento - as viuvas choram.....a banda toca.... o "Juiz prepara o discurso....
No próximo ano haverá mais......

FC

08/02/08

eu ainda sou do tempo.......

.... em que esta fantástica máquina circulava pela Cruz Quebrada/Dafundo!


FC

07/02/08

CONVIDO A CONHECER:

ANTONIETA ROQUE GAMEIRO

A partir do próximo dia 9 de Fevereiro voltaremos a ter na Galeria Verney esculturas de Antonieta Roque Gameiro.

Para quem ainda não a conhece, esta artista nasceu em Minde em 1946 e licenciou-se em Filosofia. No entanto, portadora do apelido que tem, seria quase inevitável não se ter interessado igualmente pelas artes. Dificilmente encontramos uma família como esta, Roque Gameiro, que nos tenha dado tantos elementos onde a arte esteve e está presente. Assim aconteceu com Antonieta que, simultaneamente se dedicou ao desenho, pintura e escultura em terracota. É porém nesta última expressão artística que se fixa em 1976 e desenvolve a sua carreira

Em 1987 mostra já também peças em bronze.

O cunho que imprime nas suas obras é tal que, alguém que as veja uma vez logo identifica quaisquer outras.

As figuras de mulher que cria, traduzem emoções e sentimentos tão expressivos que, quase sempre, adivinhamos antecipadamente o título que a autora lhes deu.

E que dizer das ternurentas figuras de criança, senão que são uma delícia de olhar?

Não deixe pois passar a oportunidade de ir ver esta mostra, na Galeria Verney, até ao dia 16 de Março p.f., de 3.ª a Domingo (excepto feriados) entre as 10/13 horas e 14/18 horas.

Conjuntamente poderá ver também Pintura da artista russa Dinara Dindarova Pereira e Obra Literária da portuguesa Luísa Costa Gomes.

M.A.

06/02/08

FERNANDO PINTO DO AMARAL Prémio GOYA - CARLOS DO CARMO

Por gentileza do Autor recebemos hoje a letra do Fado que trouxe

para o nosso País o Prémio Goya. Aqui a deixamos para os nossos

leitores interessados.

M.A.

FADO DA SAUDADE (Versículo – Fado Menor)

Fernando Pinto do Amaral


Nasce o dia na cidade / que me encanta

na minha velha Lisboa / de outra vida

e com um nó de saudade / na garganta

escuto um fado que se entoa / à despedida


Foi nas tabernas de Alfama / em hora triste

que nasceu esta canção / o seu lamento

na memória dos que vão / tal como o vento

no olhar de quem se ama / e não desiste


Quando brilha a antiga chama / ou sentimento

oiço este mar que ressoa / enquanto canta

e da Bica à Madragoa / num momento

volta sempre esta ansiedade / da partida

Nasce o dia na cidade / que me encanta

na minha velha Lisboa / de outra vida


Quem vive só do passado / sem motivo

fica preso a um destino / que o invade

mas na alma deste fado / sempre vivo

cresce um canto cristalino / sem idade


É por isso que imagino / em liberdade

uma gaivota que voa / renascida

e já nada me magoa / ou desencanta

nas ruas desta cidade / amanhecida

Mas com um nó de saudade / na garganta

escuto um fado que se entoa / à despedida


Ana Camilo - Mais uma participação

Colectiva de Pintura - Centro Cultural Casapiano
"Em nome da criança"

Amanhã dia 7/02 será inaugurada uma exposição colectiva de pintura no Centro Cultural da Casa Pia, na Rua dos Jerónimos, nº7 em Lisboa.
Neste evento participam vários artistas sócios da AEA - Portugal.
A nossa associada Ana Camilo, apresentará 2 obras nesta exposição.
A exposição poderá ser visitada até ao dia 20/03.
FC

05/02/08

BANDA DA SIMECQ - ENTERRA BACALHAU 6/02 - 20.30h

A Banda da SIMECQ na quarta-feira de cinzas, dia 6/02/2008, vai fazer o “Enterro do Bacalhau”!
Prepare-se para o evento!
Aquele malandro do Bacalhau, que era casado, tinha uma amante e ainda uma prostituta!
O “Cortejo Fúnebre” sairá da SIMECQ pelas 20,30h , e é devidamente acompanhado por:
- 3 “viúvas” que choram a morte do seu amado
- “Padre” que respeitosamente vai benzendo casas, viaturas e gentes à sua passagem
- “Juiz” que irá proferir o discurso final.
Todas as figuras trajam a rigor!
Não perca esta actuação da nossa banda!
Divirta-se! Venha assistir a este espectáculo e “chore”!
Seja solidário com as viúvas
!
Participe!

Itinerário previsto:
R Policarpo Anjos, R Paulo Duque, R. Sacadura Cabral, R Bento Jesus Caraça, Cç Conde de Tomar, R Sacadura Cabral, regresso à SIMECQ, onde o bacalhau será queimado e proferido o discurso!


A História do “Enterro do Bacalhau”

A tradição do "Enterro do Bacalhau" parece remontar ao século XVI, durante o movimento contra-reforma. Sabe-se que o Concílio de Trento, conferindo á Igreja Católica o poder centralizado e o autoritarismo que possuía antes da Reforma de Lutero e Calvino, levou a que a nova Inquisição combatesse em força as chamadas heresias, independentemente da perseguição aos dos Evangelhos atrás citados. Esta Igreja que proibia o consumo total da carne durante a Quaresma, abria um precedente a todos aqueles que comprassem a bula. Este indulto só servia os mais abastados, que o podiam pagar, enquanto os desfavorecidos, a grande maioria afinal, teriam de se socorrer do peixe na sua alimentação durante as sete semanas da quaresma. O peixe mais acessível era o bacalhau. O povo revoltou-se contra esta determinação, mas teve de abdicar, não sem que antes criasse esta festividade pagã, como sentimento de revolta pela sua impotência.
O bacalhau implantou-se assim nos lares dos pobres, sendo o seu salvador. Cozinhado de mil maneiras diferentes, ele foi absoluto durante o período da Quaresma findo o qual o tribunal fantoche dos filhos o julgou e o condenou a morte, por inveja da sua popularidade. O advogado de acusação, o traidor "Filho da Maria Malvada", cujas origens eram de um mero filho do povo, fundamentou o seu ataque no facto de, durante o período de abstinência, só lhe ter calhado do malcheiroso, do escamudo, do mal curtido, do rabo e asa, etc.
Esta traição enraiveceu uma vez mais toda aquela gente simples que, durante o cortejo, pede a sua cabeça, para que se faça justiça ao bacalhau.
Seguidamente, o Judas é queimado e rebentado entre alaridos e gáudio da multidão.

FC

IGREJAS CAEIRO-“O HOMEM E A OBRA”



Com este título, será inaugurada no próximo dia 7, às 17,30 horas, no Palácio dos Aciprestes uma exposição sobre Francisco Igrejas Caeiro.

A Simecq quer destacar aqui este acontecimento tão importante, prestando-lhe assim a homenagem que merece.

A sua vida tem sido demasiado rica para que a possamos resumir em meia dúzia de linhas.

Passados são já 90 anos desde o seu nascimento em Castanheira do Ribatejo, durante os quais, este homem, se desdobrou em inúmeras actividades. Umas ligadas à Rádio e Televisão, outras ao Teatro, outras à Política, outras ainda à Solidariedade Social e talvez mesmo algumas mais que, de momento, não me ocorrem. Foi bastante diversificado o seu campo de acção. Em tudo o que conheço ficou a marca de um Homem Bom que, estou convencida, sempre terá dado o melhor que tinha de si próprio. Contudo, quero salientar, principalmente, o forte carácter de quem sempre amou a Liberdade e até por isso sofreu sérios dissabores. Não se desviou nunca dos seus princípios, nem, que eu saiba, foi pessoa de se colocar em “bicos de pés,” sobrepondo-se aos outros, uma atitude tão pouco comum nos tempos que correm, por exemplo! Li uma definição que um seu amigo ( António Valdemar) lhe fez e que acho muito curiosa:

_”Ele é um arquitecto de consensos”.

Gostei desta frase e, a minha interpretação dela, vai no sentido da tolerância que sempre incutiu também no seu discurso e relações com os outros.

Creio ser igualmente um homem feliz…Um homem em paz consigo próprio… Transparece isso no seu semblante calmo e risonho!... A seu lado, como companheira, Irene Velez terá contribuído também para essa felicidade.

Enfim, Igrejas Caeiro, pela obra que deixa feita e que continua ainda a fazer é um exemplo de vida, impar, para todos nós. Bem haja, pois, por tudo isso!

M.A.

04/02/08

MAIS UM PRÉMIO VINDO PARA PORTUGAL







Anualmente são atribuídos os “Prémios Goya” pela Academia Espanhola de Artes Cinematográficas, em Madrid a quem mais se distinguiu em vários sectores artísticos.

Este ano, o “Prémio Para A Melhor Canção Original” veio para o nosso País. Foi para o “FADO DA SAUDADE”, incluído na banda sonora do filme “FADOS”, de Sousa Saura. É na música do Fado Menor, tem letra do Poeta Fernando Pinto do Amaral e cantou-o Carlos do Carmo. A acompanhá-lo estiveram José Manuel Neto, na guitarra portuguesa e Carlos Manuel Proença, na viola.

Foi ontem, dia 3, no Palácio dos Congressos de Madrid, que este troféu , simbolizado por um busto de Francisco Goya, foi anunciado e entregue em mãos portuguesas. Congratulamo-nos por esta honra, felicitamos vivamente os Premiados e, quem mais, que com eles possa ter trabalhado, no sentido de demonstrar que podemos ser tão bons ou melhores, que quaisquer outros.

M.A.

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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