Como tudo começou

23/02/08

CONVIDO A CONHECER:

EMBLEMA DA SIMECQ
Dei comigo a pensar um dia destes sobre qual seria o significado de cada um dos elementos que compõem o Emblema da Simecq. Às perguntas que fui fazendo, ninguém me soube responder, então resolvi ir em frente na procura e, depois, disso informar os meus leitores. Quem sabe se algum deles se interrogou já, também, sobre o mesmo assunto?
Conversando com a Francisca Carvalho, prontamente ela iniciou a sua acção no sentido de descobrir quem nos pudesse elucidar. Isto, porque não há nada escrito e, se acaso houve, terá sido perdido por qualquer razão que não descortinamos. Resta portanto a memória oral, neste caso a de um dos Sócios mais antigos e também ex Presidente da Colectividade.
Inicialmente o Emblema da Sociedade era simplesmente a Lira Dourada, alusiva à Música que ali existiu, desde a sua fundação, em 1880
Só cerca de 1940 é que terão sentido necessidade de alterar o Emblema para nele inserirem símbolos de outras actividades que entretanto foram sendo criadas na Colectividade. Possivelmente, por consenso do grupo que liderava na altura, quem se encarregou de passar a ideia ao papel foi alguém cuja acção sei ter sido bastante marcante na época.
De nome Amaro Nunes da Costa, foi este um dinamizador polivalente de tudo quando decorria dentro da SIMECQ. No desporto, no teatro, na música, etc. a sua influência sempre se fez sentir, dizem-me, com o maior entusiasmo e eficiência.
Feita esta curta apresentação do autor, passemos à descrição dos vários componentes do Emblema.
No corpo central mantém-se a Lira dourada, correspondente à Música. (Depois de um prolongado interregno, temos de novo uma Banda e o ensino da música a funcionarem).
O escudo interior, dividido na vertical, mostra as cores verde e branco que simbolizam a Componente Natureza, (vizinhos somos até da Mata do Estádio Nacional) e, o Coração aberto na sua Pureza de Sentimentos. Na esquerda superior a Cartilha Maternal de João de Deus, como raiz do ensino infantil, (uma Escola fundada em 1924) e, na direita inferior, o Discóbolo simbolizando o Espírito Olímpico, o Desporto Amador e a Ética do mesmo.
Circundando estes elementos, dois ramos, um de Oliveira e outro de Azinho, representam, o primeiro, a Prosperidade e a Paz e o segundo a Força da Natureza, aquilo que é genuíno. Liga-os um laço encarnado como União das Vontades na Entrega e Espírito de Sacrifício.
Finalmente na faixa branca colocada na diagonal, sobre o já referido escudo verde-branco, estão inseridas, a ouro, as iniciais da SOCIEDADE DE INSTRUÇÃO MUSICAL E ESCOLAR CRUZ QUEBRADENSE. Dizem-me que a escolha do metal nobre é para melhor enaltecer a importância que em todos deve existir, do valor que a Colectividade tem, como Símbolo de Entendimento e como local de convívio e partilha junto de cada cidadão.
Espero que tenham gostado de saber este bocadinho de história ligado à SIMECQ.
Oxalá queiramos, também, reflectir sobre o significado de todos estes valores morais que, no seu conjunto, orientaram a criação deste Emblema. Que persista em todos nós a vontade de os compreender, preservar e os transmitir, sempre na sua mais pura essência.


Agradecimentos à Francisca Carvalho e ao Sr. Mário Salgado pelas informações prestadas.

M.A.

3 comentários:

Anónimo disse...

Parabens á Maria Amélia e tambem ao Mário Salgado,pelo interesse que sempre demonstraram na divulgação do que se relacionava com a SIMECQ. A descrição do emblema está Excelente. Vou expor na Colectividade este valor descoberto, para que todos o possam partilhar. Obrigada aos dois.Francisca

Anónimo disse...

Ola Companheiras(os) Associativos

É com alguma emoção que visito esta página de divulgação da Grande SIMECQ.
Antes de mais os meus sinceros parabens aos que, de forma dedicada, se empenham na sua construção.
A SIMECQ tem uma certa de tradição de comunicar como o podem comprovar os poucos, mas bons, anos de publicação do saudoso jornal "O Cruz Quebradense".
Recordo com saudade o tempo, em que ainda muito jovem, o conseguia ver algures no escaparate de uma tabacaria perto do Cais do Sodré.
Os tempos mudaram e a forma de comunicar não foge à regra.
Mas comunicar continua a ser encurtar distâncias e saudades e talvez mais importante consolida e perpetua a nossa memória Colectiva.
A propósito de memória sinto vontade de transcrever o que alguem um dia disse:
"Ainda que a corrente seja fraca
Se não parte
O passaro não voará".
Assim funciona a nossa memória Colectiva.
Por mim, fica o reiterar do agradecimento para todos quanto continuam a contribuir para manter vivo o sentimento que levou, homens e mulheres da Localidade que partilhamos, a criar, ha quase 130 anos a Colectividade que soube manter uma profunda ligação à Comunidade que desde sempre se propôs servir.

Mario Salgado

Digital Noise disse...

"Por mim, fica o reiterar do agradecimento para todos quanto continuam a contribuir para manter vivo o sentimento que levou, homens e mulheres da Localidade que partilhamos, a criar, ha quase 130 anos a Colectividade que soube manter uma profunda ligação à Comunidade que desde sempre se propôs servir."

Senhor Mário Salgado,

Antes de mais, queria iniciar as minhas palavras dizendo que não considere o conteudo das mesmas como qualquer tipo de ataque de indole pessoal pois não é esse o objectivo, mas depois de ler o seu post é com todo o respeito do mundo que pergunto...

Onde, quando e como é que existe o "servir a comunidade" na SIMECQ?

Com realidade, com honestidade, com verdade, eu digo-lhe que se serve o basket e pouco mais.

Ao contrário do que a nova direcção apregoa, na minha opinião e eu sou livre de a ter, mudam-se os tempos, mudam-se as pessoas, mas as mentalidades plasticas, metalicas e ultrapassadas ficam, e ficam pois tão encrustadas naquelas paredes que é realmente dificil fazer-se algo de novo nesta colectividade.

O nome da colectividade é Sociedade de Instrução Musical..., como artista, musico e produtor eu pergunto:

Que faz a SIMECQ para promover a musica? Que espectaculos faz a SIMECQ para que a juventude se possa divertir? Que apoio dá a SIMECQ a novos talentos que possam surgir na Cruz Quebrada?

Eu respondo, faz 0! E faz 0, porque não existe a tradição da musica na SIMECQ e essa é que é a realidade.

Pode-me rapidamente argumentar com a banda da simecq, que anda aí na berra mas que incomodam os moradores ao Domingo de manhã porque não têm condições para os seus ensaios...

Isso para mim não é argumento!

Gostava de ver mais, gostava de ver alguém que tenha gosto pela musica no pelouro da cultura, gostava de ver alguém que tivesse dinamismo suficiente para devolver os bailes de carnaval, os santos populares, as festas, que tanto o divertiram a si e à sua geração naquele salão.

Gostava também que se compreendesse que o salão da SIMECQ é a unico sitio na Cruz Quebrada onde se pode fazer um espectaculo serio e a serio e gostava muito que tendo isso em conta, houvesse uma maior abertura no uso do salao.

Mas não Sr. Mário Salgado, o que se passa é incrivelmente o contrário, pois é facil rotular as coisas, é facil dizer-se que festas que se querem organizar são de musica electronica e esses são ambientes que não interessam à colectividade, pois reunem as pessoas que são olhadas de lado e com isso arranjam-se mil e uma desculapas esfarrapadas para se inviabilizar as coisas.

Mas quem julga, são aqueles que fazem pior, são aqueles que se desgraçam ao fim de semana em discotecas mas têm a lata de apontar o dedo aos outros...

Comico, no minimo.

Para que saiba, eu no meu reportorio tenho mais de 100 musicas entre originais e remisturas, sou uma pessoa cujo o meu trabalho já chegou e está à venda em paises como os Estados Unidos, Inglaterra, Japão, mas no entanto se eu quiser apresentar o meu trabalho na minha terra natal não consigo...

Que desespero!

Que desespero ver o jogo de cartas, ver o consumo desmedido de alcool, ver as pessoas a fazerem figuras tristes a sairem da colectividade de gatas, mas os "drogados" somos nós, porque queremos fazer um concerto!

Ilariante, no minimo!

É incompreensivel, como se vira as costas a algo que não seja "aprovado" pelas familias ancestrais...

Por isso, e para terminar este meu post, pedia-lhe amavelmente para que não diga ou escreva que existe comunicação na SIMECQ, porque isso é uma simples e distante utopia.

Com todo o respeito,

Cordealmente,

Fernando Campos

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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