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02/05/11

ONTEM FOI DIA DA MÃE

10/1/1911

Ainda pensando no Dia da Mãe que ontem foi comemorado eu gostaria de vos deixar aqui este bonito poema de Carlos Drummond de Andrade a que ele chamou “PARA SEMPRE”.

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

A minha já não se encontra entre os vivos mas, talvez , onde quer que ela esteja, consiga receber esta lembrança.
M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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