
Um dia destes dei comigo a recordar duas curtas rimas que costumava dizer, quando criança, para a minha família.
Fazia-o geralmente empoleirada numa cadeira, feliz pela importância que os assistentes familiares me dispensavam e depois me tributavam em calorosas palmas.
Penso que, na altura, estas lengalengas eram bastante populares, portanto, quem sabe, com elas, eu irei despertar recordações semelhantes em algum dos nossos leitores…
O SERMÃO DE S.COELHO
O sermão de S. Coelho
Com seu barrete vermelho
Sua espada de cortiça
Mata a carriça!
A carriça deu um berro
Que toda a gente atormentou
Só cá esta menina
É que não se importou!
À MORTE NINGUÉM ESCAPA
Fazia-o geralmente empoleirada numa cadeira, feliz pela importância que os assistentes familiares me dispensavam e depois me tributavam em calorosas palmas.
Penso que, na altura, estas lengalengas eram bastante populares, portanto, quem sabe, com elas, eu irei despertar recordações semelhantes em algum dos nossos leitores…
O SERMÃO DE S.COELHO
O sermão de S. Coelho
Com seu barrete vermelho
Sua espada de cortiça
Mata a carriça!
A carriça deu um berro
Que toda a gente atormentou
Só cá esta menina
É que não se importou!
À MORTE NINGUÉM ESCAPA
À morte ninguém escapa,
morre o rei, morre o bispo, morre o papa.
Mas eu não morrerei!
Compro uma panela,
que me custa um vintém.
Meto-me dentro dela
e tapo-me muito bem.
Então a morte passa e diz:
- Truz, truz! Quem está ali?
- Aqui? Aqui não está ninguém!
Adeus meus senhores e…
passem muito bem!
M.A.
M.A.