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27/11/13

DISCUSSÃO CONJUGAL SEM PALAVRAS


Diálogo Clássico entre marido e mulher, numa discussão sobre o seu relacionamento em actuação "pantomineira" dos anos 50.

Brilhante e magistral adaptação da 5ª Sinfonia de Beethoven realizada por esse polifacetado (literal e figurativamente) escritor, cómico e actor que era Sid Caesar contracenando com Nanette Fabray. (para Woody Allen no início da sua carreira era um dos escritores dos seus guiões).

Uma mostra de como se pode fazer humor inteligente sem ter que ser aparatoso nem falar mal …Coisa que nos tempos que correm é já muito raro acontecer. A nossa televisão é, por vezes, um triste exemplo disto que digo.


Queiram pois clicar aqui e divertirem-se com esta discussão conjugal…sem palavras.

Não se esqueçam de ligar o som e, até breve, leitores.
M.A.

05/04/12

LES LUTHIERS, O HUMOR ALIADO AO TALENTO MUSICAL


Privilegiando uma vez mais o bom humor, ele vem hoje, associado à música. Melhor dizendo, quem irá explicar como funciona esta dupla, humor e música, serão dois dos componentes do grupo argentino denominado “Les Luthiers”.
Especialmente nos vários países de expressão espanhola, é um grupo com muita popularidade.

Numa breve apresentação diremos que ele foi formado, com cinco elementos, em 1967, por Gerardo Masana. De princípio apresentavam-se com música coral barroca, mas, depois, ao longo dos anos entraram na quase totalidade dos outros géneros musicais, incluindo mesmo os ligados à chamada música ligeira.

O termo “luthier” significa no francês, fabricante de instrumentos musicais de corda e, no caso presente, estes cinco músicos resolveram inventar para os seus espectáculos os mais incríveis instrumentos, construídos por eles próprios, sendo os objectos empregues para tal, também os mais inesperados. Os nomes que escolhem para os referidos instrumentos são igualmente pouco convencionais. E um dos compositores das suas músicas dizem ser um certo… Johann Sebastian Mastropiero!

Para que os nossos leitores avaliem por si próprios da qualidade do grupo “Les Luthiers” vamos fazê-los ouvir uma rapsódia em que entram dois dos seus elementos, Carlos Núnez Cortés, no piano e Daniel Rabinovich numa das “tais invenções”. Queiram então fazer o habitual clique aqui e divirtam-se com o espectáculo.
M.A.

05/07/11

GRANDE MARCHA DO CENTENÁRIO






Falamos, aqui, no dia 1 de Julho, sobre o cortejo histórico dos festejos do VIII centenário da Tomada de Lisboa aos mouros e, hoje, decidimos trazer a letra da Grande Marcha do Centenário, que, igualmente, no ano de 1947 foi cantada por Amália Rodrigues.
Foram seus autores Raul Ferrão e Norberto Moreira Araújo.

Toda a cidade flutua
No mar da minha canção
Passeiam na rua,
Pedaços de lua
Que caem do meu balão

Deixem Lisboa folgar
Não há mal que me arrefeça
A rir, a cantar, cabeça no ar
Eu hoje perco a cabeça

Lisboa nasceu,
Pertinho do céu
Toda embalada na fé
Lavou-se no rio,
Ai, ai, ai menina
Foi baptizada na Sé

Já se fez mulher
E hoje o que ela quer
É trovar e dar ao pé
Anda em desvario
Ai, ai, ai menina
Mas que linda que ela é

Dizem que eu velhinha sou
Há oito séculos nascida
Nessa é que eu não vou,
Por mim não passou
Nem a morte, nem a vida

O Pajem me fez um fado
Um vali me leu a sina
Não ter namorado,
Nem dor, nem cuidado
E ficar sempre menina

Lisboa nasceu …


Para quem a queira recordar cantada pela própria Amália, também apenas precisa de clicar aqui. Outras artistas a foram também cantando e, mesmo na actualidade, algumas vezes ainda, se ouve esta bonita marcha.
Espero que tenham gostado destas recordações de Lisboa ligadas ao, já um pouco longínquo, ano de 1947.
(A imagem de abertura do post mostra a medalha comemorativa dos festejos a que nos referimos nestes dois posts)
M.A.

26/03/11

25/11/09

ASSADORES DE CASTANHAS

Quando o Outono entra há uma figura típica que logo se vai encontrando pela ruas: _Os homens ou mulheres assando castanhas.
O fumo torna o ar acinzentado, o cheirinho das castanhas espalha-se em redor e, logo o apetite de quem passa obriga à compra de umas tantas que são entregues num cartucho de bico, feito com a folha de uma qualquer lista telefónica usada. Ao descascá-las os dedos ficam enfarruscados, mas isso que importa se, afinal, nos sabem tão bem aquelas castanhas ali assadas e comidas ainda quentinhas!

A carripana que os acompanha foi variando ao longo dos anos, mais sofisticada hoje, talvez… Estou por exemplo a lembrar-me de uma que conheço, toda pintadinha de encarnado. com o formato de uma locomotiva daqueles comboios do antigamente, onde nem sequer falta a chaminé.
Habitualmente, são apenas formadas por uma caixa, talvez de lata, revestida de um isolante qualquer onde estão colocadas as brasas. Têm um circulo recortado no topo onde, por sua vez, vai encaixar um recipiente de zinco ou de barro onde as castanhas são sacudidas, enquanto o calor as vai assando. Toda esta traquitana se desloca sobre duas rodas de bicicleta.

Mas, em Paris, curiosamente, quantos bidons de combustível eu vi, pousados nos passeios, empiricamente transformados em fogareiros, com as castanhas estalando sobre o tampo superior que apenas se encontrava perfurado! Uma abertura feita junto à base servia para meter o carvão e…pronto, lá estava o negócio a funcionar em plena via pública!


Mas. esta pequena conversa tem um fim, apenas pedir a vossa atenção para o vídeo que hoje vos trouxe.
Ary dos Santos faz-nos, tão bem como só ele sabia fazer, "um retrato" desta figura tão típica: «O Homem das Castanhas.»
Carlos do Carmo emprestou a voz a este poema e à música de Paulo de Carvalho.
Manuel Ferraz fez um pps e, finalmente, Fernando, com a amável concordância do autor converteu o dito pps em vídeo para permitir que fosse possível postá-lo aqui no blog.
Acredito que todos gostarão de ouvir este fado canção e ver as fotografias que são também muito bonitas.
M.A.

09/08/09

CORO DOS ANTIGOS ORFEONISTAS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA


Constituído por antigos estudantes da Universidade de Coimbra, apresentou-se pela primeira vez em Dezembro de 1980, por ocasião das comemorações do centenário do Orfeon Académico de Coimbra, onde o Coro foi buscar as suas raízes institucionais.

Com um reportório bastante eclético – música sacra, operática, popular, entre outras – tem dedicado particular cuidado à interpretação coral da canção de Coimbra, tratando temas que foram divulgados pelas vozes de José Afonso, Adriano Coreia de Oliveira ou Luís Góis, acrescentando-lhe por vezes também a riqueza tímbrica da guitarra portuguesa. Se clicar aqui, poderá ver este Coro e ouvi-lo cantar «Coimbra é uma Lição» com música de Raul Ferrão e Letra de José Galhardo.

Realizou mais de seis centenas de concertos e apresentações, em Portugal e no estrangeiro (Europa, Américas – do Norte e do Sul – África e Oriente), sendo de destacar as actuações em sedes de Organizações Internacionais, nomeadamente, o Parlamento Europeu, o Tribunal das Comunidades Europeias, a Comissão Europeia, a UNESCO e a ONU.

Realizou actuações com grandes nomes da música, tanto a nível nacional como internacional.
Assim, para além de ter gravado um CD com a Orquestra Filarmónica de Londres, o coro actuou com José Carreras, Simone, Rui Veloso, Luís Represas, Sara Tavares, Nuno Guerreiro, Dulce Pontes, Carlos Guilherme, André Sardet, Vitorino, Janita Salomé, Cristina Branco e Mariza.
Conquistou vários prémios em competições internacionais, tendo ganho a Medalha de Prata no XVI Festival de Música de Natal e Advento em Praga (2006) e a Taça de Ouro "Pedro O Grande" no II World Choir Festival de São Petersburgo (2008).

É dirigido pelo maestro Virgílio Caseiro desde 2003.

Agraciado com o grau de Membro Honorário da Ordem de Mérito por Sua Excelência o Presidente da República, o Coro possui a Medalha de Mérito do Ministério da Cultura e a Medalha de Mérito Cultural da Cidade de Coimbra, a Medalha Honorífica da Universidade de Coimbra, a Medalha de Prata e a Taça do Parlamento Europeu.

Mas, um dos troféus de que mais se orgulha é da referência que fez ao Coro Sua Santidade o Papa João Paulo II, quando a ele se dirigiu após uma actuação no Vaticano “ Dos anjos diz-se que cantam no Céu. Nós andamos a ensaiar na Terra para cantar um dia com eles no Céu. Mas um pouco do Céu já se ouve quando vós cantais”.
Elementos retirados da Net
M.A.

18/07/09

SINFONIA INCOMPLETA



Hoje, venho falar de um episódio que fez parte de um filme que vi há muitos anos, relacionado com uma das composições do célebre músico austríaco Franz Schubert (31/1/1797-19/11/1828). Quero desde já informar que fiz alguma pesquisa, no sentido de testar a veracidade do que irei contar e nada encontrei que o confirmasse. Fica portanto apenas como uma história romântica, tenha sido ela real ou não.

O filme era uma biografia de Schubert e, se a memória me não atraiçoa chamava-se “Sinfonia Incompleta”, justamente a obra que me levou, hoje, a escrever este apontamento.
Não há uma explicação consensual para o facto de Schubert ter feito, em 1822, apenas os dois primeiros movimentos desta 8ª Sinfonia , em Si Menor, mais um pequeno fragmento do Scherzo e depois se ficar por aqui. Diz-se que o resto da Sinfonia se perdeu… que ele acabou por a considerar pronta apenas com os dois andamentos… mas, tudo isto, são meras hipóteses.

A verdade é que Schubert era um indivíduo introvertido, cuja vida foi bastante problemática, sempre com pouco dinheiro, doente e que acabou por morrer bastante cedo.
Diz-se também que a parte mais feliz da sua existência terá sido a passada, em casa do conde Esterházy, onde esteve, por duas vezes, como professor de música das filhas deste. Schubert ter-se-á então perdido de amores por uma delas, Caroline, não sendo todavia correspondido.
Mas, voltemos ao filme:
_Há um serão onde Franz Schubert está a apresentar no piano esta sua Sinfonia e, quase ao acabar o 2º andamento, Carolina solta uma risada por algo que lhe é dito ao ouvido por alguém que, a seu lado, a corteja. A música interrompe-se e o pianista apercebe-se da cena amorosa. Fica perturbado mas, pouco depois, retoma a execução e… nova gargalhada se faz ouvir.
Magoado, quer pelo desgosto de amor, quer pelo pouco respeito que é dado à sua música, levantou-se e, arrancando e rasgando as folhas do resto da partitura disse: _«Assim como o meu amor não morre, também esta Sinfonia não acabará».
Como disse, no princípio, historicamente, nada encontrei que garanta ser o episódio verídico.

Penso que quem me lê já ouviu falar e também ouviu, pelo menos duas das obras mais conhecidas de Schubert. A sua Serenata e a sua Avè-Maria.
Mas eu, hoje, não vos deixarei sem vos dar a conhecer uma outra, da qual também gosto muito e ouço frequentemente e que, só por si, me faria estar eternamente grata a Schubert por a ter composto. Cliquem aqui e terão 13 minutos de música maravilhosa. É o «Notturno 897».
Fiquem bem.M.A
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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