Como tudo começou

19/01/13

SOBRE O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO…




Alguém amigo fez chegar às minhas mãos este apontamento da autoria de José Manuel Fernandes. Para saber mais sobre este jornalista só tereis que clicar aqui.
Quantas vezes, a brincar, se conseguem dizer coisas tão sérias, como é o caso deste texto, uma das razões  que mo fez  escolher para publicar neste  nosso blog. É cheio de bom humor nas propostas que apresenta, faceta que cada vez mais escasseia nas pessoas, cujas vidas  se tornam cada  vez mais complicadas.  Aproveitemos, pois, momentos destes para desanuviar um pouco o espírito.  
Pessoalmente, enfileiro ao lado dos que rejeitam o novo acordo ortográfico, razão pela qual nunca aderi às modificações propostas e mantenho as regras de escrita que tinha anteriormente. E a verdade é que conheço  gente bem  mais credenciada do que eu, nas  letras, que segue  propósito idêntico.
Ora leiam então:

A PROPÓSITO DO NÃO…

Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e
acompanhando a forma como as pessoas realmente falam .
Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros .
Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas .
É um fato que não se pronunciam .
Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se ?
O que estão lá a fazer ?
Aliás, o qe estão lá a fazer ?
Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade .
Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra .
Porqe é qe "assunção" se escreve com "ç" "ascensão" se escreve com "s" ?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome.
Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o "ç" .
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o "ç" e o substitua por um simples "s" o qual passaria a ter um único som .
Como consequência, também os "ss" deixariam de ser nesesários já qe um "s" se pasará a ler sempre e apenas "s" .
Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas,designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar.
Claro, "uzar", é isso mesmo, se o "s" pasar a ter sempre o som de "s" o som "z" pasará a ser sempre reprezentado por um "z" .
Simples não é? se o som é "s", escreve-se sempre com s. Se o som é "z" escreve-se sempre com "z" .
Quanto ao "c" (que se diz "cê" mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de "q") pode, com vantagem, ser substituído pelo "q". Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras.
Nada de "k" .Ponha um q.
Não pensem qe me esqesi do som "ch" .
O som "ch" será reprezentado pela letra "x".
Alguém dix "csix" para dezinar o "x"? Ninguém, pois não ?
O "x" xama-se "xis".
Poix é iso mexmo qe fiqa .
Qomo podem ver, já eliminámox o "c", o "h", o "p" e o "u" inúteix, a tripla leitura da letra "s" e também a tripla leitura da letra "x" .
Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex .
Não, não leiam "simpléqs", leiam simplex .
O som "qs" pasa a ser exqrito "qs" u qe é muito maix qonforme à leitura natural .
No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente .
Vejamox o qaso do som "j" .
Umax vezex excrevemox exte som qom "j" outrax vezex qom "g"- ixtu é lójiqu?
Para qê qomplicar ? ! ?
Se uzarmox sempre o "j" para o som "j" não presizamox do "u" a segir à letra "g" poix exta terá, sempre, o som "g" e nunqa o som "j" .
Serto ?
Maix uma letra mud a qe eliminamox .
É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem !
Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex ?
Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade ?
Outro problema é o dox asentox.
Ox asentox só qompliqam !
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox .
A qextão a qoloqar é: á alternativa ?
Se não ouver alternativa, pasiênsia.
É o qazo da letra "a" .
Umax vezex lê-se "á", aberto, outrax vezex lê-se "â", fexado .
Nada a fazer.
Max, em outrox qazos, á alternativax .
Vejamox o "o": umax vezex lê-se "ó", outrax lê-se "u" e outrax, lê-se "ô" .
Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso !
qe é qe temux o "u" ?
Se u som "u" pasar a ser sempre reprezentado pela letra "u" fiqa tudo tão maix fásil !
Pur seu lado, u "o" pasa a suar sempre "ó", tornandu até dexnesesáriu u asentu.
Já nu qazu da letra "e", também pudemux fazer alguma qoiza : quandu soa "é", abertu, pudemux usar u "e" .
U mexmu para u som "ê" .
Max quandu u "e" se lê "i", deverá ser subxtituídu pelu "i" .
I naqelex qazux em qe u "e" se lê "â" deve ser subxtituidu pelu "a" .
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex .
Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u "til"
subxtituindu, nus ditongux, "ão" pur "aum", "ães" - ou melhor "ãix" - pur
"ainx" i "õix" pur "oinx" .
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de
arqaíxmux.
Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a
simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu
mundu .
Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum ?...


I porqe naum?...
José Manuel Fernandes

Espero que tenham gostado do texto.  Até breve.
 M.A

12/01/13

UM CONVITE SURPRESA




O Jornal Expresso noticiava, em 30 de Outubro de 2012, o afundamento de dois antigos navios de guerra da Marinha Portuguesa, junto a  Portimão. eles foram colocados à profundidade de 30 metros  e  irão constituir  um futuro pólo de atracção turística. Tratou-se  da corveta “Oliveira e Carmo” e do navio patrulha “Zambeze” e, caso pretenda ver, em pormenor, o que se passou, só terá que clicar aqui. Sempre de louvar são todas as iniciativas que visem dinamizar o desenvolvimento do país.

Para chegar ao tema principal do post de hoje eu terei que  falar, a seguir, de  algo totalmente diferente…
Por exemplo,  do recente post  “Boas Festas dos Réis”, de 6/1 onde, recordando a minha filha quando tinha cerca de três ou quatro, contei um episódio que  julgo ter tido alguma graça.
Pois bem, essa mesma garotinha foi crescendo e pelos 15 anos, nas férias grandes, eu tive a ideia de lhe falar num curso de mergulho. Foi dito e feito. Pouco depois estavam os pais a acompanhá-la já para os mergulhos no mar, com plena satisfação da aluna e instrutores.
Mais tempo decorreu e as consequências de um acidente de carro vieram deitar por terra a continuação desta actividade, provocando, em troca,  várias estadias em hospitais para ela e muitas lágrimas e sofrimento em todos nós.
Período negro que encerro  para retomar o relato já  cerca do ano 2000, mais coisa menos coisa.
 Os anos que decorreram permitiram à tal menina crescer, fazer um curso, iniciar uma carreira, constituir uma família… e também, pela ordem natural da vida, ser mãe.  Primeiro de uma filha e, a seguir de um filho.  E um dia,  junto a este último, estava ela a  propor, igualmente, um curso de mergulho! Vejam só como a história se repetiu!...
Sugestão aceite ela, não contente com isso, resolveu ir com o rapaz fazer uma… actualização do que havia aprendido quando jovem e, imaginem que a paixão voltou… mais forte do que nunca! A juntar a isto veio ainda o gosto pela fotografia  subaquática. 
 Nunca mais parou e, tempo livre que tenha do seu trabalho é vê-la a meter os pertences do mergulho no saco e a abalar para a água com a equipa de amigos com quem costuma mergulhar.
Chegamos, finalmente, à  razão principal de toda esta conversa, que é fazer-vos um convite para que cliqueis aqui,  a fim de verdes um vídeo que mostra uma visita ao interior dos dois barcos afundados de que falei no início deste apontamento.
O tal grupo de amigos que costuma mergulhar em conjunto, (o nome da cada um deles aparece no final do vídeo)  não podia deixar de ir “espreitar” o que se passava por lá e, em 30 e 31 de Dezembro último, eles lá estiveram  de câmaras em punho a fazerem  as imagens  que agora eu estou a partilhar convosco.
Não se esqueçam de ligar o som que acompanha o vídeo e, espero sinceramente  que gostem desta visita surpresa que vos preparei, com a ajuda da filha e dos seus amigos.
M.A.

10/01/13

FALANDO DE SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDERSEN




Existindo apetência pela leitura, em especial por poesia, facilmente se identificará  quem  hoje serve de título ao nosso post mas, no caso de  alguém ter  dúvidas, por favor clique  aqui para saber algo mais sobre esta grande senhora, um dos  nomes cimeiros da nossa literatura contemporânea.
No entanto, do que eu hoje  venho  falar é, particularmente, de um texto escrito por  seu filho, o jornalista Miguel de Sousa Tavares,  publicado no jornal “O Público”, em 12 de Junho de 1999.
 Muito embora a figura central deste texto seja  a sua mãe, ele   fala também   da casa onde moravam, da importância que a poesia ali ocupava, daqueles com quem conviviam, mas…tudo descrito  ao jeito, ainda, dos olhos  da criança que ele foi.
 Que bem escolhidas foram as palavras neste   desfiar de recordações, entretecidas de muita ternura mas, onde também não se esquece um ou outro  “embaraço” que aquela mãe causava sendo, de certa forma diferente,  da maioria das outras mães.
Um retrato tão pormenorizado quanto expressivo dos valores que ela lhe transmitiu. A forma como o ensinava a olhar para as pessoas e as coisas, o  levá-lo a aperceber-se da diferença que   a magia da poesia dita e escutada, pode ter, comparada com a  poesia apenas lida e, em suma,  o ensinar a  olhar o mundo em seu redor com «verdadeiros olhos de ver» como, geralmente,  só os poetas conseguem fazer. 
Um conjunto de ensinamentos que como este filho afirmou terá sido  a moral que perpassou pela sua obra toda. 
 Hoje,  mesmo passados estes anos, este  texto não perdeu  actualidade porque do que nele se fala são  temas afinal, eternos!
Terminamos  com o poema de Sophia em que o  filho se inspirou e, ao qual ele foi buscar  o título:

E Ela Dança

Às vezes, quando a casa estava adormecida à noite, ela dançava pela sala fora, tal qual como escreveu ("bailarina fui mas nunca bailei"). Às vezes, convencia-se que havia ladrões em casa e acordava-me do sono para espreitar debaixo da minha cama, e às vezes havia ladrões a sério, com cara de assassinos e crachá da PIDE, que chegavam pela alvorada do dia, mas verdadeiramente ela não tinha medo dos ladrões nem dos esbirros do "velho abutre": só tinha medo de fantasmas.
Naquela casa, aprendemos cedo duas coisas sobre a poesia. A primeira, era que os poetas eram todos uns personagens extraordinários, que apareciam a horas imprevistas e diziam coisas surpreendentes. De todos, o mais fantástico era o Ruy Cinatti, que nos convenceu que era o nosso irmão mais velho, regressado de outra vida em Timor e que esteve à beira de conseguir transformar-nos em guerrilheiros contra a precária disciplina familiar. Vinham e iam constantemente poetas tristes ou alegres, cerimoniosos ou tumultuosos e até um, o Ruy Belo, que me levava à Luz ver o Benfica e jogava futebol comigo no jardim.
A segunda coisa sobre poesia que aprendemos é que a poesia é para ser dita e para ser escutada: é oral, não cabe nos livros. Eu não sabia nada de aritmética, nem de botânica ou mineralogia mas, aos dez anos, já tinha aprendido, de ouvido, a recitar sonetos de Shakespeare em inglês do século XVI, ou o "Erl König", do Goethe, em alemão. E quando ela trouxe para casa um disco com poemas do Lorca recitados em espanhol pela Germaine Montero, ouvi-o tantas, tantas vezes, que fiquei a saber de cor o imenso "Llanto por Ignácio Sanchez Mejia". À mesa, entre a sopa e o prato principal, dentro de um automóvel a caminho do sul ou na missa das sete da tarde na Igreja da Graça, de repente ela começava a recitar poesia com a mesma naturalidade com que os outros falavam de coisas triviais ou respondiam em latim ao "orate, frates!" do padre. Às vezes, naquele terror que as crianças têm que os pais pareçam estranhos em público, apetecia enfiarmo-nos pelo chão abaixo quando, à mesa de um café no Chiado, ou numa loja, em plenas compras de Natal, ou caminhando connosco pela rua de mãos dadas (por vezes, distraída, perdia-nos), ela começava a recitar poesia em voz alta, como se o mundo inteiro à sua volta lhe fosse de repente absolutamente alheio. Um dia, no eléctrico a caminho de casa, ela fixou-se num letreiro, por cima de uma janela, que rezava assim: "se alguma janela o incomoda, peça ao condutor que a feche." E então, no meio daquele silêncio envergonhado dos passageiros, que fingem não ver e não se ouvir uns aos outros, ecoou a voz dela, clara e silabada, recitando um poema: "se alguma janela o incomoda, peça ao condutor que a feche e que nunca mais a abra."
A mim, todavia, ensinou-me o mais importante de tudo: ensinou-me a olhar. Ensinou-me a olhar para as coisas e para as pessoas, ensinou-me a olhar para o tempo, para a noite, para as manhãs. Ensinou-me a abrir os olhos no mar, debaixo de água, para perceber a consistência das rochas, das algas, da areia, de cada gota de água. Ensinou-me a olhar longamente, eternamente, cada pedra da Piazza Navone, em Roma, sentados num café, escutando o silêncio da passagem do tempo. Fez-me mergulhador e viajante, ensinou-me que só o olhar não mente e que todo o real é verdadeiro. Quem ler com atenção, verá que esta é a moral que atravessa toda a sua escrita.
A outra lição decisiva foi a da liberdade. Não só a liberdade física, não só a liberdade na luta pela justiça, "num sítio tão imperfeito como o mundo", mas ainda a liberdade na busca de um caminho próprio onde as coisas tenham uma ética e façam sentido e, acima de tudo, a liberdade da nossa própria solidão. Prémios, condecorações, homenagens, são-lhe de tal forma alheios que ninguém mais o entende. Dêem-lhe, sim, silêncio e tempo, manhãs como a "manhã da praça de Lagos" e noites com "jardins invadidos de luar". E ela dançará. Ao longo das sílabas dos poemas, como dançava na minha infância.

Por delicadeza

Bailarina fui
Mas nunca dancei
Em frente das grades
Só três passos dei

Tão breve o começo
Tão cedo negado
Dancei no avesso
Do tempo bailado

Dançarina fui
Mas nunca bailei
Deixei-me ficar
Na prisão do rei

Onde o mar aberto
E o tempo lavado?
Perdi-me tão perto
Do jardim buscado

Bailarina fui
Mas nunca bailei
Minha vida toda
Como cega errei

Minha vida atada
Nunca a desatei
Como Rimbaud disse:
Também eu direi:

“Juventude ociosa
por tudo iludida
por delicadeza
perdi minha vida”

Quem sabe se, com este nosso modesto apontamento, conseguimos despertar em algum dos leitores o desejo de partir à descoberta da maravilhosa obra literária de Sophia de Mello Breyner Andersen.
M.A.

06/01/13

AS BOAS FESTAS PELOS REIS



 Em 2010, igualmente  sobre esta quadra, eu descrevi neste blog algumas memórias que tinha sobre a forma como, noutros tempos, ela se vivia no local onde nasci. Se acaso o quiserdes relembrar apenas tereis que clicar aqui.

Hoje,  voltando ao mesmo tema e recuando mais ou menos aos Reis de 65/66, eu irei contar-vos o que aconteceu com a minha filha, na altura uma garotinha de 3 ou 4 anos.
Como então disse, era costume as tunas musicais da vila e arredores  baterem-nos à porta, tocando e cantando, dando assim as Boas Festas e desejando um Bom Ano. Eram convidados a entrar, sendo-lhes oferecidos doces natalícios e algumas bebidas, bem como um envelope  com algum dinheiro.
Ora, nesse ano, a  minha filha viveu com particular alegria estes costumes e no que se refere à chegada  do Grupo Musical  Macinhatense,  tuna que vinha da terra natal de minha Mãe, quando a miúda reconheceu nela alguns dos elementos que eram também operários na fábrica do Avô, foi maior ainda o entusiasmo. Reparou na entrega do sobrescrito e eu, possivelmente, devo ter explicado do que se tratava. Foi então que ela  se ausentou, por momentos e, na volta, avançou direita ao Augusto, (que tocava rabeca e até 1992 regeu a tuna) enfiando-lhe na mão uma moeda de $50 centavos. Ele, sorridente, recusou pegando na garota ao colo e,  cada um dos adultos terá comentado, ao seu jeito, aquele gesto infantil de partilha…
Mas as coisas não ficaram por aqui porque fui, pouco depois,  encontrar a criança chorosa e ofendida pela recusa da sua oferta. Acalmei-a prometendo-lhe que iríamos resolver o assunto.
Assim, quando o Augusto regressou à fábrica para trabalhar, fomos as duas, junto dele fazer de novo a entrega da dádiva a qual, desta vez  não só foi aceite, como também foi acompanhada de um “pedido de desculpas” da parte dele…

A criança de ontem sei que ainda se recorda deste episódio. O Augusto já não está entre nós. Que descanse em paz e, aqui fica a sua foto, com o meu agradecimento por ter percebido que os sentimentos de uma criança também mereciam  respeito.
M.A.

31/12/12

ANO VELHO ANO NOVO




Nascemos sem pedir e morremos sem querer... 
Por isso, aproveitemos o intervalo SENDO FELIZES!!!


Veio  num e-mail de uma amiga e achamos que seria uma boa máxima para, neste final de ano,  convidar os nossos leitores a adoptarem-na como propósito de vida para o 2013.
Aproveitamos a ocasião, também  para agradecer a todos quantos, até hoje, aqui nos visitaram  e, em especial,  aos que, igualmente, deixaram os seus comentários.
Esperamos continuar a merecer a vossa atenção e em troca, prometemos tentar sempre fazer mais e melhor.
Para todos fica a amizade das
F.C e M.A.

28/12/12

O PRIMEIRO TANGO DE NICOLAS MANDAGARAN





Neste aproximar de Fim do Ano 2012 e começo de 2013, que todos desejamos entre com alguma esperança em dias melhores, achei por bem trazer aos nossos leitores este vídeo carregadinho de ternura e um amor a três, tão intenso, que transborda da imagem e entra, direitinho, em nosso coração.
Cliquem pois, aqui, amigos e deliciem-se com o som da orquestra de Francisco Canaro e o bailado interpretado por Georgina e Óscar. Mas, as vossas maiores atenções irão, aposto,  fixarem-se no Nicolas.
M.A

24/12/12

NATAL DE QUEM? - João Coelho dos Santos


 
Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!!!
 
 
Casualmente descobri este poema e, porque gostei bastante dele e, nele encontrei também, através das várias considerações que o  Menino Jesus faz, motivos que podem ser uma chamada de atenção para todos nós, escolhi-o  para assinalar o Natal aqui no blog. Espero que, igualmente, gostem de ler o poema e, meditem um pouco sobre ele.
Uma vez que  o  nome do seu autor era para mim desconhecido tive curiosidade em ir colher  elementos sobre a sua pessoa.  Clicando aqui, os nossos leitores terão a mesma possibilidade. Há, também, a oportunidade de conhecerem mais alguns poemas seus.
A foto que acompanha o post é de um Menino Jesus da autoria do ceramista José Franco. Notem o pormenor deste Menino Jesus estar de dedo na boca, como tantas crianças fazem!
Para todos aqui deixamos os nossos votos de uma óptima Consoada e um Feliz Natal, sobretudo com muita paz e saude!
F.C. e M.A.
 

23/12/12

Uma estrela no arco-íris

A cor, foi para ti um guia,
Quase que um lema de vida
Com ela cantavas, tocavas, assobiavas
Como se ela fosse uma fonte de energia!
Vestias as cores do arco-iris
Tanta vez acompanhadas de um bordado
Ou de um adorno manufacturado!
Às coisas simples da vida
Soubeste sempre dar valor
À família, aos amigos, ao amor,
Aos passeios à beira mar
Ao chá da tarde, a um biscoito
A um sorriso ou a uma piada.
Partiste esta noite, ao encontro do arco-iris
sabemos que estarás ao seu lado,
a esta hora já estarão abraçados
e junto dele, és uma estrela, a brilhar!

Até sempre Yvonne!


Fátima Camilo
23/12/2012

19/12/12

ORAÇÃO DO MATUTO




“Ói, Deus, nóis tá sempre pedindo as coisa pro Sinhô.

Nóis pede dinhero, nóis pede trabaio, nóis pede pra chovê, e, se chove demais, nóis pede pra pará mode a coiêta num afetá.

Nóis pede amor, nóis pede pra casá, pede casa pra morá, nóis pede saúde, nóis pede proteção, nóis pede paiz, nóis pede pra dislindá os nó quando as coisa comprica, mode a vida corrê mio.

Quando a coisa aperta, nóis reza pedindo tudo que nos farta.

É uma pedição sem fim e, se as coisa dá certo, nóis vai na igreja mais perto e, no pé de argum santo que seja de devoção, nóis dexa sempre uns merréis e, lá nos cofre da frente, nós coloca mais uns tustão.

Mais hoje, Meu Sinhô, bateu uma coisa isquisita e eu me puis a matutá.

Nóis pede, pede e pede, mais nunca pergunta comé que o Sinhô tá, se tá triste ou contente, se precisa darguma coisa que a gente possa ajudá.

E por esse isquecimento, o Sinhô há de nos descurpá.

Ói, Deus, nóis sempre pensa que o Sinhô não precisa de nada, mais tarvêz não seja assim. Tarvêz o Sinhô precisa de mim, sim.

O Sinhô precisa da minha bondade, precisa da minha alegria, precisa da minha caridade no trato com meus irmão.

Nóis somo o seu espêio, nóis somo a sua Criação, nós num pode fazê feio, nem ficá fazendo rodeio, nem desapontá o Sinhô, nem amargá o Seu sonho, que foi um sonho de amor, quando essa terra todinha criô.

Ói, Deus, eu prometo, vô rezá de outro jeito, vô pará com a pedição e de trocá milagre por tustão.

Tarvêz até eu peça uma graça, mais antes eu vô vê direitinho o que é que andei fazendo de bão.

E se nada de bão encontrá, muito vô me envergonhá e vô pedi perdão.”


Ao que se diz este texto é de autor desconhecido e foi publicado na revista Conviva Adeva nº 47, no ano de 2009.
Este linguajar de homem simples do sertão lembra-me aquele que encontramos nos livros de Catulo da Paixão Cearense e, porque achei tão interessante esta prece resolvi trazê-la neste post. Clicando aqui ireis ter oportunidade de a ouvir em vídeo.

Espero ter-vos proporcionado uns momentos agradáveis.
(texto e vídeo retirados da net)
M.A.

15/12/12

FAMÍLIA É PRATO DIFÍCIL DE PREPARAR





Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes.
Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo.
Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência.
Não é para qualquer um.
Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir.
Preferimos o desconforto do estômago vazio.
Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio.
Mas a vida, (azeitona verde no palito), sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.
Súbito, feito milagre, a família está servida.
Fulana sai a mais inteligente de todas.
Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade.
Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo.
Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante.
Aquele que surpreendeu e foi morar longe.
Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia.
Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objectivo? A mais sentimental? A mais prestativa?
O que nunca quis nada com o trabalho?
Seja quem for, não fique aí reclamando do género e do grau comparativo.
Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida.
Não há pressa. Eu espero.
Já estão aí? Todas? Óptimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados.
Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola.
Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona.
E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.
Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm
da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas.
Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre.
Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.
Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher.
Saber meter a colher é verdadeira arte.
Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita.
Bobagem. Tudo ilusão. Não existe "Família à Oswaldo Aranha", "Família à Rossini", Família à "Belle Meunière" ou "Família ao Molho Pardo", em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria.
Família é afinidade, é "à Moda da Casa".
E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras,  meio amargas. Outras apimentadíssimas.
Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de "Família Diet", que você suporta só para manter a linha.
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo.
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa.
A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia-a-dia.
A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel.
Muita coisa se perde na lembrança. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer.
Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas.
Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.


Este texto, recheado de tanto humor é um excerto retirado do livro “O Arroz de Palma” de Francisco Azevedo (a). Pensamos que ele, dado o seu teor, em que o autor usando os termos culinários para explicar, quase sempre em sentido subentendido, o que é uma família e como se processa o relacionamento entre os membros que a compõem,  talvez pudesse  até  proporcionar  um momento de boa disposição, despertando  sorrisos e bem estar ,  se acaso o leitor/a decidisse lê-lo, em voz alta, na próxima reunião de família,  na quadra que atravessamos.  Fica feita a sugestão.

(a) Dramaturgo, roteirista cinematográfico, poeta e ex-diplomata, Francisco José Alonso Vellozo Azevedo nasceu no Rio de Janeiro em 23 de Fevereiro de 1951. Começou a dedicar-se à literatura em 1967, quando venceu um concurso promovido pela Organização dos Estados Americanos (OEA).Além de livros e peças de teatro encenadas no Brasil e no exterior, Francisco Azevedo já escreveu para mais de 250 produções, incluindo roteiros de longa e curta-metragem, documentários e multimídias premiados e comerciais de televisão. Em 2009, O Arroz de Palma, seu romance de estreia, ficou entre os dez finalistas do Prémio São Paulo de Literatura.

(Elementos escritos e imagem retirados da net)

Continuem, pois,  a viver esta quadra festiva o melhor que puderem. Até breve.
M.A.

11/12/12

NATAL AO RITMO DE SETE AMIGOS DE QUATRO PATAS



 Desta vez, também a pensar nos leitores duma faixa etária mais reduzida trazemos um delicioso vídeo húngaro. Mas, penso e, arrisco mesmo dizê-lo, que tanto como os mais jovens, igualmente os crescidos também  o apreciarão.
Sete amigos de quatro patas, de seus nomes Brúnó, Fenta, Kumisz, Pakó, Yoda,Trixi e Skoda, cheios de boa vontade e imaginação, nesta quadra festiva resolveram dar uma ajuda aos donos e…mais não direi…

Então? Divertiram-se com as cenas filmadas? Esperamos que sim.
M.A.

09/12/12

VEJA LÁ SE TEM PERFIL PARA PENSAR EM TER FILHOS




Este teste foi recentemente publicado num blog britânico e é bastante interessante, com os seus 14 passos/testes, para descobrir se estamos realmente preparados para a difícil tarefa de ser mãe/pai. É um pouco  longo, mas vale a pena ler.

Teste 1: Preparação
Mulheres: preparação para a gravidez
1. Vista um roupão e coloque um saco de feijões à frente.
2. Deixe ficar.
3. Passados 9 meses retire 15% dos feijões.

Homens: preparação para os filhos
1. Vá à farmácia, esvazie o conteúdo da sua carteira no balcão e diga ao farmacêutico para fazer o que quiser com o dinheiro.
2. Vá ao supermercado e combine uma fora de o seu salário ser pago directamente para a conta bancária deles.
3. Vá para casa. Pegue no jornal e leia-o pela última vez.

Teste 2: Conhecimento
Escolha um casal que já tenha filhos e critique-os sobre os seus métodos de disciplina, falta de paciência, níveis baixíssimos de tolerância e sobre como permitem que os filhos corram como selvagens.
Sugira formas para melhorarem os hábitos de sono dos filhos, treino do bacio, maneiras à mesa e comportamento em geral.
Aproveite. Será a última vez na sua vida em que terá todas as respostas.

Teste 3: Noites
Para descobrir como serão as suas noites:
1. Passeie pela sala de estar entre as 17h e as 22h carregando um volume com cerca de 4 a 6 kg, com o rádio mal sintonizado (ou outro som insuportável) bem alto.
2. Às 22h pouse o saco, ponha o alarme para a meia noite e volte a dormir.
3. Levante-se às 23h e ande com o saco na sala de estar até à 1h da manhã.
4. Ponha o alarme para as 3 da manhã.
5. Como não consegue voltar a adormecer, levante-se às 2h da manhã e faça uma chávena de chá.
6. Deite-se às 2h45.
7. Levante-se novamente às 3h, quando o alarme tocar.
8. Cante no escuro até às 4h.
9. Ponha o alarme para as 5h da manhã. Levante-se quando tocar.
10. Faça o pequeno almoço.
Mantenha esta rotina durante 5 anos. Aparente estar cheia de energia!

Teste 4: Vestir crianças pequenas
1.  Compre um polvo vivo e um saco de atilhos.
2.  Tente colocar o polvo dentro do saco de forma a que não saiam braços
3.  Complete esta tarefa em 5 minutos.

 Teste 5: Carros
1. Esqueça o BMW. Compre uma carrinha de 5 portas.
2. Compre um cone de gelado de chocolate e coloque-o no porta-luvas. Deixe-o lá ficar.
3. Pegue numa moeda e coloque-a no Leitor de CDs.
4. Pegue numa embalagem de bolachas de chocolate e esmague-as no banco de trás.
5. Passe um ancinho ao longo dos dois lados do carro.

Teste 6: Passeio a pé
1. Espere.
2. Vá para a porta da frente.
3. Volte atrás.
4. Saia.
5. Volte para dentro novamente.
6. Saia novamente.
7. Desça as escadas.
8. Volte a subir as escadas.
9. Volte a descer.
10. Ande 5 minutos muito devagar.
11. Pare, inspeccione bem à volta e faça pelo menos 6 perguntas sobre cada pastilha elástica usada, papel sujo ou insecto morto que encontrar no caminho.
12. Retrace os seus passos.
13. Grite que já aguentou tudo o que podia até que os vizinhos venham cá fora ver.
14. Desista e volte para casa.
Agora está preparada para levar uma criança pequena a passear.

Teste 7: Conversas com crianças
Repita tudo o que diz pelo menos 5 vezes.

Teste 8: Compras
1. Vá ao supermercado. Leve consigo o mais parecido com uma criança em idade pré-escolar que encontrar – uma cabra adulta, por exemplo. Se tenciona ter vários filhos, leve mais do que uma cabra.
2. Faça as compras da semana sem perder a(s) cabra(s) de vista.
3. Pague tudo o que a(s) cabra(s) comerem ou destruírem.
Só deverá considerar ter filhos depois de conseguir fazer isto facilmente.

Teste 9: alimentar um bebé de 1 ano
1. Esvazie um melão.
2. Faça um buraco pequeno de lado.
3. Pendure o melão no tecto e balance-o.
4. Pegue numa taça de cornflakes ensopados em leite e tente enfiá-los à colherada no melão irrequieto, enquanto finge que é um avião.
5. Continue até que metade dos cornflakes desapareça.
6. Cole o que restar no seu colo, certificando-se de que uma grande parte cai no chão.

Teste 10: TV
1. Aprenda os nomes de todos os personagens dos Wiggles, Barney, Teletubbies e Disney (no nosso caso é mais dos Gormitis, Scan2Go, Super Heróis, etc).
2. Veja apenas isso na Televisão durante pelo menos 5 anos.

Teste 11: Desarrumação
Consegue aguentar a desarrumação das crianças? Descubra se sim ou não.
1. Espalhe manteiga no sofá e compota nas cortinas.
2. Esconda um peixe por trás da aparelhagem e deixe-o lá o verão inteiro.
3. Enfie os dedos na terra dos vasos e a seguir limpe-os nas paredes.
4. Esvazie todas as gavetas, prateleiras e caixas da casa para o chão e siga para o passo 5.
5. Aleatoriamente, leve objectos de uma sala para a outra e deixe-os lá.

Teste 12: Viagens longas com crianças
1. Faça uma gravação de alguém a repetir bem alto “Mãe”. Importante: não deve deixar mais de 4 segundos de intervalo entre cada “Mãe”. Inclua ocasionalmente um crescendo na voz até um nível supersónico.
2. Ponha esta gravação a tocar no carro, sempre que for a algum lado, nos próximos 4 anos.
Está preparado para fazer uma viagem longa com uma criança.

Teste 13: Conversas
1. Comece a falar com um adulto à escolha.
2. Peça a alguém para continuamente puxar a sua saia ou manga da camisa, enquanto toca a gravação “Mãe” referida acima.
Está preparada para ter uma conversa com um adulto com uma criança na sala.

Teste 14: Preparar-se para o trabalho
1. Escolha um dia em que tenha uma reunião importante.
2. Vista o seu melhor fato de trabalho
3. Pegue numa chávena de natas e junte um copo de sumo de limão.
4. Mexa bem.
5. Entorne metade na sua saia.
6. Ensope uma toalha com o resto da mistura
7. Tente limpar a saia com essa toalha.
8. Não mude de roupa (não tem tempo).

9. Vá para o trabalho.
Aqui chegados  estão prontos para ter filhos. Aproveitem!!!!
M.A.



05/12/12

Bazar de Natal - SIMECQ 2012

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No Atelier de Artes da SIMECQ encontra os presentes ideais para este Natal!

Apareça!
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Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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