Como tudo começou

09/04/13

BELEZA NO MERCADO




 Quando, num dia de chuva contínua, de repente, o Sol aparece por entre as nuvens, a nossa disposição logo melhora e um sorriso nasce no nosso rosto. Respiramos fundo, fechamos os olhos e agradecemos a dádiva daquela, ainda  que tímida, visita do astro rei que vem quebrar a tristeza do dia chuvoso.
Também, quando  no nosso  quotidiano ao que é trivial e, por vezes, “com pouca graça” alguém acrescenta um pormenor que transforma e chama a atenção, também a nossa sensibilidade dá conta disso e como que aumenta  logo a nossa apetência em relação ao que vemos.














Foi ao ver as imagens que hoje vos trouxe e  me chegaram pela net, que tudo isto me ocorreu.
São fotos feitas num mercado de Israel e as bancas de frutos e legumes que geralmente ressaltam à nossa vista apenas pelo seu colorido variado, tornaram-se ainda mais bonitas quando, mãos de artistas tiraram partido e-  com determinado critério e  estupenda imaginação, criaram caprichosos efeitos. 
O que à partida eram apenas maçãs, nabos, cenouras ou alfaces, quando apresentados deste modo, passaram a elementos que compõem  verdadeiras obras primas e transformaram-se num encanto para os olhos de quem os vê.
Aqui vos deixo, pois, com este regalo de imagens.
M.A.

03/04/13

COMO FAZER UM BEBÉ




Através dos tempos, sempre se foram ouvindo histórias curiosas de como os pais, ou outros familiares foram explicando aos mais pequenos o aparecimento de um novo membro na família… A cegonha que foi a Paris e o trouxe dependurado no bico, ele apareceu no olhinho de uma couve, ele veio dentro de uma encomenda postal…etc. etc..
Imaginações férteis, sem dúvida!
À  medida que novas técnicas de comunicação apareceram, estou por exemplo a lembrar os computadores,  as crianças foram também evoluindo com a pesquisa que eles permitiam e tudo mudou. Por outro lado também a maior parte dos adultos colocou de lado”aquela fantasia tão pouco convincente” e aprendeu a lidar com  a situação de uma forma mais natural e verdadeira.
Somos realmente a favor dos tempos de agora e entendemos que se podem sempre  conversar todos os assunto, com  a criança, salvaguardando a idade e o seu grau de entendimento.
Esta  reflexão surgiu-nos ao vermos estas imagens deliciosas que uma amiga nos enviou, num email.






 




O fotógrafo canadiano Patrice Laroche imaginou esta curiosa e divertida forma de documentar a evolução da gravidez da sua mulher e até mesmo o parto do bebé. Escolheu o local e usando como modelo a futura mamã,  repetiu as fotos precisamente com o mesmo”decor”de modo a construir como que um banda desenhada da espera do seu filho. A este projecto ele chamou então:_ “Como fazer um bebé”. Estamos certos que a própria criança que nasceu virá, mais tarde,  a achar graça à ideia posta em prática pelo seu pai.
Divirtam-se, como nós nos divertimos.
M.A.

30/03/13


PARA TODOS OS NOSSOS LEITORES UMA PÁSCOA MUITO FELIZ

21/03/13

RECITAL "SERÃO MUSICAL" - Orquestra de Camara de Cascais e Oeiras dia 23 de Março às 16h00 no Salão Nobre da SIMECQ






É  muito gratificante para a SIMECQ  ver o seu nome associado a um evento com a importância cultural do Recital da Orquestra de Camara de Cascais e Oeiras.

Ficam desde já convidados a assistir ao “Serão Musical” no dia 23 Março no Salão Nobre da SIMECQ a partir das 16h00



Programa

M. GIULIANI – Concerto para guitarra e orquestra de cordas

F. KLEYJANS – Hommage à Stanley Myers

M. PUJOL – Suite Buenos Aires
Tiago Vicente – guitarra
Ricardo Mendes – violino
Ana Elisa Ribeiro – violino
Nguyet Thu – viola
Tiago Ribeiro – violoncelo
Solistas da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras

Contamos consigo!

fc

18/03/13

DEFINIÇÃO DE FILHO DADA POR JOSÉ SARAMAGO




Chegou às minhas mãos este pequeno apontamento em que o nosso escritor, Prémio Nobel dá a sua definição sobre o que considera que  um filho é.

"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar os nossos piores defeitos para darmos os melhores
exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior acto de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo tipo de dor, principalmente a da incerteza de estar agindo correctamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".

Interessante, sem dúvida.
M.A.

15/03/13

HÁ SEMPRE UMA HISTÓRIA DE AMOR...




Sim, admitamos que há sempre uma história de amor que  interfere, condiciona ou como neste caso, terá mesmo modificado o curso dos acontecimentos na vida de alguém e nos destinos do Mundo…

Desta feita estamos a pensar  no que, a acreditar na notícia, se terá passado com o  nosso recente Papa Francisco I que há muitos anos atrás se enamorou de uma garotinha  de 12 anos, de nome Amália, escreveu-lhe, falou-lhe em casamento mas…

Bom, para saber o resto convidamos o leitor ou leitora a clicar aqui e a inteirar-se do que fomos descobrir nas “Notícias ao Minuto”, na Net. Foi de lá que retiramos também a foto que mostramos desta senhora, hoje com 76 anos.
M.A.

13/03/13

REDACÇÃO - DECLARAÇÃO DE AMOR À LÍNGUA PORTUGUESA



  

Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito.”O Quim está na retrete”: “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.
No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum, o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento, e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados; almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, ”algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.
No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa.
No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?
A professora também anda aflita. Pelo visto, no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português, que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo, o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer, dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)
Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou: a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens, ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.
E pronto, que se lixe, acabei a redacção - agora parece que se escreve redação.O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.
E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.

João Abelhudo, 8º ano, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática

Este texto é da autoria de Teolinda Gersão. Escritora, Professora Catedrática aposentada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Escreveu-o depois de ajudar os netos a estudar Português. Colocou-o no Facebook.

Se o leitor ou leitora teve mesmo paciência para ler o texto até final pensamos que não terá dado o tempo por perdido. Parabéns ao sentido de humor  de quem o escreveu. Mais palavras para quê?
M.A.

11/03/13

RARA ESCRIVANINHA ALEMÃ


Rara Escrivaninha alemã



Este móvel, (cujo vídeo irá ver clicando aqui), apareceu-nos com a informação de  ter sido criado,  nos finais de 1700, pelos mestres  artesãos Abraão e David Roentgen.
Numa pesquisa na net  ficamos a saber que David Roentgen era filho de Abraão Roentgen e dirigiu em Neuwied uma oficina de ebanista que havia sido fundada por seu pai.  Nasceu em Herrenhag em 1743 e morreu em Wiesbaden em 1807. Evidenciou-se por trabalhos de marqueteria e pela fabricação de relógios de música de grande originalidade. A perfeição das suas obras que expôs  em Paris levaram-no à corte de Luis XVI onde trabalhou até início da Revolução Francesa.
Em relação ao móvel de que aqui se fala parece terem sido construídos dois exemplares muito semelhantes. Se compararmos a imagem acima com o vídeo damos conta de alguma diferença.
Á primeira vista é apenas um móvel  ricamente decorado ao jeito da época, com embutidos de madeiras raras e ferragens em bronze,.  Depois, quando as diversas gavetas e esconderijos nele incluídos, começam a surgir perante os nossos olhos, esta peça de mobiliário transforma-se então numa enorme caixa de surpresas.  Tudo se movimenta por um complexo mecanismo com um funcionamento ainda hoje  tão perfeito que nos faz render francas homenagens a quem concebeu  e executou toda esta obra prima.
Todos conhecemos escrivaninhas, papeleiras, etc.  que ainda hoje se fabricam (geralmente como cópias de outras antigas)  onde se incluem elementos decorativos que dissimulam os chamados “segredos” mas que, comparados com esta peça que trazemos hoje,  eu tenho que confessar serem  simples brinquedos de criança.
Nunca vimos  nada tão engenhoso  e congratulamo-nos por poder mostrar aos leitores esta raridade, concebida e construída muitos anos antes de existirem os computadores!
M.A. 

08/03/13

HOJE É DIA INTERNACIONAL DA MULHER



Como nasceu o Dia da Mulher
Um grupo de investigadoras norte-americanas diz que é apenas um mito mas, verdade ou não, para a História o que ficou é que a origem do Dia Internacional da Mulher remonta a 8 de Março de 1857, quando operárias russas e norte-americanas protestaram nos seus países contra as condições de vida e de trabalho. Contudo, só em Dezembro de 1977, a ONU instituiu a data para lembrar as conquistas femininas.

No dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada em Nova Iorque, fizeram greve, reivindicando melhores condições de trabalho, tais como, a redução da carga horária, a equiparação de salários (as mulheres recebiam um terço do salário de um homem pelo mesmo tipo de trabalho) e o tratamento digno no trabalho.

A manifestação foi reprimida com violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi depois incendiada, tendo morrido carbonizadas cerca de 130 operárias.
No mesmo dia, mas na Rússia, trabalhadoras de outra fábrica de fiação manifestaram-se contra as condições de vida e trabalho.

Meio século depois, em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, foi decidido que o dia 8 de Março passaria a ser o Dia Internacional da Mulher, mas só passados mais de 65 anos, em 1977, a data foi oficializada pelas Nações Unidas, não só para lembrar estas conquistas, mas também para tentar acabar com o preconceito e a desvalorização das mulheres.

Nota - Este apontamento foi colhido nas “Notícias ao Minuto”.                                                       M.A.

05/03/13

VAMOS APRENDER A EMPILHAR LENHA... COM ARTE




Em boa verdade até nas mais humildes tarefas a executar nós podemos encontrar diferenças quando elas  saem da mão de alguém com imaginação. É este o caso de hoje, caros leitores:
“Nós” tínhamos bastante lenha para empilhar e, vai daí, “convidamos” vários artistas para darem uma mãozinha. Olhem só o que saiu!









Curiosamente, há muitos anos, viajando pela Suiça chegamos num fim de tarde, a uma vila pequenina, cujo nome já não recordo, onde pernoitamos. Após o jantar, dando uma volta, a pé,  pelos arredores, num planalto semeado  com vários chalets feitos em  madeira, deparamos com  algo semelhante, embora com menos arte. A lenha aparecia arrumada nos sítios mais incríveis de imaginar, onde o fim a atingir era sempre  o resguardo da intempérie, claro. Mas, o que é facto, é que as achas apareciam colocadas de formas diversas e, funcionavam como elemento de decoração das  ditas habitações.
Até breve. Espero que tenham gostado destas imagens. M.A.

27/02/13

UMA PORTUGUESA NA PASSADEIRA VERMELHA DOS ÓSCARES




Neste mundo onde se vive num turbilhão contínuo, onde tão pouco se liga ao interesse e bem estar de quem está ao nosso lado, sabe bem ler notícias como esta.
Clique aqui para saber do que estamos falando.
(Recolha feita em “Notícias ao Minuto”)

Até breve. M.A.

26/02/13

À MESA OS OLHOS TAMBÉM COMEM




Quantos de nós já ouviram  na vida esta expressão? E, possivelmente também, todos concordamos com ela, não é assim?
Quantos pratos, ainda que simples, da cozinha portuguesa, ganham logo estatuto superior se o bom odor que entra nas narinas dos  comensais é complementado pela boa apresentação dos elementos que entraram na confecção?






Então com as crianças, basta até, por vezes juntar um pouco de beterraba cozida a um puré de batata para, a côr rosa , assim obtida, despertar o apetite mais renitente!
Há anos atrás tive, em casa, uma garotinha, que pediu para ficar a almoçar connosco. A mãe não queria deixar porque, dizia, ela era muito difícil de alimentar, porque nunca tinha apetite. Ajudei a miuda e a mãe acabou por aceder ao pedido e, quando mais tarde a vieram buscar ela disse, entusiasmada, para a mãe :_”Olha, portei-me  bem e até comi mananinha com geleira”.
Quando fiz a “tradução” para a  mãe, esta mostrou-se estupefacta porque, em casa, a miúda recusava-se a comer bananas e o que tanto a  havia entusiasmado  fora afinal  uma banana cortada em rodelas, que sobrepostas e  pintalgadas com geleia de marmelo e ainda  dois smarties  fingindo os olhos, deram uma … cobra improvisada dentro de um  prato.










Bom mas esta conversa veio apenas à laia de intróito para as imagens de uns tantos pratos, tão bonitos  e tão fáceis de fazer que, desconfio que as nossas leitoras ( e porque não leitores?) vão pôr mãos à obra e fazer, pelo menos um deles numa próxima oportunidade. Alguns são mesmo apropriados à gente miúda e acredito que até capazes de serem feitos por eles mesmos, ainda que, com uma ou outra ajudinha de um adulto.
Bom trabalho e bom apetite.

PS. Imagens enviadas por alguém amigo.
M.A.

13/02/13

CICCIO, UM CÃO FIEL À SUA DONA



Isto aconteceu e acontece em Itália, mais precisamente na povoação de S. Donaci, na Puglia, sul de Itália.
Ali viveu Maria Marguerita Lochi durante 57 anos e, ao que  se conta, ela tinha por hábito  proteger animais abandonados. A senhora faleceu em Novembro de 2012 e, nos últimos tempos da sua vida um dos animais adoptados  foi um cão, de raça pastor alemão, de 12 anos de nome “Ciccio”. Apenas como curiosidade este é um diminutivo, bastante comum em Itália, usado para o nome próprio Francisco.
Ora, o que acontece agora de pouco vulgar é que na Igreja de Santa Maria Assunta, onde  Maria  Lochi  ouvia missa, já com “Ciccio” deitado a seus pés, o fiel cão continuou, diariamente, a ir à igreja quem sabe se, na esperança de ali encontrar de novo a dona desaparecida. Mal soa o toque dos sinos logo “Ciccio” se dirige para o templo onde, agora,  toma lugar junto ao altar.



O pároco  Donato Panna e a comunidade religiosa aceitaram, de imediato, a presença deste fiel animal dentro do templo e são precisamente do sacerdote estas palavras:

"Ele está lá toda vez que eu celebro a missa e é muito bem comportado, não faz nenhum som, nenhum latido. Ele vai a missa todos os dias, mesmo após o funeral da Dona Maria, ele espera pacientemente ao lado do altar e fica lá tranquilamente. Eu não tenho coração para expulsá-lo."

Todos em San Donaci ficaram tão impressionados com a fidelidade de “Ciccio” que, em conjunto, decidiram adotá-lo e cuidar dele. O animal passou a dormir  numa das dependências  ligadas à igreja e, do seu sustento se encarrega toda a comunidade.
Evidentemente, que exemplos de fidelidade dos animais para com os seus donos não são caso único, sendo este mais um entre tantos outros… 
Ao trazer aqui este comovente relato eu convido os leitores a mais uma outra reflexão:
_Sobre a  atitude exemplar  do padre e daqueles fieis pela pronta aceitação, dentro da casa de Deus, daquele 4 patas, primeiro,  ainda na companhia da dona e amiga e , pela força das circunstâncias, agora  sozinho e, provavelmente, saudoso e triste.
Fiquem  com algumas fotos que ilustram mais esta história com  animais.

Nota da autora do post:- Elementos retirados  da net.T
M.A.

09/02/13

GRANDIOSA ESCULTURA DIGNA DE MANDELA





Nelson Mandela, presidente da África do Sul entre 1994 e 1999,  líder africano e reconhecido lutador, de toda uma vida, pelos direitos dos negros tem, a partir de 4 de Agosto de 2012, uma monumental e bastante original  escultura a si dedicada.
Está implantada em Howich, numa estrada rural, justamente no local onde, em 6 de Agosto de 1962, Mandela foi preso quando, na clandestinidade, disfarçado de chauffeur,  se dirigia para Johansburgo. Creio que neste local também já existiu um outro monumento, talvez menos importante, inaugurado em 1996.
Este  antigo líder político, agora já com 94 anos e a poucos meses de completar os 95, continua muito acarinhado pelo seu povo e mostra-se sempre, senhor de um excelente  bom humor.
Este monumento, de que mostramos fotos, tem  a altura de 10 metros, e  é formado por 50 placas de aço, cortadas com laser e inseridas numa elevação de terreno, a que uma rampa dá acesso. São 50, as placas, porque comemoram, precisamente, o 50º aniversário da captura e prisão do antigo líder político, que acabaria, então, por ficar  detido 27 longos anos.
A particularidade do monumento reside no facto de em determinada perspectiva de visão as colunas que o compõem, formarem, pelos seus recortes,  a imagem da cabeça de Nelson Mandela

Foi seu autor Marco Cianfanelli, escultor de Johanesburgo que estudou Belas Artes em  Wits.
Curiosamente, nunca li referência nenhuma em relação  ao nome que o escultor deu a esta sua obra e que se encontra gravada na placa de que mostramos imagem. Para mim,  “RELEASE”  também tem significado…


Homenagem  de todo merecida pelo homem que, quanto a mim, será o maior símbolo  da luta contra o regime que vigorava na África do Sul, nomeadamente o  apartheid.
M.A.

02/02/13

O CAPÃO DE FREAMUNDE




«…Reza a história que o capão remonta aos tempos dos romanos estando intimamente ligada à Roma antiga e à figura do cônsul Caio Cânio que, provavelmente, incomodado  com o despertar sonoro dos galos pela madrugada fez aprovar no Senado uma lei que proibia a existência dos galináceos no perímetro urbano da cidade. Os seus súbditos privados deste alimento e desagradados com a medida, inventaram uma forma de contornar a disposição legal, pois acreditavam que desvirilizando  os galos estes deixariam de cantar. Só que para compensar a ausência da função reprodutora, o sápido eunuco engorda compulsivamente e a sua carne adquire novo paladar Pormenor que não deixa indiferente os romanos que passam a castrar os seus galos bem cedo para melhor proveito tirar do seu sabor. E, desta forma, percorrendo séculos de história a iguaria considerada um “Manjar dos Réis” é referenciada em obras de Gil Vicente, de D Francisco Manuel de Melo, de Camilo Castelo Branco e de Eça de Queirós e chega a Freamunde para ali adquirir o seu sabor mais delicado.
Certificada como Indicação Geográfica protegida, por espacho nº 4253/2011, de 7 de Março, Freamunde homenageia o capão em Dezembro durante duas duas semanas, com iniciativas gastronómicas que permitem degustar a especialidade, comercializar e avaliar as características da ave viva…»

Receita à Freamunde:
Um manjar real e sublime que deve ser preparado “à Freamunde”, conforme receita tradicional que se segue:
Embebedar o Capão com um cálice de Vinho do Porto meia hora antes de o matar e na véspera de o consumir.
Depois de depenado e lavado, colocar em recipiente dom água fria e rodelas de limão durante meia hora. De seguida escorrer bem e mergulhar em “vinha de alhos” (molho preparado com vinho branco, algumas colheres de azeite, sal, pimenta e dentes de alho esmagados) esfregar o galo e virar algumas vezes para melhor o envolver no molho, deixando-o em repouso desde a véspera.
No dia de o consumir coloque uma caçarola ao lume com azeite, banha de porco e cebolas às rodelas. Quando a cebola estiver loura deite uma colher de sopa de manteiga (bem cheia), 2,5 dl de vinho branco e sal q.b. Escorrer o Capão e esfregar novamente com o molho. Rechear com “farófia” e um picado de “miúdos” e pedaços de salpicão e presunto. Colocar na assadeira de preferência numa “pingadeira de barro” e levar ao forno, deixando assar lentamente. Sem ferir a pele deve picar com um garfo cuidadosamente e de vez em quando o capão e regar com o molho da assadeira. Saboreia-se dourado e com a pele estaladiça.

Nota da autora do post:
Estes dados e a imagem encontrei-os na revista Tempo Livre nº.  244 de Janeiro de 2013. Desejando ler o artigo na íntegra p.f. clique aqui.
Por achar curiosa a lenda que, eventualmente, terá dado origem aos capões é que resolvi trazê-la ao conhecimento dos nossos leitores. Nunca será demais dar a conhecer os nossos usos e costumes e, também, divulgar a  excelente gastronomia portuguesa.
Oxalá tenham gostado.
Bom apetite!
M.A.

29/01/13

RECORDANDO JAIME NEVES




Morreu o Major General Jaime Neves.
A comunicação social, nos vários meios de difusão já se encarregou de falar bastante desta personalidade e da sua actuação, quer no 25 de Abril de 1974, quer no 25 de Novembro de 1975. As opiniões sobre ele divergem, como é de esperar, consoante a cor política de quem  fala deste homem. O rolar do tempo, melhor do que o juízo dos homens o julgará e lhe dará, na história, o lugar a que tem direito.

Nunca o conheci pessoalmente mas, entre amigos, sempre houve conversas em que dele ouvia falar, muito especial,  durante aqueles  anos conturbados de 74/75.
E, como a história se faz de episódios, grandes e pequenos,  decidi hoje recordar um, passado com este oficial  que, na altura, muito  me divertiu. Ainda hoje eu lamento não  ter assistido a esta cena!…
O próprio Jaime Neves referiu  aquilo que irei contar, numa entrevista dada  à Revista Tabu do Jornal “O Sol”, em 2/5/2009. Poderá ler, na integra, a dita entrevista clicando aqui.

Estava ele nos Comandos, julgo que em 1975,  quando teve conhecimento de que um certo número de deficientes estaria a sequestrar o Governo, manifestando-se em cadeiras de rodas e foi-lhe pedido que interviesse. A seguir,  serão as  exactas palavras de Jaime Neves que irei transcrever:

_”Fui, num jip civil e vi a manifestação. Fui ter com os meus condutores das duas Companhias de Comandos e disse: _Vamos descer em segunda  e quero o máximo de rateres. Eles não eram nada deficientes e, quando viram as chaimites, levantaram-se e desataram a correr. Largaram tudo. Eu carreguei duas camionetas com as cadeiras de rodas e as próteses, para a Amadora. Fiz um aviso na rádio a todos que as quisessem. Em 15 minutos levaram tudo”.

Bom, caros leitores, se desconheciam este episódio,  que comentário se vos oferece fazer?

Todos nós conhecemos uma passagem da Bíblia que nos descreve o milagre  da ressurreição de Lázaro.
Jesus Cristo, terá sido procurado por uma pobre e desolada viúva que lhe disse ter falecido seu filho, único amparo que tinha.
Jesus, dirigiu-se ao sepulcro do Lázaro e disse-lhe: “Levanta-te e anda”! E nesse mesmo momento o milagre deu-se e o defunto ressuscitou.
Ora, no caso anterior, temos que admitir que mesmo  não estando presente Jesus Cristo, 'algum outro fenómeno terá  ocorrido', para aqueles deficientes terem recuperado tão prontamente os seus movimentos!...
E eu e  todos vós, claro que  nos congratulamos se, por fim,  aquelas cadeiras e próteses foram realmente parar ao local certo, beneficiando quem delas precisava e talvez não tivesse meios para as adquirir…
E assim se fez história!
M.A.

25/01/13

BEETHOVEN, 10 000 PESSOAS CANTANDO NO JAPÃO


                                                            Sendai, 11 de Março de 2011

Recebi, de um amigo, o vídeo “Beethoven – 10.000 people singing in Japan!” e, depois de o ver e ouvir, decidi logo partilhá-lo com os leitores. Resolvi mesmo nem alterar o texto que o acompanhava, só não mencionando o seu  autor, por desconhecimento.

Vejam, ouçam, deliciem-se e emocionem-se!...
Todos admiram, mas não explicam que aqueles 10.000 cantores estão ali gratuitamente, movidos por uma causa comum: lembrar os desaparecidos na catástrofe de há um ano,(a)  próximo de Sendai, no norte do Japão.
Esta “cerimónia” é transmitida de Sendai, o maior centro urbano das proximidades da catástrofe de 2011! Como os japoneses (orientais e de outra cultura) lembram os desaparecidos e se unem no esforço de reconstrução... com o “Hino da Alegria!”…
O Beato Diogo Carvalho, um missionário jesuíta, natural de Coimbra, martirizado em Sendai, em 22 de Fevereiro de 1624, deve ter lá estado em espírito a iluminar aquelas vozes!...
E viram como estão todos vestidos?... Não há um único a destoar.
Em 1993, aquando dos 450 anos da chegada dos portugueses ao Japão, não
conseguimos reunir nos Jerónimos 450 vozes para cantar a mesma parte da Nona Sinfonia!...
Só quem viveu entre os japoneses ou os conhece profundamente percebe o que está por trás deste belíssimo espectáculo... Sem dúvida, um povo ultra civilizado!... Já em 1550 São Francisco Xavier percebeu isso muito bem!...

(a)-Foi em  11 de Março de 2011 

E agora, leitores, aqui fica o convite habitual para clicarem aqui a fim de estabelecerem a ligação ao  dito vídeo.
Termino com a mesma frase que aparece no início:
“Vejam, ouçam, deliciem-se e emocionem-se”
M.A.

21/01/13

LILICA A CADELA





Apareceu recentemente nos meios de comunicação a história de Lilita, uma cadela, que em determinada cidade brasileira, se comporta de forma verdadeiramente extraordinária.
Ela terá sido abandonada, um dia, junto de uma sucata e, por ali ficou, acamaradando com outros animais, comendo alguns restos de comida que os habitantes da zona lhes dispensariam. Há cerca de três anos foi mãe de alguns cachorros e então, talvez “consciente  das suas responsabilidades maternas” decidiu fazer-se à vida e procurar outros meios de subsistência…

Foi então que na sua procura, Lilica conheceu, do outro lado da cidade, distante dois kilómetros,  uma professora que tinha por hábito diário alimentar alguns animais vadios e, claro,  tomou logo lugar junto destes.
Até aqui nada de anormal mas, daqui para a frente, é que a atitude solidária deste animal se torna difícil de perceber num irracional. É que, depois da sua barriga cheia, ela segurou nos dentes o saco com o resto da comida e levou-o consigo. E assim passou a ser, diariamente, até que a tal professora resolveu segui-la até ao destino, verificando assim que a comida se destinava aos restantes animais, seus companheiros,  com os quais vivia, no tal local da sucata. Melhor que as minhas palavras, para perceberdes a história completa, será clicardes aqui e verdes o vídeo que foi feito .

Creio que os leitores já terão visto um programa da tv onde determinado senhor denominado “O encantador de cães”, nos ensina a educar e a conviver com os 4 patas que temos como animais de estimação. Como eu, também o terão ouvido mencionar algumas vezes que os cães apenas agem por instinto e que os  humanos é que são detentores da inteligência…Isto, sinceramente, suscita-me  certas dúvidas,  pelo convívio que sempre tive com animais desta espécie e pelo comportamento observado em alguns deles.

Se os leitores entenderem, cliquem também aqui para lerem o que diz, sobre o assunto, esta veterinária brasileira. Que tudo isto nos leve a reflectir, mais uma vez,  sobre os animais e, muito especialmente, sobre o comportamento que nós “classificados como humanos” devemos ter para com eles, os ditos irracionais…
M.A.  

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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