Como tudo começou

31/03/10

QUER APRENDER A CONSERTAR O MUNDO?


Caiu sob os meus olhos, há tempos, um texto que achei muito curioso e da memória que ficou vou tentar contá-lo aos leitores.

Determinado estudioso vivia preocupado com tudo quanto se ia passando no mundo e reflectia na forma de solucionar todos os problemas de forma que assim, as pessoas passassem a viver mais felizes.
Um dia, estava ele embrenhado nos seus estudos e reflexões, quando entrou no seu gabinete o seu filho pequeno pedindo que lhe desse um pouco de atenção. A forma que este pai descobriu para manter o filho ocupado e, deste modo, deixá-lo continuar a trabalhar foi bastante imaginativa.

Pegou numa revista que por ali estava, folheou-a e, ao encontrar impresso numa página um mapa-mundo resolveu separá-lo em pedaços com uma tesoura e pedir ao garoto que voltasse a agrupar os recortes de papel, colando-os com fita adesiva. Pensou ter obtido um período mais ou menos longo sem que o filho o interrompesse mas, a verdade, é que se enganou. Pouco depois o miúdo entregava-lhe o mapa perfeitamente reconstruído, sem engano algum e, até acrescentando: Pronto, já aqui tens o mundo consertado!
O pai, ficou admirado, com a pronta capacidade da criança em colar tudo nos sítios certos uma vez que ela era ainda muito pequenina.

Na conversa que entre os dois se seguiu, a explicação veio simples:
_Olha papá, no princípio eu não sabia como consertar o mundo mas, lembrei-me que, quando estavas a cortá-lo com a tesoura, do outro lado da folha da revista havia um carro desenhado. Assim, voltei todos os bocadinhos ao contrário e , como um carro eu sabia como era, colei-os direitinhos. Depois, foi só voltar de novo a folha e percebi que já aprendera a consertar o mundo. E olha que, afinal, nem foi nada difícil!

Portanto, leitores, é só fazer o mesmo...
(Imagem recebida num mail )
M.A.

29/03/10

UM DOCE DE PÁSCOA


Para o Dia de Páscoa, se temos crianças em casa, vamos lá a pensar fazer-lhes uma surpresa com pintainhos como os da imagem, a saírem de dentro da casca do ovo!
Como estes pintainhos são comestíveis e doces, acreditamos que a miudagem lhes irá achar graça.

Ingredientes:

Leite 1 decilitro
Coco ralado 5 colh. das de sopa e + um pouco para revestir os pintainhos
Leite condensado 1 lata
Farinha maizena 2 colh. das de sopa, bem cheias
Margarina 1 colh. das de sopa
Gema de ovo 1
Cravinhos da Índia; papel plissado das formas de queques; flanela ou papel encarnado; cascas de ovos lavadas e secas; palitos.

Desfaz-se a maizena no leite, junta-se o coco, o leite condensado e a margarina derretida. Leva-se ao lume a engrossar, mexendo sempre. Coloque a gema e deixe só mais um minuto no lume para a cozer.
Espera-se que arrefeça e coloca-se a mistura ainda algum tempo no frigorífico.

Moldam-se bolinhas de dois tamanhos que se rolam em coco ralado. Nas bolas maiores, damos o jeito das asas e também do rabinho, para formar o corpo dos pintos. Nas mais pequeninas vamos espetar dois cravinhos para imitar os olhos e fazer o bico com um pequeno losango de flanela ou papel encarnado, dobrado a meio. Une-se corpo e cabeça com o auxílio de um palito e metem-se os pintos numa meia casca de ovo. Se gostar, pode até usar cascas pintadas com purpurina. Aproveitando a parte plissada de uma forma de papel (das dos queques) faz-se um leque para o rabinho e uma crista para a cabeça dos pintos. Coloque-os de novo do frigorífico até à hora de irem ser servidos.

Use estes pintainhos como enfeite de um bolo, ou, dada a quadra em que estamos, por exemplo, a marcar o lugar das vossas crianças, na mesa do almoço de Páscoa. Se entenderem, digam depois se resultou

Nota importante - Não esquecer retirar o palito e demais elementos não comestíveis, antes das crianças comerem os doces.
M.A.

28/03/10

O SOLDADO«MILHÕES»

Se perguntarmos quem foi Aníbal Augusto Milhais (1895-1970), pode ser difícil obter uma resposta, mas , se referirmos simplesmente “o soldado Milhões”, possivelmente teremos mais sorte. Pelo menos se estivermos entre gente de uma geração que tenha alguns conhecimentos sobre a 1ª Guerra Mundial, de 1914/18.

Este homem foi um humilde camponês transmontano, nascido em Valongo, concelho de Murça que, em chegando a hora de “ir às sortes” foi incorporado no Regimento de Bragança e depois no de Chaves.
Em 1917, com a guerra a decorrer, como tantos mais, lá partiu ele para a frente de combate sendo integrado nas forças aliadas. Porém, é passado um ano, na Flandres, justamente no dia 9 de Abril de 1918, quando se travava a Batalha de La Lys que este soldado entra na história como herói.
O avanço alemão estava a processar-se, em força e, a derrota para o lado de cá parecia inevitável. As baixas humanas eram elevadas e tudo parecia perdido. Foi então que o soldado Milhais, já sozinho na trincheira e, empunhando a metralhadora Lewis a que carinhosamente chamava “a minha querida Luísa” fez frente a uma coluna de motociclistas alemães que prontamente dizimou. Outras colunas avançaram tendo tido idêntico tratamento e, a verdade, é que a acção de valentia deste homem, deu às forças inimigas a noção de estarem frente a um forte núcleo de combatentes e permitiu entretanto, que as forças aliadas, atrás 30 Klm, tivessem tido tempo para se posicionarem mais convenientemente.

Depois, o pobre do soldado Milhais vagueou por ali vários dias, extenuado e esfomeado, acabando por se encontrar com um médico escocês que será afinal quem o reconduzirá à guarnição e dará a conhecer o seu feito heróico. Julgamos que é neste momento que o Comandante (a) abraçando este português de apenas 1,55m de altura, terá dito:_ «O teu nome é Milhais mas tu vales é Milhões!» - apelido este que substituiu, desde logo, o de nascimento e, pelo qual passou a ser conhecido.
Decorridos três meses, Milhões praticou novo acto de bravura em “Huit Maisons”, salvando toda a sua guarnição composta por portugueses e escoceses.
Era condecorado com a Ordem da Torre e Espada, a Cruz de Guerra de 1ª. classe e a Cruz de Leopoldo da Bélgica. Em Murça foi também colocado um busto seu.

(a)- Nas fontes pesquisadas para saber o nome deste comandante apareceram-nos dois nomes, General Ferreira do Amaral e General Tamagnini.
-Para saber mais sobre o soldado Milhões queira clicar aqui.

M.A.

27/03/10

HORA DO PLANETA 2010


Para os leitores mais distraídos que ainda não sabem do que se trata e o que acontecerá hoje, entre as 20,30 e as 21,30 horas, é favor clicarem aqui.

M.A.

26/03/10

Arte de mãos dadas com a Madeira - exposição de pintura de 8/04 a 3/05/2010














Artistas plásticos uniram forças para promoverem uma exposição e venda de arte a favor da Madeira (Arte de mãos dadas com a Madeira).

Assim, já contamos com o apoio da Galeria Mafalda D' Eça no Monte Estoril e da Rede galeria aaberta.com e da AMI.

O evento irá realizar-se no dia 8 de Abril na Galeria Mafalda D'Eça no monte Estoril.

Participantes:

Ana Camilo, Ângelo Vaz, António Maria, António Dulcídio, Aristides Meneses, Armando Guerra, Augusto Barros, Augusto Patão, Carla Campos, Carla Taveira, Carlos Dugos, Carlos Godinho, Cátia Rodrigues, Célia Ribeiro, Damião Vieira, Daniel Monteiro, David Levi, Eduardo Patarrão, Eduardo Viana, Elsa Oliveira, Emília Nadal, Fernando Gaspar, Filipe Amaral, Francisco Guilherme, Francisco Urbano, Hans Varela, J. Nieto, João Carit, Jorge Aragão, José Cardoso, Julio Pomar, Kim Molinero, Maria de Freitas, Maria da Glória, Maria Tereza, Mário Cesariny, Mário Vinte e um, Mafalda D'Eça, MAN, Manuela Araújo, Martio, Miguelevi, Nicolau Campos, Paulo Canilhas, Pé-Leve, Pedro Prata, Renato Pereira, Ricardo Passos, Ricardo Paula, Rico Sequeira, Ruben Torbay, Silvana, Teresa Ramalhosa, Teresa Robalo, Vifer.

A exposição estará patente até dia 03/05/2010

Galeria de Arte Mafalda D'Eça
Avenida Sabóia, nº 914-D - Loja 3
Monte Estoril

24/03/10

ARTE NOVA


A Arte Nova foi um estilo estético especialmente de design e arquitectura, surgido em França e na Bélgica, entre as últimas décadas do Sec. XIX e primeiras do Sec. XX.


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Em Portugal apareceu mais tarde, apenas por volta de 1905 e, já estava a desaparecer cerca de 1920. Segundo apuramos, Aveiro foi uma das localidades onde este estilo teve uma implantação bastante forte e onde ainda hoje se podem encontrar inúmeros exemplares de arquitectura deste género. Se acaso quiser conhecer mais um pouco sobre este estilo só terá que clicar aqui.


Trazemos um vídeo que nos parece também ser muito elucidativo sobre este assunto e as duas fotos são de uma casa situada em Lisboa, mais exactamente em Campo de Ourique. (Já falamos desta casa aqui no blog. Vê-se nela a placa que assinala a explosão duma granada em 4 de Outubro de 1910) Na altura em que fizemos estas fotos queríamos também fotografar os bonitos painéis de azulejo de uma pastelaria próxima. Com pena nossa, estavam tapados por motivo de obras de restauro.

Vídeo recebido num e-mail; fotos da autora do post.
M.A

23/03/10

"Sobretudo TANGO, a escola de Tango Argentino da SIMECQ"


A SIMECQ tem em actividade uma escola onde se ensina sobretudo tango, mas também as bases de outras danças das mais praticadas socialmente.
Os responsáveis pela leccionação são Eliseu Beja e Maria João Branco
A escola funciona com aulas regulares às quintas - feiras das 20,30 às 22,15 h, desde Setembro de 2009, mantendo-se abertas as inscrições.

É portanto um espaço de iniciação , dirigido a pessoas de todas as idades, com ou sem experiência em dança, tendo como requisito mais importante o "gostar de dançar", nada mais.
A sua actividade teve início com a organização de um workshop de iniciação nos meses de Maio e Junho de 2009.
Este ano iremos repetir iniciativa semelhante , com o objectivo de recrutar mais praticantes, sendo dirigida àqueles que nunca experimentaram esta dança, mas gostariam de o fazer.
As aulas deste novo workshop terão lugar no salão nobre da SIMECQ todas as terças - feiras dos meses de Maio e Junho, entre as 20,30 e as 22.00 h.

Para obter informações mais detalhadas ou proceder à inscrição deverão telefonar para Eliseu Beja (professor) - 969066678 ou Alberto Cabral (Presidente da SIMECQ) -934064359 ou, em alternativa, enviar um e.mail para eliseubeja@gmail.com ou simecq.direccao@netcabo.pt .
Para um melhor conhecimento da actividade da escola poderão visitar sobretudotango-eliseumjoao.blogspot.com

22/03/10

Teatro na SIMECQ

Vem aí mais uma peça de teatro...

O trabalho de bastidores envolve grandes e pequenos... jovens e menos jovens...actores, artistas, modistas, habilidosos...










































No Atelier de Artes, executa-se o cenário.....


Para saber mais vá visitando o blog

A data da estreia está quase a ser revelada!

21/03/10

Primavera vs Poesia

Hoje chega a Primavera
Comemora-se o dia da Poesia
e até o Sol nos brindou
para que tenhamos um bom dia!

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Da nossa amiga Clotilde recebemos este bonito poema que resolvemos partilhar com os leitores neste Dia Mundial da Poesia. A imagem também nos foi enviada por ela.

Não guardes os sonhos só para ti.
Atira-os ao ar
E deixa que o vento os leve.
E que lá longe,
muito longe
alguém os apanhe
e possa também Sonhar.

Um abraço da Clotilde Moreira
M.A.

20/03/10

RECEITA DE ALEGRIA


De quando em vez, acontece-nos deparar com textos, escritos por alguém, e sentir que, muito do que estamos a ler, se ajusta à nossa própria maneira de ser e de pensar.
Um exemplo disso, será o vídeo que hoje trazemos.

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Alguém teve a feliz ideia de, a desenhos e pinturas de Picasso, juntar algumas reflexões bastante interessantes, também a ele atribuídas e, às quais, deu o título de Receita de Alegria.

Porque todos desejamos que haja sempre um pensamento positivo a acompanhar as nossas e as vossas vidas, é com esse propósito no pensamento que vos convidamos, então, a ver o vídeo em causa. Que esta “Receita” vos possa, pois, dar alguma ajuda neste sentido.
(Vídeo recebido num e-mail)
M.A.

18/03/10

Shuffle Progression na SIMECQ dia 27/03/2010- 22 horas

*Actividade inserida na comemoração dos 130 anos da SIMECQ*

É já Sábado dia 27 de Março, a partir das 22 horas, que estes artistas da Cruz Quebrada, actuam pela primeira vez "em casa".
É verdade o Fernando Campos e o DJ Paulo Leite, apesar de serem da nossa terra, nunca cá tinham mostrado o seu trabalho.

Este espectáculo promete muita música e animação.

Contamos desde já com a vossa presença!



Veja aqui o vídeo promocional

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16/03/10

MIRANDA DO DOURO (2ª PARTE)

Este é o nosso segundo encontro para um passeio nocturno pelas ruas de Miranda do Douro. A primeira parte já foi mostrada aqui no blog em 06/12/09 e, se a quiser rever apenas terá que clicar aqui. A beleza das imagens captadas pelo nosso amigo Fausto Andrade e o som que as acompanha dispensa, de novo, qualquer comentário.
Na eventualidade de, no vídeo, haver alguma dificuldade na leitura dos textos que correspondem aos slides 2 e 12 resolvemos transcrevê-los neste apontamento.
Podem, também, fazer a paragem do vídeo durante o tempo preciso para a leitura dos referidos textos.

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ANTIGO PAÇO EPISCOPAL –séc. XVII - (Slide 2)
Os primeiros bispos de Miranda tiveram de habitar no Castelo. Só em 1601 se inicia a construção do Paço Episcopal e do Seminário. Quando ficou pronto, mais de um século depois, a sua opulência não era inferior à da Sé, cujo estilo, renascentista, imitou. O Paço desenvolvia-se em torno de um pátio central, cingido por um claustro em arcada rebaixada, sobre colunas monolíticas. E, embora muito abalado por incêndios sucessivos, durante os sécs. XVII e XVIII, foi a transferência definitiva da sede da Diocese para Bragança, em 1780, que o fez entrar em ruína acelerada. A sombra da sua monumentalidade projecta-se ainda hoje no claustro e no pórtico do Seminário. Mas, não obstante o estado de ruína, o seu poder simbólico mantém-se porque os bispos continuaram sempre a gravar o seu nome no respectivo memorial, à entrada do pórtico renascentista do primeiro Paço Episcopal da Diocese.

Antiga Sé –sécs. XVI e XVIII - (Slide 12)
Até meados do séc. XVI, a dimensão da Arquidiocese de Braga não permitia ao pastor apostólico visitar regularmente o seu rebanho transmontano, muito afastado. Por isso, o Papa Paulo III, a pedido de D. João III, fundou em 1545 a nova diocese de Miranda. A Igreja de Santa Maria, dos finais do séc. XIII, dava assim lugar (e a pedra) à nova Sé, cujo projecto foi elaborado pelos arquitectos Gonçalo de Torralvae Miguel Arruda, muito bem aconselhados pelo próprio Rei, que, como monarca do Renascimento, era um apaixonado pela arquitectura. A primeira pedra foi colocada no dia 24 de Maio de 1552, mas o lajeado do pátio só ficou pronto em 1620, ou 1621. A capela-mor é de meados do séc. XVIII. Templo majestoso, de três naves e transepto, foi a Sé que trouxe o Renascimento para Miranda, muito embora as abóbadas de cruzaria sejam ainda subsidiárias do gótico medieval. O retábulo de S. Bento, (séc. XVI), o do altar-mor, um dos mais imponentes conjuntos esculturais maneiristas do séc. XVII, da escola de Gregório Hernandez, de Valladolid, e o Menino Jesus da Cartolinha(séc. XVIII) fazem parte do recheio da catedral. Mas, numa cidade exígua, ainda tão esmagada pela cerca medieval, a antiga Sé aparece-nos, de repente, como uma escultura imponente, cujos efeitos de surpresa e espectacularidade são os elementos essenciais.

Nota: Uma vez mais sentimo-nos muito felizes pela oportunidade de mostrar um trabalho com a qualidade a que este amigo F. Andrade já nos habituou.
M.A.

14/03/10

ORAÇÃO DAS MULHERES RESOLVIDAS


Do Médico psiquiatra e sexólogo, Dr. Júlio Machado Vaz trazemos hoje um delicioso poema em que ele, com aquele humor que lhe é tão peculiar, brinca com a relação homem-mulher duma forma bastante curiosa, pois, digamos, aqui aparecem “eles, um pouco como vítimas”.
Ora isto, vindo escrito por um homem traduz, a nosso ver, uma mentalidade aberta e livre daqueles preconceitos ligados à chamada “guerra dos sexos” em que há, por vezes, a tendência para confundir as diferenças entre um e outro, como superioridades ou inferioridades. Mas claro que isto não é novidade alguma para quem já o conhece, o foi ouvindo na Rádio ou TV ou, teve mesmo oportunidade de ler os livros que escreveu. Se precisar de recordar os seus dados biográficos queira, p.f. clicar
aqui.
Convido então todos a lerem e a divertirem-se com a graça saudável que o autor soube imprimir a este poema:

ORAÇÃO DAS MULHERES RESOLVIDAS

Que o mar vire cerveja e os homens aperitivo,
que a fonte nunca seque,
e que a nossa sogra nunca se chame Esperança,
porque Esperança é a última que morre...
Que os nossos homens nunca morram viúvos,
e que os nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençoe os homens bonitos,
e os feios se tiver tempo...
Deus...
Eu vos peço sabedoria para entender um homem,
amor para perdoá-lo e paciência pelos seus actos,
porque Deus,
se eu pedir força,
eu bato-lhe até matá-lo.

Um brinde...
Aos que temos,
aos que tivemos e aos que teremos.

Um brinde também aos namorados que nos conquistaram,
aos trouxas que nos perderam,
e aos sortudos que ainda vão conhecer-nos!

Que sempre sobre,
que nunca nos falte,
e que a gente dê conta de todos!
Amén.

P.S.: Os homens são como um bom vinho: todos começam como uvas é dever da mulher pisá-los
e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar.
Júlio Machado Vaz

(Nota da autora do post: Há anos, no lançamento de um novo livro de uma amiga comum, o Dr Machado Vaz foi justamente o apresentador. Em seguida, já numa amena conversa de grupo, foi contada uma anedota em que os homens eram as personagens também "atingidas". Pois, tenho ainda no ouvido, a saborosa gargalhada que ele soltou.) M.A.

13/03/10

SIMECQ a caminho do 130º aniversário

Nasceu em 1880, e continua jovem e cheia de vitalidade.

A SIMECQ tem prevista a realização de várias iniciativas das diversas actividades da colectividade, que se iniciam já este mês de Março.

Tudo faremos para divulgar no nosso blog, as várias iniciativas, de forma a que todos possam juntar-se a nós, na comemoração de tão importante aniversário.

Viva a SIMECQ

12/03/10

@ O ESTRANHO “A” ENCARACOLADO (CONTINUAÇÃO)


Em 22/10/2008 publicamos um post sobre este assunto, que se quiser rever é só clicar aqui) Agora, do mesmo autor, chegou às nossas mãos um outro apontamento mais completo que, embora um pouco extenso, consideramos muito interessante e decidimos publicar na integra.

«De onde vem o misterioso sinal @, a que os portugueses chamam «arroba», os norte-americanos e ingleses «at», os italianos «chiocciola» (caracol) e os franceses «arobase»? Porque razão foi ele escolhido para os endereços de correio electrónico? Na verdade, não conhecemos ao certo a origem deste misterioso símbolo. Nem estávamos preocupados com o problema, até que ele começou a entrar no nosso dia-a-dia e foi preciso arranjar-lhe uma designação.

A princípio, os portugueses chamavam-lhe «caracol», «macaco» ou outro nome claramente inventado. Depois, houve quem reparasse que a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira dizia tratar-se do símbolo de arroba, pelo que esse nome pegou.Que terá a arroba a ver com esse sinal? Não se sabe ao certo, mas há pouco mais de um ano, o investigador italiano Giorgio Stabile descobriu um documento veneziano datado de 1536 onde esse símbolo aparecia. Estava aí a representar ânforas, utilizadas como unidades de peso e volume. Posteriormente, num vocabulário Latim-Espanhol de 1492, Stabile encontrou o termo «arroba» como tradução castelhana do latim «amphora». A ânfora e a arroba, concluiu o investigador italiano, estariam na origem da estranha letra retorcida.


O encadeamento dos factos é fascinante, mas há pontos obscuros. A palavra «arroba» não tem qualquer relação com «ânfora», pois vem do árabe «ar-ruba'a», designando «um quarto» ou «a quarta parte», como se aprende no Dicionário Etimológico de José Pedro Machado. Trata-se de uma unidade de peso que equivale a 14,788 quilogramas e que habitualmente se arredonda para 15kg. Podia ser que uma ânfora cheia de vinho tivesse esse peso, mas a semelhança fica por aí.
No século XVII o mesmo símbolo reapareceu, mas com outro significado. Utilizava-se para abreviar a preposição latina «ad», que significa «para», «em», «a», e que se usava para introduzir os destinatários das missivas. Condensava-se o «a» e o «d», num único carácter. É a chamada ligatura. O dicionário brasileiro Aurélio diz que ligatura é a «reunião, num só tipo, de duas ou mais letras ligadas entre si, por constituírem encontro frequente numa língua». Nesse mesmo dicionário da língua portuguesa confirma-se o símbolo @ como abreviatura de arroba.

O misterioso @ continuou a ser utilizado até ao século XIX, altura em que aparecia nos documentos comerciais. Em inglês lia-se e lê-se «at», significando «em» ou «a». Quem percorra as bancas de fruta ou os mercados de rua norte-americanos vê-o frequentemente. Os vendedores escreviam e continuam a escrever «@ $2» para significar que as azeitonas se vendem a dois dólares (cada libra, subentenda-se). Para eles não se trata de nenhuma moda: sempre viram aquele símbolo como a contracção das letras de «at».

Na máquina de escrever Underwood de 1885 já aparecia o @, que sobreviveu nos países anglo-saxónicos durante todo o século XX. O mesmo não se passou nos outros países. No teclado português HCESAR, por exemplo, que foi aprovado pelo Decreto-lei 27:868 de 1937, não existe lugar para o @. Por isso, quando o símbolo reapareceu nos computadores, ele tinha já um lugar cativo nos teclados norte-americanos, por ser aí de uso frequente. Nos nosso teclados só foi acrescentado nos anos 80 e encavalitado noutra tecla: é preciso pressionar simultaneamente Ctrl+Alt+2 ou AltGr+2 para o fazer aparecer.

Quando o correio electrónico foi inventado, o engenheiro Ray Tomlinson, o primeiro a enviar uma mensagem entre utilizadores de computadores diferentes, precisou de encontrar um símbolo que separasse o nome do utilizador do da máquina em que este tinha a sua caixa de correio. Não queria utilizar uma letra que pudesse fazer parte de um nome próprio, pois isso seria muito confuso. Conforme explicou posteriormente, «hesitei apenas durante uns 30 ou 40 segundos... o sinal @ fazia todo o sentido». Estava-se em 1971 e esses 30 ou 40 segundos fizeram história, mas criaram um problema para os países não anglo-saxónicos. Não foi só nos teclados, foi também na língua.

Em inglês, «charles@aol.us» entende-se como «Charles em aol.us», ou seja, o utilizador Charles que tem uma conta no fornecedor AOL, situado nos Estados Unidos. Mas em português não soa bem ler «fulano@servidor.pt» dizendo fulano-arroba-servidor.pt. Nem tem muito sentido. Mas qual será a alternativa? Uma solução seria seguir o inglês e dizer «at». Outra ainda seria dizer «a-comercial», como nos princípios do século XX se chamava a esse símbolo no nosso país.

Talvez o melhor fosse utilizar «em». Mas haverá soluções mais imaginativas. Quem quiser gastar o seu latim pode proclamar «ad», rivalizando em erudição com o mais sábio dos literatos. Ou surpreender toda a gente, anunciando uma «amphora» no seu endereço.»

Nuno Crato (presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática)

1ª Imagem -O sinal hoje conhecido como "arroba" numa lápide funerária da Igreja de S.Francisco em Estremoz.

2ª Imagem - Igreja de S.Francisco em Estremoz

3ª Imagem - "1696 Fevº. 8 - Carta do Provedor e Irmãos da Misericórdia do Porto, D.João de Sousa" Biblioteca da Ajuda, Cota: BPA 54-VIII, nº 98b (cortesia de Vasco R.Silva)

M.A.




10/03/10

CABEÇAS DE VELHO E DE VELHA


Quem tenha o hábito de passear ao ar livre depara-se, por vezes, com coisas bastante curiosas.
Desta vez chamamos a atenção para dois enormes rochedos que existem no nosso pais aos quais a natureza concedeu forma e contornos de cabeças humanas. Estou a referir-me, em primeiro lugar ao que se situa na Serra de Estrela e que é chamado de “Cabeça de Velho”.
Como a imagem mostra, o seu perfil assemelha-se bastante à cabeça de um ancião.

O segundo rochedo fica na Serra de Peneda e é chamada “Cabeça de Velha” também pela configuração que apresenta, conforme poderão constatar nesta foto.
Em relação a esta última rocha, a tradição enriqueceu-a com uma lenda de amor:

_Teria existido nas redondezas um D. Bernardo, senhor muito poderoso, com uma sobrinha chamada Leonor . O destino levou esta jovem a apaixonar-se por um fidalgo, pouco endinheirado, D.Afonso, facto que não agradaria ao tio, como se adivinha.
Uma velha aia da jovem, de nome Marta, que servia de intermediária nestes amores, tinha tal dedicação e fidelidade à sua ama que jurara mesmo transformar-se em pedra se alguma vez se visse obrigada a traí-la .
Acontece que, num dia em que a dita aia trazia consigo recado para os apaixonados se irem ver, foi interceptada pelo tio fidalgo e obrigada, sob tortura, a divulgar o sítio e hora do encontro, sendo ainda ameaçada se, acaso disto desse conhecimento, a Leonor ou Afonso. É que o tio decidira ir com os seus criados surpreender os apaixonadas para um severo castigo.
Estava o par trocando juras de amor, quando ouviram um som qualquer, vindo do local onde ficara, de vigia, a aia. Dirigindo-se para lá não a encontraram deparando apenas com este rochedo que antes não existia. Nele reconheceram as feições da velha aia e, recordando a jura que lhe tinham ouvido, isto foi percebido como o sinal para escaparem para um local bem distante dali, onde, reza também a lenda, finalmente casaram e foram muito felizes.

(Fotos e dados retiradas da Net)
M.A.

08/03/10

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


O Dia Internacional da Mulher que é celebrado anualmente em 8 de Março teve origem em várias manifestações realizadas por mulheres, tanto na Europa, como também nos Estados Unidos.
Estava-se então no início do Sec. XX e as mulheres vieram para a rua porque lutavam, quer por melhores condições de trabalho, quer pelo direito ao voto que não lhes era concedido ainda. Mas, esta data, apenas em 1975 viria a ser oficialmente adoptada pelas Nações Unidas. Porém, se olharmos para trás, verificamos que mesmo decorridos todos estes anos, em cada dia somos ainda confrontados com notícias, vindas das várias partes do mundo, de mulheres que sofrem descriminação, violência, humilhações de múltiplas espécies. Enfim, alguma coisa já se fez mas, o panorama ainda terá que melhorar para que o equilíbrio de vida entre homens e mulheres possa ser considerado efectivamente mais justo.

A todas as mulheres que ainda hoje continuam esta luta por dias melhores, aqui fica a nossa homenagem e um abraço fraterno. No mesmo abraço incluímos os homens que, neste movimento, com o mesmo desejo de mudança, as acompanhem.

Que homens e mulheres dêem as mãos, afinal, no sentimento conjunto de um mundo melhor e mais justo para todos os seres do planeta!...
f.c / M.A.

06/03/10

TEMPESTADE ALTERA PRAIA DO GUINCHO

Os ventos ciclónicos que atingiram os 140 quilómetros por hora no passado sábado, 27 de Fevereiro, e a agitação do mar, transformaram a praia do Guincho, em Cascais. No lugar do areal raso até ao mar há agora uma autêntica falésia de areia. Isabel Nery



Nota: Fotos e texto recebidos num e-mail.
M.A

05/03/10

OS MISTERIOSOS DESENHOS NOS CAMPOS (AGROGLIFOS)

Em vários países como o Canadá, E.U.A., Holanda, França, Inglaterra…os produtores de cereais têm sido surpreendidos pelo estranho fenómeno de desenhos geométricos aparecidos nos seus campos.
São feitos durante uma noite, geralmente nos campos de trigo e cevada e, ao abrigo dos olhares de quem quer que seja. Também já apareceram na erva e neve dos Himalaias, bem como em zonas arenosas e lagos gelados.
Estes desenhos geométricos, também designados por agroglifos, são perfeitamente regulares e, por vezes, muito complexos. O seu diâmetro varia entre as dezenas e as centenas de metros. Surgem geralmente no verão quando as plantações estão mais altas e, portanto próximas da colheita.
De vez em quando, T.V. e jornais referem este assunto aventando hipóteses várias e, quem procurar na Net encontra também diversos relatos e teorias. O leque é variado, tanto se afirma não passarem de fraude, como até se admite serem manifestações de seres extraterrestres. O astrofísico Dr. Paul LaViolette, presidente da “The Starburst Foundation” foi uma das entidades que, tendo estudado estes fenómenos, concluiu que ainda não foi encontrada qualquer explicação lógica para os mesmos.

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Este pequeno apontamento, baseado na pesquisa que fizemos, servirá, modestamente, de apresentação ao vídeo com imagens daquilo em que estivemos a falar.
M.A.

03/03/10

PORTO- RUA DA BATERIA (OU BATARIA ) DA VITÓRIA



Publicamos um apontamento sobre determinada casa que existe na esquina da Rua de S.Bento da Vitória com a Rua de S. Miguel e, querendo relembrá-lo queira clicar aqui. Como esta é uma zona do Porto, historicamente falando, bastante rica , isso determina estarmos a voltar a ela.

No outro post, o nosso relato interrompeu-se, justamente, perto da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória. Falamos na rua que lhe fica logo ao lado e dá agora título a este apontamento, prometendo retomar o tema. É o que faremos de seguida:




_Estamos num pequeno largo, com alguma vegetação, pouco cuidada e algumas árvores. Na parte fronteira há um muro junto do qual podemos avistar o Douro, Gaia e a parte Leste da cidade do Porto. Fizemos algumas fotos que vos darão uma ideia do panorama que temos à nossa frente.
Uma vez que este nome “Bataria” despertou a nossa atenção, lá fomos recuando no tempo e, vejam a que a novas descobertas isso nos levou:
_Em 1832, durante o cerco do Porto, esteve instalada junto a esta igreja uma base de defesa da cidade, uma bateria de Artilharia, a que o povo passou a chamar mais tarde, “A Bataria da Vitória”. Daquele local, as bocas de fogo dominavam toda a vila de Gaia e, ao que parece, as tropas Miguelistas ripostaram também em força. Presumivelmente, os cálculos de tiro dos artilheiros do. D Miguel, foram pouco precisos e, não aniquilando a bateria das tropas de D. Pedro foram contudo acertar na igreja, causando-lhe danos muito consideráveis , quase a destruindo. Terminada a guerra civil, a sua reconstrução viria a demorar 20 anos, uma vez que só em 1853 as obras foram terminadas.
Sobre a porta lateral ficou um projéctil de canhão, em ferro, cravado na parede e o abade da época resolveu deixá-lo ali como recordação das lutas então travadas. Pintaram-no de preto, enquadraram-no num nicho encarnado e colocaram a data de 1833. Mais tarde, mesmo depois de desaparecida a cor do nicho e a data, o projéctil, mesmo ferrugento lá continuou cumprindo a sua função de recordar as Lutas Liberais
A acção desta bateria de Artilharia foi tão importante na defesa da cidade, que, a Câmara deliberou, em 28/10/1835, que a rua junto da igreja passasse a denominar-se, em sua honra, “Rua da Bataria da Vitória”.

Já agora, não resisto a contar mais um curioso e sobretudo insólito, bocadinho da história desta Igreja:
Em 1874 houve nela um incêndio que, em seguida, levou a Confraria do Santíssimo a ter de providenciar uma grande remodelação no templo. Uma nova Imagem da Padroeira foi esculpida pelo grande Mestre Soares dos Reis e solenemente colocada no altar reconstruído. Mas, agora leitores, pasmem com o que aconteceu: _Alguém, que na altura teve poder de decisão neste assunto, segundo os dizeres do inventário paroquial, entendendo que o rosto esculpido “não tinha aspecto religioso e unção adequada” mandou cortar a cabeça à imagem e colocar, em seu lugar, uma outra “ajeitada por um santeiro”, do qual julgamos, nem o nome se sabe.

Apetece-nos rematar com aquela conhecida e muito ouvida frase do falecido Fernando Pessa: _«E esta. hein?»

(A pesquisa para este post foi feita na Obra “PORTO” de Hélder Pacheco. Desse livro é também a foto do projéctil na parede da igreja.
Todas as outras fotos são de quem escreveu este post )
M.A.

01/03/10

PIROLITO


Estou mesmo a ouvir, alguém que dê com os olhos neste post e, não seja propriamente de idade muito jovem, dizer de imediato:_Olha…o Pirolito!...
Pois é…será logo identificado e recordado como uma das bebidas mais populares durante a primeira metade do Sec.XX.
Era uma bebida preparada com um xarope de açúcar, ácido cítrico e essência de limão aos quais, depois, se adicionava gás carbónico. A principal particularidade estava no formato da garrafa e no sistema que a fechava.
O gargalo era abaulado e tinha duas “amolgadelas” laterais que serviam para segurarem um berlinde de vidro que, pela acção do gás introduzido era assim empurrado até um aro de borracha, fechando a garrafa hermeticamente. Para a abrir era um dedo que fazia descer o dito berlinde e, consequentemente, permitia a entrada do ar dentro da garrafa.
Esta garrafa foi, segundo se sabe, inventada por um inglês, Hiram Codd (1838-1887) e muito usada para diversas outras bebidas gaseificadas, por toda a Europa e também nos Estados Unidos.
O facto de existir esse berlinde era mais um aliciante para que os miúdos, depois de bebido o refrigerante, partissem a garrafa para retirarem a bolinha de vidro com a qual iriam então jogar renhidas partidas de “bilas”.
Espalhavam-se de Norte a Sul do país as fábricas que se dedicavam ao fabrico dos Pirolitos que, à época, era, sem dúvida alguma o refrigerante mais popular e mais barato.
Custava, nos anos 40 cerca de $50 e depois, nos anos 50, estava em 1$20.
E é justamente na década de 50 que começa o declínio deste refrigerante. A legislação, preocupada com a higiene no seu fabrico obrigou a dispendiosas remodelações nas fábricas e, este modelo da garrafa com a esfera de vidro dentro foi abolido por ser considerado de difícil limpeza. Pensamos que ainda se venderam Pirolitos em garrafas fechadas com caricas mas, isso já não tinha graça nenhuma.
Acontece que, em algumas feiras de velharias, ainda vemos garrafas destas o que deve constituir uma curiosidade para a gente mais jovem. Mas, acreditamos que, por perto, esteja sempre quem a possa esclarecer sobre aquela garrafa com um berlinde lá dentro.
E pronto, aqui ficou um breve apontamento sobre o Pirolito.

(Elementos retirados de um e-mail que recebemos)
M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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