Como tudo começou

28/11/12

AS BORBOLETAS NA JOALHARIA



 Uma amiga trouxe-me há tempos umas folhas de uma revista, cujo nome não pude identificar nas quais havia um artigo, intitulado  “Borboletas na Joalharia” assinado por  Marionela Gusmão.

O artigo começa assim:
“As borboletas, insectos lepidópteros que se compõem de cabeça, tórax e abdómen, foram e continuam a ser os deslumbramentos das crianças que as seguem com o olhar, as paixões dos cientistas que investigam as várias espécies e o prazer de muitas mulheres que ostentam a sua beleza sob a forma de jóias em esmaltes e pedras de cor e diamantes.”


Por ser um pouco extenso não poderei publicá-lo na íntegra e, ficar-me-ei também  por  algumas das imagens das peças de joalharia que o acompanham. São obras de várias épocas, de vários autores entre os quais parece mesmo encontrar-se um português, cujo nome não é mencionado Ainda que  em tempo de crise não haja disponibilidade  para  pensar em artigos de luxo os nossos olhos não deixarão de gostar  de ver estas artísticas peças
.







1,2,3 e 4 -  Autor um joalheiro português no ano 2000, colecção E. Nobre
5 – Brilhantes, baquelite, incisa, rubis e safira em cabochon. Blak Starr & Frost-USA cerca de 1930
6 – Esmalte, crisoberilos e diamantes. Assinado Child & Child. Cerca de 1900
7 – Ouro, pérolas, esmaltes (plique-à-jour) e diamantes. Masriera. Cerca de 1905
8 – Esmalte,(Plique-à-jour), safiras e diamantes.Assinado Boucheron, cerca de 1900
9 – Diamantes e safiras em “serti-invisible”.Van Cleef & Arpels. Anos 30

Aqui ficam pois alguns exemplos da arte da ourivesaria  inspirados na borboleta. 
M.A.

22/11/12

CROMOS “OS BICHOS”


Quando eu era ainda uma garota e andava na escola primária dei conta de, às tantas, os meus irmãos, um pouco  mais velhos do que eu, andarem entusiasmados a coleccionar cromos dos jogadores de futebol. Os cromos vendiam-se num quiosque lá da terra e vinham enrolados junto com uns  rebuçados de qualidade bem duvidosa…. Acontecia que, a maior parte das vezes o açúcar dos rebuçados derretia e lambuzava todo o conjunto. Era então necessário  despegar os  cromos e fazer-lhes  uma limpeza antes de colar na caderneta. Uma vez preenchida esta o prémio era uma bola de futebol, feita com segmentos de  cabedal, cosidos entre si,  como era uso na altura.
Mas, também a qualidade deste prémio deixava muito  a desejar  porque, a que calhou aos meus irmãos, pouco resistiu aos chutos que lhe foram dados…
Estas recordações surgiram, agora, após ter recebido, de um amigo, esta colecção de cromos que mostro  hoje.








Trata-se de uma edição da Fábrica de Confeitaria Victória, do Porto que, ao que parece teve bastante fama com as colecções que ofereceu à miudagem.
Da colecção “Os Bichos” que é a que aqui trago julgo ter havido duas edições, uma surgida nos anos quarenta e outra entre  fim dos anos sessenta e princípio dos anos setenta. Pela pesquisa feita li que a totalidade seria de 200 cromos o que me levou a concluir que esta foi então  a primeira metade da colecção.
Como curiosidade, em 3-3-2010, andando eu a deambular pelo Porto, pelas imediações da Rua da Victória, junto à Igreja Paroquial da N.S. da Victória dei, justamente, com a fachada da Fábrica dos Rebuçados Victória, já em ruínas, mas onde ainda se via um qualquer letreiro com o nome. Penso  ter feito fotografias mas,  embora as tivesse procurado, não as encontrei.
Espero que achem graça a mais esta velharia.
M.A.

19/11/12

GLADYS INGLES, UMA MULHER DESTEMIDA




 Hoje, trazemos um vídeo feito em 1920 que, muito embora não tendo uma grande qualidade de imagem vale pela curiosidade de mostrar, uma manobra um tanto arriscada, executada por uma mulher.
Nesta época, existia na América um show  de acrobacias aéreas, executado  por uma equipe denominada “Black Cats”, que tinha a particularidade de ser já constituída por elementos dos dois sexos. Quero lembrar que até 1920, também na América, as mulheres estiveram proibidas de exercer o seu direito de voto, portanto, julgamos fazer mesmo sentido destacar o que se mostra neste vídeo.
video

Nele  aparece a jóvem  Gladys Ingles, na altura com cerca de 20 anos de idade, fazendo a colocação de uma roda num avião, em pleno voo, portanto com o motor em funcionamento.
Ela passa do avião de resgate para um outro, que terá perdido uma das rodas do trem de aterragem,  transportando já às costas a roda sobressalente. De notar que vai ficar colocada a curta distância do hélice e que não leva consigo nenhum  pára-quedas.
Quando procurava, na Net,  informação sobre esta mulher deparei com o comentário de um seu sobrinho neto que disse conhecer a actividade da sua antepassada e ter até fotos suas mas haver sido surpreendido com este filme que não sabia existir. Acrescentou ainda  que a sua tia-avó falecera em 1981 aos  82 anos de idade.
Aqui fica mais um testemunho de uma mulher pioneira e destemida.
M.A.
(Vídeo enviado por um amigo e informação tirada da Net)

15/11/12

AGUARELAS DA MARIA LUISA





 Em 19-04-2009  fizemos aqui a divulgação das aguarelas da Maria Luísa Seixas Azevedo, expostas, nessa altura, em Oeiras. Para quem disso não se lembre ou, para quem, estando a visitar-nos pela primeira vez deseje ver a informação de então, faça favor de clicar aqui.

Hoje, no mesmo local, encontra-se um novo conjunto das bonitas obras desta artista e, olhando-as, de novo o visitante é transportado a um mundo encantado. As cores e os temas reflectem, mais uma vez,  todo aqueles sonhos e recordações da ‘menina que, atrevo-me a dizer, ela nunca deixou de ser’. As crianças e as figuras femininas prevalecem como personagens principais dos seus quadros e, em todas elas, a Maria Luísa coloca  pequenos pormenores que nos prendem  a atenção.



São os chapéus de papel ou as espadas de pau  com que os rapazinhos gostavam de brincar; as bonecas e os vestidos  com laçarotes e folhos,  das meninas, ao jeito da moda de algumas décadas atrás; por vezes uma flor ou um fruto entalado nos lábios ou uma borboleta pousada numa cabecita e, sempre, sempre,  um par de enormes e expressivos olhos em todos os rostos.

Temos, pela primeira vez, aguarelas de cariz religioso. Há, por exemplo, um senhor prior numa visita Pascal, e uma N. Senhora rodeada de anjinhos de carinhas  papudas e rosadas. Anexei, neste post algumas imagens das obras expostas como convite a uma ida à exposição.


Estas aguarelas, agrupadas na parede daquela  sala do 1º andar do Edifício do Centro de Apoio Social das Forças Armadas, em Oeiras, onde estarão até dia 22 p.f.,  formam uma enorme e  alegre mancha colorida e levaram-me a  reflectir sobre a vida desta senhora, que tanto me honra com a sua amizade.


Foi ainda menina que lhe nasceu o gosto de desenhar e pintar e, os mestres que teve, incentivaram-na a prosseguir nesse sentido. Penso que se o tivesse feito, com facilidade faria carreira como aguarelista ou, quem sabe, poderia vir a evidenciar-se como ilustradora de livros infantis. Mas, decorreram anos e, circunstâncias várias, associadas às exigências de uma vida de esposa e mãe, acabariam por se  sobrepôr a estas hipóteses…
Mais tempo passou e, já em 2009, um outro conjunto de circunstâncias  proporcionou, desta vez,  felizmente para todos nós, que a Maria Luísa, (já então uma bonita avó)  tivesse a oportunidade de dar a conhecer o que sabe fazer, não apenas com  seus pincéis e tintas mas, sobretudo, com toda a sua imaginação e grande  sensibilidade!

Termino este breve apontamento, dizendo-lhe que  é hora  de começar a preparar a próxima exposição! Até sempre  e... muitas felicidades, Amiga!
M.A.

13/11/12

No seu Natal, conte com a nossa imaginação!



Personalize os seus presentes, torne-os diferentes!

 
 
 








simecq.cultura@gmail.com

fc

06/11/12

Aldeia de Broas de novo

foto de Ermelinda


E quando há quem acredite, a obra nasce,  ainda que com o suor e esforço de poucos!

Já aqui falámos desta aldeia várias vezes. A Ermelinda, a última criança que lá nasceu,  um dia apareceu aqui no nosso blog e contou-nos a sua história. Veja os posts anteriores aqui, aqui e aqui

Temos trocado mensagens e a Ermelinda que não pára de alindar a sua aldeia, volta e meia manda-nos uma foto.
Um dia destes até recebemos aqui no blog uma oferta de mão de obra humana para ir ajudar no que for preciso na aldeia.

Vejam como está a ficar bonita!

Obrigada Ermelinda pelas fotos, pelo trabalho de recuperação da aldeia.

É um sentimento muito nobre cuidar do património, nem que ele esteja num lugar sem acessos para viaturas onde tudo é feito a braços!

Mando daqui um grande abraço!
fc

01/11/12

O pão por Deus

Bolo dos santos

Em Portugal, especialmente na zona centro e estremadura, no dia 1 de Novembro ou de todos-os-santos, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-Deus (ou o bolinho) de porta em porta. 

As crianças quando pedem o pão-por-Deus recitam versos e recebem como oferenda: 
pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, tremoços amêndoas,ou castanhas que colocam dentro dos seus sacos de pano, de retalhos ou de borlas. 
É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou ‘Dia do Bolinho’. Os bolinhos típicos são especialmente confeccionados para este dia, sendo à base de farinha e erva doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes

Com o passar do Tempo, o Pão-por-Deus sofreu algumas alterações, os meninos que batem de porta em porta podem receber dinheiro, rebuçados ou chocolates. Esta actividade é principalmente realizada nos arredores de Lisboa, relembrando o que aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755, aquando do terramoto de Lisboa, em que as pessoas que viram todos os seus bens serem destruídos na catástrofe, tiveram que pedir "pão-por-Deus" nas localidades que não tinham sofrido danos.

Exemplos de versos deste dia:
 
Truz! Truz! Truz!
A senhora que está lá dentro
Assentada num banquinho
Faz favor de s'alevantar
Para vir dar um tostãozinho.

ou

Tenho um saco à gringola,
se mo encherem vou-me embora!


Esta informação foi retirada daqui, mas gostávamos de receber a sua história. 
Publique nos comentários, ou envie por email para simecq.cultura@gmail,com. Faremos a publicação brevemente!



Bolo dos Santos 
Receita
 
fc
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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