
Diz-se, que durante a era glacial muitos animais morriam devido ao frio e, procuravam então, agrupar-se, a fim de se aquecerem mutuamente.
Também os porcos-espinhos assim fizeram mas, os picos que revestiam os seus corpos feriam aqueles que estavam próximos, justamente os que mais calor ofereciam. Isso fez com que se afastassem e, de novo, fossem morrendo gelados.
Havia pois que fazer uma escolha: Desapareceriam da terra ou teriam que aceitar os espinhos dos companheiros!


Prevaleceu o bom senso e decidiram conviver com as pequenas feridas que os companheiros próximos lhes podiam provocar, já que o mais importante era mesmo obter o calor de que precisavam. E, desta forma, se manteve a espécie dos simpáticos roedores até aos dias de hoje.
Moral da História:
O melhor relacionamento não é o que une pessoas perfeitas mas, aquele em que cada qual aprende a conviver com os defeitos do outro para poder também beneficiar das suas qualidades.
Têm aspecto similar mas, o porco espinho, na Europa, apenas se encontra no sul da península italiana, pela Sicília e Nápoles e é um roedor; quanto ao segundo, bastante vulgar nas nossas zonas rurais, come insectos, caracóis, lesmas e vegetais e apenas se mostra durante a noite.
Outra diferença importante é o facto de apenas serem venenosos e soltarem-se facilmente os picos do porco-espinho.
E, já agora, aqui vai um episódio verídico relacionado com estes simpáticos bicharocos:
No quintal de casa dos meus pais é costume deixar-se à noite, num pequeno tabuleiro de alumínio, alguma comida para os gatos vadios. Ora, alguém lá da casa, ao ser alertada, uma noite destas, por um barulho estranho, tendo ido verificar o que seria, deparou-se com dois ouriços-cacheiros adultos e duas crias, dentro do dito recipiente, banqueteando-se com o granulado destinado aos bichanos. Por graça, quando me contava isto, comentou:
(Esta fábula e as fotos chegaram-me por e-mail)
M.A.













Por vezes, utilizavam também como fundo para a fotografia umas telas com personagens cómicas. Colocava-se a cabeça no lugar correspondente à dos bonecos pintados e o retrato servia depois para provocar junto da família e dos amigos umas boas gargalhadas.


