21/11/09

FÁBULA DO PORCO-ESPINHO


Diz-se, que durante a era glacial muitos animais morriam devido ao frio e, procuravam então, agrupar-se, a fim de se aquecerem mutuamente.
Também os porcos-espinhos assim fizeram mas, os picos que revestiam os seus corpos feriam aqueles que estavam próximos, justamente os que mais calor ofereciam. Isso fez com que se afastassem e, de novo, fossem morrendo gelados.
Havia pois que fazer uma escolha: Desapareceriam da terra ou teriam que aceitar os espinhos dos companheiros!



Prevaleceu o bom senso e decidiram conviver com as pequenas feridas que os companheiros próximos lhes podiam provocar, já que o mais importante era mesmo obter o calor de que precisavam. E, desta forma, se manteve a espécie dos simpáticos roedores até aos dias de hoje.
Moral da História:
O melhor relacionamento não é o que une pessoas perfeitas mas, aquele em que cada qual aprende a conviver com os defeitos do outro para poder também beneficiar das suas qualidades.

………………………………………………….

Em Portugal e na Galiza há quem admita que o porco-espinho( Histrix cristata) e o ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus) são a mesma espécie, mas a comunidade científica faz clara diferença entre ambos.
Têm aspecto similar mas, o porco espinho, na Europa, apenas se encontra no sul da península italiana, pela Sicília e Nápoles e é um roedor; quanto ao segundo, bastante vulgar nas nossas zonas rurais, come insectos, caracóis, lesmas e vegetais e apenas se mostra durante a noite.
Outra diferença importante é o facto de apenas serem venenosos e soltarem-se facilmente os picos do porco-espinho.
E, já agora, aqui vai um episódio verídico relacionado com estes simpáticos bicharocos:
No quintal de casa dos meus pais é costume deixar-se à noite, num pequeno tabuleiro de alumínio, alguma comida para os gatos vadios. Ora, alguém lá da casa, ao ser alertada, uma noite destas, por um barulho estranho, tendo ido verificar o que seria, deparou-se com dois ouriços-cacheiros adultos e duas crias, dentro do dito recipiente, banqueteando-se com o granulado destinado aos bichanos. Por graça, quando me contava isto, comentou:
_Qualquer dia temos aqui no quintal ouriços-cacheiros a miarem!...

(Esta fábula e as fotos chegaram-me por e-mail)
M.A.

20/11/09

Bacalhau à Margarida da Praça


A propósito deste post aqui, e agora que o dito está em condições de ser cozinhado, aqui vai a receita...

  • 4 lombos de bacalhau graúdo

  • 2 cebolas grandes

  • 4 dentes de alho

  • 4 dl de azeite de boa qualidade

  • q.b de pimenta branca

  • 1 kg de batatas

Demolham -se muito bem os lombos de bacalhau e assam-se na brasa.
Depois leva-se ao lume um tacho com água, na qual se dá uma fervura rápida ao bacalhau.
Entretanto, já se tem preparada uma cebolada feita com as cebolas cortadas ás rodelas finas, os dentes de alho picados, o azeite e a pimenta.
Cozem-se as batatas com a pele, pelam-se, cortam-se ás rodelas e dispõem-se no fundo da travessa.
Coloca-se o bacalhau por cima e cobre-se tudo com a cebolada.
Serve-se bem quente.

Nota: Este é um prato típico de Viana do Castelo

Espero que fique clara a solução da adivinha...

fc

19/11/09

O CONVENTO DE MAFRA



«Mandado edificar por D. João V em 1711 é o mais sumptuoso convento e monumento barroco português. É o paradigma do reinado mais rico da história da Portugal, graças ao ouro vindo do Brasil.

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O convento foi construído pelo Rei “Magnânimo” para cumprir a promesa que havia feito caso tivesse um descendente para ocupar o trono. Insere-se no denominado barroco joanino, numa articulação harmoniosa de três componentes distintas: palácio real, convento e igreja. O projecto original de Johann Friedrich Ludwig previa apenas espaço para 13 frades, passando mais tarde a ter capacidade para 3oo frades, a família real, o patriarcado e a corte. O convento foi ocupado pelos Franciscanos que desenvolveram a farmácia e a enfermaria, enquanto que os outros ocupantes deste convento, os Dominicanos desenvolveram a biblioteca. Actualmente, a maioria do convento é ocupada por uma unidade militar, no entanto, ainda se podem ver as celas dos frades, a enfermaria, a farmácia e a cozinha.
A longa fachada é ladeada por dois grandes torreões quadrados. Ao centro, a basílica, entre duas torres, é antecedida por grande escadaria. O interior da igreja, onde mais se sente a influência clássica, é de uma nave, decorada com mármores de várias cores, com alta abóbada de berço e cruzeiro com grande cúpula. A acentuar a sua grandiosidade, salientamos a presença de estatuária monumental, de mestres portugueses, franceses e italianos. São ainda de destacar, no mesmo conjunto monumental, o palácio, o Museu, a Biblioteca conventual e a Tapada.»

Este texto faz uma apresentação resumida do Convento de Mafra. Trata-se, uma vez mais, de um pps que se converteu em vídeo para poder ser aqui mostrado. A razão de este resumo ser apresentado em separado deve-se facto de se tornar assim, mais cómoda a sua leitura.
Este pps foi recebido num mail e vinha sem quaisquer créditos. A sua transformação foi feita pelo Fernando, a quem agradecemos.

M.A.

18/11/09

Pincelada de actividades na SIMECQ já no próximo Sábado dia 21/11/2009

Junte-se a nós
Passe um dia diferente
Assista às exibições sem fazer estragos na carteira!

fc

17/11/09

REAL REGATTA

(Falua do Tejo)
Não podemos jamais esquecer que somos um povo descendente de marinheiros e, que foi justamente esta característica que, há séculos, nos fez sair deste remoto cantinho da Europa em busca de novas terras e de novas gentes.

Até hoje o nosso grande gosto pela navegação não se perdeu. O mar, não sendo já o caminho para mundos desconhecidos continua, no entanto, como palco para mil e uma actividades de lazer.
Navegar por mar ou nos rios, mantém-se como a paixão de gente de qualquer idade e, em diversos locais, há escolas de vela que despertam na miudagem o gosto por esta saudável prática.

Haverá, por exemplo, quem não sinta prazer, perante o bonito espectáculo de uma embarcação de velas enfunadas com o vento? Como de minha casa tenho o privilégio de poder ver uma parte do Tejo… sei exactamente o gosto que se sente.
As imagens que hoje trazemos, são de uma regata de embarcações tradicionais, efectuada justamente no Tejo, no passado dia 4 de Outubro. Segue-se o texto integral que faz parte do pps original, recebido num mail e que precisou ser convertido em vídeo, para se conseguir mostrar aqui no post. Se pretender saber mais sobre as origens e história desta regata queira clicar aqui.

(Como fundo musical temos “Canoas do Tejo”, cantado por Carlos do Carmo, com música de Carlos Coutinho e letra de Frederico de Brito. Conversão do pps em vídeo feita por Fernando, a quem agradecemos.)
M.A.

video


«A "Marinha do Tejo"continua viva e activa, promovendo as embarcações tradicionais da bacia do Tejo, construídas em madeira, catraios e canoas, fragatas e faluas, só para nomear alguns dos seus tipos.No domingo passado, 4 de Outubro, véspera de um feriado republicano, teve lugar a Real Regatta das Canoas, no percurso da Praia de Pedrouços ao Montijo, de acordo com o vetusto Regulamento de 1845, devidamente ajustado.
O Júri da Regatta foi presidido pelo Almirante Castanho Paes, conhecido entusiasta da vela e dos desportos náuticos.
Estes marinheiros que continuam a desafiar o rio desde montante da Ponte de Vila Franca de Xira, à Cala de Samora, ao Mar da Palha até ao mar oceano para além da Linha de Entre Torres, são os novos aventureiros do Século XXI que com as suas embarcações, no rigor da antiga e clássica construção naval em madeira, preservam a ancestral ligação das comunidades ribeirinhas ao estuário do Rio Tejo, as suas tradições e saberes do mar, são uma referência que nunca se poderá perder garantindo assim às gerações futuras as suas raízes culturais identificadoras das já referidas comunidades ribeirinhas e também do todo Nacional.»

16/11/09

Ponte de Lima

foto minha


Porque os lugares bonitos, devem ser mostrados, aqui vai uma foto de ponte de Lima.

15/11/09

O QUE SE INVENTA!…

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Somos diariamente confrontados com o que consegue a imaginação humana associada às tecnologias!
Desta vez, fomos surpreendidos com esta maquineta virtual, desenhada em 3D, por um computador orientado pelo Sr. Wayne Lytle e respectiva equipa no Animusic, ( http://www.animusic.com/index.php ) em Austin, Texas.

Isto circula na net como sendo um instrumento musical, o que efectivamente não é. No entanto, vale bem a pena ver e ouvir, leitores…

(Recebido num mail)
M.A.

13/11/09

PLANETA TERRA, UM PRESENTE DE DEUS

Submersa na obscuridade do Universo a Terra é simplesmente encantadora

Leitores:
Estamos a apresentar este post que incluimos entre aqueles que mais gosto nos deu aqui trazer-vos.

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Trata-se de uma visão, do nosso planeta, vista do ar, com uma identificação bastante pormenorizada de diversos locais. A frase que se segue ao título aparece logo nas primeiras imagens do vídeo e traduz realmente o encantamento que nós sentimos, também, ao visualizá-lo.

A mensagem escrita que aparece nas últimas imagens, leva-nos a reflectir, muito seriamente, sobre o dever que todos temos de preservar o melhor possível, este Planeta em que vivemos, A TERRA. Será sempre pertinente lembrar isso!

A música escolhida foi o Adagietto da Sinfonia nº 5, de Mahler que, a nosso ver, se adequa bastante bem ao vídeo.
Desfrutem, por alguns minutos, destas duas componentes, viajando com este som e estas imagens.

(Recebido num pps e convertido em wmv por F. a quem agradecemos)

M.A.

12/11/09

Adivinha

Esta fotografia foi tirada por mim no Norte de Portugal, no Verão num dia de muito calor

A nascente que se vê na foto é numa recatada aldeia

A água é pura, fresca e cristalina

O que está na lata?

fc

11/11/09

EPISÓDIO CURIOSO PASSADO COM O MESTRE JOÃO MENDES DOS RÉIS

(Escultura do Mestre João Réis)


Na sequência do post do passado dia 24/11/08 (por favor clique aqui) vou então contar o que prometi.

A crise económica que varreu o mundo na década de vinte não poupou ninguém e, naturalmente, um dos sectores desde logo afectado foi a ourivesaria e a joalharia.
Nessa altura, o jovem João Mendes dos Réis - nascido em 1908 – por ser o mais novo dos aprendizes da casa Leitão & Irmão ficou sem emprego apesar das extraordinárias qualidades que revelava como cinzelador e gravador.

Reconhecendo os seus méritos, o seu mestre nos antigos joalheiros da Coroa recomendou-lhe que se propusesse à Casa da Moeda, que procurava alguém para abrir cunhos. Mas a sua pouca idade e relativa falta de experiência não convenceram o responsável pelas admissões naquela instituição.

Mostrando-lhe o modelo de uma futura moeda, despachou o candidato com cepticismo: “Você era lá capaz de fazer isto?!” Por isso ainda foi maior o seu espanto quando João Réis lhe apareceu uns dias depois com um cunho irrepreensível da dita moeda.

Senhor de uma memória visual fantástica e de uma invulgar habilidade, o artista tinha fixado os relevos do modelo que lhe mostraram. Quando saiu do gabinete onde não lhe tinham dado crédito foi comprar o metal necessário e, em casa, abriu o cunho. Ficou tão fidedigno que, ao vê-lo, o encarregado da Casa da Moeda explodiu: “Isso é falsificação! Está preso!”

P.S. – Não sei o que se passou a seguir. Não há referência de haver sido preso mas, também não lhe deram o emprego, porque foi para a Fábrica de Loiças de Sacavém pintar painéis de azulejos. Ao mesmo tempo estudou à noite na Escola Machado de Castro e chegou, mais tarde, a ingressar na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Com a recuperação económica voltou a haver trabalho, na sua profissão, para onde voltou. Mais tarde optou pelo trabalho independente, embora continuasse a produzir para os antigos Joalheiros da Coroa.

Elementos tirados de um artigo da revista do Club do Coleccionador
.

M.A.

09/11/09

DICA DA LARANJA

Para variar, traremos hoje, como assunto, uma dica para ser experimentada na cozinha.
Ela interessa não apenas a quem cozinhe mas, também, a todos nós que nos preocupemos em comer alimentos confeccionados de forma mais saudável.



Quando decidirem fazer uma feijoada, experimentem colocar uma laranja inteira, lavada mas não descascada, na dita feijoada, junto com as carnes... O que irá acontecer é que, durante o tempo em que o tacho está ao lume, muita da gordura das carnes e enchidos irá parar dentro da laranja. Pode confirmar isto se, no final, cortar o fruto. A laranja não modifica em nada o gosto da feijoada que ficará assim super light!

Experimentem, por exemplo, com um pedaço de linguiça:
Fervam a água, coloquem dentro a laranja e, depois, a linguiça bem picada com um garfo.
Passados 5 minutos de fervura a laranja absorveu quase toda a gordura do enchido.
Fritem então a linguiça e vejam como fica deliciosa...e bem menos inimiga do colesterol.

Cultura também se faz de conhecimentos tão simples como este.

(Recebido por email. Estamos a passar a dica aos leitores mas, confessamos ainda não a ter experimentado.)
M.A

07/11/09

IGREJA DE BRAVÃES


Hoje, iremos com os leitores até ao Minho, ao concelho de Ponte da Barca, onde há uma freguesia e lugar com o nome de Bravães. Ali se encontra um templo românico que começou por fazer parte de um antigo mosteiro beneditino e, nos dias de hoje, está transformado na Igreja Paroquial de Bravães.


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Mas, melhor do que tudo aquilo que eu viesse aqui contar, falam as bonitas imagens que o nosso caro amigo F. Andrade captou deste templo e que, aqui apresentamos, transformadas em vídeo. Chamo, igualmente, a atenção para a música que ele escolheu para as acompanhar.
Na Net encontramos este texto bastante interessante que nos descreve, em pormenor, tão importante obra-prima da arte românica, muito justamente, considerada já, desde 1911, Monumento Nacional.

Fazemos questão ainda de mostrar uma foto, que retiramos daqui, e que representa um exemplo de civismo bastante invulgar nos tempos que correm. É de um letreiro afixado numa das portas do templo de que falamos e que, convida ao franco e imediato acesso todos os visitantes. Oxalá nunca se verifique por lá nenhum acto de vandalismo que obrigue a alterar esta situação, colocando uma chave na porta…

Este post vai dedicado, em especial, à amiga Fátima, cujas raízes familiares se situam no Minho e do qual é uma eterna apaixonada. Espero que goste de rever este cantinho da sua terra.

Agradecimentos ao F. Andrade pelo pps e ao Fernando pela conversão em vídeo.

M.A.

05/11/09

LIVROS ESCOLARES


Convidamos os nossos leitores a fazerem mais um regresso ao passado. Iremos recordar alguns dos livros que nos acompanharam no ensino primário, neste caso, mesmo, apenas, revendo as suas capas.

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Aqui aparecem também alguns daqueles cartazes que se viam nas paredes das escolas primárias aí pelas décadas de 40/50 e até, imagine-se, a reprodução de um diploma, o do exame da 4ª classe! Terá sido o primeiro que todos nós tivemos e, para muitos, infelizmente, o único que lhes foi possível obter. Muito boa gente teria querido continuar a estudar mas, as circunstâncias da vida não o permitiram...

(Recebido num pps e convertido em wmv por Fernando, a quem agradecemos)
M.A.

03/11/09

NAU CATRINETA



Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar!
Ouvide agora, senhores,
Uma história de pasmar.
Passava mais de ano e dia
Que iam na volta do mar,
Já não tinham que comer,
Já não tinham que manjar
Deitaram sola de molho
Para o outro dia jantar;
Mas a sola era tão rija,
Que a não puderam tragar.
Deitaram sortes à ventura
Qual se havia de matar;
Logo foi cair a sorte
No capitão general.
- “Sobe, sobe, marujinho,
Àquele mastro real,
Vê se vês terras de Espanha,
As praias de Portugal!”-
“Não vejo terras de Espanha,
Nem praias de Portugal;
Vejo sete espadas nuas
Que estão para te matar.”
- “Acima, acima, gajeiro,
Acima ao tope real!
Olha se enxergas Espanha,
Areias de Portugal!”
- “Alvíssaras, capitão,
Meu capitão general!
Já vejo terras de Espanha,
Areias de Portugal!”
Mais enxergo três meninas,
Debaixo de um laranjal:
Uma sentada a coser,
Outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas
Está no meio a chorar.”
- “Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-de casar.”
- “A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar.”
- “Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar".
- “Não quero o vosso dinheiro
Pois vos custou a ganhar.”
- “Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual.”
- “Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar.”
- “Dar-te-ei a Catrineta,
Para nela navegar.”
- “Não quero a Nau Catrineta,
Que a não sei governar.”
- “Que queres tu, meu gajeiro,
Que alvíssaras te hei-de dar?”
- “Capitão, quero a tua alma,
Para comigo a levar!”-
“Renego de ti, demónio,
Que me estavas a tentar!
A minha alma é só de Deus;
O corpo dou eu ao mar.”
Tomou-o um anjo nos braços,
Não no deixou afogar.
Deu um estouro o demónio,
Acalmaram vento e mar,
E à noite a Nau Catrineta
Estava em terra a varar.

……………………………………………………………………………….

Alguns leitores ao depararem com este poema de sabor popular , talvez se lembrem de o ter recitado em cima de uma cadeira, perante a família, como eu mesma fiz. Creio também que ele aparecia num livro de leitura, escolar.

O seu autor é desconhecido e Almeida Garrett incluiu-o no seu “Romanceiro”, onde eu o fui agora copiar. Ele faz a sua introdução deste modo
: «Não é para admirar que seja tão sabida e querida esta xácara. O que admira é que não seja mais comum entre nós o romance marítimo. Um país de navegantes, um povo que viveu mais do mar do que da terra…»

Este poema, trago-o aqui como uma recordação de infância, por me ter vindo à memória um dia destes. Quem acaso ainda o não conheça, talvez ache graça a descobri-lo. Aos outros, que estarão a recordá-lo, irei por certo, despertar alguma nostalgia !
M.A

02/11/09

Ana Camilo - Individual de Pintura - Galeria Vit'Arte - Dolce Vita Miraflores


A artista Ana Camilo, nossa associada, apresenta alguns dos seus trabalhos no Dolce Vita Miraflores, Galeria Vit'Arte (2º Piso) de 1 a 28 de Novembro de 2009

Não deixem de visitar

01/11/09

MULHERES NA ARTE


Este, é o título do vídeo que trazemos, realizado por Philip Scott Johnson e, que é uma verdadeira obra de arte dentro do que já é possível fazer-se, com a técnica digital. Aqui vemos, numa criativa e artística sequência de imagens, como se foi processando o rosto da mulher através de cinco séculos de pintura.

Estando com alguma atenção iremos reconhecer muitos rostos femininos que artistas consagrados deixaram registados nas suas telas. Se clicar também aqui poderá ver alguns deles acompanhados com os respectivos dados biográficos.

O trecho musical que se ouve é a Sarabanda da Suite nº 1, para violoncelo, de Bach, tocada por Yo Yo Ma, o norte americano, nascido em França, em 7/10/1955 mas de ascendência chinesa, que hoje é já considerado um dos mais famosos violoncelistas da história.

Diz-se que este vídeo já foi visto por 5,3 milhões de visitantes no YouTube e que deu origem , em apenas dois meses, a mais de 10.000 comentários.
Mais um trabalho que nos leva, de novo, a dizer que a imaginação e a arte não têm realmente limites.
Espero que tenham gostado.
M.A.

29/10/09

Sábado há teatro na SIMECQ

A propósito deste post
E porque lhe queremos oferecer 2 entradas gratuitas para o nosso Teatro, já no próximo Sábado dia 31/10, diga-nos:

Como se chamava a SIMECQ à data da sua fundação?


Só tem que procurar na pagina principal deste blog.....

fc

28/10/09

FOTOGRAFIA À LÁ MINUTE



Hoje, venho falar de uma figura que, quando eu era criança se encontrava vulgarmente pelas praias, nas romarias, nas praças e jardins públicos mas que, na época actual desapareceu quase completamente. Tem isto a ver com a evolução dos tempos, claro!
Estou a referir-me ao fotógrafo à la minute.

Ele chegava, trazendo nas mãos tudo aquilo de que ia precisar, quer para a fotografia, quer para a sua revelação. Montava o caixote de fotografar sobre um tripé e ficava à espera dos clientes que quisessem deixar-se registar para a posteridade. Nas faces laterais da máquina havia algumas amostras das diferentes fotos que cada um podia escolher Na face traseira da caixa via-se um pano escuro e opaco, onde, às tantas, o homem enfiava a cabeça para fazer o enquadramento das pessoas que iriam ser fotografadas e, na face dianteira estava um fole preto com a objectiva na ponta. Depois, havia ainda um recipiente onde ele punha um líquido com um cheiro muito activo que faria aparecer a imagem no papel e, também, um balde com água onde, por fim, os retratos eram lavadas e finalmente postos a secar. Se repararem na imagem que abre este post lá estão as molas utilizadas para os suspender, no fio amarrado às pernas do tripé.
Quando o grupo estava já a postos, com um sorriso de orelha a orelha, lá vinha a voz do artista, de mão levantada a acenar:_“Olhó o passarinho”! Ao mesmo tempo apertava a bolinha de borracha que tinha na mão e que ligada ao caixote, fazia o disparo da foto.

Por vezes, utilizavam também como fundo para a fotografia umas telas com personagens cómicas. Colocava-se a cabeça no lugar correspondente à dos bonecos pintados e o retrato servia depois para provocar junto da família e dos amigos umas boas gargalhadas.
Um humor de sabor um tanto ingénuo mas, sem dúvida, saudável !
M.A

27/10/09

Vamos ao Teatro dia 31/10 na SIMECQ

A propósito deste post

E porque lhe queremos oferecer 2 entradas gratuitas para o nosso Teatro, já no próximo Sábado dia 31/10, diga-nos:

Como se chamava a SIMECQ à data da sua fundação?

Envie-nos a solução para:
simecq.cultura@gmail.com


Só tem que procurar na pagina principal deste blog.....

fc

26/10/09

Sagres um mar a visitar





foto minha
fc

25/10/09

CORAÇÃO DE VIANA

(clique para aumentar)

Recordando ainda as festas da Senhora da Agonia, no passado mês de Agosto, trazemos hoje uma curiosa foto que nos mostra a composição de um enorme coração, inspirado nas peças de ourivesaria em filigrana que toda a gente conhece mas, das quais, deixamos também uma amostra.


Foi José Barroso o autor desta ideia. Juntou na Praça da Liberdade, em Viana do Castelo, 421 mordomas vestidas com os seu trajes regionais, nas cores que são de tradição e, assim, reproduziu este mega coração que aqui se vê. É mais uma curiosidade para os nossos leitores que, na altura, possam não ter tido conhecimento deste facto.

M.A.

23/10/09

Há Teatro na SIMECQ

"Três Actos"Porque a rir também se pode pensar!

Estes três actos representam três partes de um todo: a condição humana.
Se no primeiro acto é possível transmitir ao público a fragilidade do poder quando alguém o utiliza em benefício próprio, a ironia e a imensa estupidez que há na superficialidade, no segundo acto poderemos observar, de uma forma quase brejeira, como estão bem delineadas todas as “personagens” que actualmente compõem uma certa condição feminina vigente.
E se para isso não bastassem os dois primeiros actos, o terceiro arruma de uma vez com a questão: não vale a pena fingir que somos o que nunca seremos. Hoje em dia acreditamos em tudo o que nos “servem”, raramente pomos algo em causa e passamos a maior parte do tempo com preocupações e vaidades mais do que inúteis.
Por isso não ouvimos, por isso queremos que nos oiçam, por isso não nos entendemos.
Fica assim registado o regresso ao Teatro de vários actores e actrizes inseridos numa Colectividade onde já se viveram grandes noites de Espectáculo.
E o regresso só compensa quando gostamos de regressar…


Filipe Almeida
Encenador

INTERPRETAÇÃO – Anabela Pina, André Salgado, Filipe Almeida, Hélder Anacleto, Isabel Pina, José Carlos Fraga, Jú, Mário Salgado, Odete Neto Zeza.

FIGURINOS – Paula Guerra; ADEREÇOS (Dir. Cena): Rosa Almeida; LUMONOTECNIA E SOM: José João; ASSISTÊNCIA E APOIO: Cor do textoPaula Guerra e Odete Neto; ADAPTAÇÃO TEATRAL E ENCENAÇÃO: Filipe Almeida; COORDENAÇÃO GERAL: Filipe Almeida e Hélder Anacleto

TODOS OS SÁBADOS, às 21,30HSALÃO NOBRE DA SIMECQ
Reservas: Tlm. 934 064 359 / Tlf. 214 197 352 ou 3actos@gmail.com

Fique atento a este assunto. Todas as semanas iremos oferecer entradas para o teatro aqui no blog.
fc

DE NOVO NO PORTO


Convido uma vez mais os nossos leitores a virem até ao Porto e, de novo, a darem uma volta pela Ribeira.
Sempre bonita, sempre colorida, fervilhante de vida, quer no rio quer em terra, hoje é, sobretudo, um local da cidade, dos mais frequentado pelos turistas. Mas restam ainda por lá bastantes sinais que nos transportam até tempos idos.


video


Neste vídeo podemos ver alguns, por exemplo, o “Postigo do Carvão”:
_Das 18 portas e postigos construídos, no Sec. XIV, nas Muralhas Fernandinas, em redor da cidade do Porto este, é o único que chegou até aos nossos dias. Era por aqui que era feita a ligação da Rua da Fonte Taurina ao cais onde atracavam os barcos.

Também podemos ver os dois pilares da antiga Ponte Pênsil D. Maria II, último vestígio desta ponte suspensa, iniciada em Maio de 1841, para comemorar o aniversário da coroação da rainha com o mesmo nome. Esta ponte substituiu a anterior, denominada das Barcas (a) destinada, igualmente, a fazer a ligação entre as duas margens do rio. Manteve-se em funcionamento cerca de 45 anos, vindo a ser desmontada já no ano de 1887, depois de concluída ao seu lado, a construção, da Ponte D. Luís I.
Actualmente apenas restam estes pilares e as ruínas da casa da guarda militar que assegurava a ordem e o regulamento da ponte, assim como as portagens que se cobravam a quem nela queria passar.

(a) - Esta ponte ficou na história pelo desastre que ali ocorreu na altura das Invasões Francesas e no qual morreram, no dia 29 de Março de 1809 quatro mil pessoas. Já tratamos este tema, em 27/07/2008, num post que poderá rever clicando aqui.
(Foto do barco rabelo da autora do post. Vídeo recebido num e-mail)

Até breve, leitores.
M.A.

22/10/09

SIMECQ Seniores Femininos



E eis que as nossas seniores do basquetebol, também nos vão dando notícias aqui.

SIMECQ no seu melhor!

fc

21/10/09

Cavalos selvagens

Há sítios onde ainda podemos observar estes lindos exemplares


Foto minha - Monte Santa Luzia - Viana do Castelo

A foto não está com grande qualidade, porque não quis importunar estes companheiros de viagem.
fc
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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