16-07-2007

20-07-2008

RELÓGIOS DE SOL (Luzes e Sombras do Tempo)

Relógio de Sol Vertical Meridional
Cachouça Mafra - Foto João Correia Santos


Em tempos, a ciência e arte dos relógios de sol era tão importante que recebia um nome próprio. Era a “Gnomónica”. Já não se mede o tempo pelo sol, mas, os instrumentos que nos sobraram são restos de um passado de que se admiram o engenho e a beleza.

Nas paredes das igrejas é vulgar encontrar relógios de sol antigos, que aí se colocavam para marcar o tempo das localidades. Na Antiguidade, não havia outro método de medida do tempo que tivesse uma fiabilidade prolongada. Podiam-se usar velas ou ampulhetas para marcar a passagem do tempo e subdividi-lo, mas era sempre necessário um relógio fiável, que não se despistasse ao longo dos dias e dos anos. Os relógios de sol constituíam esse instrumento de referência.
Relógio de Sol do Palácio da Pena
Assim continuou a ser até muito tarde. Quando apareceram e se difundiram os relógios mecânicos, as igrejas começaram a dispor desses instrumentos para guiar as práticas litúrgicas. Mas o problema continuou a ser o mesmo: Como se faria para acertar periodicamente o relógio? E que se faria se ele parasse? Os instrumentos solares continuaram a ser usados, agora quase apenas como meio de acertar os elogios mecânicos.

Apareceram relógios de sol mais precisos e especializados. Em alguns bastava um mostrador e um ponteiro, que com mais propriedade se chama “gnomon” – termo que vem do grego e que significa “o que revela”. Outros eram mais complexos. Mas o essencial passou a ser que marcassem com precisão um momento diário, habitualmente o meio dia, pois um momento bastava para acerto dos relógios mecânicos.

O meio dia solar é definido como o momento de passagem meridiana do sol, ou seja, o momento diário em que o sol passa mais alto no céu, intersectando o meridiano do lugar. Para nós que vivemos acima do Trópico de Câncer, essa passagem meridiana do sol ocorre sempre quando este está exactamente na direcção sul, projectando a sua sombra para norte.

Os relógios solares que marcam apenas o meio-dia solar são chamados meridianas. No Palácio de Queluz existe um exemplar interessante sobre um muro de jardim. E no Palácio da Pena, existe um outro muito curioso, com uma lente orientada de tal maneira que o instrumento pode disparar um pequeno canhão quando o sol se encontra a sul.

Nuno Crato
Professor de Matemática e Estatística do ISEG, autor de livros de divulgação científica.
(Revista do Club do Coleccionador)

M.A.

HOJE BANDA SIMECQ - 17.30

E é já hoje que a BANDA DA SIMECQ dá o Concerto de Verão!

A entrada é livre.

Apareça e delicie-se com as fantásticas músicas que fazem parte do repertório da Banda!

19-07-2008

COLCHA DE CROCHÉ GIGANTESCA


A colcha de croché gigantesca que foi pendurada este sábado na Ponte D. Luís, no Porto, demorou seis meses a ser confeccionada por cerca de mil mulheres todas oriundas do concelho de Santa Maria da Feira, noticia a Lusa.
«Varina» é o título da instalação criada pela artista Joana Vasconcelos no âmbito do Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira.
«É uma homenagem às mulheres do povo e cria uma dinâmica de intercâmbio com a paisagem envolvente, redefinindo e estimulando as tradicionais relações entre a arte e o tecido social, em clara comunhão com o espectro paisagístico - arquitectónico e natural - envolvente», afirmou à Agência Lusa Joana Vasconcelos.
A colcha com 35 por 15 metros pretende afirmar a vocação metropolitana do Imaginarius, que decorreu em Maio.
A artista já havia decorado no passado ano a torre de menagem do Castelo da Feira, num projecto intitulado «Donzela».
Na altura, cerca de 500 mulheres daquele município - sob a supervisão de Joana Vasconcelos - confeccionaram uma colcha com 7,8 por 4,55 metros também em croché, que ficou suspensa no exterior da fortaleza, «seguindo a tradição, associada às procissões, de ornamentar as janelas e varandas com as melhores colchas».
«A Varina vem dar continuidade à Donzela, compreendendo também a produção de uma colcha monumental, em croché, elaborada artesanalmente, com a colaboração activa da população feminina local», disse Joana Vasconcelos.
Segundo o vereador responsável pelo pelouro da Cultura da autarquia, Amadeu Albergaria, a iniciativa representa «o envolvimento da população numa actividade cultural já com raízes na região».
«Colocar um trabalho criativo desta envergadura num local tão emblemático, como é a Ponte D. Luís I, é o reconhecimento a todos aqueles que contribuíram para a sua confecção, para além de afirmar a vocação metropolitana do Imaginarius», acrescentou o autarca.
A instalação «Varina» foi inaugurada este sábado,dia 19. na Ponte D. Luís I, pelas 16h00, e ficará suspensa até 31 de Julho.
(IOL – Portugal Diário)
M.A.

Pedra de Roseta

A Pedra de Roseta é um bloco de granito negro (muitas vezes identificado incorrectamente como "basalto") que proporcionou aos investigadores um mesmo texto escrito em egípcio demótico, grego e em hieróglifos egípcios. Como o grego era uma língua bem conhecida, a pedra serviu de chave para a decifração dos hieróglifos por Jean-François Champollion, em 1822 e por Thomas Young em 1823.


Descoberta

Foi descoberta por soldados do exército de Napoleão em 1799, enquanto conduziam um grupo de trabalho de engenheiros para o Forte Julien, próximo a Roseta, no Egito, cerca de 56 km ao leste de Alexandria.

Devido ao tratado da Capitulação, assinado em 1801, a pedra foi cedida às autoridades militares britânicas e levada para preservação no Museu Britânico em Londres.

O bloco de pedra tem estranhos glifos cunhados separados em três partes distintas. Cada parte apresenta uma espécie de escrita que em nada se assemelhava com as outras duas. Estas três formas de escrita, constatou-se depois, eram textos nas seguintes línguas.

Suas inscrições registram um decreto instituído em 196 a.C. sob o reinado de Ptolemeu V Epifânio, escrito em duas línguas: Egípcio Tardio e Grego. A parte da língua egípcia foi escrita em duas versões, hieróglifos e demótico, sendo esta última uma variante cursiva da escrita hieroglífica.

fc

18-07-2008

CINTAS DE CHARUTOS


Não lhe falem em vitofilia. “Não é português e não quer dizer nada. Vem do espanhol vitola, o nome que dão à cinta do charuto” diz Castanheira Silveira que as colecciona há cerca de 40 anos. E nunca foi fumador.

Muitas vezes não é fácil explicar por que se começou uma colecção. Certamente que houve uma empatia com o tema ou com o objecto – que passa a ser designado por “peça”.
Este coleccionador não tem dúvidas. “Foi por razões estéticas e, consequentemente pela beleza das litografias [quase sempre folheadas a ouro] que comecei a interessar-me pelas cintas de charuto”. A partir desta enveredou pela colecção do que está associado ao charuto e à cigarrilha, “nunca de cigarro”, como as embalagens ou os forros das caixas.
Não sendo o nosso país conhecido por ter muitos entusiastas do charuto, como acontece com os espanhois e o seu gosto pelos “puros”, também não era nem é o ideal para este tipo de coleccionismo. “Mas há muito mais do que as pessoas pensam. Também não há nenhuma informação sobre o tema, nem mesmo em artigos das poucas revistas que existem em português. Os que aparecem é sobre charutos”.

Para o confirmar, chama a atenção para um volumoso dossier onde guarda cintas com os retratos de D.Carlos, do príncipe D. Luís Filipe e de D. Manuel II, adornadas com arabescos de folha de ouro na ilustração litografada. Tem inúmeras cintas portuguesas, mandadas fazer pelas fábricas de tabaco do continente – e havia várias – assim como açorianas, Todas diferentes e com uma particularidade curiosa. Por exemplo, uma cinta de Jerónimo Martins, armazéns que tinham relações comerciais com belgas e holandeses e que criaram a sua própria marca de charutos e cigarrilhas.
“Quando comecei, éramos só dois. Agora não chegamos à dezena. A esmagadora maioria das estrangeiras que tenho foi por trocas que fiz com outros coleccionadores. As portuguesas foram surgindo. Andava sempre a esquadrinhar, nas lojas dos alfarrabistas, aqui e ali… Além disso estava na moda as donas de casa fazerem bandejas entrelaçando cintas de charuto, de modo a obterem flores e outros motivos.”
Castanheira Silveira é, como ele diz, “um coleccionador de colecções”. Tem-nas sobre os mais variados temas. Na sala atelier, no corredor, numa saleta, está sempre rodeado por livros, armários, sobrepujados de peças de todas as formas e tamanhos, muito diversas, como se o coleccionador estivesse no centro de um caos. Mas, com observação mais atenta, constata-se que está tudo arrumado e organizado por e para Castanheira Silveira.

Texto e fotos do “Club do Coleccionador”

M.A.

17-07-2008

FEIRA INTERNACIONAL DE ARTESANATO

Clique em qualquer das fotos para as aumentar
Uma vez mais tivemos no Parque das Nações artesanato de todo o mundo durante uma semana. É sempre agradável a visita, claro, mas, tenho que vos confessar que vou lá sempre na expectativa de ver os trabalhos que nos apresenta o ceramista Delfim Manuel, de Santo Tirso. Declaro desde já que sou uma fã incondicional dos seus barros e, é deles que quero falar hoje.
Encanta-me ver a expressão que ele imprime a cada um dos seus bonecos, a minúcia de cada pormenor que os compõe, por vezes de um tamanho que até julgaríamos ser impossível modelar no barro. Dou como exemplo as argolas que ele coloca nas orelhas das suas camponesas, ou as chinelas que usam nos pés.
Fazem-me sorrir os seus grupos reunidos à roda de uns pipos, em que se adivinha que o vinho já correu em demasia e daí os seus figurantes se mostrarem com ar tão galhofeiro, de copos e garrafas na mão, alguns já mesmo em equilíbrio bem precário outros, com aspecto de já o terem perdido por completo. Quando os olho transporto-me logo para as cenas rurais que Malhoa pintou.












As suas imagens de santos expressam uma religiosidade impressionante. Os seus presépios tanto podem ser uma filigrana feita em barro (que ele geralmente deixa na cor natural), como nos mostram, por vezes, uma N. Senhora e um S. José que parecem saídos de um livro de Júlio Dinis. Reparem por exemplo neste em que o S. José, com a mão sob o queixo, “parece estar a pensar na responsabilidade de uma criança a mais” na família!





























Este ano, Delfim Manuel trouxe-nos também um trabalho a que deu o título de, se a memória não me falha “Alegria em Portugal”. Mostra-nos uma aldeia onde se vêem casas, medas de palha, umas alminhas e, depois grupos diversos, comendo, dançando, tocando, lavando a loiça, etc. etc.. Digamos que estamos a visualizar uma festa rural de amigos. As fotos estão em sequência da esq. para a dirt.. A sua qualidade não é a melhor já que esta peça estava dentro de uma vitrina envidraçada.
Divirtam-se a procurar os vários pormenores …

M.A.

16-07-2008

TELEFONES


Telefone de mesa Western, cerca de 1900

Portugal foi um dos primeiros países a adoptar, desde 1877, o telefone, aparelho patenteado um ano antes pelo americano Graham Bell. Mas só em 1904 foi estabelecida e aberta ao público a 1ª. linha telefónica de ligação entre as redes de Lisboa - a primeira lista telefónica de 1882, tinha apenas 22 assinantes – e do Porto.

Telefone de mesa Bramão, 1879

Em 1879, três anos apenas depois do registo da patente de Bell, o inventor português Cristiano Augusto Bramão, reunindo numa peça única o emissor (bocal) e o receptor (auscultador) concebe o telefone de mesa, cujo modelo, apesar de feito de madeira, prefigura os telefones actuais. Aqui mostramos justamente uma foto desse telefone. No entanto, a mesma ideia tinha sido formulada, em 1877, pelos ingleses McEvay e Pritchett.
Telefone de parede Gower-Bell,1882
Hoje, em 2008, veja-se a evolução verificada. Que longe estamos já destas “relíquias”… Mas, digam lá que não é interessante ver estas fotos.

Excerto de um texto e fotos publicados na revista do Club do Coleccionador.

M.A.

ANIVERSÁRIO

Este blog faz hoje 1 ano!

Estão de parabéns:

Todos os que o alimentam com visitas e comentários;

A Amélia e a Fátima, por lhe irem adicionando informação;

O Miguel que o criou;

A SIMECQ, que por ser uma grande colectividade, merece ter este blog!


E em dia de aniversário, um agradecimento especial aos comentadores :
Aldraba
Ana Oliveira
Ana Pais
António Ingles
Borboleta
Brancamar
Clotilde Moreira
Daniel
Gaia
Gi
Isabel Magalhães
José António
Julio
Laura
Lisa
Leão XXI
Lilicat

M
Mcllyr
Miguel
Olá
Patti
Pepper
Raquel
Rita Vilela
Sónia
Su
Tita
Vanda
Veteranas SIMECQ


Fernando (sem blog)
Francisca(sem blog)
Joana (sem blog)
Júlio Fialho (sem blog)


15-07-2008

Odrinhas



Horário do Museu
4ª Feira a Domingo,das 10h às 13h e das 14h às 18h
Vale a pena ir até lá!

14-07-2008

FECHE OS OLHOS E ENTRE NESTA EXPERIÊNCIA



Ouvi hoje de manhã referirem na Rádio Renascença uma iniciativa que me chamou a atenção e me levou logo a pedir mais informações, no intuito de as transmitir aos meus leitores.
Basicamente é um convite feito a pessoas que têm uma visão dita normal para que coloquem uma venda nos olhos e façam a experiência de se movimentarem, neste caso no Bairro de Alfama, como um invisual o faria.
Penso que esta situação, vivida desta forma nos levará a reflectir, talvez mais profundamente, dando-nos uma melhor compreensão sobre o que será sentir uma vida inteira o que durante um curto período de tempo nos incomodou.
Durante o mês de Julho, aos sábados poderá inscrever-se para fazer este percurso, avaliando como é "andar às escuras". Deixo-lhe aqui os contactos para o fazer.

www.cabracega.org
info@cabracega.org
Rua dos Anjos nº 84, 2dto, 1150-040 Lisboa, Portugal

Pedro Alegriapedro.alegria@cabracega.org+351 913 806 479

Rita Gonzalezrita.gonzalez@cabracega.org+351 914 284 713

Entretanto pode espreitar o vídeo que está em www.rr.pt com a experiência, está na zona do Exclusivo!

M.A.

Matémática - desafio

Matemática aplicada ao seu telemóvel...

Pegue uma calculadora porque não dá para fazer de cabeça...
1- Digite os 3 primeiros algarismos de seu telemóvel (não vale o indicativo 91, 93 ou 96...);
2- Multiplique por 80.
3- Some 1.
4- Multiplique por 250.
5- Some com os 4 últimos algarismos do mesmo telemóvel.
6- Some com os 4 últimos algarismos do mesmo telemóvel de novo.
7- Subtraía 250.8- Divida por 2.
Reconhece o resultado?


A solução do problema será apresentada dentro de dias aqui no blog.

13-07-2008

BULES



As peças de colecção são sempre uma fonte de memórias, quase sempre de alegria, quando não de felicidade. Uma colecção de bules, além das recordações inerentes a cada um, remete para fins de tarde à lareira, scones ou torradas e amena cavaqueira. Um bule não é mais do que uma vasilha bojuda de barro, loiça, metal ou porcelana, entre outros materiais, em que se faz chá (enquanto a água onde vai fazer a infusão aquece, escalde o bule onde vai servir o chá; assim que a água ferver, desligue o lume, verta o chá para o bule e deixe repousar durante 5 minutos), tisana à base de folhas da planta arbustiva Camellia sinensis (Lin.) Kuntz.
No entanto, apesar deste denominador comum, o bule pode ter um design mais ou menos antiquado, mais tradicional ou mais moderno, mais grosseiro ou mais fino. Para José António Gouveia todos são objectos coleccionáveis venham de onde vierem. No entanto já quase não compra bules, apenas um ou outro que o seduz irremediavelmente, pois, na data de aniversário e no Natal, a sua colecção fica mais enriquecida.
Com o decorrer dos anos, reuniu peças de formato redondo ou anguloso, profusa ou singelamente decorados, provenientes de Portugal e de outros países.
Foram duas razões primordiais que o levaram a reunir bules. Uma “foi a beleza da sua forma, que se adequa perfeitamente à sua função, sendo sempre, por isso, uma verdadeira peça de design. Mas foi também o remanso da sala da sua avó onde o bule era a figura central”.

Foto e texto da Revista do Club do Coleccionador













Uma vez que falamos de bules não resisto à tentação de vos mostrar um que tenho, antigo, de fabrico inglês, que tem a particularidade de ter incorporado um depósito perfurado onde o chá é colocado, com o bule na posição horizontal, para ficar em contacto com a água. A água quente faz, assim, abrir as folhas do chá. Quando se coloca o bule na posição vertical, automaticamente o chá fica coado porque as folhas ficam retidas no tal depósito perfurado. Confesso que nunca vi outro igual e acho o sistema muito engenhoso e perfeitamente eficaz.
M.A.

12-07-2008

O BECO DO CHÃO SALGADO


A História de Portugal se tem episódios gloriosos outros há dos quais temos mesmo é que sentir uma enorme vergonha. Aparecem-nos inseridos numa época propícia a exageros mas, deixam-nos muitas dúvidas analisados à luz da justiça que presidiu a tudo quanto aconteceu. Faço estas considerações pensando no processo que foi levantado aos Távoras e que culminou com a sua tortura e execução com requintes de crueldade impróprios de aceitar.


Tudo começou com um assalto à carruagem onde viajava o rei D. José I, na noite de 3 de Setembro de 1758, quando regressava de um encontro amoroso com a nora do Marquês de Távora. Dado que o rei logo deu carta branca ao seu 1º Ministro, o Marquês de Pombal, para descobrir os autores do assalto, este , diz-se, terá aproveitado a ocasião para “fazer urdir uma teia” envolvendo os Távoras e seus parentes mais chegados, levando a crer terem sido eles os mandantes do atentado. Tudo isto porque, Sebastião José de Carvalho e Melo mantinha determinada antipatia com a nobreza e, com aquela família em particular. Também , em relação aos Jesuítas como tinha igualmente vontade de os aniquilar, procurou e conseguiu, incriminá-los no assunto. Enfim, tudo quanto a história trouxe até nós faz-nos crer que, em boa verdade não foi justiça que se fez, antes se tratou de prepotência, pura vingança e abuso de poder.
Reparemos por exemplo que a defesa dos réus entregue às 16 horas do dia 11/1/1759, nesse mesmo dia teve já agravadas as penas previstas em lei. No dia 12 foi redigida a sentença e a execução efectuou-se logo na manhã do dia 13. Ninguém, de boa fé, pode acreditar ter havido boas intenções num caso tratado deste modo, creio eu.


Por morte de D. José I, quando a filha D. Maria I subiu ao trono, uma das primeiras decisões foi justamente afastar o 1º Ministro, ordenar um inquérito à sua actuação e providenciar uma revisão do Processo dos Távoras que os reabilitou e declarou inocentes. Tanto quanto possível foram também devolvidos os títulos e bens confiscados à família.
Bom, mas toda esta explicação foi dada foi no sentido de vos dizer que ali em Belém, justamente na rua com o mesmo nome existe um estreito beco que dá acesso a um minúsculo espaço onde podemos encontrar esta coluna que se mostra na foto. É o Padrão-memória do suplício dos Távoras e os cinco anéis que o compõem representam cada uma das cinco cabeças dos condenados. Seria ali o lugar do palácio do cunhado do Marquês de Távora (Duque de Aveiro) também incriminado e executado. O seu palácio foi arrasado e o chão foi em seguida salgado para que nada ali voltasse a nascer e, como atesta a lápide,”neste terreno infame não se poderá edificar em tempo algum”.

Essa maldição não se cumpriu pois, o vasto terreiro do chão salgado, foi a pouco e pouco ocupado por moradias que, hoje deixam pouco mais que o espaço ocupado pelo Padrão. Mas o nome ainda subsiste: _O BECO DO CHÃO SALGADO. Páginas pouco dignificantes da nossa história mas que devemos conhecer.

M.A.

BANDA SIMECQ - Parque Santa Catarina - 20/07

O CONCERTO DE VERÃO da banda da SIMECQ, é já dia 20 de Julho às 17h 30m no Jardim de Santa Catarina no Dafundo

Para que não perca este concerto, anote já na sua agenda!

11-07-2008

Férias

O termo férias designa o período de descanso a que têm direito empregados, servidores públicos, estudantes etc., depois de passado um ano ou um semestre de trabalho ou de atividades. Provém do latim 'feria, -ae', singular de 'feriae, -arum', que significava, entre os romanos, o dia em que não se trabalhava por prescrição religiosa.

A palavra latina encontra-se também na denominação dos dias da semana do calendário elaborado pelo imperador romano Constantino, no século III d.C., que os santificou com o nome de 'feria' e o sentido de comemoração religiosa: 'Prima feria, Secunda feria, Tertia feria, Quarta feria, Quinta feria, Sexta feria e Septima feria'. No sec. IV, ainda por influência da Igreja, 'prima feria' foi substituido por 'Dominicus dies'(dia do Senhor) e 'septima feria' transformou-se em 'sabbatu', dia em que os primeiros judeus cristãos se reuniam para orar. A língua portuguesa foi a única a manter a palavra 'feira' nos nomes dos dias de semana.

origem Wikipédia


E porque alguns estão e outros hão-de ir, ficam aqui os votos de que as férias decorram como cada um deseja!

Para uns será certamente tempo de folia e festa, para outros de descanso e sossego. Eu prefiro a primeira opção com umas horitas da segunda à mistura!


BOAS FÉRIAS A TODOS OS VISITANTES DESTE BLOG!

fc

10-07-2008

SANTUÁRIO DE N.SRª. DE LA-SALETTE

La-Salete,1997 - Óleo s/ tela da autora do texto
(clique para ampliar


Deixem-me que hoje vos fale da N.Senhora de La-Salette que é venerada na terra em que nasci, Oliveira de Azeméis, distrito de Aveiro. Muito embora seja S. Miguel o orago da terra, sinceramente, eu creio que esta Nossa Senhora o ofusca um pouquinho. Não consta porém que o S. Miguel se tenha melindrado…

Reza a lenda que em 1870 houve em Oliveira de Azeméis um período de seca bastante prolongada que deixou em risco sementeiras gado e população. Então o Abade da paróquia organizou, em 5 de Julho do mesmo ano, uma procissão de penitência até ao Monte dos Crastos, pedindo a intercepção divina . Logo foi exposta a ideia de ali se construir uma capela em invocação de N. Srª. de La-Salette que, em 1846, aparecera, a dois pastorinhos, em França.
Diz-se que, no regresso a casa, logo os peregrinos foram surpreendidos com uma chuva torrencial o que, desde logo, foi motivo para criar o culto a esta N.Senhora. Assim, em 6 de Janeiro de 1871 era colocada a primeira pedra para uma capela, a primeira a ser erguida em Portugal para o culto desta Santa. Encomendada uma imagem da N.Srª. a mesma foi benzida em 19 de Setº de 1875. Em 18 de Setº de 1880 benzeu-se a capelinha e, no dia imediato, seria levada para lá, em procissão, a dita imagem.

Entretanto começou uma comissão de oliveirenses a pensar no parque circundante e, com este delineado e a crescer, a capelinha foi-se tornando pequena para os crentes que acorriam. Assim em 20 de Março de 1923 era começado um templo maior, benzido e reaberto ao público, ainda por acabar, em 19 de Setº de 1932, só ficando concluído em 14 de Agosto de 1940.

É o que hoje podemos visitar. Foi autor do projecto o Arq. portuense António Correia da Silva. O templo tem características góticas e insere-se na chamada época revivalista. Compõe-se de átrio, nave de três pequenos tramos e Santuário poligonal de três faces. Tem vitrais policromos e figurativos na rosácea, outros só geométricos com figura ao centro. Da torre onde chegamos subindo 98 degraus, vislumbramos um panorama ímpar.

As Festas da Cidade são, simultaneamente, as da N. Srª de La-Salette e é escolhido sempre o primeiro fim de semana de Agosto de cada ano. Junta-se o profano e o religioso e toda a gente se diverte e convive. Domingo é o dia maior, com a procissão. A 2ª feira é o chamado dia das merendas, no parque, hoje bem frondoso, com um bonito lago, com barcos e bem convidativo, mesmo em todos os restantes dias do ano.

Mas, não acabarei, sem relatar um episódio que está ligada à história deste Santuário e ao qual se atribui algo de milagroso.
Esta imagem tem, fruto de promessas e ofertas de devotos muitas peças de ouro com que geralmente a adornam. Isso despertou a cobiça de um tal “Pedreirinho” que, na noite de 10 para 11 de Agosto de 1908 resolveu ir assaltar a capela. O sacristão, Martinho José Pereira da Silva, dando conta do indivíduo que fugia, alvejou-o, arrancando-lhe parte de um dedo de uma das mãos. Ora então, vejam que curioso, o ladrão na pressa de retirar os anéis da N. Senhora, partira-lhe um dedo que correspondeu justamente àquele em que o tiro lhe acertou. Ainda hoje esse dedo do ladrão existe, dentro de álcool, e é mostrado a quem visita o Santuário. Aqui vos deixo a história tal como sempre a ouvi contar. Quando puderem façam uma visita a esta Santuário e, acreditem, que não darão por mal empregue o vosso tempo.

M.A.

09-07-2008

Património Azulejar

No seguimento deste nosso post, a notícia de hoje, diz-nos que o Património Português está mais rico.


"PJ recupera painéis furtados em Lisboa entre 2002 e 2007

09 de Julho de 2008, 15:49

Lisboa, 09 Jul (Lusa) - A Polícia Judiciária (PJ) recuperou vários painéis que foram furtados de imóveis públicos e privados na cidade de Lisboa, entre 2002 e 2007.

Em comunicado hoje divulgado, a PJ refere que a operação, realizada pela Directoria de Lisboa inseriu-se no combate ao furto de bens com valor histórico e cultural, onde está o património azulejar nacional.

"Foi possível recuperar avultada quantidade de azulejos, de padrão e figurativos, entre os quais cercaduras do inicio do séc. XVII, e quatro ricos painéis dos sécs. XVIII e XIX, num valor estimado de aproximadamente 50 mil euros", revelou a PJ.

Algumas das peças estavam à venda na Internet, facto que potenciava a sua colocação num mercado mais vasto que o nacional.

As investigações continuam para se apurar toda a actividade delituosa relativa às obras apreendidas.

CC.

Lusa/Fim"

fc


O avô cesteiro

O que eu gostava de ir a Ponte de Lima visitar o avô António!

Alto, magro, com uns lindos olhos azuis, com um sorriso sereno e muito terno.

Aqueles cestos que ele fazia eram lindos, e a destreza daquelas mãos, fascinavam-me.

A madeira de carvalho, mimosa ou cerejeira era bem aquecida para depois ser rachada com um machado em tiras muito finas.

Quando estava cortada muito tempo, era preciso pôr as tiras de molho.....

Antes do almoço, lá ia a miudagem com o avô até ao riacho do Trovela, onde as madeiras estavam a banhos….., e claro está, como isto acontecia sempre no Verão, a criançada molhava o pezinho, brincava com aquela água cristalina , e passava aquela pequena ponte de madeira vezes sem fim para cá e para lá!

Chegava a hora de comer e lá ia tudo de novo até casa que ficava bem juntinha à queda de água, que enchia o espaço com aquela melodia que nos dava a sensação de infinito!

E…. terminada a refeição, lá ia o avô fazer cestos pequenos para a criançada…..!

Com o seu cutelo e o cavalete para aplainar a madeira, lá fazia as cestas de vindima, os cestos das mordomas, os balaios (eram uns cestos fininhos, que às vezes ganhávamos de presente).

Este era sempre um dia diferente e cheio de felicidade!

E como "filho de peixe sabe nadar", o meu pai também fez muitos cestos seguindo a arte do avô António.

Então como ia eu saber estes nomes e pormenores todos, se o meu papá não mos tivesse segredado.....???

Na oficina do cesteiro”

Aguarela sobre papel, 51x61

Edmundo Cruz

fc

08-07-2008

BELGAIS E MARIA JOÃO PIRES


Belgais é uma pequena, pequena aldeia no concelho de Castelo Branco, já muito perto da fronteira. Um dia, Maria João Pires, vocês sabem, a grande pianista portuguesa, uma das melhores do mundo (para muita gente Portugal só é conhecido por causa do Figo...), passou ali, por acaso, e viu aquela grande casa no meio da grande quinta, à venda. Teve um sonho. Ah, fazer ali um conservatório de música, um centro de estudos e encontros de professores e artistas...
O sonho manteve-se. Na altura, lembrou-se Maria João Pires, podia-se desde logo ali fazer um estúdio de gravação...
Foram lá os técnicos da marca para quem Maria João trabalhava e verificaram que se obtinha um som maravilhoso. A pianista estava fascinada com o profundo silêncio das noites de Belgais. A sua inspiração e capacidade de trabalho aumentaram, como se tivesse descoberto a sua alma.
Pois sim. O pior foi quando começaram as gravações e tiveram de as prolongar pela noite adiante. No ribeiro que atravessava a quinta, as rãs ficavam apaixonadas pela música de Maria João, coaxavam em coro para as estrelas, nunca na vida se tinham sentido tão inspiradas...
O problema é que, na gravação, a música de Chopin se misturava com a música das rãs e, francamente, não saía melhorada. Maria João riu a bom rir quando ouviu aquilo. Mas que fazer? Ver-se-ia outra vez obrigada a gravar em Lisboa, com o que os seus nervos não se davam bem?
Então, uma camponesa da quinta achou o remédio. De noite, quando as gravações iam começar, agarrava numa vara e punha-se a remexer nas margens do ribeiro, e durante pelo menos duas horas havia o precioso silêncio de que a Maria João precisava.
Dentro de pouco tempo os CD de Maria João Pires começaram a correr mundo com a indicação: «Gravado em Belgais.» E aí tivemos mais uma aldeia célebre...
Belgais. O silêncio da noite profunda. As rãs caladas para não perturbarem a artista. As estrelas, essas, devem ter continuado a cantar aquela melodia absoluta que não dava problemas à alma de Maria João Pires. Antes pelo contrário.

Nota - Este, foi um episódio narrado por Mário Castrim (Jornalista, Escritor e Crítico Televisivo) em 2000. Achei-o curioso e trouxe-o para os nossos leitores se deliciarem também com ele. Espero que tenham gostado.

M.A.

07-07-2008

MARIDOS CUCOS - JÚLIO DANTAS


Este senhor que vos apresento nesta foto de 1902, nasceu em Lagos, em 19 de Maio de 1876 e morreu em Lisboa em 25 de Maio de 1962. Foi um médico, poeta, jornalista, político, diplomata e dramaturgo português. É dele, por exemplo, a autoria da belíssima e famosa peça de teatro “ A Ceia dos Cardeais” que é, sem dúvida, um dos clássicos do teatro português. Foi justamente do libreto, da época, desta peça, que extraí a foto que mostro.
Um dia falaremos com mais pormenor de Júlio Dantas.
Hoje, é minha intenção apenas, neste princípio de semana, deixar os meus leitores com um sorriso nos lábios com o bom humor de algo que ele publicou sob o mesmo título que dei a este apontamento. É afinal um tema que se mantém actual e, quanto a mim, a graça estará principalmente nos termos que, à época, eram usados. Divirtam-se pois e procurem o livro onde isto vem publicado e que eu menciono abaixo. Verão que terão uma leitura muito curiosa para as vossas férias.

O cuco é uma ave que tem o mau costume de por os ovos no ninho dos outros. Por antítese, o Sec.XVIII chamou “cuco” ao marido que deixava entrar os outros no ninho dele.
Havia, segundo os papeis dos conventos e das mercuriais do tempo, muitas espécies de “cucos”
Cuco, em geral era o marido de uma mulher infiel
Ante-cuco o homem casado com mulher que foi de outro antes do casamento, mas que se portava bem depois de casada.
Recuco, o marido de mulher que fora de outro, ou de outros antes do casamento e que continuava a portar-se mal depois de casada.
Chischismelro, o marido que sabia das infidelidades da companheira e não se importava com isso.
Ribeirinho, o marido consentidor, que aínda por cima recebia e obsequiava os amantes da mulher.
Finalmente, Assombrado, era o marido que estivera para ser cuco por um triz mas que o não chegara a ser por milagre.
Desde as salas do Paço até às vielas da Madragoa, desde as casas solarengas até às hortas do Ducado, a Lisboa fidalga do Sec XVIII transbordou de cucos e recucos, de chischismelros e de ribeirinhos, de ante-cucos e de assmbrados. Foram tantas, entre nós, as intrigas amorosas, tantos os maridos infelizes e tão frequentes os escárneos públicos a que eles estavam sujeitos, que as circunstâncias aconselharam a publicação do alvará de 26 de Setembro de 1769 e obrigaram o Marquês de Pombal a mandar proibir, sob pena de Aljube, por outro alvará célebre, que se permitisse na brincadeira de mau gosto de andar a dependurar chavelhos, de noite, pelas portas de toda a gente”

Do livro - O AMOR EM PORTUGAL NO SEC.XVIII

M.A.

06-07-2008

IGREJA ROMÂNICA DE S. MARTINHO DE CEDOFEITA - PORTO

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Há já bastante tempo que era minha intenção ir ver de novo esta Igreja onde me lembro ter estado, ainda criança, no casamento de um familiar. Proporcionou-se então há dias essa oportunidade e é dessa visita que vos falarei hoje. Este templo de proporções bastante pequenas, quase passa despercebido a quem passe, um pouco distraído, pelo Largo do Priorado. Rodeiam-no algumas árvores , há um ou dois bancos para descansar e as pombas vêem-se por ali às dezenas.












Após ter feito fotos no exterior desejei entrar no templo. Encontrava-se encerrado e as primeiras informações, colhidas de transeuntes foram inconclusivas. Mas, a verdade é que não somos de desistir às primeiras e após algumas perguntas mais, alguém nos “soprou ao ouvido” que na secretaria da Igreja nova, ali ao lado (que por acaso estava também fechada) se tocássemos três vezes à campainha alguém nos apareceria. Assim aconteceu, meus amigos e, depois de explicarmos o interesse que nos levara alí, pouco depois, a Igreja estava a ser aberta só para nós.

Esta é uma Igreja rodeada de muitas lendas e mistérios. Nos primórdios do Sec.VI este templo servia de refúgio ou ermida aos peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela. É a Igreja mais antiga do Porto, sendo caracterizada como pequena, de puro estilo românico rural.
De arquitectura simples, tem na fachada principal um portal formado por um conjunto de três molduras de arquivoltas com capiteis lavrados com animais e aves. Sobre o portal abre-se uma janela com arco pleno, sustentada por duas colunas.
Na parte lateral sul existe outro portal, contendo este duas arquivoltas e quatro colunas, cujos capiteis foram lavrados com aves e flores. No lateral norte o portal é igual, no entanto não contém ábacos nos capiteis mas o tímpano foi decorado com o “Agnus Dei”, circunscrito por uma rosácea, adornando o cordeiro pascal gravado na pedra.












O interior é constituído por uma única nave coberta por uma abóboda assente em três grandes e encorporados arcos, é iluminado por uma rosácea quadrilobada, situada sobre o arco do cruzeiro, por quatro frestas colocadas de cada lado e pela janela da frntaria
A capela mor é rectangular, completando a empena uma cruz de malta assente sobre duas cabeças. Nela existem arcadas cegas,quatro de cada lado e três na cabeceira.
É como vêem de arquitectura muito simples e os vários motivos que aparecem toscamente cinzelados no granito muito simples também, bem com mais uma inscrição na parede, “Jesus Maria e Martinho”
Neste momento a Igreja apenas abre para uma ou outra cerimónia especial, mas, se por ali passar aconselho que siga o meu exemplo e não se arrependerá.

M.A.

05-07-2008

6 Julho - Parque dos Poetas - Oeiras

O nosso amigo e artista Miguel Felix (papá deste blog) vai estar no próximo Domingo dia 6/07 no Parque dos Poetas a pintar um berço destes ao vivo!
Procurem-no no Stand 28.

Apareçam por lá!

04-07-2008

Exposição Finalistas SNBA 2007/2008


De 29 de Junho a 26 de Julho de 2008


Exposição de final de ano lectivo 2007/08 dos cursos de Pintura e Intervenção Plástica da S.N.B.A. no Palacete da Quinta Nova da Assunção em Belas.

Largo da Igreja de Belas
Edifício cor-de-rosa
2605 Belas
Tel. 21 923 61 10
Terça a sábado das 13h00 às 19h00.

Encerra: domingos, segundas e feriados

RAINHA SANTA ISABEL

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Hoje 4 de Julho é o dia dedicado à memória da nossa Rainha D. Isabel de Aragão, mulher de D.Dinis, mais conhecida por Rainha Santa.
D. Isabel nasceu em Saragoça (?) cerca de 1270 e faleceu em Estremoz a 4 de Julho de 1336. Filha dos reis de Aragão, casou com D. Dinis em Trancoso a 26 de Junho de 1282. Tinha o rei português sido recomendado em 1280 ao rei de Aragão, por Filipe III de França, interessado em apaziguar os reinos de França e da Península Ibérica, desavindos uns com os outros. Esta rainha mediou o conflito entre D. Dinis e o infante D. Afonso (1287 e 1299) e entre Jaime II de Aragão e Fernando IV de Castela (!300 e 1304). Ajudou na fundação de conventos, fundou o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra e o Hospital dos Inocentes em Santarém. Devotada à prática incessante de obras de misericórdia, já em vida o povo lhe chamava “Rainha Santa”. É conhecido de todos nós o episódio de o pão e outras dádivas que levava no regaço se terem transformado em rosas quando D. Dinis a interpelou no seu caminho até junto dos pobres. Viúva em 1325, sabe-se que doou todos os seus bens a obras de caridade, vestiu o hábito de clarissa e passou a viver junto ao seu mosteiro de Coimbra. É lá também que se encontra sepultada.
Faleceu quando ia tentar mediar o conflito entre D. Afonso IV de Portugal, seu filho e Afonso XI de Castela, seu neto.
Canonizada em 1625, a sua memória litúrgica celebra-se, como dissemos na abertura deste apontamento, a 4 de Julho.
Lembremos pois esta nossa Rainha que marcou, quer no aspecto social, quer em intervenções políticas, uma posição relevante na História de Portugal.
A foto que mostramos apresenta a Rainha Santa Isabel num quadro talvez pouco divulgado. Ela está em traje da corte e mostra nas suas mãos algumas rosas. Trata-se de um óleo de Francisco de Zurbarán e podemos ver este quadro no Museu do Prado, em Madrid.

( Alguns elementos e foto encontrados em “Reis e Rainhas de Portugal” de Manuel de Sousa.)

M.A.

Alice no País das Maravilhas

Alice's Adventures in Wonderland (frequentemente abreviado para "Alice in Wonderland"), é a obra mais conhecida de Lewis Carroll é considerada um clássico da literatura inglesa. O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho e vai parar a um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas.

O livro faz brincadeiras e enigmas lógicos, o que contribuíu para a sua popularidade. Carroll também faz alusões a poemas da era vitoriana e a alguns de seus conhecidos, o que torna a obra mais difícil de ser compreendida por leitores contemporâneos.

Origem do livro

A história de Alice surge em 1862, quando Charles Lutwidge Dodson fazia um passeio de barco no rio Tâmisa com sua amiga Alice Pleasance Liddell (com 10 anos na época) e as suas duas irmãs. Lá, ele começou a contar uma história que deu origem à atual. A Alice do mundo real pediu-lhe que ele lhe escrevesse o conto.

Dodgson atendeu ao pedido e em 1864 ele presenteou-a com um manuscrito chamado Alice's Adventures Underground, ou As Aventuras de Alice debaixo da Terra. Mais tarde ele decidiu publicar o livro