Como tudo começou

30/07/11

ALTO DOURO VINHATEIRO


É com este título que temos o gosto de, apresentar, uma vez mais, um vídeo de superior qualidade, característica a que «@Portojo» já nos habituou. Os nossos agradecimentos, também, pela sua concordância em alguns ajustes, necessários à colocação deste vídeo no blog.








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Posto isto, leitores, iniciem o passeio por tão bonita zona do nosso País. Acompanhando as fotos ides encontrar também um texto bastante elucidativo.
Uma destas imagens mostra-nos a paisagem que se desfruta a partir do Miradouro de S. Leonardo de Galafura. Peço-vos que façais aqui uma breve pausa pois, é justamente o local onde se encontram imortalizadas em azulejo umas rimas de Miguel Torga. Na impossibilidade física de, neste momento, o leitor lá poder estar, vamos aqui deixar-lhe o poema para que fique a conhecê-lo também. Quem sabe se lhe irá criar apetência para, um dia, o ir ler, no justo local que inspirou o poeta?




À proa de um navio de penedos
A navegar num doce mar de mosto,
Capitão no seu posto
De comando,
S. Leonardo vai sulcando
As ondas
Da eternidade
Sem pressa de chegar ao seu destino
Ancorado e feliz no cais humano,
É num antecipado desengano
Que ruma em direcção ao cais divino




Lá não terá socalcos
Nem vinhedos
Na menina dos olhos deslumbrados;
Doiros desaguados
Serão charcos de luz
Envelhecida;
Rasos, todos os montes
Deixarão prolongar os horizontes
Até onde se extinga a cor da vida.

Por isso, é devagar que se aproxima
Da bem-aventurança.
É lentamente que o rabelo avança
Debaixo dos seus pés de marinheiro.
E cada hora a mais que gasta no caminho
É um sorvo a mais de cheiro
A terra e a rosmaninho!


O casamento entre as magníficas paisagens desta zona de Portugal e a poesia do grande Miguel Torga pensamos que é perfeito. Já um dia falamos, neste blog, desta figura ímpar da nossa literatura. Se pretender recordar o que então dissemos não terá mais que clicar aqui. Até breve. M.A.






28/07/11

BOLAS DE SABÃO

Bolas de sabão - Édouard Manet (1832-1883)



Aos leitores que aqui venham eu perguntarei, antes de mais, se quando meninos fizeram bolas de sabão?…Aposto, sem receio de perder, que nem um só responde que não!

Foi realmente transversal, a todas as épocas, esta brincadeira. A diferença esteve apenas nos meios usados para este fim. No meu tempo usava-se apenas a simples palhinha, rachada em forma de estrela numa das extremidades, que se soprava depois de mergulhada numa simples mistura de água e sabão azul e branco.
Para os meus filhos e depois também para os netos, já havia à venda os pequenos cilindros plásticos, cheios de saponárea acrescentada com glicerina. Um pequeno bastão plástico, com argola na ponta, vinha preso à tampa da caixa e, uma vez humedecido, espalhava, com um sopro, dezenas de minúsculas bolhas de mil cores.

Mas, a brincadeira foi sempre evoluindo e, hoje, aparecem até adultos, a tirar partido desta habilidade. As bolas de sabão tornaram-se enormes e com elas se realizaram efeitos variados, dando mesmo lugar a que fossem mostradas em espectáculos. Keith Johnson é, justamente, uma das estrelas neste campo e, para o confirmar convido-os a clicarem aqui.


Entretanto, na pesquisa que fiz, descobri também, que já há, também à venda um brinquedo que, dizem, poderá fazer as delícias da gente miúda na feitura de bolas de sabão em tamanho gigante. Penso que ele ainda não se vende entre nós mas, uma vez mais, convido-os a clicarem aqui para terem acesso à informação e saberem como, com um pouco de habilidade, poderão construír o dito brinquedo. Ali, é ensinado também como fazer a apropriada mistura líquida para as ditas bolas de sabão.
Como o tempo de férias é propício a um maior convívio, ao ar livre, com as crianças, talvez esta sugestão, possa vir a calhar a alguns dos que me leiam.
Por mim, gostaria que tal acontecesse.
M.A.

26/07/11

A ESCOLA DE OUTROS TEMPOS

Alunos de hoje numa escola de outros tempos






Para os leitores cuja faixa etária seja já bastante entrada nos “entas” deixo aqui uma mão cheia de recordações do que possa ter sido a sua escola primária e de alguns objectos que nela existiam. Recordam-se também algumas das brincadeiras de outros tempos.




Jogando o berlinde

Jogando à macaca




Jogando ao eixo


Espero que tenham gostado de mais esta viagem ao passado. M.A.

24/07/11

REDE DE GALINHEIRO TAMBÉM FAZ ARTE NAS MÃOS DE IVAN LOVATT


Pois é… quem nasce artista com qualquer material, por mais banal que ele seja, faz arte!
Desta vez falamos de Ivan Lovatt um artista australiano, ainda relativamente novo, que resolveu usar rede daquela com que, vulgarmente, se fazem os galinheiros, para transformá-la em expressivos retratos de pessoas conhecidas.
Segundo se sabe, ele começou por esculpir troncos e madeira reciclada e, no Festival Swell, uma mostra de escultura que, anualmente, acontece em Currumbim Beach (Austrália), o povo elegeu, em 2004, um pássaro, da sua autoria, que ele baptizara de «Running Walking Bird».





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O vídeo que hoje trazemos a este post mostra, portanto, a fase mais recente da sua carreira, a das esculturas com rede de capoeira e, sem dúvida, que não é nada pequena a colecção de personagens que ele já idealizou.
Esperemos que tenha sido do vosso agrado conhecer mais esta criativa variante na arte de esculpir.
Até breve, num qualquer outro tema.
M.A.

22/07/11

UM CÊ A MAIS




Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia.

De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa.

Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim.
São muitos anos de convívio.

Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC,s e PPP,s me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.

Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da
professora: não te esqueças de mim!

Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí.

E agora as palavras já nem parecem as mesmas.

O que é ser proativo?

Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.

Caíram hifenes e entraram RRR,s que andavam errantes.

É uma união de facto, e para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.

Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE,s passaram a ser gémeos, nenhum usa ( ^^^) chapéu.

E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios; assim, temos janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião.

Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

As palavras transformam-nos.

Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.

Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto.

Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.

Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA é NOSSA ? ! ? ! ?

E como não percebo continuo a escrever tal como aprendi... ninguém me pediu opinião...


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Caros leitores:
Este texto chegou até mim sem nenhuma indicação do seu autor mas, gostei tanto dele, que decidi logo partilhá-lo convosco. Com algum sentido de humor aborda-se um assunto que, no final de contas, deve ser, olhado por todos nós, de um modo bastante sério.
Igualmente referente ao novo acordo ortográfico que se pretende implantar, li no Diário de Notícias de 26/6 um artigo, de Vasco Graça Moura, com o título «O reino da insensatez», que vivamente recomendo.
Enfileiro junto daqueles que não concordam com a mudança e vou continuando fiel àquilo que me ensinaram os professores de português que tive.
Foi isto que quis vir dizer-vos hoje. Fiquem bem.
M.A.

20/07/11

PEPINOS, MAIS PEPINOS E SÓ PEPINOS...




MIL E UMA APLICAÇÕES DESTE LEGUME


1. Nos pepinos encontras a maioria das vitaminas de que precisas diariamente. Só um pepino contém Vitaminas B1, B2, B3, B5, B6, C, Ácido Fólico, Cálcio, Ferro, Magnésio, Fósforo, Potássio e Zinco.


2. Se te sentires cansado à tarde, dispensa a cafeína e come um pepino. Os pepinos são óptimas fontes de Vitaminas B e Carboidratos que fornecem aquela '' animação'' que dura horas. Depois de um dia passado ao ar livre, se tens os olhos fatigados pelo sol, experimenta colocar sobre os mesmos, durante uns minutos, umas rodelas de pepino.


3. Cansado de ver o espelho da casa de banho embaciado depois do banho? Tenta esfregar uma rodela de pepino no espelho, isto eliminará a neblina e produzirá uma suave fragrância como no SPA.


4. As lesmas e caramujos arruínam as tuas plantas? Coloca algumas rodelas de pepino num pequeno prato ou forma de lata (não de ferro nem de alumínio ), na tua horta ou jardim, e as pestes ficarão longe toda a temporada.


5. Procuras uma rápida e fácil forma de remover celulite antes de ir à piscina ou praia? Tenta esfregar uma rodela ou duas de pepino nas áreas afectadas por alguns minutos, os fitoquímicos do pepino forçam o colágeno de tua pele a encolher, firmando a camada de fora e reduzindo a visibilidade da celulite. Funciona optimamente para as rugas também!


6. Desejas evitar uma ressaca ou dor de cabeça? Come algumas fatias de pepino antes de dormir e acordarás sem dor e sem ressaca. Os pepinos contêm bastante açúcar, Vitaminas B e electrolites para repor os nutrientes essenciais que o corpo perde, mantendo tudo em equilíbrio, evitando tanto a ressaca como a dor de cabeça!


7. Queres evitar aquela fome à tarde ou à noitinha com alguma coisa? Pepinos têm sido usados por anos e anos por caçadores europeus, e exploradores como uma rápida refeição para evitar a fome.


8. Tens uma importante entrevista de emprego e reparas que não tens tempo para engraxar os sapatos? Simplesmente esfrega uma fatia fresca de pepino sobre os sapatos; os químicos darão rápido e duradouro brilho que não somente provocam bom aspecto como também repelem a humidade.


9. Não tens em casa o WD-40 para tirar aquele irritante barulhinho de uma porta a ranger? Pega numa fatia de pepino, esfrega no sítio problemático... e o rangido foi-se!10. Cansado, stressado e sem tempo para uma massagem, facial ou visita ao SPA? Corta um pepino inteiro e coloca numa panela de água a ferver. Os químicos e nutrientes do pepino reagem com a água a 100º e soltam-se no vapor, espalhando um relaxante aroma no ambiente. Tem sido afirmadoque reduz o stress em grávidas, estudantes em época de exames finais, etc.


11. Acabaste de almoçar e vês que não tens "chewing gum" ou rebuçados de hortelã? Pega numa fatia de pepino e espreme-a na língua, espalhando o sumo pela boca durante 30 segundos para eliminar o sabor da comida. Os fitoquímicos matarão as bactérias causadoras do mau hálito.


12. Procuras algo para limpar as torneiras, ou pias de aço inoxidável? Esfrega uma fatia de pepino na superfície que desejas limpar. Isto, não só remove anos de verdete e retira marcas, como lhes renova o brilho. Não mancha nem prejudica as tuas unhas e mãos enquanto limpas.


13. Usas a caneta e cometes um erro? Toma a casca do pepino ( o lado de fora ) e devagar usa-a para apagar o erro. Também funciona muito bem nos riscos de lápis que as crianças deixam pelas paredes!!!


Nota- Estas dicas chegaram-me num e-mail enviado por uma amiga. Confesso que ainda não as experimentei, mas, se efectivamente resultarem teremos que eleger os pepinos como legumes polivalentes!

M.A.

18/07/11

Escultura numa árvore em Moçambique




Caros leitores:

Remetida por amiga chegaram-nos as imagens de uma curiosa árvore cheia de estranhas esculturas de animais e plantas. Com elas vinha a indicação de que a árvore estava junto do rio Limpopo, em Moçambique e que, até hoje, seriam desconhecidos os artistas que haviam executado aquela misteriosa obra de arte.
Ao procurar saber mais sobre este assunto deparei com algo bastante diferente que me apressarei a partilhar convosco.



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A “árvore em questão” existe, sim, mas no Animal Kingdom da Disney World, o mais novo dos parques da Walt Disney World Resort de Orlando, Florida, Estados Unidos.
Este parque, que dizem albergar 1700 animais, foi inaugurado em 22 de Abril de 1998 e, justamente no seu centro, foi então implantada uma estrutura em cimento, de 45 metros, em forma de árvore, recoberta por uma camada de resina especial onde, por mais de 12 artistas foram então moldados 25 animais. Este conjunto ficou denominado ÁRVORE DA VIDA. Podem ler mais informação clicando aqui.
Está, portanto, desfeito o tal mistério e fica apenas esta curiosidade. Se um dia viajarem até Orlando, façam fotos da dita “árvore” e mandem-nas que nós publicaremos.
Até breve com outro assunto.
M.A.

16/07/11

MALUCO, MAS NÃO TANTO ASSIM!



Em certo local vivia um rapazote, uma daquelas figuras típicas que praticamente todas as terras têm, considerado alguém com pouca inteligência, que vivia da caridade pública e do que lhe pagavam por um ou outro recado que ia fazendo.
Passava o tempo junto ao café, onde geralmente parava mais gente, e lá se ia governando com as moedas que recebia.
Havia porém um hábito comum àqueles que lhe davam esmola. Apresentavam-lhe duas moedas na palma da mão para que escolhesse uma e, ele, invariavelmente, pegava na de diâmetro maior mas de menor valor que a outra. Isso provocava gargalhadas na assistência o que parecia não incomodar o rapaz.
Porém, quando um dia, alguém resolveu explicar ao pateta que, das duas moedas que lhe mostravam, a de tamanho menor era a que valia mais e, deveria, portanto, ser a escolhida, ele respondeu:
_Eu bem sei isso…mas, no dia em que eu deixar de fazer como faço, a brincadeira acaba e já ninguém me vai dar dinheiro.

Algumas conclusões se podem retirar do caso:
-Nem sempre as aparências correspondem à realidade. Aqui, o rapaz não era tão tonto como se pensava.

-Quais terão sido, realmente, os verdadeiros idiotas que passaram na história?
-Por vezes, a ganância faz desaparecer uma fonte de rendimento.
Mas a conclusão mais interessante é esta:
A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa realmente, não é aquilo que pensam de nós mas sim o que nós somos realmente. E, quantas vezes, o prazer de alguém inteligente é até passar, precisamente por idiota perante um idiota que se faz passar por inteligente?
Tenhamos uma maior preocupação com a nossa consciência do que propriamente com a reputação perante os outros. Porque a nossa consciência corresponde ao que somos e, a reputação é apenas o que os outros pensam de nós.
E o que os outros pensam de nós… é apenas problema deles!...


…………………………………………………….


Na minha terra conheci também um pobre diabo, o qual, quando se lhe perguntava que dinheiro já tinha recebido nesse dia, colocava umas moedas na palma da mão, contava-as e respondia no seu linguajar um tanto entaramelado pela falta de dentes, onde os sss se prolongavam:
_« Ora adeuss coradção,quem ssabe ler e sscrever não é tolo de todo, poiss não? Faltam-me trêss tostõess para uma conta dcerta».
Geralmente a pessoa dava-lhe a dita quantia, repetia a pergunta e a nova resposta não se fazia esperar:
_«Ora adeuss coradção quem ssabe ler e sscrever não é tolo de todo, poiss não? Faltam-me dcinco tostõess para uma conta dcerta».
O montante em falta ia variando e, que me lembre, nunca ninguém lhe ouviu dizer quanto já recebera, nem tampouco quanto era, na verdade, a tal conta certa!
Achávamos graça à sua resposta e, de boa vontade, lá contribuíamos com mais umas moeditas para ele ir procurando acertar a dita soma.
A primeira história chegou-me por e-mail e trouxe-me logo à ideia a segunda, que faz parte das recordações, guardadas no tal baú da minha infância, passada numa vila (hoje, já cidade) da Beira Litoral.
Espero ter-vos proporcionado uns minutos bem dispostos.M.A.

13/07/11

FERROS DE ENGOMAR III



A nossa colaboradora e amiga Fátima já teve, tempos atrás, a ideia de abordar este tema. Mais tarde, também eu falei nele. Como os nossos leitores se lembram, clicando aqui e aqui, de imediato tereis acesso à informação que uma e outra aqui deixamos. Acontece, porém que, recentemente, chegou às nossas mãos mais este vídeo que consideramos muito bom, em relação ao asunto em questão. Há nele curiosíssimas peças de colecção no que toca “a engenhocas”, destinadas ao alisar das peças de vestuário, usadas pelos nossos antepassados.
E leitores, imaginem, por momentos, quanta ralação e canseira seria precisa para, com alguns destes objectos levar a cabo a tarefa de engomar uma simples peça de roupa?



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Enquanto os leitores vêem estas imagens prestem, por favor, atenção também, ao fundo musical que é um excerto do 2º andamento do Concerto nº 21, para piano e orquestra, de Mozart.
E, já agora, falando em especial com as leitoras, de cada vez que estiverdes a inserir a ficha do vosso moderno ferro de engomar (ou máquina eléctrica de engomar) numa tomada eléctrica para dar andamento ao cesto de roupa da semana, acabada de lavar, imaginai-vos, por momentos, a ter que fazê-lo com uma destas velharias nas mãos! Há razões de sobra para vos sentirdes privilegiadas pelo facto de viverdes nesta época…


M.A.

11/07/11

COINCIDÊNCIAS?... SERÁ MESMO?...



Hoje, trazemos à nossa conversa, neste blog, as considerações de alguém que se intitula fisioterapeuta e terapeuta naturista, sobre semelhanças que encontrou entre espécies vegetais e alguns órgãos do corpo humano. E não se fica só pelo formato de uns e outros, vai ainda mais longe, procurando mostrar qual o efeito dos frutos e legumes mencionados, sobre os órgãos aos quais são associados.



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Não tenho conhecimentos suficientes que me permitam confirmar ou discordar da veracidade das conclusões a que ele chegou. Achei curioso o tema e apenas por essa razão, vos trouxe este vídeo.
Fica, pois, à consideração de quem o veja fazer o seu próprio juizo de quanto aqui nos é dito.
Até breve, leitores.
M.A.

09/07/11

O GRITO DA TERRA






Pensamos que o filme que ides visualizar vos fará reflectir um pouco sobre a responsabilidade de cada um na sua passagem de vida pela Terra.
Não me alongarei em grandes considerações pois parece-me que as imagens serão mais do que suficientes para a mensagem que se pretende transmitir.







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Como remate repetirei a frase que aparece numa das últimas imagens:
Lembrem-se



DEUS PERDOA SEMPRE
O HOMEM PERDOARÁ ÀS VEZES
MAS A NATUREZA NÃO PERDOARÁ NUNCA

M.A.

08/07/11

Tomar está em festa!

Festa dos tabuleiros

O programa está aqui e há lugar para todos! Venham ver!


Um cheirinho de uma rua....
Muita hora de trabalho...
Tudo a postos para a montagem...
Uma casa já ornamentada....

Fotos minhas

fc

07/07/11

O TEJO E O DOURO NA AV. DA LIBERDADE

TEJO








Quando, logo depois dos Restauradores se começa a subir a Av da Liberdade, deparamos na sua parte central, entre as duas faixas de rodagem, com uma zona ajardinada a arborizada, semeada aqui e além, por bancos que convidam o transeunte a um breve descanso. Há, também, uns pequenos pavilhões envidraçados onde se pode fazer uma refeição ligeira ou, apenas, tomar uma bebida fresca, ali, em contacto com a natureza.
Várias estátuas, em pedra, servem de decoração e alguns lagos dão uma nota de frescura àquele espaço
Recentemente, quando num princípio de tarde, em que o calor se fazia sentir e eu passava ali perto, desviei-me, propositadamente, para usufruir daquela fresca sombra, amenizando assim o caminho que tinha ainda que percorrer.

DOURO







Foi então que me deparei com as duas esculturas representando os rios Tejo e Douro, simbolizadas por duas figuras masculinas, que, recostadas sobre um maciço de pedras e verdura seguram ânforas de onde sai água que vem cair, em cascata, num pequeno lago.
As duas estátuas estão, neste momento um tanto tapadas pela vegetação que cresceu em redor e, talvez não fosse má ideia, a Câmara mandar retirar esse excesso de plantas para deixar a pedra esculpida mais a descoberto.
Sei que estas estátuas já figuravam no antigo Passeio Público que existiu, anteriormente, neste local. Sei também que foi seu autor Alexandre Gomes e que elas se destinavam a um outro sítio da cidade. Mas o leitor poderá ficar a saber isso e muito mais se decidir clicar aqui.
Resolvi fazer fotografias do Tejo, que segura um leme com a mão esquerda e cujo objecto quererá simbolizar a responsabilidade e a prudência e, também do Douro, cujo cântaro de onde jorra água, dizem ser o símbolo da vida e também da fertilidade. Assim, quando por lá passarem facilmente identificarão cada um dos rios e poderão apreciar mais duas bonitas esculturas de entre tantas outras que se encontram por esta nossa Lisboa.
Até breve, leitores.
M.A.

05/07/11

GRANDE MARCHA DO CENTENÁRIO






Falamos, aqui, no dia 1 de Julho, sobre o cortejo histórico dos festejos do VIII centenário da Tomada de Lisboa aos mouros e, hoje, decidimos trazer a letra da Grande Marcha do Centenário, que, igualmente, no ano de 1947 foi cantada por Amália Rodrigues.
Foram seus autores Raul Ferrão e Norberto Moreira Araújo.

Toda a cidade flutua
No mar da minha canção
Passeiam na rua,
Pedaços de lua
Que caem do meu balão

Deixem Lisboa folgar
Não há mal que me arrefeça
A rir, a cantar, cabeça no ar
Eu hoje perco a cabeça

Lisboa nasceu,
Pertinho do céu
Toda embalada na fé
Lavou-se no rio,
Ai, ai, ai menina
Foi baptizada na Sé

Já se fez mulher
E hoje o que ela quer
É trovar e dar ao pé
Anda em desvario
Ai, ai, ai menina
Mas que linda que ela é

Dizem que eu velhinha sou
Há oito séculos nascida
Nessa é que eu não vou,
Por mim não passou
Nem a morte, nem a vida

O Pajem me fez um fado
Um vali me leu a sina
Não ter namorado,
Nem dor, nem cuidado
E ficar sempre menina

Lisboa nasceu …


Para quem a queira recordar cantada pela própria Amália, também apenas precisa de clicar aqui. Outras artistas a foram também cantando e, mesmo na actualidade, algumas vezes ainda, se ouve esta bonita marcha.
Espero que tenham gostado destas recordações de Lisboa ligadas ao, já um pouco longínquo, ano de 1947.
(A imagem de abertura do post mostra a medalha comemorativa dos festejos a que nos referimos nestes dois posts)
M.A.

03/07/11

CORTEJO HISTÓRICO COMEMORATIVO DO VIII CENTENÁRIO DA TOMADA DE LISBOA AOS MOUROS

(Cerco de Lx, aguarela de Roque Gameiro)


«E tu, nobre Lisboa, que no mundo
Facilmente das outras és princesa
Tu, a quem obedece o Mar profundo
Obedeceste à força Portuguesa…»




Este, é um curto excerto do Canto III, Estância 57, dos Lusíadas, justamente aquele onde Luís de Camões nos descreve a Tomada da cidade de Lx…


As mesmas palavras se ouvem em fundo, acompanhando as primeiras imagens do filme que vos trago hoje.
Segundo se diz, este, terá sido um dos primeiros filmes, a cores, feito em Portugal. Estava-se no ano de 1947 e festejavam-se oito Séculos passados sobre a Conquista de Lisboa.
A Câmara Municipal de Lisboa organizou um Cortejo histórico que, pela amostra deste filme que chegou até aos nossos dias, muito embora com uma qualidade de imagem ainda pouco apurada, nos permite, mesmo assim, imaginar a imponência de que o dito desfile se terá revestido.


A riqueza do guarda-roupa e adereços, o elevado número de figurantes a sequência histórica que o relato feito em voz off nos permite seguir, tudo isso leva a crer que o espectáculo seria realmente deslumbrante e, na época, resultasse mesmo num sucesso.
O nome de Leitão de Barros aparece na direcção artística deste cortejo e, a dirigir as filmagens, encontramos António Lopes Ribeiro. Eram duas figuram marcantes na época que, à partida davam logo garantia de um trabalho de qualidade.
Resta apenas pedir aos leitores que cliquem aqui para terem oportunidade de ver esta recordação bem interessante.
Para os leitores que pretendam dados históricos sobre a Tomada de Lisboa convido-os a clicarem aqui também.
P.S. – Como curiosidade, o Cerco de Lisboa começou, justamente, num dia 1 de Julho, de 1147.
Até breve, com outro assunto qualquer.
M.A.

01/07/11

FIA 2011 – FEIRA INTERNACIONAL DE ARTESANATO




«Da tradição à modernidade…são as mãos que dão vida» é o slogan deste ano e parece-me que a frase define bem o espírito da mostra.
De novo o Parque nas Nações acolhe, até ao dia 3 de Julho, o artesanato e gastronomia de mais de 40 países e, esta visita lá, para mim, já se tornou um hábito.
A diversidade e a criatividade estão “à solta nos dois primeiros pavilhões”, tendo como base os mais diversos materiais e técnicas. O terceiro pavilhão, como é hábito também, concentra aquilo que diz respeito ao paladar e, bem difícil é resistir a uma prova de tudo quanto delicia os nossos olhos.
Apenas com o intuito de vos despertar a vontade de lá irdes, deixo algumas fotos de uns alguns objectos que vi. Muitos mais haveria, por certo, merecedores de destaque mas, a ideia foi, apenas, a de uma curta amostra, como disse atrás.

Não deixem pois de lá ir também, entre as 15h e as 24h.
Fotos:
1-Custódia, barro – Delfim Manuel
2-Severa- Teresa Isabel Brito Carepo
3- Apaixonados
4- Missangas, pérolas e fios metálicos diversos
5- Lã e cordas
6- Telhas coloridas
7-Patchwork
8-Ultima ceia, barro
9-Cofre, ferro
M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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