Como tudo começou

30/09/11

O MEU AMIGO




O meu amigo é
como a cortiça
que envolve a árvore
aquece-nos
como o sol
num dia de Inverno
refresca-nos
como a água
no calor do meio-dia
a sua voz
sempre presente
é como um pássaro primaveril
ele é
meu amigo
e eu
sou amigo dele.

(Emily Hearn, in Hockey Cards and Hopscotch)






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Este curto poema serve de introdução ao vídeo que hoje vos trazemos. Ele chegou às nossas mãos com o título de “Amigo, é também todo aquele que nos faz rir”, o qual nos parece, igualmente, adequado. Fica agora ao critério dos nossos leitores optarem por aquele que acharem melhor, depois de se deliciarem com a ternura destas imagens.


M.A

28/09/11

A FLOR - ALMADA NEGREIROS



Pede-se a uma criança: Desenha uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: uma flor!
As pessoas não acham parecidas essas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!

Almada Negreiros in O Regresso ou O Homem sentado
(Enviado por um amigo. Desconheço de quem é a ilustração que acompanha este texto)


………………………………………………………………………………………


Também, há poucos dias, o correio me trouxe esta flor. Acompanhavam-na umas bonitas palavras, a mim dirigidas, cujo conteúdo, em consciência, eu sei não merecer, mas que a amizade de quem as escreveu assim ditou.
Quanto à flor… ela trouxe-me à ideia o texto de Almada Negreiros…
Mas aqui não se trata de uma criança que apenas conseguiu desenhar riscos, a flor está bem definida nos seus contornos e cores vivas e é obra de gente já crescida. E sabem que mais?
_Quem a desenhou, para mim é também especial e tem um coração do tamanho do mundo.
Até qualquer dia, com outro tema.

M.A.

26/09/11

NÚMEROS, GEOMETRIA, NATUREZA E MÚSICA






Leitores:

Desta vez o tema escolhido para esta conversa, aqui no blog, inspira-se em números, geometria e natureza.



É um curioso filme com uma composição musical também adaptada às imagens.



Espero que gostem tanto dele quanto eu e que dêem por bem empregues os minutos gastos na vossa visita. Queiram portanto clicar aqui.
Até outro dia e bem hajam pela vinda.
M.A.

24/09/11

O CREME NÍVEA







Caros leitores:
Quem, de entre todos nós, não conhece, há mais ou menos anos, o velhinho creme Nívea?
Ainda não se encontravam à venda produtos específicos para protecção solar da pele e já a minha mãe, na praia, me besuntava, com o creme Nívea. Talvez para esse efeito fosse até bem pouco eficaz mas era o que, na altura, se usava!
Como me apareceu um e-mail contando uma breve história sobre este creme, achei interessante trazê-la ao blog, bem como uma imagem publicitária, já com alguns anos, onde ainda aparece o seu preço em escudos. Imaginem só, 7$50 cada caixa e 15$00 uma outra mais económica!
Foi mais uma curiosidade que descobrimo para vós.


O Creme Nívea foi criado em dezembro de 1911 pela farmácia de manipulação do doutor Oskar Troplowitz, que descobriu como unir água e óleo para hidratar a pele.
O Eucerit, retirado da lanolina e combinado com óleos, água, compostos de glicerina, ácido cítrico e essências de rosas e lírios, formava o creme. "Branco como a neve", foi batizado de Nívea e era comercializado numa latinha amarela.
A embalagem passou a cor azul com letras brancas em 1925.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a marca Nívea foi expropriada.
A partir de 1952, a empresa Beiersdorf iniciou uma longa jornada pelos países para readquirir os direitos sobre a marca.

Espero que tenham gostado desta visita ao baú.
M.A.

22/09/11

O CORO DOS ESCRAVOS, DE GIUSEPPE VERDI





Mesmo que nas nossas veias não corra sangue italiano sempre nos emocionaremos com esta obra maravilhosa de VERDI, o eterno “VA PENSIERO”. (Vanderlei Zarpellon)




PROTESTO ITALIANO ... " VÁ PENSIERO"


Maravilhoso e emocionante momento de protesto do povo italiano ,liderado pelo maestro Ricardo Mutti , no Teatro da Ópera de Roma .

O facto aconteceu durante a apresentação da Ópera Nabuco , de Verdi ,em 12 de março de 2011 , na presença de Berlusconi ( 1º Ministro da Itália), da ária " Vá Pensiero" , a qual sempre foi considerada um 2ºHino Nacional Italiano.

Já no século XIX serviu de protesto à ocupação austríaca do norte da Itália , aquando da visita dos Imperadores Austríacos a Veneza, da até hoje famosa Imperatriz Sissie e seu esposo que tiveram que escutar toda a plateia do Teatro Fenix cantar , emocionada , " Vá Pensiero".

Leiam os comentários antes de abrir o link que nos brinda com um estupendo, quiçá histórico, momento de performance musical e revolta cultural, diante dos desgovernos, prevaricações e falta de lideranças, não só na Itália , mas no mundo, como um todo.

Um momento intenso de emoção para os apaixonados pela liberdade.


No último dia 12 de março a Itália festejava os 150 anos de sua criação, ocasião em que a Ópera de Roma apresentou a ópera Nabucco de G. Verdi, símbolo da unificação do país, que invocava a escravidão dos Judeus na Babilônia, uma obra não só musical mas, também, política , à época em que a Itália estava sujeita ao império dos Habsburgos (1840).

Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que era dirigida pelo maestro Ricardo Mutti.

Antes da Apresentação, o Prefeito de Roma, Gianni Alemanno - ex-ministro do governo Berlusconi - discursou, protestando contra os cortes nas verbas da cultura, o que contribuiu para politizar o evento. Como Mutti declararia ao TIME, houve, já de início, uma invulgar ovação, clima que se transformou numa verdadeira «noite de revolução» quando sentiu uma atmosfera de tensão ao se iniciar os acordes do coral « Va Pensiero » o famoso hino contra a dominação.


« Há situações que não se podem descrever, mas apenas sentir ; o silêncio absoluto do público, na expectativa do hino; o clima que se transforma em fervor, aos primeiros acordes do mesmo". A reacção visceral do público quando o coro entoa ‘Ó minha pátria,tão bela e perdida! ‘

Ao terminar o hino, os aplausos da plateia interrompem a ópera e o público manifesta-se com gritos de «bis», «viva Itália », «viva Verdi» . Das galerias são lançados papéis commensagens políticas.

Não sendo usual dar bis durante uma ópera, ( e embora Mutti já o tenha feito uma vez em 1986, no teatro Scala,de Milão ) , o maestro hesitou pois, como ele depois disse : «não cabia um simples bis; havia de ter um propósito particular».

Dado que o público já havia revelado seu sentimento patriótico, fez com que o maestro se voltasse no estrado e encarasse o público, e com ele o próprio Berlusconi.

Fazendo-se silêncio, pronunciou-se da seguinte forma, e reagindo a um grito de «longa vida à Itália» disse:RICCARDO MUTTI :


«Sim, longa vida à Itália mas ... [aplausos]. Não tenho mais 30 anos e já vivi a minha vida, mas como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se passa no meu país. Portanto aquiesço a vosso pedido de bis para o "Vá Pensiero". Isto não se deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque nesta noite, enquanto eu dirigia o coro que cantava ‘Ó meu pais, belo e perdido’, eu pensava que a continuarmos assim mataremos a cultura sobre a qual assenta a história da Itália. Neste caso, nós, a nossa pátria, será verdadeiramente ‘bela e perdida'. [aplausos retumbantes, incluindo os artistas da peça] Reina aqui um ‘clima italiano’; eu, Mutti , calei-me por longos anos. Gostaria agora...nós deveríamos dar sentido à este canto; Como estamos em nossa casa, o teatro da capital, e com um coro que cantou magnificamente, e que é magnificamente acompanhado, se for de vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para cantarmos juntos »

Foi assim que Mutti convidou o público a cantar o Coro dos Escravos.

As pessoas levantaram-se.

Toda a ópera de Roma se levantou... O coral também se levantou.

Foi um momento magnífico na ópera ! Vê-se, também,o pranto dos artistas.


Aquela noite não foi apenas uma apresentação do Nabuco mas, sobretudo,uma declaração do teatro da capital dirigida aos políticos.

AGORA NÃO DEIXEM DE VER E OUVIR TUDO ISTO CLICANDO AQUI


Nota da autora deste post:-Recebi isto num e-mail e acharia imperdoável não o partilhar com os leitores. M.A.

20/09/11

BELAS CONCHAS E BÚZIOS DO MUSEU DE ILHAVO

Museu Marítimo de Ilhavo



Muitos de nós, algum dia, sonhamos e até concretizamos a ideia de vir a fazer uma colecção de quaisquer objectos. Começa-se, geralmente, por guardar um primeiro exemplar que desperta a nossa atenção. Depois, a este vem-se juntar outro, depois outro, mais tarde outro ainda…e chega então um dia, em que sentindo já vontade de procurar informação sobre o assunto, o interesse aumenta mais e mais.
Assim. a pouco e pouco, enraíza-se em nós o gosto de alargar cada vez mais a colecção. E, quantas vezes, se atinge mesmo uma fase em que “se perde a cabeça” no que toca a dinheiro para adquirir objectos para uma colecção que começou a brincar?
Bom, mas os leitores não vieram ao blog para ouvir as minhas considerações sobre coleccionismo.



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Irei portanto, de imediato, dizer-lhes que o que trago hoje é um vídeo que mostra o conjunto de Búzios e Conchas expostos no Museu Marítimo de Ílhavo.


Espero que, tal como eu, fiquem maravilhados com tanta coisa bonita encontrada no fundo do mar!
Como é a segunda vez que falamos neste assunto, se acaso quiserdes recordar o que já foi dito na primeira, em 9/4/10, apenas tereis que clicar aqui.
Do mesmo modo, para alguma informação sobre o Museu Marítimo de Ílhavo, é favor clicarem também aqui.
Até breve com qualquer outro tema.
M.A.

18/09/11

JOSÉ FONTES ROCHA – VARIAÇÕES EM RÉ

José Fontes Rocha





Indiscutivelmente que a guitarra portuguesa foi e será sempre o instrumento que melhor nos identifica e mais diz à nossa alma. O seu som emociona-nos e, quer servindo de acompanhamento a algum fado, ou apenas tocada a solo, ou fazendo conjunto com uma viola, aí temos um ou mais portugueses ouvindo-a em silêncio profundo.
Sem dúvida que tivemos e, felizmente, continuamos a ter grandes artistas ligados a ela. Hoje, porém, neste post, a homenagem será apenas para um deles, que recentemente nos deixou: _O Mestre José Fontes Rocha.
Nascido no Porto em 1226, começou por ser electricista de profissão mas, rapidamente trocou o “busca pólos” pelas cordas da guitarra que, durante 50 anos dedilhou com toda a sua sabedoria e sentimento. Aos 85 anos, no dia 15 de Agosto p.p., este grande guitarrista faleceu em Lisboa, deixando-nos contudo inúmeras composições suas.
Variações em ré é uma delas, da qual gosto muito, aqui interpretada por ele próprio e, também, por José Pracana, Manuel Martins e A. Gago da Câmara que eu convido os nossos leitores a ouvir, se fizerem o favor de clicar aqui.
Teve oportunidade de acompanhar diversas figuras gradas do fado, uma delas, justamente durante 12 anos, foi a grande Amália Rodrigues.
Se pretender informação biográfica mais completa do Mestre pode obtê-la clicando aqui.
Agora é tempo de vos deixar, então, com os sons desta bonita guitarrada de José Fontes Rocha!
Até breve.
M.A.

16/09/11

Fotografo à La Minute em Ponte de Lima

O Sr. Zé há muitos anos que fotografa quem por ele passa por terras do Minho.

Desta vez fomos encontrá-lo em Ponte de Lima, com o seu cavalinho de pau e máquinas com lentes Zeiss, todo o material fabricado em 1910.

Adquiriu este conjunto em 2ª mão na década de sessenta do século passado. Cuida-o com o zelo de um profissional que o quer por companhia durante muitos e bons anos.

Ao longo da sua já extensa carreira, fotografou figuras bem conhecidas desde actores a políticos ao cidadão anónimo. Da terra ou forasteiros, Portugueses e Estrangeiros…

Em meados de Agosto, um grupo de artistas das artes e das letras e seus familiares, reuniu-se na lindíssima vila de Ponte de Lima para um almoço de confraternização. À passagem pelo Largo do Chafariz, de seu nome Largo de Camões, lá estava o fotógrafo à la minute.

O cavalinho fez logo as delícias de alguns artistas do grupo. Seguiu-se uma animada sessão de fotografias.

Houve uma interessante troca de impressões sobre a data de fabrico das máquinas, do seu funcionamento e manutenção, e até da idade do cavalinho se falou…

O Sr Zé ia tirando as fotos e com a sua habitual boa disposição, explicava todos os passos do processo. Ora se esconde para captar a imagem, ora aparece e mergulha numa tina o papel já com sinais evidentes de fotografia…. Todos assistimos interessados ao desenrolar do processo da revelação.

Ao nosso grupo o nosso fotógrafo vendeu cerca de 1 dúzia de exemplares.

Claro que com tanto alarido, se foi juntando mais gente ao nosso grupo. O Sr. Zé nesse dia não tinha mãos a medir.

Disse-me uma semana mais tarde que tinha sido um dia bom para o seu negócio. A seguir a nós, foi chegando sempre gente…

Dizia ele:

- Sabe isto é como as ovelhas. Onde vai uma, vai o rebanho inteiro…!!!

Ainda bem que foi assim Sr Zé.

Ficámos todos contentes; Nós pelo excelente trabalho do fotógrafo sorridente, o homem da lente pele pela presença de um grupo divertido e diferente.


Nota: O Sr Zé sabe que há muitas fotografias dele na internet. Às vezes metem-se com ele e dizem que vão publicar. Ele não se importa. Até gosta, mas não liga muito, ainda assim desabafa:

- De vez em quando peço à minha filha e ela vai lá ver e mostra-me!!! Para mim até é bom...!

Há dias assim…

Texto e fotos:

FC

14/09/11

O SEU FILHO SOFRE DE PESADELOS?


Victor Hugo a grande figura da literatura francesa disse um dia:
“Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles”

Em boa verdade ninguém melhor que uma mãe para se aperceber quando algo perturba o seu filho e encontrar a forma adequada de actuar para resolver a situação.
As crianças, mesmo aquelas que ainda são bebés de colo, costumam sofrer, por exemplo, de pesadelos enquanto dormem. Os estudos feitos não conseguiram ainda apurar o que, realmente os provoca mas, a avó que eu hoje sou, continua atenta a tudo quanto possa contribuir para o bem estar dos mais pequeninos.



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Assim, quando me apareceu este vídeo, pelo seu conteúdo, logo entendi que seria uma óptima ocasião de esta mãe, vir partilhar com outras mães a sua experiência nesse campo. O pequenito mostra-se muito agitado o que denota estar justamente a sofrer o que se vulgarmente se designa por pesadelos mas, a mãe, apercebendo-se da situação, de imediato intervém e … tudo volta à normalidade.
Mais uma vez se confirma que uma boa imagem vale mais do que cem palavras. Mamãs que me lêem prestem toda a vossa atenção e aprendam como se faz!...
M.A.


12/09/11

SÉRAPHINE DE SENLIS

Yolande Moreau no papel de Séraphine, no filme com o mesmo nome




Foi Wilhlem Uhde, um alemão, coleccionador e crítico de arte, um dos primeiros a falar, por exemplo, de Picasso e de Rousseau . Um dia, por qualquer razão, ele foi passar uma temporada na localidade de Senlis, França e, na casa que alugou, teve como empregada doméstica, uma mulher de cerca de 41 anos, que dava pelo nome de Séraphine.
Numa visita à casa da sua senhoria, uma tela onde se via pintado um jarro com girassóis chamou-lhe a atenção. Ficou surpreendido quando lhe disseram ter sido Séraphine quem pintara quadro.
Digamos que esta terá sido a ponta do fio da meada, na ligação que se veio a estabelecer entre Wilhlem Uhde e a pintora que ele descobrira em Séraphine.

Esta mulher, nascida em 2 de Setembro de 1864, era bastante pobre, nunca tivera qualquer aprendizagem na pintura e, como autodidacta, seguindo apenas a sua sensibilidade, tinha atingido um nível tal nos quadros que fazia que, logo o crítico de arte se propôs apresentá-la nas galerias de Paris. Ela pintava, pela noite fora, isolada, na sua velha casa, depois de regressar do trabalho diário de empregada doméstica e, as próprias tintas que usava, eram fabricadas por si. Num filme que vi sobre a sua vida, dizia-se que, nas suas tintas, utilizava, entre outras coisas, o sangue de animais, terra, ervas que escolhia nos campos e até… algum azeite que surripiava nas lamparinas da igreja. Havia, por certo, ainda mais ingredientes que ficaram, para sempre, no seu segredo.
A verdade é que os seus quadros têm cores deslumbrantes e as composições florais, de inspiração naïf, impressionam, tanto pelos tons utilizados como, por vezes, por parecerem mesmo transfigurar-se em animais fantásticos e em muitas outras formas estranhas.
Contudo, devemos também mencionar, que, em Séraphine se notava uma certa perturbação mental que, com a idade se foi acentuando.


Ela assinava os quadros como Séraphine Louis ou Séraphine de Senlis e chegou a atingir um certo desafogo financeiro com as vendas que fazia, sempre orientadas pelo seu amigo e protector Wilhlem Uhde. Mas, com a segunda guerra, pelo facto de ser alemão, Uhde teve necessidade de fugir de Senlis.

Possivelmente por este afastamento a saúde mental de Séraphine sofreu uma deterioração maior e, a assistência social internou-a num hospício. É ele, também, quem mais tarde, a vai retirar de lá, e providenciar a sua mudança para uma clínica psiquiátrica, com melhores condições, onde Séraphine veio a falecer em 11 de Dezembro de 1942.




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Quero acreditar que o leitor irá encantar-se com o vídeo que lhe deixo, onde as pinturas desta mulher se impõem, pelo arco-iris maravilhoso existente na sua imaginação e que os seus pincéis faziam passar, para a tela que tinha defronte de si.
Até breve, leitores, com outro qualquer tema.

M.A

10/09/11

Gaivotas


Fotografia que tirei na praia de Paçô

fc

08/09/11

O Elefante da Ilha Berlenga



Foto minha

Saiba mais sobre esta fantástica ilha aqui

fc

06/09/11

AS CAMAS FECHADAS

Malaca - Cama de recem-casados




Estou a partilhar com os leitores mais um vídeo que me chegou por e-mail.
É interessante verificar que houve tempo em que se dormia dentro de um armário, o que deveria ser bastante desagradável, quanto a mim, que sempre gostei de espaço em meu redor.





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Mostro também uma foto que fiz, em 1996, de uma cama de recem casados, em Malaca, na Malásia. Tratava-se de uma casa antiga, tradicional, de uma família malaia, considerada rica, que era mostrada aos turistas. Tinha alguns pormenores muito curiosos e, lembro-me que fui lá encontrar também utensílios de cozinha de origem portuguesa, entre os quais uma sorveteira manual, igual a uma que existia em casa dos meus pais.
Até breve, com qualquer outro tema.


M.A.

04/09/11

SABE ABRIR UMA GARRAFA SEM SACA-ROLHAS?




Hoje, trazemos de novo, aos nossos leitores, uma daquelas dicas que se destinam a resolver pequenos problemas caseiros. Desta vez trata-se de conseguir abrir uma garrafa de vinho, quando, eventualmente, não temos à mão um saca-rolhas.



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Devemos, antes de mais, confessar que não experimentamos a sugestão mas, esperamos que alguém o faça e nos confirme, depois, se resulta ou não.
E, porque não, numa reunião de amigos, um deles lembrar-se de fazer esta graça? De certeza que vai provocar, de imediato, algumas boas gargalhadas e, se der certo e a rolha sair, vai ter também um grande sucesso, claro está!
Divirtam-se!
M.A.


02/09/11

PALÁCIO DE CRISTAL DO PORTO


No Porto, no mesmo local onde hoje se encontra o Pavilhão dos Desportos, também designado por Pavilhão Rosa Mota, existiu anteriormente o Palácio de Cristal. Era um edifício, cuja construção foi inspirada no Crystal Palace de Londres e que veio a servir de palco a inúmeros eventos, circo, música, desporto, exposições, etc., etc..
Muita gente se recordará ainda de lá ter estado, eu, por exemplo.
Ele acabou por ser demolido em 1951.
Como a sua inauguração foi feita em 3 de Setembro de 1861, (faria este ano 140 anos) achei interessante trazer esta lembrança aqui ao blog, dando a conhecer, o que a Gazeta dos Caminhos de Ferro publicou, precisamente, em 1 de Julho de 1940.
Os de mais idade poderão recordar e os mais novos terão oportunidade de conhecer algo mais da história da Cidade do Porto.
Se pretender obter mais informação poderá clicar aqui.




«Segundo o boceto histórico do sr. Conde de Samodães, em 30 de Agosto de 1861, reuniram-se no edifício da Bolsa, os fundadores do Palácio de Cristal, sob a presidência do sr. Guilherme Augusto Machado Pereira, sendo eleitos para a direcção e conselho fiscal os srs. Alfredo Allen, Francisco Pinto Bessa, Visconde da Trindade, José Joaquim Pereira de Lima e José Frutuoso Aires de Gouveia Osório.





Em 3 de Setembro do mesmo ano, fez-se a inauguração do Palácio de Cristal, presidida por D. Pedro V. O soberano inaugurou os trabalhos lançando um punhado de terra em um carrinho de serviço. A planta, perfil, alçado e cortes do edifício foram feitos pelo arquitecto inglês Thomas Dillen Jones.

No dia seguinte à inauguração partiu D. Pedro V para Lisboa, tendo-lhe sido entregue, antes de embarcar, o diploma de presidente honorário da Sociedade. A obra de pedra, ferro e cristal, segundo o dr. Carlos de Passos, tomaram-na os empreiteiros C. D. Young & Cª por 108 contos, sob a inspecção do engenheiro F. W. Shields e direcção do engenheiro Gustavo Adolfo Gonçalves de Sousa. Emilio David, jardineiro-paisagista alemão, encarregou-se do desenho dos jardins e do parque. As decorações forma entregues a um pintor inglês e a direcção coube a Shilds.





O edifício mede 150 metros de comprimento por 72 de largura e é dividido em três naves cobertas de ferro e cristal. No fundo da nave ergue-se um magnifico órgão construído por C. W. Vidor, um dos melhores do mundo.
A gruta que foi destruída, bem como o lado foram construídos sob a direcção do engenheiro belga Class, em 1881.





Aos 18 de Setembro de 1865, D. Luiz e D. Fernando inauguraram a 1ª Exposição Internacional portuguesa. Das múltiplas exposições destacam-se principalmente a primeira colonial portuguesa, de 1894, e a segunda de 1934. A de 1894, inaugurada por D. Carlos, constituía um dos elementos memorativos do V centenário Henriquino.
Em 1886 instalou-se em edifício adequado um Museu Industrial e em 1933 a Câmara Municipal adquiriu o Palácio de Cristal Portuense e seus anexos, tendo-lhe introduzido nestes últimos anos importantes melhoramento.





Na Casa de Entre-Quintas, paredes meias com o Palácio de Cristal, viveu o rei Carlos Alberto de Sardenha. Recordando a sua passagem por ali, a princesa de Montleart, irmã do infortunado soberano, mandou construir a capela de Carlos Alberto, no Campo do Duque de Bragança, antes da Tôrre da Marca, sendo colocada a primeira pedra no dia 17 de Maio de 1854. Ao mestre pedreiro António Lopes Ferreira, ficou entregue a execução da obra, cuja planta riscara a própria princesa, auxiliada pelo arquitecto Joaquim Costa Lima.
A capela ficou concluída em 1862, sendo visitada em 22 de Outubro do mesmo ano pelo príncipe Humberto de Sabóia.
Em 1907 os delegados da Exposição Internacional de Milão, foram expressamente ao Pôrto para deporem, na capela Carlos Alberto uma coroa de bronze; e em 1934, por doação das rainhas D. Amélia e D. Augusta Vitória, mãe e esposa de D. Manuel II, ficou a Santa Casa com a propriedade da capela, sob condição de lá promover sufrágios nos aniversários da morte do último rei português.
A grave sobriedade das linhas e ornatos da capela corresponde ao piedoso e melancólico intento da edificação. É obra de formas clássicas inteiramente de granito.»
in Gazeta dos Caminhos de Ferro, nº1261, 1 de Julho de 1940.





Este texto e imagens foram-me enviados por o grande amigo F. Andrade a quem agradeço.
Espero que tenham sido do vosso agrado estes minutos passados connosco.
M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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