Como tudo começou

31/01/09

MENUS PINTADOS PELO REI D. CARLOS I

(clique para ampliar)



D. Carlos I de Bragança, dada a sua sensibilidade de artista desenhou e pintou, também, alguns Menus que figuraram na mesa real em almoços ou jantares. Como curiosidade aqui apresentamos quatro desses mesmos Menus que hoje se encontram guardados no Palácio Ducal de Vila Viçosa.
Se acaso pretender saber mais sobre este monarca queira clicar aqui
M.A.

30/01/09

SE

Rudyard Kipling


Se podes conservar o bom senso e a calma,
Num mundo a delirar, para quem o louco és tu;
Se podes crer em ti, com toda a força d’alma,
Quando ninguém te crê; Se vais faminto e nu,
Trilhando sem revolta um rumo solitário;
Se à torva intolerância, à negra incompreensão
Tu podes responder, subindo o teu calvário,
Com lágrimas d’amor e bênçãos de perdão;

Se podes dizer bem de quem te calunia;
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor,
Mas sem a afectação de um santo que oficia,
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor;
Se podes esperar sem fatigar a esperança;
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho;
Fazer do Pensamento um Arco da Aliança
Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho;

Se podes encarar, com indiferença igual,
O Triunfo e a Derrota - eternos impostores;
Se podes ver o Bem oculto em todo o mal
E resignar, sorrindo, o amor dos teus amores;
Se podes resistir à raiva ou à vergonha
De ver envenenar as frases que disseste
E que um velhaco emprega, eivadas de peçonha,
Com falsas intenções que tu jamais lhe deste;

Se és homem p’ra arriscar todos os teus haveres
Num lance corajoso, alheio ao resultado
E, calando em ti mesmo a mágoa de perderes,
Voltas a palmilhar todo o caminho andado;
Se podes ver por terra as obras que fizeste,
Vaiadas por malsins, desorientando o povo,
E sem dizer palavra e sem um termo agreste
Voltares ao princípio, a construir de novo;

Se podes obrigar o coração e os músculos
A renovar o esforço, há muito vacilante,
Quando já no teu corpo, afogado em crepúsculos,
Só existe a Vontade a comandar «Avante!»;
Se, vivendo entre o povo, és virtuoso e nobre
Ou, vivendo entre os reis, conservas a humildade;
Se, inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre,
São iguais para ti à luz da Eternidade;

Se quem recorre a ti encontra ajuda pronta;
Se podes empregar os sessenta segundos
De um minuto que passa, em obra de tal monta
Que o minuto se espraie em séculos fecundos;
Então, ó Ser Sublime, o mundo inteiro é teu!
Já dominaste os reis, os tempos e os espaços;
Mas, ‘inda para além, um novo sol rompeu
Abrindo um infinito ao rumo dos teus passos;

Pairando numa esfera acima deste plano,
Sem recear jamais que os erros te retomem,
Quando já nada houver em ti que seja humano,
Alegra-te, meu filho, então serás um HOMEM.



Versão de Félix Bermudes (1874-1960) do Poema “IF”de Rudyard Kipling (1865-1936), escolhida por João Vilaret.

M.A.

28/01/09

OUTRA HISTÓRIA COM A MARTA

(Desenho feito pela Marta)




Possivelmente, nunca ninguém os avisou do perigo que corriam ao “comentarem favoravelmente” um post onde uma avó falou dos netos uma primeira vez, pois não? Se calhar, talvez seja melhor ficarem por aqui e não continuarem a leitura deste…

É que eu sou mesmo uma reincidente naquele pecado que já em tempos vos confessei. Continuo uma avó coruja com os netos que tenho. Gosto de saber tudo quanto se passa com cada um deles e choro e rio com o que os entristece ou alegra. Desejo e procuro mesmo, tanto quanto seja razoável, que eles se esqueçam da diferença de idades que há entre eles e eu.

Mas, não se assustem os leitores, porque, quanto a “gracinhas”, fico-me apenas pelas da Marta, que é a mais pequenina. As dos outros, já não se prestam tanto a serem trazidas para aqui…
A Marta já apareceu neste blog, num episódio a que chamei “Uma História de Ternura” e, para quem dele já se não recorde eu convido a clicar aqui.
Desta vez, prometo não falar em coisas tristes e dar a conhecer uma outra faceta da Marta, que é a “de ser uma rapariga do seu tempo, bem informada, conhecedora e até bastante familiarizada com as tecnologias actuais, sabendo tirar partido da informática e da electrónica etc. etc…” Duvidam? Pois se tiverem paciência, escutem então, este outro episódio, que os “vai convencer daquilo que afirmei atrás” e deixar-vos com um sorriso nos lábios como aconteceu connosco. Situemo-nos, desta vez, na altura em que a Marta teria entre 3 e 4 anos.

Tudo começou com um problema de saúde da sua mãe que, num fim de semana se viu atormentada por fortes dores na zona cervical a ponto de ter que recorrer à urgência do hospital. Feitos vários exames, chegou-se à conclusão ter havido um ligeiro esmagamento de um disco entre duas das vértebras cervicais. Foram receitados analgésicos e também recomendado o uso de colar adequado. Ora, a Marta, que acompanhou estas andanças, ouviu atentamente os srs. drs. dizerem ao pai aqueles palavrões esquisitos que explicavam aquelas dores violentas e, finalmente, respirou fundo, quando se viu de regresso a casa, ao lado da sua mãe, já melhor.

Num dos dias da semana imediata, calhou ser a tia Zé a ir buscá-la ao jardim-escola e, claro, a Marta não perdeu a ocasião de relatar as peripécias daquele atribulado fim de semana. Muito embora não sendo isto já novidade, a tia, escutou atentamente a miúda que, depois de descrever todo o sofrimento que presenciara na mãe, rematou, com um ar sério:
_E sabes, tia, o que tinha afinal a minha mãe?
Mesmo antes da tia ter aberto a boca, a informação veio, mostrando que a miúda estivera bem atenta às conversas entre os crescidos:
_Pois vê tu…ela tinha era um DVD estragado metido no pescoço!
É evidente que a minha filha desmanchou-se a rir mas, procurou logo recompor-se, uma vez que a pequenita a olhava um tanto desconsertada, sem perceber aquela reacção da tia.

E, a terminar, digo eu cá isto:_ Porque será que os srs. drs. continuam a chamar “disco” àquela coisa que está no meio das vértebras? Não concordam os meus leitores que é bem mais giro como a Marta explicou?

Ps- As manchas que se notam em fundo, no desenho que ilustra o post devem-se ao papel ser fino e deixar transparecer uns rabiscos que ela fizera no verso. Foi a Marta que assinou o desenho antes de mo oferecer. Se acaso sou quem está alí retratada…devo dizer-vos que fiquei muito favorecida…

M.A.

27/01/09

AINDA SOBRE A AMIZADE


Preciso de alguém que me olhe nos olhos quando falo.

Que ouça as minhas queixas e tristezas com paciência.

E, ainda que os não compreenda, respeite os meus sentimentos.

Preciso de alguém que venha brigar a meu lado sem ser preciso eu convocá-lo; alguém suficientemente amigo para me dizer as verdades que eu não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.

Neste mundo de cépticos, preciso de alguém que creia nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: - A Amizade.

Que teime em ser leal, simples e justo, que não volte costas se um dia eu perder o meu dinheiro e prestígio.

Preciso de um amigo que aceite com gratidão o meu auxílio, a mão estendida. mesmo que isso possa ser pouco para a sua necessidade.

Preciso de um amigo que também me acompanhe nas farras e nas pescarias, nas guerras e nas alegrias e, no meio do infortúnio grite comigo:
“Ainda um dia nos vamos rir disto tudo”! E ria mesmo, nesse momento.

Não pude escolher quem me trouxe ao mundo, mas posso escolher os meus amigos.

E nesta busca empenho a minha própria alma, pois, com uma Amizade Verdadeira, a vida fica mais simples, mais rica e mais bela.
Charlie Chaplin.


Nota - Que bom poder acreditar ser possível reunir tudo isto num amigo só!
M.A.

26/01/09

COLECCIONAR RÓTULOS DE HOTÉIS


Nos meados do século, quando dar a volta ao mundo ainda era, para quase toda a gente uma aventura idealizada por Júlio Verne, o cosmopolitismo dos passageiros que desembarcavam dos transatlânticos, se apeavam dos comboios expressos, ou desciam dos aviões a hélice aferia-se pela quantidade e variedade dos rótulos de hotéis, de proveniência genuína ou não, que ornamentavam as suas bagagens.

Com a explosão do fenómeno turístico e o surgimento da sociedade dos lazeres, esses dísticos foram, progressivamente, substituídos por outras ostentações e, com o desinteresse dos hoteleiros, atraídos por outras formas de publicidade, tornaram-se cada vez mais raros.

Hoje “são sobretudo testemunhos da Beleza e do requinte que marcaram os períodos áureos dos anos 20 e 30”, sublinha Carlos Sá Cardoso emérito coleccionador de rótulos de hotéis.

Quando fez a sua primeira viagem além-Pirinéus, em 1952, trouxe alguns rótulos para mais tarde recordar a Europa desses tempos. Mas só em 1960 é que se sentiu motivado para iniciar esta colecção.

Nota da autora do post: _Este, é um curto excerto, publicado há já algum tempo, na Revista do Club do Coleccionador. Ali encontrei também as fotos que aqui se mostram. Por ter achado o motivo curioso trouxe-o para os nossos leitores.
M.A.

25/01/09

RECORDAÇÕES QUE UM MAPA TROUXE

(Clique para ampliar)


Quando num mail me apareceu este mapa, voltei uns bons anos atrás, a uma velha sala de aula de uma vila, (hoje já cidade), da Beira Litoral, onde fiz os quatro anos de instrução primária. Na parede do lado direito da sala havia um mapa, igual a este, ao lado de outros mais. Era defronte deles que respondíamos às perguntas de geografia que a professora nos fazia, ao mesmo tempo que, de ponteiro na mão, localizávamos os pontos que eram tema da lição.

Aquela velha sala pertencia a uma casa particular cuja proprietária, uma professora primária, que eu já não conheci, ali deu aulas durante toda a sua vida. Sabia porém que, mesmo após a morte dela, a família mantivera a cedência daquele espaço para o mesmo fim que ela, um dia, destinara.
Mais tarde, com a construção de novos edifícios escolares, esta sala ficou desactivada e, durante anos, de portas cerradas.

Os anos passaram e a vida levou-me a viver em diversas outras paragens. Mas, um dia, numa visita à terra, passando por acaso no local, surpreendeu-me ver a porta aberta…Estávamos no começo de abertura das chamadas lojas dos trezentos e fora então, esse, o destino dado àquele espaço.

Não pensei duas vezes! Transposto o limiar daquela porta e circulando entre plásticos e quinquilharias várias, abriu-se a caixinha das minhas recordações…
Por certo comprei qualquer coisa mas, o que fiz, foi sobretudo, um retorno aos quatro anos da infância ali passados... Recordei as três professoras que tive, as colegas e… vejam só, até o sitio onde fazíamos a tinta de escrever, uma mistura de azul de metileno em pó e água, com a qual enchíamos os tinteiros de porcelana branca, encaixados nas carteiras. Usavam-se ainda as penas com aparo de caligrafia, claro! Quem imaginava, nessa altura, o aparecimento das esferográficas?
(Cx de lápis e pena usadas nesta escola pela autora do post)

E, coisa curiosa, sabem que tive a sensação de que a sala era bem mais pequena do que na ideia que eu trazia de criança?

M.A.

23/01/09

Barbearia Casimiro - Alenquer

No Largo Palmira Bastos em Alenquer encontramos a Barbearia Casimiro.


Fundada há mais de 5o anos, pelo Sr Casimiro de sua alcunha "Dá-cá", esta barbearia mantém expostos equipamentos antigos relacionados com a arte, primorosamente cuidados.
Também o Sr Casimiro se aprumava todos os dias para receber os seus clientes.
Usava sempre camisa branca, gravata, o cabelo impecavelmente penteado e tratado, como mostra a foto acima.

De uma boa disposição contagiante, recitava amiúde a quadra:
Nesta vida de labuta
sem culpa fui despedido.
Deixei a vida de puta
entrei na puta da vida..

Com o mesmo entusiasmo de seu pai, o Sr Fernando dá alma ao negócio.


Aqui se conversa sobre futebol, sobre as notícias do dia, sobre as coisas da terra.
É um ponto de encontro para os reformados e não só.
Esta cadeira é das poucas da época a funcionar em pleno. O Sr Fernando faz questão de a manter a brilhar. É sentado nela que os seus clientes se entregam ás suas mãos de barbeiro experiente.

Obrigada Sr Fernando por me ter contado a história do seu pai, a sua e a da barbearia.

Como prometido aqui fica o relato para o nosso blogue.

Pena que eu tenha tirado as fotos tão tremidas, mas de qualquer forma aqui ficam.
fc

22/01/09

NOVA ETAPA ATINGIDA

(Trabalho emAguarela)



O DESTINO TORNA-NOS IRMÃOS:
NINGUÉM CAMINHA SOZINHO;
TUDO AQUILO COM QUE PREENCHEMOS
A VIDA DOS OUTROS
É-NOS RETRIBUIDO EM IGUAL MEDIDA.



Edwin Markham, poeta americano (1852-1940) escreveu estas palavras que, de certo modo, gostaríamos simbolizasse o nosso blog, no dia de hoje. Os nossos leitores interrogar-se-ão tentando perceber a que propósito vem tudo isto e, é o que vamos explicar de imediato:

ULTRAPASSAMOS OS 20 000 VISITANTES


É muito?... É pouco?...Talvez nem tenha grande interesse quantificar. Mera contagem que significa que alguém veio até nós, uma, duas, ou até mais vezes porque encontrou alguma coisa que lhe despertou a atenção…

Foram bastantes os que deixaram os seus comentários escritos. Outros fizeram-no no contacto pessoal. Essa resposta foi sobretudo importante para nós avaliarmos quais os temas de maior receptividade junto dos leitores e, também, porque não confessar, para nos incentivar a fazer sempre mais e melhor.

A todos os que referi e, mesmo aos outros que nunca se tenham manifestado, nós deixamos aqui o nosso BEM HAJA, bem como o convite para que voltem sempre.

Foi lema desta equipa levar até aos leitores assuntos que julgássemos de interesse, enquadrados num trabalho honesto e consciencioso. É com o mesmo critério que pensamos continuar.
Até breve.
F.C / M.A.

MENSAGEM IMPORTANTE DA CRUZ VERMELHA


Esta é uma recomendação da Cruz Vermelha a nível mundial: As ambulâncias e emergências médicas perceberam que, muitas vezes, nos acidentes da estrada, os feridos têm um telemóvel consigo. No entanto, na hora de intervir estes doentes, não sabem qual a pessoa a contactar na longa lista de telefones existentes no telemóvel do acidentado.

Para tal, a Cruz Vermelha lança a ideia de que todas as pessoas acrescentem na sua longa lista de contactos o NUMERO DA PESSOA a contactar em caso de emergência. Tal deverá ser feito da seguinte forma:

"AA Emergência" (as letras AA são para que apareça sempre este contacto em primeiro lugar na lista de contactos).

É simples, não custa nada e pode ajudar muito a Cruz vermelha ou quem nos acuda.

Se lhe parecer correcta a proposta que lhe fazemos, passe esta mensagem a todos os seus amigos, familiares e conhecidos.

É tão-somente mais um dado que registamos no nosso telemóvel e que pode ser a nossa salvação. Por favor, não esqueça de passar a mensagem no círculo das suas relações.
M.A.

21/01/09

Exposição colectiva de pintura - Galeria Verney - Oeiras 24/01 a 1/03/2009

A nossa associada Ana Camilo será uma das artistas a expor, pelo que ficam desde já convidados a visitar a exposição.

20/01/09

FALANDO DE MÚSICA

A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas) é constituida basicamente por uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Actualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objectivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.

A música expandiu-se ao longo dos anos, e actualmente diversificou-se não só como arte, mas também como militar, educacional ou terapêutica (musicoterapia). Além disso, é parte integrante em diversas actividades colectivas, como os rituais religiosos, festas e funerais.

A música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma actividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer o seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humanas.

(Dados retirados da Wikipédia)

No meu dia a dia já seria difícil prescindir da música e, mais do que saber explicá-la, interessa-me principalmente poder escutá-la, senti-la e usufruir dela tudo aquilo que ela tem de sublime para nos transmitir.

Um pouco do mesmo jeito com que a água nos deixa o corpo lavado, assim o meu espírito fica depois de escutar um qualquer trecho musical dos vários que conheço e aprecio.

Com grande pena minha ainda não tive oportunidade de ir assistir a um concerto na “Casa da Música do Porto”. Quando isso acontecer, por certo trarei o assunto ao blog.

Entretanto, deliciem-se com este vídeo que nos mostra belos planos desta casa de cultura nortenha.


video

M.A.

19/01/09

Poesia Incompleta

Three Books, Vincent Van Gogh, Paris, March-April, 1887. Amsterdam, Van Gogh Museum.


Nasceu há um mês e meio no número 11 da Rua Cecílio de Sousa, chama-se Poesia Incompleta, é um livraria diferente: da sua porta para dentro só há poetas. E todos eles com direito a nome próprio.

Com mais rigor: entrando, percorrendo com o olhar as estantes nas duas salas de que a livraria para já dispõe, não se procure, por exemplo, um livro de Sena na sequência S. O livro, se o houver, há-de estar em J, de Jorge, Jorge de Sena. E Gedeão em A, de António, e Camões em L, de Luís, e Pessoa, em F, de Fernando. E assim por diante.

Nenhum engano, e nada de extraordinário. O proprietário e único empregado da livraria, Mário Guerra, Changuito para amigos e clientes, sabe bem as regras de organizar uma biblioteca
mais...

Poesia Incompleta

Rua Cecílio de Sousa, 11, Lisboa Segunda a sábado, das 10 às 19.45 mail: poesia.incompleta@gmail.com Tel:00 351 96 000 53 60

Algures entre o bairro alto e rato (veja aqui o mapa)

18/01/09

Pampilhos




INGREDIENTES:

500g de açúcar

500g de margarina

4 ovos inteiros

1,150kg de farinha

ovos moles e canela.

Confecção:

Mistura-se o açúcar com a margarina amolecida e os ovos. Junta-se a farinha e trabalha-se a massa energeticamente.

Tende-se a massa com o rolo enfarinhado. Corta-se em rectângulos de 16 por 12 cm com meio dedo de espessura. Recheia-se cada rectângulo de massa com ovos moles e polvilha-se de canela.

Enrolam-se os pampilhos, pincelam-se com gema de ovo e levam-se a cozer em forno quente.

Esta massa dá para 20 pampilhos


Não esquecemos a receita dos ovos moles, claro... aqui fica:

Ingredientes:

  • 150 grs. de açúcar
  • 5 gemas de ovos

Confecção:

Deite o açúcar num tacho com água suficiente.
Leve ao lume até atingir o ponto de pasta.
À parte, e com um garfo, bata ligeiramente as gemas e coe-as por um passador de rede.
Sobre elas, e aos poucos, vá deixando correr a calda.
Leve ao lume para engrossar até atingir a consistência de creme.


Os pampilhos são bolos tipicos do ribatejo cujo nome resulta de uma homenagem aos campinos que usualmente se fazem acompanhar de um pampilho (um pau comprido) para os auxiliar na condução do gado.

17/01/09

FALANDO SOBRE O AZEITE


Verde foi meu nascimento
E de luto me vesti.
Para dar a luz ao mundo
Mil tormentos padeci!

Quem, de entre nós não se lembra desta antiga adivinha?
De todos os lados estou mesmo a ouvir a resposta: _É a azeitona!...

Isto, serve de introdução para vos dizer que estivemos há dias numa povoação chamada Taveiro, na zona de Coimbra e, na procura de um sítio para almoçar, entramos num restaurante com um nome bastante curioso: “Dom Azeite”.
Deparamos com uma sala ampla, em dois planos ligados por escadas nos topos e um pé direito bastante alto com os barrotes à vista, junto ao tecto. Espalhados pela sala estavam grandes peças em ferro, impecavelmente conservadas, que poderíamos considerar, à primeira vista, desadequados num local de refeições. Porém, uma vez identificados, (até por associação com o nome do restaurante), procuramos logo na nossa mala a digital para as fotografar e poder assim mostrá-las aos leitores deste post.

Este edifício é então um dos antigos lagares de azeite, dos cerca de 20 que nos disseram terem existido nesta zona de excelência para o cultivo de oliveiras.
Transformado em restaurante, houve o bom senso e feliz ideia, do aproveitamento das suas antigas máquinas de transformação da azeitona serem usadas agora como elementos decorativos. Digamos que passaram a ser a memória viva de uma actividade que, como tantas outras, nestes moldes artesanais, deixou de ser rentável.

A azeitona começava por ser esmagada na chamada Galga, onde duas grandes mós de pedra giravam dentro de uma bacia de ferro fundido. Julgo que eram movimentadas por um burro, mas, por vezes, também a braço humano.
(Galga)

A pasta obtida, era espalhada em seiras ou capachos de palha que, sobrepostos nas prensas hidráulicas, iriam ser espremidos. Pela base de cada prensa escorria o azeite para as tinas ou pias escavadas em pedra ançã, que igualmente ainda ali se encontram. Hoje, estão até iluminadas no fundo para que as possamos ver melhor.
(Prensa hidráulica, vendo-se no cimo um dos capachos ou seira. Em baixo as pias onde caía o azeite)

Retiradas as seiras da prensa ainda se extraía da pasta residual da azeitona novo azeite, já de menor qualidade, misturando aquela com agua quente.
(Aqui se fazia a mistura da pasta de azeitona depois de prensada, com a água quente)

Disseram-me também que o processo final de separação do azeite e da água só era feito, após um certo tempo de decantação, para o azeite, como elemento mais leve que é, ficar no cimo da água. Desta vez era utilizada uma outra máquina denominada “Separadora”.
(Separadora.Atenção, que a abóbora que se vê no cimo não faz parte da máquina)

Lemos algures que são precisas 1300 a 2000 azeitonas para que se obtenham 250 mililitros de azeite! E, como bem se diz na adivinha , só depois de “padecerem os tais mil tormentos”…
Como é evidente esta é uma explicação muito resumida, feita a partir dos dados que alguém, julgo que proprietário do restaurante, amavelmente nos forneceu.
Quem por ali passar pode ter oportunidade de ficar a saber muito mais. O nosso intuito foi, sobretudo, salientar o facto de terem sido preservadas “estas relíquias” relacionadas com o fabrico do azeite, que já fazem parte da nossa história. Aos proprietários, aqui fica o nosso aplauso e agradecimento por aqui as terem guardadas, tão bonitas, para regalo dos nossos olhos.

(Fotos da autora do texto)
M.A.

16/01/09

A FELICIDADE EXIGE VALENTIA



“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela
vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
M.A.

14/01/09

FALANDO SOBRE O ALGODÃO

(Clique para ampliar)




Para quem não tenha reconhecido o que está na foto que abre o post diremos que se trata de um ramo da planta do algodoeiro.

Fotografei-a em casa de um amigo que visitei, o qual, por sua vez, o tinha recebido de presente, justamente do responsável pelas experiências da cultura algodoeira na Quinta Pedagógica da Câmara Municipal de Braga. É ele o Engº Agrónomo Edmundo Sousa, que muito embora, como diz num artigo que escreveu (e que acompanhou o ramo que ofereceu) não ser o nosso clima propício a uma cultura rentável desta planta, há dois anos que se vem dedicando a esta experiência, aventando até a hipótese de que, devido ao aquecimento global do Planeta, possa, esta cultura, talvez um dia, vir a tomar outro incremento nesta zona.

Pela segunda vez acontece que, pela persistência deste Engº, todos os visitantes que por alí passaram, tiveram oportunidade de observar o ciclo de vida desta planta, ou seja puderam ver a sua germinação, as suas cápsulas e, por fim a famosa matéria prima chamada “Rei Algodão”.

A mais antiga informação da fibra do algodão, na antiguidade, apareceu na Índia e no Peru, entre 2.500 a 4.00 anos A.C. em pequenos pedaços de tecido.
Geograficamente, a cultura do algodão foi originária da Índia, alastrando-se depois por vários pontos do mundo. Nos nossos dias, é no Sudão e Egipto que se encontra a maior e melhor produção deste produto, aos quais se juntou, também como produtor de algodão, recentemente a Austrália.

Soubemos que, no nosso país foi Avelar Brotero quem, no início do Sec. XIX, (na altura Director do Real Jardim Botânico da Ajuda),primeiro escreveu, na Gazeta de Lisboa sobre esta cultura. Em 1953, em 1962 e entre 1975/1983 , houve várias tentativas de cultivar o algodoeiro, mas que não tiveram grande prolongamento.

Então, em 1995 e até 1998, no Projecto Pediza I no qual este Engº Agrónomo participou, pelos largos anos de experiência que, neste tipo de cultura, já trazia de Moçambique, novas tentativas se fizeram, revelando as conclusões dos estudos finais que, o ciclo vegetativo da planta num ambiente considerado óptimo é, muito superior ao ciclo vegetativo das melhores condições no Alentejo. Mesmo assim, recentemente, ele dedicou-se a mais esta experiência no Minho.

Foi, portanto, como disse atrás, devido à persistência deste Engº Agrónomo na Quinta Pedagógica da Câmara Municipal de Braga e à visita casual, feita por mim, a um amigo de ambos que, agora, tive o gosto de vos trazer neste post, um poucochinho de tudo o que lí sobre a planta do algodoeiro. Fica também, a minha sugestão para, quem for para os lados de Braga, ir conhecer esta Quinta e, até, quem sabe, ouvir pela voz do próprio Engº Edmundo Sousa, bem melhor contada do que eu o fiz , esta e outras histórias relacionadas com as suas experiências ali efectuadas.
Não conheço este Senhor mas, pelo que o meu amigo contou a seu respeito fiquei a admirá-lo e, igualmente com a certeza de que se trata de alguém fora do comum… E, leitores, mais não digo por hoje.

(Elementos retirados do trabalho escrito"A Cultura do Algodão"do Engº. Edmundo de Sousa)
M.A.

Diz-se sobre a gestão:


Extraído da Revista Dirigir

13/01/09

Ferreira do Zêzere

E assim se torna uma rotunda num espaço atraente e cheio de cultura Portuguesa!







Bem sei que as imagens podiam estar melhor, mas foram as possíveis.

(fotos minhas)
FC

12/01/09

BORDA D'ÁGUA - 1929 - 2009


O BORDA D´ÁGUA é o almanaque mais antigo de que há memória; é um reportório útil a toda a gente contendo todos os dados astronómicos e religiosos e muitas indicações úteis de interesse geral.

É editado desde 1929 - Editorial Minerva - Tel. 213224950 - Fax 213224952 e-mail: bordadaguaminerva@gmail.com


O Borda d'Água é o almanaque português mais popular.

A tiragem do "Borda d'Água" tem ultrapassado, nos últimos anos, os 300 mil exemplares


Uma leitura sempre curiosa!

fc
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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