Como tudo começou

30/04/08

DISSERTANDO SOBRE OS LIVROS


Actualmente, ouve-se entoar em muitos lados o de profundis pelos livros e pela leitura. A electrónica e as formas de comunicação que lhe estão associadas vão tragando cada vez mais espaços; parece quase impossível que daqui a dez ou vinte anos alguém faça um gesto tão arcaico como abrir um livro. Eu não acredito que isto venha a suceder, porque os livros são indispensáveis. Os livros servem para compreendermos e para nos compreendermos, criam um universo comum a pessoas que vivem muito longe umas das outras. Se eu e tu lemos, por exemplo, Moby Dick, há mil e um assuntos que podemos discutir: as personagens, a intriga, as antipatias e as simpatias, os aspectos emocionantes e os aspectos enfadonhos.

Pensando bem, ler não é mais do que criar um pequeno jardim no interior da nossa memória. Cada livro vai trazendo alguns elementos, um canteiro, um carreiro, um banco onde podemos descansar quando estamos cansados. Ano após ano, leitura após leitura, o jardim vai-se transformando em parque e, nesse parque podemos vir a encontrar mais alguém. Pode descobrir-se uma amizade, pode, ­- porque não? - encontrar-se o amor, ou mesmo apenas um pouco de alívio num dia particularmente sombrio e tristonho. Ler não é um dever, nem um cálice amargo que tem de ser bebido até ao fundo, esperando receber-se sabe-se lá que benefícios. Ler é criar um pequeno tesouro pessoal de recordações e emoções, um tesouro que não será igual ao de ninguém mais, mas que poderemos partilhar com outras pessoas.

Susana Tamaro escreveu estas frases no seu livro “QUERIDA MATHILDA”. Achei curioso trazê-las a este blog.

M.A.

29/04/08

Ainda o Dia Internacional da Dança

O Dia Internacional da Dança é celebrado no dia 29 de Abril. A comemoração teve início em 1982 pelo Comite Internacional da Dança da UNESCO. A data comemora o nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810), o criador do ballet moderno.
Entre os objetivos do Dia da Dança estão o aumento da atenção pela importância da dança entre o público geral, assim como incentivar governos de todo o mundo para fornecerem um local próprio para dança em todos sistemas de educação, do ensino infantil ao superior.
A dança tem feito parte da cultura humana através da história.

A dança em Portugal depende muito do folclore português e este, por sua vez, das diferentes regiões do país. Das muitas danças que existem, podem destacar-se o Fandango, a Dança de Roda, a Valsa de Dois Passos, a Chotiça, o Corridinho, o Vira e o Verde Gaio.

Algarve

O corridinho é uma das danças tradicionais de maior expressão no Algarve. É dançado aos pares, as raparigas por dentro e os rapazes por fora. Giram no mesmo lugar, movendo os pés de forma rápida. Apesar de ser no Algarve que atinge maior notoriedade, também na Estremadura faz parte do folclore local.

Madeira

Nas diferentes regiões de Portugal há diferentes tradições, e a Madeira não é excepção. O Bailinho da Madeira, ou simplesmente bailinho, é a dança típica mais conhecida da ilha. É acompanhada do brinquinho - o instrumento regional tradicional, feito com castanholas, fitilhos e bonecos de paus, vestidos com o traje regional, que quando chocalhados contra a cana que os sustem, emite som.

Minho

O Minho, sobretudo o Alto Minho, é rico em danças tradicionais, das quais se destacam o Vira a Chula, a Cana Verde e o Malhão. O que mais sobressaí delas, à parte da dança propriamente dita, é o vestuàrio das mulheres, que com as suas cores e acessórios variados, adornam o bailado.

Ribatejo

No Ribatejo a dança com maior difusão é o Fandango. É uma espécie de dança da sedução, o homem gira em torno da mulher cantando e gritando de forma entusiástica. Por vezes a dança é feita por dois homens que "competem", um contra o outro, frente a frente, sapateando o melhor que poderem. .

Trás-os-Montes

Em Trás-os-Montes, os Pauliteiros de Miranda fazem uma dança que se mostra muito relevante no folclore da região. Um grupo de homens vestidos com trajes típico enfrentam-se uns aos outros com palotes. A dança evoluí com o som ritmado dos palotes a baterem e os movimentos dos intervinientes. Nestas "danças-combates" não entram mulheres, e o seu símbolo é a Capa de Honra.

Mais informação aqui

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DIA MUNDIAL DA DANÇA


PARA ASSINALAR O DIA MUNDIAL DA DANÇA TROUXE-VOS ESTA ESCULTURA DE ANTONIETA ROQUE GAMEIRO A QUE ELA DEU O TÍTULO "VOOS".

JULGO QUE A DANÇA TEM MUITO A VER COM O VOAR, ATRAVÉS DA MÚSICA, DA INSPIRAÇÃO, DO SONHO...

M.A.

28/04/08

CONVIDO A CONHECER

ALVOCO DA SERRA




Um fim de semana prolongado despertou em nós o desejo de partir ao encontro de novas terras e vivências diferentes. Desta vez o destino foi a Serra da Estrela. O ponto de apoio foi Alvoco da Serra, que é uma pequena freguesia do concelho de Seia, situada na vertente Norte de um extenso vale, cujo topo não dista muito do ponto mais alto de Portugal. A 680 metros de altitude, Alvoco fica, em linha recta, a pouco mais de 4,5 Klm da Torre. É, precisamente, a povoação mais próxima de lá.

Ponte Romana

Calçada Romana


Como tantas outras aldeias da zona, esta, esteve muito tempo isolada e só em 1937 se fez a ligação da E.N 231 a Loriga, que lhe fica a 9 Klm de distância. Anteriormente estas povoações estiveram ligadas por uma via romana e existem ainda várias pontes romanas em bom estado de conservação. É por uma delas que se faz, ainda hoje, a principal entrada na terra. Esta povoação chegou a ter título de vila e tem mesmo um foral concedido em 1514 por D. Manuel I.
No Sec.XIX e até meados do Sec.XX foi até um centro importante de lanifícios.




Passeando, subindo a rua principal, chegamos à sua Igreja Matriz, edifício de meados do Sec XVIII, uma vez que no lintel da porta está gravada a data de 1747. É seu orago Nª.Sª. do Rosário, cuja imagem, em pedra Ançã, (escola de Coimbra) podemos ver no seu interior e é considerada uma das quatro preciosidades escultóricas renascentistas que tem Alvoco da Serra.



As outras três, também esculturas religiosas, na mesma pedra Ançã, encontravam-se na Capela de S. Pedro, mas, por razões de segurança, dado o seu elevado valor artístico, foram transferidas para a Capela de Santo António. Estão colocadas em nichos, num frontal de madeira. Ao centro vemos S. Pedro. à sua dtª. um Espírito Santo e à esqª. uma Santa Catarina. Está em projecto um museu de arte sacra onde estas quatro peças da Renascença, mais umas outras que existem, como por exemplo um sacrário da autoria de João de Ruão (Sec XVI) virão a ser incluídas.

Há também um pequeno museu ligado às lides agrícolas e artesanais e, onde, no piso superior, se mostra o interior de uma habitação rural.
Aproveitando ainda o potencial que a passagem de um rio proporciona, está construída uma piscina pública e também já, iniciada a reconstrução de velhos edifícios como infra-estruturas de apoio à mesma. Felizmente que, sem alterar o sabor primitivo destas casas de paredes de pedra solta, com telhado de lousa.

A gente da terra está consciente do meio em que vive e tem a perfeita noção de que deve preservar os seus valores. Ficamos com essa ideia nas diversas conversas que tivemos. A cortesia com que éramos cumprimentados nas nossas deambulações pelas ruas e becos e a resposta que nos foi dada a alguma informação pedida foram constantes. Por todo o lado, o asseio e arranjo com flores e verduras, também nos deixou uma impressão agradável. Mas, se me permitem uma das notas que salientarei como sinal de que por ali tudo ainda é bastante mais são é que, em inúmeras casas constatamos que a chave da porta se encontrava colocada na fechadura, pelo lado de fora!… Duvidam? Façam uma visita quanto antes …Não sabemos por quanto tempo mais se conservará este costume…

M.A.

27/04/08

Villa de São Cucufate

Em meados do século I d.C. foi construida uma villa, de condições e dimensões ainda muito rústicas, mas que adivinhava já a implantação ou reconstrução de uma nova villa, adaptada às necessidades arquitectónicas, estéticas e funcionais da época, ou seja do século II d.C.
Foto: Isa Costa

Só no século IV d.C., grande parte da villa que constituia uma miscelânea entre a primeira e a segunda, foi praticamente demolida, tendo apenas restado alguns alicerces. Uma nova construção foi edificada, desta vez apresentando estruturas de tipo palaciano, que perduraram no tempo até hoje.

O edifício foi abandonado aquando das grandes invasões bárbaras, e só voltou a ser ocupado, mais tarde, por volta do século X d.C., pelos muçulmanos, que fizeram da villa um mosteiro.

De novo abandonado pelos seus ocupantes, aquando da Reconquista Cristã, no século XII, só voltou a ter vida no século XIII, onde se estabeleceu um convento, que permaneceu até ao século XVI e cujo santo padroeiro deu o nome ao edifício que é hoje S. Cucufate.

Apesar de ter sido evacuada provavelmente com a ameaça de ruir, a villa manteve a sua capela, cujo culto foi perpetuado até ao século XVIII. As sucessivas comunidades monásticas que habitaram S. Cucufate souberam, em parte, preservar o património deixado pelos romanos, ao deixarem incólume a residência senhorial, mas arruinaram consideravelmente o espaço destinado à pars rustica, implantando lá um cemitério para os monges, local onde se situava a residência do feitor.

Monumento de valor e extremamente bem conservada, a villa de S. Cucufate ficava situada na circunscrição administrativa de Pax Iulia (Beja), tendo esta cidade sido, provavelmente, a sua grande cliente no mercado do vinho, do pão e do azeite, uma vez que esta produção ficou atestada pela descoberta de grainhas de uvas perto de uns pesos de prensas, e pelo respectivo lagar.

A villa contornada por um ribeiro possuia uma área circundante de terrenos fertéis e cultiváveis, e em redor destes, ricos pastos e bosques. Esta grandiosidade poderia supor que a villa pertenceria a um rico proprietário e que as suas terras constituiam um latifúndio.

Apesar desta suposição, não foram encontradas quaisquer inscrições que revelassem o nome da família, ou famílias, que habitaram a villa, até ao século IV d.C.

Foto: Isa Costa

A primeira villa

Em local pouco elevado, mas dominando visualmente a paisagem a sul, até Beja, instalou-se em época romana, no séc. I d. C., uma villa, centro de uma exploração agrícola: aí poderia residir o proprietário, organizavam-se os trabalhos necessários à produção, armazenavam-se e transformavam-se os produtos da terra que lhe pertencia.

Foi no decurso deste período, até ao século IV, que a "casa" da primeira instalação se foi progressivamente monumentalizando, tendo passado por duas grandes campanhas de obras.

De muito menores dimensões do que as restantes, a villa apresentava dependências de índole agrícola, cujas divisões serviam, por um lado, de armazéns e de salas de arrumação, e por outro, de espaço habitacional dos proprietários, não existindo, assim, uma distinção patente entre os dois espaços (rural e urbano) constituindo a villa uma quinta relativamente modesta, cujo pátio central, bastante amplo, permitia a entrada para a casa do proprietário, que por sua vez, circundava um pequeno quintal situado nas vertentes sul e oeste da villa.

A pars rustica estaria distribuida pelas fachadas sul e norte, ou seja, dos lados paralelos ao pátio central, e nas imediações da pars urbana.

Foto: Isa Costa

A segunda villa

Por volta da primeira metade do século II d.C., a villa de São Cucufate sofreu grandes transformações arquitectónicas e ampliou as suas dimensões para cerca do dobro. Possuia novas comodidades próprias ao estilo de vida que os cidadãos romananos cada vez mais fomentavam. Isto também tendo em consideração que os rendimentos económicos provenientes da comercialização dos produtos agrícolas tivessem progredido consideravelmente.

A ligação das villae produtoras com as cidades consumidoras possibilitou não só esse aumento de capitais como o próprio estilo de propriedade foi influenciado pelo ritmo de vida das metrópoles.

Desta feita, a vila foi reconstruída a partir do modelo de casa de peristilo. Na fachada sul, estavam instaladas as termas e as dependências agrícolas, entre as quais um lagar e os armazéns. O complexo termal situava-se na vertente oeste e a villa rustica na vertente leste. A pars urbana estendia-se em volta do peristilo, mas apenas circundando-o de três lados, formando um quadrado, quando o quarto lado constituia a villa rustica.

A Norte, um grande tanque rectangular servia de reservatório, cujas águas eram abastecidas por um aqueduto. Com uma capacidade de 800 metros cúbicos, este tanque assegurava água corrente para a residência senhorial, para a pars rustica, para as termas e para a irrigação de jardins, hortas e pomares.

Termas de São Cucufate

A villa áulica

Após a destruição da villa anterior, foi de novo edificada uma construção cujos critérios arquitectónicos se elevaram ao máximo do requinte e do luxo, que fizeram de S. Cucufate uma villa de tipo palaciano.

O século IV d.C. testemunhava uma riqueza latifundiária que permitiu esse incremento espacial. Foi neste sentido que uma nova dependência surgiu, a sul, construída de raíz.

A villa de São Cucufate é uma construção rectangular de cerca de 105 por 25 metros, construída em dois pisos. O inferior abobadado poderia servir para armazéns e alojamento dos criados domésticos; o piso superior, de que se conservam alguns pavimentos, servia de residência ao proprietário e sua família. A fachada apreenta um longo patamar descoberto, ao qual se sobe por três escadarias. Este patamar, situado no rés-do-chão, embora mais alto que o nível do piso térreo, mediava, de cada lado duas imponentes aberturas em forma de torreão abobadado, e sua própria configuração faz lembrar a de um palco de grandes dimensões. Essa fachada conduzia a um segundo patamar, já coberto, que se abria para um jardim na rectaguarda, cujo espaço compreendia o antigo tanque da villa II que abastecia todas as dependências e irrigava o jardim circundante.

O primeiro andar da villa urbana era destinado à residência dos proprietários. As paredes parecem ter sido de mármore e o chão revestido por mosaicos. Uma varanda dava acesso à entrada nos quartos, ao terraço situado por cima de uma das torres e à entrada num salão situado no lado oposto da casa.

Apesar de persistir o pequeno tanque semi-circular do antigo peristilo, este último desapareceu, ou pelo menos foi incorporado num sector que pertencia à residência do feitor, tendo, deste modo, perdido toda a sua importância. A villa apresentava, ainda, a Leste, uma pars rustica inteiramente dedicada a oficinas, lagares, armazéns e instalações para os criados. Comportava ainda umas termas para estes últimos e para o villicus.

Existe um aspecto curioso nesta villa. Uma parte que estaria destinada a uma sala de recepção e a umas termas não foi concluída, tendo restado apenas os seus alicerces. Não se sabe o motivo deste abandono, conjectura-se, contudo, que a falta de orçamento o tenha possibilitado.

A Sul, um outro tanque de grandes dimensões servia a villa, e próximo deste, um templo que foi cristianizado, mais tarde, serve de entrada à imponente villa, cuja história e ruínas constituem um perfeito exemplo arqueológico do que foi, há muito tempo, uma propriedade romana que se elevou às custas de uma exploração rural e comercial no Alto Império.

Espólio

O espólio das escavações realizadas por uma equipa luso-francesa liderada por Jorge de Alarcão, R. Étienne e F. Maeyt estão trancados em depósito na Câmara Municipal da Vidigueira. Atendendo ao interesse da sua divulgação para um mais vasto conhecimento do local, espera-se que a promessa que anuncia a sua exposição na Casa do Arco, em Vila de Frandes, possa ser, em breve, uma realidade.

As ruínas de S. Cucufate estão abertas de quarta-feira a domingo, das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00; terça--feira, das 14h30 às 17h00. Encerra à segunda-feira e nos feriados de 1 de Janeiro, Sexta-Feira Santa, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.

Tel:284 441 113


fc
Nota : Fernando obrigada por este contributo

26/04/08

Jogo do BERLINDE

Berlinde também conhecido por bilas ou guelas, entre outros tantos nomes, é uma pequena bola de vidro maciço, pedra, ou metal, normalmente escura, manchada ou intensamente colorida, de tamanho variável, usada em jogos de crianças.

As modalidades são tão variadas quanto os nomes que o berlinde recebe, variando de cidade em cidade, de rua em rua, de acordo com a criatividade das crianças. Entretanto, uma das brincadeiras mais conhecidas consiste num círculo desenhado no chão, onde os jogadores devem, com um impulso do polegar, jogar o berlinde. Os jogadores seguintes devem acertar neste, e se conseguirem retirá-la do círculo, ficam propriedade sua. Vence aquele que ficar com maior número de berlindes ganhos aos seus companheiros.

Principais modalidades

  • Três covinhas - Esta variante consiste em fazer um percurso de ida e volta no qual o jogador tem que colocar o seu berlinde dentro de cada cova, podendo também acertar nos berlindes dos adversários, afastando-os das covas de forma a dificultar as suas jogadas. O vencedor ganha o número de berlindes pré-estabelecido antes do jogo. Nalgumas regiões as covinhas são cinco, sendo quatro na horizontal e uma na lateral formando um "L".
  • Jogo do Mata - Consiste no uso apenas do berlinde principal (abafador). Com um número de jogadores ilimitado, o objectivo é num espaço aberto tentar acertar à vez com o nosso berlinde num qualquer outro berlinde adversário. Se houver sucesso recebe um ou mais berlindes do adversário (conforme acordado) e o jogo procede com nova jogada. Em caso de insucesso passa a vez ao próximo jogador. O jogo só termina por vontade dos jogadores.
  • Círculo - É desenhado um círculo no chão, onde os jogadores colocam um número pré-determinado de berlindes, distribuídos à vontade de cada jogador. Sorteado quem inicia, com o seu berlinde a uma distância também pré-determinada tenta tirar do círculo a maior quantidade de bilas que passa a ser suas. Se errar passa a vez a outro. Se o abafador ficar no círculo além da vez o jogador tem de deixá-lo. Usa então outro na sua próxima jogada.
  • Estrela - Uma variante do círculo é a estrela onde é colocado um berlinde em cada cruzamento da estrela. Os riscos são desenhados na terra.
  • Triângulo - Uma outra versão consiste num triângulo desenhado no chão. É predeterminado a quantidade de berlindes colocados por cada jogador dentro do triângulo e à vez tentam retirá-los com o seu, ficando estes de sua posse. Também vale acertar nos dos adversários para ganhar vantagem ou atrapalhá-los. Ganha-se a vez podendo continuar a sua jogada cada vez que o seu berlinde toca noutro, do triângulo ou mesmo dos adversários. Contudo, numa versão mais competitiva, o jogador que acertar no do adversário, não só o exclui do jogo, como também, passa a possuir as berlindes que por ventura tenham sido retiradas pelo outro do triângulo. Assim, o vencedor será aquele que evitará ser acertado pelos outros e que ficará com todos os berlindes colocados pelos vários jogadores no triângulo.

Fabrico

Os berlindes comuns são fabricadas com restos de vidro ou garrafas recicladas, despejando-se uma pequena quantidade de vidro derretido numa canaleta inclinada (um tubo de metal cortado ao comprimento). A gravidade faz com que a massa role pela canaleta, assumindo a forma esférica, até uma tina com água, que a arrefece rapidamente e conserva a sua forma.
A Wikipédia ajudou a explicar...
fc

25/04/08

25 de Abril - Dia da Liberdade


Com a revolução de 25 de Abril de 1974, os portugueses iniciaram o caminho da liberdade e da democracia.


Quem viveu esse dia jamais o esquecerá...

Os mais jovens deverão ter a preocupação de saber e conhecer o que se passou neste dia.
Porque vivemos num País Livre, há muita informação disponível sobre a história de Portugal e específicamente sobre o dia 25 de Aril de 1974, dia que ficou conhecido pela "Revolução dos Cravos". É bom que se perceba que graças a esta revolução hoje temos direitos e deveres, temos liberdade de expressão. Podemos ler, escrever, consultar, publicar, dizer.
Antes do25 de Abril, tudo isto estava condicionado.


fc

24/04/08

SIMBOLOGIA DA BANDEIRA PORTUGUESA



Desde os primórdios da Fundação de Portugal até ao fim do regime monárquico, foram inúmeras as bandeiras que tivemos. Cada um dos reis foi sempre escolhendo um símbolo representativo diferente. Dado que, uma vez mais, este é um tema vastíssimo para abordar aqui no blog limitar-me-ei a falar apenas da bandeira actual.

Foi esta bandeira, instituída em Novembro de 1910, pouco depois da implantação da República em Portugal (5 de Outº. de 1910).Houve um grande debate para decidir se iriam manter-se as cores azul-branco da monarquia ou se adoptaria o verde-vermelho do Partido Republicano Português. Prevaleceu como já adivinharam a mudança de cores para a nova bandeira, tendo sido a mesma criada e desenhada por Columbano Bordalo Pinheiro, João Chagas e Abel Botelho.

Em 30 de Junho de 1911 fez-se então o seu anúncio oficial. Seguidamente foram logo confeccionadas em larga escala e distribuídas por todo o país para, logo, serem hasteadas em todas as repartições no dia 1 de Dezembro, feriado, que se tornou, na altura, o Dia da Bandeira.

Embora tivesse havido quem discordasse da forma como todo este processo se desenrolou o certo é que, ainda hoje, é este o símbolo considerado nacional.

A bandeira é rectangular (2:3), bipartida de verde e vermelho, ocupando a primeira cor ( a que fica junto à haste) dois quintos da largura e a segunda cor os restantes três quintos. Centrado na divisão o Brasão da República, constituído pelo escudo, em formato “português”, sobreposto a uma esfera armilar, cujo diâmetro deve ser igual a metade da altura da bandeira.
Naquilo que me pareceu essencial encontrei uma certa uniformidade. Noutros pormenores há ligeiras diferenças entre os vários autores que consultei..
Posto isto, aqui vai o que pesquisei, quando ao significado das cores e demais elementos que compõem a nossa bandeira:

-Cor Verde: O verde no ideário positivista e republicano (Sec.XIX e XX), simboliza as nações que são guiadas pela ciência. Na versão popular simboliza a esperança no futuro.

-Cor Vermelho rubro: O vermelho é a cor das revoluções democráticas que, desde o Sec. XVIII percorreram a Europa, como a revolução de 1848, a Comuna de Paris (1871) ou a revolução republicana em Portugal, de 31 de Janeiro de 1891. Simboliza a luta dos povos pelos grandes ideais de Igualdade, Fraternidade e Liberdade. Na versão popular simboliza os sacrifícios do povo português ao longo da sua história; a coragem e o sangue dos portugueses mortos em combate.

-Esfera armilar: Emblema do rei D. Manuel I, “O Venturoso”, (1469-1521) e que desde então se manteve presente nas bandeiras de Portugal. É amarela, orlada a preto e simboliza o Universo e a vocação universal dos portugueses. Na versão popular simboliza os descobrimentos portugueses, o mundo que os navegadores portugueses descobriram nos Sec XV e XVI e os povos com quem trocaram ideias e comércio.

-Escudo: O Escudo de Armas, em encarnado, remete para a fundação de Portugal. Simboliza a afirmação da cultura ocidental no mundo e, em particular, dos seus valores cristãos. Os castelos, as quinas e os besantes evocam conquistas, victórias e lendas ligadas à fundação de Portugal por D. Afonso Henriques “O Conquistador”(1109-1185).

- As 5 quinas azuis simbolizam os 5 reis mouros que o mesmo D. Afonso Henriques venceu na Batalha de Ourique.

- Os pontos brancos dentro das quinas, também denominados besantes, simbolizam as 5 chagas de Cristo. Uma lenda conta que Jesus Cristo apareceu a D. Afonso Henriques, antes da Batalha de Ourique e lhe terá prometido a victória. Contando as chagas de todas as quinas e duplicando as da quina do meio, encontramos a soma de 30, representando os 30 dinheiros que Judas recebeu por ter traído Cristo.

- Os 7 castelos, de cor amarela, simbolizam as localidades fortificadas que o nosso primeiro rei conquistou aos mouros.

Muito sucintamente é isto que, no seu conjunto, representa pois a nossa Bandeira Nacional.

M.A.

23/04/08

AS VOZES DOS ANIMAIS




Hoje é minha intenção dirigir-me aos leitores mais novos. Aos que, por vezes sentem dificuldade de, nas redacções que fazem na escola, se lembrarem do nome das vozes dos animais. Imaginem que fui buscar isto a um livro de 1870 chamado “GENTE DO CAMPO”. Um xi-coração para vós.


Palram pega e papagaio
E cacareja a galinha.
Os ternos pombos arrulham
Geme a rola inocentinha.

Muge a vaca; berra o touro;
Grasna a rã; ruge o leão;
O gato mia; uiva o lobo;
Também uiva e ladra o cão.

Relincha o nobre cavalo;
Os elefantes dão urros; (a)
A tímida ovelha bale;
Zurrar é próprio dos burros.

Regouga a sagaz raposa
(Brutinho muito matreiro)
Nos ramos cantam as aves;
Mas pia o mocho agoureiro.

Sabem as aves ligeiras
O canto seu variar;
Fazem gorgeios às vezes
Às vezes ‘stão a chilrear.

O pardal daninho aos campos,
Não aprendeu a cantar;
Como os ratos e as doninhas,
Apenas sabe chiar.

O negro corvo crucita;
Zune o mosquito enfadonho;
A serpente no deserto
Solta assobio medonho.

Chia a lebre; grasna o pato;
Ouvem-se os porcos grunhir;
Libando o suco das flores,
Costuma a abelha zumbir.

Bramam os tigres, as onças,
Pia, pia o pintainho;
Cucurica e canta o galo;
Late e gane o cachorrinho.

A vitelinha dá berros,
O cordeirinho balidos;
O macaquinho dá guinchos,
A criancinha, vagidos.

A fala foi dada ao homem
Rei dos outros animais.
Nos versos lidos acima,
Se encontram, em pobre rima,
As vozes dos principais.

(a) Também se diz que bramem


M.A.

A um amigo de sempre - O LIVRO

Na Antiguidade surge a escrita, por volta de 3200 a.C., anteriormente ao texto e ao livro.
Os primeiros suportes utilizados para a escrita foram tabuletas de argila ou de pedra. A seguir veio o khartés (volumen para os romanos, forma pela qual ficou mais conhecido), que consistia num cilindro de papiro, facilmente transportado. O "volumen" era desenrolado conforme ia sendo lido, e o texto era escrito em colunas na maioria das vezes (e não no sentido do eixo cilíndrico, como se acredita). Algumas vezes um mesmo cilindro continha várias obras, tomo. O comprimento total de um "volumen" era de c. 6 ou 7 metros, e quando enrolado o seu diâmetro chegava a 6 centímetros.
Papiro egípcio

O papiro provém duma planta, que era libertada, livrada (latim libere, livre) do restante da planta - daí surge a palavra liber libri, em latim, e posteriormente livro em Português. Os fragmentos de papiro mais "recentes" são datados do século II a.C..
Aos poucos o papiro é substituído pelo pergaminho, excerto de couro bovino ou de outros animais, o pergaminho tem logo à partida a vantagem de se conservar por mais tempo.

Pergaminho do Codex Leningrad

O nome pergaminho deriva de Pérgamo, cidade da Ásia menor onde teria sido inventado e onde era muito usado. O "volumen" também foi substituído pelo códex, que era uma compilação de páginas, e não um rolo. O códex surgiu entre os gregos como forma de codificar as leis, mas foi aperfeiçoado pelos romanos nos primeiros anos da Era Cristã
Na idade média o livro sofre na Europa, as consequências do excessivo fervor religioso, e passa a ser considerado um objecto de salvação. A característica mais marcante da Idade Média é o surgimento do monges copistas, homens dedicados em período integral a reproduzir as obras, dos escribas egípcios ou dos libraii romanos.


Código Manesse


O livro continua sua evolução com o aparecimento de margens e páginas em branco. Também surge a pontuação no texto, bem como o uso de letras maiúsculas. Também aparecem índices, sumários e resumos, e na categoria de géneros, além do didáctico, aparecem os florilégios (colectâneas de vários autores), os textos auxiliares e os textos eróticos. Progressivamente aparecem livros em língua vernacular, rompendo com o monopólio do latim na literatura. O papel passa a substituir o pergaminho.
Mas a invenção mais importante, já no limite da Idade Média, foi a impressão, no século XIV. Consistia originalmente na gravação em blocos de madeira do conteúdo de cada página do livro; os blocos eram mergulhados em tinta, e o conteúdo transferido para o papel, produzindo várias cópias..
Uma página da Bíblia de Gutenberg (Velho testamento).
Na idade moderna, no Ocidente, em 1455, Johannes Gutenberg inventa a imprensa com tipos móveis reutilizáveis, o primeiro livro impresso nessa técnica foi a Bíblia em latim. Houve certa resistência por parte dos copistas, pois a impressora punha em causa a sua ocupação. Mas com a impressora de tipos móveis, o livro popularizou-se definitivamente, tornando-se mais acessível pela redução enorme dos custos da produção em série.
É nesta época que aparecem livros cada vez mais portáteis, inclusive os livros de bolso nomeadamente o romance, a novela, os almanaques.
Na idade Contemporânea, aparece cada vez mais a informação não-linear, seja por meio dos jornais, seja da enciclopédia.
Enciclopédia

Novos media acabam por influenciar e divergir para novas indústrias, como por exemplo os registos sonoros, a fotografia e o cinema. O acabamento dos livros sofre grandes avanços, surgindo aquilo que conhecemos como edições de luxo.
Nos fins do século XX surgiu o livro electrónico.



E-Book

fc com esta grande ajuda

22/04/08

Ermida de Nossa Senhora da Boa-Viagem

Ao virmos de Lisboa, quando atravessamos a ponte da Estrada Marginal ou a ponte da antiga Estrada Real sobre o Jamor, deparamos à nossa frente com uma elevação florestal.

Se essa verde mancha é de rara beleza, há anos que tal paisagem era enriquecida pela visibilidade de três características construções que actualmente se encontram encobertas pelos pinheiros, cedros e outras árvores. Desbastado um pouco o arvoredo, e criado clareiras ao redor de tais edificações, voltaremos a deparar com o Farol do Esteiro - um dos tais "pirilampos" que à noite orientam a entrada dos navios da barra - a Marca Geodésica (a que chamávamos a garrafa) e que durante o dia tem funções similares às do farol - e no extremo junto à curva que dobramos quando nos encaminhamos para Queijas, temos a bela Ermida de Nossa Senhora da Boa-Viagem com o seu miradouro, de uma vista deslumbrante sobre o Tejo e o Atlântico.

Integrada no pequeno vale das "Terras do Cano", entre o "Alto do Esteiro" e o "Alto do Reduto Sul", do Forte de Caxias, este local teve ao longo dos séculos diversas ocupações e transformações.

Assim, no Século XVII, foi edificado no local um convento destinado a albergar frades arrábicos. Este convento foi designado de Nossa Senhora da Boa Viagem, tendo sido mandado construir por António Faleiro de Abreu. A Imagem Padroeira atingiu então a aura dde grande milagreira, sendo venerada pelo "(…) homens do mar (…) e pelas senhoras nobres e reais em transes de maternidade (…) traduzida em dádivas e promessas de jóias e outras preciosidades".

No mesmo século, em 1649, o Conde de Cantanhede, D. António Luís de Meneses, manda construir no monte da Boa Viagem uma pequena fortificação. Todavia, este ponto fortificado que se integrava na linha de defesa da Barra do Tejo, estava já abandonado e em ruína nos finais do Século XVIII. Refere Carlos Callixto, em relação ao Forte de Nossa Senhora da Boa Viagem: "(…) Não tendo sido reedificada esta fortificação, pela tão grande altura a que se situava das águas do rio, considerada inútil para a sua defesa (…)"

No decurso do Século XIX, com a extinção das ordens religiosas, o convento foi abandonado, tendo posteriormente os edifícios sido reconstruídos e ampliados para residência de férias e de repouso. Esta estância de veraneio era então muito procurada e frequentada pela elite da época (políticos, comerciantes, escritores, etc.).

Mais tarde, com a construção da Estrada Marginal e do Estádio Nacional, parte da propriedade foi expropriada para a Fazenda Pública. Demolições, terraplenagens e remoção de terras modificaram o local transformando-o numa zona aprazível e verdejante. Do antigo convento, forte e casas de veraneio, nada resta, com excepção de alguns vestígios da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, situada no Estádio Nacional, e alguns restos da antiga "cerca" onde se cultivava a "horta" e o pomar (nora, tanque, aqueduto, etc.)

21/04/08

DE NOVO O MEU AMIGO A.



Prometi que voltaria para contar um outro episódio relacionado com este Amigo que já lhes apresentei. Se acaso é um leitor que só agora nos visita peço-lhe que procure o que escrevi anteriormente, sob título idêntico, para poder perceber, minimamente, a formação de carácter da pessoa de quem falo.

O que vou contar situou-se algures no antigo Ultramar, durante o período conturbado da Guerra. Este Amigo procurava manter uma certa neutralidade, convivendo com todos, embora, pelos anos que vivera já por aquelas terras soubesse perfeitamente quem ocupava determinados postos dentro da organização então designada por "guerrilheiros". Sabia também que, sempre que a sua serração estivesse a trabalhar em qualquer encomenda para o exército regular, caíam, como que por acaso, uns morteiros sobre a mesma… Era este o clima que então se vivia por ali…

Como este amigo, tinha também o gosto pela caça, algumas vezes, pegava na arma e embrenhava-se na mata, quer pelo gosto de trazer alguma peça para o jantar ou, de, simplesmente fazer um pouco de exercício.

Neste dia em que me situo, parece que a volta já havia sido grande e ele, sentara-se, perto de um rio, a descansar um pouco.
Então um ruído de motores fez-se ouvir e, chegaram umas viaturas do exército, com soldados, sob o comando de um alferes. Ao verem aquela água tão convidativa, possivelmente extenuados e transpirados no regresso de qualquer missão, não pensaram duas vezes. Num instante se despiram e lançaram todos para dentro de água. O meu Amigo, do sítio em que estava continuou a olhar a cena, sem ninguém do grupo ter dado pela sua presença.

Em dada altura começou a aperceber-se de determinada movimentação na mata envolvente e, aqui, de novo funcionou o conhecimento profundo que este homem tinha da vida na selva. Estava a preparar-se uma emboscada àquele descuidado grupo, que conjuntamente com as roupas, deixara, nas viaturas, também as armas. Não será difícil imaginar o que se poderia ter seguido.

Foi então que ele tomou a decisão de disparar dois ou três tiros para o ar. Isto, fez com que rapidamente todos os militares saíssem do rio, entrassem nas viaturas e retirassem dali.

Aquele grupo de jovens nunca terá chegado a saber a quem ficou a dever, com fortes probabilidades, a salvação da vida, mas o bom do nosso Amigo, é que, mais uma vez teve a sua serração bombardeada…

M.A.

20/04/08

FIDELIDADE ANIMAL

Não abandone nunca o seu animal de estimação.

Ele jamais o faria ao seu dono!

video
fc

19/04/08

JOGO DA MACACA

O jogo consiste em saltar sobre um desenho riscado com giz no chão,ou desenhado na areia.
Nesta imagem podemos ver o esquema do jogo.
Tira-se à sorte quem vai começar. Cada jogador, então, lança uma pedrinha, inicialmente na casa número 1, devendo acertar dentro dos limites. Em seguida salta, com um pé só nas casas isoladas e com os dois nas casas duplas, evitando a que contém a pedrinha.
Chegado ao céu, pisa com os dois pés e retorna pulando da mesma forma até às casas 2-3, de onde o jogador terá que apanhar a pedrinha do chão, sem perder o equilíbrio, e pular de volta ao ponto de partida. Não cometendo erros, joga a pedrinha para a casa 2 e assim sucessivamente, repetindo todo processo.
Se perder o equilíbrio, e tocar com a mão no chão ou se pisar fora dos limites das casas, o jogador passa a vez ao próximo, recomeçando a jogar na sua vez, no ponto em que errou.
Ganha o jogo quem primeiro alcançar o céu.
Numa versão, mais complexa, o jogo não termina aí. Quem consegue chegar ao céu vira-se de costas e atira a pedrinha de lá. A casa onde ela cair passa a ser sua e lá é escrito o seu nome (caso não acerte em nenhuma, passa a vez ao próximo jogador). Nestas casas com "proprietário", nenhum outro jogador pode pisar, apenas o dono pode pisar inclusivé com os dois pés.
Nesta versão, ganha o jogo quem conseguir ser dono da maioria das casas.
A Wikipédia deu uma grande ajuda!
fc

18/04/08

FOI INAUGURADO O 1º ECOPONTO MARÍTIMO DO PAÍS



A Agência Cascais Atlântico lançou, hoje, 18 de Abril, o projecto para protecção do mar "Marca Cascais" e inaugurou o Ecoponto Marítimo para combater a poluição marítima.

"O novo Ecoponto Marítimo de Cascais, instalado na Raquete dos Pescadores, local de descarga de pescado, é uma estrutura de contraplacado marítimo para deposição selectiva dos resíduos provenientes dos barcos, como óleos, baterias, velas ou filtros de óleo que, de outra forma, corriam o risco de ser deitados ao mar", explicam os organizadores.

"Os contentores agora inaugurados contemplam a recolha de Acumuladores de Chumbo, Filtros de Óleo, Pilhas, Velas e Óleos. Com este projecto, os promotores esperam recolher mensalmente cerca de 200 litros de óleo".Para esta iniciativa, a Agência reuniu parceiros locais ligados à actividade marítima e recolha de resíduos, formado pela Capitania de Cascais, EMAC - Empresa de Ambiente de Cascais, E.M., S.A., à qual caberá a recolha de pilhas e lixo, Associação de Profissionais de Pesca de Cascais (APPC), Associação de Armadores e Pescadores de Cascais (EAAPC) e Empresa de Recolha – José Maria Ferreira Filhos, Lda, que ficará responsável pela recolha de óleos, filtros, baterias e velas.

"Integrada num plano de combate à poluição que inclui a distribuição de sacos biodegradáveis e compostáveis em campanhas de sensibilização ambiental realizadas nas praias do concelho e um Concurso de Limpeza Subaquática, esta acção contribui para preservar os recursos naturais do mar de Cascais, tendo em vista a sua exploração sustentada, nas vertentes económica, ambiental e científica, bem como para cumprir objectivos da Agenda XXI da Câmara Municipal de Cascais"."Marca Cascais

"Além desta iniciativa, foi recentemente lançado outro projecto relacionado com a exploração dos recursos marítimos de Cascais, denominado “Marca Cascais”, que tem expressão no conjunto de três acções específicas: Estudo Sócio – Económico relativo ao emprego e dependência das pescas no Concelho de Cascais; Guia do Consumidor dos Peixes e Mariscos em Cascais; Certificação do Pescado e/ou Pescaria de Cascais.

A Cascais Atlântico é a Agência Municipal dedicada às actividades relacionadas com o mar, na perspectiva da valorização ambiental, dinamização económica, inovação e competitividade, assim como da promoção sócio-cultural.
(Ecosfera Público PT)
M.A.

CONVIDO A CONHECER



A ESTÁTUA EQUESTRE DE D.JOSÉ I


Qualquer de nós, ao deambular pelo Terreiro do Paço, em Lisboa, não pode deixar de reparar na estátua colocada no centro da Praça. Representa o nosso rei D. José I, que reinava em Portugal aquando do Terramoto de 1755.
Ora, o que me proponho hoje contar é o que pesquisei sobre a manufactura desta mesma estátua, bem como, alguns pormenores curiosos que rodearam a sua colocação no lugar em que se encontra.

Ao pensar-se na reedificação de Lisboa após o Terramoto, encarregou-se deste projecto o Capitão Eugénio dos Santos, Arquitecto Civil e Militar e, designou-se já erigir uma estátua ao Rei na nova Praça do Comércio, também conhecida por Terreiro do Paço. Este mesmo Arquitecto fez logo o desenho da estátua , pedestal e grupos de figuras que o adornam.

Entregues estes desenhos ao escultor Joaquim Machado de Castro, este começou, em Dezembro de 1770, a executar um pequeno modelo, em cera, com a altura de ‘dois palmos portugueses’.
Seguiu-se a este, um segundo modelo em barro, com quatro palmos de altura, já com várias alterações mais de acordo com o que vemos hoje.

Em 10 de Junho de 1771 já o escultor recebe ordem de iniciar o modelo grande, em estuque. Para tal é construída uma casa em madeira num pátio interior das Oficinas de Fundição da Artilharia. O espaço desta escrita não me permite alongar nos pormenores de toda esta tarefa que foi a construção do modelo em estuque, mas, não resisto a referir este: Porque o espaço deste atelier era pequeno, para o escultor poder ver a obra de longe, valeu-se de um telescópio de teatro mas, usado ao contrário, o que a fazia parecer menor evidentemente.

Assim, a obra ficou feita em menos de cinco meses. Ao que sabemos, Bouchardou precisou de cinco anos para fazer o modelo da estátua de Luís XV, em Paris.

Ficou então o modelo em poder do Engº. Bartolomeu da Costa para fazer a fundição em bronze. De novo irei adiantar-me em todo o processo para falar da estátua já pronta. Tem 31,5 palmos (6,93 metros) de altura, 600 quintais de bronze fundido (35.000 Kg.) de peso e, foi a primeira, com estas dimensões, a ser fundida em Portugal.

O Rei tem um manto da Ordem de Cristo e usa elmo emplumado. Monta um cavalo que pisa várias cobras num silvado. Os grupos escultóricos que ladeiam o pedestal representam “A Fama e O Triunfo”.

No dia 22 de Maio de 1775 iniciou-se o transporte desde a Fundição (Zona de Santa Apolónia) até ao Terreiro do Paço, onde só chegou três dias depois. Foi preciso construir uma zorra especial para o efeito e, o sistema de deslocação foi também estudado para evitar que a carga se enterrasse ou danificasse as ruas.

A elevação da estátua para o pedestal foi feita em 27 de Maio. Como se previa afluência de muito povo, para evitar que este perturbasse as manobras, foram destacadas algumas Companhias de Infantaria que formaram um cordão delimitando a zona. Aqui não resisto a referir um facto inconcebível mas que efectivamente aconteceu:

Machado de Castro estava junto do pedestal, sobre um andaime, para dar à Figura o devido aprumo. Acontece que foi mandado retirar da Praça por um tenente que lhe chegou mesmo a dar voz de prisão! Isto, deu como resultado a Estátua ficar, como se pode ver hoje, toda pendente para o lado esquerdo, quando, o seu autor a queria precisamente inclinada à direita!

Finalmente no dia 6 de Junho de 1775, dia do 61º aniversário do Rei, é feita a Inauguração, mas, mais uma curiosidade: _Tanto este como a Família Real assistiram escondidos ao acto solene, já que não era aceite prestar honras à Estátua na presença do Monarca.

Nota - Elementos recolhidos de um escrito do Coronel Casimiro Dias Morgado, gentilmente cedido pelo meu Amigo, Coronel de Engenharia Orlando de Azevedo.

M.A.

Teatro em Tires - entrada livre


No âmbito da Mostra de Teatro Amador do Concelho de Cascais, o grupo de Teatro Akigerados, da Sociedade 1.º de Maio de Tires, apresenta, no dia 18 de Abril, pelas 21h30, "O Avarento", conhecida obra de Moliére, dramaturgo francês considerado um dos mestres da comédia satírica.
André Gomes, Bernardo Estrela, João Amarante, Liliana Gonçalves, Mário Jorge, Patrícia Moço, Renato Colaço, Ricardo Neves, Sílvia Afonso, Sofia Campos, Tânia Magalhães e Vera Góis integram o elenco da peça para maiores de 6 anos, adaptada por Clara Gonçalves, igualmente responsável pela direcção artística da peça.
Imperdível a oportunidade de assistir, a custo zero, à sátira social que, criticando os costumes, conta a história de um ancião viúvo que se recusa a abrir os cordões à bolsa, apesar dos elevados rendimentos.
fc

17/04/08

MOITA FLORES FALA SOBRE MULHERES




A mulher aparece nas revistas, jornais, livros, pelas mais variadas razões e não serei eu que vou aqui explorar e comentar todos os motivos que levam a que assim aconteça. Mas, esta semana, ao pegar na “TV 7”, chamou-me a atenção a entrevista dada pelo Dr. Francisco Moita Flores, actual Presidente da Câmara de Santarém, pessoa igualmente conhecida pelo seu passado ligado à P.J. e, ainda também, por ter escrito obras que se transformaram em telenovelas de sucesso.

A sua foto aparece rodeada da legenda ”GOSTO MUITO DE MULHERES” e, depois de ler toda a entrevista, achei que haveria assunto para escrever este pequeno apontamento.
Neste momento sinto já o universo masculino a sorrir ironicamente, achando que uma confissão destas é, por demais, vulgar e corrente, ouvir-se!...

Mas, faço desde já uma destrinça, porque o espírito da frase, vai num sentido diferente da primeira leitura que dela se faça e, para o perceberem, nada melhor que ouvir as próprias palavras de Moita Flores.

Questionado pelo facto de a maioria das suas obras ser sobre mulheres, respondeu justamente com a dita frase, acrescentando porém, rindo, que…no bom sentido.
Nomeados então três dos títulos de obras suas, Ballet Rose, A Ferreirinha e agora mais recentemente Luísa de Gusmão, quem o entrevistava, perguntou-lhe então, o que tanto o atraía no tema? E a resposta foi a seguinte:

Em primeiro lugar, comecei a dedicar-me ao universo das mulheres, por razões de índole antropológica. Depois, porque me chateia muito a forma como são tratadas na ficção. E, por fim, porque é um universo mágico. Julgo que se o mundo fosse governado por mulheres seria muito melhor. As mulheres são seres profundamente ricos e inteligentes”.

É ou não é agradável, leitoras, ouvir palavras destas proferidas por um homem? Digamos-lhe todas um “BEM HAJA” e façamos o propósito de corresponder sempre ao bom conceito que ele e a maioria dos homens, felizmente, fazem de nós.

Em relação aos restantes que eventualmente pensem o contrário…sugiro que esqueçam e sigam em frente!

M.A

16/04/08

O inesgotavel potencial da Arte

Julie Thompson pinta assim as penas:



















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A ABÓBADA



Alexandre Herculano deixou-nos entre tudo mais o que escreveu, um magnífico conto com o mesmo título que dei a este simples apontamento. Nele se fala da construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitoria ( também conhecido por Mosteiro da Batalha) mas, muito em particular do episódio que se relaciona com o fecho da abóbada da Sala do Capítulo.

Para a construção do Mosteiro fora encarregado pelo rei D. João I, o Arq. Afonso Domingues, porém, dado o facto de este ter cegado o rei entendeu substituí-lo por um irlandês, o conceituado Mestre Ouguet. Isto, como é evidente, custou a aceitar ao Mestre Afonso Domingos o qual dizia que, para a execução desta obra , faltava a "um estrangeiro ter a sua alma aquecida à luz do amor da Pátria!”
Ao que parece, a traça inicial continuou a ser seguida mas, porque em relação ao fecho da abóbada da Sala do Capítulo o critério do irlandês não era o mesmo, resolveu, então, alterar a que fora imaginada por Afonso Domingues.

Estamos agora no dia 6 de Janeiro de 1401 e o rei chegara, já com certo atraso, para o Auto de Celebração dos Reis que se iria representar no Mosteiro. Por tal demora, D. JoãoI deixou para o dia seguinte a visita à Sala do Capítulo, recentemente acabada, com todo o orgulho de Ouguet.

Mas, no dia imediato, quando o rei e comitiva se aproximavam da sala, perante a estupefacção dos presentes o tecto da mesma desmoronou-se, provocando susto em todos e, um forte abalo no irlandês que gritava ter sido o facto provocado por feitiço lançado por Afonso Domingues.

D.João I resolveu devolver ao Arq. Português a direcção da obra, que a prosseguiu conforme a havia delineado de início. Quando, tempos depois chegou a hora de serem tiradas as traves dos simples que haviam servido de suporte à abóbada, apenas ficou, no chão, precisamente no meio, na vertical do fecho, uma pedra onde se foi sentar Afonso Domingues. E ali esteve, três dias e três noites, sem nada comer ou beber, segundo voto que havia feito a Cristo.

Mas, a idade avançada e o longo jejum foram demasiado esforço para o ancião e, no fim do terceiro dia foram participar ao Rei que o velho Mestre havia falecido. As suas últimas palavras terão sido: _”A abóbada não caiu…a abóbada não cairá!

Conta-se, que da pedra onde esteve sentado se esculpiu o busto que, ainda hoje, se encontra, justamente na mesma Sala do Capítulo, perpetuando assim a memória deste grande Arqº. português, Afonso Domingues.

M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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