Como tudo começou

29/06/10

Catavento

Apanhado em Santo Amaro de Oeiras.....


foto minha

28/06/10

PORTO - AS FONTAÍNHAS E O S.JOÃO


Sabemos, todos nós, a grande ligação que esta cidade tem com este Santo e com que alegria o comemora na noite de 23 para 24 de Junho, de cada ano. Porque este vídeo nos mostra muito daquilo que, tradicionalmente, rodeia estes festejos entendemos que o devíamos mostrar aos nossos leitores.


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Esperamos que o desfrutem com prazer. Até breve.
M.A.

27/06/10

Portas de Rodão

foto minha

foto minha

É em Rodão que o rio Tejo nos oferece estas imagens.
As Portas de Ródão são uma formação geológica situada perto de Vila Velha de Ródão
Saiba mais deste lugar aqui

fc

25/06/10

Posto de vigia

foto minha
fc

24/06/10

BIBLIOBURRO


Os livros são os mais silenciosos e constantes amigos, os mais acessíveis e sábios conselheiros, e os mais pacientes professores. (Charles W. Elliot)

Se acaso alguém lhe perguntar o que significa o termo que dá título ao post sabe o leitor responder?
Nós confessamos a nossa ignorância; até há pouco também não sabíamos, mas, descanse que já vamos explicar.

Na localidade de La Glória, Nueva Granada, Colômbia, existe um professor de seu nome Luís Soriano Bohorquez que, preocupado com o isolamento e falta de acesso a meios de cultura de muitas crianças que vivem em aldeias espalhados pelo campo, teve uma ideia bem curiosa. Recolheu já 3 480 livros que se destinam a uma biblioteca já iniciada a expensas suas e que, ele pensa, ficar pronta em cinco anos.
Entretanto, desde há 15 anos atrás que este professor carrega o seu burrito Alfa com cerca de uma centena de livros de cada vez e percorre os ditos povoados, espalhados em redor, onde é acolhido pelas crianças que assim têm acesso a esta cultura por ele levada.
Esta biblioteca itinerante baptizou-a ele, então, com o nome BIBLIOBURRO! Mais elucidativas do que a nossa explicação serão as imagens do vídeo que podereis ver clicando aqui.

Este professor, diz ainda que, com a ajuda da sua mulher Diana, fez desta biblioteca o projecto da sua vida e que, o seu intuito, é preparar os colombianos do futuro. Ele considera que combatendo a ignorância de uma criança hoje, fazendo com que tenha acesso à informação, que conheça os seus direitos e deveres, ela será alguém mais bem preparado para, amanhã, saber dizer não à guerra.
Verifiquem como, muito embora sejam escassos os meios, desde que haja uma vontade firme, se pode ir tão longe! Reparem na alegria das crianças quando recebem estas visitas de cultura e, como se expressam em relação à ajuda que deste modo lhes é facultada. Bohorquez faz mesmo um trocadilho dizendo que pretende que La Glória seja precisamente isto que diz o seu nome, um lugar de glória!
Parabéns, professor! Desejamos que leve a bom cabo a missão a que, com tanto carinho, se vem dedicando.
M.A.

23/06/10

GRANDE EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS


Desta vez, convidamos os nossos leitores para fazerem connosco, uma viagem de regresso no tempo de, precisamente, 70 anos!

Estamos no dia 23 de Junho de 1940 e, vai ser inaugurada hoje a Grande Exposição do Mundo Português, comemorando simultaneamente as datas da Fundação do Estado Português (1140) e da Restauração da Independência, (1640).

Vamos, então, deslocar-nos até à parte ocidental de Lisboa, mais propriamente até ao local onde hoje se situa a Praça do Império, frente ao Mosteiro dos Jerónimos pois, é aí, que a Exposição está instalada, ocupando uma área de cerca de 560 mil metros quadrados.

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Mas, melhor que as nossas palavras, será o vídeo que trazemos que vos mostrará um resumo de imagens deste evento. Na pesquisa feita demos conta da repercussão que este acontecimento teve, na época, tendo sido considerado mesmo, o facto cultural, mais importante do regime. Diz-se que cerca de 3 milhões de visitantes por lá passaram. O custo de cada entrada era de 2$50 e , o encerramento da exposição verificou-se em 2 de Dezembro do mesmo ano.
Se pretender informação mais pormenorizada queira clicar aqui.

(Vídeo recebido num mail. Imagem de abertura e outros dados, recolhidos na net)
M.A.

22/06/10

ARTE FEITA COM AÇÚCAR


As obras de arte podem surgir dos mais diferentes materiais. Um artista pode trabalhar as pedras preciosas e os metais nobres e transformá-los na execução de uma peça de ourivesaria única , enquanto outras mãos pegam numa simples pedra mármore e, dela, com ajuda do cinzel e martelo fazem nascer igualmente uma obra prima. Parece-nos pois que, mais importante do que o material escolhido é sempre a imaginação, sensibilidade e habilidade do artista que executa.

Hoje falaremos, como já indicamos no título, de açúcar. Ireis ver como ele também se presta para executar obras tais que, ao olharmos para elas, a frase que logo nos ocorre é a de que é uma pena que não se possam conservar para sempre… Sim porque estas, por mais elaboradas e bonitas que sejam, têm vida efémera e, o seu fim, será sempre o estómago de alguém!
Felizmente que o seu registo em imagem fica como memória e, graças a isso, podemos nós, agora, apreciar este vídeo que dá bem para avaliar com em pastelaria também se faz arte da melhor.


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Vejam, com atenção, estes curiosíssimos bolos e, pena temos, que não trouxessem mais dados relativos a sua confecção, para vos podermos contar também.
M.A.

21/06/10

Verão

Hoje começa o Verão.

É chegada a altura de sair de manhã para um passeio, fazer um pic-nic, visitar as redondezas...

Aqui fica um lugar onde pode fazer tudo isto.
É um espaço camarário, e desde o grelhador à mesa, bancos e lava loiças, tem tudo....

Aceita o desafio?????

foto minha
(Portuzelo)
fc

20/06/10

Ajudas preciosas

Pequenas grandes ideias....

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Quando o calor aperta, estas soluções são importantes...

fc

18/06/10

NÃO DESISTAS


Nesta época, em cada um de nós tem a consciência de que a vida não está fácil que, mais do que nunca, o futuro se apresenta incerto para muita gente, pareceu-nos importante trazer este poema de Mário Benedetti. Em momentos de crise, mais preciso é que os nossos ouvidos escutem palavras de incentivo e de coragem como são as que fazem o título quer do poema, quer do post de hoje.

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As imagens, espectaculares, mostram-nos cavalos que são, em nosso entender, um dos animais mais bonitos e nobres da criação. Depois, como acompanhamento musical, escutaremos o Adágio do Concerto de Aranjuez que, acreditamos, será igualmente do agrado dos leitores. Desfrutem pois, estes minutos que se seguem!

Mario Benedetti nasceu em 1920 em Tacuarembó, Uruguai. Em 1960, com a publicação de La tregua, alcança reconhecimento internacional, com mais de uma centena de edições traduzidas em 19 idiomas e levada ao cinema, ao teatro, ao rádio e à televisão. Em 1973 teve que abandonar o seu país por razões políticas; viveu na Argentina, em Cuba, no Peru e em Espanha. A sua vasta produção literária abrange todos os géneros, incluindo famosas letras de canções. A poesia de Benedetti renova a linguagem dos sentimentos, diz com uma voz original aquilo que todos sentimos.
Mario Benedetti faleceu aos 88 anos em Montevideo, no dia 18 de Outubro de 2009.

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(Imagens recebidas num pps e formatadas em vídeo por Fernando)
M.A.

16/06/10

CAMINHO DE FERRO DO DOURO


De vez em quando, a sorte bafeja-nos, caem-nos em mãos verdadeiras preciosidades e, logo desperta a vontade de as partilhar com os nossos leitores.
Desta vez foi um conjunto de antigas fotografias feitas ao longo do percurso que o comboio fazia, nesta zona duriense, onde visualizamos pontes, viadutos, estações, apeadeiros, túneis, etc. tudo isto naquela patine sépia, de outros tempos.


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O comboio foi, durante muito tempo, o meio de transporte mais utilizado por quem para ali pretendia deslocar-se. As viagens eram um acontecimento importante e, porque ainda ninguém sonhava com TGVs, elas demoravam tantas e tantas horas que, o cesto com um bom farnel era também algo que convinha nunca esquecer.

As locomotivas, movidas a vapor, eram conduzidas pelo chamado maquinista e, com este, seguia também o fogueiro, cuja função era encher, constantemente, a fornalha de carvão. Estes dois homens vestiam, geralmente, fatos-macaco e bonés de ganga azul e, os seus rostos e mãos mostravam-se mascarrados pela fuligem. Também, de vez em quando, os passageiros apanhavam com uma chuva de faulhas que, sopradas pelo vento entravam pelas janelas. Rostos e fatos ficavam pintalgados de carvão e, por isso, havia mesmo quem levasse uma muda de roupa, para usar ao chegar ao destino.

Mas, em contrapartida, eram igualmente, tempos de pausa, ao jeito de se poderem desfrutar paisagens de sonho, de se trocarem longas conversas entre companheiros de viagem e, até, como aconteceu com alguém que eu conheci, de encontrar o amor da sua vida…Com muita graça, recordava este amigo que, sendo na altura alferes, em viagem para a Régua, chamou-lhe a atenção uma peninha que aparecia num chapéu feminino, por cima das costas de um dos assentos do comboio. Teve curiosidade de ir ver quem usava o dito chapéu e… o Cupido andava ali por perto!
Conheci este casal já com cabelos brancos, pais de duas filhas e com netos nascidos. E tudo tinha começado, um dia, no comboio para o Douro, com o aparecimento da tal peninha num chapéu!…

(Formatação em vídeo de Fernando)
M.A.

14/06/10

PERGUNTAS FEITAS A CRIANÇAS


1-Como decidir com quem casar ?
Precisamos de procurar alguém que gosta das mesmas coisas. Se tu gostas de futebol, ela também deve gostar e quando está a ver um jogo ela deve trazer-te batatas fritas e cerveja. Alfredo, 10 anos. (Tem razão!)

Ninguém decide sozinho com quem casar. Deus decide por nós muito tempo antes e só temos é que aceitar. Cristina, 10 anos (Também deve ter razão!)

2-Qual a melhor idade para casar?
A melhor idade para casar é aos 23 anos porque assim já conheces o teu marido pelo menos há 10! Camila, 10 anos (Resposta inteligente!)

Não exista a melhor idade para casar. Tem de se ser muito estúpido para casar. Fernando, 6 anos (Com certeza já teve alguma má experiência!)

3-O que têm os teus pais em comum?
Que não querem ter mais filhos! Ana, 8 anos (Ah! Ah! Ah!)

4-O que fazem duas pessoas no primeiro encontro?
Os encontros são para as pessoas se divertirem e devem aproveitar para se conhecer melhor um ao outro. Até os meninos têm coisas interessantes para dizer se lhes prestarmos bastante atenção. Luísa, 8 anos (Onde foi ela buscar esta? Da mãe, só pode…)

5-O que fazem duas pessoas no primeiro encontro?
No primeiro encontro, contam-se mentiras interessantes para conseguir um segundo encontro. Martim, 10 anos (Sem comentários… )

6-O que farias se o primeiro encontro não desse certo?
Ia para casa e fazia de conta que tinha corrido melhor, mandava publicar nos jornais da região que tinha morrido. Carlos, 9 anos (Eu também faria isso)

7-Quando se pode dar o primeiro beijo?
Quando o homem é rico. Pamela, 7 anos (Loira!?)

Quando se beija uma mulher, tem que se casar e ter filhos com ela. É assim a vida. Henrique 8, anos (Lamentavelmente é isso mesmo que acontece…)

8-É melhor ser casado ou solteiro?
Para as meninas é melhor ficarem solteiras, mas os meninos precisam de alguém que limpe…Anita, 9 anos (Uma das melhores frases…)

E por fim… a melhor de todas!

9-O que temos que fazer para que o casamento tenha sucesso?

Temos que dizer à nossa mulher que ela é linda mesmo que se pareça com uma camioneta estampada… Ricardo, 10 anos (Indiscutivelmente a melhor de todas!)

Nota da autora do post: Recebido num mail com estes mesmos comentários que, logo se adivinha, foram feitos por um elemento do sexo masculino. Pelo bom-humor que encontramos neles entendemos que seria de os publicar também.
M.A.

12/06/10

HOMENAGEM À FRANCISCA


Trazemos hoje ao blog uma notícia que a todos os Simecquianos deverá encher de satisfação. À nossa Amiga Francisca Tristany Carvalho foi prestada uma homenagem no dia 11 de Junho de 2010, pela Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo.
Integrada nos festejos do XVII Aniversário da Freguesia, houve uma sessão solene para entrega de placas comemorativas a várias pessoas, que por uma, ou outra razão, se distinguiram nesta Freguesia.

Um povo que não tem memória é considerado um povo sem história, portanto, entendemos que é sempre louvável que, todos aqueles que, de algum modo, se destaquem pelas actividades que desenvolvem, nas comunidades em que se inserem, merecem ouvir, da parte dessa mesma comunidade, uma palavra de apreço. Não gostamos nada de ver que se aguarde que as pessoas desapareçam para que então, a título póstumo, lhes prestem honrarias! Que seja sempre em vida que estas pessoas percebam que aquilo em que se empenharam teve eco e recebam o reconhecimento merecido.

Falar da Francisca talvez nem será necessário…Entrou na Simecq pelo casamento que fez com Carlos Alberto Carvalho, ao tempo Dirigente da Colectividade. O acompanhamento que fez ao marido, na sua missão dentro da Sociedade, em breve a despertou e lançou também para outras iniciativas. Depois, «ela ganhou balanço» e…foi o que se viu, nunca mais baixou os braços!
Dedicou-se de alma e coração ao Atelier de Artes, pugnou por tudo aquilo que se relacionasse com aspectos culturais, amadrinhou a Banda Filarmónica, foi sempre o precioso elo de ligação como “relações públicas” com as entidades políticas e, porque não mencionar também, o elemento apaziguador quando, dentro desta casa, algo estava mais efervescente.
Já agora, deixem que destaquemos igualmente a forma como a vimos acompanhar e acarinhar o dia a dia nesta casa, de alguns rapazes que, apanhados nas malhas da lei, aqui permaneceram, uns tempos, fazendo serviço cívico, como forma de castigo/reabilitação, em alternativa à ida para uma casa de correcção. A aceitação que a Simecq teve e, mantem ainda no momento presente, a esta acção de apoio a quem, (jovens e até menos jovens) para aqui é enviado pelas razões apontadas atrás , talvez seja pouco conhecida mas, do seu alcance social, por certo ninguém duvidará.

Estes, são apenas alguns dos momentos que conhecemos da vida da Francisca. Acrescentamos ainda que, tudo isto, é feito com um sorriso doce no rosto e sem jeito de pretender protagonismo. Portanto, Francisca, bem haja e, gostamos todos que seja como é!
Nota-A foto da sessão solene foi feita pela Fátima.
Fc/M.A.

11/06/10

Cruz Quebrada faz 17 anos

Programa 17º Aniversário

Dia 11 de Junho (sexta-feira)

10h30 Hastear das bandeiras

Local: Junta de Freguesia da Cruz Quebrada – Dafundo

21h00 Sessão Solene de comemoração do XVII aniversário da Freguesia

Homenagem a personalidades da freguesia

Actuação pelo Grupo de Serenatas da FMH e Banda da SIMECQ

Local: Salão Nobre da Faculdade de Motricidade Humana

Dia 12 de Junho (sábado)

10h–15h Exposição de Pintura “Arte no Aquário”

Exposição ao ar livre, com a participação de vários artistas.

Local: Jardim do Aquário Vasco da Gama

16h00 Festa “Tarde em Família”

Animação Infantil: jogos, pinturas faciais, modelagem de balões

Actuação do grupo Gospel da Igreja Evangélica da Cruz Quebrada

Jogos Tradicionais para todas as idades

Música ambiente

Bar e banca de petiscos

Local: Centro Intergeracional

22h00 Milonga de Santo António

Show de Tango Argentino pelo par Juan Capriotti e Graciana Romeo

Música ao vivo – Fados e Tangos

Baile de Tango Argentino (Milonga) com DJ Juan Capriotti

Sardinhas, Caldo Verde e Chouriço Assado

Local: Salão Nobre da SIMECQ

Dia 14 de Junho (segunda-feira)

10.30h Visita ao Aquário Vasco da Gama

Visita dos Seniores da Freguesia


Parabéns!

10/06/10

Chuva humana

Refresquem-se com esta chuva!


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fc

08/06/10

MÚSICA E PINTURA INFANTIL, DE NOVO NO JAMOR







À semelhança do que aconteceu no ano transacto (se pretender recordar clique aqui) a Banda da Simecq tocou no Domingo último, uma vez mais, na Pista de Canoagem do Estádio Nacional. O local é realmente bonito e está bem cuidado, portanto, são já muitas as pessoas que o procuram nas suas horas de descanso.
Quando, a juntar a este enquadramento, temos ainda ocasião de ouvir boa música, claro que o prazer de quem lá se encontre duplica.
Estávamos num espaço resguardado do sol, com cadeiras confortáveis, o repertório foi bem escolhido e muito variado…Enfim, a tarde decorreu, realmente, de modo a deixar uma boa recordação em quem por lá passou.
A Madrinha da Banda, nossa amiga Francisca Tristany Carvalho fez uma curta introdução deste concerto.
Os músicos, no seu fardamento impecável, estiveram sempre atentos à batuta do Maestro Ricardo que, nestas coisas, «não brinca em serviço» e exige que os tempos se respeitem e as notas saiam bem afinadas! Mas, isso nem é nada difícil, pois, todos os executantes, do mais novo ao de mais idade, levam, dentro da banda, o seu papel bastante a sério. No final de cada trecho musical os aplausos da assistência ouviam-se, espontâneos e, sempre prolongados,.
Deixamos aqui alguns instantâneos fotográficos deste concerto.

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Mas, nem só a música esteve presente nesta tarde. Repetindo também o que se fez no ano passado, o Atelier de Artes, dirigido pela Francisca, já mencionada acima, preparou uma mesa, em cujo tampo, forrado com papel foram colocados, à disposição dos mais pequeninos, tintas e pincéis para que estes dessem largas à sua inspiração. Quem se aproximava tinha acesso livre ao material de pintura e, podia, desde logo, mostrar que era mesmo um artista! Alguns até assinaram as suas obras!

Mais duas iniciativas da Simecq que este ano festeja os seus 130 anos de existência.

06/06/10

MEMÓRIAS DE ONTEM, NOS DIAS DE HOJE

(Clique para ampliar)




Caros leitores, menos jovens:
Julgo que cada um de vós concorda que, ao entrarmos em qualquer supermercado, encontramos nas prateleiras tal variedade de produtos, que o primeiro embaraço que nos surge, é logo o da escolha. Lemos o que dizem as embalagens, comparamos tamanhos e preços e , somos mesmo tentados a imaginar que, quem sabe, o que está dentro é mesmo igual ou idêntico e apenas os invólucros é que vão variando…

É cómodo o acesso que cada cliente tem às prateleiras e, de propósito também, de quando em vez, até resolvem trocar o sítio às coisas. Dizem os especialistas de marketing, que o intuito é obrigar o cliente a modificar o seu percurso habitual e, deste modo, ser induzido a comprar novos produtos que os olhos descubram. Enfim, tudo se conjuga para, à chegada à caixa, a conta estar maior do que se previa.

Bom, mas estas reflexões surgiram, porque vimos assistindo, nos últimos anos, à abertura de determinadas lojas onde reapareceram muitos dos produtos outrora vulgares, que se encontravam à venda, ainda no sistema em que um balcão separava sempre cliente e vendedor. Este movimento revivalista trouxe de novo para a moda o que durante muito tempo esteve esquecido. E a verdade, é que, tanto quanto sabemos, há muita gente a achar graça e a procurar estas “velharias”.


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Como exemplo do que falamos, está este vídeo que nos encantou e, calculamos, mais gente vai sorrir com ele e viajar até ao fundo da memória buscando recordações que, os objectos à vista, lhe despertarão.
Chamamos ainda a vossa atenção para o interior desta loja. Sabemos ser do Porto e, pelas características, calculamos ter sido um antigo estabelecimento de tecidos.
Reparem também naquela secretária, com a velha máquina de escrever e, imaginem o que ambas teriam para nos contar…Até nos atrevemos a dizer que o senhor de lunetas no nariz, que ali costumava sentar-se, a fazer a escrita da sua loja, foi ali … mas volta já!

Nota-A foto que abre o post, recebida num pps, dizem ter sido feita em 1914 e mostra a Rua 31 de Janeiro, no Porto. É tirada da Rua de Santa Catarina, mostrando em primeiro plano, a bonita fachada e porta, de estilo Arte Nova, da antiga e já extinta, Ourivesaria Reis, Filhos. Bastante ao longe ainda se distingue a Torre dos Clérigos. A Rua 31 de Janeiro começou por chamar-se Rua Nova de Santo António mas, por causa da revolta republicana de 31-I-1890, desencadeada como reacção ao Ultimato britânico é que o seu nome foi alterado.
M.A.

04/06/10

BAILANDO NO FUNDO DO MAR


(Clique para ampliar)


Caros leitores:
Hoje, partilhamos convosco mais um vídeo com animais.
Convidamos todos a mergulharem connosco nas profundezas submarinas para apreciarem uma maravilhosa dança entre dois “seres sarapintados” que, não sabendo eu como se chamavam, resolvi pedir a alguém que disso me informasse. O nome erudito é portanto Muraenidae Enchelycore ramosa mas, são afinal, uma das variante daquilo que vulgarmente conhecemos por moreias.


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Achamos que a associação das imagens com a música de um tango saiu particularmente feliz pois, pelo menos a nosso ver, nos movimentos que estes animais executam está toda a intensidade, sensualidade e até paixão que encontramos também na tão conhecida dança argentina. Julgamos que irão concordar connosco.

Não consta que estas duas moreias tenham frequentado as aulas da «Sobretudo TANGO» mas, estamos em crer, que os Prof. Maria João e Eliseu não desdenhariam em convidar tais virtuoses para participarem na classe de dança que dirigem na Simecq.

Nota- A foto que abre o post, feita no domingo passado em Sesimbra, "foi roubada” por nós a uma mergulhadora que, tendo feito o curso aos 15 anos, por razões que não vamos aqui especificar, pouco tempo depois, teve que interromper essa actividade. Retomou o mergulho há cerca de 2 anos, acrescentando-lhe agora a fotografia subaquática. Foi ela, também, quem nos elucidou sobre o nome das espécies que figuram no vídeo. Do "roubo" da foto ela nem desconfia...conto com o segredo dos leitores.
M.A.

02/06/10

ARTE XÁVEGA

(clique para ampliar)

Raul Brandão escreveu um dia: _«Que belo e estranho pais é este onde os bois lavram o mar!”
Creio que esta frase foi inspirada no facto de, em certas zonas do nosso país, os bois, para além das tarefas ligadas às culturas agrícolas e vida rural, ajudarem também os pescadores na faina marítima. Eles puxavam os barcos, sobre troncos, para os colocarem no mar e depois, com a rede já cheia de peixe eram de novo as juntas de bois e também os braços dos homens e mulheres que faziam o seu arrasto para terra.
Este antigo género de pesca é chamado “Arte xávega”. Vão ter oportunidade de o ver neste vídeo:


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Numa explicação muito resumida, os barcos saiam para o mar, deixando um cabo preso em terra. Depois, já ao largo, lançada a rede em semi-círculo, dava-se tempo para que o peixe entrasse nela. Chegada a hora da recolha, regressado o barco, o cabo que apertava o “saco” (nome dado a esta rede), juntava-se com o outro que ficara em terra e, ambos, com a força dos bois e da gente presente iriam arrastar o produto da pesca conseguida.

Eu tive a felicidade de na minha infância poder assistir a este bonito espectáculo na praia do Furadouro. Nos meses de verão, aos vareiros juntavam-se também os banhistas presentes ajudando neste puxar das redes. E que momento de emoção era o avistamento do “pipo”?!... Este, era o nome dado à bóia presa junto do “saco” pela qual se sabia estar prestes a terminar a recolha do pescado.
Uma vez na praia, aberta a rede, a visão prateada daquele peixe saltando provocava manifestações de alegria. Fazia-se então a separação das espécies e a venda fazia-se na lota que ali se improvisava.

Como se imagina, hoje, já pouco se usa este tipo de pesca que deu lugar a outras formas mais rentáveis e com meios técnológicos mais evoluídos.

A imagem que abre o post é a de um postal que terá, pelas minhas contas, mais de cem anos. Foi por ele me ter vindo às mãos, durante uma arrumações, que despertaram em mim todas estas recordações de infância.
M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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