Como tudo começou

17/11/09

REAL REGATTA

(Falua do Tejo)
Não podemos jamais esquecer que somos um povo descendente de marinheiros e, que foi justamente esta característica que, há séculos, nos fez sair deste remoto cantinho da Europa em busca de novas terras e de novas gentes.

Até hoje o nosso grande gosto pela navegação não se perdeu. O mar, não sendo já o caminho para mundos desconhecidos continua, no entanto, como palco para mil e uma actividades de lazer.
Navegar por mar ou nos rios, mantém-se como a paixão de gente de qualquer idade e, em diversos locais, há escolas de vela que despertam na miudagem o gosto por esta saudável prática.

Haverá, por exemplo, quem não sinta prazer, perante o bonito espectáculo de uma embarcação de velas enfunadas com o vento? Como de minha casa tenho o privilégio de poder ver uma parte do Tejo… sei exactamente o gosto que se sente.
As imagens que hoje trazemos, são de uma regata de embarcações tradicionais, efectuada justamente no Tejo, no passado dia 4 de Outubro. Segue-se o texto integral que faz parte do pps original, recebido num mail e que precisou ser convertido em vídeo, para se conseguir mostrar aqui no post. Se pretender saber mais sobre as origens e história desta regata queira clicar aqui.

(Como fundo musical temos “Canoas do Tejo”, cantado por Carlos do Carmo, com música de Carlos Coutinho e letra de Frederico de Brito. Conversão do pps em vídeo feita por Fernando, a quem agradecemos.)
M.A.

video


«A "Marinha do Tejo"continua viva e activa, promovendo as embarcações tradicionais da bacia do Tejo, construídas em madeira, catraios e canoas, fragatas e faluas, só para nomear alguns dos seus tipos.No domingo passado, 4 de Outubro, véspera de um feriado republicano, teve lugar a Real Regatta das Canoas, no percurso da Praia de Pedrouços ao Montijo, de acordo com o vetusto Regulamento de 1845, devidamente ajustado.
O Júri da Regatta foi presidido pelo Almirante Castanho Paes, conhecido entusiasta da vela e dos desportos náuticos.
Estes marinheiros que continuam a desafiar o rio desde montante da Ponte de Vila Franca de Xira, à Cala de Samora, ao Mar da Palha até ao mar oceano para além da Linha de Entre Torres, são os novos aventureiros do Século XXI que com as suas embarcações, no rigor da antiga e clássica construção naval em madeira, preservam a ancestral ligação das comunidades ribeirinhas ao estuário do Rio Tejo, as suas tradições e saberes do mar, são uma referência que nunca se poderá perder garantindo assim às gerações futuras as suas raízes culturais identificadoras das já referidas comunidades ribeirinhas e também do todo Nacional.»

1 comentário:

Quica disse...

Tenho o previlégio de ver algumas regatas no Tejo. Esta não foi possível, porque a vista da minha janela, não alcança.

É sempre um espectáculo maravilhoso.

Não tive acesso à música. De qualquer forma obrigada pela partilha.

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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