Como tudo começou

15/01/11

CENTRO DE INVESTIGAÇÃO DA FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD



Quando em 8 de Maio de 2004 morreu em Lisboa o empresário António Champalimaud, poucas pessoas, além dele próprio, saberiam que, no seu testamento, eram legados 500 milhões de euros destinados a uma Fundação que teria, como fim, a investigação em áreas da Ciência. A sua prioridade seria estimular descobertas que beneficiassem as pessoas e ainda patrocinar novos padrões de conhecimento relativamente ao cancro e neuro ciências. A implantação deste empreendimento em Portugal foi de uma enorme importância já que, espera-se, nele venham trabalhar cientistas de todo o mundo.

A Fundação está situada na zona de Pedrouços, em Lisboa, tem 60 000 m2 e é formada por três edifícios. A sua maior parte é ocupada por laboratórios e um hospital oncológico. Um dos edifícios será onde vão funcionar o auditório, a sala de exposições e um restaurante.
Faltam-me conhecimentos para vos falar, mais em pormenor, de todos estes campos mas, quem pretender dados mais completos poderá obtê-los clicando aqui e aqui.
Esta é, simplesmente, uma introdução ao vídeo que vos trago, como amostra de como é o conjunto de edifícios e jardins que compõem a dita Fundação.
video

Foi um projecto do Arquitecto Charles Correa, um indiano de origem goesa que, mesmo com 80 anos de idade, teve ainda o mérito e a capacidade para conceber algo que consideramos, realmente, muito bonito!
A zona onde está implantado este conjunto arquitectónico fica, para quem o não saiba, junto ao rio Tejo e, este arquitecto, não só não o esqueceu como teve mesmo a preocupação de tirar o melhor partido disso.

Em 5 de Outubro de 2010 foi assinalado o fim da construção dos edifícios desta Fundação e, no discurso que o arquitecto Charles Correa então proferiu, foi dito que o “complexo era destinado ao nível mais elevado da ciência e concebido para estar ao serviço das pessoas, onde a própria arquitectura funcionava como terapia”.

Estando previsto um atendimento diário de 300 doentes, nos 50 gabinetes médicos e nas 33 boxes para quimioterapia, pegamos nas palavras do arquitecto e fazemos votos para que sejam, mesmo, uma realidade para todos quantos venham a recorrer a estas instalações.
Que quem aqui entre como doente, possa, de novo, recuperar a sua saúde recebendo os melhores tratamentos que a ciência médica tenha para lhe proporcionar. Ao mesmo tempo que usufrua, igualmente, de um ambiente harmonioso, bonito, repousante, onde a vista sobre o rio Tejo será, também, uma mais valia.

(A foto que abre o post foi retirada da Net e mostra António Champalimaud)
M.A.

1 comentário:

Quica disse...

Os mais favorecidos em termos de fortuna deviam de seguir o exemplo deste homem. A vista panorâmica sobre o Tejo, foi muito bem conseguida pelo arquitecto, apesar da sua muita idade, não descurou a harmonia do conjunto.

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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