
Controversas algumas delas, talvez, mas aqui as deixamos ao critério dos leitores.
Quem as escreveu foi Mário Quintana, um poeta, tradutor e jornalista brasileiro, que nasceu em 30/07/1906 e faleceu em 05/05/1994. Para ficar a saber mais a seu respeito convidamos o leitor a clicar aqui.
DEFICIENTE é aquele que não consegue modificar a sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas, ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
LOUCO é o que não procura ser feliz com o que possui.
CEGO é aquele que não vê o seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para os seus míseros problemas e pequenas dores.
SURDO é aquele que não tem tempo de ouvir o desabafo de um amigo ou o apelo de um irmão, pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir os seus tostões no fim do mês. MUDO é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
PARALÍTICO é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam da sua ajuda. DIABÉTICO é quem não consegue ser doce.
ANÃO é quem não consegue deixar o amor crescer. E finalmente a pior de todas as deficiências é ser miserável, pois:
MISERÁVEIS são todos aqueles que não conseguem falar com Deus.
A Amizade é um amor que nunca morre.

E já agora, antes da nossa despedida vamos deixar, também, uma pequenina amostra da poesia de Mário Quintana.
É um soneto de que gostamos particularmente:
AH! OS RELÓGIOS
Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for das vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios…
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida – a verdadeira –
em que basta um momento de poesia
para dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque esta vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual , uma porção.
E os anjos entreolham-se espantados
quando alguém – ao voltar a si da vida –
acaso lhes indaga que horas são
(Do livro “A Cor do Invisível”) Esperamos tenham gostado. Até breve leitores. Fiquem bem. M.A.
1 comentário:
A poesia deste poeta vai ao encontro do que sinto, ignorar o relógio. É pena não o abolirmos de vez.
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