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13/11/11

Rendilheiras

Foto minha

Homenagem da Cidade de Vila do Conde às rendilheiras. O monumento foi inaugurado a 7 de Novembro de 1993 e é da autoria de Ilídio Fontes.

Cancão da Rendilheira: (tirada daqui)

Rendilheiras que teceis
As finas rendas à mão,
Eu dou-vos, se vós quereis,
P’ra almofada o coração.


Ó vem à janela
Que a noite está bela,
Vem ver o luar;
Linda rendilheira
Deixa a travesseira,
Vem-me ouvir cantar.

Freiras de Santa Clara,

Lindas monjas feiticeiras
Há restos da vossa graça

Na boca das rendilheiras.


Ó vem à janela
Que a noite está bela,
Vem ver o luar;
Linda rendilheira
Deixa a travesseira,
Vem-me ouvir cantar.

FC

30/07/11

ALTO DOURO VINHATEIRO


É com este título que temos o gosto de, apresentar, uma vez mais, um vídeo de superior qualidade, característica a que «@Portojo» já nos habituou. Os nossos agradecimentos, também, pela sua concordância em alguns ajustes, necessários à colocação deste vídeo no blog.













Posto isto, leitores, iniciem o passeio por tão bonita zona do nosso País. Acompanhando as fotos ides encontrar também um texto bastante elucidativo.
Uma destas imagens mostra-nos a paisagem que se desfruta a partir do Miradouro de S. Leonardo de Galafura. Peço-vos que façais aqui uma breve pausa pois, é justamente o local onde se encontram imortalizadas em azulejo umas rimas de Miguel Torga. Na impossibilidade física de, neste momento, o leitor lá poder estar, vamos aqui deixar-lhe o poema para que fique a conhecê-lo também. Quem sabe se lhe irá criar apetência para, um dia, o ir ler, no justo local que inspirou o poeta?




À proa de um navio de penedos
A navegar num doce mar de mosto,
Capitão no seu posto
De comando,
S. Leonardo vai sulcando
As ondas
Da eternidade
Sem pressa de chegar ao seu destino
Ancorado e feliz no cais humano,
É num antecipado desengano
Que ruma em direcção ao cais divino




Lá não terá socalcos
Nem vinhedos
Na menina dos olhos deslumbrados;
Doiros desaguados
Serão charcos de luz
Envelhecida;
Rasos, todos os montes
Deixarão prolongar os horizontes
Até onde se extinga a cor da vida.

Por isso, é devagar que se aproxima
Da bem-aventurança.
É lentamente que o rabelo avança
Debaixo dos seus pés de marinheiro.
E cada hora a mais que gasta no caminho
É um sorvo a mais de cheiro
A terra e a rosmaninho!


O casamento entre as magníficas paisagens desta zona de Portugal e a poesia do grande Miguel Torga pensamos que é perfeito. Já um dia falamos, neste blog, desta figura ímpar da nossa literatura. Se pretender recordar o que então dissemos não terá mais que clicar aqui. Até breve. M.A.






Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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