Como tudo começou

30/09/08

RENDA DE FRIOLEIRAS

(Clique para ampliar)

Em 13 de Junho passado apareceu neste blog um apontamento sobre renda de bilros e alguém veio falar, num comentário, na existência da renda de frioleiras, (também chamada renda de espiguilha) que é igualmente bonita e que já pouco se vê. Disse na altura, respondendo a esse tal comentário, que, como sabia fazê-la, poderia um dia abordar este assunto. Chegou pois a ocasião.

Gosto sempre de dar umas noções sobre a origem daquilo de que falo, mas, desta vez, com grande pena minha não consegui encontrar nada que me desse quaisquer elementos sobre onde e como teria aparecido a renda de frioleiras.

Ainda muito miúda, lembro-me de, em minha casa, haver um livro, já muito usado, escrito em francês, sobre esta renda. Foi a minha Mãe que me ensinou as bases, mas, depois, foi com este tal livro que continuei e me aperfeiçoei.

Digamos que o material necessário se resume a uma navette, (vêem-se numa das fotos) na qual se enrola a linha, e uma pequena agulha de crochet que pode também ser substituída por um simples alfinete. Há navettes que têm já na extremidade uma pequena barbela que substitui a tal agulha de crochet. Alguns trabalhos mais complicados, exigem mais do que uma navette. Podemos também variar a cor da linha e até incluir, por exemplo contas coloridas, como se vê na foto da roseta cor de rosa.

O ponto básico resume-se a uma argola, feita com um nó corredio onde se vão fazendo caseados seguidos uns aos outros, entremeados ou não, por pequenas laças a que chamamos picôts. Cada caseado tem dois movimentos de mãos, diferentes. Essas dezenas, centenas, ou milhares de argolas de tamanhos variados, unidas umas às outras através dos picôts, seguindo um desenho pré determinado, acabam por nos dar, como resultado final, algo que considero bastante bonito.

Deixo-vos fotos de dois trabalhos em frioleiras feitos pela autora do texto. Quem sabe se conseguirei entusiasmar alguma das leitoras a aprender igualmente esta renda e a vir mais tarde mostrar-nos o que fez. Gostaria que isso acontecesse.

Um dia destes, como complemento deste post, contarei um episódio humorístico relacionado com alguém que me viu a fazer esta renda.

Nota – A renda fininha que aparece com as navettes é igual àquela que ornamentou varias peças de vestuário dos meus filhos quando bebés e, também, de várias outras criancinhas filhas de amigas minhas. Posso dizer-vos que foram mesmo muitos, os metros de renda que fiz com tal fim.

M.A.

13 comentários:

Fatima disse...

Proponho desde já um workshop sobre frioleiras!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

A minha irmã era uma barra neste tipo de rendilhados.

Benó disse...

Adoro frioleiras e renda de bilros igualmente mas, não sei fazer nem uma nem outra.Um elemento da minha família que já não se encontra entre nós, fazia lindamente renda de bilros e por isso guardo, religiosamente, algumas peças.Tenho uma amiga que sabe fazer frioleiras,e até eu já tentei aprender mas,acabei por desistir.
Faço outras artes.
Gostei de visitá-la.
C.Quebrada diz-me alguma coisa, pois morei no Dafundo.
Um abraço

M.A. disse...

Para benó:
Penso ser a primeira vez que nos visita e, deste modo quero saudá-la com amizade.Esperamos que esta seja a primeira visita de muitas mais que venham a acontecer. A forma como se refere a quem fez as rendas de bilros, que diz guardar religiosamente e, também o facto de guardar recordações desta zona demonstram-nos que deve ser uma pessoa sensível.
Porque não tenta de novo as frioleiras? Pode ser que desta vez já não desista.
Volte sempre que queira e deixe-nos o seu comentário que será sempre lido, com interesse.
Bem haja!

francisca disse...

Fiz uma echarpe, mas em vez de navettes o material que utilizei foi um arame no formato de U e uma agulha de croché. Penso que a designação deste arrendado é também frioleira.

M.A. disse...

Para a Francisca, aqui fica o esclarecimento:

Essa renda que se faz com o arame em forma de U chama-se "Renda de Gancho". Também dá trabalhos engraçados. Um abraço e mande sempre!

Karla Reboredo disse...

Os trabalhos estão muito lindos, vê-se que uma mestre na arte .A minha sogra fazia frioleira, ainda experimentei uns pontinhos, mas não deu para aprender, já lá vai algum tempo.Haverá algum livro especifico, que ensine os passos, algum video? Onde se poderá comprar a navete?Solicito alguma informação.

Claudia Tão disse...

Gostaria de manter informaçoes sobre como conseguir as navetes e tambem as revistas de frivolite. Estou aprendendo a fazer com uma senhora aqui na minha cidade;Sete Lagoas MG

Anónimo disse...

A renda que mais gosto de fazer. Para mim é relaxante. Desde miúda que a executo e só tenho pena de poucas pessoas se interessarem por ela.Gostam muito, mas à primeira desistem.Felizmente a minha neta já a sabe fazer. Também uma amiga já se víciou nela.

Ana Rafael disse...

Boa tarde! Deparei, por acaso com estes posts, quando pesquisava no google : bilros/frileiras. Não conheço ninguem que as saiba fazer e gostava muito de aprender. Sabem aonde poderei obter informações nesse sentido? :-) Ana

M.A. disse...

Ana Rafael:
Respondendo à sua pergunta direi que estes trabalhos de mãos dependem apenas de muita paciência aliada a um pouco de habilidade. No entanto, hoje em dia , as pessoas procuram outro tipo de passatempos, daí o desuso em que as frioleiras ( e outras rendas) cairam. Procure nas casas de revistas do género que ainda encontra, especialmente vindas de Itália, algumas sobre renda de frioleira.Geralmente trazem imagens dos dois movimentos da navette. Se não conseguir contacte-nos pelo e-mail do Simecq-Cultura que aparece, na coluna da direita logo no início do blog. M.A.

Anónimo disse...

Anônima de Pira...


Aprendi a fazer frivolité, em 1951
não tenho as re
vistas. Onde encontrá-las em S.
Paulo.

Matutinha disse...

Lindo esse seu trabalho! Faço frivolité e fico encantada a cada peça que confecciono como também quando vejo trabalhos como esse do seu blog

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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