Como tudo começou

27/12/08

POEMA AOS AMIGOS


Não posso dar-te soluções
para todos os problemas da vida,
nem tenho resposta para as tuas dúvidas ou medos,
porém, posso ouvir-te e compartilhá-los contigo.

Não posso modificar
nem o teu passado nem o teu futuro
posso, quando precisares,
estar junto de ti.

Não posso evitar que tropeces.
Somente posso dar-te a minha mão, para te amparar antes de caíres.
Tuas alegrias, teus triunfos, teus êxitos, não são meus.
Mas alegro-me sinceramente se te vejo feliz.

Não julgo as decisões que tomes na vida,
limito-me a apoiar-te, a estimular-te,
e a ajudar-te,
se mo pedes.

Não posso definir-te limites
Dentro dos quais devas actuar
Mas sim, oferecer-te esse espaço
necessário, para cresceres.

Não posso evitar teu sofrimento
quando alguma dor parte teu coração.
Posso porém chorar contigo e recolher os pedaços
para o recompor de novo.

Não posso dizer-te quem és,
nem quem deverias ser.
Somente posso, amar-te como és
e ser teu amigo.

Por estes dias pensei nos meus amigos e amigas.
Não estavas nem acima, nem em abaixo da média.
Não abrias, nem fechavas a lista
Não eras o número um, nem o número final.

Dormir feliz, trocar vibrações de amor.
Saber que estamos próximos.
Melhorar as relações, .aproveitar as oportunidades.
Escutar o coração. Acreditar na vida.

E tampouco tenho a pretensão de
Ser o primeiro,
o segundo, ou o terceiro
da tua lista.
Basta que me aceites como amigo.

Obrigada por o seres.



Jorge Luís Borges Acevedo nasceu em Buenos Aires, em 24 de Agosto de 1899 e faleceu em Genebra, ( onde está sepultado), em 14 de Junho de 1986. Foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta, mundialmente conhecido pelos seus contos e histórias curtas.

Fala-se que o seu bisavô Francisco, seria um português, nascido em 1770, que teria vivido em Moncorvo e depois emigrado para a Argentina, onde casou e veio a morreu

A partir da década de 80, afectado por uma cegueira progressiva passou a dedicar-se mais à poesia.

Estas, são umas brevíssimas notas biográficas do autor do belo poema que apresentamos acima, numa tradução livre do espanhol. Melhor será lê-lo na língua original.

Possivelmente, um dia, aqui falaremos de J.L.Borges mais pormenorizadamente.

M.A.

5 comentários:

Fatima disse...

E que bem está definida a amizade, o amigo!

Si disse...

Agradeço as visitas ao meu blog e aproveito para deixar um comentário a este post:
É um belíssimo poema, retrato daquilo que a amizade pura deverá conter. Pena é que na sociedade em que vivemos seja quase impossível encontrar alguém que preencha estas qualidades. Eu disse quase...porque tenho a sorte de ter amigos assim!
Parabéns pela intenção deste blog e pelo trabalho desempenhado.

Laura disse...

Olá, Já naquela altura se falava de amizade e amor por todos, Tantos anos se passaram e nems ei onde o desencantaste!... Beijinhos e se quiseres perder tempo podes ler nos meus pps o que tem o titulo de Nunca o ocaso... dedicado aos amigos de perto e de longe...beijinho e Felizes Entradas que está quase..

M.A. disse...

Si:
Obrigada pela visita e pelo comentário deixado. Também acredito ter amigos que se enquadram nesta moldura do poema.
Volte sempre que queira.

Laura:
Prometo que irei procurar o tal pps certa de que não perderei o meu tempo. Obrigada pelas suas palavras. Felizes entradas também
para si.

francisca disse...

Quando tinha uns anos a menos achava que tinha muitos amigos, o tempo foi passando e fui amadorecendo, hoje tenho alguns e penso que são como o da poesia.
Gostei deste poema.

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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