Como tudo começou

22/06/09

MIA COUTO, UMA VEZ MAIS


Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. Àporta da modernidade precisamos de nos descalçar.

Eu contei Sete Sapatos Sujos que necessitamos de deixar na soleira da porta dos tempos novos.
Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e, sete é um número mágico:

- Primeiro Sapato - A ideia de que os culpados são sempre os outros.
- Segundo Sapato - A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho.
- Terceiro Sapato - O preconceito de que quem critica é um inimigo.
- Quarto Sapato - A ideia de que mudar as palavras muda a realidade.
- Quinto Sapato - A vergonha de ser pobre e o culto das aparências.
- Sexto Sapato - A passividade perante a injustiça.
- Sétimo Sapato - A ideia de que, para sermos modernos, temos de imitar os outros."

MIA COUTO, escritor moçambicano, também licenciado em Medicina e
Biologia, falando em 7 de Março, na abertura do ano lectivo do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique.

Nota – Não é a primeira vez que aqui se fala de Mia Couto. Para recordar, queira ir até ao post anterior queira clicando aqui.

M.A.

5 comentários:

pedro oliveira disse...

Sapatos qeu continuam a andar por aí muito sujos...
boa semana

Fragmentos Culturais disse...

É um dos meus escritores favoritos, não só pela genialidade da sua escrita, como pela sensatez de seus juízos!

Conhecia o excerto, mas reli-o com muita atenção!
Como era preciso ver tanta gente a 'acordar'...
:(

Sensibilizada pelo olhar atento a 'fragmentos'!

Boa semana!

Malay disse...

Os sapatos às vezes são difíceis de descalçar. Mas, é tão bom, quando corremos descalços na areia, mundo fora... sem medos, sem hesitações, e, sobretudo, sem recearmos picar os nossos pés...

M.A. disse...

Pedro Oliveira:
Achei graça ao seu comentário. Mesmo dentro de um certo humor consegue-se dizer algo muito acertado.Eu gosto disso. Obrigada pela visita.
Fragmentos culturais:
Pelo menos já somos duas a gostar tanto de Mia Couto! Penso que não terá deixado de corresponder à chamada que eu fazia no post para ir recordar um outro, anterior, em que se falou do livro MAR ME QUER. Concordo consigo quando fala na sensatez dos seus juizos, mas destaco também a linguagem clara e simples com que ele se exprime nos livros que escreve. Volte sempre que queira.
Malay:
Cada vez se torna mais difícil esse prazer de correr, descalço, mundo fora sem picar, como diz, os pés. Que nunca se perca em si esse gosto e que pise sempre areia lisa e fina.
Obrigada por mais esta visita.

Quica disse...

Também gosto dos livros deste escritor.
Por falar em sapatos, detesto sonhar com eles. Vem sempre um azar a seguir.

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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