Como tudo começou

18/07/09

SINFONIA INCOMPLETA



Hoje, venho falar de um episódio que fez parte de um filme que vi há muitos anos, relacionado com uma das composições do célebre músico austríaco Franz Schubert (31/1/1797-19/11/1828). Quero desde já informar que fiz alguma pesquisa, no sentido de testar a veracidade do que irei contar e nada encontrei que o confirmasse. Fica portanto apenas como uma história romântica, tenha sido ela real ou não.

O filme era uma biografia de Schubert e, se a memória me não atraiçoa chamava-se “Sinfonia Incompleta”, justamente a obra que me levou, hoje, a escrever este apontamento.
Não há uma explicação consensual para o facto de Schubert ter feito, em 1822, apenas os dois primeiros movimentos desta 8ª Sinfonia , em Si Menor, mais um pequeno fragmento do Scherzo e depois se ficar por aqui. Diz-se que o resto da Sinfonia se perdeu… que ele acabou por a considerar pronta apenas com os dois andamentos… mas, tudo isto, são meras hipóteses.

A verdade é que Schubert era um indivíduo introvertido, cuja vida foi bastante problemática, sempre com pouco dinheiro, doente e que acabou por morrer bastante cedo.
Diz-se também que a parte mais feliz da sua existência terá sido a passada, em casa do conde Esterházy, onde esteve, por duas vezes, como professor de música das filhas deste. Schubert ter-se-á então perdido de amores por uma delas, Caroline, não sendo todavia correspondido.
Mas, voltemos ao filme:
_Há um serão onde Franz Schubert está a apresentar no piano esta sua Sinfonia e, quase ao acabar o 2º andamento, Carolina solta uma risada por algo que lhe é dito ao ouvido por alguém que, a seu lado, a corteja. A música interrompe-se e o pianista apercebe-se da cena amorosa. Fica perturbado mas, pouco depois, retoma a execução e… nova gargalhada se faz ouvir.
Magoado, quer pelo desgosto de amor, quer pelo pouco respeito que é dado à sua música, levantou-se e, arrancando e rasgando as folhas do resto da partitura disse: _«Assim como o meu amor não morre, também esta Sinfonia não acabará».
Como disse, no princípio, historicamente, nada encontrei que garanta ser o episódio verídico.

Penso que quem me lê já ouviu falar e também ouviu, pelo menos duas das obras mais conhecidas de Schubert. A sua Serenata e a sua Avè-Maria.
Mas eu, hoje, não vos deixarei sem vos dar a conhecer uma outra, da qual também gosto muito e ouço frequentemente e que, só por si, me faria estar eternamente grata a Schubert por a ter composto. Cliquem aqui e terão 13 minutos de música maravilhosa. É o «Notturno 897».
Fiquem bem.M.A

4 comentários:

Clotilde disse...

Um delicia.

Clotilde

Quica disse...

Muito belo!

Fernando disse...

Ah! tonta Carolina que devias ter ouvidos de ferro...Que não sentisses Amor, compreende-se, mas desrespeitar o Compositor de Avé-Maria e da Serenata, é mesmo de loira (que me desculpem as Loiras cultas e inteligentes...que as há e a uma delas-FC-aqui fica meu agradecimeento).

marina disse...

A música exige uma sensibilidade que a poucos é permitida. O que fazer se poucos a possuem ? Lamentamos, talvez seja o grande mal da humanidade. Não saber ouvir. Querido bloguista,ficamos na incerteza da veracidade do fato, mas acreditamos, por conhecer os homens, que a situação tenha ocorrido. Em nada me surpreenderia. Fraternos abraços do Brasil para todos. marina

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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