Como tudo começou

25/11/09

ASSADORES DE CASTANHAS

Quando o Outono entra há uma figura típica que logo se vai encontrando pela ruas: _Os homens ou mulheres assando castanhas.
O fumo torna o ar acinzentado, o cheirinho das castanhas espalha-se em redor e, logo o apetite de quem passa obriga à compra de umas tantas que são entregues num cartucho de bico, feito com a folha de uma qualquer lista telefónica usada. Ao descascá-las os dedos ficam enfarruscados, mas isso que importa se, afinal, nos sabem tão bem aquelas castanhas ali assadas e comidas ainda quentinhas!

A carripana que os acompanha foi variando ao longo dos anos, mais sofisticada hoje, talvez… Estou por exemplo a lembrar-me de uma que conheço, toda pintadinha de encarnado. com o formato de uma locomotiva daqueles comboios do antigamente, onde nem sequer falta a chaminé.
Habitualmente, são apenas formadas por uma caixa, talvez de lata, revestida de um isolante qualquer onde estão colocadas as brasas. Têm um circulo recortado no topo onde, por sua vez, vai encaixar um recipiente de zinco ou de barro onde as castanhas são sacudidas, enquanto o calor as vai assando. Toda esta traquitana se desloca sobre duas rodas de bicicleta.

Mas, em Paris, curiosamente, quantos bidons de combustível eu vi, pousados nos passeios, empiricamente transformados em fogareiros, com as castanhas estalando sobre o tampo superior que apenas se encontrava perfurado! Uma abertura feita junto à base servia para meter o carvão e…pronto, lá estava o negócio a funcionar em plena via pública!

video


Mas. esta pequena conversa tem um fim, apenas pedir a vossa atenção para o vídeo que hoje vos trouxe.
Ary dos Santos faz-nos, tão bem como só ele sabia fazer, "um retrato" desta figura tão típica: «O Homem das Castanhas.»
Carlos do Carmo emprestou a voz a este poema e à música de Paulo de Carvalho.
Manuel Ferraz fez um pps e, finalmente, Fernando, com a amável concordância do autor converteu o dito pps em vídeo para permitir que fosse possível postá-lo aqui no blog.
Acredito que todos gostarão de ouvir este fado canção e ver as fotografias que são também muito bonitas.
M.A.

4 comentários:

mjf disse...

Olá!
Am,bos liiindos:=)
Obrigada

Beijocas

Clotilde Moreira disse...

Parabéns.`São momentos muito agradáveis.
Clotilde

Quica disse...

Parabéns pelo belo trabalho do Fernando e a descrição da Amélia.

Este tema vem a propósito, quando esta semana passava no Chiado, estava um assador de castanhas, não pude resistir e comprei uma dúzia. Em vez de papel de jornal, eram dois sacos pardos colados ao meio, um com as 12 castanhas o outro para deitar as cascas.

elvira carvalho disse...

Muito bom o texto. Quando eu era menina meu pai, fazia um buraco na terra em frente ao barracão em que vivíamos, enchia-o de caruma, espalhava brasas por cima e aí assava as castanhas que a minha avó ou os tios mandavam do norte.
Um abraço

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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