Como tudo começou

16/03/10

MIRANDA DO DOURO (2ª PARTE)

Este é o nosso segundo encontro para um passeio nocturno pelas ruas de Miranda do Douro. A primeira parte já foi mostrada aqui no blog em 06/12/09 e, se a quiser rever apenas terá que clicar aqui. A beleza das imagens captadas pelo nosso amigo Fausto Andrade e o som que as acompanha dispensa, de novo, qualquer comentário.
Na eventualidade de, no vídeo, haver alguma dificuldade na leitura dos textos que correspondem aos slides 2 e 12 resolvemos transcrevê-los neste apontamento.
Podem, também, fazer a paragem do vídeo durante o tempo preciso para a leitura dos referidos textos.

video


ANTIGO PAÇO EPISCOPAL –séc. XVII - (Slide 2)
Os primeiros bispos de Miranda tiveram de habitar no Castelo. Só em 1601 se inicia a construção do Paço Episcopal e do Seminário. Quando ficou pronto, mais de um século depois, a sua opulência não era inferior à da Sé, cujo estilo, renascentista, imitou. O Paço desenvolvia-se em torno de um pátio central, cingido por um claustro em arcada rebaixada, sobre colunas monolíticas. E, embora muito abalado por incêndios sucessivos, durante os sécs. XVII e XVIII, foi a transferência definitiva da sede da Diocese para Bragança, em 1780, que o fez entrar em ruína acelerada. A sombra da sua monumentalidade projecta-se ainda hoje no claustro e no pórtico do Seminário. Mas, não obstante o estado de ruína, o seu poder simbólico mantém-se porque os bispos continuaram sempre a gravar o seu nome no respectivo memorial, à entrada do pórtico renascentista do primeiro Paço Episcopal da Diocese.

Antiga Sé –sécs. XVI e XVIII - (Slide 12)
Até meados do séc. XVI, a dimensão da Arquidiocese de Braga não permitia ao pastor apostólico visitar regularmente o seu rebanho transmontano, muito afastado. Por isso, o Papa Paulo III, a pedido de D. João III, fundou em 1545 a nova diocese de Miranda. A Igreja de Santa Maria, dos finais do séc. XIII, dava assim lugar (e a pedra) à nova Sé, cujo projecto foi elaborado pelos arquitectos Gonçalo de Torralvae Miguel Arruda, muito bem aconselhados pelo próprio Rei, que, como monarca do Renascimento, era um apaixonado pela arquitectura. A primeira pedra foi colocada no dia 24 de Maio de 1552, mas o lajeado do pátio só ficou pronto em 1620, ou 1621. A capela-mor é de meados do séc. XVIII. Templo majestoso, de três naves e transepto, foi a Sé que trouxe o Renascimento para Miranda, muito embora as abóbadas de cruzaria sejam ainda subsidiárias do gótico medieval. O retábulo de S. Bento, (séc. XVI), o do altar-mor, um dos mais imponentes conjuntos esculturais maneiristas do séc. XVII, da escola de Gregório Hernandez, de Valladolid, e o Menino Jesus da Cartolinha(séc. XVIII) fazem parte do recheio da catedral. Mas, numa cidade exígua, ainda tão esmagada pela cerca medieval, a antiga Sé aparece-nos, de repente, como uma escultura imponente, cujos efeitos de surpresa e espectacularidade são os elementos essenciais.

Nota: Uma vez mais sentimo-nos muito felizes pela oportunidade de mostrar um trabalho com a qualidade a que este amigo F. Andrade já nos habituou.
M.A.

1 comentário:

Quica disse...

Na verdade é de admirar as belas fotografias que esse senhor nos presenteia. Tem olho de artista.

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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