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03/03/12

ISABEL ALLENDE – JORNALISTA? ESCRITORA? ACTIVISTA? ACIMA DE TUDO MULHER


Hoje, trazemos a este blog a figura da chilena Isabel Allende através de uma palestra sua e também de uma entrevista que deu a um português.

A palestra foi proferida em Monterey, na Califórnia em fins de 2006, princípios de 2007 mas, penso que ainda nos dias de hoje tem bastante actualidade. Clicando aqui, pode o leitor ou leitora ter acesso ao vídeo e estou certa de que irá gostar do que esta mulher diz e, sobretudo, da forma despretensiosa como o diz.
O segundo vídeo, diz respeito a uma entrevista feita por Manuel Luís Goucha, em Madrid, julgo que em Novembro de 2011, para o programa da TVI “Controversos”. Como de costume, para o visualizar, os leitores apenas terão que clicar aqui.

Num e noutro vídeo são abordados diversos temas importantes , nomeadamente alguns daqueles mais relacionados com a vida das mulheres, espalhadas pelas cinco partes do mundo. Também o problema da droga não foi esquecido.    Vieram à conversa assuntos políticos e pessoais, uns mais sérios, outros mais ligeiros; foram feitas perguntas e mais perguntas…umas de carácter literário, algumas de carácter familiar e, a tudo Isabel foi respondendo com aquela franqueza que lhe é tão característica e, sem esquecer nunca de acentuar, aqui e além a importância que, para si tem, no dia a dia a inclusão do amor, que ela classifica, com certa graça, como sendo “a textura da vida”. Aliás é dela  esta frase bastante divulgada: _«O coração é o que nos motiva e determina o nosso destino.»

No final, o entrevistador oferece, à sua convidada uns bonitos brincos, do Minho, trabalhados na nossa tradicional filigrana. Foi notória a satisfação com que Isabel lhes pegou e, imediatamente, os colocou nas suas orelhas. Ao mesmo tempo, retirava do pescoço um colar que trazia, com o intuito, disse, de realçar mais ainda a beleza daqueles brincos que acabava de receber. Este, foi um gesto de grande sensibilidade e caracteristicas nitidamente femininas, com que Isabel Allende decidiu agradecer o presente de M.L.Goucha.
Até breve leitores, com um qualquer outro tema.
M.A.

19/04/11

SEM DÚVIDA AS MULHERES SÃO FORTES


Mulher

Tu

Que tens a força dos rios

A imensidão dos mares

Que te debruças

Nas varandas ondulantes

Da tua esperança.

Faz com que os teus dias

Sejam marés de mudança!

(Vóny Ferreira)


Este curto poema serve de apresentação ao vídeo de hoje. Belíssimas fotos obtidas nas cinco partes do Mundo, em que o tema é justamente a mulher, mostram-na presente em diversas circunstâncias de vida e fazem-nos acreditar que ela é, sem dúvida alguma, um ser bastante forte.



Espero que seja do vosso agrado.M.A.

27/12/10

UMA JOVEM CHAMADA AISHA



Aisha é uma rapariga nascida no Afeganistão.
Seu pai, para apaziguar uma zanga que tinha com uma outra família, resolveu prometê-la em casamento, aos oito anos de idade, a um noivo pertencente a essa outra família. Assim, segundo os costumes, aos 16 anos ela foi entregue à família do noivo, que, ao que parece, nunca veio a conhecer.
A forma como a nova família (?) a tratou foi de tal forma brutal e desumana que, ao fim de dois anos, ela resolveu fugir para Kandahar. No entanto, uma vez apanhada pelas autoridades talibãs, como castigo pela “vergonha” que a sua fuga trouxera à família do noivo foi condenada a sofrer o corte do nariz e das orelhas.
Isto chegou ao conhecimento da revista Time que publicou, numa sua capa, a fotografia de Aisha com o rosto assim mutilado. Nos Estados Unidos, surgiram algumas críticas que achavam que o intuito daquela foto (pela legenda que a acompanhava) era apenas justificar a necessidade da presença dos militares americanos no Afeganistão.
Para nós é irrelevante averiguar a verdadeira intenção da Time na publicação da foto… Mais importante foi, isso sim, uma Fundação que luta pelos direitos das mulheres afegãs ter tido conhecimento do caso e, graças à sua actuação, ter actuado e possibilitado a Aisha ver o seu rosto de novo reconstruído.
A segunda foto mostra-nos a jovem já com um semblante sorridente, mas acreditamos que, dificilmente, ela se encontre, também, emocionalmente, refeita das atribulações por que passou.
Digamos que, neste momento, podemos considerar este episódio como uma triste história que acabou por vir a ter um final feliz!
Porém, quantas mais Aishas, por aquelas paragens, ainda sofrerão barbaridades deste género?

Nota – Relembremos, também, o caso de Sakineh Mohammadi-Ashtiani que, no Irão, está condenada à morte por lapidação acusada de… depois de viúva, ter tido relações com um homem!
Dias atrás, um dos nossos canais de televisão mostrou também, no Sudão, uma brutal cena de espancamento público a uma mulher, que desesperadamente gritava e tentava fugir às chicotadas aplicadas por dois homens. Outros assistiam, impávidos, sem intervirem. Um triste espectáculo em todo o sentido, sem dúvida! Como é possível isto acontecer, ainda, no Sec XXI?!!!!
Parece que a “razão” invocada para aquela tão brutal agressão era, imagine-se, o facto de ela ter usado calças...
São casos como os aqui referidos que nos levam a gritar bem, alto a nossa indignação e revolta e a afirmar que, por aquelas paragens, ainda há muito, mas muito, a fazer em defesa da dignidade e liberdade das mulheres.
(Fotos retiradas da imprensa escrita)
M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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