Como tudo começou

25/08/08

SABE O QUE É O "PRINCIPADO DA PONTINHA"?



Talvez não. Eu também não sabia, até há dias ter ouvido falar dele na televisão. Fiquei curiosa, fui em busca de mais elementos e a Wikipédia deu-me estes primeiros:
“O Forte de São José, também conhecido como Forte do Ilhéu, Forte da Pontinha ou Bateria da Pontinha, localiza-se na cidade e Concelho do Funchal, na ilha da Madeira, Região Autónoma da Madeira.


O forte ergue-se numa extremidade do porto, sobre a formação rochosa conhecida como ilhéu de São José. É acedido por escadas a partir do molhe, pela estrada da Pontinha. A edificação era pouco valorizada enquanto património histórico, arquitectónico e cultural da Madeira e de Portugal, até recentemente, quando foi adquirido por um particular que vem buscando revitalizá-lo, sustentando ser este o local da primeira fortificação madeirense, à época do seu descobrimento.”
Mas as coisas não ficam só por aqui, nem são tão simples quanto isto. Procurei mais e, soube então, que o Estado vendeu este ilhéu, em hasta pública, em, 1903, a uma família de apelido Blandy. Esta venda está documentada por Carta Régia, cujo original selado e assinado pelo rei D.Carlos, dizem estar guardado no Arquivo Nacional de Londres. Foram sendo dadas algumas utilizações a este espaço até que em 2000 um professor de nome Renato Barros, comprou este ilhéu por 9.000 contos e tem lutado, desde então, para que o mesmo venha a ser reconhecido como “Principado da Pontinha”.
Estamos a falar de uma área de 178 m2 que fica a cerca de 70 metros da cidade do Funchal, onde existe o velho Forte e pouco mais. O Sr. Barros argumenta que o ilhéu tem todas as condições para ser Estado, porque tem povo e porque tem lei: «Tem a sua própria constituição, respeita fundamentalmente as Nações Unidas, e tem a minha família, que é constituída por quatro pessoas e portanto já é povo, já é plural»
O assunto , como vêem, tem bastante de insólito e não deixa de ser interessante. Vamos todos ficar atentos aos próximos acontecimentos…
(Elementos colhidos na Net)
M.A.

4 comentários:

Fatima disse...

Falta a independênsia para as Berlengas.... que aliás já teve um rei.....!
Eu vi no filme.....

Anónimo disse...

Foi neste ilhéu, em 1419, que os descobridores portugueses, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira se refugiaram, antes de entrarem na ilha, sendo por conseguinte a primeira residência oficialmente conhecida e das mais antigas fortalezas ainda existentes graças á preocupação dos seus proprietários.
No ilhéu estão ainda talhados os degraus na rocha, e o triângulo onde os navegadores prenderam os seus barcos. Este triângulo está a ser alvo de estudos, pois a sua forma não é adequada para atracar um barco ou caravela. Os três vértices apontam para algo que nos desperta a curiosidade será a Rota de Colombo será a Chancela do primeiro tratado mundialmente estabelecido entre países o tratado de Tordesilhas será o modo a indicar o caminho marítimo para a índia?
Os vértices apontam para as Sagres de onde partiram os navegadores corajosos, Antilhas, e África, ou terá outra significação?
Sendo o Funchal a primeira cidade do Atlântico este Ilhéu foi o primeiro Porto do Atlântico e o mais Ocidental da Europa, com papel relevante na expansão marítima Europeia. foi uma plataforma de entrada e de saída de tudo o que se exportava e importava como a exportação do açúcar Séc. XV, ”ouro branco da Madeira”, e mais tarde do vinho Séc. XVIII..
Como antigamente era obrigatória a quarentena das pessoas que visitavam esta ilha, existem lendas que os grandes descobridores ficavam também alojados neste forte devido à segurança que aqui poderiam usufruir. Entre estes contam-se Cristóvão Colombo e o Capitão Cook. E muitos mais... piratas militares artistas, políticos etc.
Até 1776 este ilhéu era conhecido nos mapas oficiais por Ilhéu Diogo (nome do filho do Cristóvão Colombo)contudo a partir dessa data através de provisão régia foi ligado fisicamente à ilha da Madeira, sendo esta concluída no reinado de D. José, de onde provem o nome dado posteriormente ao ilhéu - Forte São José.
Entre 1801 e 1807, aquando da ocupação das tropas inglesas, o Forte serviu de quartel general aos invasores e posteriormente de cadeia.
Em 1888 o governo decide prolongar o Porto do Funchal passando o Forte de S. José a ser desprezado pelos madeirenses.
Em 1903 o governo põe o Forte S. José à venda em hasta pública, para que com a sua venda, concluir e recuperar o outro Forte.
Nos últimos anos este forte teve diversas utilizações, desde depósito de carvão, combustíveis, mercadorias etc. Foi considerado como um dos mais importantes da Europa e do Novo Mundo em 1921.
Em 1966, foi colocado o maior reclame rotativo e luminoso da Europa na época.
Em Outubro de 2000 o Forte de S. José é adquirido por madeirenses, que pretendiam restituir toda a dignidade que o imóvel merecia dado o contributo que concedeu ao mundo globalizado.
De forma a recuperar o antigo forte estão a fazer-se intervenções arqueológicas, sendo já visitáveis 4 habitáculos interiores, a chaminé natural e 2 celas prisionais.
Este espaço, localizado na Europa, já foi alvo de estudos comunitários e para tal, Portugal recebeu verbas, no entanto, nunca os detentores puderam receber qualquer verba por a mesma ainda não pertencer á União Europeia.
Www.fortesaojose.com
Venha visitar o Principado do Ilhéu da Pontinha !


TESOUROS DOS ERROS

Comemorou 500 anos a cidade mais próxima do Principado do Ilhéu da Pontinha estes dias com grandes eventos que muitos nos honrou.
Achamos contudo que alguns historiadores portugueses esqueceram-se de alguns pormenores, até podem ser deliberados, nomeadamente sobre o inicio desta cidade pois o Funchal antes de ser cidade foi um porto e esse porto pode ter sido em qualquer parte da orla da então cidade que foi dada o nome de Funchal.
Talvez quando esta cidade comemorar os seus 1000 anos nos próximos 500 anos seja referido onde foi esse porto!
Também os historiadores esqueceram-se de referenciar alguns rochedos á frente da baía dessa cidade.
Como sabem as Desertas e as Selvagens foram compradas por Portugal pois o então fascista Marcelo Caetano depois da conferencia de 1958 Montevideo "viu" o problema da soberania nacional sem as referidas ilhas.
Relativamente á baia do Funchal existem 2 ilhéus.
Um foi vendido e foi anunciado pelo Rei em 1903 no Diário do Governo de Portugal.
Não publicou num jornal da Rússia, da Argentina ou de outro país para que algum amigo do poder o adquirisse e depois viessem a dizer que lessem os jornais como sabemos que fazem em Portugal e dão o aspecto da maior transparência oculta. E foi publicado a 25 de Agosto de 1903.
Outro ilhéu foi fortaleza e em 1996 o Governo português cedeu para que no mesmo fossem desenvolvidas actividades culturais e de apoio ao património.
Assim a 17 de Junho de 1996 foi elaborado um contrato com um particular para esse efeito, durante 10 anos e com ajudas da União Europeia o referido empresário recebeu verbas comunitárias. Óbvio que o referido monumento era classificado e cujo parecer foi um parecer fantasma ou seja nunca existiu
Ainda sobre o mesmo ilhéu 3 dias depois de ter terminado a respectiva concessão de 17 Junho 1997, ou seja a 20 de Junho de 2007 o madeirense mais esperto da Madeira conseguiu as chaves do referido forte não se soube como e com apoios e a conivência da União Europeia e lógico de todos os portugueses mandou realizar umas obras que estão à vista.
Como refere o Elucidário madeirense o Forte São José foi destruído para com as referidas pedras construir o Forte Nossa Senhora da Conceição que os portugueses passaram a chamar de molhe mas não se sabe de que é esse molhe. E pretendiam os donos do mundo agora depois de satisfeitos impedir o normal funcionamento do forte que venderam.
Para espanto de muitos tiveram a ousadia de colocar fotos antigas do referido forte sem a monstruosidade actual do molhe de alguma coisa nas publicações oficiais da referida cidade. E no livro apresentado no que deveria ter havido o maior respeito pela cidade e pelos seus habitantes no Palácio São Lourenço.
Um outro ilhéu que quase passava despercebido é o ilhéu do Amor em frente ao hotel Savoy, não fosse as gravuras antigas onde se pode observar esse ilhéu.
Hoje com a conivência das autoridades portuguesas é pertença publica de um dos mais espertos madeirenses e bem sucedido e até colocou lá um farol, quando a respectiva ilha à luz do Direito Internacional Publico é de todos os portugueses pois está a mais de 70 metros da costa portuguesa
Poderia-se falar de mais fortes portugueses e da história dos 500 anos mas seria longa apenas lembremo-nos de outros dois com o mesmo nome e com actividades no mês de Agosto
O dia 1 de Agosto de 1960 foi o mês que o forte de São João Baptista de Ajudá foi ocupado no Benin e que Salazar mandou os soldados portugueses pegarem lume e fugir para Portugal, e que depois a Assembleia da Republica em 1986 através de um antigo Secretario dos Negócios Estrangeiros (um sujeito chamado José Manuel Durão Barroso ainda vivo e que curiosamente a agenda de trabalhos no respectivo parlamento foi a de entregar á União Europeia o registo territorial para poder ser aceite na referida União) propôs que através da respectiva Assembleia se DESSE vem da palavra DAR este território que era português aos respectivos ocupantes (está nas actas da Assembleia da Republica, no ano de 1986 ) e o outro forte com o mesmo nome forte de São João Baptista, localizado na Vila de Porto Moniz que a Câmara Municipal local adquiriu por 85.000 contos em 1998 e que hoje tem a transformação que todos sabemos e que também foi subsidiada pela União Europeia e depois de concluído o aquário teve um "reforço" das autoridades portuguesas de 200 mil euros.
Nos próximos 500 anos o povo vai contar mais histórias

M.A. disse...

A este Anónimo agradecemos toda a importante informação que nos trouxe, não só sobre este ilheu da Pontinha, como de outros mais que também referiu. Aínda bem que trouxemos este tema ao blog. Entre este "transmitir" e "receber" penso que todos nós saímos beneficiados. Bem haja pois. Volte sempre que queira.

Renato Barros disse...

Os portugueses sabem que vednerem o forte mas nao ficou esquecido, o que houve ate o ano 2000 foi o que se chama em trermos de diplomacia Relaçoes de boa vizinhança. Quando os politicos aperceberam-se que os actuais donos já não eram ingleses mas sim um português, tentaram iniciar a matança em cima de um português, fazendo chantagem e ameaçando-me de morte, atenção isto passa-se depois do 25 de Abril e na Madeira
Sempre disponivel
Aenciosamente

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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