Como tudo começou

31/10/08

CANECAS ANTROPOMÓRFICAS


É cada vez mais amplo e frequente o reconhecimento das muitas e variadas importâncias do coleccionismo como actividade lúdica, forma de investimento, agente de conhecimentos e factor de criatividade e disciplina.

Há contudo, outra vertente pouco realçada, talvez porque menos óbvia: as saudáveis cumplicidades e o crescente entrosar das relações familiares e de amizade que gera a infinda construção de uma colecção. Amiúde, torna-se motivo de interesse e orgulho de familiares, amigos e conhecidos.

Um dos exemplos mais flagrantes, é o de Maria de Fátima e Augusto de Campos. Quiçá porque já perfilhavam o gosto pelo coleccionismo e por testemunhos do passado, hoje, quando se referem a qualquer das suas originais e até valiosas colecções, se um é entusiasta o outro “abusa” e vice-versa.


“Foi por volta de 1970 que começamos esta colecção e de início não era mais que a vontade e o gosto de ter uma peça invulgar da tradição ceramista portuguesa, que sempre nos entusiasmou muito”, recorda o casal. Basta dizer que já coleccionavam faianças de Coimbra.

“Numa Feira de S. Mateus, em Viseu, deparamos com uma destas canecas, que nos agradou imenso. Era de um oleiro de Barcelos, como de resto são quase todas. Mais adiante encontramos outra que parecia ‘ piscar-nos o olho’. Bom, anos passados, temos cerca de 70 ‘esculturas’, embora se torne cada vez mais difícil enriquecer a colecção porque, como agora ninguém as fabrica, além de serem vendidas a preços elevadíssimos, é raro descobrirmos uma peça que ainda não temos.”

Excerto e fotos de um artigo, não assinado, da revista do Club do Coleccionador.

M.A.

1 comentário:

Jorge Luiz disse...

Cara tenho uma dessas... vale quanto????
madrugadobrasil@hotmail.com

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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