Como tudo começou

03/11/08

PERDIGUEIRO, O NOSSO CÃO DE PARAR


São muitas as hipóteses até hoje aventadas para explicar a ascendência do cão enquanto animal doméstico, fiel amigo do homem, mas nenhuma é realmente satisfatória. É possível que a domesticação do (ou dos) animal selvagem que deu origem ao cão se tenha iniciado nos primórdios da Idade da Pedra, há cerca de 50 mil anos.

Porém, com o decorrer dos tempos, esse, (ou esses) mamífero primordial passou por um continuado processo de adaptação e selecção natural que, além da intervenção determinante do homem, foram condicionadas pelas diversidades climáticas, de solos e de fontes de alimentação.

Por isso, também ainda não se conseguiu estabelecer uma classificação consensual das raças de cães actualmente existentes – estão referenciadas mais de três centenas em todo o mundo – pelo que a mais aceite se baseia nos tipos de utilização dos diferentes exemplares desta espécie: cães de guarda e utilidade, de caça, de luxo, por exemplo.

Na extensa lista de raças e variedades elaborada pela Fedération Cynologique International e reconhecida pelo Club Português de Canicultura, entre os cães de parar, ou seja, aqueles que têm a faculdade de se imobilizar na presença da presa – caça – detectando-a à distância pelo olfacto e mostrando-a ao caçador, sobressai o perdigueiro português.

De facto, este valioso elemento do património genético e sócio cultural do País, distingue-se não só por ser “um cão de caça suportado por uma morfologia correcta e equilibrado no carácter e função”, mas também por se tratar de “ uma raça definida e básica […] que se assume como única representante do velho perdigueiro peninsular”, tal como sublinha Jorge Rodrigues na sua obra sobre o Perdigueiro Português, o cão de parar, das Edições Inapa.

Excerto e fotos de um artigo, não assinado, publicado na revista do Club do Coleccionador.

M.A.

2 comentários:

EmmaTheias disse...

Uma das raças minha favorita!
Se pudesse teria um perdigueiro, amigo, fiel, atento, meigo, etc... num mundo de qualidades!!!

f@ disse...

Olá e obrigada pela viagem às nuvens...
adoro cães e gatos como tu as nuvens
beijinhos

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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