Como tudo começou

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16/12/10

A GRUTA DO NATAL


Leitores:
Vamos hoje de novo até à Ilha Terceira, nos Açores.
Se bem se lembram, há algum tempo, trouxemos-lhes um post sobre o Algar do Carvão (clique aqui se o quiser recordar) e, a visita de hoje, será a um lugar um pouco semelhante e até próximo do anterior. É, igualmente, uma gruta, também de origem vulcânica, situada no interior da Ilha Terceira, dentro da Reserva Natural da Serra de Stª. Bárbara e Mosteiros Negros que começou por ser conhecida como a Galeria Negra ou Gruta do Cavalo. O primeiro nome talvez tenha vindo do facto de ela se situar, em grande parte sob a chamada Lagoa do Negro e, o segundo nome por dentro desta gruta ter sido encontrado o esqueleto de um cavalo que ali terá caído.
Uma vez mais foi a Associação de Espeleologia “Os Montanheiros” que esteve ligada à exploração e divulgação desta gruta mas, para ver todos os dados referentes a ela, nada melhor que o leitor clicar aqui e também aqui.


Uma familiar nossa, de uma visita que fez a este local trouxe fotografias, das quais, escolhemos três, para vos dar uma ideia daquilo de que estamos a falar
A nossa intenção neste curto apontamento será apenas explicar-lhes porque razão é que a dita gruta passou a designar-se Gruta do Natal:
Em 25 de Dezembro de 1969, dia em que ela foi pela primeira vez aberta ao público, teve ali lugar uma Missa de Natal celebrada por D. José Alvernaz, Patriarca da Índias. Desde então, passou a ser tradição celebrarem-se as festividades natalícias naquela Gruta, passando o povo a associá-la a este culto e, por conseguinte, a designá-la por Gruta do Natal.
Por curiosidade, saibam também os leitores que já ali se efectuou, pelo menos, um baptizado.
Acreditamos que estas cerimónias religiosas possam revestir-se de um cunho muito especial vividas num ambiente como este, no subsolo, neste cenário que acreditamos tenha sido mantido na sua rudeza natural como nos parece desejável.
Portanto, leitores, se decidirem assistir a uma missa de Natal diferente porque não irem até à Gruta do Natal nos Açores?
(As fotos que mostramos foram-nos cedidas pela Zé, a quem agradecemos)
M.A.

18/04/10

CABO DA ROCA

No minha visita do passado dia 14/02, mesmo com o frio que se fazia sentir, os turistas não paravam de chegar a este magnífico local.
Era vê-los, especialmente os ocidentais, sair das camionetas a correr em direcção ao marco, para tirar a foto da praxe...

O mar estava calmo, apenas a brisa persistente e gélida perturbava o silêncio desta tarde.



Luís Vaz de Camões descreveu-o como o local “Onde a terra se acaba e o mar começa” (in Os Lusíadas, Canto III).

O Cabo da Roca é o ponto mais ocidental do continente europeu. Situa-se na freguesia de Colares, concelho de Sintra e distrito de Lisboa. O local é visitável, não até ao extremo mas até uma zona à altitude de 140 m. O cabo forma o extremo ocidental da Serra de Sintra, precipitando-se sobre o Oceano Atlântico.

As suas coordenadas geográficas são N 38º46'51", W 9º30'2".

Um padrão em pedra com uma lápide assinalam esta particularidade geográfica a todos quantos visitam este local. A sua flora é diversa.

Está inserido no Parque Natural de Sintra-Cascais, numa zona de fáceis acessos e de grande afluência turística.

fotos minhas

fc

09/04/09

Eléctrico 15 - Cruz Quebrada



Este artigo foi escrito pela Clotilde Moreira, e publicado pelo Jornal de Oeiras desta semana.

03/11/08

PERDIGUEIRO, O NOSSO CÃO DE PARAR


São muitas as hipóteses até hoje aventadas para explicar a ascendência do cão enquanto animal doméstico, fiel amigo do homem, mas nenhuma é realmente satisfatória. É possível que a domesticação do (ou dos) animal selvagem que deu origem ao cão se tenha iniciado nos primórdios da Idade da Pedra, há cerca de 50 mil anos.

Porém, com o decorrer dos tempos, esse, (ou esses) mamífero primordial passou por um continuado processo de adaptação e selecção natural que, além da intervenção determinante do homem, foram condicionadas pelas diversidades climáticas, de solos e de fontes de alimentação.

Por isso, também ainda não se conseguiu estabelecer uma classificação consensual das raças de cães actualmente existentes – estão referenciadas mais de três centenas em todo o mundo – pelo que a mais aceite se baseia nos tipos de utilização dos diferentes exemplares desta espécie: cães de guarda e utilidade, de caça, de luxo, por exemplo.

Na extensa lista de raças e variedades elaborada pela Fedération Cynologique International e reconhecida pelo Club Português de Canicultura, entre os cães de parar, ou seja, aqueles que têm a faculdade de se imobilizar na presença da presa – caça – detectando-a à distância pelo olfacto e mostrando-a ao caçador, sobressai o perdigueiro português.

De facto, este valioso elemento do património genético e sócio cultural do País, distingue-se não só por ser “um cão de caça suportado por uma morfologia correcta e equilibrado no carácter e função”, mas também por se tratar de “ uma raça definida e básica […] que se assume como única representante do velho perdigueiro peninsular”, tal como sublinha Jorge Rodrigues na sua obra sobre o Perdigueiro Português, o cão de parar, das Edições Inapa.

Excerto e fotos de um artigo, não assinado, publicado na revista do Club do Coleccionador.

M.A.

02/11/08

Origem dos sinais (matemática)

Adição (+) e subtracção (-)

O emprego regular do sinal + (mais) aparece na Aritmética Comercial de João Widman d'Eger publicada em Leipzig em 1489.

Representavam não a adição ou a subtracção ou aos números positivos ou negativos, mas sim excessos e aos deficits em problemas de negócios.

Os símbolos positivos e negativos vieram somente a ter uso geral na Inglaterra depois de serem usados por Robert Recorde em 1557.

Os símbolos positivos e negativos foram usados antes de aparecerem na escrita. Por exemplo: foram pintados em tambores para indicar se os tambores estavam cheios ou não

Os antigos matemáticos gregos, como se observa na obra de Diofanto, limitavam-se a indicar a adição justapondo as parcelas - sistema que ainda hoje adoptamos quando queremos indicar a soma de um número inteiro com uma fracção. Como sinal de operação mais usavam os algebristas italianos a letra P, inicial da palavra latina plus

Multiplicação (.) e divisão ( : )

O sinal de X, como que indicamos a multiplicação, é relativamente moderno. O matemático inglês Guilherme Oughtred empregou-o pela primeira vez, no livro Clavis Matematicae publicado em 1631. Ainda nesse mesmo ano, Harriot, para indicar também o produto a efectuar, colocava um ponto entre os factores.

Em 1637, Descartes já se limitava a escrever os factores justapostos, indicando, desse modo abreviado, um produto qualquer. Na obra de Leibniz encontra-se o sinal para indicar multiplicação: esse mesmo símbolo colocado de modo inverso indicava a divisão.

O ponto foi introduzido como um símbolo para a multiplicação por G. W. Leibniz. Em Julho 1698, escreveu numa carta a John Bernoulli: " eu não gosto de X como um símbolo para a multiplicação, porque é confundida facilmente com x; frequentemente eu relaciono o produto entre duas quantidades por um ponto. Daí, ao designar a relação uso não um ponto mas dois pontos, que eu uso também para a divisão. "

As formas a/b e a:b indicando a divisão de a por b, são atribuídas aos árabes: Oughtred, e, 1631, colocava um ponto entre o dividendo o divisor.

A razão entre duas quantidades é indicada pelo sinal: que apareceu em 1657 numa obra de Oughtred. O sinal, segundo Rouse Ball, resultou de uma combinação de dois sinais existentes - e:

Sinais de relação (=, <> )

Roberto Record, matemático inglês, terá sempre o seu nome apontado na história da Matemática por ter sido o primeiro a empregar o sinal = (igual) para indicar igualdade. No seu primeiro livro, publicado em 1540, Record colocava o símbolo entre duas expressões iguais; o sinal =; constituído por dois pequenos traços paralelos, só apareceu em 1557. Comentam alguns autores que nos manuscritos da Idade Média o sinal = aparece como uma abreviatura da palavra est.

Guilherme Xulander, matemático alemão, indicava a igualdade, em fins do século XVI, por dois pequenos traços paralelos verticais; até então a palavra aequalis aparecia, por extenso, ligando os dois membros da igualdade.

Os sinais > (maior que) e < ( menor que ) são devidos a Thomaz Harriot, que muito contribuiu com seus trabalhos para o desenvolvimento da análise algébrica.

Wikipedia

fc


03/10/08

CASTANHEIRA ESTÁ DE PARABÉNS


Acabei de ler uma notícia bastante curiosa que me trouxe à ideia aquele slogan que penso, é, ou era, usado no totobola ou totoloto: “É fácil, é barato, dá milhões!” Neste caso o total apurado não atinge os milhões, mas , fácil e barato é sem dúvida , o fim em vista justifica os meios, as pessoas divertiram-se e a imaginação, pelo menos para mim, é mesmo sui generis.

Ali para os lados de Paredes de Coura, numa pequena aldeia chamada Castanheira existe uma Associação Cultural e Desportiva. Como todos sabemos, nestas Associações, a falta de meios é um mal constante. Os sócios serão poucos e há que procurar formas de arranjar sempre mais um dinheirinho extra.

E aqui, leitores, entra a imaginação que começa com a compra de uma vaca e também com o dividir o campo de futebol em mil quadrados numerados, que, por sua vez, correspondem a outros tantos bilhetes para vender.

Depois, tudo é muito simples: As pessoas reúnem-se à volta do campo onde a vaca se vai passeando e, no quadrado onde esta defecar… estará encontrado o premiado que ganha 600 € ou, em alternativa, leva a vaca consigo!

O Sr. Albano Rodrigues, Presidente do club, contou que a vaca é alimentada nos últimos dias apenas a feno para provocar uma demora maior no que respeita a esta necessidade fisiológica; “assim mantêm-se a dúvida durante algum tempo e vendemos mais alguns bilhetes. Temos que esperar até que ela se decida”. (Também estou de acordo em que, certas coisas, não se coadunam com pressas! )

Depois, o 2º e 3º prémios são atribuídos pelo mesmo modo. O Sr. Presidente informou que, este ano, enquanto para o 1º prémio a vaca demorou 90 minutos a cumprir a “sua obrigação” depois foi mais rápida e levou apenas 15 minutos a completar o serviço. E lemos também que foi sempre aplaudida pelo público assistente.

Reparem que tudo ali decorre com a maior lisura. A vaca nunca será acusada de corrupção como alguns desses árbitros ou jogadores que aparecem pelos jornais e tribunais e, tampouco creio que se vá importar com a “publicidade que naquele dia é dada” a um acto, tão corriqueiro para ela, em todos os dias do ano!

“Foram vendidos desta vez 920 bilhetes o que correspondeu a um encaixe financeiro de 4.600 € que serão empregues nas obras da sede, além de ser uma forma divertida o passarem a tarde vendo a vaca a passear-se”, concluiu o Sr Presidente!

Da minha parte, parabéns ao povo de Castanheira pela originalidade da ideia e, também, ao 1º. premiado que tinha o quadrado 78!

(Elementos e foto retirados da notícia de Paulo Romão, V. do Castelo, publicada no Diário de Notícias de 29 de Setº. último.)

M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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