Como tudo começou

21/11/09

FÁBULA DO PORCO-ESPINHO


Diz-se, que durante a era glacial muitos animais morriam devido ao frio e, procuravam então, agrupar-se, a fim de se aquecerem mutuamente.
Também os porcos-espinhos assim fizeram mas, os picos que revestiam os seus corpos feriam aqueles que estavam próximos, justamente os que mais calor ofereciam. Isso fez com que se afastassem e, de novo, fossem morrendo gelados.
Havia pois que fazer uma escolha: Desapareceriam da terra ou teriam que aceitar os espinhos dos companheiros!



Prevaleceu o bom senso e decidiram conviver com as pequenas feridas que os companheiros próximos lhes podiam provocar, já que o mais importante era mesmo obter o calor de que precisavam. E, desta forma, se manteve a espécie dos simpáticos roedores até aos dias de hoje.
Moral da História:
O melhor relacionamento não é o que une pessoas perfeitas mas, aquele em que cada qual aprende a conviver com os defeitos do outro para poder também beneficiar das suas qualidades.

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Em Portugal e na Galiza há quem admita que o porco-espinho( Histrix cristata) e o ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus) são a mesma espécie, mas a comunidade científica faz clara diferença entre ambos.
Têm aspecto similar mas, o porco espinho, na Europa, apenas se encontra no sul da península italiana, pela Sicília e Nápoles e é um roedor; quanto ao segundo, bastante vulgar nas nossas zonas rurais, come insectos, caracóis, lesmas e vegetais e apenas se mostra durante a noite.
Outra diferença importante é o facto de apenas serem venenosos e soltarem-se facilmente os picos do porco-espinho.
E, já agora, aqui vai um episódio verídico relacionado com estes simpáticos bicharocos:
No quintal de casa dos meus pais é costume deixar-se à noite, num pequeno tabuleiro de alumínio, alguma comida para os gatos vadios. Ora, alguém lá da casa, ao ser alertada, uma noite destas, por um barulho estranho, tendo ido verificar o que seria, deparou-se com dois ouriços-cacheiros adultos e duas crias, dentro do dito recipiente, banqueteando-se com o granulado destinado aos bichanos. Por graça, quando me contava isto, comentou:
_Qualquer dia temos aqui no quintal ouriços-cacheiros a miarem!...

(Esta fábula e as fotos chegaram-me por e-mail)
M.A.

7 comentários:

EmmaTheias disse...

Animaizinhos tão amistosos! São lindos! Já aprendi mais! Obrigada

Ana Oliveira disse...

São lindos os ouriços-cacheiros...
Há 3 ou 4 anos a minha mãe encontrou um, em Carcavelos, um tanto maltratado e levou-o para casa. Ele escolheu a sala para ficar...e resolveu abrir a porta de um móvel para dormir. Tirou-se tudo de dentro e passava lá as noites. A cadela da casa,enorme rotweiler (será assim que se escreve?) aprendeu depressa a respeitá-lo.
Subia para o sofá à procura de colo.
Como era época de Natal, a árvore já estava pronta, muito enfeitada e cheia de presentes...foi uma festa!!! Uma bela manhã descobrimos que ele se tinha entretido a puxar as bolas, a enrolar as fitas e a desfazer os embrulhos...hoje vive num pequeno parque de um infantário onde faz o encanto das crianças e até vai comer à porta da cozinha.
Era uma doçura vê-lo desenrolar-se e oferecer a barriga às caricias.
Obrigada pela história.

Beijos

Ana

papoila disse...

Que boa surpresa!
Em pequena também a minha avó nos guardou um ouriço para quando lá chegámos para as férias.
Foi um Natal especial! Para nós e para ele, pois, lembro-me que éramos todos muito pequenos e passávamos a vida a tocar nele para vermos os "picos em movimento"...às tantas desapareceu por obra e graça da minha avó, que achou por bem dar descanso ao bichinho!
até breve
xx

M.A. disse...

Emma Theias,Ana Oliveira e Papoila:
_Obrigada pela vinda e por mais estes episódios com estes simpáticos bichinhos. Chega-se à conclusão que o seu corpo cheio de picos intimidatórios, encobre afinal um temperamento ternurento que o leva a conviver com os humanos na melhor.Mas estes, os humanos é que nem sempre correspondem de igual modo... Em tempos foi-me contado que a carne destes animais era muito apreciada no Alentejo e, juro que falo verdade, disseram-me também que os colocavam vivos dentro dos fornos do pão! Barbárie da mais primitiva, como se vê!Voltem sempre.

Si disse...

Há na minha família quem tenha uma história fabulosa que teve como protagonista um destes ternurentos exemplares.
Salvo de morrer atropelado, foi tratado com todo o carinho de um animal de casa e deu origem a um pequeno conto oferecido aos alunos de quem o acolheu.

Quica disse...

São na realidade muito ternurentos, os meus pais tinham vários animais no quintal, mas destes nunca tive o previlégio de conviver.

M.A. disse...

Si:
Obrigada pela visita e, já agora, veja se nos remete a tal história de que fala. Gostava de a conhecer.

Quica:
Não perca a esperança.Quem sabe se não seria uma boa ideia como animal de companhia aí para casa!

Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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