Como tudo começou

16/11/13

E VIVAM AS MULHERES COMPETENTES



E VIVAM AS MULHERES COMPETENTES.
 
"O que torna um sonho irrealizável
é a inércia de quem sonha!!!"


Meu nome é MULHER!
Eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou camionista, taxista,
Piloto de avião, polícia feminina,
Operária em construção...
Ao
mundo peço licença
Para actuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!!

Nota da autora do post- De uma grande amiga que tenho recebi este poema. O seu autor é desconhecido mas, seja ele de  homem ou de mulher, achei que trazê-lo a este blog teria cabimento. Nunca será demasiado enaltecer o papel da mulher, especialmente nestes tempos de crise, em que as dificuldades da vida cada vez mais se acentuam e a ela cabe, também, tantas vezes,  ser o único  garante  da família.
Para todas as mulheres competentes deste País aqui fica esta pequena homenagem pelo esforço que desenvolvem, tanto no seio da família como na sociedade.

(A imagem de abertura é um desenho da Álvaro Cunhal)
M.A.


07/11/13

BONECO MECÂNICO COM 243 ANOS



Mostro  hoje, aos nossos leitores mais uma curiosidade. Um boneco mecânico que tem a proveta idade de 243 anos, imaginem só…

Foi construído por um relojoeiro suíço de nome Pierre Jaquet-Droz, também conhecido por Bite des Galaxies, que viveu a sua vida entre Paris, Londres e Genebra.
Ele tinha a capacidade de desenhar e construir  bonecos e pássaros movidos por mecanismos e engrenagens  bastante elaborados e usava-os, não só para presentear réis e rainhas mas,   também,  como publicidade para a venda dos seus relógios. É de crer que fosse na verdade um grande artista pois, vários dos seus autómatos ainda hoje funcionam perfeitamente.

Consideram mesmo que ele tenha sido o primeiro programador da história na construção de “robots” .

Este boneco que trago, “The Writer” ( O Escritor) data de 1770 e a sua habilidade consiste em reproduzir, com letra muito bem cuidada, as palavras antes ordenadas no interior das  suas costas num mecanismo ali existente. Para o leitor ter também oportunidade de usufruir do vídeo que mostra bem aquilo de que falamos  precisará, apenas, de clicar aqui e deliciar-se com esta engenhosa velharia.
Se acaso desejarem saber mais sobre o seu inventor poderão clicar, também, aqui.
Espero que apreciem de mais esta curiosidade.
M.A..


29/10/13

O MAESTRO SURPREENDEU MARIA JOÃO PIRES E ELA SURPREENDEU TODA A GENTE



Esta notícia passou há poucos dias na nossa televisão embora tivesse tido lugar já em 2010, sem que fosse divulgada, na altura.  Se a trazemos junto dos nossos leitores é, sobretudo para salientar, uma vez mais, o prestígio e grande valor profissional que tem, em todo o mundo, a pianista portuguesa Maria João Pires. ,
Servirá também para que alguém, mais distraído, possa tomar conhecimento do que aconteceu e possa avaliar  como em determinado “momento de aperto” Maria João Pires soube reagir de modo tão surpreendente que o próprio maestro não lhe poupou elogios..

Na Holanda, a Orquestra Amsterdam Concertgebouw, dirigida pelo Maestro Ricardo Chailly, com a solista Maria João Pires  ao piano,  iriam tocar um concerto de Mozart. Sala cheia, tudo a postos, o maestro eleva a batuta e a orquestra inicia os  primeiros acordes  do  Concerto nº 20 em  D menor  K66 de Mozart. Mas... algo de  imprevisto estava a acontecer. 
Queiram os  leitores  clicar aqui  e repararem, então, no vídeo que mostra a expressão aflitiva de Maria João Pires, que se apercebe que a peça que ela ensaiara…não era aquela que se ouvia e, claro,  nem a partitura que ela tinha consigo correspondia. Ela leva uma mão à cabeça, há uma troca breve de palavras entre maestro e pianista e ele diz-lhe que sabe que ela será capaz de executar a composição  mesmo sem a dita partitura.
Entretanto, acabada  a  breve introdução da orquestra, Maria João pousa as mãos no teclado do  piano e, dos seus dedos, soltam-se os sons do primeiro andamento do nº. 20... Depois, segundo reza a notícia, graças à sua memória musical, nem uma só nota  ela falhou  até ao  final do concerto.  Deste modo, a pianista portuguesa demonstrou o enorme  talento que tem e  marcou mais uns pontos no seu já longo curriculum.
Parabéns Maria João Pires.

M.A.

19/10/13

133º ANIVERSÁRIO DA SIMECQ



A SIMECQ encontra-se de novo em festa, dando a conhecer, a todos quantos a queiram visitar, o resultado das actividades que aqui vão funcionando.

Passados que são já 133 anos sobre a fundação desta Colectividade, é grato verificarmos que, mesmo  já centenária, esta Ilustre Senhora mantém, uma vitalidade e juventude que lhe é transmitida por todos aqueles quantos, diariamente, nela trabalham, no sentido de dar continuidade e jamais  deixar que se perca o espírito com que, um dia,  foi criada.

Bem haja a todos aqueles que, com o seu esforço, vêm fazendo desta casa um local privilegiado, de encontro e convívio agradáveis, onde, tanto  os jovens, como  os menos jovens, se sintam igualmente bem.

O “Simecq Cultura”  tem todo o gosto em publicar o programa de festas elaborado para o próximo dia 2 de Novembro e espera que os nossos leitores encontrem nele vários motivos de interesse para comparecerem.

Parabéns,  SIMECQ e desejos de  muito longa vida. 

FC/MA

16/10/13

CAFÉS SUSPENSOS




Entramos num pequeno café, na Bélgica, com um amigo e fizemos o nosso pedido. Enquanto estamos a aproximar-nos da nossa mesa, duas pessoas chegam e vão para o balcão:
"Cinco cafés, por favor. Dois  para nós e três suspensos"
Eles pagaram a conta, pegaram num café cada um e saíram.
Perguntei ao meu amigo:
- "O que são esses cafés suspensos?"
O meu amigo respondeu-me:
- "Espera e vais ver."
Algumas pessoas mais entraram. Duas meninas pediram um café cada, pagaram e foram embora. A ordem seguinte foi para sete cafés e foi feita por três advogados - três para eles e quatro "suspensos". Enquanto eu ainda me perguntava qual era o significado dos "suspensos" eles sairam. De repente, um homem vestido com roupas gastas, parecendo um mendigo chega à porta e pede cordialmente:
- "Você tem um café suspenso?"
Resumindo:_ As pessoas pagam com antecedência um café que servirá para quem não pode pagar uma bebida quente. Esta tradição começou em Nápoles, mas espalhou-se por todo o mundo e, em alguns lugares, é possível encomendar não só cafés "suspensos" mas também um sanduíche ou refeição inteira.


Nota da autora do post:_  Partilhem, no sentido de divulgar e promover, entre os vossos conhecidos,  aqui em Portugal, esta feliz ideia. Seria uma iniciativa, deveras interessante, a pôr em prática. M.A.

12/10/13

MONÓLOGO DAS MÃOS - Declamado por BIBI FERREIRA




Para que servem as mãos?

As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever......
As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário;
Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena;
foi com as mãos que Jesus amparou Madalena;
com as mãos David agitou a funda que matou Golias;
as mãos dos Césares romanos decidiam a sorte dos gladiadores vencidos na arena;
Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência;
os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte!
Foi com as mãos que Judas pôs ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram.
A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda;
o operário construir e o burguês destruir;
o bom amparar e o justo punir;
o amante acariciar e o ladrão roubar;
o honesto trabalhar e o viciado jogar.
Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!
Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!
As mãos fazem os salva-vidas e os canhões;
os remédios e os venenos;
os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.
Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor.
Os olhos dos cegos são as mãos.
As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes;
no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros.
O autor do "Homo Rebus" lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida;
a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem.
Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas.
A mão aberta, acariciando, mostra a bondade;
fechada e levantada mostra a força e o poder;
empunha a espada a pena e a cruz!
Modela os mármores e os bronzes;
dá cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza.
Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza;
doce e piedosa nos afectos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.
O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade.
O noivo para casar-se pede a mão de sua amada;
Jesus abençoava com as mãos;
as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.
Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.
Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.
E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.
Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.
E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.
         
           E as mãos dos amigos nos conduzem...
           E as mãos dos coveiros nos enterram!



_Este belíssimo poema que hoje vos trazemos, é da autoria do jornalista e poeta brasileiro  Giuseppe Artidoro Ghiaroni. Saiba quem foi, clicando .aqui
É uma explanação  bastante detalhada sobre a pergunta que aparece no início:_Para que servem as mãos?
Quem sabe?  Talvez nós, também, nunca  tivéssemos  parado um poucochinho para, olhando as nossas mãos… bonitas… feias… nos interrogarmos  sobre a importância que elas tiveram no decorrer da vida  que vivemos…
Curiosamente, encontrei um vídeo com este mesmo poema declamado pela actriz brasileira Bibi Ferreira, num programa do Jo Soares e achei que poderia ser a “cereja em cima do bolo” para este post de hoje. O leitor ou leitora só terá que clicar aqui para o poder ver e ouvir.
Para quem não saiba, ou não se lembre,(para saber clique aqui) esta artista, hoje já com 91 anos de idade é ainda figura de relevo na cena brasileira, continuando a representar e a cantar. Em Setembro último, foi até notícia pelo facto de sofrer uma queda no palco e ter-se recusado a interromper o espectáculo.
Seu pai foi o actor  Procópio Ferreira, também um nome grande nos palcos do Brasil.
Na biografia de Bibi Ferreira há a curiosa referência  de ter pisado o palco, pela primeira vez, apenas com 24 dias de existência, imaginem! Parece que na peça que estava em cena aparecia uma boneca que, por qualquer motivo, terá desaparecido e, então, alguém se lembrou de usar a bebé em sua substituição.

Espero que  tenham gostado do que hoje vos trouxe, leitores.


M.A.

07/10/13

A LUA SOBRE O MONTE VICTÓRIA - MARK GEE






Caros Leitores:

 Quem me enviou este vídeo dizia, com certa razão, que teve que haver conjugação de três elementos   para se obter uma maravilha destas:_Estar no sítio certo, à hora certa e ainda,  ter o equipamento certo  para fazer tal registo. Eu atrevo-me a acrescentar mais uma condição, o ser alguém com uma  sensibilidade e técnica suficientemente apuradas para imaginar este efeito final e trabalhar no sentido de o conseguir com esta perfeição.
Para saberem do que falo queiram clicar aqui e também ligar o som.
É na verdade surpreendente o que podemos observar nestes três minutos e pouco.
Sobre a imagem da Lua pairando sobre o miradouro do Monte Victória, em Wellington, na Nova Zelândia, vêem-se contrastadas algumas silhuetas humanas
O seu autor, o australiano Mark Gee afirma que neste vídeo não foi feita qualquer manipulação e que para o conseguir apenas foi necessário colocar-se a cerca de 2,1 Kilómetros de  distância , num local do outro lado da cidade. Em 2013, este fotógrafo entrou num concurso, promovido pelo Observatório Real de Grenwich, para, entre  amadores e profissionais, ser escolhida a melhor fotografia astronómica a nível mundial, e nele obteve  o primeiro lugar. Se clicar aqui poderá, também, ver  uma espantosa série de fotos, de vários outros concorrentes desse mesmo concurso. A foto que aparece na abertura deste post é, precisamente a que deu o 1º prémio (cerca de 1 800 €) a Mark Gee. Na outra imagem aparece o seu autor.
A musica  que se ouve é "Tenderness" -  Dan Phillipson
Espero que tenham gostado.

M.A.

01/10/13

FLOR DA GEADA



Tem tanto do bonito como de rara. Criada no Outono, ou no início de uma manhã de Inverno, quando o gelo, em camadas extremamente finas é empurrado para fora do caule das plantas ou, ocasionalmente, da madeira.
Esta extrusão cria padrões maravilhosos que enrola e dobra em pecíolos congelados dando razão ao nome que lhe deram.
As condições climatéricas têm que ser certas para que este fenómeno aconteça. Quando a temperatura chega a zero, ou um pouco abaixo, no caule das plantas a seiva vai expandir-se. Assim a camada exterior da haste fica sob uma pressão crescente e criam-se as chamadas fissuras lineares, microscópicamente finas, pelas quais a seiva sai e em seguida congela.
A água expulsa vai rodeando o caule da planta, enquanto o solo continua a ser descongelado. Ela viaja até às plantas, para o eixo estrutural externo (tronco) e atinge a divisão ou então racha. Ela escorre lentamente para fora e congela. Mais água vem, em seguida, atinge as fissuras e também congela, empurrando o deslizar anterior de gelo para longe da haste, formando assim as “pétalas” bonitas que as imagens mostram.
Este “efeito flor de geada” pode, também, acontecer na madeira quando, por exemplo, com ela se fez um portão ou um muro. Neste caso a água é submetida à extrusão através dos poros da madeira.
A flor de gelo é também conhecida por “castelos geada”, “castelos de gelo mas, o seu  nome científico é “crystallo-folia”.













“Flores de geada” são extremamente delicadas e quebram mal se lhes toca. Se encontrar alguma procure antes,  rapidamente,  filmá-la ou fotografá-la pois, como são formadas por finas folhas de gelo, o sol logo as irá derreter. E quem sabe, esta  pode ter sido a única vez que lhe foi dado encontrar esta obra prima  da Natureza.

Nota - Recebi isto num e-mail de alguém amigo e, por achar o assunto tão curioso, resolvi logo partilhá-lo com os nossos leitores, esperando que, tal como aconteceu comigo, estas bonitas imagens os encantem.

M.A.

21/09/13

CZARDAS DI MONTI




Vittorio Monti foi um compositor e maestro italiano nascido em Nápoles em 6 de Janeiro de 1868 e falecido no dia 20 de Junho de 1922.
Estudou música no Conservatório di San Pietro a Majella e, mais tarde, fixou-se em Paris, já como condutor de orquestra.
Cerca de 1904 escreveu uma inspirada música que intitulou de Czardas, talvez aquela  que mais fama lhe deu no mundo inteiro e que, quando alguém a nomeia sempre lhe acrescenta o nome do seu autor. É que czardas há muitas mas, as  Czardas de Monti são realmente uma peça única que, uma vez ouvida  ninguém  mais esquecerá.

Elas estão, até, ligadas à minha infância, com um episódio um tanto curioso.
À época, o  nosso tempo de praia era  passado na Figueira da Foz e o  meu pai gostava muito do café que era servido no chamado “Casino Oceano”, instalado num lindo edifício do centro do Bairro Novo, o qual há dois anos atrás ainda lá encontrei e gostei de rever.  Nesse café havia um quarteto (ou quinteto?) onde actuava um  saxofonista de muita qualidade.
Acontece que, um certo dia, o meu pai me encarregou de ir, junto dos músicos,  com um pedido seu para  que tocassem as Czardas de Monti e, não tardou muito, que o pedido fosse satisfeito, com muito agrado nosso e creio que dos restantes assistentes. Depois, em todos os dias que se seguiram, mal a nossa família ali entrava, pouco depois  soavam os acordes da mesma música. O mistério desta contínua deferência foi explicado, um dia, por um dos empregados de mesa:
-Ao que parece, o meu pai teria algumas semelhanças físicas com o, na altura,  embaixador português em Marrocos e por essa entidade o haviam tomado, procurando assim homenageá-lo sempre que nós chegávamos.
Bom, mas esta pequena história serviu  apenas como aperitivo de uma maravilhosa interpretação das Czardas de Montique  hoje vos trago e que também ouvireis ao clicar aqui.
Tem a particularidade de ser magistralmente executada por doze pianistas mas que, imaginem, usam um só instrumento !
A música é uma das artes infinitamente versátil e somos surpreendidos, por vezes, com  as mais variadas interpretações. Esta é mais uma das mais curiosas que tenho visto  mas que  não interfere nada com a qualidade que se deseja. Ouçam, pois e digam de vossa justiça, leitores.

M.A.  

15/09/13

FALEMOS DOS ACORDOS ORTOGRÁFICOS



TEXTO:
 
Quando eu escrevo a palavra acção, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia.
De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa.
Custa-me despedir-me daquelas letras que  tanto fizeram por mim.
São muitos anos de convívio.
Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC's e PPP's me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.
Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora:  - não te esqueças de mim!
Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí.
E agora as palavras já nem parecem as mesmas.
O que é ser proativo?
Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.
Caíram hifenes e entraram RRR's que andavam errantes.
É uma união de facto, e  para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.
Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE's passaram a ser gémeos, nenhum usa ( ^^^) chapéu.
E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios. Assim, temos  janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião.
Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos.
Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.
Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto.
Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.
Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA É NOSSA ...? ! ? ! ?
   


Os ingleses não o fizeram, os franceses desde 1700 que não mexem na sua língua e porquê nós ?
Será que não pudemos, com a ajuda da troika, recuperar do deficit na nossa língua ?
Ou atão deichemos que os 35 por cento de anal fabetos fassão com que a nova ortografia imponha se bué depréça !



Nota da autora do post: - A forma de escrever que me foi ensinada quando, em criança, frequentei a escola primária é aquela que ainda hoje mantenho e que tenciono continuar a usar. Discordo em absoluto do novo acordo ortográfico que nos querem impor. Ao receber  este texto,  num e-mail, não resisti à tentação de o trazer aos nossos leitores. Vinha sem o nome do seu autor mas, mesmo assim, a esse (a) desconhecido (a), eu felicito pelo sentido de humor que encontrou para comentar as duas formas de escrever e, tornar bem evidente como o sentido do texto se altera completamente, quando as palavras aparecem escritas de uma ou de outra forma. Acho que soube dizer coisas muito acertadas,  ao mesmo tempo que nos deixou com  um sorriso nos lábios. 
As três frases, em cor diferente, que aparecem entre o  texto principal e esta nota penso serem de alguém que, antes mim, o recebeu e comentou  deste modo também jocoso. Resolvi portanto deixá-las  ficar também.

M.A. 

08/09/13

JÁ OITO BOMBEIROS MORTOS, ESTE ANO, EM FOGOS FLORESTAIS



“Todos iguais, todos diferentes” foi o título que acompanhou estas imagens, que achei  
oportuno partilhar convosco. Foram-me enviadas por um amigo e entendo que servem para nos  levar, mais uma vez  a reflectir.







Desde o ano de 1986 que não se registava um número tão elevado de bombeiros vitimados em incêndios florestais.
Qualquer vida humana é importante e preciosa mas, quando a morte vem surpreender quem está numa missão de salvaguarda dos bens dos seus semelhantes e nem sempre tem ao seu dispor todos os meios considerados essenciais e adequados ao risco que enfrenta…mais triste isso se torna.

A nossa homenagem a estes oito seres humanos desaparecidos. Que descansem em paz e, com o sentido do dever cumprido.
E bem haja a todos, os outros,  homens e mulheres, que continuam , com enorme esforço, abnegação e muita coragem, prestando auxílio, num  exemplo de vida ímpar.

M.A.

05/09/13

Apresentação época 2013/2014 Cultural e Desportiva dia 7 de Setembro, no pavilhão da SIMECQ


Convidamos os nossos sócios, simpatizantes, encarregados de educação, atletas, treinadores, monitores / professores das diferentes actividades da SIMECQ a estarem presentes no dia 7 de Setembro para o arranque oficial Época 2013/2014.


Programa: 

   9h30     1º Treino de Mini Basquetebol nos escalões Sub 8,  Sub 10 e Sub 12
 11h30    Breve apresentação das equipas técnicas de Basquetebol e   
                principais  objetivos  para  a época 2013/2014 
12h00   Apresentação das actividades culturais e lúdicas para esta época:
   


  Aikido
  Atelier Artes
  Ballet
  Danças Contemporâneas
  Escola Musica
  Fitness
  Pilates
             Tango
 Teatro
12h30   Almoço Pic-Nic na esplanada da SIMECQ

Venha conhecer as nossas actividades, participe na vida da colectividade!

fc  

30/08/13

DE UM CÃO AGRESSIVO, A UM CÃO CIVILIZADO



Creio que já todos  nós vimos na televisão o programa “O Encantador de Cães” onde, resumidamente falando, vemos  donos de cães com problemas, chamarem César Millan para que este avalie os animais e os  modifique, em tudo quanto esteja mal no seu comportamento.
César Millan é um mexicano que um dia partiu para a Califórnia e tem feito nome, demonstrando a sua enorme aptidão e vastos conhecimentos para comunicar com os cães. Os métodos que ele utiliza são bastante curiosos porque  não usa o castigos corporais e  baseia-se, sobretudo, na psicologia dos cães e, também, na que detecta nos humanos.
Ora, é sobre um desses programas, que vi  há dias, que vos desejo falar:

O programa começou com alguém explicando que, só  no Condado de Ventura, na Califórnia, existem mais de 1 800 "sem abrigo" e, um dos pontos onde se concentram, num acampamento, sob  tendas, é em determinada mata junto ao rio. Foi ali, junto de uma velha tenda e algum lixo, que conhecemos Lenie Pictou, uma jovem de 21 anos, que contou que o seu namorado John, um toxicodependente, quando soube que ela estava grávida, resolveu ir-se embora deixando-a, como se imagina, numa situação bem  difícil.

 Aquele local, pelos hábitos marginais de alguns dos que ali se encontram, torna-se muito problemático. Assim, como medida de defesa (e também como  fonte de aquecimento durante as noites frias), é vulgar, quem lá vive, ter consigo um, ou mais cães. No caso de Lenie era Pucker, um cão de 3 anos, arraçado de pitbull que, segundo a sua dona dizia, de cão dócil que fora , anteriormente,  depois de mudarem para  ali,  tornou muito agressivo não deixando que ninguém se aproximasse da dona.  





Entretanto, ali em Ventura, o Pastor Sam Gollouchi , que fazia assistência social na The Harbor Missionary Church,  agora na  intenção de prestar auxílio aos "sem abrigo",  estava a criar um Centro de Dia, integrado no movimento "Operation Embrasse", onde quem precisasse, iria ter um local para  poder descansar, tomar  refeições quentes, ter banhos, etc. E, curiosamente, este dito Pastor fazia questão de  receber, igualmente, os cães que estes sem abrigo tivessem, contanto, que o seu comportamento não se tornasse problemático. Neste local seria suposto haver  muita  gente e também crianças, claro está.
Ora Leni, que vivia já  o drama do parto que se aproximava, se ficou contente quando soube que se poderia inscrever neste Centro, teve também, desde logo, a  consciência de que o seu Pucker, agressivo como era, não podia ser aceite. Ponderou  dá-lo  e fora mesmo  a eventos onde se entregavam  cães para adopção mas, a amizade que tinha ao animal ,pesou sempre mais forte.
Foi nesta altura que entrou em cena César Millan.



Chegou,  decidiu levar o cão consigo para o treinar segundo a estratégia que delineou e  tudo decorreu como ele previu. O Pucker, quando se viu a primeira noite longe  da sua dona, gania que fazia dó, mas, a pouco e pouco foi-se transformando e já regressado, junto da dona, agora  instalada no dito Centro, era um cão bem diferente, calmo,  obediente,  convivendo, sem problema,  com adultos e crianças.  
Entretanto,  o namorado John que  fizera uma recuperação da toxicodependência, voltou para  a  Leni que  transparecia felicidade anunciando  irem casar em breve.

Nascido o bebé, que se chamou John,  tal como o pai, as imagens mostram, agora, uma  a família em completa harmonia e felicidade, com o Pucker também presente, fazendo parte dela.

O filme terminava com algumas considerações do César Millan explicando porque tivera, este caso, prioridade sobre outros e, as suas palavras, foram mais ou menos estas:
_Comoveu-me a amizade que  Lenie tinha ao Pucker e o facto de a ver tão decidida a mantê-lo consigo,  a pesar de todas as dificuldades porque estava a passar.Ela é mesmo amiga do Pucker. Eu, também, não me esqueço que já fui igualmente um sem abrigo pois,  quando vim do México para S. Diego, andei nas ruas e dormi, durante dois meses, debaixo de uma ponte…

Gostei de ouvir este homem, defronte da TV,  expôr,  tão abertamente, o seu passado menos risonho. Depois, pensei que nada melhor para avaliar a situação do ser humano que esteja, em apuros,  ao nosso lado,  e ter vontade de o ajudar,  do que haver  já sentido, na própria pele,  problema idêntico.
Neste episódio de vida encontramos, portanto,   vários seres humanos  que  conjugando   bons sentimentos e acções concretas, levam a bom termo uma bonita história,  dando-lhe um fim feliz.
E tudo começou porque havia um cão agressivo que era importante ser acalmado e torná-lo civilizado…

E já que falamos de cães… nesta época de férias, quantos deles, sem culpa formada,  foram condenados ao abandono apenas por crueldade dos donos que tinham?

PS-As imagens  mostram as  personagens da história.  Fui buscá-las à net.
M.A.


28/08/13

ESPECTÁCULO MULTIMÉDIA NO ARCO DA RUA AUGUSTA



Quem, estando em Lisboa, for descendo a Rua Augusta em direcção ao Rio Tejo, ao desembocar na Praça do Comércio (Terreiro do Paço) estará, justamente, a passar sob o bonito Arco de pedra trabalhada, denominado Arco Triunfal da Rua Augusta.
Sabemos que uma  primeira construção ali foi iniciada em, 1775 mas que, pouco depois, seria  interrompida e demolida a obra já feita.  Apenas em 1873, se começou, então, o Arco,  tal como hoje o  conhecemos e que ficou concluído em 1875. Teve a assinatura do  Arquitecto Veríssimo José da Costa.
Para quem pretenda conhecer, pormenorizadamente,  todos dos elementos e estatuária que compõem o monumento, bem como os autores dos mesmos, deixamos o convite para clicar aqui. Adiantando porém, numa informação mais ligeira diremos o seguinte:
O trio escultórico que remata o cimo do Arco, simboliza a Glória coroando o Génio o Valor,  figuras que dão sentido  à frase escrita em latim, que está mais em baixo, e que se traduz por “Às Virtudes dos Maiores”
As quatro estátuas,  sobre as colunas,  mostram-nos, à  direita, Nuno Alvares Cabral e o Marquês de Pombal e à esquerda Vasco da Gama e Viriato
Também ali estão representados, respectivamente à direita e à esquerda os rios Tejo e Douro.

Se me permitem um comentário muito pessoal, ao reflectir no significado daquela  legenda em latim, dei comigo a pensar  se  não teriam encontrado, na nossa Historia, nenhuma personagem  feminina com virtudes suficientes para figurar também  neste monumento, onde, afinal, só  o elemento masculino mereceu  destaque!  Maiores e com Virtudes terão sido só os homens?...  
 Enfim… sempre lá colocaram  a Glória simbolizada  por uma mulher…Realmente não faria sentido mais um barbudo e com bigodes.

Bom, referido  o   lado histórico do Arco da Rua Augusta e, acrescentado o meu comentário,  irei falar aos leitores do espectáculo que ali foi apresentado, entre os dias 9 e 18 de Agosto, e que veio dar som, luz e muita cor às noites de Lisboa. Ali apareceram relatados factos diversos da nossa história, dos descobrimentos ultramarinos, o terramoto de 1755,  etc.
Os seus autores, Nuno Maya e Carole Purnelle do attelier OCUBO  designaram a sua obra como “Arco de Luz”- Espectáculo Multimédia-Videomapping 3D.
Houve sempre muita assistência e a critica não podia ser-lhes mais favorável . Comigo, ficou a pena de não ter conseguido ir também ir até ao Terreiro do Paço assistir a uma destas representações.
Para os leitores que, tal como eu, não  estiveram  lá,  deixo  o convite para clicarem aqui e, ficarem  assim, com uma ideia deste mesmo espectáculo. Espero que gostem.
M.A.

22/08/13

POÇOS, EM DEGRAUS, NA INDIA E NO PAQUISTÃO




Conhecidos como Baoli Stepwel, são formações arquitectónicas pouco vulgares, em forma de cone invertido, encontradas no oeste da Índia e também no Paquistão.
Denominados baoli baori, baudi, bavari ou vav consoante o local onde se encontrem, são enormes reservatórios de água, escavados no solo, em socalcos.
Possuem uma série de degraus sucessivos numa ou mais das suas paredes pelos quais se acede à água armazenada. Alguns possuem inclusive uma rampa destinada ao gado
Esta concepção brilhante ditada por razões exclusivamente utilitárias permite não apenas um funcionamento eficaz com qualquer nível de água como também a manutenção do próprio poço.



Nota da autora do post: - Encontrei esta curiosidade numa pesquisa pela net e achei interessante trazê-la aos nossos leitores.
Numa altura em que tanto se fala no facto das reservas hídricas do planeta estarem a diminuir e da necessidade de cada um de nós saber poupar este bem tão precioso, talvez seja de reflectir no esforço de quem, nestas paragens,  para poder ter a água  de que precisa para o seu dia a dia tem de a ir recolher e carregar, descendo e subindo estes degraus sem fim…
Imagino mesmo que impossível será não saber poupar água quem, para a obter,  tanto tem que se esforçar …
À maior parte de nós,  nem passa pela cabeça uma situação semelhante quando, comodamente, em sua casa, abre uma torneira e vê logo jorrar toda a água que pretende.
Quem sabe se, é a partir de agora, que todos adoptamos  uma nova mentalidade sobre o consumo da água e os seus desperdícios?

M.A.

16/08/13

O PASSARINHO GOSTOU TANTO DA MÚSICA QUE NÃO LEVANTOU VOO



Queira o leitor clicar aqui para se inteirar do que  aconteceu  no Festival de Bluegrass. 
Um passarinho pousou na guitarra de Josh Williams, num dos momentos em que ele estava a cantar no Festival de Bluegrass Doyle Lawson.

Reparem na reacção do cantor. Possivelmente fascinado pelo comportamento daquele passarito, ele manteve a compostura e terminou a sua canção enquanto acarinhava a pequena criatura.

Custa a acreditar como o vibrar, das cordas não assustou a ave e a manteve ali tão atenta à música. Pensamos que  Josh Williams não terá voltado a ter em  mais nenhum concerto dos seus ouvinte tão especial.
M.A.

10/08/13

II - PARA QUE NENHUM DE NÓS JAMAIS POSSA ESQUECER

     


Faz hoje 68 anos que foi pela segunda vez usada na Terra uma 
ARMA DE DESTRUIÇÃO EM MASSA 

Técnica usada: Bomba de fissão nuclear à base de Plutônio 239
Dono da arma: Estados Unidos da América
Alvo: Nagasaki, Japão
Resultado: Entre 150 000 e 246 000 japoneses mortos

Nota da autora do post- Recebidos estes dois apontamentos (6 e 10 da Agosto) de um amigo, a quem agradeço, achei oportuno trazê-los junto dos nossos leitores. Nunca será demais alertar as consciências para o imenso horror que traduziu  o lançamento destas bombas. O primeiro em Hiroshima e o segundo em Nagasaki.
Infelizmente, os conflitos têm-se vindo a  multiplicar e  ainda não alcançamos a tão desejada paz que todos os homens de bem aspiram para o nosso planeta.
M.A.

06/08/13

PARA QUE NENHUM DE NÓS JAMAIS POSSA ESQUECER



Faz hoje 68 anos que foi pela primeira vez usada na Terra uma 
ARMA DE DESTRUIÇÃO EM MASSA 

Técnica usada: Bomba de fissão nuclear à base de Urânio 235
Dono da arma: Estados Unidos da América
Alvo: Hiroshima, Japão
Resultado: Entre 90 000 e 166 000 japoneses mortos

M.A.


Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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