Como tudo começou

08/03/08

Dia da Mulher

MULHER


Mulher, dissílabo sagrado e santo

por muita boca néscia maculado:

tens sobre ti um vergonhoso manto

da cor da servidão e do pecado


Ergue o teu rosto, altiva, e rasga o manto

Com que há milénios têm mascarado

o teu valor. Tu enxugaste o pranto

ao mundo sofredor e torturado


que nesta Guerra nossos olhos viram,

teu Pai teu noivo e teu irmão caíram,

e tu, galvanizada, a trabalhar…


Mostraste ter valor e ser alguém,

foste do mundo a verdadeira Mãe

no teu sublime esforço e Amor sem par.


CLOTILDE SILVA

(in Testamento I, Maputo 1984)

Dia Internacional da Mulher


Porque descrês, mulher, do amor, da vida?

Porque esse Hermon transforma em Calvário?

Porque deixas que, aos poucos, do sudário

Te aperte o seio a dobra humedecida?

Que visão te fugiu, que assim perdida

Buscas em vão neste ermo solitário?

Que signo obscuro de cruel fadário

Te faz trazer a fronte ao chão pendido?

Nenhum! Intacto o bem em si assiste:

Deus, em penhor, te deu a formosura:

Bênçãos te mandam o Céu em cada hora.

E descrês do viver? E eu, pobre e triste,

Que só no teu olhar leio a ventura,

Se tu descrês, em que hei-de eu crer agora?

Antero De Quental

Dia Internacional da Mulher


Eu queria fazer-vos um poema,
Cantar em verso a mulher,
Mas veja só meu dilema,
Meu tormento e agonia:
Como fazer um poema
Para a própria poesia ? ..


(Antonio Manoel Abreu Sardenberg)

Dia Internacional da Mulher



Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos...
Mas o que é importante não muda;
a tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há. uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio. Enquanto estejas viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazé-Io. Não vivas de fotografias amarelecidas...
Continua, quando todos esperam que desistas. Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti. Faz com que em vez de pena, te tenham respeito.
Quanto não consigas correr através dos anos, trota. Quando não consigas trotar, caminha.
Quando não consigas caminhar, usa uma bengala.
Mas nunca te detenhas!!!

Madre Teresa de Calcutá

07/03/08

Musica para os mais jovens


No domingo pelas 11h30 os Pequenos Cantores e a Orquestra do Conservatório de Música de Sintra apresentam “A Volta ao Mundo”, no Centro Cultura Olga Cadaval, em Sintra.

"A Volta ao Mundo" é interpretada pelas classes de música das escolas do Agrupamento do Alto dos Moinhos (Alvarinhos, Bolembre, Faião, Santa Susana, Terrugem e Vila Verde) e do Agrupamento D. Fernando II (Ranholas, São Pedro e Sintra).

No mesmo dia, mas pelas 17h, o Conservatório de Música de Sintra apresenta também no Olga Cadaval o "Concerto de Páscoa".

Em palco estarão a Orquestra de Cordas Infantil, as Classes de Iniciação Musical, o Infantário do Povo, o JI de Fitares e as Classes de Música da EB1 nº1 de Agualva e da EB1 nº1 do Linhó.
FC

Saiba que:

Do tempo da Maria Cachucha

Significado: Muito antigo. Origem: A cachucha era uma dança espanhola a três tempos, em que o dançarino, ao som das castanholas, começava a dança num movimento moderado, que ia acelerando, até terminar num vivo volteio. Esta dança teve uma certa voga em França, quando uma célebre dançarina, Fanny Elssler, a dançou na Ópera de Paris. Em Portugal, a popular cantiga Maria Cachucha (ao som da qual, no séc. XIX, era usual as pessoas do povo dançarem) era uma adaptação da cachucha espanhola, com uma letra bastante gracejadora, zombeteira.

FC (Nuno)

06/03/08


Fundação Medeiros e Almeida Uma extraordinária colecção artes decorativas, instalada na casa onde viveu António Medeiros e Almeida (1895-1986). O espólio está exposto em 25 divisões, incluindo peças de belas artes (pintura e escultura), mobiliário, tapeçaria, joalharia, etc., dos séculos XVII a XX. Três núcleos separados albergam outras tantas secções em destaque pela coesão ou pelo valor e raridade das peças. Na sala dos relógios, há 225 exemplares datados desde o século XVI, alguns dos quais são exemplares únicos carregados de história, ou raridades de valor incalculável. Na sala de porcelanas chinesas, com peças desde a dinastia Han (com mais de 2000 anos) até à dinastia Qing (século XVIII), existem algumas das primeiras peças trazidas pelos Portugueses no século XVI. Na sala das pratas, destacam-se duas baixelas da autoria do famoso ourives inglês Paul Storr (1792-1838) e diversas peças executadas em Portugal nos séculos XVI, XVII e XVIII.
fc

05/03/08

CONVIDO A CONHECER:

MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA

Neste Museu, instalado ali nas Janelas Verdes, num belíssimo Palácio do SEC. XVII, temos para ver mais uma exposição que me parece muito interessante.

Exposições temporárias:

Olhar de perto - 27 de Fevereiro a 20 de Abril de 2008

Objectos de Culto - 27 de Fevereiro a 4 de Maio de 2008

Cenas da Vida Mariana - 27 de Fevereiro a 4 de Maio de 2008

Visitas orientadas pelo Serviço de Educação:

Todas as 4.as Feiras às 15h00.

1.os Domingos do mês: 2 de Março | 6 de Abril às 11h30 e 15h30.

M.A.

04/03/08

RECITAL NA SIMECQ dia 9/03





Domingo, 9 de Março às 18h00
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense
"PEQUENO SERÃO MUSICAL"
C. Seixas
Sinfonia em Si bemol
W. A. Mozart
"Um Pequeno Serão Musical"
G. Holst
Suite "Saint Paul"
Solistas da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras

ENTRADA LIVRE
FC

03/03/08

AINDA O ALENTEJO

Ir até ao Alentejo
Lá pra Serpa e pra Mourão
comer na Adega Velha
e não ver o Quim Bação
é coisa que deixa mágoa
dentro do coração!

Faltou-nos esse conviva
sentado na nossa mesa!
teremos que lá voltar
disso temos a certeza!

Para que todos percebam
como é o amigo Bação
Fica a reportagem SIC
sobre Aveiro e Mourão
É o que posso arranjar
para vossa consolação.....
Espero que ninguem se zangue
com esta publicação!

FC

02/03/08

HOJE FOMOS AO ALENTEJO

Um dia de sol fantástico, óptimo para um passeio e um convívio muito saboroso.
Visitámos locais históricos, monumentos, espreitámos ruelas e pormenores, experimentámos a gastronomia , apreciámos a natureza. Um dia em cheio para a mente, para o olhar, para o estômago e para partilhar com amigos.
Queremos partilhar este passeio consigo, neste blog.


Clique para ver o filme

01/03/08

Saiba que:

Ter para os alfinetes


Significado: Ter dinheiro para viver.

Origem: Noutrs tempos, os alfinetes eram objecto de adorno das mulheres, daí que a frase significasse o dinheiro poupado para a sua compra porque os alfinetes eram um produto caro. Os anos passaram e eles tornaram-se utensílios, já não apenas de enfeite, mas utilitários e acessíveis. Todavia, a expressão chegou a ser acolhida em textos legais. Por exemplo, o Código Civil Português, aprovado por Carta de Lei de Julho de 1867, por D. Luís, dito da autoria do Visconde de Seabra, vigente em grande parte até ao Código Civil actual, incluía um artigo, o 1104, que dizia: «A mulher não pode privar o marido, por convenção antenupcial, da administração dos bens do casal; mas pode reservar para si o direito de receber, a título de alfinetes, uma parte do rendimento dos seus bens, e dispor dela livremente, contanto que não exceda a terça dos ditos rendimentos líquidos.»
FC (Nuno)

BRUNO DE LARA EXPÕE EM LISBOA



O nosso amigo e associado Bruno de Lara, levará a cabo uma exposição individual a decorrer na Galeria de Arte de S Bento. A inauguração terá lugar no dia 8/03.

Este artista natural de Luanda, viajou ainda com idade de berço (em 1975) para Lisboa. Já com 20 anos, partiu para o Reino Unido, onde frequentou a London Guildhall University em Londres.

Desde 2000 que participa em várias exposições individuais e colectivas, tanto em Portugal como no estrangeiro.

Fazemos desde já votos dos maiores sucessos para o Bruno.
FC








29/02/08

Saiba que:

Significado: Erro grosseiro.

Origem: Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos , tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante na vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros a cair.
Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar-se de um "erro crasso".

FC

Nuno obrigada pela colaboração

Emmerico Nunes (1888-1968)

Um dos pioneiros da banda desenhada e desenho humorístico em Portugal teve em Sines o refúgio da sua vida adulta.


EMMERICO Hartwich Nunes nasce em Lisboa em 6 de Janeiro de 1888, filho de Silvestre Jacinto Nunes e Maria Ferdinanda von Moers Hartwich Nunes (bávara de Regensburg, na Alemanha).
Com apenas 10 anos edita um semanário humorístico - "A Risota", com prosa e desenho da sua autoria.
"Aí por volta dos meus 10 anos, comprei um copiógrafo e de colaboração comum dos meus primos, que também tinham jeiteira para o desenho, "editámos" um semanário humorístico.... este meu primo foi para o Rio de Janeiro e eu continuei sozinho com a publicação que enchia com bonecada e prosa exclusivamente da minha autoria." (in Autobiografia).
Entusiasma-se com a "Paródia" de Rafael Bordalo Pinheiro e torna-se admirador de Leal da Câmara, que é ilustrador da "Marselheza" e da "Corja". Edita um semanário, "Folhas Volantes".
Das contas às artesDepois de acabar o curso comercial no Liceu Politécnico, frequenta a Escola Comercial Peixoto, por desejo do pai. Não gosta da experiência.
"... eu fui sempre avesso às contas e à contabilidade. Detestava os algarismos e a ideia de ir para a vida comercial, de passar os dias em frente de uma secretária com oleado preto, pendendo a cabeça por cima de calhamaços do "Deve e Haver" e dos "Ganhos e Perdas" apavorava-me..." (in Autobiografia)
O pai acaba por inscrevê-lo na Escola de Belas-Artes de Lisboa onde os mestres são Condeixa e Alberto Nunes.
"Tinha então 17 anos. Concluíra o segundo ano do curso geral e meu pai sempre desconfiado do meu talento, resolveu um dia levar-me ao atelier de mestre Malhoa. Num Domingo de verão enchi uma pasta com tudo que durante os últimos três anos havia desenhado e pintado, pus a minha gravata à Lavalière, que usava então como símbolo da verdadeira Arte..." (in Autobiografia)
Silvestre Nunes decide saber sobre a vocação de seu filho e mostra os seus trabalhos a Malhoa. Malhoa aconselha-o a mandá-lo para Paris.

Em 1906, Emmerico Nunes segue para Paris, com uma carta de apresentação de Jorge Colaço dirigida a Ferdinand Cormon, que fora seu professor nas Beaux Arts.Durante algum tempo frequenta as aulas de Jean Paul Laurens da Académie Julien e acaba na École des Beaux-Arts durante quatro anos. Ao mesmo tempo frequenta as academias particulares de Montparnasse. Executa algumas caricaturas e pinta paisagens.
Em 1910, Emmerico viaja a Inglaterra, Holanda e Bélgica, na companhia de Eduardo Viana, Francisco Smith e Manuel Bentes. Participa depois numa exposição de caricaturas na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa.
Em 1911, Emmerico vai para Munique. Estuda na Kunstakademie e frequenta o atelier de Heimann. Dirige-se à editora do Meggendorfer Blatter com o intuito de lhe vender um álbum para crianças desenhado em Paris. Entra como colaborador efectivo do jornal, com exclusividade até 1916.
Participa na Exposição Livre, em Lisboa, que reúne um grupo de artistas vindos de Paris: Manuel Bentes, Emmerico Nunes, Eduardo Viana, Alberto Cardoso, Francisco Smith, Domingos Rebelo, Álvares Cabral.
Em 1912 abre no Grémio Literário o I Salão de Humoristas Portugueses. Emmerico Nunes está entre os participantes.
Stuart Carvalhais, cuja obra gráfica é muito reportável ao trabalho de Emmerico Nunes, é considerado o fundador da banda desenhada para crianças.
Cria em 1915 "Quim e Manecas" no Século Cómico, um suplemento humorístico do jornal O Século. Continua esta série até 1953, oito anos antes da sua morte.

Um ano mais tarde abre as portas o II Salão de Humoristas Portugueses com os anteriores expositores mais Armando Basto, António Soares e Milly Possoz.
Em Nova Iorque abre a exposição "Armoty Show", com a participação de Amadeo de Souza-Cardoso.
Emmerico Nunes parte para Zurique em Outubro e mantém colaboração com um jornal alemão durante o tempo da guerra. Em Lisboa faz uma exposição sob o título "Arte e Humor".
Em Zurique, trabalha para um atelier de artes gráficas e expõe diversas vezes paisagens e caricaturas na Kunsthaus.
Emmerico regressa ao país em 1918 e, no ano seguinte, expõe com os Humoristas Portugueses em Lisboa.
Sines é o cenário do seu casamento, em 1920, com Clotilde Edwards Pidwell. A Editora Schreiber insiste no seu regresso a Munique com o pretexto de que Alemanha tinha voltado à normalidade, mas Emmerico Nunes hesita. Vai a Madrid em Março para participar na exposição dos humoristas espanhóis. Os seus trabalhos a óleo são reproduzidos em "La Esfera", assim como outros desenhos a preto e branco publicados em "Nuevo Mundo".
Quando retorna a Lisboa não encontra trabalho, vive apenas do produto das suas produções para o estrangeiro, designadamente para Munique.

Em Julho do mesmo ano organiza a III Exposição Lisboeta do Grupo de Humoristas Portugueses no Teatro S. Carlos.
Colabora com o semanário humorístico de Madrid "Buen Humor".
Em 1921, está Emmerico Nunes na Alemanha, nasce a sua primeira filha e o artista volta a Portugal. Mas continua a trabalhar para o Meggendorfer Blatter. Praticamente nada recebe pelos seus trabalhos, devido à inflação que ocorre na Alemanha. Acaba por aceitar um lugar como dactilógrafo numa casa comercial.
Em Lisboa começam a publicar-se "O Diário de Lisboa", o "ABC A RIR" (Semanário Humorístico) e o ABC-ZINHO (jornal infantil dirigido por Cottineli Telmo). Emmerico colabora com os três ABC, ainda que continue a executar trabalhos publicitários para o atelier Hauser, em Berna, na Suíça.
Em 1924, Emmerico está em Munique. O movimento nacional socialista começa a alastrar e o artista decide que jamais se conseguiria estabelecer na Alemanha sob tal regime e regressa definitivamente a Portugal. Envia, no entanto, pontualmente, desenhos para a editora J. F. Schreiber de Munique e colabora ao mesmo tempo com "O Domingo Ilustrado" e "Espectro", que tem uma duração efémera.
Em 1926, é instituída em Portugal a ditadura militar e começa a censura à imprensa. Iniciam-se as publicações de "Ilustração", "Magazine Bertrand" com as quais o artista começa a colaborar. Aceita um lugar de desenhador na secção de publicidade da Vacuum e participa no Salão dos Humoristas (Salão Silva Porto), no Porto e no II Salão de Outono da Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa.

Em 1928 é a homenagem nacional a Malhoa. A revista "Vogue" organiza, na Sociedade das Belas Artes, o I Salão de Outono de Elegância Feminina e Artes Decorativas.
Emmerico inicia a sua colaboração no semanário infantil suíço "Der Spatz".
Em 1929, ilustra os livros da colecção "Biblioteca dos Pequeninos" que é editada pela Empresa Nacional de Publicidade. A editora J.F. Schreiber de Munique adquire o "Fliegende Blatter" e Emmerico Nunes começa a sua colaboração.
Entre 1930 e 1931, o artista adoece. É despedido da Vacuum e sobrevive vendendo retratos a óleo.
Acaba por arranjar emprego na Secção de Publicidade da Companhia Industrial de Portugal e Colónias. Colabora com o "Zuricher Ilustrierte Zeitung" de Zurique e participa nos salões anuais da Sociedade de Belas Artes.
Em 1935 está em Haia, onde colabora no "Haagscher Courant" durante dois meses e volta de novo a entrar ao serviço da "Vacuum". De manhã trabalha na Portugal e Colónias, è tarde na Vacuum e à noite desenha para "O Senhor Doutor". Restam-lhe os domingos para pintar.
Em 1937, Emmerico Nunes integra a equipa de decoração do pavilhão português na Exposição Universal de França.
Em 1939 colabora também para o pavilhão nacional na Feira Internacional de Nova Iorque.Ainda numa fase de exposições, em 1940, participa na Exposição do Mundo Português. Colabora no Semanário "Acção" mas queixa-se de que Portugal não possui um único jornal humorístico. Continua a dedicar-se à pintura e ao retrato e durante toda uma década ilustra uma série de livros para adultos e crianças.

Em 1941 está a trabalhar como litógrafo na "Portugal e Colónias" e vai participando em exposições do SPN e da SNBA.
Em 1946, falece a mãe do artista (o pai virá a morrer em 1952).
Em 1951, Emmerico Nunes é professor de desenho dos filhos do Conde de Paris. A Agência Geral do Ultramar encarrega-o da realização do Pavilhão do Ultramar para a Feira Popular de Lisboa.
No mesmo ano, organiza a exposição de Arte Sacra Missionária em Lisboa (no claustro do Mosteiro dos Jerónimos) e Pio XII agracia-o com a comenda da Ordem de S. Silvestre.
Em 1952, executa trabalhos de restauro nas Oficinas do Museu Nacional de Arte Antiga.
Expõe na 1.ª Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (criada em 1956) com o óleo "Brooklyn".
Emmerico Nunes é operado em 1960 e fica com a saúde muito abalada. Ainda executa um painel para a Igreja Matriz de Sines e pinta vários retratos e paisagens.A 18 de Janeiro de 1968, Emmerico Hartwich Nunes morre em Sines.

FC

28/02/08

CONVIDO A CONHECER:

RELEITURAS DO QUADRO “LAS MENINAS” DE VELÁSQUEZ

Penso que todos conhecemos, mais ou menos bem, esta obra, que o espanhol Diego Velásquez pintou em 1656 e que poderemos admirar no Museu del Prado, em Madrid..
A cena mostra-nos como figura central a Infanta Margarita, rodeada das suas damas. Os pais, Reis de Espanha Filipe IV e Mariana de Áustria, aparecem reflectidos no espelho que se vê ao meio. O próprio pintor fez-se também representar, de paleta na mão, ao fundo, à esquerda.
Sendo como é, uma obra mundialmente conhecida, não escapou ao interesse de vários outros pintores para, baseados nela, fazerem depois as suas interpretações pessoais.
Também Picasso criou, a partir do dito quadro, nada menos de cinquenta e oito versões de pinturas a óleo, entre Agosto e Dezembro de 1957. Tive oportunidade de ver alguns destes quadros no seu museu, em Barcelona.

















Escolhi cinco dessas releituras para vos mostrar hoje, pois, goste-se muito ou pouco deste pintor, parece-me sempre interessante analisar a sua obra.
Até breve, num qualquer outro assunto, como tema de conversa informal.
M.A.

27/02/08

AGUARELA sobre a "CRUZ QUEBRADA"

Autor CARLOS PINTO RAMOS - 1905-19??
Designação "Apanha do mexilhão na Cruz Quebrada"
Técnica aguarela sobre papel
Assinada e datada de Caxias - 1950
Dimensões 22,5 x 33 cm
FC

25/02/08

DRAGOEIROS NO JAMOR

Um destes dias ao fazer uma caminhada no magnífico espaço do Jamor, encontrei dois centenários(?) e majestosos Dragoeiros.
Curiosamente em Tenerife, por exemplo, um dos pontos de visita obrigatórios para os turistas é justamente o "El Drago".
Atenção entidades! Tomem muito cuidado com estes dois belos exemplares! Façam-lhes a protecção devida e merecida.
A comunidade agradece, a História e o Planeta também.


Fica entretanto a explicação obtida na Wikipédia, do que é um Dragoeiro:
A Dracena draco, mais conhecida por Dragoeiro, é uma planta originária da Macaronésia. O dragoeiro pertence à classe Liliopsida, ordem Asparagales, família das Ruscaceae (Dracaenaceae), sendo nativo dos arquipélagos atlânticos das Canárias, Madeira e Açores, e localmente da costa africana vizinha. Pode atingir centenas de anos de idade, produzindo árvores de grandes dimensões. Apesar de comuns e muito apreciados como plantas ornamentais em jardins nestes arquipélagos, o dragoeiro encontra-se vulnerável no estado selvagem devido à destruição do seu habitat. A sua abundância pode variar entre o relativamente comum nas Canárias a extremamente raro na ilha da Madeira.
FC

24/02/08

PROJECTO SOS AZULEJO

O Património Azulejar português é de uma riqueza e valor incalculáveis, ocupando um lugar de relevo não só no Património Cultural do nosso país, como também no Património da Humanidade: destaca-se pela sua qualidade, quantidade e pela variedade e especificidade de estilos, materiais e técnicas, surgindo como uma das características arquitectónicas portuguesas mais emblemáticas e facilmente reconhecíveis. Urge, por isso, defender este património e preservá-lo para as gerações seguintes.

O Projecto “SOS Azulejo” é de iniciativa e coordenação do Museu de Polícia Judiciária, órgão do Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais, e nasceu da necessidade imperiosa de combater a grave delapidação do património azulejar português que se verifica actualmente, de modo crescente e alarmante, sobretudo por furto, mas também por vandalismo e incúria.

Assim, a par de uma estratégia assertiva e pragmática de Prevenção Criminal, o Projecto SOS Azulejo opta por um alargamento multidisciplinar na abordagem à problemática da salvaguarda da azulejaria portuguesa que engloba também a vertente da Conservação Preventiva - pois neste combate ambos os vectores estão interligados e são indissociáveis.

No dia 28.02.08 pelas 17h, no Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais.
Museu e Arquivos Históricos de Polícia Judiciária
Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais
Quinta do Bom Sucesso, Barro,2670-345 Loures

FC

23/02/08

CONVIDO A CONHECER:

EMBLEMA DA SIMECQ
Dei comigo a pensar um dia destes sobre qual seria o significado de cada um dos elementos que compõem o Emblema da Simecq. Às perguntas que fui fazendo, ninguém me soube responder, então resolvi ir em frente na procura e, depois, disso informar os meus leitores. Quem sabe se algum deles se interrogou já, também, sobre o mesmo assunto?
Conversando com a Francisca Carvalho, prontamente ela iniciou a sua acção no sentido de descobrir quem nos pudesse elucidar. Isto, porque não há nada escrito e, se acaso houve, terá sido perdido por qualquer razão que não descortinamos. Resta portanto a memória oral, neste caso a de um dos Sócios mais antigos e também ex Presidente da Colectividade.
Inicialmente o Emblema da Sociedade era simplesmente a Lira Dourada, alusiva à Música que ali existiu, desde a sua fundação, em 1880
Só cerca de 1940 é que terão sentido necessidade de alterar o Emblema para nele inserirem símbolos de outras actividades que entretanto foram sendo criadas na Colectividade. Possivelmente, por consenso do grupo que liderava na altura, quem se encarregou de passar a ideia ao papel foi alguém cuja acção sei ter sido bastante marcante na época.
De nome Amaro Nunes da Costa, foi este um dinamizador polivalente de tudo quando decorria dentro da SIMECQ. No desporto, no teatro, na música, etc. a sua influência sempre se fez sentir, dizem-me, com o maior entusiasmo e eficiência.
Feita esta curta apresentação do autor, passemos à descrição dos vários componentes do Emblema.
No corpo central mantém-se a Lira dourada, correspondente à Música. (Depois de um prolongado interregno, temos de novo uma Banda e o ensino da música a funcionarem).
O escudo interior, dividido na vertical, mostra as cores verde e branco que simbolizam a Componente Natureza, (vizinhos somos até da Mata do Estádio Nacional) e, o Coração aberto na sua Pureza de Sentimentos. Na esquerda superior a Cartilha Maternal de João de Deus, como raiz do ensino infantil, (uma Escola fundada em 1924) e, na direita inferior, o Discóbolo simbolizando o Espírito Olímpico, o Desporto Amador e a Ética do mesmo.
Circundando estes elementos, dois ramos, um de Oliveira e outro de Azinho, representam, o primeiro, a Prosperidade e a Paz e o segundo a Força da Natureza, aquilo que é genuíno. Liga-os um laço encarnado como União das Vontades na Entrega e Espírito de Sacrifício.
Finalmente na faixa branca colocada na diagonal, sobre o já referido escudo verde-branco, estão inseridas, a ouro, as iniciais da SOCIEDADE DE INSTRUÇÃO MUSICAL E ESCOLAR CRUZ QUEBRADENSE. Dizem-me que a escolha do metal nobre é para melhor enaltecer a importância que em todos deve existir, do valor que a Colectividade tem, como Símbolo de Entendimento e como local de convívio e partilha junto de cada cidadão.
Espero que tenham gostado de saber este bocadinho de história ligado à SIMECQ.
Oxalá queiramos, também, reflectir sobre o significado de todos estes valores morais que, no seu conjunto, orientaram a criação deste Emblema. Que persista em todos nós a vontade de os compreender, preservar e os transmitir, sempre na sua mais pura essência.


Agradecimentos à Francisca Carvalho e ao Sr. Mário Salgado pelas informações prestadas.

M.A.

22/02/08

ARISTIDES SOUSA MENDES

Diplomata ( 1885 – 1954 )

Aristides de Sousa Mendes, Nasceu em Cabanas de Viriato em 19 de Julho de 1885 e faleceu em Lisboa em 3 de Abril de 1954.

Recusou-se a acatar as ordens do seu governo (o regime de Salazar), e concedeu vistos a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir de França em 1940, ano da invasão de França pela Alemanha nazi.

Na 2ª Guerra Mundial Aristides salvou dezenas de milhares de pessoas do Holocausto.

Foi o "Oskar Schindler Português" comparação pouco digna, uma vez que Arstides salvou um número de pessoas muito superior a Schindler.

Saiba tudo sobre este notável Português no museu virtual

FC

Ciência: Investigadores abrem no sábado os seus laboratórios ao público em Oeiras

Lisboa, 22 Fev (Lusa) - Os cerca de 350 investigadores do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), de Oeiras, abrem os seus laboratórios ao público no sábado para se darem a conhecer e explicarem o seu trabalho.

Já realizada em anos anteriores, o "Dia Aberto do ITQB" visa desta vez "explorar o mundo vivo pelo lado de dentro, espreitando a natureza desde o ambiente até ao átomo", segundo fonte deste instituto da Universidade Nova de Lisboa.

"O convite é acima de tudo para um dia de diversão e descoberta da Ciência com quem explora o mundo vivo por dentro todos os dias", acrescentou.

A iniciativa, que decorre a partir das 10:00, permitirá que os cientistas satisfaçam a curiosidade tanto de adultos como de crianças, respondendo às suas perguntas e mostrando-lhes como se faz investigação.

O Instituto estará aberto ao público durante todo o dia, com visitas aos laboratórios de investigação de meia em meia hora a partir das 10:30 e comunicações de hora a hora entre as 11:00 e as 16:00 sobre temas tão variados como "astrobiologia" ou "uma bactéria vista por dentro".

Para "escutar as conversas entre os átomos" terão início também às 10:30 visitas guiadas ao Centro de Ressonância Magnética Nuclear (CERMAX)e, para ilustrar o tema "do laboratório à indústria", poderá visitar-se (às 11:00 e às 12:00) a Unidade Piloto do IBET (Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica).

O ITQB é um dos maiores centros de investigação portugueses dedicados às ciências da vida, tendo como missão assegurar formação avançada nas áreas da química, biologia e tecnologias associadas.

A jornada insere-se no programa "Oeiras Vive a Ciência", um projecto conjunto do ITQB e do Instituto Gulbenkian de Ciência, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras.

CM.

Lusa/Fim

21/02/08

CONVIDO A CONHECER:

FORTE DO BOM SUCESSO

Desta vez, este pequeno apontamento será para levar os meus leitores até ao Forte do Bom Sucesso, situado junto à Torre de Belém.

É neste local que a LIGA DOS COMBATENTES concentra o núcleo principal do seu património museológico e, neste momento, não faltam mesmo motivos para que todos decidam ir até lá.

Além da Exposição Permanente intitulada O COMBATENTE PORTUGUÊS há também uma outra, na mesma zona, de Fotografia das CAMPANHAS DO ULTRAMAR, onde podemos apreciar fotos do repórter de Guerra Fernando Farinha.

Nas salas 1 e 2 temos a Exposição LEONARDO DA VINCI - O INVENTOR. Já aqui anunciada aquando da sua inauguração, quero agora acrescentar que, ali, encontraremos não só diversas réplicas em madeira de máquinas inventadas por aquele multifacetado génio italiano, como, igualmente, teremos oportunidade de conhecer o funcionamento das mesmas.

Depois, intitulada "PEREGRINAÇÃO", (o que logo nos indica ser inspirada no relato aventuroso deixado pelo nosso antepassado que se chamou FERNÃO MENDES PINTO,) podemos admirar a Exposição de Pintura de JOÃO VELHÔ. Deste Pintor conheço já algumas obras, nomeadamente as que se encontram no Instituto Superior dos Altos Estudos Militares, em Pedrouços, o que é , sem duvida alguma, um forte aliciante para me levar, de novo, a ver pinturas suas.

Ao ar livre há ainda três locais com equipamento relativo aos Ramos das Forças Armadas. Neste museu há igualmente zonas de convívio, salas de conferência e de projecções, bar, etc

Se juntarmos a tudo quanto já foi dito a beleza do local em que se encontra inserido o Forte do Bom Sucesso, temos a certeza que darão por bem empregue o tempo da visita, sentindo-se satisfeitos por terem acedido ao convite que lhes fiz no início destas linhas.

Mais haveria para dizer não fora o condicionamento de espaço. Mas, voltarei um dia ao assunto.

Os meus agradecimentos ao Exº. Sr. Tenente-General Joaquim Chito Rodrigues, Presidente da Direcção Central da LIGA DOS COMBATENTES pela informação facultada.

O Forte do Bom Sucesso encontra-se aberto todos os dias das 10.00 às 19.00 horas.

M.A.

Espectáculo para todos


Sábado 23 Fevereiro temos agendada a estreia de “O Novo Cozinheiro” às 16:30h No Mundo da Lua.Para marcações e outras informações: 214674531 / 969073331 ou nmlua@ntheias.com
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20/02/08

A seda da China até à SIMECQ

Na China, os simples mas custosos tecidos de seda eram decorados com signos de escrita e imagem, costume que deu origem à pintura sobre seda atingindo o seu apogeu por volta do ano 1200 d.C.. Os componentes básicos que se empregavam para preparar as tintas eram o pólen, a cinza, a fuligem, extractos de plantas e alguns pigmentos minerais de óxido de ferro e cobre.

Com o fim de conseguir uma boa impregnação da seda com a tinta, os chineses desengomavam-na com banhos de mordente. A partir de cola de arroz e farelo cozido faziam uma pasta, utilizada na preparação do tecido para as diversas aplicações. Partindo de tecidos de diferentes espessuras, preparavam biombos, tapetes, pinturas e vestidos.
Os motivos principais representados nas suas pinturas, quer fossem geométricos ou figurativos, eram constituídos por animais, plantas e seres fabulosos. Porque a expressividade dos motivos e cores era realmente de rara beleza, na Europa, durante muito tempo, imitou-se e copiou-se a arte da seda chinesa.

No nosso atelier ensinamos esta arte secular.




A Professora Yvonne Kerné observa atentamente uma aluna no trabalho de colocação da seda no bastidor.




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Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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