Como tudo começou

20/06/08

Viana do Castelo - 750 anos


No âmbito das Comemorações dos 750 Anos do Foral Afonsino que Viana do Castelo realiza durante toda a semana, está previsto um monumental fogo de artificio na noite do próximo sábado, que será lançado de trinta e dois pontos diferentes da cidade. O fogo-de-artifício, a cargo da empresa Pirotecnia Minhota, inclui 48 mil disparos em apenas sete minutos e irá iluminar a cidade, o rio e o Monte de Santa Luzia.

A este espectáculo pirotécnico vão juntar-se ainda um conjunto de iniciativas que decorrerão durante todo o fim-de-semana na cidade de Viana do Castelo, que se encontra engalanada para a festa.

No sábado, e para além da feira medieval e do torneio medieval, Viana do Maranhão (Brasil) apresenta-se na Praça da Liberdade para um espectáculo de música e dança tradicionais daquela cidade geminada com Viana do Castelo. No domingo, entre as 15h00 e as 17h00, decorre o Festival Náutico, organizado pelos clubes de Viana do Castelo (Iate Clube de Viana, Clube Náutico de Viana do Castelo, ARCO, Clube de Vela de Viana do Castelo, Darque Kayak e o Viana Locals e a Associação do Norte de Windsurf). O festival integra o desfile, em zonas delimitadas no rio Lima entre a ponte metálica e a Praça da Liberdade, de cerca de oitenta embarcações de canoagem, remo, vela e windsurf.

Ao fim da tarde (17h00), nas principais ruas da cidade, mais de 1500 figurantes integram o Cortejo Histórico dos 750 Anos de Viana do Castelo. O cortejo com 25 carros alegóricos integra um desfile com os grandes momentos da História de Viana do Castelo, desde a ocupação castreja até aos dias de hoje, passando pela lenda do Rio Lethes, D. Afonso III ou as aventuras brasileiras dos vianenses, com o seguinte trajecto: Alameda João Alves Cerqueira, Avenida dos Combatentes, Rua Cândido dos Reis, Rua Nova de Santana, Rua de Aveiro e Afonso III.

Fica a proposta para um fim de semana diferente e cheio de actividades!

fc

SÃO JOÃO BAPTISTA


Segundo o Evangelho de São Lucas, João Baptista era filho do sacerdote Zacarias e Isabel prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e considerado pelos cristãos como o precursor do prometido Messias, Jesus Cristo. Baptizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o baptismo de gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adoptados pelo cristianismo.
A aura de João Baptista não se confina só ao âmbito da Igreja Católica pois, num sentido universal ele é considerado um homem bom. Sabemos que esteve vários anos num local deserto, fazendo vida de asceta, alimentando-se de água das chuva, frutos silvestres e mel. É uma das figuras mais respeitadas da historia judaico-cristã e, a sua vida, é igualmente admirada pelos muçulmanos, sendo também venerado na Turquia , bem como em várias zonas do Oriente.
Quando se encontrava em pregações na Galileia, ao tempo, o poder estava nas mãos de Herodes Antipas, filho daquele outro Herodes que ficou ligado à matança dos inocentes. Acontece que Herodes repudiara a sua mulher legítima para ficar a viver com a cunhada Herodíades. Esta atitude era motivo de descontentamento por ser sacrílego segundo os costumes da lei e, João Baptista foi um dos que teve mesmo a coragem de o afirmar ao próprio Herodes, acrescentando até que, se não fosse modificada a situação, cairia uma maldição sobre Israel. Ao que parece, Herodíades não terá gostado disto e, por sua influência, João Baptista foi metido numa prisão.

Segundo reza a história, num dia 29 de Agosto, durante um banquete, Salomé, jovem lindíssima, filha de Herodíades e sobrinha de Herodes, terá dançado para os convidados e o agrado foi de tal ordem que, Herodes lhe pediu uma segunda dança. Ela recusou, Herodes insistiu, prometendo que a paga disso seria à escolha dela. Foi quando Salomé pediu ao tio a cabeça degolada de João Baptista, numa bandeja de prata. Este foi, segundo chegou até nós, o fim do profeta João Baptista.

Mas, depois destes dados históricos, quero deixar nos leitores uma impressão menos pesada e falarei agora da forma como o povo venera também, no mês de Junho, este S.João, que aparece representado nos altares apenas vestido com uma pele de carneiro e um cordeirinho aos pés.
Também o encontramos nos tronos que as crianças fazem pelas ruas, pedindo a tal moedinha em seu nome. Do mesmo modo se fazem arraiais, se canta , se dança, se comem sardinhas assadas, ou carnes, se ouvem foguetes, há arcos e balões, se vendem manjericos, enfim, os “condimentos” são comuns aos festejos dos Santos de que o povo português gosta. Todo o país, geralmente festeja de forma idêntica os Santos de Junho, mas no que respeita ao S.João o que logo me lembra é Braga e o Porto.

Falarei do Porto, neste caso, apenas porque conhecer melhor. O 24 de Junho é também o seu Feriado Municipal e, o Santo, que aqui é designado por “S.João do Porto”, foi escolhido igualmente para seu padroeiro. A lenda refere um eremita que terá vivido e morrido em Tuy no Sec IX. Mais tarde, no Sec XII, a Rainha D. Mafalda (mulher de D. Afonso Henriques) terá sido portadora de relíquias suas, que foram depositadas na Igreja da N.S. da Consolação, no Porto. Duas pessoas diferentes ou não, este S.João, apresenta-se com imagem semelhante àquele falado antes, também vestido com a pele de carneiro e tudo. A dúvida poderá ser desfeita por alguém mais informado que eu.

Os festejos começaram essencialmente na zona das Fontaínhas, mas foram-se alargando afinal a todos os locais onde o povo entendeu que a festa poderia existir. Todos os tripeiros vivem intensamente a comemoração do seu Padroeiro. Saem para a rua já na véspera e, a festa, estende-se pela madrugada fora e dia seguinte. Aos grupos que se formam e vão percorrendo as ruas, cantando e dançando chamam-se “rusgas”. Também se vendem os vasos de manjericos e é uso comer-se nas tasquinhas além das sardinhas, bifanas e aínda cabrito. Além de se ver aqui, tudo o que é habitual em festas do género, há ainda dois costumes curiosos:_ Um, refere-se à erva cidreira usada para dar a cheirar, em especial às raparigas, outro, o de levar na mão um “alho porro” com o qual que se vai batendo na cabeça daqueles com quem nos vamos cruzando. Acrescento, no entanto, que o dito “alho porro” já foi cedendo lugar aos martelinhos de plástico, embora, a função de acertar nas cabeças de quem passa, se mantenha à mesma, só que, mais ruidosa!
Por aqui me fico neste breve apontamento referente ao segundo Santo Popular que se festeja em Junho.

M.A.

X Porto Cartoon World Festival 2008


É inaugurada hoje a exposição dos principais trabalhos do X Porto Cartoon World. O Festival Organizado anualmente desde 1998, o PortoCartoon celebra este ano o seu 10º aniversário. Sempre com temas de grande impacto mundial, o festival internacional de cartoon já contabilizou a participação de mais de 4000 artistas dos quatro cantos do mundo, tendo já no seu espólio quase 13500 trabalhos, entre eles alguns dos mais renomados artistas mundiais.


O cartunista português Augusto Cid foi o vencedor desta edição.


O segundo prémio foi atribuído a Muhittin Koroglu, da Turquia e o terceiro foi atribuído a dois artistas ex-aequo: Dalcio Machado, do Brasil e Taeyong Kang, da Coreia do Sul. A elevada qualidade dos trabalhos, levou o júri internacional a atribuir ainda 15 Menções Honrosas a artistas de 10 Países: Azerbeijão, Bélgica, Brasil (2), Colômbia, Coreia do Sul, Espanha, França, Inglaterra, México, Polónia, Portugal, Turquia (3).



"Direitos Humanos" foi o tema escolhido para a décima edição.


19/06/08

Garfield estreou há 30 anos.....

O gato Garfield é estrela duma das bandas desenhadas mais famosas da história, sendo publicado em 2570 jornais de todo o mundo. Os outros personagens principais são Odie estúpido, e , um cãoJon Arbuckle, um cartunista, dono dos dois. Garfield é criação de Jim Davis, que tirou o nome do seu avô James Garfield Davis (este teve seu nome inspirado pelo presidente americano James Garfield).
  • Garfield estreou em 19 de Junho de 1978. Tinha traços disformes, bochechas enormes e olhos pequenos. Já mostrava sarcasmo:

Jon - Oi, eu sou Jon Arbuckle, e este é meu gato, Garfield.
Garfield - Oi, eu sou Garfield, sou um gato, e este é meu cartonista, Jon.

  • Esta banda desenhada ironiza pessoas que transformam os animais de estimação nos "donos da casa". Também mostra um gato actuando como homem (inclusive, andando em 2 patas) e enfrentando problemas humanos (dieta, tédio, aversão às segundas-feiras, etc.).
Peronagens:

Garfield
- Um gato laranja às riscas. Preguiçoso, guloso, amante de televisão e acima de tudo, sarcástico. Adora "correr" com o Odie da mesa, caçar pássaros e carteiros. O seu prato favorito é lasanha. Odeia a segunda-feira, passas, dietas e caçar ratos ("Lábios que tocam num rato jamais tocarão os meus"). Garfield adora matar aranhas e sofre de ataques de sono.
Odie
- O "parceiro" de Garfield. É um cão idiota, definido por Garfield como "uma língua com olhos e patas", por estar sempre a abar-se e com a língua de fora. A sua primeira aparição foi em 8 de Agosto de 1978.
Jon Arbuckle
- O cartonista, dono de Odie e Garfield. É um fracasso com as mulheres, veste-se muito mal e geralmente cai nos truques do gato.
Nermal - O "gato mais lindo do mundo". Aparece frequentemente , para desprezo de Garfield. No desenho, Garfield gosta de tentar mandá-lo para Abu Dhabi.
Pooky
- o urso de peluche de Garfield. Na sua primeira aparição, Garfield procurava algo na gaveta de Jon e achou Pooky.
Arlene
- a namorada de Garfield. Aparece esporadicamente.
Lyman
- amigo de Jon, o dono original de Odie. Em 1983 desapareceu, reaparecendo em 19 de Junho de 1988, data em que se comemorou o décimo aniversário de Garfield.
Liz Wilson - a veterinária de Garfield.
Herman Post
- O Carteiro de Jon. Garfield passa a vida a atormentar o carteiro .
Wilhelm Burtside - Vizinho irritadiço e mal-humorado de Jon Arbuckle, é outra vítima constante das armações do Garfield, especialmente no que diz respeito ao mau uso da churrasqueira "emprestada" de Burtside.
Binky, o palhaço - ridículo animador infantil de televisão, caracterizado pelo seu grito "Ooooooi, crianças!", o qual é normalmente modificado por "Oooooi, gato!" para pregar sustos às pessoas, especialmente ao pobre Garfield.
Balança - A balança da casa de banho possui um processador, por isso, fala. Quando Garfield resolve usá-la, geralmente a balança vai para o lixo por dizer frases como: "Diga-me, já alguma vez pensou em seguir carreira como barcaça fluvial?" "Sou uma balança de casa de banho! Não peso cargas!" "Quantos são vocês aí em cima?" "parabens,esta voz oficialmente interdita a passagem por certas pontes!"
fc

18/06/08

CANETAS


Uma colecção que nos fala de canetas de tinta permanente, como se dizia, porque não precisavam de ser mergulhadas constantemente no tinteiro como pena de pato e a caneta de aparo.

Um escrito inglês de 1723 descreve ao pormenor e com ilustrações a pen without end,”uma caneta sem fim”, embora o seu uso só se tenha vulgarizado no Sec. XX.
José Lopes Luís tem na sua colecção de muitas centenas de canetas, algumas antiquíssimas, onde se inclui uma Watermann, com tinteiro de vidro, de 1890.

É apenas quando falamos com um coleccionador de canetas que nos apercebemos de como se trata de um mundo cheio de especificidades. Uma caneta de ebonite, por exemplo, pode ser diferente de todas as outras feitas com esta resina e com o mesmo desenho. São peças diferenciadas, também, consoante o sistema de enchimento – que pode ser de êmbolo, de bomba de alavanca, de cartucho, entre outros - , conforme o aparo, ou, pelo modo como se fecham – tampa de rosca, por simples pressão, etc.



Lopes Luís elege como marca preferida entre todas a Pelikan, porque foi a primeira caneta que teve e é a que está na origem da colecção. Aquela empresa alemã, fundada em 1832, pelo químico Carl Hornemann, lançou no mercado a sua marca dirigida ao público escolar e aos jovens. Assim, na sua colecção, entre muitos estojos onde guarda a suas peças, ordeira e criteriosamente arrumadas, há um com mais de uma dezena de canetas que, por muito que olhemos para elas parecem todas iguais e da mesma cor. Mas não é pelo “amor” que o coleccionador tem pela marca. É porque são todas diferentes neste ou naquele pormenor.

Uma colecção de canetas é também uma colecção de histórias. “A marca Onoto, um fabricante que celebrou em 2005 um século de existência, é assim chamada porque os proprietários quiseram um nome que fosse fácil de pronunciar em todas as línguas”, recorda J.L. Luís. Noutro passo conta que a célebre “Parker 51”, a caneta “ mais vendida e copiada de sempre”, criada em 1941, começou por ser lançada, a título experimental, no mercado brasileiro.
Poderá pensar-se que uma colecção destas deve resultar, no seu conjunto, num quadro muito monótono. Nada mais errado. É, isso sim, uma colecção que convida aos prazeres da escrita.

Apontamento escrito e fotos do “Club do Coleccionador “
P.S.-Foi-me feito um pedido particular para que juntasse a este comentário uma terceira foto onde se mostram duas canetas que, igualmente, têm histórias para contar. Aguardem, porque penso que as ireis conhecer também.
M.A.

A GAIOLA DO LEÃO - Charlie Chaplin

Charles Spencer Chaplin Jr. (Londres, 16 de abril de 1889 – Corsier-sur-Vevey, 25 de dezembro de 1977) foi um actor, director, roteirista e músico britânico nascido na Inglaterra.

O seu principal e mais conhecido personagem é conhecido como Charlot, na França e no mundo francófono, na Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Romênia e Turquia.

Um andarilho pobretão com as maneiras refinadas e a dignidade de um gentleman, usando um fraque preto, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu de coco ou cartola, uma bengala de bambu e a sua marca pessoal - um pequeno bigode.

Chaplin foi uma das personalidades mais criativas que atravessou a era do cinema mudo; actuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou os seus próprios filmes.



Clique acima para ver o filme
fc

16/06/08

AINDA O V DESFILE DE VIATURAS ANTIGAS




Tal como noticiamos, realizou-se ontem Domingo, o V Desfile de Viaturas Antigas entre Algés e Oeiras. Resolvi portanto dar uma volta pelo local, onde se faria a partida. Para aqueles que não tiveram oportunidade de ver aquele conjunto tão bonito de viaturas, aqui ficam fotos de algumas.



















M.A.

5.000 Visitantes

Hoje atingiremos os 5.000 visitantes!
A todos os que nos visitam e ou nos deixam palavras de apreço, obrigada!
F.C.
M.A.

15/06/08

A primeira travessia aérea do Atlântico Sul

foi concluída com sucesso no dia 15 de Junho de 1922 pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, no contexto das comemorações do Primeiro Centenário da Independência do Brasil.

A épica viagem iniciou-se em Lisboa, às 16:30h de 30 de março de 1922, empregando um hidroavião monomotor Fairey F III-D MkII, especialmente concebido para a viagem, equipado com motor Rolls-Royce e batizado Lusitânia. Sacadura Cabral exercia as funções de piloto e Gago Coutinho as de navegador. Este último havia criado, e empregaria durante a viagem, um horizonte artificial adaptado a um sextante, a fim de medir a altura dos astros, invenção que revolucionou a navegação aérea à época.

A primeira etapa da viagem foi concluída, no mesmo dia, sem incidentes em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, embora tenha sido notado, por ambos, um excessivo consumo de combustível.

No dia 5 de abril, partiram rumo à Ilha de São Vicente, no Arquipélago de Cabo Verde, cobrindo 850 milhas. Lá se demoraram até 17 de abril para reparos no hidroavião - que fazia água nos flutuadores -, tendo partido das águas do porto da Praia, na Ilha de Santiago, rumo ao Arquipélago de São Pedro e São Paulo, em águas brasileiras, onde amararam, sem o auxílio do vento, no dia 18. O mar revolto naquele ponto, entretanto, causou danos ao Lusitânia, que perdeu um dos flutuadores. Os aeronautas foram recolhidos por um Cruzador da Marinha Portuguesa, que os conduziu a Fernando de Noronha. Apesar de exaustos pelo vôo de 1.700 quilómetros e pelo pouso acidentado, comemoraram o achamento, com precisão, daqueles rochedos em pleno Atlântico Sul, apenas com o recurso do método de navegação astronómica criado por Gago Coutinho.

Com a opinião pública Portuguesa e Brasileira envolvida no feito, o Governo Português enviou outro hidroavião Fairey, batizado como Pátria, a partir de Fernando de Noronha, pelo navio brasileiro Bagé, que chegou no dia 6 de maio. Tendo o hidroavião sido desembarcado, montado e revisado, a 11 de maio descolaram de Noronha. Entretanto, nova fatalidade acometeu os aeronautas, quando, tendo retornado e sobrevoando o arquipélago de São Pedro e São Paulo para reiniciar o trecho interrompido, uma pane no motor obrigou-os a amarar de emergência, tendo permanecido nove horas como náufragos, até serem resgatados por um cargueiro Inglês - o Paris City, em trânsito na região.

Reconduzidos a Fernando de Noronha, aguardaram até 5 de junho, quando lhes foi enviado um novo Fairey F III-D (o n° 17), batizado pela esposa do então Presidente do Brasil, Epitácio Pessoa, como Santa Cruz. Transportado de Portugal pelo navio Carvalho Araújo foi posto na água do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, tendo levantado voo rumo a Recife, fazendo escalas em Salvador, Porto Seguro, Vitória e dali para o Rio de Janeiro, então Capital Federal, onde, a 17 de junho de 1922 pousou em frente à Ilha das Enxadas, nas águas da baía de Guanabara.

Aclamados entusiasticamente como heróis em todas as cidades brasileiras onde amerisaram, os aeronautas haviam concluído com êxito não apenas a primeira travessia do Atlântico Sul, mas pela primeira vez na História da Aviação, tinha-se viajado sobre o Oceano Atlântico apenas com o auxílio da navegação astronómica a partir do aeroplano.

Embora a viagem tenha consumido setenta e nove dias dias, o tempo de voo foi de apenas sessenta e duas horas e vinte e seis minutos, tendo percorrido um total de 8.383 quilometros. A viagem serviu de inspiração para os raides posteriores de João Ribeiro de Barros e de Charles Lindbergh.

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ACTUAÇÃO BANDA SIMECQ - HOJE




Mais uma oportunidade para ver e ouvir a nossa BANDA!
Dia 15/06 Domingo às 21 Horas
no Jardim de Oeiras

(Integrado nas Festas de Oeiras)


A propósito já lá foi este ano?

14/06/08

Brincar com o Arco e a Gancheta


Nos tempos em que as crianças brincavam na rua, os entretens estavam longe de ser eletrónicos!

Este fazia-nos correr e saltar tempo sem fim! Os condutores até imitavam o barulho dos motores e apitavam e tudo....

Claro que estas brincadeiras para além de nos incutir o espírito de equipa, também nos permitia um contacto com os vizinhos, e colegas de escola. Alguns arranhões e quedas faziam parte dum crescimento saudável.

O que eu brinquei com arco e gancheta.....


Imaginem que ontem vi à venda um destes brinquedos...!!!!!!!


Aqui vai no entanto a instrução para a construção:


Material:

Um arco de metal que pode ser um arame dobrado em forma de circunferência. (Eu usava isto ou um aro de bicicleta).

Uma vara dobrada na ponta, para empurrar o arco

Objectos vários para delimitar o percurso

Objectivo:

Percorrer um determinado percurso no mínimo de tempo possível.

Regras do jogo:

O jogador inicia o percurso, devendo conclui-lo o mais rapidamente possível, sem que o arco caia. Se o arco cair, deverá voltar ao início do percurso.

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Desfile de Carros Antigos em Oeiras


As ruas do centro histórico de Oeiras, de Paço de Arcos e da Baixa de Algés vão receber automóveis que também têm história. São mais de 150 as viaturas antigas que vão marcar presença no V Passeio/Exposição de Automóveis Antigos

O desfile vai ser composto por automóveis e motos antigos que vão seguir um percurso previamente delineado. Os 150 veículos partem, por volta das 9 horas, de Algés, junto ao Palácio Ribamar e seguem em direcção a Paço de Arcos.

A passagem do desfile por Paço de Arcos está marcada para as 11 horas. A chegada ao centro histórico de Oeiras, por volta das 12 horas, marca o ponto final do percurso mas também assinala o início da exposição das viaturas no Largo 5 de Outubro.

A Câmara Municipal de Oeiras organizou esta iniciativa com o propósito de «criar atractividade e notoriedade para os Centros Históricos de Oeiras, Paço de Arcos e Baixa de Algés».

fc

13/06/08

RENDAS DE BILROS


A origem das rendas não é consensual. Uma das mais aceites , apoiada por vários estudiosos, diz que terão tido a sua origem no oriente. Possivelmente vindas da China ou Índia, tendo chegado a Portugal pela Itália
Na Europa, tiveram época áurea as rendas de Milão e de Bruges, chegando os padres a encomendá-las para os seus trajes e as noivas para os seus vestidos. Em Portugal as rendas flamengas estiveram muito em voga no tempo de D.João V.
Daqui, esta forma de artesanato passou à Madeira e aos Açores, e foi pelas mulheres portuguesas que chegou ao Brasil, onde é praticada principalmente no Nordeste.

Para explicarmos a diferença entre um bordado e uma renda diremos, que enquanto um bordado é um trabalho de agulha feito sobre um tecido, a renda é unicamente um fio de algodão trabalhado, entrelaçado sob mil e uma formas, para criar os efeitos que a fantasia de quem a executa, imaginou. Para além do fio, que é fundamental, os acessórios usados para o trabalhar variam consoante o tipo de renda em questão.
No caso das rendas de bilros teremos que ter uma almofada rígida, em forma de rolo, a qual se coloca sobre uma armação de madeira. O desenho é feito num cartão que tem o nome de “pique”. Este, serve de base à rendilheira para nele ir espetando alfinetes conforme o risco determine, enquanto os bilros “bailam” entre os dedos, na execução do trabalho.

Chamam-se bilros a umas pequenas peças de madeira torneada, onde se enrolada a linha, geralmente rematadas na ponta com uma bola. Já vi porém bilros, feitos de osso e também de marfim!
Ouvi, um dia, mencionar que há uma certa conotação das rendas, em geral, com a proximidade do mar talvez pela sua semelhança com as redes de pesca. Verdade ou não, em Portugal a incidência de manufactura de rendas de bilros, situa-se quer em Vila do Conde quer em Peniche. Nestes dois lugares, desde tempos remotos, que das mãos das suas mulheres , têm saído verdadeiras obras de encanto.
Hoje em dia podemos dizer que já poucas pessoas fazem estes trabalhos, tanto por serem morosos como por exigirem muita paciência. Há anos atrás, surpreendeu-me encontrar em Lx. , num vão de escada da Rua Nova do Almada uma mulher fazendo renda de bilros. Na conversa que tive com ela soube que enviuvara, viera justamente do Norte para casa de uns parentes e estava ali fazendo o que sabia para angariar algum dinheirinho mais para o sustento familiar.
Por curiosidade vou recordar-vos aqui a letra de um velho fado-canção de Coimbra com uma alusão muito directa a estas rendilheiras . Ouvia-a ainda muito nova, em antigos discos de vinil, tocados numa grafonola ainda das de manivela. Julgo que seria cantada talvez pelos Drs. António Menano ou Edmundo Bettencourt, isso é que já não recordo.

Rendilheiras que teceis
As finas rendas à mão.
Eu dou-vos,se vós quereis,
P’ra almofada o coração.

Oh, vem à janela,
Vê que a noite bela,
Vem ver o luar!
Linda rendilheira,
Deixa a travesseira,
Vem-me ouvir cantar!

Quem me dera rendilheira,
Ser essa tua almofada.
E passar a vida inteira
Em teu regaço deitada.
......................................
M.A.

10/06/08

SANTO ANTÓNIO DE LISBOA


Cumprindo uma promessa feita há dias (por favor clique aqui) venho de novo conversar convosco sobre este Santo tão querido de nós portugueses e, de mim em particular.
Sabemos que ele nasceu em Lisboa em 15 de Agosto de 1195 e veio a morrer, apenas com 36 anos, em Pádua em 13 de Junho de 1231. O seu nome de baptismo foi Fernando Martin de Bulhões e Taveira Azevedo.
Aos 15 anos entrou para um Convento de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, porém, dez anos mais tarde, em Coimbra, impressionado por pregações ouvidas a uns frades franciscanos, resolveu ingressar na Ordem dos Franciscanos onde irá manter-se até à morte. É nesta altura que adopta também o nome de António.
Tornou-se um pregador culto e apaixonado e leccionou teologia em várias universidades europeias. Passou também pelo Brasil. O seu amor aos pobres foi igualmente uma das suas características marcantes. Toda a sua vida foi tão cheia de actuação e exemplos marcantes que fez o Papa Pio XII, em 1946 elevá-lo a Doutor da Igreja. A sua canonização foi a mais célere que se conhece na história da Igreja, ocorreu apenas 11 meses e 17 dias após a sua morte.








Pádua, a cidade italiana onde viveu os últimos anos, adoptou-o como seu padroeiro, chamando-o simplesmente Il Santo. Erigiu com o seu nome, uma Basílica, onde num imponente túmulo se guardam os seus restos mortais. Posso dizer-vos que são inúmeros os testemunhos de fé que nele vi, colocados por devotos, dando conta de graças recebidas. Também neste local se mostram o seu hábito e a sua língua, esta, dentro de um relicário de vidro.

Mas Lisboa reivindica também a forte ligação a este tão popular santo! Como já disse muita gente estará mesmo convencida de que é ele o padroeiro da cidade, pelo facto do 13 de Junho ser Feriado Municipal. Esclareça-se, em abono da verdade que não, o padroeiro de Lisboa é efectivamente S.Vicente.

E será que sabem que Santo António tem também uma carreira militar, ainda que simbólica? Eu explico:
Por iniciativa de D. Afonso VI, em 1665, S. António, ( já muito depois da sua morte ) “assentou praça” no 2º Regimento de Infantaria de Lagos. Tinha, como qualquer outro soldado, direito a um soldo que, neste caso, era usado para ajudar os soldados doentes. Depois, outros regimentos seguiram o mesmo exemplo. Uma sua imagem foi ,por exemplo, desde meados do Sec XVII, a protectora do Reg. de Inf. 19, em Cascais e acompanhou sempre o Regimento nas campanhas da Guerra Peninsular, razão pela qual, ostenta ao peito a medalha referente à dita Guerra. É a imagem que abre este post e que está hoje no Museu Militar do Buçaco.
O Marquês de Pombal, em dada altura, entendeu “cortar-lhe o vencimento”, determinando que continuaria no Exército, sim, mas… gratuitamente! Já nessa altura surgiam medidas restritivas, come se vê! Porém, logo depois, no seu reinado, D. Maria I, veio repor a situação anterior. Até o General Junot, em 1807, num dos seus despachos que se encontram registados, se confessou devoto de Santo António e lhe manteve todos os seus direitos, nesta altura já promovido ao posto de Tenente-Coronel.

Mas, a sua fama popular é, como já referi no post anterior, sobretudo como santo casamenteiro e advogado no aparecimento de objectos perdidos.
Deixo-vos duas fotos de Pádua e outras de alguns Santo Antónios que tenho em casa. Vejam que engraçados são, por exemplo, os do conjunto artesanal, em barro. São de dois ceramistas ali da zona de Coimbra.
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1- Imagem que se encontra no Museu do Buçaco
2 e 3-Basílica em Pádua e Túmulo do Santo
4- Imagens em madeira Sec. XIX
5-Barro (original da autora do post)
6-Barros de Miguel Lemos e Pias
M.A.

CAMÕES e o 10 de JUNHO


Luís Vaz de Camões (Data de nascimento: provavelmente entre 1517 e 1524 — Data de falecimento: 10 de Junho de 1580) é frequentemente considerado como o maior poeta de língua portuguesa e dos maiores da Humanidade. O seu génio é comparável ao de Virgílio, Dante, Cervantes ou Shakespeare. Das suas obras, a epopéia Os Lusíadas é a mais significativa.

Desconhece-se a data e o local onde terá nascido Camões. Admite-se que nasceu entre 1517 e 1525. A sua família é de origem galega que se fixou na cidade de Chaves e mais tarde terá ido para Coimbra e para Lisboa, lugares que reinvidicam ser o local de seu nascimento.

O pai de Camões foi Simão Vaz de Camões e mãe Ana de Sá e Macedo. Por via paterna, Camões seria trineto do trovador galego Vasco Pires de Camões, e por via materna, aparentado com o navegador Vasco da Gama.

Entre 1542 e 1545, viveu em Lisboa, trocando os estudos pelo ambiente da corte de D. João III, conquistando fama de poeta e feitio altivo.

Viveu algum tempo em Coimbra onde teria freqüentado o curso de Humanidades, talvez no Mosteiro de Santa Cruz, onde tinha um tio padre, D. Bento de Camões. Não há registos da passagem do poeta por Coimbra. Em todo o caso, a cultura refinada dos seus escritos torna a única universidade de Portugal do tempo como o lugar mais provável de seus estudos. Ligado à casa do Conde de Linhares, D. Francisco de Noronha, e talvez preceptor do filho D. António, segue para Ceuta em 1549 e por lá fica até 1551

De regresso a Lisboa, não tarda em retomar a vida boémia. São-lhe atribuídos vários amores, não só por damas da corte mas até pela própria irmã do Rei D. Manuel I. Teria caído em desgraça, a ponto de ser desterrado para Constância. Não há, porém, o menor fundamento documental de que tal fato tenha ocorrido. No dia de Corpus Christi de 1552 entra em rixa, e fere um certo Gonçalo Borges. Preso, é libertado por carta régia de perdão de 7 de Março de 1553, embarcando para a Índia na armada de Fernão Álvares Cabral, a 24 desse mesmo mês.

Chegado a Goa, Camões toma parte na expedição do vice-rei D. Afonso de Noronha contra o rei de Chembe, conhecido como o «rei da pimenta». A esta primeira expedição refere-se a elegia O Poeta Simónides falando. Depois Camões fixa-se em Goa onde escreveu grande parte da sua obra épica. Considerou a cidade como uma madrasta de todos os homens honestos. Lá estudou os costumes de cristãos e hindus, e a geografia e a história locais. Toma parte em mais expedições militares. Entre Fevereiro e Novembro de 1554 vai na armada de D. Fernando de Meneses constituída por mais de 1000 homens e 30 embarcações, ao Golfo Pérsico, aí sentindo a amargura expressa na canção Junto de um seco, fero e estéril monte. No regresso é nomeado "provedor-mor dos defuntos nas partes da China" pelo Governador Francisco Barreto, para quem escreveria o Auto do Filodemo.

Em 1556 parte para Macau, onde continuou os seus escritos. Vive numa célebre gruta com o seu nome e por aí terá escrito boa parte d'Os Lusíadas. Naufragou na foz do rio Mekong, onde conservou de forma heróica o manuscrito de Os Lusíadas então já adiantados (cf. Lus., X, 128). No naufrágio teria morrido a sua companheira chinesa Dinamene, celebrada em série de sonetos. É possível que datem igualmente dessa época ou tenham nascido dessa dolorosa experiência as redondilhas Sôbolos rios.

Regressa a Goa antes de Agosto de 1560 e pede a protecção do Vice-rei D. Constantino de Bragança num longo poema em oitavas. Aprisionado por dívidas, dirige súplicas em verso ao novo Vice-rei, D. Francisco Coutinho, Conde do Redondo, para ser liberto. Em 1568, vem para a ilha de Moçambique, onde, passados dois anos, Diogo do Couto o encontrou, como relata na sua obra, acrescentando que o poeta estava "tão pobre que vivia de amigos". (Década 8.ª da Ásia). Trabalhava então na revisão de Os Lusíadas e na composição de "um Parnaso de Luís de Camões, com poesia, filosofia e outras ciências", obra roubada. Diogo do Couto pagou-lhe o resto da viagem até Lisboa, onde Camões aportou em 1570. Em 1580, de regresso a Lisboa, assistiu à partida do exército português para o norte de África. Morre numa casa de Santana, em Lisboa, sendo enterrado numa campa rasa numa das igrejas das proximidades.

Que me quereis, perpétuas saudades?
Com que esperança ainda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais
E, se torna, não tornam as idades.

Razão é já, ó anos, que vos vades,
Porque estes tão ligeiros que passais,
Nem todos pera um gosto são iguais,
Nem sempre são conformes as vontades.

Aquilo a que já quis é tão mudado
Que quase é outra cousa; porque os dias
Têm o primeiro gosto já danado.

Esperanças de novas alegrias
Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado,
Que do contentamento são espias.

Luís de Camões – 1595

fc



08/06/08

Museu de Ciência da Universidade de Coimbra

O Museu de Ciência da Universidade de Coimbra foi galardoado com o Prémio Micheletti de melhor museu europeu do ano na categoria de ciência e tecnologia, pelo Fórum Europeu dos Museus.

O Museu da Ciência desenvolve um projecto museológico de características ímpares no nosso país, que visa reunir o acervo científico disperso por vários museus universitários e faculdades, além dos acervos do Observatório Astronómico e do Instituto Geofísico, criando "um Museu da Ciência moderno e integrador, ao nível dos melhores existentes no mundo".

De acordo com vários especialistas internacionais a Universidade de Coimbra detém um espólio na área da museologia sem comparação no nosso país, que configura um museu de capacidade internacional.

A generalidade destes museus é uma consequência da Reforma Pombalina, que deu origem a uma profunda reestruturação da área científica e à construção e adaptação de novos estabelecimentos ligados à investigação experimental.


07/06/08

SANTO ANTÓNIO POPULAR


Parece existirem dois Santos num só. Por um lado temos o teólogo, pregador e Doutor da Igreja e por outro o nosso popular Santo Antoninho que o povo venera, a quem responsa os objectos que perde, que intercede como casamenteiro, a quem acusa de, por maroteira, partir as bilhas às moças, etc. etc..O nosso milagroso Santo António, cuja Igreja fica mesmo ali, pertinho da Sé, parece conviver bem com estas duas facetas sem problema algum. É sem dúvida aquele Santo que consideramos mais nosso, mais português. Penso que muito lisboeta julga até ser ele o seu padroeiro, esquecendo-se do próprio S. Vicente. Julgo que contribuiu para isso o facto de o 13 de Junho, dia da sua morte, ser considerado o Feriado Municipal de Lx.


Junho, é pois o mês em que Lisboa entra em festa, Pelos diversos bairros, há manjericos e alcachofras a venderem-se com quadras alusivas, há os casamentos na Sé ,há bailaricos e marchas com arquinhos e balões, arraiais com fogueiras e sardinhas assadas, enfim a escolha é variada e tudo serve para lembrar o Santo.

A tradição dos tronos de Santo António, com os garotos a pedirem a moedinha também se mantém. A sua origem vem, da altura em que se fazia a reconstrução da igreja, após o terramoto e, os meninos do coro, terem vindo para a porta pedir esmolas para ajuda das obras. O hábito espalhou-se o povo colaborou com toda a sua devoção, multiplicando os nichos e tronos, no intuito de angariar assim mais donativos.
Contudo, as obras já acabaram há mais de dois séculos e as crianças continuam com a tradição. Já agora, digo-vos que na minha terra, a estes tronos chamamos “cascatas”.


Uma outra tradição curiosa é a de que, sendo o Santo António o protector dos animais, nenhum lavrador, pelo menos na minha terra isso acontecia, “metia os bois ao carro”, isto é, ia lavrar ou transportar produtos agrícolas, nos dias 13 de Junho.


Milagres também se contam imensos. Um dos mais curiosos é o que refere que, com o terramoto de 1755, a Igreja de Santo António ficou quase destruída mas, a sua imagem conservou-se intacta, rodeada pelas velas que permaneceram acesas.


Também se diz que, na altura da sua morte em Pádua, os sinos das Igrejas de Lx se ouviram, sem que mão humana lhes tocasse.
Um dia destes voltarei para falar de novo de Santo António.
Ó meu rico Santo António
Meu Santinho milagreiro,
Dá-me um amor e saúde
E… no bolso, algum dinheiro.
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1-Gravura com fases da vida de Stº António (1934) Clique sobre a imagem para aumentá-la
2 e 3 Trono e venda de manjericos
4 e 5 desenhos de Almada Negreiros (1934)
6 e 7 Imagem e Igreja de Santo António, em Lisboa.
.............................
Fotos- Lisboa Desaparecida
M.A.

Oeiras a caminho dos 250 anos


Em Carta Régia de 7 de Junho de 1759 a jurisdição das terras é atribuída pelo Rei D. José I ao seu Primeiro-ministro Marquês de Pombal, que se tornou o primeiro Conde de Oeiras da vila de Oeiras. Decorrido um mês após a elevação a vila, é constituído o concelho em Carta Régia de 13 de Julho de 1759. Muito embora as origens do povoado datem do século XII (1147) Oeiras registou uma ocupação efectiva desde a pré-história; no entanto foi neste reinado que Oeiras conheceu um desenvolvimento a nível económico e social, proporcionado pelo Marquês de Pombal, ao apostar na inovação e no aproveitamento das condições fornecidas pelo estuário do Tejo. Em 1770 ordenou a realização da primeira feira agrícola e industrial realizada em Portugal, e porventura na Europa. Apesar desta feira ter permitido um destaque a nível nacional, a sua obra municipal passa igualmente pela criação de um porto de abrigo para pescadores, uma alfândega e feitoria, entre outras obras. Uma das principais heranças desta época é a Quinta do Marquês de Pombal, que se encontra praticamente na forma original com os jardins, o palácio, as dependências agrícolas (adega e o celeiro), e ainda a parte da exploração agrícola que veio a constituir uma estação agrícola experimental onde hoje se situam alguns dos mais importantes institutos portugueses na área das Bio-Ciências (Estação Agronómica Nacional).
Em 1894 o concelho foi extinto, tendo sido restabelecido a 13 de Janeiro de 1898; perdeu no entanto Carcavelos a favor de Cascais e adquiriu uma parte da freguesia de Benfica (Lisboa) representada pela Amadora, ficando com uma área aproximada à actual. Nos séc. XVII e XVIII surgiram vários palácios e quintas destinadas ao recreio e à exploração agrícola, principalmente de cultura cerealífera e vinícola constituindo importantes fontes de abastecimento de Lisboa.
No século XIX a actividade agrícola entra em declínio paralelamente ao aparecimento de novas indústrias e da inauguração, em 1889, da linha de caminho-de-ferro Lisboa-Cascais, com o comboio a vapor. Surgem as grandes unidades fabris sendo as mais importantes nesta época a Fábrica do Papel, a Fundição de Oeiras, a Lusalite e os Fermentos Holandeses.

Século XX
Entre os séculos XIX e XX crescem também as actividades de lazer e Oeiras torna-se num local priveligiado de "banhos" para a elite portuguesa. Assim, no princípio do século XX as praias da linha eram muito frequentadas, especialmente pelas classes sociais mais altas, que aqui se dirigiam por indicação médica, já que se considerava que o ar e a água das praias do concelho tinham efeitos medicinais [1]. Com a construção da Estrada Marginal, ligando Lisboa a Cascais, e a disponibilidade dos novos meios de transporte acentua-se a dinâmica balnear e turística de cariz mais popular e consequentemente expandem-se os centros urbanos no sentido da costa, surgindo na zona litoral pequenos “chalets” e moradias de recreio. Em simultâneo, aumenta a concentração das actividades económicas em Lisboa, o que desencadeia fortes correntes de migrações internas de todas as regiões do país em direcção a Lisboa e concelhos vizinhos, como foi o caso de Oeiras, que dispunha de fáceis acessos à capital.
A partir de 1940/1950 o concelho de Oeiras é influenciado pelo crescimento da capital; funciona como local de passagem entre esta e Cascais e torna-se num subúrbio do tipo dormitório cujo período critico se dá nos anos 70 com o aparecimento de urbanizações ilegais e bairros de barracas. Até aos anos 80 entra-se numa fase de dependência e ausência de perspectivas, altura em que a Câmara Municipal toma medidas de modo a contrariar esta tendência. A partir de então o município constituiu-se como pólo económico autónomo na Área Metropolitana de Lisboa, apostando no desenvolvimento de actividades terciárias ligadas à Ciência e Investigação e às Tecnologias de Informação e Comunicação.
Actualmente o concelho apresenta um dos mais elevados índices de qualidade de vida em Portugal, tendo deixado de ser considerado apenas como local de passagem entre Lisboa e Cascais e assumindo-se como a sede de importantes empresas ligadas às novas tecnologias (são exemplo disso o TagusPark e o LagoasPark) e à prestação de serviços.


Oeiras, concelho onde se insere a nossa colectividade, tem muito para lhe contar aqui
Gi obrigada pela ideia
fc

(Es)cultura com humor......

06/06/08

FESTAS DOS TABULEIROS, EM TOMAR


Procurar as origens remotas das Festas dos Tabuleiros não é tarefa fácil. Pelo seu cariz profano/ religioso diz-se, haver nelas, para além de influências ligadas ao cristianismo, reminiscências também das festas pagãs dedicadas à deusa Ceres. A ornamentação dos Tabuleiros com espigas de trigo, pães e flores, levam-nos também a associá-las às antigas festividades das colheitas. Mas, a verdade é que o aspecto religioso continua bem patente nas festas que ainda hoje se fazem até porque igualmente se designam por Festas do Espírito Santo, uma vez que o ponto alto ocorre justamente no Domingo de Pentecostes, com o Cortejo final. Mas não me vou alongar neste sentido. Tenho sobretudo em mente transmitir a impressão que colhi em Julho de 2003 quando, pela primeira vez, tive oportunidade de assistir a estas Festas.
São várias as cerimónias, a primeira das quais é o Cortejo das Coroas, que se realiza no Domingo de Páscoa. Os três Mordomos, (organizadores) transportam as três coroas da tradição que levam até à Igreja de S. João Baptista. Hoje, já cada freguesia se faz representar também com uma coroa e um pendão. Chegados à Igreja, as coroas ficam depositadas numa banqueta defronte do altar, com os Pendões ladeando-as. Há depois, de 15 em 15 dias, até ao Domingo de Pentecostes, cortejos das diferentes freguesias.










Tradicional é também o Desfile dos Bois do Espírito Santo, que tem também o nome de Cortejo do Mordomo. Estes bois, em número variável, vêm enfeitados com fitas coloridas e serão abatidos na madrugada do dia do Cortejo para que a sua carne seja depois distribuída aos pobres, juntamente com pão e ultimamente também, com vinho. Esta oferta é chamada de Pêza.
Finalmente, no Domingo de Pentecostes, com a Procissão dos Tabuleiros, a sua bênção, a forma do tabuleiro, os vestidos brancos das raparigas que os transportam, os acompanhantes destas e os aguadeiros, cuja missão é oferecer água de uma bilha que levam consigo, tudo se vem mantendo igual ao longo dos anos.










O fazer do tabuleiro ( que é afinal um cesto de vime) tem as suas regras: É armado com 5 ou 6 canas verticais onde serão enfiados os pães, num total de 30, com 500 gr. cada, perfazendo assim uma arroba. Hoje, já cada pão pesa só 400 gr. mas, o seu número continua a ser o mesmo. O tabuleiro deve ter a altura da rapariga que o leva à cabeça e é rematado no cimo por uma coroa ou uma pomba, consoante o gosto. O conjunto, é todo enfeitado , com flores e espigas de trigo e, na verdade, cada um deles, se transforma num encanto para os olhos. Difícil mesmo é eu conseguir explicar-vos toda a variedade que neles encontrei.
Falarei, por fim, do conjunto das ruas da cidade que se mostram igualmente engalanadas com festões e flores, tudo feito em papel também, numa profusão de cores e formatos difíceis de descrever. Há evidentemente muito trabalho e despique entre os moradores para que a sua rua suplante todas as outras, mas, pelo que vi, nesse ano, achei que todos mereciam parabéns. As fachadas das casas aparecem também revestidas do mesmo modo e também aqui a imaginação não tem limites. Enfim, posso afirmar-vos que, naqueles dias, Tomar foi mesmo uma festa para os meus olhos e, também, para os olhos de todos quantos tiveram a felicidade de lá ter estado. Aqui fica uma sugestão para os leitores irem lá nas próximas que se anunciem.
M.A.

05/06/08

A televisão em Portugal - 1957

As primeiras caixinhas mágicas

A Televisão em Portugal surgiu em 1957, sendo um grande fenómeno a nível nacional.
Inicialmente, as pessoas dirigiam-se para locais públicos para poderem ver a "magia" da TV (eram poucas as pessoas que tinham televisão).
Actualmente, existem quatro canais a emitir em sinal aberto em Portugal: a RTP1, a RTP2, a SIC e a TVI. Estes canais generalistas são os canais com maior audiência em Portugal, exactamente por serem gratuitos.

A televisão portuguesa começou com as emissões do canal do estado, a RTP, em 1957. A televisão portuguesa tinha mais regras do que as outras televisões, uma vez que nessa altura, Portugal estava ainda "mergulhado" na ditadura imposta pelo Estado Novo e a televisão, tal como todos os outros meios de comunicação social nessa altura em Portugal, estava sob o controlo da censura. A queda da ditadura portuguesa em 1974, gerou uma maior liberdade.
Entretanto, são lançados três canais: a RTP2, em 1968, a RTP Madeira, em 1972 e a RTP Açores, em 1975.
Em 1980 começaram as emissões regulares a cores em Portugal, sendo o Festival RTP da Canção de 1980 o primeiro programa emitido a cores em Portugal.
Nos anos 90 surgem os canais privados: a SIC (1992) e a TVI (1993).
Em 1994, surge a Televisão por Cabo.


Quando ver televisão socializava....

Feira Popular – Lisboa (Setembro de 1956).
A multidão invade a Feira Popular, na enorme expectativa de testemunhar o fabrico das primeiras imagens hertzianas em Portugal, através do vidro que substituiu uma das paredes do estúdio erguido em pré fabricado ou de um dos vinte monitores espalhados no parque de Palhavã. Noutros pontos da grande Lisboa onde se pode captar a emissão (que chega até à margem sul), formam-se idênticas aglomerações frente a montras de lojas de electrodomésticos.
Relatará o Jornal de Notícias: "Na Praça dos Restauradores o movimento foi além do que era de esperar e, por isso, parou o transito e criaram-se dificuldades que a PSP requisitada para tal, resolveu ordenando a abertura de um (canal) – não de TV mas de caminho para carros e pessoas poderem circular". (cf. Anexo III)
Os astros agora são da TV. João Villaret cria a liturgia dos domingos, declamando teatro, e sobretudo poesia. Henrique Mendes, o locutor estrela, recebe milhares de cartas de admiradoras cada ano. Maria de Lurdes Modesto detém segredos da culinária...e da comunicação. Manuel Machado fala da língua sem aspereza. Artur Agostinho é o rei dos concursos. José Alves dos Santos faz a pedagogia do futebol. Há revelações...e consagrações, como a de Vasco Santana, com a anedota da semana. O teatro, iniciado por Rui de Carvalho com o vicentino Monólogo do Vaqueiro ganha ritmo semanal. Entre os locutores pioneiros, Maria Helena Santos, Gina Esteves, Jorge Alves, Fernando Pessa, Gomes Ferreira e Fialho Gouveia.

04/06/08

FERNANDO PESSOA, O Guardador de papéis (Org.Jerónimo Pizarro)


Por ocasião do 120º aniversário do nascimento de Fernando Pessoa, que se assinala a 13 de Junho, a Casa Fernando Pessoa promove um ciclo de conferências, sempre às quartas-feiras, pelas 18h30, seguidas de debate, que se estenderá até à primeira semana do mês seguinte. O programa intitula-se:

1.ª Quarta (4/VI/2008)
Vida-Obra
(Moderadora: Inês Pedrosa)
Manuela Nogueira
A influência de Henrique Rosa em Fernando Pessoa (o diabo azul?)
Steffen Dix
Pessoa e Crowley na Boca do Inferno

2.ª Quarta (11/VI/2008)
Obra-Vida
(Moderador: Patricio Ferrari)
Rita Patrício
Pessoa e Shakespeare
Manuel Gusmão
O modernismo de Pessoa

3.ª Quarta (18/VI/2008)
Tradução
(Moderador Steffen Dix)
Sara Afonso Ferreira
De Almada...
Jerónimo Pizarro
...a Pessoa

4.ª Quarta (25/VI/2008)
Biblioteca
(Moderador: António Cardiello)
Carla Gago
De Nietzsche...
Patricio Ferrari
...a Pessoa

5.ª Quarta (2/VII/2008)
Edição
(Moderador: Jerónimo Pizarro)
Ana Freitas
Pessoa, escritor de policiais
José Barreto
Pessoa e Fátima. A prosa política e religiosa.

Jerónimo Pizarro (doutor em Linguística Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa); Inês Pedrosa (directora da Casa Fernando Pessoa); Manuela Nogueira (escritora, sobrinha de Fernando Pessoa); Steffen Dix (tradutor de textos de Pessoa ligados à religião e filosofia); Patricio Ferrari (investigador, Universidade de Lisboa), Rita Patrício (mestre em Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa); Manuel Gusmão (poeta, ensaísta); Sara Afonso Ferreira (editora de Almada, Universidade Nova); Carla Gago (investigadora, Universidade de Zurique); Ana Freitas (Universidade Nova de Lisboa), José Barreto (historiador, membro do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa).

Casa Fernando Pessoa
Câmara Municipal de Lisboa
Rua Coelho da Rocha, nº 16
1250-088 - Lisboa Portugal
Telf: + 351 21 391 32
M.A.

03/06/08

Aurélio Paz dos Reis - o Pai do Cinema em Portugal


Aurélio Paz dos Reis (Porto, 28 de Julho de 1862 — Porto, 18 de Setembro de 1931), comerciante na sua cidade natal, é considerado o pioneiro do cinema em Portugal visto ter sido o primeiro português que produziu e realizou um filme no seu país, A Saída do Pessoal Operário da Fábrica Confiança, que é uma réplica do primeiro da história do cinema, rodado em França pelos irmãos Lumière, em (1894 – 1895) La Sortie de l'usine Lumière à Lyon.
O chamado Kinematógrafo Português – designação usada por Paz dos Reis para referir o cinematógrafo inventado pela família Lumière – foi apresentado em sessão pública no Porto, junto com outros onze «quadros», sete nacionais e onze estrangeiros, no Teatro do Príncipe Real, mais tarde chamado Teatro Sá da Bandeira, no dia 12 de Novembro de 1896. Eram filmes com a duração de cerca de um minuto.


O Kinematógrafo Português

O espectáculo de apresentação decorreu a 12 de Novembro de 1896 (Porto, Teatro do Príncipe Real). Notícias na imprensa:
Dia 12 – Jornal de Notícias:
«O espectáculo de hoje apresenta o Kinetógrafo Português, sendo exibidos 12 perfeitíssimos quadros, 7 nacionais e 5 estrangeiros. Os quadros portugueses representam o seguinte: «Jogo do Pau» (Santo Tyrso), «Saída do Pessoal Operário da Fábrica Confiança», «Chegada de um Comboio Americano a Caboucos», «O Zé Pereira nas Romarias do Minho», «A Feira de S. Bento», «A Rua do Ouro» (Lisboa), «Marinha». O espectáculo é completado com a companhia de Zarzuela que se fará ouvir nas peças Música Clássica, Las Campanelas (primeira apresentação) e «Os Africanistas». O kinetógrapho português funciona no intervalo do 2º para o 3º acto».
Dia 13 – Comércio do Porto:
«Num dos intervalos, o Sr. Aurélio Paz dos Reis exibiu no kinematógrapho vários quadros, algumas dos quais muito engraçados e que tiveram intensos aplausos».
Dia 13 – O Primeiro de Janeiro:
«Hontem apresentação do kinetórgrapho português, pelo Sr. Aurélio Paz dos Reis teve êxito completo. Tanto as vistas estrangeiras como as nacionais, d'estes principalmente «O jogo do Pau» e a «Saída das Costureiras da Fábrica Confiança» foram acolhidas com grandes salvas de palmas».
fc

01/06/08

Alegria e muitos sorrisos

Assim foi o nosso fim de semana! Ninguém se queixa do cansaço!

Crianças felizes! Pais e monitoras orgulhosos!

A exposição correu muito bem, com muitas visitas e apreço pelo trabalho desenvolvido.

Os nossos pequemos artistas não cabiam neles de contentamento e felicidade. Os sorrisos das fotos provam-no!

Hoje houve entrega de diplomas e lanche.

Parabéns a todos: pais, amigos, familiares, monitoras, apoiantes do Atelier de Artes, colegas do Basquetebol, Dirigentes da Simecq, etc. etc. .

Todos ficamos a ganhar com estes eventos e com este trabalho!

SIMECQ no seu melhor!

fc

Os putos

Hoje dedicamos esta música a todas as crianças
(clique para ouvir)
Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.
Uma fisga que atira a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.
Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.
As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo
Um berlinde abafado na escola
Um pião na algibeira sem cor
Um puto que pede esmola
Porque a fome lhe abafa a dor.

Letra:José Carlos Ary dos Santos
Musica - Carlos do Carmo
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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