Como tudo começou

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01/01/12

1 DE JANEIRO, DIA MUNDIAL DA PAZ




No dia 1 de Janeiro de cada ano, celebra-se o DIA MUNDIAL DA PAZ e, pela ONU, desde 1968, este dia foi escolhido igualmente, como o DIA DA CONFRATERNIZAÇÃO UNIVERSAL. Julgo que ambas as designações se enquadram no sentido da Paz e nas aspirações comuns de um mundo mais são e mais justo, para toda a humanidade.
Renovamos em cada ano que começa votos de que tudo se modifique para melhor, num conjunto de esperanças, as mais variadas. Depois, os meses sucedem-se e, quando chega de novo o 31 de Dezembro, olhamos para os 365 dias anteriores e verificamos que coisas boas e menos boas aconteceram, como, afinal, é normal suceder …
Li, um dia, o pensamento de alguém que comentava:
O ano tem 365 dias e apenas um dedicado à Paz! Que pena!
Faço minhas estas palavras, também eu digo que isso é uma pena pois, bem gostaria que em todos os dia do ano, por todo o planeta, a Paz fosse uma realidade …







Como tema para este post escolhi a figura de S. Francisco de Assis, um homem que abandonou a vida mundana para, se votar, inteiramente aos mais desfavorecidos e publico o seu «Canto», também conhecido como «Oração da Paz».
Nada melhor que ler as suas palavras e, formarmos o propósito, de orientarmos por elas, tanto quanto nos seja possível, o dia a dia da nossa vida, neste 2012 que hoje começa. Que cada um nunca negue o seu contributo em favor desta causa.


Canto: Oração de São Francisco
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor.

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.

Onde houver discórdia, que eu leve a união.

Onde houver dúvida, que eu leve a fé.

Onde houver erro, que eu leve a verdade.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança.

Onde houver tristeza, que eu leve alegria.

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre,fazei que eu procure mais, consolar que ser consolado,

compreender que ser compreendido, amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se vive para a vida eterna...



Fiquem em Paz, caros leitores. Para todos desejamos o melhor, neste 2012, que hoje se inicia.M.A.

14/02/10

DIA DOS NAMORADOS - 14 DE FEVEREIRO


A nossa repórter em serviço encontrou, algures, este parzinho assim ternurento. Microfone a jeito captou o diálogo que se trocou entre os dois, sendo que, a iniciativa… foi dela, como se pode depreender pela imagem!
Vamos continuar atentas pois, se isto vier a dar em casamento, a repórter lá estará de novo para vos trazer a notícia em primeira mão!

_Decidi roubar-te um beijo,
Quando estavas a meu lado,
Como forma de pedir-te
Para seres meu namorado.

_Eu já tinha reparado
Que tu olhavas p’ra mim
Com olhinhos de veludo
Portanto…digo que sim!

Com tanto amor pelo ar
Eu e tu, de braço dado,
Passaremos este dia
Bem juntinhos, lado a lado.

Se o teu coração é meu
Logo o meu, de ti será.
Tão sincero é o nosso amor
Que jamais se acabará!

…E É COM ESTA BRINCADEIRA EM RIMA QUE DESEJAMOS UM FELIZ DIA DE NAMORADOS PARA TODOS VÓS!...
f.c. / M.A

05/01/10

Presépios (9)



Foto minha
No adro da Igreja da Meadela...
fc

31/12/09

Presépios (7)


Foto minha
Num parque de estacionamento subterraneo ( Viana do Castelo)
fc

29/12/09

Presépios (6)


Foto minha
Numa montra...
fc

27/12/09

Presépios (5)

Foto minha

Em Viana do Catelo...
fc

26/12/09

Presépios (4)

Foto minha


Um chamada de atenção para este trabalho, realizado por alunos e professores da Escola Básica de Santa Marta de Poruzelo, em Viana do Castelo, no projecto área-escola.
As figuras e adereços são feitos de material reciclado, com recurso apenas a corte e colagem...
Vejam em pormenor a imagem, porque não há bordados aqui...
Deixo um agradecimento ao pessoal Docente e Não Docente da Escola, que me facultou a entrada no estabelecimento e explicou os pormenores do trabalho.

fc

23/12/09

Presépios (3)

Foto minha

Em Ponte de Lima

fc

21/12/09

Presépios (2)

Foto minha

Numa montra...
fc

01/06/09

DIA DA CRIANÇA


Em 20 de Novembro de 1959, os direitos das crianças passaram para o papel e várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança”.
Cada país escolheu uma data para comemorar e, Portugal, escolheu o dia 1 de Junho como Dia da Criança.
Para recordar aqui ficam os dez princípios desses direitos:


Princípio 1º Toda criança será beneficiada por estes direitos, sem nenhuma discriminação de raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou situação económica. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados!


Princípio 2º Todas as crianças têm direito a protecção especial e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade. As leis deverão ter em conta os melhores interesses da criança.


Princípio 3º Desde o dia em que nasce, toda a criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.


Princípio 4º As crianças têm direito a crescer e criar-se com saúde. Para isso, as futuras mães também têm direito a cuidados especiais, para que seus filhos possam nascer saudáveis. Todas as crianças têm também direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica.


Princípio 5º Crianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais exigidos pela sua condição particular. Porque elas merecem respeito como qualquer criança.


Princípio 6º Toda a criança deve crescer num ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as mais pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário (para bem da criança). O Governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.


Princípio 7º Toda a criança tem direito a receber educação primária gratuita, e também de qualidade, para que possa ter oportunidades iguais para desenvolver as suas habilidades. E como brincar também é uma boa maneira de aprender, as crianças também têm todo o direito de brincar e de se divertir!


Princípio 8º Seja numa emergência ou acidente, ou em qualquer outro caso, a criança deverá ser a primeira a receber protecção e socorro dos adultos.


Princípio 9º Nenhuma criança deverá sofrer por negligência (maus cuidados ou falta deles) dos responsáveis ou do Governo, nem por crueldade e exploração. Não será nunca objecto de tráfico (tirada dos pais e vendida e comprada por outras pessoas). Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem deverá ser obrigada a fazer actividades que prejudiquem a sua saúde, educação e desenvolvimento.


Princípio 10º A criança deverá ser protegida contra qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião ou posição social. Toda criança deverá crescer num ambiente de compreensão, tolerância e amizade, de paz e de fraternidade universal.


……………………………………………………...............................................

De lamentar que, para muitas crianças, o cumprimento destes direitos, ainda hoje, não exista realmente!…
M.A.

09/05/09

RECORDANDO JOÃO VILLARET



Passa no próximo Domingo mais um ano sobre o nascimento de João Villaret.
Foi em Lisboa, em 10 de Maio de 1913 que ele nasceu e, onde veio a falecer em 21 de Janeiro da 1961.

Figura das mais importantes na cultura portuguesa, como dramaturgo, como actor, como encenador mas, acima de tudo, como declamador; foi ele, sem dúvida, o grande divulgador da poesia, quer portuguesa quer até estrangeira.

Talvez ninguém mais, como ele, tenha sabido trazer até junto de nós todos, o sabor, o encanto, a ternura, o drama… enfim tudo quanto constitui a essência contida num poema .

Todos nós, um pouco mais velhos , ainda teremos nos olhos aquela sua figura sorridente, pondo e tirando os óculos, sentada na cadeira, junto de uma pequena mesa que, a RTP, na década de 50, nos trazia casa adentro. Depois, nos ouvidos, a sua voz com os vários tons e cambiantes que o poema lhe exigia, faziam com que aqueles... fossem mesmo momentos únicos para quem assistia...
Ainda hoje, acreditem, se leio alguns poemas é sempre com a memória da sua voz, em fundo:
"Vai passando a procissão"... "Minha mãe casai-me com Pedro Gaiteiro"... "Saíra Santo António do convento"..."Foi você nega Fulô"..."Batem leve, levemente"...

Hoje, na TV, ao ser feita referência ao aniversário, ouvi mencionar uma frase com que alguém o terá definido e pareceu-me tão bonita, que logo a anotei para a deixar aqui:

«Se se pode entender que a alguém seja possível esculpir com a palavra, então, Villaret, é mesmo um escultor!»

E, já agora, em jeito de despedida porque não deixar-vos com este soneto que fazia parte dos seus escolhidos?

A MINHA FILHA VIOLANTE - Eugénio de Castro

Acorda cedo como os passarinhos,
E vem logo direita à minha cama;
Sacode-me com jeito, por mim chama
E abra-me os olhos com os seus dedinhos.

Estremunhado, zango-me. _«Beijinhos,
Não quer beijinhos?» com voz d’ouro exclama:
Da minha ira empalidece a chama,
E, acarinhando-a, pago os seus carinhos.

Senhor! Que amor de filha tu me deste!
Dá-lhe um caminho brando e sem abrolhos,
Dá-lhe a virtude por amparo e guia;

E destina também, ó Pai Celeste,
Que a mão com que ela agora me abre os olhos
Seja a que há-de fecharmos algum dia!

M.A

07/05/09

O SINO DA PAZ, PARA QUE A MEMÓRIA NÃO SE PERCA


Os leitores sabiam que na Benfeita, concelho de Arganil, hoje, uma vez mais, o sino da Torre de Santa Rita, tocou 1620 vezes entre as 14 e as 16 horas? Foi em 7 de Maio de 1945 que isto aconteceu pela primeira vez quando as tropas alemãs se renderam definitivamente, dando-se então por terminada a II guerra mundial, iniciada em 1 de Setembro de 1939.

Segundo se conta, terá sido alguém, natural da terra e trabalhando em Inglaterra que, por telefone, deu a notícia. A forma encontrada para a gente da terra manifestar logo o seu contentamento foi justamente através do toque do seu sino, que passou a ser conhecido também, como «o Sino da Paz».

As 1620 badaladas dizia-se corresponderem aos dias que durou o conflito. Isso parece porém não corresponder pois a guerra prolongou-se por algum tempo mais. Portanto, fiquemos só pela curiosa comemoração que, de então para cá, se vem repetindo todos os anos. Não se conhece, a nível europeu, outra igual ou semelhante.

Parabéns ao povo desta terra que, ainda hoje, não deixa no esquecimento uma data tão importante para a história contemporânea. Se clicarem aqui ficarão a conhecer mais alguns pormenores interessantes sobre este assunto.
Tomei como base para este post, uma notícia que ouvi na rádio e, depois, alguma pesquisa que fiz na Net, nomeadamente este escrito de João Fonseca e Vivaldo Quaresma para onde tomei a liberdade de remeter os leitores.
A estes autores os meus agradecimentos.

M.A.

16/04/09

JOSÉ FRANCO MORREU


«Os visitantes da Aldeia Saloia mostram-se desiludidos quando não descobrem no seu casulo criador o Mestre José Franco, mágico espalhador de beleza»
Assim se escrevia no livro José Franco, A Razão de um Sonho, de João Osório de Castro…

A triste verdade é que nunca mais alí o poderão ver, já que o Mestre faleceu às 2 horas do dia 14 do corrente, com 89 anos de idade, em consequência de uma queda que deu.
Fica-nos a recordação daquele sorriso de homem bom, da pureza dos seus olhos da cor do mar que ele tanto amava, da sã e natural cortesia com que recebia quem o visitava.
Fica-nos todo o colorido da obra que deixou, fruto do barro humilde e da maestria com que as suas mãos o moldaram desde criança, transformando-o em verdadeiras maravilhas.
E fica-nos, sobretudo, uma grande saudade daquele maravilhoso ser humano que conhecemos!
Que descanse em paz.

P.S.- Já noutra altura (28-10-2008) falamos da obra e do Mestre neste blog. Para aceder ao post por favor (clique aqui)
M.A.

21/03/09

AVENTURAS DO PINÓQUIO


Esta obra da literatura infantil é do escritor italiano Carlo Lorenzini, sob o pseudónimo de Carlo Collodi. Apareceu primeiramente publicada em capítulos num jornal infantil italiano, entre Julho de 1881 e Janeiro de 1883 e, depois, em livro, ainda no ano de 1883.

Desde a sua publicação que a história do Pinóquio foi logo traduzida para os diversos idiomas. No entanto, a versão mais famosa terá sido a sua adaptação ao cinema , em 1940, pelo genial Walt Disney. Penso que este filme foi considerado mesmo uma obra prima do cinema de animação e o seu encanto perdura ainda em todos nós, chegando mesmo à gerA história do boneco de madeira feito pelo marceneiro Gepetto e que mais tarde se vem a transformar num menino de carne e osso é por demais conhecida, por isso, me dispenso de a pormenorizar aqui.
Se me lembrei de vir falar hoje no assunto foi porque ouvi há dias, na rádio, que se preparam comemorações para os 70 anos do aparecimento do famoso boneco no cinema de Walt Disney.
Para ilustrar este post fui buscar duas obras de Paula Rego, pastel sobre papel montado em alumínio. Intitulam-se respectivamente Gepetto a lavar Pinóquio e A Fada Azul e Pinóquio ( ambas de 1995).

(Elementos escritos retirados da Net. Imagens, de uma das publicações sobre Paula Rego)
M.A

09/02/09

CÁRMEN MIRANDA NASCEU HÁ 100 ANOS



Cármen Miranda foi o nome artístico escolhido por Maria do Carmo Miranda da Cunha, uma portuguesa nascida em Marco de Canaveses em 9 de Fevereiro de 1909.
Indo bastante jovem para o Brasil, ali começa uma carreira artística que iria continuar depois, nos Estados Unidos, entre as décadas de 1930/1950.

Trabalhou na rádio, teatro de revista, cinema e televisão. Era mulher de baixa estatura o que a levava a usar saltos de sapato altíssimos. Vestia de forma bastante exótica e aparecia quase sempre com turbantes na cabeça. Ele tornou-se mesmo a sua imagem de marca. Os turbantes que usava em cena eram exuberantes de cor, com múltiplos enfeites de frutos e flores. Diz-se que foi, na época, a artista com o salário mais alto, até então, pago nos U.S.

Pela pressão a que Cármen Miranda esteve sujeita, quer pelos espectáculos contínuos, a fama que atingiu, e ainda por problemas conjugais, ela entrou num estilo de vida que em pouco tempo lhe arruinou a saúde e a levou à morte em 5 de Agosto de 1955, em Beverly Hills.

Recordo-a em vários filmes musicais americanos em que ela aparecia, como figura de relevo, cheia de vida, cantando e dançando com o seu colorido traje de baiana ao jeito da foto que abre este post.
Foram criações suas “Mamã eu quero”, “Os quindins de Iá-Iá”, “Aguarela do Brasil”, “O tico-tico no fubá “ e tantas outras que não me ocorrem agora.
Talvez haja por aí quem ainda se recorde, por exemplo, desta que foi uma das mais divulgadas:

«O que é que a baiana tem?
Tem torso de seda tem
Tem brinco de ouro tem
Colares de ouro tem
Tem bata rendada tem
Tem saia engomada tem
Sandália enfeitada tem
Tem pano da Costa tem
Pulseira de ouro tem
E tem graça como ninguém...!»

M.A.

26/06/08

TU ÉS PEDRO E SOBRE TI EDIFICAREI A MINHA IGREJA


Diz-nos a história chegada até nós que S. Pedro foi o escolhido do Senhor para continuar a sua doutrina e fundar a sua Igreja, conjuntamente com S. Paulo.
O conhecimento de ambos fez-se num dia que Cristo tinha, reunida em Cafarnaum, uma multidão a quem iria falar e pediu a Pedro, que era pescador, que emprestasse uma das suas barcas, para, dentro dela, e um pouco mais afastado da praia, assim O poderem ouvir melhor. Depois, dado que os pescadores se lamentavam do pouco peixe que tinham apanhado nesse dia, Jesus mandou que deitassem de novo as redes e a pesca foi tão abundante que, Pedro, cheio de espanto e humildade, apercebendo-se que estava perante um ser superior logo se prostrou por terra e disse ser indigno de estar junto Dele. Julga-se ter sido esta a ocasião em que Jesus o convidou para ir consigo e passar a “ser pescador de homens”.O seu nome de Baptismo que era Simão foi também modificado para Pedro. É bastante conhecida também a frase com que Jesus lhe explicou o que esperava dele:_”Tu és Pedro e sobre ti edificarei a minha igreja.”

Efectivamente Pedro seguiu o Senhor e ficou mesmo considerado na História como o Príncipe dos Apóstolos. Exerceu episcopado em Antioquia e foi depois para Roma como seu primeiro Bispo. Aí esteve, até ser expulso com os cristãos e judeus pelo Imperador Cláudio. Os tempos eram muito conturbados e, ele, depois de passar por várias vicissitudes acaba como mártir no dia 13 de Outubro do ano 64 d.C , data de uma inscrição encontrada em escavações, iniciadas pelos anos 50, sob a Basílica do Vaticano. Acabou crucificado, mas, a seu pedido, de cabeça para baixo por, uma vez mais se achar indigno, de partilhar morte semelhante à do seu Mestre.
Essas escavações acabaram por mostrar determinados restos mortais que se acreditou serem de Pedro e por isso, colocados num túmulo que se encontra, hoje, na Cripta da Basílica do Vaticano. Passou a ser esse o local de enterramento de muitos outros Papas da Igreja Católica
Ele aparece-nos representado nas Igrejas com uma figura de ancião , tendo geralmente nas mãos chaves que, dizem, servirão para abrir as portas do Céu aos que tiverem mérito para aí entrarem.

O povo também gosta de festejar o S. Pedro e, fá-lo no dia 29 de Junho. Que eu conheça, não há nenhum costume que caracterize especialmente esta festa, em relação às outras que já descrevi. Várias localidades do País cantam, bailam e petiscam as já tradicionais sardinhas e carnes, em honra do Santo . Aqui, nas redondezas, talvez seja de nomear as comemorações de Sintra que igualmente faz desse dia o seu Feriado Municipal. Os festejos são entre 20 e 29 de Junho, mais exactamente em S. Pedro de Penaferrim, umas das freguesias de Sintra, que escolheu este Santo como seu orago.
E pronto. Encerro hoje, com o S. Pedro, o trio dos Santos Populares.

M.A.

25/06/08

Jardim Botânico da Ajuda

Este jardim do tipo italiano com dois níveis, é um oásis no meio da ruidosa Belém. Possui 3,5 ha e é de acesso restrito (pago).

A entrada, por um portão verde num muro cor-de-rosa, passa despercebida. O jardim inclui árvores tropicais e sebeS geométricas em volta de canteiros de flores. As principais atracções são o dragoeiro com 400 anos, original da Madeira, e a grande fonte do século XVIII com serpentes, peixes alados, cavalos-marinhos, e figuras míticas. Existe também um grande terraço que oferece uma vista sobre o nível inferior do jardim.

HISTÓRIA DO JARDIM
Em Portugal, o jardim botânico mais antigo é o da Ajuda. A sua história remonta a 1755, depois do Terramoto de Lisboa, em que o rei D. José I transferiu a sua corte, dos arredores da capital, para a Ajuda. Este local foi escolhido por esta zona não ter sido afectada aquando do Terramoto. Em 1768, nasceu o Real Jardim Botânico. Domingos Vandelli foi o criador deste jardim, o qual transpôs para a capital Portuguesa o jardim botânico da sua cidade natal - Pádua. No entanto, Vandelli não iniciou os trabalhos de construção do jardim sózinho, mas contou com a preciosa ajuda de Júlio Mattiazi, o primeiro jardineiro de Horto Botânico de Pádua.

A construção deste jardim, que tinha apenas como objectivo proporcionar lazer à família real e educar os príncipes e netos do monarca, contava já nos finais do séc. XVIII uma valiosa colecção com cerca de 5000 espécies.

A primeira invasão francesa, em 1808, arrasa a maior parte das colecções do Real Jardim Botânico, comprometendo o plano expansionista do jardim. A reactivação do jardim só veio a acontecer com o regresso de D. João VI do Brasil e, com a proclamação da República, foi aberto ao público.

Em 1811, o professor da Universidade de Coimbra, Félix de Avelar Brotero, foi nomeado por D. João VI director do Real Museu e Jardim Botânico da Ajuda. A morte de Brotero, em 1828, trouxe à investigação botânica perdas irrecuperáveis. De tal modo que a investigação entrou em decadência. Assim os Jardins Botânicos de Coimbra e da Ajuda deixaram de ser devidamente cuidados, ficando num estado de degradação até meados do século XIX.

Em 1837, o Real Museu e o Jardim Botânico da Ajuda foram confiados à administração da Academia das Ciências de Lisboa. Em 1838, com a fundação da Escola Politécnica de Lisboa, o Jardim Botânico da Ajuda viria a deparar-se com novas perspectivas. A necessidade da Escola Politécnica ter um jardim botânico para o desenvolvimento do seu trabalho, levou a que neste ano o Jardim Botânico da Ajuda e o Real Museu fossem incorporados nesta instituição. Em 1918, foi colocado sob responsabilidade do Instituto Superior de Agronomia (ISA).

Saiba tudo sobre o Jardim, aqui


24/06/08

ONDAS DE CONTOS -Praia da Torre 27/06/2008


LUA, ESTRELAS E ESTÓRIAS DE ENCANTAR ANIMAM NOITE NA PRAIA

A Lua e as estrelas já marcaram lugar e prometeram assistir a mais uma “Onda de Contos” que envolverá gente de todas as gerações numa viajem pelas estórias que os contadores de serviço revelarem. O encontro está marcado para o dia 27 de Junho, às 21H00, na praia da Torre, em Oeiras.

Programa:

Apresentação do grupo de Capoeira Meia Lua Abada capoeira

Apresentação do grupo de Adolescentes “O Mercador de coisa nenhuma” – António Torrado

Representação da Bolsa de Contadores da BMO

António Gouveia – João e os Monstros Autoria do Próprio.
Helena Gravato – O Passeio do Senhor Calvino de Gonçalo M. Tavares
Antonella Gilardi – O Conserto do Avô de Stefano Benni
Ana Lage – Os Amantes. Conto tradicional do Tibete
Claudia Carvalho – Tia Clemência de Angeles Mastretta
Luisa Rebelo – O Infeliz noivo de Aurélia de Mark Twain
Sofia Maul- Cidade do Chiu Popular versão Maricuela
Joana Aguiar- O velho o Rapaz e o Burro Conto Tradicional Português

Novos Contadores formados este ano:

Margarida Vieira – “ A Girafa que come Estrelas” - José Eduardo Agualusa
Sandra Gonçalves –
Rita Vilela – O Lenço que Sonhava Ser Balão - Autoria da Própria
Paula Cristina Margato Guerra – O Unicórnio e o Desejo – Tim Bowley
Teresa OOm – As Preocupações do Billy - Anthony Browne.
Elisabete Nunes - A árvore das Dádivas - Shel Silverstein

Mais informações aqui

fc

20/06/08

SÃO JOÃO BAPTISTA


Segundo o Evangelho de São Lucas, João Baptista era filho do sacerdote Zacarias e Isabel prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e considerado pelos cristãos como o precursor do prometido Messias, Jesus Cristo. Baptizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o baptismo de gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adoptados pelo cristianismo.
A aura de João Baptista não se confina só ao âmbito da Igreja Católica pois, num sentido universal ele é considerado um homem bom. Sabemos que esteve vários anos num local deserto, fazendo vida de asceta, alimentando-se de água das chuva, frutos silvestres e mel. É uma das figuras mais respeitadas da historia judaico-cristã e, a sua vida, é igualmente admirada pelos muçulmanos, sendo também venerado na Turquia , bem como em várias zonas do Oriente.
Quando se encontrava em pregações na Galileia, ao tempo, o poder estava nas mãos de Herodes Antipas, filho daquele outro Herodes que ficou ligado à matança dos inocentes. Acontece que Herodes repudiara a sua mulher legítima para ficar a viver com a cunhada Herodíades. Esta atitude era motivo de descontentamento por ser sacrílego segundo os costumes da lei e, João Baptista foi um dos que teve mesmo a coragem de o afirmar ao próprio Herodes, acrescentando até que, se não fosse modificada a situação, cairia uma maldição sobre Israel. Ao que parece, Herodíades não terá gostado disto e, por sua influência, João Baptista foi metido numa prisão.

Segundo reza a história, num dia 29 de Agosto, durante um banquete, Salomé, jovem lindíssima, filha de Herodíades e sobrinha de Herodes, terá dançado para os convidados e o agrado foi de tal ordem que, Herodes lhe pediu uma segunda dança. Ela recusou, Herodes insistiu, prometendo que a paga disso seria à escolha dela. Foi quando Salomé pediu ao tio a cabeça degolada de João Baptista, numa bandeja de prata. Este foi, segundo chegou até nós, o fim do profeta João Baptista.

Mas, depois destes dados históricos, quero deixar nos leitores uma impressão menos pesada e falarei agora da forma como o povo venera também, no mês de Junho, este S.João, que aparece representado nos altares apenas vestido com uma pele de carneiro e um cordeirinho aos pés.
Também o encontramos nos tronos que as crianças fazem pelas ruas, pedindo a tal moedinha em seu nome. Do mesmo modo se fazem arraiais, se canta , se dança, se comem sardinhas assadas, ou carnes, se ouvem foguetes, há arcos e balões, se vendem manjericos, enfim, os “condimentos” são comuns aos festejos dos Santos de que o povo português gosta. Todo o país, geralmente festeja de forma idêntica os Santos de Junho, mas no que respeita ao S.João o que logo me lembra é Braga e o Porto.

Falarei do Porto, neste caso, apenas porque conhecer melhor. O 24 de Junho é também o seu Feriado Municipal e, o Santo, que aqui é designado por “S.João do Porto”, foi escolhido igualmente para seu padroeiro. A lenda refere um eremita que terá vivido e morrido em Tuy no Sec IX. Mais tarde, no Sec XII, a Rainha D. Mafalda (mulher de D. Afonso Henriques) terá sido portadora de relíquias suas, que foram depositadas na Igreja da N.S. da Consolação, no Porto. Duas pessoas diferentes ou não, este S.João, apresenta-se com imagem semelhante àquele falado antes, também vestido com a pele de carneiro e tudo. A dúvida poderá ser desfeita por alguém mais informado que eu.

Os festejos começaram essencialmente na zona das Fontaínhas, mas foram-se alargando afinal a todos os locais onde o povo entendeu que a festa poderia existir. Todos os tripeiros vivem intensamente a comemoração do seu Padroeiro. Saem para a rua já na véspera e, a festa, estende-se pela madrugada fora e dia seguinte. Aos grupos que se formam e vão percorrendo as ruas, cantando e dançando chamam-se “rusgas”. Também se vendem os vasos de manjericos e é uso comer-se nas tasquinhas além das sardinhas, bifanas e aínda cabrito. Além de se ver aqui, tudo o que é habitual em festas do género, há ainda dois costumes curiosos:_ Um, refere-se à erva cidreira usada para dar a cheirar, em especial às raparigas, outro, o de levar na mão um “alho porro” com o qual que se vai batendo na cabeça daqueles com quem nos vamos cruzando. Acrescento, no entanto, que o dito “alho porro” já foi cedendo lugar aos martelinhos de plástico, embora, a função de acertar nas cabeças de quem passa, se mantenha à mesma, só que, mais ruidosa!
Por aqui me fico neste breve apontamento referente ao segundo Santo Popular que se festeja em Junho.

M.A.

10/06/08

SANTO ANTÓNIO DE LISBOA


Cumprindo uma promessa feita há dias (por favor clique aqui) venho de novo conversar convosco sobre este Santo tão querido de nós portugueses e, de mim em particular.
Sabemos que ele nasceu em Lisboa em 15 de Agosto de 1195 e veio a morrer, apenas com 36 anos, em Pádua em 13 de Junho de 1231. O seu nome de baptismo foi Fernando Martin de Bulhões e Taveira Azevedo.
Aos 15 anos entrou para um Convento de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, porém, dez anos mais tarde, em Coimbra, impressionado por pregações ouvidas a uns frades franciscanos, resolveu ingressar na Ordem dos Franciscanos onde irá manter-se até à morte. É nesta altura que adopta também o nome de António.
Tornou-se um pregador culto e apaixonado e leccionou teologia em várias universidades europeias. Passou também pelo Brasil. O seu amor aos pobres foi igualmente uma das suas características marcantes. Toda a sua vida foi tão cheia de actuação e exemplos marcantes que fez o Papa Pio XII, em 1946 elevá-lo a Doutor da Igreja. A sua canonização foi a mais célere que se conhece na história da Igreja, ocorreu apenas 11 meses e 17 dias após a sua morte.








Pádua, a cidade italiana onde viveu os últimos anos, adoptou-o como seu padroeiro, chamando-o simplesmente Il Santo. Erigiu com o seu nome, uma Basílica, onde num imponente túmulo se guardam os seus restos mortais. Posso dizer-vos que são inúmeros os testemunhos de fé que nele vi, colocados por devotos, dando conta de graças recebidas. Também neste local se mostram o seu hábito e a sua língua, esta, dentro de um relicário de vidro.

Mas Lisboa reivindica também a forte ligação a este tão popular santo! Como já disse muita gente estará mesmo convencida de que é ele o padroeiro da cidade, pelo facto do 13 de Junho ser Feriado Municipal. Esclareça-se, em abono da verdade que não, o padroeiro de Lisboa é efectivamente S.Vicente.

E será que sabem que Santo António tem também uma carreira militar, ainda que simbólica? Eu explico:
Por iniciativa de D. Afonso VI, em 1665, S. António, ( já muito depois da sua morte ) “assentou praça” no 2º Regimento de Infantaria de Lagos. Tinha, como qualquer outro soldado, direito a um soldo que, neste caso, era usado para ajudar os soldados doentes. Depois, outros regimentos seguiram o mesmo exemplo. Uma sua imagem foi ,por exemplo, desde meados do Sec XVII, a protectora do Reg. de Inf. 19, em Cascais e acompanhou sempre o Regimento nas campanhas da Guerra Peninsular, razão pela qual, ostenta ao peito a medalha referente à dita Guerra. É a imagem que abre este post e que está hoje no Museu Militar do Buçaco.
O Marquês de Pombal, em dada altura, entendeu “cortar-lhe o vencimento”, determinando que continuaria no Exército, sim, mas… gratuitamente! Já nessa altura surgiam medidas restritivas, come se vê! Porém, logo depois, no seu reinado, D. Maria I, veio repor a situação anterior. Até o General Junot, em 1807, num dos seus despachos que se encontram registados, se confessou devoto de Santo António e lhe manteve todos os seus direitos, nesta altura já promovido ao posto de Tenente-Coronel.

Mas, a sua fama popular é, como já referi no post anterior, sobretudo como santo casamenteiro e advogado no aparecimento de objectos perdidos.
Deixo-vos duas fotos de Pádua e outras de alguns Santo Antónios que tenho em casa. Vejam que engraçados são, por exemplo, os do conjunto artesanal, em barro. São de dois ceramistas ali da zona de Coimbra.
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1- Imagem que se encontra no Museu do Buçaco
2 e 3-Basílica em Pádua e Túmulo do Santo
4- Imagens em madeira Sec. XIX
5-Barro (original da autora do post)
6-Barros de Miguel Lemos e Pias
M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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