Como tudo começou

09/04/11

MESTRE ALENTEJANO


Qualquer de nós já deu conta da diversidade de termos que a nossa língua possui e de como de terra para terra eles variam de significado.


De Norte a Sul, quem estiver atento, logo se apercebe das diferenças que existem no falar das pessoas, não querendo nós, com isto, dizer serem melhores estas ou aqueloutras. Até a cadência dos sons, de uma conversa, sofre variações de lado para lado.


Desta vez, trazemos aos nossos leitores uma colecção cantada de termos muito curiosos, recolhida no Alentejo, que é uma das regiões portuguesas mais ricas no género.

As rimas são de João Vasconcelos e Sá. A música é a tradicional de um fado corrido. E quem canta é António Pinto Basto, uma das mais bonitas vozes portuguesas.


Esperamos que tenham gostado e dizemos a todos até breve.

(Video recebido num mail)

M.A.

08/04/11

Artshow - FIL - Lisboa - 7 a 10 de Abril - a não perder


Passe pelo Parque das Nações até Domingo dia 10, entre as 10 e as 20 horas, e dê uma olhadela nos trabalhos de cerca de 70 artistas que lá estão a apresentar pintura, escultura e arte decorativas.

Entrada gratuita

07/04/11

A GARRAFA


Leitores:


Não estamos aqui a pretender dar lições de civilidade a ninguém nem tampouco a apontar dedos recriminatórios. Queremos apenas que cada qual clique aqui para ter acesso a um curto, mas curioso vídeo.


Pensamos que no final de o verdes, terá sido quase certo que o vosso rosto se abriu num sorriso.


Acreditem que foi, justamente, o que aconteceu connosco! Palavras para quê?

Felicitamos quem teve imaginação para criar esta cena e bem gostaríamos de ter assistido a ela!

M.A.

05/04/11

PAPEL RECICLADO



Caros leitores:


Chegou-nos recentemente às mãos este vídeo com o título de «Papel Reciclado», embora nos pareça que inclui também aproveitamento de outros materiais, como sejam os tecidos. De qualquer maneira achamos que seria interessante mostrá-lo aqui pois, quem sabe, poderá sugerir a quem o veja algumas outras ideias, de como tornar material vulgar em algo artístico. Se tal acontecer e quiserem partilhar connosco uma foto daquilo que fizerem aqui mostraremos.





Já agora, vou contar-vos um episódio, bastante recente, e que até tem alguma relação com o assunto de que falamos hoje:


Para a representação teatral que decorre na Simecq, onde há um número musical com varinas, eram precisas algumas canastras e a verdade é que, hoje em dia, este não é um objecto que, num meio urbano, se encontre facilmente à venda.

Desafio colocado a duas amigas, logo das ideias e mãos de ambas, as tais canastras apareceram e, adivinhem, feitas de quê? De jornais, precisamente!

Elas figuram na foto que abre este post e foram obra da Francisca e da autora deste post. Complementadas com uma cobertura amarela, como era uso, antigamente, tapar o pescado, as ditas canastras lá desfilam, como se verdadeiras fossem, na cabeça das varinas que cantam e dançam.

Como tantas vezes o povo diz…A necessidade aguçou o engenho!

M.A.

03/04/11

ALÔ PORTO, UMA VEZ MAIS!

Agora que com a mudança de hora e a chegada da Primavera os dias vão ficando maiores e mais ensolarados , porque não voltarmos até à zona da Ribeira, no Porto? Temos a possibilidade de, ao clicar aqui, andar entre a Ponte D Luís I e a antiga estação da Alfandega.

Para os nossos leitores que ainda o não saibam, os diferentes sinais que aparecem na base da imagem permitem que, ao clicar neles se visualizem diferentes locais, à esquerda ou direita, mais acima ou mais abaixo e ainda, que se faça um zoom para espreitar melhor um ou outro pormenor desta zona tão bonita do Porto. Também podem escolher ver a foto no ecran inteiro.

Façam a experiência e divirtam-se com este passeio que, mesmo sem sair de casa, estas tecnologias nos permitem fazer!


P.S.-A foto que abre o post mostra a capela que existe, na Ribeira, mesmo junto à ponte D. Luís I. Não sabemos a que santo ou santa é dedicada. Se alguém o souber diga-nos por favor.

M.A.

01/04/11

AINDA O TEATRO NA SIMECQ





Conforme sabem, continuam a decorrer os festejos comemorativos do 130º. aniversário da SIMECQ e deles faz parte um espectáculo de teatro de que já falamos neste blog. Se acaso quiser recordar o que foi dito apenas terá que clicar aqui.


Nesse anterior apontamento tivemos ocasião de explicar que o espectáculo tem por tema a história da Simecq. Nele há momentos de muita música, dança e bom humor que despertaram gargalhadas e francos aplausos na sala. Mas, há igualmente momentos em que a historia daquele casa vai sendo descrita de um modo sério, com a chamada de nomes de muitos daqueles que fizeram com que esta colectividade ganhasse o prestígio que mantém ainda hoje. Por vezes, a emoção fez-se sentir, mostrando que, mesmo nos tempos presentes há uma memória que não está esquecida e, talvez que os aplausos que se ouviram nestes momentos fossem ainda mais fortes e prolongados.


Ora, um dos pontos marcantes, foi um poema já referido, por nós, no post anterior e que, providenciamos junto do seu autor, o Sr. Mário Salgado, no sentido de no-lo ceder para ser aqui publicado. Agradecemos-lhe o pronto envio do poema e a concordância na sua divulgação. Foi sua Mulher a Srª D. Maria Isabel Pina Salgado quem, magistralmente, lhe deu voz, naquele histórico salão nobre e, esperamos nós, continuará a fazê-lo nos restantes sábados das representações previstas.


Aqui deixamos portanto esse poema:


Um dia,

Naquele pequeno lugar,

Mas com gentes de alma grande,

Generosa e empreendedora.

Gentes do querer fazer,

Talvez menos do saber,

Mas muito do saber fazer.

Naquele pequeno lugar,

Cruz Quebrada de seu nome,

Lugar de tantas vicissitudes

Retiro de monges,

Pouso de realezas e poetas,

Veraneio privilegiado para alguns,

Local de vida dura para outros.

Dura, mas partilhada e solidária.

Assim, um dia,

Naquele pequeno lugar,

Nasceste mulher.

Pela mão de homens é certo.

Homens dispostos a tudo fazer por ti.

Fazer-te crescer,

Enobrecer-te.

Decididos a fazer de ti,

A flor,

A luz,

O alento das suas vidas.

Naquele pequeno lugar,

Serias o verde naquelas vidas cinzentas.

Curioso!

Nasceste mulher pela mão de homens.

Talvez ciosos.
Que não permitiam que outras mulheres te ajudassem a crescer
Nasceste mulher,

Para ser de todos,

E não seres de ninguém.

Um dia,

Naquele pequeno lugar,

Nasceste mulher.

Pela mão de homens.

Foste chamada de Sociedade.

Naquele Outono de 1880,

Curiosamente com o cair da folha,

Talvez para que na Primavera,

Pudesses florescer em força,

Trazendo as primeiras alegrias,

Às gentes daquele pequeno lugar.

Bem-haja o dia em que nasceste,

E os que decidiram criar-te

Sabes, 130 anos depois,

Atravessados três séculos,

Alguns, menos atentos,

Poderiam pensar que está velha,

Que estás esgotada,

Desfasada até da modernidade.

Pobres loucos que assim possam pensar.

Não te conhecem.

Talvez nunca te tenham sentido.

Talvez não saibam que,

Mesmo quando te magoam,

Tu perdoas e ficas mais forte.

Só os verdadeiramente fortes,

Podem ser magnânimos como tu.

E tu, foste, continuas a ser,

Uma mulher forte capaz de amar como mãe,

Como madrinha,

E algumas vezes apenas simples referência,

Mas sempre capaz de perdoar.

Foi com a musica que começaste,

A ser o Abrigo e o espaço de folia,

Dos que te tinham criado.

Mais tarde o ensino.

Para suportar o que o Pai Estado não foi capaz de fazer.

A Escola acabou por ser uma menina,

A menina dos teus olhos.

Podiam ter sido seis meses,

Podiam ter sido seis anos,

Mas foram seis décadas.

Quando mataram esta tua filha,

Choraste lágrimas de sangue e saudade.

Quantas gerações passaram pela tua vida,

Pelas tuas entranhas.

Quantos Homens e mulheres,

Cresceram no teu seio?

Quantas gentes deste ao mundo,

Mais capazes,

Mais autónomas.

Mas ficou uma ponta de vaidade.

O teu empenho e dedicação,

Granjearam-te duas grandes distinções.

Foste Cavaleiro da Ordem de benemerência,

Foste Instituição de Utilidade Publica pela mão do Presidente da Republica.

Mais tarde,

Foste também nome de Rua.

Uma gentileza do antigo regime.

Mas tu,

Apesar de agradecida,

Mantiveste a isenção que sempre te caracterizou,

Fiel ao espírito dos que te criaram.

Foste sempre fiel nos princípios,

Mas promíscua nos amores.

A música foi outra das tuas paixões.

Quase te babavas,

Quando, ouvindo a banda,

Que tinha nascido de um pequeno grupo,

Já fazia concertos no velho coreto.

Ha!

Como te agradavam aqueles homens simples,

De bigode farfalhudo,

Na sua farda garbosa,

Fazendo a delícia das gentes que os ouviam.

Também deste amor tiveste que dazer o luto.

Sinal dos tempos,

Parcos de meios?

Claro que sim!

Mas a modernidade,

Como alguns dizem,

Trouxe o desporto que não seria menos importante.

E mais uma vez,

Como mulher inteligente,

Não podias deixar que os teus filhos ficassem de fora.

A Laranjinha,

A natação no Rio,

O futebol ocasional,

Foram o dealbar da tua nova grande paixão.

O Basquetebol emergente.

Tu renasces sempre da adversidade,

Sempre foste uma lutadora.

Morre a Banda,

Nasce o Teatro.

O basquetebol torna-se a modalidade eleita.

Tu és assim!

Não morres, adaptas-te.

Por isso não ficas velha.

Tiveste filhos que te amaram!

Até a exaustão.

Tu sabes quem são,

Mas não fazes escolhas.

Entende-se!

Foram importantes em cada momento.

Seria injusto eleger algum.

A tua vida,

Como a de todos nós,

Está cheia de sucessos e insucessos.

Viveste vários lutos,

Mas muitos sucessos.

A escola morreu,

Uns Senhores cinzentos,

Acharam que solidariedade seria uma questão menor.

O teatro finou-se ainda que temporariamente.

Talvez porque as gerações mudam.

Apenas tu continuas porque és intemporal.

Mesmo nos momentos de luto,

Tiveste os teus júbilos,

Que viveste com a serenidade,

Da senhora centenária que és.

No desporto,

Foste Campeã Nacional,

Campeã Ibérica e até campeã Mundial.

Terás sido demasiado modesta?

Não!

Foste uma Mãe orgulhosa e comedida.

A mesma Mãe,

Que durante 40 anos,

Lutou por uma nova casa,

Capaz de realizar melhor os seus filhos,

De lhes proporcionar um crescimento mais equilibrado.

Aquela inauguração,

Deixou-te um brilho nos olhos.

Sabemos que sim!

Foi talvez o inicio,

Do teu ciclo mais dourado.

Aos 130 anos,

És uma mulher rejuvenescida.

Que maior elogio se te poderia fazer?

Mas é verdade!

A tua dimensão desportiva e cultural,

Nunca esteve tão alta.

Hoje,

Orgulhaste e envaideces-te,

Com o basquetebol,

Com as artes tradicionais,

Com a dança,

Com as artes marciais.

E como estás feliz,

Com o regresso da banda e do teatro.

Estás vaidosa,

Mas não por ti.

Vaidosa por servir aquele pequeno lugar que te viu nascer,

Por servir a tua Freguesia,

Por servir o teu Concelho e o teu Pais.

Quão orgulhosos se devem sentir os que um dia te criaram.

Por servires!

Por continuares,

Tanto tempo depois,

A servir Portugal.

Bem hajas SIMECQ.


Esperamos tenham gostado. M.A.

28/03/11

Descascar batatas cozidas deixa de ser um tormento....



Porque não queremos que sofra a descascar batatas, aqui vai a sugestão para desempenhar a tarefa de forma fácil.....

Aguardamos os vossos comentários sobre o êxito desta novidade....
fc

26/03/11

24/03/11

PATEIRA DE FERMENTELOS



De entre os locais ligados à minha infância e juventude há um que, quando nele penso, me transporta a muito boas memórias. Ficava relativamente perto do sítio onde nasci e era escolhido pelos meus pais para alguns dos almoços de Domingo, em família.

Havia lá, nessa altura, um restaurante situado sobre a água, sem luxo, nem grandes pretensões, mas onde se comiam excelentes caldeiradas de peixe. Era um sítio calmo e com uma paisagem lindíssima.

O tempo passou, as contingências da vida afastaram-me daquela zona e, a verdade, é que nunca mais calhou lá voltar. Sei, no entanto, que o local está bastante mais explorado e a oferta turística melhorou também, estando muito diferente da de outros tempos!
Espero poder lá voltar, logo que seja possível, para poder usufruir de novo daquele ambiente.




Há relativamente pouco tempo, alguém me mandou este vídeo sobre a Pateira. Como é evidente pensei logo trazê-lo ao blog. Vejam-no e digam lá se eu tenho ou não razão em classificar este sítio como sendo extremamente bonito.
Como vos deixo também aqui alguns dados explicativos da sua localização e demais informações, penso que tudo isto irá contribuir para os nossos leitores se decidirem a ir um dia até lá também. Não tenho dúvida alguma que ficarão a pensar, depois, que…Valeu a pena!
M.A.

21/03/11

HÁ TEATRO NA SIMECQ


Para quem ainda o não saiba, ou ande um tanto distraído com estas coisas, o Grupo de Teatro da Simecq tem em cena o seu terceiro espectáculo.
Ele está integrado nas comemorações dos 130 da Colectividade e recebeu por título «Três Séculos, uma vida, uma obra»
Cremos que o título foi muito bem escolhido pois, a Simecq bem se pode orgulhar de ter efectivamente construído uma obra.

Pouco a pouco, dia a dia, ano a ano, isso foi acontecendo e basta sentir o entusiasmo dos jovens que por ali vão passando, para que a esperança no futuro, dos que agora lideram os destinos desta casa não esmoreça e acreditem que virão a ter dignos sucessores.

Mas falemos, especialmente, do espectáculo a que tivemos o prazer de assistir no passado sábado. Ele foi como que o ensaio geral, destinado à gente da casa, que de alguma forma tenha participado.
Uma sequência de quadros, uns humorísticos, outros mais sérios, várias danças e cantares rebuscados em récitas antigas, outras mais actuais, foram mantendo a assistência interessada e divertida.
Alternando com o que se passava no palco, num ecran instalado na sala, iam aparecendo imagens de homens e mulheres que fundaram esta casa e, depois, durante várias gerações a desenvolveram e fizeram dela o que hoje ela é.
Ao mesmo tempo ouviam-se explicações sobre o que aparecia e, mostravam-se também fotografias bem curiosas. Daqueles que lá vimos, muitos já estão desaparecidos…outros, ainda por cá e, felizmente, capazes de fazer muito, muito mais!

Foi muito bonito ver gente nova e outra … «assim nem tanto», ombro a ombro, naquele palco, representando o papel que lhe fora distribuído, com idêntico entusiasmo e competência. Juramos ter visto na assistência gente da cabelos brancos entoando algumas das canções que ali passaram, sinal de que ainda as não tinham esquecido!

Foi igualmente bonito ouvir descrever a Simecq, em rima, duma forma magistral, fazendo a sua comparação com uma mulher!
Falar em nomes, não o iremos fazer porque esquecer alguém é sempre injusto e, de modo algum, desejamos fazê-lo. Para todos, sem excepção, de novo o nosso aplauso e desejos de longa vida nesta arte de Talma.

Fica agora o convite a quantos nos leiam para virem até à Simecq no serão de cada um dos Sábados próximos.
Acreditem que não se vão arrepender e regressarão a casa, como connosco aconteceu, com um sorriso no rosto, sinal de umas horas bem passadas, na companhia de gente boa.

Para vos abrir o apetite ficam umas fotos que fizemos no espectáculo. A que abre o post mostra O Grupo de Teatro da Simecq e vem no programa do espectáculo.
M.A.

20/03/11

CANTIGA DOS AIS de Armindo Mendes de Carvalho (1927/1988)



Os ais de todos os dias,
os ais de todas as noites.
Ais do fado e do folclore,
o ai do ó ai ó linda.

Os ais que vêm do peito,
ai pobre dele, coitado
que tão cedo se finou!

Os ais que vêm da alma.
Ais d’ amor e de comédia,
ai pobre da rapariga
que se deixou enganar…
ai a dor daquela mãe.

Os ais que vêm do sexo,
os ais do prazer na cama.
Os ais da pobre senhora
agarrada ao travesseiro
ai que saudades, saudades,
os ais tão cheios de luto
da viúva inconsolável.
Ai pobre daquele velhinho:
_ai que saudades menina,
ai a velhice é tão triste.

Os ais do rico e do pobre
ai o espinho da rosa
os ais do António Nobre.
Ais do peito e da poesia
e os ais de outras coisas mais.
Ai a dor que tenho aqui,
ai o gajo também é,
ai a vida que tu levas,
ai tu não faças asneiras,
ai mulher és o demónio,
ai que terrível tragédia,
ai a culpa é do António!

Ai os ais de tanta gente…
ai que já é dia oito
ai o que vai ser de nós.

E os ais dos liriquistas
a chorar compreensão?
ai que vontade de rir.

E os ais de D. Dinis
Ai Deus e u é…

Triste de quem der um ai
sem achar eco em ninguém.
Os ais da vida e da morte
Ai os ais deste país…

Mário Viegas gravou este poema num dos seus vídeos e, a verdade, é que o diz com tanta graça que seria mesmo uma pena não o mostrarmos neste blog.




Pensamos que aqueles leitores que ainda o não conheçam terão uma agradável surpresa. Quanto aos demais, mesmo já não sendo novidade vão também, acreditamos, revê-lo com prazer.
Em relação ao seu autor, Armindo Mendes de Carvalho, para os leitores que dele queiram saber mais, convidamo-los a clicarem aqui.

M.A.

18/03/11

Sorrisos, e boa disposição



Apreciem, e vejam quem ri mais, se o protagonista se o observador.....

fc

16/03/11

PROVÉRBIOS PORTUGUESES


Por ter achado interessante esta colecção de provérbios, associada a uma série de bonitas imagens que nos mostram diversas partes de Portugal (e não só) resolvemos trazê-la aos nossos leitores.

Devemos porém chamar a atenção para a inclusão neste conjunto de uma frase que, tanto quanto sabemos, é um conhecido pensamento de Pascal:
“_O coração tem razões que a própria razão desconhece”.
Fieis ao princípio de que “o seu deve ser sempre dado ao seu dono” aqui deixamos esta rectificação e, ao mesmo tempo, incluímos mais um provérbio.




Aqui deixamos, pois, o vídeo que nos chegou num e-mail. Oxalá seja do vosso agrado.
M.A.

14/03/11

Um Português...

Passava este Português
por entre vasta multidão
com o seu veiculo personalizado
para transportar o garrafão....

Se era do branco ou do tinto ?
Não dava para adivinhar...
mas os que para ele olhavam
mudos e quedos ficavam
sorriam à sua passagem...
Era um Português retinto!

E o criador da ideia
firme e seguro caminhava
talvez em direcção ao seu lar
onde o almoço o aguardava....


fc

12/03/11

AVIÕES ANTIGOS



Para os nossos leitores que se interessem por assuntos ligados à aviação aqui deixamos uma colecção de imagens que possivelmente os deixarão encantados.

São aviões de tempos passados que, se hoje nos fazem sorrir, igualmente nos fazem pensar como havia alguém, com coragem, para dentro de uma coisa destas, se aventurar a voar pelos céus fora. A verdade, é que se não tivessem existido estes pioneiros, não teríamos chegado às maravilhas tecnológicas dos tempos actuais.



Desfrutem pois, deste vídeo, que nos apareceu num e-mail e que decidimos partilhar com quem nos lê.
Até breve.
M.A.

10/03/11


Desde que esteja ao Sol,
quelquer lugar me satisfaz
seja um muro, uma árvore
para mim, tanto faz...!!!!

fc

08/03/11

NASCIMENTO DE UMA LONTRA




O aparecimento de uma nova vida é sempre motivo para celebrar. Desta vez aconteceu no Oceanário de Lisboa, em 2005. Uma lontra entrou em trabalho de parto e, com uma câmara vídeo infra vermelhos, foi possível fazer a filmagem do acontecimento sem que a mãe se sentisse perturbada.



Pensamos que poucos de nós teriam possibilidade de assistir a um momento como este se não fosse existirem estas tecnologias.
Esperamos que tenham gostado de ver este nascimento.
Até breve.
M.A.
(vídeo recebido num e-mail)

06/03/11

CAMELOS NO DESERTO



A Foto que acabam de ver foi considerada uma das melhores do ano de 2005.
Foi tirada num deserto, exactamente na vertical e, ao pôr do Sol.

Mas, chamamos a vossa atenção para o facto de os camelos serem as pequenas linhas brancas e aquilo que se vê em preto, as suas sombras. Curioso não é?

Esperamos tenham gostado.
M.A.

04/03/11

AS ABELHAS



Não sei se os leitores algum dia se debruçaram sobre a vida das abelhas e no modo como funciona uma colmeia.

Como em criança tive a sorte de viver perto de um tio, também meu padrinho, que tinha algumas colmeias e, como, além disso ele tinha também paciência para me aturar e satisfazer a minha curiosidade, pude acompanhar de perto todo este processo maravilhoso que envolve a produção do mel. Tive mesmo um chapéu rodeado de rede e luvas para o ajudar em algumas das tarefas junto das abelhas.
Recordo ainda hoje o fervilhar de vida que, ao abrir a colmeia com os quadros dos favos suspensos dentro dela, repletos de abelhas, aparecia perante os nossos olhos e entrava pelos nossos ouvidos.

Tentando contar de forma muito sucinta, direi que cada colmeia é habitada maioritariamente por milhares de abelhas obreiras que são as que executam a quase totalidade das tarefas. Vão buscar o pólen e o néctar às flores, fabricam os favos, alimentam a rainha e também se encarregam das crias. Entre si decidem e distribuem as várias tarefas e imaginem que até, algumas delas, apenas têm a função de ventilar e arrefecer o ar dentro da colmeia! Ficam simplesmente batendo as asas para que a temperatura se mantenha cerca dos 30 graus.
Digamos que neste “matriarcado” as regras são também rígidas. Ai do insecto de outra espécie que se aventure a invadir a propriedade. O ferrão das abelhas encarrega-se de o liquidar e, em seguida, é colocado fora de portas…Sim, porque “estas senhoras” prezam muito a limpeza dentro da sua casa!

Cada colmeia tem apenas uma rainha, uma abelha de tamanho maior, cuja função é unicamente pôr ovos dentro dos favos, (3.000 por dia) de onde nascerão novos insectos para dar continuidade a esta comunidade.
Enquanto as obreiras se alimentam de mel e pólen, a rainha tem o privilégio de ser alimentada com a chamada geleia real, uma secreção produzida apenas pelas abelhas mais jovens e que, de entre as diversas propriedades especiais que tem, uma delas é a de regenerar as células mortas o que, portanto, lhe vai prolongar a vida. Enquanto uma obreira vive pouco mais de um mês, ou até menos, a rainha chega aos cinco anos.
No entanto, para que a rainha entre em reprodução é indispensável ser fecundada pelo zangão. Ela sai voando da colmeia, diz-se que anda fora cerca de três dias, acasala e regressa depois à sua comunidade a fim de dar então início à continuidade da espécie e receber as “mordomias das súbditas obreiras”, como rainha que é.
E chega finalmente a altura da recolha dos favos com o mel. Mas, atenção, que é conveniente não se tirarem todos, devem ficar alguns para alimento das abelhas, durante o Inverno, altura em que não há flores onde elas possam ir recolher o néctar e o pólen. Em chegando a Primavera tudo se repete.
Se os nossos leitores tiverem interesse em saber mais do que aquilo que eu lhes soube dizer sobre estes laboriosos insectos convido-os a clicarem aqui, depois aqui e também aqui. Terão oportunidade de ver também imagens bastante curiosas e elucidativas.
(Foto da autora do post)
M.A.

02/03/11

CASCAS DE OVOS TRABALHADAS









Hoje iremos dar relevo ao talento de alguém que pegando num material tão pouco importante, como é uma casca de ovo vazia, pelo talento, imaginação e paciência que tem, em breve o transforma numa obra de arte.

Eu já tive a oportunidade de ver, em Moscovo, no Museu do Arsenal, a fabulosa colecção imperial dos ovos de Fabergé.
Conhecem-se, 65 registados, dos quais, hoje, só existem 57.
Para quem não saiba ou não se lembre, a religião ortodoxa russa festeja com muita importância a Páscoa e, entre familiares e amigos, há o costume, de trocarem presentes simbolizados por ovos.
Ora, em 1885, reinando na Rússia o czar Alexandre III, este teve a ideia de encomendar ao, na altura, já famoso ourives francês Peter Carl Fabergé um ovo para oferecer à czarina, sua esposa. Este ovo, mostrado nas quatro primeiras fotos deste post, agradou tanto ao czar que, de imediato, fez encomenda de outros mais para os anos seguintes. Imitando o czar, logo também outros membros da corte imperial encomendaram idênticas peças .

É difícil descrever a diversidade e riqueza de toda esta colecção feita ao longo de anos. Estes ovos, todos diferentes, são feitos em metais nobres, trabalhados com as mais diversas técnicas de ourivesaria e, ainda, revestidos com inúmeras pedras preciosas e esmaltes coloridos. São de um valor incalculável.


Mas, hoje, a minha intenção é destacar antes estes outros ovos que aparecem no vídeo que trouxe.
Mesmo sem quaisquer pedras preciosas, apenas mostram, na sua simplicidade e brancura, um rendilhado que o artista russo Alexandre Volk lhes imprimiu com uma minúscula broca. No entanto, este trabalho, tão minucioso, é bem digno de ser comparados à mais elaborada renda que imaginar se pode.
Neste vídeo podem ver-se verdadeiras filigranas que sobretudo, apreciadas em contra luz ficam com uma beleza sem igual.
Espero que gostem
M.A.
(Vídeo recebido por e-mail e fotos encontradas na net)

28/02/11

JOÃO VILLARET MORREU HÁ 50 ANOS



Tendo nascido em 10 de Maio de 1913 este eminente actor, encenador e declamador português veio a falecer no dia 21 de Janeiro de 1961.
Completaram-se pois, este ano, 50 anos sobre a sua morte.
Porém o seu nome e prestígio continuam vivos entre nós, pois ainda ninguém lhe tirou o lugar que ele ocupava na poesia portuguesa. A nós nos parecia, sempre que o ouvíamos, que cada poeta tinha feito os seus versos para tomarem o som daquela sua voz, grave, pausada, bem timbrada, por onde o sentido das palavras chegava até nós duma forma perfeita e absolutamente natural.
Quem se lembrar do seu programa de poesia na TV recordará, sem dúvida, o ar descontraído com que costumava sentar-se, junto a uma mesa, por vezes brincando com os óculos, um sorriso no rosto, em fundo, o som do piano tocado pelo seu irmão e, depois, a poesia a fluir sem que o espectador se apercebesse do tempo a passar.
Para ele a nossa homenagem . Se o leitor ou leitora o quiser recordar clique aqui, mais aqui e, ainda uma vez mais aqui.
Nota:-Entre as gravações que tenho suas, há uma que já é uma "relíquia".É A CEIA DOS CARDEAIS, num disco de vinil, numa gravação de 1968. Além do João Villaret entram também Alves da Cunha e Assis Pacheco.
M.A.

26/02/11

PORTUGAL ANTIGO



Você lembra-se?
Se se lembra então os seus cabelos já embranqueceram e as articulações já estão mais pesadas…

Com estas duas frases começa o vídeo que trazemos hoje. É bem verdade que só os menos jovens se poderão lembrar de grande parte do que aqui é mostrado. Depois, é recomendado que não nos preocupemos pois, dizem, isso será sinal que assistimos aos melhores anos do Sec. XX. Se sim ou não, isso já fica ao critério de cada um.






Esperamos, no entanto, que estas imagens vos proporcionem recordações agradáveis.
Até breve com outro qualquer tema.
M.A.
(Vídeo recebido num e-mail)

24/02/11

COMO FAZER UM NÓ DE GRAVATA





Se ainda há por aí alguém que sinta algum embaraço por ter que fazer um nó de gravata, aqui estamos nós para dar uma ajudinha. Ora reparem nestas imagens e vejam como afinal é mesmo fácil e até divertido!






Até breve leitores.
M.A.

22/02/11

POEMA APROPRIADO AOS TEMPOS QUE CORREM





Esta Gente / Essa Gente


O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
que mostre o dente

Gente que não seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente

Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente

Gente que enterre o dente
que fira de unha e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente

O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente
Essa gente dominada por essa gente
não sente como a gente
não quer
ser dominada por gente

NENHUMA!

A gente
só é dominada por essa gente
quando não sabe que é gente.


A autora do poema que acabaram de ler é Ana Hatherly, e ele foi retirado do seu livro "Um Calculador de Improbabilidades". Se acaso este nome, não for familiar aos nossos leitores convido-os a clicarem aqui para ficarem a conhecer a sua biografia. Quem sabe se, logo de seguida, se sentem curiosos e impelidos a procurarem ler mais coisas suas, em prosa ou em verso.M.A
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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