Como tudo começou

12/12/08

CONTRA A INDIFERENÇA


O nome do Dr. Fernando Nobre já dispensa quaisquer apresentações, quer pelo homem de bem que é, quer pela obra que criou, a AMI, no auxílio a quem mais precisa. Ele diz, quanto a nós com inteira razão, que as duas mais graves doenças da humanidade são a Intolerância e a Indiferença. Convidamos todos os nossos leitores a adicionarem este seu blog aos vossos Favoritos. Nele, acho que todos viremos a encontrar temas que nos farão reflectir seriamente e, quem sabe até, nos levarão também, a crescer um pouco, como pessoas!
Bem haja Dr. Fernando Nobre por ser como é e vir fazendo o que faz!


Deixamo-vos a seguir, em palavras suas, uma vez mais, a manifestação do lema que tem orientado a sua vida:
M.A.

O MEU BLOG “CONTRA A INDIFERENÇA”
A razão deste blog é muito simples: ser um espaço de liberdade onde exprimirei livremente, sem constrangimentos nem rodeios e intermediários, os meus pensamentos e reflexões sobre todos os temas que me interpelam, ou que o venham a fazer, e que me fazem, ou farão, gritar contra a indiferença que, como a intolerância e a ganância, considero ser uma das doenças mais mortíferas da Humanidade.

Assim fazendo espero dar o meu contributo para o reforço da Cidadania Global Solidária. O meu lema será só e apenas este: recusar acomodar-me.

Este blog é mais um passo no assumir das minhas responsabilidades de cidadão do mundo atento e activo. Tudo farei para me manter sempre coerente com os Valores e Princípios que nortearam a minha vida até hoje bem consciente de que, se tenho Direitos inalienáveis, tenho sobretudo Deveres irrecusáveis para com o meu País e o Mundo.
Tentarei pois partilhar com todos vós, meus amigos, as questões que tanto me interpelam e por vezes, confesso, me angustiam ou me iluminam.
Essas questões são: as crises humanitárias, as guerras, a fome, a corrupção, a cidadania global, as alterações climáticas, a exclusão social e a pobreza, as migrações, os direitos humanos, os povos esquecidos, o voluntariado, os conflitos sociais, o civismo, o alertar consciências, a globalização ética e cultural, a governação ou desgovernação global na política ou nas finanças…
Este blog pretende pois apenas dar um singelo contributo à Democracia e à Paz em Portugal e no Mundo em nome do Ser Humano, lutando irredutivelmente pela Liberdade e pela Fraternidade.
Essa é a minha profissão de fé enquanto ser livre que sou.

11/12/08

reCANTOS do JARDIM MUNICIPAL DE OEIRAS












Este espaço verde possui lagos, árvores, patos, pombos e um grande espaço infantil, com um parque de baloiços e outras diversões.
A Ludoteca funciona numa carruagem de carro eléctrico, onde os mais pequenos podem ler, desenhar, pintar e jogar, entre outras actividades.
O jardim, dividido longitudinalmente pela ribeira da Laje, que noutros tempos abasteceu Oeiras, mas pela qual, hoje, apenas corre um ínfimo fio de água, surge da junção de duas quintas: do lado direito, a Quinta do Arriaga, conhecida pelo seu bosque, tanques e arcos; do lado esquerdo, a Quinta do Proença, onde se vêem tanques de rega e o jardim das laranjeiras.
Fotos minhas
fc

10/12/08

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM 1948-2008

(Clique para ampliar)


SEIS DÉCADAS À PROCURA DA SOLIDARIEDADE

NA MESMA CIDADE ONDE FORA PROCLAMADA A HISTÓRICA DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO DE 1789, A ONU ADOPTOU, EM 1948, A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM REDIGIDA POR ELEANOR ROOSEVELT E DOIS OUTROS JURISTAS. SESSENTA ANOS DEPOIS, QUAL O ESTADO DESTE PATRIMÓNIO COMUM DA HUMANIDADE? SERÁ QUE AINDA TEM ACTUALIDADE ESSA PROPOSTA DE DIGNIDADE E DECÊNCIA UNIVERSAL? SERÁ QUE A SOLIDARIEDADE SONHADA AINDA PODE DAR FRUTOS?
Os trinta artigos da Declaração organizam-se em torno de quatro grandes dimensões: a das prerrogativas pessoais de todos os indivíduos, como o direito à vida, o direito de não ser torturado ou escravizado, o de ser protegido pela lei e por uma justiça imparcial; a dimensão dos direitos decorrentes da vida em sociedade, como direito à vida privada, à família e à propriedade, o direito de circulação, nacionalidade e asilo; a dimensão das liberdades públicas, como a de pensamento e de crença, a de expressão, reunião e associação, ficando bem explícito, no artigo 21º. que “a vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos”; finalmente, a dimensão dos direitos económicos, sociais e culturais, onde são proclamados os direitos ao trabalho, ao salário ( “igual para trabalho igual”), à segurança social, ao descanso e às férias, bem como os direitos à saúde e ao bem-estar, à educação básica gratuita e à participação na vida cultural e científica.

Hoje, resta saber se a contemporaneidade consegue ainda chamar à colação a Declaração de 1948 – esse contrato de ambições planetárias, esse enorme património comum da humanidade, esse fortíssimo apelo à solidariedade – e rentabilizar tal texto fundador como instrumento de cidadania universal, de revalorização da cultura, do ambiente e da própria vida.

- A 1ª foto (arquivo do Diário de Notícias) mostra Eleanor Roosevelt com o texto da Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovado em 1948.
- A 2ª foto mostra a moeda comemorativa do 60º Aniversário da mesma Declaração, com o valor facial de 2 € e editada pela Casa da Moeda. Foram seus autores Luc Luycx e João Duarte.

Excerto de um artigo de Jorge M. Martins publicado na revista do Club do Coleccionador.
Fotos retiradas do mesmo artigo.

M.A.

09/12/08

Convite - exposição pintura - Galeria Aberta


Até ao próximo Sábado pode visitar a exposição.
Hotel Albatroz - Cascais

08/12/08

8 DE DEZEMBRO, FESTA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

(Clique para ampliar)



A Imaculada Conceição é um dogma da Igreja Católica Romana e o Papa Pio IX, em 8 de Dezembro de 1854,na Bula Ineffabilis fez a definição oficial do dito dogma, segundo o qual, a Virgem Maria foi preservada do pecado original desde o seu nascimento. Esta festa litúrgica passou então a ser celebrada no dia 8 de Dezembro.

Em Portugal sempre existiu uma devoção grande a Nossa Senhora e, conforme as terras e as gentes assim se foi criando também uma diversidade de nomes sob os quais ela é invocada.

Em Vila Viçosa vamos encontrar um belíssimo Santuário Mariano, justamente dedicado a Nossa Senhora da Conceição cuja imagem está na foto que abre este post. Este Santuário é também igualmente conhecido por “Solar da Padroeira” e, a razão, tem a ver com o facto de, em 25 de Março de 1646, (6 anos após a Restauração da Independência) o rei D. João IV ter decidido proclamar Nossa Senhora da Conceição Padroeira de Portugal, oferecendo-lhe a coroa real com que ele próprio havia sido coroado. A partir desta data, nenhum dos monarcas portugueses que se lhe seguiram, isto é toda a Dinastia Bragantina, voltou a usar este atributo real.

Durante muitos anos esteve também associada a esta festa a comemoração do”Dia da Mãe”, oportunidade dada aos filhos para homenagearem as suas próprias mães. Em dado momento, não sei bem porquê, foi decidido alterar esse hábito e transferir a comemoração às mães para o primeiro domingo de Maio, assim se mantendo na actualidade.

Aqui lhes deixo um breve apontamento para assinalar o dia de hoje.

M.A.

06/12/08

O PINTOR MARAVILHOSO

UM BELO DIA, DEUS ENTORNOU UMAS QUANTAS LATAS DE TINTA SOBRE ESTE NOSSO PLANETA.
ENTÃO… VEJAM ALGUNS EXEMPLOS DO RESULTADO:








Vivemos num mundo maravilhoso.
Façam de cada dia uma maravilha também.
Cultivem a paz .
Vivam simplesmente.
Amem generosamente.
Cuidem-se profundamente.
Falem gentilmente.
Deixem o resto ......com o pintor!!!

M.A.

05/12/08

Parabéns Dr Gonçalves Isabelinha pela passagem do seu 100º aniversário


Joaquim Gonçalves Isabelinha Nasceu em Almeirim a 5 de Dezembro de 1908. Um grande médico, um talentoso desportista, mas, acima de tudo, um homem de uma generosidade incomparável. Amigo de conhecidos e desconhecidos. Conhecido como "o pai dos pobres", deixou o consultório há quatro anos mas continua a ajudar quem lhe pede auxílio. Continua atento às notícias nos jornais, tem sempre dois livros na cabeceira e um bolso cheio de rebuçados.
Na “cidade dos doutores” o seu jeito para a prática do futebol atinge o expoente. A par do curso jogava na Académica, de que é um dos sócios mais antigos. Chegou a defrontar o Porto e o Benfica em jogos amigáveis, pois à época a Académica ainda não disputava o campeonato nacional. Diz que o tratavam por “adversário amigo”. A ligação afectiva a Coimbra foi cimentada pelo nascimento dos seus filhos nessa cidade.
Mas foi também durante a sua estada em Coimbra que ocorreu um dos grandes dramas da sua vida. estava-se na quadra natalícia, andava Joaquim Isabelinha no segundo ano do curso. Na antevéspera de Natal falece a sua mãe e passados doze dias, na véspera de Reis, morre o pai. Acontecimentos nefastos obrigaram-no a tomar decisões que definiram o curso da sua vida.
O então estudante de Medicina assume que não tem jeito para os negócios e decide continuar o curso. Do património deixado pelos pais faz questão de não alienar nada. Recorre a um empréstimo bancário para financiar o resto do curso. Depois de três anos e meio de especialização em Oftalmologia, tirada em Lisboa, assenta arraiais em Santarém. Em 1940 ele e Rui Puga eram os únicos especialistas da área em Santarém. Prestou também serviço no hospital da cidade.
Entendeu sempre a medicina como um sacerdócio. Era frequente aparecerem-lhe no consultório do Largo do Seminário pacientes sem posses para pagar a consulta. Joaquim Isabelinha nunca negou os seus préstimos a ninguém. Quem não podia pagar era assistido gratuitamente. A sua faceta de benemérito, reconhecida pela comunidade, levou-o durante anos a distribuir dinheiro por pessoas carenciadas da sua Almeirim natal, onde tem nome de rua, tal como em Santarém.

A MATEMÁTICA AJUDA SEMPRE…


Shakespeare disse um dia que, embora a vida exija de nós ser encarada com muita seriedade, precisamos igualmente de ter, por perto, um amigo, com bom humor, para “temperar” essa mesma seriedade. Não podia estar mais de acordo. É sempre bom que sempre que possível , no nosso dia a dia, uma graça surja para fazer despertar em nós, um sorriso, que ajude a quebrar a rotina.
Hoje proponho-me ser esse tal amigo e oxalá consiga levar a cabo a missão, isto é, deixá-lo a si, que me lê, com um sorriso no rosto. Queira então entrar comigo nesta pequena brincadeira…

Pense a quantas pessoas já ouviu dizer que, no emprego, estão a dar 100 % do seu esforço. A si, por exemplo talvez até já lhe tivessem pedido que fosse mais além dos 100%, verdade? E que tal, conseguir ir até aos 200% ou mesmo até...ultrapassar essa percentagem?
Ora, aqui fica uma pequena matemática que pode ser útil:

Se às letras do alfabeto
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S TU V W X Y Z
Atribuirmos uma numeração, teremos portanto
1-2-3-4-5-6-7-8-9-10-11-12-13-14-15-16-17-18-19-20-21-22-23-24-25-26

-Tomemos agora, como exemplos, as palavras seguintes:
DEDICAR-SE ….04+05+04+09+03+01+18+19+05 = 64%
Não adianta “dedicar-se”, pois 64% fica muito aquém!

-SABEDORIA…19+01+02+05+04+15+18+09+01 = 74%
Bom, “sabedoria” também não serve, soma 74% o que continua a ser muito pouco ainda!

-TRABALHAR …10+18+01+02+01+11+08+01+18 = 80%
Subiu um pouco mas, “trabalhar” é evidente que não resulta, ainda fica só nos 80%!

-ATITUDES …O1+20+09+20+21+04+05+19 = 99%
“Atitudes” já o fizeram chegar aos 99%, o que é bonito… mas ainda não suficiente!

Então, vamos concluir, dando-lhe uma brilhante sugestão que o levará ao máximo da sua capacidade e, o que é mais importante ainda, irá fazer de si, justamente, o mais valorizado e levá-lo rapidamente a um lugar de chefia. Experimente:

“DEIXAR CORRER O MARFIM” (Que é como quem diz, não fazer nada)
04+05+09+24+01+18+03+15+18+18+05+18+15+13+01+18+06+09+13 = 213%
Perfeito e resulta, como vê!
Espero que se tenha divertido.

M.A.

03/12/08

O MARÉGRAFO DE CASCAIS – UMA RARIDADE CENTENÁRIA



HÁ UNS CASINHOTOS ESTRANHOS NA NOSSA COSTA. NÃO SÃO MUITOS E A MAIORIA PASSA DESPERCEBIDA. O MAIS CONHECIDO E TAMBÉM O MAIS ILUSTRE LOCALIZA-SE EM CASCAIS, NO LADO DIREITO DA BAIA, JÁ QUASE NA MARINA. ESTÁ UM POUCO ABAIXO DO PASSEIO DA RAINHA DONA MARIA, JUNTO ÀS MURALHAS OESTE DA FORTALEZA. PARECE UMA GUARITA. GUARDA UM MARÉGRAFO.

Em tempos, o marégrafo de Cascais foi um aparelho fundamental para medir a altura das marés, definir o zero hidrográfico e estudar a evolução do nível das águas do mar Está agora ultrapassado por um aparelho mais moderno, muito mais pequeno e mais eficiente, que se localiza nas águas da marina. Mas o velho marégrafo de Cascais, construído em 1882, tem um passado ilustre.
A primeira utilidade dos registos das marés é criar uma série histórica de que se pode extrapolar o futuro. Sabe-se, desde Newton, que as marés são provocadas pela diferença de atracção do nosso satélite sobre os diferentes pontos do nosso planeta. Na parte da Terra virada para a Lua, a atracção é maior e as águas sobem. Na parte da Terra oposta à Lua, a atracção é menor e as águas também sobem afastando-se do nosso satélite. Nas restantes áreas da Terra as águas descem, transferindo-se massas oceânicas para as zonas de maré-alta.
Ao efeito da Lua junta-se, mas em menor grau, o do Sol, exactamente pelas mesmas razões. Umas vezes o nosso satélite aparece alinhado com o Sol, alturas em que a força dos dois astros se adiciona, provocando marés mais fortes, as marés vivas. Outras vezes está em posição desalinhada, causando marés mais fracas.
O movimento das águas depende ainda do recorte da costa, da profundidade das águas costeiras, dos movimentos fluviais, da pressão atmosférica e de muitos outros factores.
No Sec. XIX o célebre físico inglês William Thomson, mais tarde conhecido por Lorde Kelvin, percebeu que a única maneira pratica e eficaz de fazer previsão de marés num determinado porto, consistia em recolher dados sobre a subida e descida das águas e extrapolar esses dados de acordo com um modelo matemático que desenvolveu.
Entrando no casinhoto vê-se ao fundo um poço estreito mas bastante profundo. Uma bóia está suspensa nesse poço e comunica com um aparelho central, permitindo medir o nível da superfície do mar. Como o poço atinge as águas da Baia de Cascais através de um tubo profundo, as ondas são amortecidas e a bóia oscila menos que as águas da baia. Filtra-se o sinal, como se diz em estatística.

Um mecanismo de cabos e roldanas comunica o nível do mar a uma peça que tem no terminal uma caneta. A caneta escreve num papel que está enrolado num tambor. O tambor é movido por um mecanismo de relojoaria bastante preciso que roda lentamente, dando uma volta completa em 24 horas. Ao fim do dia fica registada a evolução do nível das águas. Um funcionário muda a cor da caneta. Ao fim da semana, troca a folha de papel por outra. Retorna-se à estaca zero. Assim tem sido durante décadas e décadas. Os registos do marégrafo de Cascais geram uma das séries de dados mais longas do mundo.

Quando foi feito o primeiro levantamento geodésico rigoroso do país, no Sec XIX, foi necessário referir a altitude de cada ponto ao nível do mar. Usaram-se para isso os dados do marégrafo de Cascais.
Na realidade o levantamento estendeu-se de 1857 a 1892 e a publicação das cartas foi feita entre 1862 e 1904. Foi um trabalho muito demorado. Dele resultou a primeira Carta Corográfica de Portugal, na escala de 1 para 1000 000, o que quer dizer que cada centímetro da carta representava um quilómetro e que Portugal aparecia com a largura aproximada de dois metros.

Ao passar por Cascais, não nos esqueçamos de de olhar para aquele modesto casinhoto, meio esquecido na ponta da baia. Passa já um século sobra a data em que ele contribuiu para o primeiro mapa moderno de Portugal. Os marégrafos não se medem aos palmos.

Excerto de um trabalho do Prof. Nuno Crato (Prof de Matemática e Estatística do ISEG), publicado na revista do Club do Coleccionador.
As fotos são do mesmo escrito e mostram a primeira, uma antiga vista da baia com o marégrafo em baixo, à direita.
As outras três,mostram, respectivamente:
- Relógio construído em 1877. Funciona desde a instalação do marégrafo e marca a rotação do tambor.
- O tambor faz uma rotação diária. Todos os dias se muda a cor da caneta.
- Ao fim de uma semana retira-se o papel, onde ficam registados os níveis da água ao fim de sete dias.

M.A.

Dia Internacional do Deficiente 3/12


Hoje queremos deixar um abraço muito especial a todos os portadores de deficiência.


Oxalá tudo vá melhorando de forma a permitir o seu acesso a todos os lugares. Bem sabemos como coisas simples são barreiras difícieis de transpor.


Fica entretanto o link deste blog, para que simbólicamente possamos dar o tal abraço.


fc

01/12/08

Partiu uma amiga

Aos 96 anos de idade, a Srª Dª Fernanda Tristany, partiu hoje para o repouso eterno.
Com uma vida repleta de boas emoções, com uma família fantástica que a acompanhou de forma exemplar até ao último momento, a Srª Dª Fernanda deixou excelentes descendentes.
É mãe da nossa querida Francisca Carvalho, Coordenadora do Atelier da Artes da Simecq e vice Presidente da mesa da Assembleia Geral, avó do Paulo e do Carlos António, atletas da nossa colectividade.

A todos os familiares, sem excepção, filhos, netos, sobrinhos deixamos o nosso abraço.
fc

1º DE DEZEMBRO - RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

Aclamação de D.João IV



A morte sem sucessão de D. Sebastião, em 1578 deu o trono a seu tio o Cardeal D, Henrique e falecido este, vários acontecimentos originaram que o trono de Portugal caísse no domínio espanhol. Entramos pois na chamada Dinastia Filipina, 1580/1640.
Tempos conturbados estes!

Foi um descontentamento crescente, tanto da burguesia como da aristocracia portuguesas, que, a pouco e pouco, fez nascer um movimento de conspiração (diz-se que seriam 40 os conjurados) o qual culminaria no golpe de 1 de Dezembro de 1640. Nesta madrugada dirigiram-se os fidalgos e restantes homens armados ao Paço da Ribeira, aprisionaram a princesa regente, Duquesa de Mântua, e logo depois o secretário de estado, Miguel de Vasconcelos que, reza a lenda foi assassinado e atirado de uma janela para a rua.

Para futuro Rei de Portugal estava já escolhido o Duque de Bragança, depois, solenemente aclamado, em 15 de Dezembro, no Terreiro do Paço, como D. João IV, o Restaurador.
Sabe-se que sua mulher, D. Luísa de Gusmão terá tido uma acção decisiva junto do marido, a princípio hesitante em colaborar na rebelião contra os Filipes. São-lhe atribuídas as frases históricas de que “vale mais ser rainha uma hora que duquesa toda a vida” e “é preferível morrer reinando do que viver servindo”. Mais se conta ainda que, na mesma altura, ao uso da época, armou cavaleiros os seu dois filhos, Fernão e António para que pudessem também colaborar nesta importante operação da nossa História. É ela ainda que fica a reinar, como Regente, após a morte do rei em 1656.

Este, é pois, um breve apontamento sobre o feito histórico do 1º de Dezembro de 1640 que hoje se comemora. Como complemento, fica também aqui a patriótica letra do Hino da Restauração.

Portugueses celebremos
O dia da Redenção
Em que valentes guerreiros
Nos deram, livre, a Nação.

A Fé dos Campos de Ourique
Coragem deu, e Valor
Aos famosos Quarenta,
Que lutaram com ardor.

P'rá frente! P'rá frente
Repetir saberemos
As proezas portuguesas

Avante! Avante!
É a voz que soará triunfal.
Vá avante, mocidade de Portugal!

Nota- Este hino, ainda hoje é cantado, como marcha popular, em alguns lugares de Portugal fazendo fronteira com Espanha !
-D. João IV é o monarca que dá início à 4ª e última Dinastia da História de Portugal, denominada de “Bragança”.

M.A.

30/11/08

Aniversário e actuação da Banda SIMECQ

A nossa banda comemora mais um aniversário, por isso hoje dá um concerto no nosso Salão Nobre.

Com o frio que está, sabe bem estar num local acolhedor!

A partir das 16 horas aproveite o calor das músicas da nossa banda, e passe um Domingo diferente!
fc

28/11/08

Bazar de Natal

O que pode comprar, reservar ou encomendar no nosso bazar:


Sedas naturais pintadas à mão




Rendas e bordados


Estanhos





Arte Aplicada
Bijuteria


Salgados e doces


Mas.... há mais!
Venha espreitar.

fc

27/11/08

APRENDA 400 PALAVRAS EM INGLÊS, NUM MINUTO

Antes de entrar propriamente no assunto, quero esclarecer que as regras abaixo apresentam uma ou mais excepções, o que demonstra duas coisas:
Primeiro, que tais excepções só confirmam as regras.
Segundo, que é mesmo preferível errar numa ou noutra ocasião e aprender as 400 palavras num minuto, a não aprender coisa nenhuma e ficar apenas preocupado com a excepção.

Regra nº 1
Para todas as palavras que em português terminem em DADE (como CIDADE), retire o DADE e substitua por TY. Assim, CIDADE passou a ser CITY.
São já cento e tantas as palavras que aprendeu nos primeiros 20 segundos desta lição. Aqui estão alguns exemplos:
CIDADE – CITY
VELOCIDADE – VELOCITY
SIMPLICIDADE – SIMPLICITY
CAPACIDADE - CAPACITY

Regra nº 2
A todas as palavras que terminem em ÇÃO (como a palavra NAÇÃO) retire o ÇÃO e substitua por TION. Assim, NAÇÃO passou a ser NATION. Eis alguns exemplos:

SIMPLIFICAÇÃO – SIMPLIFICATION
OBSERVAÇÃO – OBSERVATION
NATURALIZAÇÃO – NATURALIZATION

Regra nº 3
Em todos os advérbios terminados em MENTE substitua este por LLY, mas, quando o radical, em português termine em L, como a palavra TOTALMENTE, acrescente apenas LY. Veja estes exemplos:
GENETICAMENTE – GENETICALLY
NATURALMENTE – NATURALY
ORALMENTE – ORALY

Regra nº 4
Palavras terminadas em ÊNCIA (como ESSÊNCIA). Tira-se ÊNCIA e em seu lugar coloca-se ENCE. Repare nos exemplos:
REVERÊNCIA – REVERENCE
FREQUÊNCIA – FREQUENCE
ELOQUÊNCIA – ELOQUENCE

Regra nº 5
Para terminar aprenda a mais fácil de todas! Para as palavras terminadas em AL (como GENERAL) nada muda. Escreva tal como em português. Note os exemplos:
NATURAL – NATURAL
TOTAL – TOTAL
FATAL – FATAL
SENSUAL – SENSUAL

Viu como foi fácil? Quem lhe ensinou isto foi Mário Giubicelli, um jornalista que está, há trinta anos, na Casa Branca, como intérprete.

M.A.

26/11/08

FAZ SEMPRE BOAS AMIZADES …

(Clique para ampliar)

Hoje vou dirigir-me aos leitores mais jovens, embora a mensagem seja válida para qualquer idade.
No nosso relacionamento com os outros devemos criar sempre boas amizades e, mais importante ainda, procurar conservá-las pela vida fora. Um bom amigo é efectivamente um bem precioso, devendo ser estimado e correspondido por nós, de igual modo.
Partindo daquele velho princípio que uma imagem vale mais que cem palavras, peço-vos que atentem bem nas fotos e vejam como tudo se torna bem claro.
Perceberam a mensagem? Espero que sim.
E digam lá também se estes cachorros não são mesmo um encanto?
Até sempre!

M.A.

25/11/08

25 DE NOVEMBRO-DIA INTERNACIONAL PARA ELIMINAÇÃO DA VI0LÊNCIA CONTRA AS MULHERES


A violência doméstica não é, infelizmente, um problema dos nossos dias, assim como não é um problema especialmente nacional. Muito pelo contrário, a sua prática atravessa os tempos, e o fenómeno tem características muito semelhantes em países cultural e geograficamente distintos, mais e menos desenvolvidos.

A violência doméstica é o tipo de violência que ocorre entre membros de uma mesma família ou que partilham o mesmo espaço de habitação.
Estas circunstâncias fazem com que este seja um problema especialmente complexo, com facetas que entram na intimidade das famílias e das pessoas (agravado por não ter, regra geral, testemunhas, e ser exercida em espaços privados). Abordá-lo é delicado, combatê-lo é muito difícil. É verdade, no entanto, que mercê do grande interesse que as principais organizações internacionais têm dedicado a este tema nas últimas décadas, temos actualmente a consciência mais desperta para conhecer o problema e, consequentemente, para o enfrentar.

A violência mais comum é a exercida sobre as mulheres. Segundo o Conselho da Europa, a violência contra as mulheres no espaço doméstico é a maior causa de morte e invalidez entre mulheres dos 16 aos 44 anos, ultrapassando o cancro, acidentes de viação e até a guerra. Este dado internacional, se relacionado com os indicadores disponíveis em Portugal (embora apenas indicativos e ainda a necessitar de confirmação mais rigorosa) que sugerem que semanalmente morrem mais de cinco mulheres por razões directas e indirectamente relacionadas com actos de violência doméstica, dá-nos uma fotografia de uma realidade que nos ofende na nossa dignidade humana enquanto pessoas, e na nossa condição de cidadãos portugueses.

Nota - Não se esqueça que em caso de necessidade pode e deve recorrer à Elementos recolhidos na Net

M.A.


24/11/08

JOÃO MENDES DOS REIS, MESTRE GRAVADOR


Este artista, quase desconhecido, faleceu em 1991 com 83 anos.
Pessoa simples e generosa que quase pedia desculpa pelo talento que tinha, manifestou a sua multifacetada criatividade e sensibilidade artística nas mais diversas áreas e nos suportes mais díspares.

No seu singelo atelier de autêntico “vão de escada”, porque era ali que a luz natural da clarabóia iluminava melhor a sua minúscula banca de trabalho, executou variadíssimas obras de arte, quer como gravador e cinzelador, quer como artista plástico.

Apreciado pelos seus desenhos a lápis e à pena, enaltecido pelas suas exímias aguarelas, onde, no dizer da crítica, “capta a luz e as cores naturais concedendo-lhe uma transparência e uma leveza impares”, aplaudido pelas suas pinturas a óleo, com destaque para as naturezas mortas, João dos Réis sobressaiu ainda como escultor de peças de metal e de madeira com inquestionável originalidade e beleza plástica.
Foi professor de Desenho de Ornato na Escola de Artes Decorativas António Arroio e de Desenho no Instituto de Emprego e Formação Profissional. Importantes também foram as obras de ourivesaria que fez, durante muitos anos para a Casa Leitão & Irmão. Há também trabalhos seus no Museu do Ipiranga, Brasil e na Real Academia Militar, em Espanha. Realizou várias exposições individuais, designadamente em Lisboa e Sintra, recebeu diversos prémios e viu os seus trabalhos elogiados pela comunicação social.

Excerto e fotos de um artigo da revista do Club do Coleccionador.

Pormenor do Painel do Infante, executado em prata
Auto retrato a tinta-da-China de cerca de 1987
Varanda manuelina do Palácio da Vila, em Sintra. Aguarela de 1983
Escultura feita a partir de um tronco de madeira.
Voltarei um dia destes para contar um curioso episódio passado com o Mestre num pedido de emprego que fez.
M.A.

23/11/08

PENSAMENTO

(Clique para ampliar)


UM DIA, O AMOR VIROU-SE PARA A AMIZADE E DISSE:

_PARA QUE EXISTES TU SE JÁ EXISTO EU?

ENTÃO, A AMIZADE RESPONDEU:

_PARA REPOR UM SORRISO ONDE TU DEIXASTE UMA LÁGRIMA

(Foto da autora do post, Guia-Cascais)

M.A.

22/11/08

BAZAR DE NATAL na SIMECQ

Ser diferente não implica ser dispendioso.
Visite o Bazar
Veja as nossas propostas



Inaugura hoje às 15 horas.
Compareça!
fc

21/11/08

Sabe o que fazer em caso de sismo?


1

Elabore um plano de emergência para que todos saibam como agir em caso de sismo. As crianças devem saber desligar a água, a electricidade e o gás, para evitar curto-circuitos, incêndios ou inundações. Tenha junto do ao telefone uma lista com os números da Polícia, Bombeiros, Serviços Médicos e da Protecção Civil. Mas lembre-se que, em caso de emergências deste tipo, deverá utilizar o telefone unicamente em caso de extrema necessidade.

2

A sua casa deve estar preparada para uma emergência. Fixe bem às paredes, chão ou tecto os móveis, armários, estantes, candeeiros, etc., que podem soltar-se e caírem. Coloque os objectos pesados, ou de grande volume, no chão ou em estantes mais baixas. Assegure-se que objectos como espelhos ou quadros pesados não fiquem por cima de lugares como a cama ou sofá. Não coloque as camas perto das janelas.

3

As crianças devem ser ensinadas a fazer frente às emergências. Para não lhes provocar medo, explique-lhes de uma forma tranquila e simples as recomendações mais básicas. Elas devem abrigar-se debaixo de uma mesa ou de uma cama e devem proteger a cabeça e os olhos. Uma boa forma de ensinar estas instruções aos seus filhos é fazê-lo como se fosse um jogo.

4

Em caso de sismo não entre em pânico e ajude a aclamar as pessoas que estão junto a si. Evite ficar no meio da sala e afaste-se de chaminés, janelas, espelhos, vitrinas ou objectos que possam cair. Procure refúgio num canto da sala, debaixo do vão de uma porta interior, do pilar de uma trave mestra, ou de móveis sólidos, como mesas, camas ou secretárias. Ligue o rádio e fique atento às instruções.

5

Numa situação de catástrofe é frequente existirem fugas de gás. Nos primeiros sismos a seguir ao sismo não acenda fósforos ou isqueiros, nem ligue o interruptor porque pode provocar uma explosão. Corte imediatamente o gás, a água e a electricidade. Veja se a casa sofreu graves danos. Se ela não estiver segura saia para a rua mas não utilize o elevador. Tenha cuidados com os vidros partidos e com os cabos de electricidade soltos.

6

Se estiver na rua no momento do sismo, afaste-se de árvores, postes eléctricos, muros e edifícios, por causa da possível queda de escombros. Não vá para casa. Procure lugares abertos, como praças, descampados ou avenidas amplas. Mantenha-se num local seguro e não circule pelas ruas, deixando-as livres para as viaturas de socorro. Regresse a casa apenas quando as autoridades o aconselharem.

7

Se estiver a conduzir no momento do sismo pare a viatura assim que for possível e permaneça dentro do veículo. Afaste-se de pontes, postes eléctricos ou edifícios. Tenha cuidado com os cabos de alta tensão caídos e com os objectos que estejam em contacto com eles. Ligue o rádio e fique atento às instruções difundidas.

8

Em caso de catástrofe, colabore com as autoridades. Lembre-se que a utilização simultânea e de forma massiva do telefone bloqueia as linhas, impedindo o bom funcionamento das comunicações, que são imprescindíveis para as operações de socorro. Use o seu telefone unicamente em situações de emergência.

9

Em caso de catástrofe não vá para a beira-mar porque é possível que ocorra um tsunami na meia hora seguinte ao sismo. Em caso de alerta, vá rapidamente para uma zona alta e afastada da costa. Se estiver numa embarcação dirija-se para o alto-mar. Um tsunami ó é destrutivo à zona costeira.

10

A seguir ao sismo avalie o estado em que ficou o edifício onde se encontra porque podem ocorrer réplicas que derrubem as áreas danificadas. Utilize os telefones apenas em caso de urgência, quando existirem feridos graves, fugas de gás ou incêndios. Se existir a possibilidade de a água estar contaminada, consuma apenas água engarrafada. Ligue o rádio e fique atento às instruções.

11

Se estiver a conduzir no momento do sismo, pare o veículo numa zona segura e permaneça dentro dele. Se estiver na rua mantenha-se afastado de prédios, muros e postes de electricidade. Se estiver num edifício não se precipite para a saída. Fique no seu interior até o sismo parar e depois saia com calma. Se estiver no trabalho mantenha-se afastado das máquinas.

12

Depois de um sismo deve abrir os armários com precaução já que alguns objectos podem ter ficado numa posição instável. Se detectar o derrame de substâncias tóxicas ou inflamáveis, deve limpar a zona o mais rapidamente possível. Se existirem destroços deve calçar botas ou sapatos resistentes para se proteger dos objectos cortantes ou pontiagudos.

13

Numa situação de emergência não use o elevador. O sismo pode provocar a sua queda ou cortar a electricidade, deixando-o preso no interior. Se tiver de utilizar as escadas verifique se elas resistem ao peso. Se existirem destroços, calce botas ou sapatos resistentes para se proteger. Evite circular pelas zonas sinistradas, porque para além de perigoso dificulta os trabalhos de reabilitação.

14

Se estiver no interior de um edifício no momento do sismo, ajoelhe-se e proteja a cabeça e os olhos. Não vá para as escadas porque elas podem encher-se rapidamente de escombros. Não corra para a saída, porque isso provoca uma situação de pânico que pode causar vítimas. Se ficar preso tente comunicar com o exterior batendo com algum objecto

15

Para prevenir uma situação de risco tenha em casa um estojo de emergência com um rádio a pilhas, lanternas, pilhas de reserva, um estojo de primeiros socorros, medicamentos e alguns agasalhos. O estojo deve ficar guardado num lugar fixo que seja conhecido por todos, incluindo as crianças. Tenha um extintor em casa. Aprenda a usá-lo e faça as revisões periódicas.

16

Nos primeiros minutos após o sismo mantenha a calma mas conte com possíveis réplicas. Se encontrar alguém ferido procure prestar-lhe o auxílio que for necessário. Mas só deve mover os feridos graves se souber como actuar correctamente ou se existir risco iminente de inundação, incêndio ou desabamento do local onde se encontram.

17

Esteja preparado para uma situação de emergência. Armazene, num lugar seguro e de fácil acesso, uma reserva de água e de alimentos duradouros que dê para 2 ou 3 dias. Reveja periodicamente as provisões e as instalações de água, luz e gás. Tenha algo à mão tão simples como um apito. Pode ser útil como um sistema de alerta para pedir ajuda no caso de ficar preso.

18

Se trabalhar num local onde existem matérias tóxicas ou inflamáveis deve apostar na prevenção. Guarde bem os materiais perigosos, como substâncias químicas, fertilizantes ou combustíveis, e evite que se derramem. Durante o sismo afaste-se das máquinas. No seu local de trabalho devem ser realizadas simulações com o objectivo de praticar as acções a levar a cabo em caso de sismo.
fc

Columbano Bordalo Pinheiro

Auto-retrato Columbano Bordalo Pinheiro,

data desconhecida

óleo sobre tela 92 × 69 cm

Museu do Chiado

Columbano Augusto Bordalo Pinheiro nasceu em Lisba em 21 de Novembro de 1857.

Estudou pintura na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde foi discípulo de Lupi e Simões de Almeida.
Essencialmente retratista e pintor de interiores, com ocasionais abordagens paisagistas, estreou-se em 1874 no Salão da Sociedade Promotora de Belas Artes com obras de género eivadas de algum romantismo.

Em 1881 partiu para Paris, onde esteve como bolseiro até 1883, tomando contacto com o movimento naturalista.
Regressado a Portugal, integra-se, juntamente com o seu irmão, o escultor e desenhista satírico Rafael Bordalo Pinheiro, no Grupo do Leão que retrata em 1885.
Professor da Escola de Belas-Artes de Lisboa desde 1924, renuncio
u ao cargo em 1924 por não entender o emergente movimento modernista. Foi então director do Museu de Arte Contemporânea, onde está representado com numerosas obras que retratam uma intelectualidade de fim-de-século, através de uma sociedade decadente.
Denunciando um gosto antiquizante na sua demarcação do naturalismo e não aceitação dos vanguardismos, a sua Obra assume um lugar único na pintura portuguesa de finais do século XIX e inícios do século XX.

Painel de Columbano Bordalo Pinheiro, na Sala dos Passos Perdidos,
retratando Passos Manuel, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e
José Estevão de Magalhães.

fc

18/11/08

Exposição Pintura - Hotel Albatroz, Cascais 22/11/2008


Deixamo-vos convite para exposição de pintura, em que participa a nossa associada Ana Camilo.

17/11/08

UMA HISTÓRIA DE TERNURA


Caros leitores:
Hoje quem vos escreve este apontamento é, antes de tudo mais, uma avó… uma avó que, como todas aquelas que se prezam é uma avó deliciada com as gracinhas dos netos que tem, e que vai, justamente, partilhar a última delas convosco.

São quatro os netos que tenho, tres vindos do lado da filha e uma do filho. Os dois primeiros, um e uma, são já universitários, o terceiro é um adolescente de 16 anos e, finalmente, a quarta, é uma encantadora garotinha de 5 anos, de seu nome Marta. É precisamente para falar desta última que hoje me proponho.
A Marta frequentou um jardim escola mas, este ano, foi para um colégio que, sendo orientado por freiras, naturalmente ministra também ensino religioso. Isto tem sido uma novidade para ela que, nas suas conversas aborda algumas vezes este assunto.
Há pouco, por razões de conveniência dos pais, a Marta foi passar o sábado com a minha filha, sua tia paterna, a qual adora ter consigo a sobrinha. Às tantas, ela contava à tia que devemos rezar por isto, por aquilo, por esta pessoa, por aquela outra…Até, acrescentava ela, pelas pessoas que já morreram. Às tantas, disse que fora ver “uma missa que estava vazia”. Penso que estaria a referir-se a uma igreja, ou capela, que ela visitou numa hora fora de qualquer acto religioso. A tia lá foi ouvindo e comentando como lhe pareceu.
A certa altura em jeito de confidência perguntou-lhe a Marta:
_E sabes tia, por quem eu tenho rezado mais vezes?
À tia não foi difícil adivinhar o pensamento da pequenita e, sorrindo, no mesmo jeito de duas amigas que ali estavam trocando segredos, pronunciou baixinho:
_ P e l o “N o b e l” ….
A confirmação foi imediata acompanhada de um olhar feliz por se sentir entendida. E o silêncio que, logo depois se fez, selou mais um elo na amizade entre tia e sobrinha.
Neste momento, meus amigos, para que o desfecho desta conversa faça, também, sentido para todos vós, eu peço que cliquem aqui para perceberem de quem, entre as duas, se falava.

Perdoem se esta história se afasta um pouco do lema do blog, mas, achei que trazer aqui esta expressão de ternura vinda do coração de uma criança não ficaria mal. Depois, como disse no princípio, sou apenas mais uma avó babada, entre tantas, a contar a última gracinha da neta mais nova.

M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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