05/03/13
VAMOS APRENDER A EMPILHAR LENHA... COM ARTE
16/09/11
Fotografo à La Minute em Ponte de Lima
O Sr. Zé há muitos anos que fotografa quem por ele passa por terras do Minho.
Desta vez fomos encontrá-lo em Ponte de Lima, com o seu cavalinho de pau e máquinas com lentes Zeiss, todo o material fabricado em 1910.
Adquiriu este conjunto em 2ª mão na década de sessenta do século passado. Cuida-o com o zelo de um profissional que o quer por companhia durante muitos e bons anos.
Ao longo da sua já extensa carreira, fotografou figuras bem conhecidas desde actores a políticos ao cidadão anónimo. Da terra ou forasteiros, Portugueses e Estrangeiros…
Em meados de Agosto, um grupo de artistas das artes e das letras e seus familiares, reuniu-se na lindíssima vila de Ponte de Lima para um almoço de confraternização. À passagem pelo Largo do Chafariz, de seu nome Largo de Camões, lá estava o fotógrafo à la minute.
O cavalinho fez logo as delícias de alguns artistas do grupo. Seguiu-se uma animada sessão de fotografias.
Houve uma interessante troca de impressões sobre a data de fabrico das máquinas, do seu funcionamento e manutenção, e até da idade do cavalinho se falou…
O Sr Zé ia tirando as fotos e com a sua habitual boa disposição, explicava todos os passos do processo. Ora se esconde para captar a imagem, ora aparece e mergulha numa tina o papel já com sinais evidentes de fotografia…. Todos assistimos interessados ao desenrolar do processo da revelação.
Ao nosso grupo o nosso fotógrafo vendeu cerca de 1 dúzia de exemplares.
Claro que com tanto alarido, se foi juntando mais gente ao nosso grupo. O Sr. Zé nesse dia não tinha mãos a medir.
Disse-me uma semana mais tarde que tinha sido um dia bom para o seu negócio. A seguir a nós, foi chegando sempre gente…
Dizia ele:
- Sabe isto é como as ovelhas. Onde vai uma, vai o rebanho inteiro…!!!
Ainda bem que foi assim Sr Zé.
Ficámos todos contentes; Nós pelo excelente trabalho do fotógrafo sorridente, o homem da lente pele pela presença de um grupo divertido e diferente.
Nota: O Sr Zé sabe que há muitas fotografias dele na internet. Às vezes metem-se com ele e dizem que vão publicar. Ele não se importa. Até gosta, mas não liga muito, ainda assim desabafa:
- De vez em quando peço à minha filha e ela vai lá ver e mostra-me!!! Para mim até é bom...!
Há dias assim…
FC
23/05/11
UMA ARTISTA SINGULAR

Kseniya Simonova nasceu em 22 de Abril de 1985 em Yevpatoria, uma cidade da Crimeia, na Ucrânia. Foram seus pais um militar reformado e uma artista plástica, cujo trabalho estava ligado ao teatro.
Quando a sua veia artística se manifestou, os pais quiseram desviá-la das artes plásticas dados os poucos proventos que a maior parte dos artistas obtém neste campo, além de ser uma profissão exigente e de aperfeiçoamento contínuo. Kseniya foi tirando vários cursos, uns relacionados com o sector artístico outros, nem por isso.
Entretanto, em 2007 casa com Igor Paskar, também ligado ao teatro e, em Novembro do mesmo ano, nasce-lhes o filho Dmitry.
Foi o marido que, pensando num novo projecto para o teatro, sugeriu a Kseniya uma animação, feita com areia e realizada sobre uma superfície iluminada. Ela aceitou o desafio e seguiu-se um longo período de treino, onde inclusivamente foram sendo experimentados vários tipos de areia, logo postos de lado, por não servirem a ideia da artista. Finalmente descobriram um tipo de areia, de origem vulcânica, adequada ao fim que a artista tinha imaginado mas que era extremamente cara. Para arranjarem dinheiro para comprar 3 kilogramas desta tal areia, Igor viu-se na necessidade de vender parte de um equipamento com que ele próprio trabalhava.
Kseniya esteve então, durante três meses, num quarto escuro, noite após noite, praticando as suas experiências com a areia. Sua mãe ajudava-a, mantendo a vida de família, cozinhando, cuidando do neto, etc.
Surge então, em 2009, o concurso Got Talent, (Tens Talento) na versão ucraniana, cujo prémio final era o equivalente a $110 000 e, de novo, é o marido quem a convence a concorrer. O vídeo que podereis ver clicando aqui mostra, justamente, a parte final da prova, sendo o tema escolhido por Kseniya, a invasão alemã, na Ucrânia, durante a 2ª guerra mundial.
Foi ela a vencedora e, tanto o júri como a assistência renderam-se e emocionaram-se com o seu talento.
Mais haveria para contar, mas aqui, registado, fica já o essencial.
Uma história bonita que, mesmo entrecortada de várias atribulações, teve um final feliz.
(Texto da autora do post, baseado em pesquisa da net. Foto de Kseniya retirada da net ).
19/05/11
JEAN-PIERRE AUGIER – ESCULTOR DO FERRO

Ainda criança já aproveitava os diferentes materiais que encontrava para as suas criações. Mas, só a partir de 1963, altura em que aprendeu a soldar passou a dedicar-se mais a trabalhar o ferro nas suas obras.
Os temas são os mais variados:_ A mulher, o casal, a maternidade, a mitologia, tudo aparece representado por si, com um sentido estético e uma expressão artística impressionantes.
Afirmam que a sua obra se apoia em quatro pontos cardeais: _A graça, o movimento, a ternura e o humor e, alguém as definiu também como «um convite que nos é feito para um olhar sereno sobre os homens, a natureza e as coisas».
(Texto escrito a partir de pesquisa feita na Net , onde fomos também buscar a foto do artista que abre o post.)
M.A
20/02/11
PEÇAS DE RELÓGIO TRANSFORMADAS EM MINIATURAS ARTÍSTICAS

José Geraldes Pfau, de 57 anos, da cidade de Blumenau, Santa Catarina, no Brasil terá um dia olhado para uns relógios velhos e pensado que, em vez de os colocar no lixo, talvez valesse a pena aproveitar as diferentes peças dos mesmos para construir alguma coisa interessante.
Passou da ideia à acção e os leitores dirão, como eu, que em boa hora ele decidiu fazê-lo, uma vez que inspiração havia bastante e, habilidade manual também não lhe faltava.
Queiram pois espraiar os olhos nestas imagens e verificar como o tempo livre deste homem foi tão bem aproveitado.
A moeda de 1 euro que aparece numa das imagens permite-nos comparar e avaliar o minúsculo tamanho destas obras primas.
Parabéns a mais este artista que, com todo o gosto damos a conhecer aos nossos leitores.
M.A.
01/12/10
ARTE FEITA COM LIXO
O sentido artístico de um qualquer ser humano dotado, de tudo pode lançar mão para conseguir expressar-se. Não interessa a qualidade do material que vamos empregar, importa sim a inspiração do artista e o partido que lhe é possível retirar daquilo que escolheu.
Neste caso estamos a querer dizer que a escolha feita foi lixo…sim… o que está escrito é realmente l i x o!
Foi com o desperdícios de milhentas coisas deitadas fora que se chegou ao resultado que este vídeo mostra.
Até breve.
(Vídeo recebido num email)
M.A.
13/11/10
O QUE SE PODE FAZER COM UM OVO?

À pergunta que fazemos no título do post de hoje estamos já a ouvir os nossos leitores a responderem que são inúmeras as suas aplicações.
Na culinária vamos desde os estrelados, às omolettes, aos pastelões, não esquecendo até aqueles que, simplesmente cozidos acompanham a posta de bacalhau com grão e batatas.
Na doçaria, então, eles são a base de quanto se inventou para delícia dos gulosos de todo este planeta.
Pese embora o bom senso que a prevenção do nosso colesterol aconselha, neste nosso Portugal, a doçaria conventual deixou-nos receitas onde apenas com ovos e açúcar se fazem verdadeiras delícias. Lembremos, apenas, como exemplos, «os ovos moles de Aveiro», «os papos de anjo», «as fatias de Tomar»…
E, leitores, sabiam que há até alguns pintores que usam a gema de ovo como aglutinante para as suas tintas, uma vez que ela confere determinado acabamento aveludado que outros meios não conseguem dar?
Mas, se temos estado a falar do interior do ovo, porque não falar também do seu exterior? Isto, porque temos para vos mostrar este vídeo com delicados trabalhos feitos com cascas de ovos. Não sabemos quem é o artista, uma vez que o dito vídeo, chegou até nós sem nenhuma indicação nesse sentido. Quem sabe se poderemos, assim, inspirar alguns habilidosos para as prendas do Natal que se aproxima?
Esperamos que gostem de ver estas obras artísticas. Até breve.
M.A.
03/11/10
SABEM QUEM FOI TINGATINGA?

Em 1953, viajou para Dar-es-Salaam em busca de trabalho. Vendia frutas e legumes, e fazia trabalhos de bordado em fronhas, toalhas de mesa e colchas. Aprendeu também a tecer tapetes e cestos.
Tingatinga começou a pintar em 1968, iniciando um dos mais vibrantes e bem-sucedidos movimentos da arte contemporânea na África. O estilo de pinturas coloridas, sobre a natureza e a vida da Tanzânia, é chamada Arte de Tingatinga. Nesta pintura, os personagens, as plantas ou animais são delimitados por contornos visíveis, acentuados por cores contrastantes, dando uma impressão de duas dimensões. Cada pintura conta sua própria história, é toda baseada em sua cultura e muito enriquece a arte africana.
Em 1970, Tingatinga casou-se com Agatha Mataka e tiveram dois filhos.
Em 1972, com 32 anos de idade, foi morto a tiros pela polícia em um caso de identidade equivocada, sendo enterrado no cemitério “Mikoroshoni Msasani” em Dar es Salaam.
Sua obra caracterizou pinturas coloridas de aves, animais, cenas urbanas e cenas da aldeia e, atualmente, artistas locais da África Oriental continuam a adotar seu estilo pioneiro. Seus discípulos criaram a Escola de Arte Tingatinga que continua a florescer ainda hoje. Suas pinturas são conhecidas no Japão, Suécia, Dinamarca, Suíça e EUA.»
Caros leitores:
Esta biografia pertence ao pintor cuja obra apresentamos no vídeo que acompanha o post de hoje. Como no video mencionado, o texto apenas se conseguia ler com dificuldade decidimos transcrevê-lo.
Desconhecíamos por completo a pintura deste artista e, sinceramente, gostamos daquilo que vimos.
As cores vibrantes, as figuras humanas, animais e demais elementos que criou,sempre com um forte toque de fantasia na sua composição, transportam-nos a um certo mundo de sonho aonde, por certo, ele ia buscar a inspiração. Acreditamos que muito se teria, ainda, a esperar deste artista se a morte o não tivesse arrebatado, tão estupidamente, aos 32 anos.
Este homem pintou, apenas, durante quatro escassos anos mas, tão forte foi a sua arte, que deixou discípulos seus a dar-lhe continuidade e o estilo de pintura criada ficou, também, associado ao seu nome como «Arte Tingatinga».
Não deixem de prestar, igualmente, atenção à música que se associa tão bem às imagens.
Esperamos tenham gostado.
(Recebido num e-mail)
M.A.
13/07/10
DUAS MÃOS? MELHOR AINDA!

_Fulano, ou fulana tem uma boa mão para o desenho. Isto, por vezes, desperta em nós até uma pontinha de inveja pois, quando queremos desenhar um gato sai-nos sempre uma cadeira! A única semelhança é que ambos têm quatro pernas…
Mas, leitores, o vídeo que vos trago não é para despertar sentimentos mesquinhos em ninguém. Vai é permitir-nos ver que há sempre alguém que consegue desenhar ainda melhor do que pensávamos.
Esperamos pois, que gostem de o ver. Até breve.
M.A.
29/05/10
Exposição de Pintura dos jovens artistas da SIMECQ
Apesar da sua tenra idade (entre os 5 e os 14 anos), foi-lhes dada a tarefa de organizar os quadros, colocá-los no lugar, fazer e aplicar as etiquetas, ver se as luzes estavam correctas... tudo com a supervisão da Prof. Ana Camilo, que para além de lhes dar as aulas de pintura também os incentiva neste tipo de actividades.
O resultado foi este:
A família acompanhou os artistas de palmo e meio. Que orgulho para todos!!!
Estas obras não estão terminados, mas mostram os vários passos do trabalho desenvolvido nas aulas de iniciação ao desenho e à pintura.
Aspecto geral da exposição...
É preciso olhar para a obra...
e ver o que diz a crítica..... (sim que há livro de honra!)Parabéns artistas!
Parabéns Professoras Ana Camilo e Francisca Carvalho (coordenadora do Atelier de Artes da SIMECQ).
Um agradecimento aos pais que para além da colaboração habitual proporcionaram um excelente lanche aos artistas.
Aqueles olhinhos da pequenada hoje brilhavam e isso é muito importante para o crescimento saudável de todos eles.
fc
24/03/10
ARTE NOVA

A Arte Nova foi um estilo estético especialmente de design e arquitectura, surgido em França e na Bélgica, entre as últimas décadas do Sec. XIX e primeiras do Sec. XX.
Em Portugal apareceu mais tarde, apenas por volta de 1905 e, já estava a desaparecer cerca de 1920. Segundo apuramos, Aveiro foi uma das localidades onde este estilo teve uma implantação bastante forte e onde ainda hoje se podem encontrar inúmeros exemplares de arquitectura deste género. Se acaso quiser conhecer mais um pouco sobre este estilo só terá que clicar aqui.
Trazemos um vídeo que nos parece também ser muito elucidativo sobre este assunto e as duas fotos são de uma casa situada em Lisboa, mais exactamente em Campo de Ourique. (Já falamos desta casa aqui no blog. Vê-se nela a placa que assinala a explosão duma granada em 4 de Outubro de 1910) Na altura em que fizemos estas fotos queríamos também fotografar os bonitos painéis de azulejo de uma pastelaria próxima. Com pena nossa, estavam tapados por motivo de obras de restauro.
11/11/09
EPISÓDIO CURIOSO PASSADO COM O MESTRE JOÃO MENDES DOS RÉIS
(Escultura do Mestre João Réis)Na sequência do post do passado dia 24/11/08 (por favor clique aqui) vou então contar o que prometi.
A crise económica que varreu o mundo na década de vinte não poupou ninguém e, naturalmente, um dos sectores desde logo afectado foi a ourivesaria e a joalharia.
Nessa altura, o jovem João Mendes dos Réis - nascido em 1908 – por ser o mais novo dos aprendizes da casa Leitão & Irmão ficou sem emprego apesar das extraordinárias qualidades que revelava como cinzelador e gravador.
Reconhecendo os seus méritos, o seu mestre nos antigos joalheiros da Coroa recomendou-lhe que se propusesse à Casa da Moeda, que procurava alguém para abrir cunhos. Mas a sua pouca idade e relativa falta de experiência não convenceram o responsável pelas admissões naquela instituição.
Mostrando-lhe o modelo de uma futura moeda, despachou o candidato com cepticismo: “Você era lá capaz de fazer isto?!” Por isso ainda foi maior o seu espanto quando João Réis lhe apareceu uns dias depois com um cunho irrepreensível da dita moeda.
Senhor de uma memória visual fantástica e de uma invulgar habilidade, o artista tinha fixado os relevos do modelo que lhe mostraram. Quando saiu do gabinete onde não lhe tinham dado crédito foi comprar o metal necessário e, em casa, abriu o cunho. Ficou tão fidedigno que, ao vê-lo, o encarregado da Casa da Moeda explodiu: “Isso é falsificação! Está preso!”
P.S. – Não sei o que se passou a seguir. Não há referência de haver sido preso mas, também não lhe deram o emprego, porque foi para a Fábrica de Loiças de Sacavém pintar painéis de azulejos. Ao mesmo tempo estudou à noite na Escola Machado de Castro e chegou, mais tarde, a ingressar na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Com a recuperação económica voltou a haver trabalho, na sua profissão, para onde voltou. Mais tarde optou pelo trabalho independente, embora continuasse a produzir para os antigos Joalheiros da Coroa.
Elementos tirados de um artigo da revista do Club do Coleccionador.
M.A.
01/11/09
MULHERES NA ARTE

Mais um trabalho que nos leva, de novo, a dizer que a imaginação e a arte não têm realmente limites.
Espero que tenham gostado.
M.A.
07/10/09
VAMOS DESENHAR, AMIGOS?

Todos nós somos capazes de durante um almoço, por exemplo, para distrair uma criança que esteja connosco, pegar numa esferográfica e, com ela, fazer uns bonecos no guardanapo de papel,.
Geralmente é mesmo a criança que vai sugerindo o que quer ver desenhado e, nós, lá nos vamos esforçando por corresponder ao pedido. Claro que um gato pode vir a parecer-se com um gerico, ou com outra coisa muito diferente, o que, na maioria das vezes, acaba por provocar o riso entre os presentes!
Mas, há uns tantos que, neste mundo dos rabiscos se distinguem e nos encantam com a capacidade que possuem de, em dois tempos deixarem no papel verdadeiras obras de arte.
O que vos trago hoje, foi recebido num mail, com a indicação de ser de um desenhador russo mas, do qual eu desconheço o nome.
Penso que já disse o suficiente para vos aguçar a curiosidade. Divirtam-se, como eu me diverti a seguir as diferentes fases do desenho.
M.A
26/07/09
ARTE É SEMPRE ARTE
(Para abrir o vídeo, queira clicar na seta do canto inf. esq.º)
Um temperamento de artista manifesta-se de inúmeras formas e, também, utilizando os mais diversificados materiais para as obras que executa.
Hoje, leitores, temos uma pintura mural levada a cabo apenas com a gordura saída de hamburgers. Fica feito o desafio para, quem me lê, experimentar também.
Chamo ainda a vossa atenção para o cachorro que ao passar por ali resolveu, e muito bem, aproveitar as sobras do material utilizado para esta obra de arte.
Espero que tenham gostado ver.
Até breve.
M.A.
28/06/09
«GUERNICA» DE PABLO PICASSO
(Clique para ampliar)«GUERNICA», uma tela de 3,5x7,8 m. pintada a óleo, por Picasso, foi mostrada pela primeira vez em 1937, durante a Exposição Internacional de Paris, no pavilhão da República Espanhola. Esta obra terá sido a forma de protesto escolhida pelo pintor para se manifestar contra as atrocidades da Guerra Civil espanhola e, também, contra a eterna brutalidade do homem. O tema terá sido inspirado pelo bombardeamento alemão, feito em 26/4/37, sobre a cidade espanhola de Guernica.
Como qualquer das obras deste artista, esta, também gerou muita polémica, tanto na altura em que apareceu, como nos anos que se seguiram. É também, quanto a mim uma das mais divulgadas e conhecidas no mundo inteiro.
O quadro esteve, durante a segunda Guerra Mundial ,à guarda do Museu de Arte Moderna em Nova Iorque, com a vontade expressa do seu autor de que só deveria vir para Espanha quando esta se tornasse um país democrático. Foi portanto só depois da morte de Franco, que em 9 de Setembro de 1981 que o quadro dalí saiu. Sabe-se que ainda esteve exposto no Casón del Buen Retiro, indo mais tarde, em 1992, para o Museu Reina Sofia onde se encontra hoje. Foi-lhe aqui destinada uma ampla sala onde figura como obra única, sinal inequívoco da importância e apreço que os espanhóis muito justamente, têm pela sua GUERNICA. Em salas contíguas estão todos os estudos que Picasso fez com vista à execução deste quadro.
Como se calcula, foram surgindo as mais variadas interpretações quanto ao significado dado pelo artista aos diversos elementos e figuras que compõem esta pintura a óleo. Se clicar aqui poderá ler esta, que encontrei na net e compará-la com a que a sua própria sensibilidade já terá feito.
Desta famosa obra existe também uma interpretação a três dimensões, da autoria de Lena Gieseke. Por favor, clique aqui, para ficar a conhecer este vídeo que lhe dará mais uma visão interessante e diferente da «GUERNICA».
Isto não é mais do que um pequeno apontamento sobre o muito que se poderia dizer, relacionado com uma pintura com esta importância. Servirá apenas como ponto de partida para o leitor interessado prosseguir numa pesquisa mais completa.
M.A.
26/06/09
2 MINUTOS E 27 SEGUNDOS DE PAZ
Não paga nada por isso, acredite.
Somos nós que lhe oferecemos essa possibilidade a partir do momento em que se disponha a fazer um clique precisamente aqui.
(Já depois do post colocado verifiquei que o vídeo não arrancava só com o clique. Por favor, com o rato, dê um ligeiro toque para a direita no pequeno círculo que se vê no canto inferior esquerdo da imagem do vídeo. As minhas desculpas )
Como achei este vídeo muito bem feito e com efeitos muito bonitos, resolvi partilhá-lo convosco.
Espero que gostem dele tal como eu gostei.
M.A.
12/03/09
ALBANO NEVES E SOUSA

Manifestando certa apetência pelas artes, começou a pintar, mesmo com meios muito rudimentares, segundo nos relata ele próprio e, por volta dos 15 anos fez a sua primeira exposição, incentivado por um amigo do pai. Mais tarde regressa ao Porto para fazer o curso superior de Belas Artes.


Exposições, prémios, encomendas várias de trabalhos seus, de tudo isso o seu percurso foi rico. Embora ficasse mais conhecido como pintor, a verdade é que o seu talento expandiu-se também no desenho, poesia, literatura, botânica, etnologia, etc. Há trabalhos seus feitos na Europa e no Brasil, mas, o seu principal amor, esteve sempre em Africa, especialmente em Angola. Ninguém soube, como ele, captar as cores da natureza, as danças, os trajes, os rostos da gente angolana…
Já agora, apreciem também o seu jeito de rimar neste pequeno poema de 1957, intitulado “Rosa” do livro “Macuta e meia de nada”:
Neste mato não tem rosa
mas tem espinho com fartura…
Lá na sanzala tem Rosa
que é morena mesmo escura
mas tem espinho também…
Que não tem rosa sem espinho
já me contava mamãe!
Por me esquecer o ditado
e andar junto com Rosa
trago o corpo desgraçado…
Lá na sanzala tem Rosa
mas tem espinho também.
Que não tem rosa sem espinho
já me contava mamãe…
A razão de eu hoje estar a falar de Neves e Sousa é porque a Galeria Verney, em Oeiras, expõe nas suas salas, até 24 de Maio, uma colecção de obras deste artista que eu convido, desde já, os nossos leitores a irem visitar.
Imaginem só que aguarelas são 1375!

Perdoem-me se a amostra que trago da sua pintura recaiu justamente sobre as suas aguarelas, mas…é que a minha preferência pessoal vai, justamente, para esse género.
Esta exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10H00 às 13H00 e das 14H00 às 18H00. Aos sábado e domingos, das 14H00 às 18H00.
Até breve, num outro tema qualquer.
M.A.
02/03/09
ÁLVARO CUNHAL- DESENHOS FEITOS NA PRISÃO

Figura política de primeiro plano no nosso País, Álvaro Cunhal deixou-nos igualmente trabalhos seus, na área da escrita e das artes plásticas.
O meu intuito de hoje é mostrar alguns dos desenhos que ele fez durante o tempo em que esteve preso,( por divergências com o Governo de então) primeiro na Penitenciária de Lisboa e, mais tarde, no Forte de Peniche..
Sabe-se que entre 1949 e 1951 não lhe permitiram ter acesso a qualquer material de desenho, ou de escrita, portanto, estes desenhos, apenas começaram a ser executados em 1951 e vão até 1959. Por uma questão de controlo, as folhas de papel que lhe eram entregues levavam a rubrica do chefe dos guardas, o que deu motivo a que, em alguns dos seus desenhos, além da sua assinatura apareça também a outra que refiro atrás.
Claro que esta será apenas uma pequena amostra desta série que foi publicada em álbum, pela primeira vez em 1975.
Os desenhos são todos feitos a lápis, não têm título e alguns também não estão datados.
Mostram-nos geralmente figuras do povo, de feições muito expressivas e dramáticas. No entanto, as suas figuras de mulher embora igualmente com uma carga dramática forte, nos seus rostos, não perdem feminilidade na forma como o autor desenhou os seus corpos. Digamos que mesmo igualando homem/ mulher no tema, trabalho, coragem, luta, sobrevivência, Cunhal não deixa de manter esta com certa graciosidade no traço com que a define, sobre estas folhas de papel.
Todas as outras são da autora deste post.
1ª- Datada de 28 de Outubro de 51
2ª- “ “ 5 de Maio de 54
3ª- “ “ Janeiro de 56
4ª- “ “ Julho de 58
5ª- “ “ Julho de 58
6ª- “ “ Setembro de 58
7ª- Não tem data.
M.A.
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