Como tudo começou

02/11/11

A RAPARIGA DO BRINCO DE PÉROLA



Este foi o título dado por Johannes Vermeer, pintor holandês, de Delft (1632-1675), a uma das suas telas que mostra o retrato de uma jovem com os cabelos escondidos dentro de um turbante e um brinco de pérola na orelha. As suas obras caracterizam-se por possuírem cores muito tranparentes e fluidas que na pintura se designam por velaturas e, ainda, porque a luz que neles existe é sempre tratada de uma forma muito especial também.
Este original de que falamos e que aparece a abrir o post julga-se ter sido pintado em 1665-1666.







Curiosamente, esta pintura veio a inspirar vários artistas e é precisamente esse o tema de hoje do blog, as várias versões que eu encontrei do mesmo quadro.
Verdadeiramente, nada se sabe sobre o que terá inspirado Vermeer a fazer o retrato desta rapariga mas, em 1999, Tracy Chevalier escreveu um livro onde romanceou uma história que hipoteticamente poderia relacionar-se com o assunto.
Em 2203, sob a direcção do cineasta Peter Sebber a dita história é aproveitada para um filme em que a rapariga que dá o nome ao quadro é a protagonista, no papel de Griet, uma criada da casa de Vermeer e o brinco de pérola está no centro da trama do filme.
Igualmente uma empresa de cultura de pérolas, na Indonésia publicou uma foto publicitária onde se joga também com a semelhança do modelo de Vermeer.
Depois , as restantes imagens foram encontradas na Net e procurei mencionar os autores de cada uma delas. Apenas de uma não consegui descobrir o autor.

É portanto esta curiosidade que trazemos hoje aos nossos leitores.
Espero que gostem.
Identificação das fotos pela ordem como aparecem:
-Original de Vermeer

-Actriz Scarlett Johansson no filme de Peter Webber

-Publicidade da empresa da Indonésia

-Obra de Ben Heine

-Obra de João de Faria Blanc

-Avó Ofélia

-Desconhecido

-Margot Braswe

M.A.

29/10/11

A ANÉMONA , OBRA DE JANET SCHELMAN




Caros leitores:

Por razões que não interessa explicar nesta nossa conversa de hoje, tive necessidade de ir ao Porto e, no fim da manhã de 5ª feira passada, desloquei-me a Matosinhos para fazer as fotografias que hoje vos trago. O tempo de que dispunha não era muito mas chegou para colher “estas amostras” de algo que acho extraordinariamente bonito e que se encontra na Praça Cidade de S. Salvador.
Refiro-me a uma obra de arte contemporânea, inaugurada em Dezembro de 2004, da autoria de uma norte-americana chamada Janet Schelman, por ela intitulada “She changes” mas que, rapidamente, o povo português rebaptizou de “A Anémona”, nome pelo qual passou a ser conhecida.

Digamos que a sua configuração é inspirada numa daquelas redes de pesca, usadas no nosso país, denominada “saco de pesca de cerco” e o intuito na escolha desse material foi, precisamente, homenagear os pescadores e a faina do mar.
As dimensões desta peça artística alcançam uma altura de 50 metros e o arco tubular, de aço, que a circunda na parte superior mede 42 metros de diâmetro. A sustentação é feita com três enormes mastros e vários cabos de aço.
Para a peça original estudaram e criadram um fio especialmente para este fim, a que chamaram “tenara” mas a sua duração, acabou por ser, apenas, de cerca de três anos. A segunda versão feita durou ainda menos e, segundo creio, esta que fotografei é, então, já a terceira.
Sei, também, que houve um litígio entre a Câmara de Matosinhos e a escultora por a rápida deterioração do material não se coadunar com os 500 mil euros que foram pagos à artista. Penso que foi dada razão a Matosinhos e que a reposição foi feita a expensas da escultora.
Mas, vou de novo referir-me à beleza que se oferece aos nossos olhos. Consoante o vento circula em seu redor ou a luz do Sol incide sobre esta enorme rede encarnada e branca, de minuto a minuto tudo se transforma, sucedendo-se imagens realmente bonitas e que, que de certo modo nos recordam os animais marinhos com o mesmo nome. Sei que de noite, com a iluminação ali usada, o seu encanto é ainda maior. Espero ter oportunidade de poder, uma noite, ir fazer também mais fotos que aqui vos mostrarei.
Relevem, os leitores, a pouca qualidade da fotógrafa com a boa vontade da mesma…
E, quando puderem, os que ainda não conhecem isto, vão até lá e julguem por
vós mesmos.
A última foto mostra umas gaivotas que se encontravam activamente à cata de alimento naquela poça com água. De repente, um cachorro brincalhão investiu sobre o bando e foi um tal de dar “às de Vila Diogo”! Nem uma lá ficou! Então o dito “quatro patas” ladrou e pulou de contente em redor do dono, como que a pedir aplausos, pela partida que pregara às gaivotas, interrompendo-lhes a refeição!
Pergunto a mim mesma, se meia dúzia daquelas gaivotas, com o seu bico afiado não teriam feito frente àquele importuno, mantendo-o à distância?!
Até breve.
M.A.

28/10/11

A ASPIRINA, SABE O QUE É?



É da casca do salgueiro que vem o princípio activo da aspirina.
A salicina e o salicilato, extraídos dessa árvore, eram usados contra a cefaleia na Mesopotâmia, 3 mil anos a.C.
No entanto, a aspirina foi patenteada pela indústria alemã Bayer em 10 de Outubro de 1897.
O químico Felix Hoffmann, com a ajuda do professor Henrich Dreser, sintetisou o ácido acetilsalicílico para aliviar as dores reumáticas do seu pai.
O nome mais popular do século foi formado assim “a” vem de acetil; “spir” é a raiz do ácido epírico (substância quimicamente idêntica ao ácido acetil salicílico); e o “ina” é um sufixo que se adicionava ao nome de todos os medicamentos no final do Século XIX.
(Recebido num e-mail)
Nota da autora do post – Se acaso pretender obter mais pormenores técnicos sobre este medicamento, um dos mais conhecidos e usados em todo o mundo, queira clicar aqui.
M.A.

26/10/11

ESCULPIR NAS PONTAS DOS LÁPIS

Dalton Guetti é um brasileiro que vive nos Estados Unidos, mais propriamente em Bidgeport, Connecticut. É carpinteiro de profissão e tem agora 50 anos de idade.
Ainda criança descobriu em si a habilidade e o gosto pela escultura e lá começou utilizando alguns materiais, como cascas de árvore, giz e até sabão. Mas um dia experimentou a grafite e achque nela se devia fixar.
Ao mesmo tempo tomou o gosto por esculpir miniaturas e, então, foi nos bicos dos lápis com grafite nº 2 que Dalton concentrou a sua inspiração, transformando alguns deles em verdadeiras obras primas.
Este artista não trabalha com auxílio de quaisquer lentes e, como ferramentas, apenas usa lâminas e agulhas de costura. Trabalhar apenas 1,30 horas diariamente, se possível sob a luz solar, para que os seus olhos não se estraguem demasiado.
São inúmeras as peças que já executou e que se encontram espalhadas pelo mundo inteiro.
O seu projecto mais recente, segundo as suas próprias palavras, é esculpir em lápis uma pequena lágrima por cada vítima mortal dos atentados de 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque. Serão assim 3 000 lágrimas que, todas em conjunto, formarão uma lágrima grande. Ele julga que irá precisar de dez anos para concluir esta obra que, diz, constituirá a sua homenagem às vítimas que pereceram nesta tragédia.




































































Apreciem agora todas estas minúsculas obras primas que aqui deixamos em fotos.
(Recebido num e-mail)
M.A.

24/10/11

O PRIMEIRO PRÉMIO NOBEL



A 10 de Dezembro de 1901, Estocolmo organizou a primeira cerimónia dos prémios Nobel, cinco anos depois da morte do seu mentor, Alfred. Desde então que as figuras mundiais que se destacam na Física, na Química, na Medicina e na Biologia, Economia, Literatura e Paz recebem a sua medalha, diploma e prémio pecuniário, ainda agora o mais prestigiado no mundo.


Mostramos as fotos do Nobel da Paz de 1901 que foi dividido entre Frédéric Passy e Henry Dunant.


Nota da autora do post:- Texto e fotos dos vencedores do Nobel da Paz de 1901 retirados da páginas das efemérides de há 110 anos atrás, da revista “COFRE”. Foto de Alfred Nobel retirada da net.

M.A..

23/10/11

Um flor para uma grande amiga


Com a lente e a objectiva
apanhei esta linda flor
para a dar a uma amiga
que tem para mim muito valor

É uma amiga das grandes
compreensiva, paciente
lutadora e persistente
solidária, decidida
dá a mão a toda a gente
gosta de sentir calor
recebe e dá muito amor
quero ter sempre esta amiga
ao longo da minha vida!


Fotografia e poema meu
FC

22/10/11

GLOBALIZAÇÃO O QUE É?




Achamos que um pouco de bom humor faz sempre bem e, portanto, convidamos hoje os nossos leitores a procurarem responder à pergunta que se segue.


Se acaso não vos ocorrer a resposta, não se importem, apenas terão que continuar a leitura que além de vos “elucidar”, também vos deixará com um sorriso nos lábios…


Pergunta-se:_Qual é a mais correcta definição de Globalização?

Resposta:_A Morte da Princesa Diana.


_E por quê? Será a pergunta que vem a seguir.
Ora reparem bem:

Uma princesa inglesa, com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzi italianos, em motos japonesas.
A princesa foi tratada por um médico canadiano, que usou medicamentos americanos. Isto foi-te enviado num e-mail por um português, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, foi lido num computador genérico que usa chips feitos em Taiwan com um monitor coreano montado por trabalhadores do Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em camiões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a ti por chineses, através de uma conexão paraguaia.


Ora, querem um melhor exemplo do que é GLOBALIZAÇÃO?


Passaram alguns momentos divertidos? Foi essa a nossa intenção ao decidimos trazer este texto aqui ao blog.

Até breve, leitores.
(Recebido num e-mail)
M.A.

19/10/11

LÂMINAS DE BARBEAR GILETTE



King C. Gilette inventou as lâminas de barbear descartáveis. Em 1901 abre a empresa que viria a ter o seu nome e, em 1903 vende 165 lâminas e no ano seguinte 123.648.


Segurar duas pequenas lâminas num suporte em T e poder reutilizá-las foi dos inventos mais revolucionários do século XX.


Os militares em guerra que o digam, pois foram eles os grandes utilizadores desta inovação.


Nota da autora do post: - Texto e Foto retirados da "Página das efemérides de há 110 anos atrás," da revista “COFRE”.

M.A.

17/10/11

ALBRECHT DÜRER E O SEU QUADRADO MÁGICO



Albrecht Dürer nasceu em Nuremberga, em 21 de Maio de 1471 e morreu na mesma cidade em 6 de Abril de 1528. Tinha apenas 56 anos de idade e muito mais haveria ainda a esperar do seu talento.
Começou por exercer a profissão de ourives, como seu pai, mas acabou por passar à história notabilizando-se em vários outros campos, dado o seu contínuo interesse pelo estudo, viagens, etc.Teve inúmeros contactos com homens de ciência, da pintura, das letras, do seu tempo. Como por exemplo, Erasmo de Roterdão.
Ficou talvez mais conhecido como gravador, pintor e ilustrador, mas a certa altura da vida passou a interessar-se, igualmente, pela matemática, geografia, geometria arquitectura e fortificações. Se o leitor clicar aqui terá à sua disposição mais pormenores da sua biografia. Quem nos leia deve estar já a estabelecer um paralelo de Dürer com Leonardo da Vinci, igualmente um artista multifacetado, que se distinguiu em tudo aquilo que fez.
Hoje, porém, se estamos a trazer esta personagem histórica aqui ao blog é para vos dar a conhecer um quadro mágico criado por si e que aparece incluído, como elemento decorativo, numa das gravuras que executou, em 1514, denominada Melancolia.




O vídeo que apresentamos e, do qual desconhecemos o autor, irá mostrar-vos a curiosidade deste quadro mágico, Cremos que vos irá fazer passar uns momentos agradáveis verificando como as diferentes somas batem todas certo.
Para quem queira saber mais alguma coisa sobre a história dos quadros mágicos, também só terá que clicar aqui.
E pronto, aqui terminamos este breve apontamento.
(Vídeo recebido num e-mail. Pesquisa para a foto e para o texto feita na Net)
M.A.

15/10/11

Quando as pétalas começam a cair....



Era um namorico pegado entre a flor e o seu canteiro


Quando ele adoeceu apressou-se a ficar melhor, a superar, porque queria estar junto da sua flor e dar-lhe atenção e momentos de alegria


Um dia percebeu que ela estava doente.


Ficou triste e preocupado, mas arranjou força para a animar…


Ambos viam que estavam a definhar, a velhice e a doença estavam a querer ser mais fortes, mas eles olhavam em frente, queriam viver.


A vida pregou-lhes algumas partidas, mas eles que sempre estiveram juntinhos, sabiam muito bem como ultrapassar contrariedades.


Os amigos iam visitá-los e até lhes punham água e fertilizantes. Tiravam as ervas daninhas do caminho… eram amigos de verdade!


Um dia a flor ia deixando cair as suas pétalas até que um dia caiu mesmo e não voltou a erguer-se.


O canteiro ficou muito triste, era grande a sua dor.

Os amigos lá foram a correr.

À flor, iam prestar a sua última homenagem, ao canteiro, dar um abraço apertado


Já não fazia falta mais água. O canteiro não queria mais flores no seu espaço! Tinha sido aquela a única da sua vida.


Que importa agora, que cresçam as ervas daninhas !!!!


FC
Texto e foto

13/10/11

CAMPANHA DE POUPANÇA DA ÁGUA




Há quem afirme que o ouro do nosso futuro é a água e eu estou inteiramente de acordo com esta afirmação.

E, de certeza, de que todos os leitores que me lêem dirão precisamente o mesmo.
Cada vez mais as reservas do planeta se esgotam e em muitos pontos do globo a escassez deste precioso líquido é já uma tão penosa realidade que se traduz em condições de vida inacreditáveis. Todos os dias a televisão nos coloca perante imagens que nos podem chocar mas que reflectem a verdade de vida de muita gente.

Não é portanto descabido, vir, uma vez mais, falar neste assunto, sensilizando todas as consciências para a necessidade de usar com o maior bom senso aquela água que, felizmente, ainda corre nas torneiras das nossas casas.






Como é certo e sabido que uma imagem tem uma importância imensamente superior às palavras eu não quis deixar passar a ocasião sem aproveitar as deste vídeo para, junto dos nossos leitores abordar o assunto em título. Reparem que adequada e sugestiva é a frase que aparece no final do filme:_Se ele pode, porque não podemos nós?
Vamos pois entrar todos nesta campanha para que não se desperdice nem sequer uma gota de água!
M.A.

11/10/11

DIFERENÇA ENTRE RICOS E POBRES




Desta vez, leitores, estamos a apresentar-vos uma brincadeira cuja leitura, esperamos, vos faça despertar um sorriso nos lábios. No dia a dia também precisamos de contrabalançar as arrelias da vida com algum humor saudável.

Rico de uniforme: Coronel. Pobre de uniforme: Porteiro.
Rico com uma arma: Praticante de tiro. Pobre com uma arma: Assaltante.

Rico com uma pasta: Executivo. Pobre com uma pasta: Paquete.

Rico com motorista: Milionário. Pobre com motorista: Preso.
Rico de sandálias: Turista. Pobre de sandálias: Mendigo.

Rico que come muito: Gastrónomo. Pobre que come muito: Esfomeado.

Rico a jogar bilhar: Elegante. Pobre a jogar bilhar: Viciado no jogo.

Rico a ler um jornal: Intelectual. Pobre a ler um jornal: Desempregado.

Rico a coçar-se: Alérgico. Pobre a coçar-se: Sarnento.

Rico a correr: Desportista. Pobre a correr: Ladrão.

Rico vestido de branco: Doutor. Pobre vestido de branco: Empregado de Drogaria.

Rico a pescar: Lazer. Pobre a pescar: Esfomeado.

Rico a subir um Monte: Montanhista. Pobre a subir o Monte: De volta a Casa.

Rico num restaurante: Cliente. Pobre num restaurante: Criado.

Rico bem vestido: Executivo. Pobre bem vestido: Corrupto.

Rico barrigudo: Bem sucedido. Pobre barrigudo: Cirrose.

Rico a coçar a cabeça: A pensar. Pobre a coçar a cabeça: Piolhoso.

Rico parado na rua: Peão Pobre parado na rua: Suspeito.

Rico de fato: Empresário. Pobre de fato: Defunto.

Rico a conduzir um Mercedes: Proprietário do carro. Pobre a conduzir um Mercedes: Motorista. Rico na loja: "Eu compro." Pobre na loja: "Estou só a ver."

Rico a chorar: Sensível. Pobre a chorar: Piegas.

Rico com dor de barriga: Desarranjo Intestinal .Pobre com dor de barriga: Diarreia.


Que o sorriso que adivinhamos no rosto do leitor se prolongue pelo resto do dia. Até breve.

(Frases recebidas num e-mail)
M.A.

09/10/11

SIMECQ - comemora hoje o 131º aniversário

Um dia,

Naquele pequeno lugar,

Mas com gentes de alma grande,

Generosa e empreendedora.

Gentes do querer fazer,

Talvez menos do saber,

Mas muito do saber fazer.

Naquele pequeno lugar,

Cruz Quebrada de seu nome,

Lugar de tantas vicissitudes

Retiro de monges,

Pouso de realezas e poetas,

Veraneio privilegiado para alguns,

Local de vida dura para outros.

Dura, mas partilhada e solidária.

Assim, um dia,

Naquele pequeno lugar,

Nasceste mulher.

Pela mão de homens é certo.

Homens dispostos a tudo fazer por ti.

Fazer-te crescer,

Enobrecer-te.

Decididos a fazer de ti,

A flor,

A luz,

O alento das suas vidas.

Naquele pequeno lugar,

Serias o verde naquelas vidas cinzentas.

Curioso!

Nasceste mulher pela mão de homens.

Talvez ciosos.
Que não permitiam que outras mulheres te ajudassem a crescer
Nasceste mulher,

Para ser de todos,

E não seres de ninguém.

Um dia,

Naquele pequeno lugar,

Nasceste mulher.

Pela mão de homens.

Foste chamada de Sociedade.

Naquele Outono de 1880,

Curiosamente com o cair da folha,

Talvez para que na Primavera,

Pudesses florescer em força,

Trazendo as primeiras alegrias,

Às gentes daquele pequeno lugar.

Bem-haja o dia em que nasceste,

E os que decidiram criar-te

Sabes, 130 anos depois,

Atravessados três séculos,

Alguns, menos atentos,

Poderiam pensar que está velha,

Que estás esgotada,

Desfasada até da modernidade.

Pobres loucos que assim possam pensar.

Não te conhecem.

Talvez nunca te tenham sentido.

Talvez não saibam que,

Mesmo quando te magoam,

Tu perdoas e ficas mais forte.

Só os verdadeiramente fortes,

Podem ser magnânimos como tu.

E tu, foste, continuas a ser,

Uma mulher forte capaz de amar como mãe,

Como madrinha,

E algumas vezes apenas simples referência,

Mas sempre capaz de perdoar.

Foi com a musica que começaste,

A ser o Abrigo e o espaço de folia,

Dos que te tinham criado.

Mais tarde o ensino.

Para suportar o que o Pai Estado não foi capaz de fazer.

A Escola acabou por ser uma menina,

A menina dos teus olhos.

Podiam ter sido seis meses,

Podiam ter sido seis anos,

Mas foram seis décadas.

Quando mataram esta tua filha,

Choraste lágrimas de sangue e saudade.

Quantas gerações passaram pela tua vida,

Pelas tuas entranhas.

Quantos Homens e mulheres,

Cresceram no teu seio?

Quantas gentes deste ao mundo,

Mais capazes,

Mais autónomas.

Mas ficou uma ponta de vaidade.

O teu empenho e dedicação,

Granjearam-te duas grandes distinções.

Foste Cavaleiro da Ordem de benemerência,

Foste Instituição de Utilidade Publica pela mão do Presidente da Republica.

Mais tarde,

Foste também nome de Rua.

Uma gentileza do antigo regime.

Mas tu,

Apesar de agradecida,

Mantiveste a isenção que sempre te caracterizou,

Fiel ao espírito dos que te criaram.

Foste sempre fiel nos princípios,

Mas promíscua nos amores.

A música foi outra das tuas paixões.

Quase te babavas,

Quando, ouvindo a banda,

Que tinha nascido de um pequeno grupo,

Já fazia concertos no velho coreto.

Ha!

Como te agradavam aqueles homens simples,

De bigode farfalhudo,

Na sua farda garbosa,

Fazendo a delícia das gentes que os ouviam.

Também deste amor tiveste que dazer o luto.

Sinal dos tempos,

Parcos de meios?

Claro que sim!

Mas a modernidade,

Como alguns dizem,

Trouxe o desporto que não seria menos importante.

E mais uma vez,

Como mulher inteligente,

Não podias deixar que os teus filhos ficassem de fora.

A Laranjinha,

A natação no Rio,

O futebol ocasional,

Foram o dealbar da tua nova grande paixão.

O Basquetebol emergente.

Tu renasces sempre da adversidade,

Sempre foste uma lutadora.

Morre a Banda,

Nasce o Teatro.

O basquetebol torna-se a modalidade eleita.

Tu és assim!

Não morres, adaptas-te.

Por isso não ficas velha.

Tiveste filhos que te amaram!

Até a exaustão.

Tu sabes quem são,

Mas não fazes escolhas.

Entende-se!

Foram importantes em cada momento.

Seria injusto eleger algum.

A tua vida,

Como a de todos nós,

Está cheia de sucessos e insucessos.

Viveste vários lutos,

Mas muitos sucessos.

A escola morreu,

Uns Senhores cinzentos,

Acharam que solidariedade seria uma questão menor.

O teatro finou-se ainda que temporariamente.

Talvez porque as gerações mudam.

Apenas tu continuas porque és intemporal.

Mesmo nos momentos de luto,

Tiveste os teus júbilos,

Que viveste com a serenidade,

Da senhora centenária que és.

No desporto,

Foste Campeã Nacional,

Campeã Ibérica e até campeã Mundial.

Terás sido demasiado modesta?

Não!

Foste uma Mãe orgulhosa e comedida.

A mesma Mãe,

Que durante 40 anos,

Lutou por uma nova casa,

Capaz de realizar melhor os seus filhos,

De lhes proporcionar um crescimento mais equilibrado.

Aquela inauguração,

Deixou-te um brilho nos olhos.

Sabemos que sim!

Foi talvez o inicio,

Do teu ciclo mais dourado.

Aos 130 anos,

És uma mulher rejuvenescida.

Que maior elogio se te poderia fazer?

Mas é verdade!

A tua dimensão desportiva e cultural,

Nunca esteve tão alta.

Hoje,

Orgulhaste e envaideces-te,

Com o basquetebol,

Com as artes tradicionais,

Com a dança,

Com as artes marciais.

E como estás feliz,

Com o regresso da banda e do teatro.

Estás vaidosa,

Mas não por ti.

Vaidosa por servir aquele pequeno lugar que te viu nascer,

Por servir a tua Freguesia,

Por servir o teu Concelho e o teu Pais.

Quão orgulhosos se devem sentir os que um dia te criaram.

Por servires!

Por continuares,

Tanto tempo depois,

A servir Portugal.

Bem hajas SIMECQ.


Poema da autoria do nosso associado Mário Salgado

(já publicado anteriormente aqui)

08/10/11

BEETHOVEN NO RESTAURANTE JAPONÊS




Talvez este título vos pareça estranho mas eu já explico do que se trata.
No Japão, um grupo vocal resolveu fazer uma paródia musical, usando a 5ª Sinfonia de Beethoven. O resultado saiu bastante interessante e pareceu-me adequado para trazer aqui ao blog.
A cena passa-se num restaurante onde uma família decide tomar o seu pequeno almoço (asagohan).
Discutem entre si se comerão uma mistura de arroz (maze gohan) se apenas arroz branco (shiro gohan).
Como a discussão se prolonga bastante, a hora do pequeno almoço passa e, entretanto chega a altura de ir preparar já o almoço!
Convido-vos pois, através do costumado clique aqui a escutardes este interessante arranjo vocal. Oxalá seja do vosso agrado.

M.A.

06/10/11

QUANDO CRIANÇA, EU RECITAVA ISTO:



Um dia destes dei comigo a recordar duas curtas rimas que costumava dizer, quando criança, para a minha família.
Fazia-o geralmente empoleirada numa cadeira, feliz pela importância que os assistentes familiares me dispensavam e depois me tributavam em calorosas palmas.
Penso que, na altura, estas lengalengas eram bastante populares, portanto, quem sabe, com elas, eu irei despertar recordações semelhantes em algum dos nossos leitores…

O SERMÃO DE S.COELHO

O sermão de S. Coelho
Com seu barrete vermelho
Sua espada de cortiça
Mata a carriça!
A carriça deu um berro
Que toda a gente atormentou
Só cá esta menina
É que não se importou!

À MORTE NINGUÉM ESCAPA


À morte ninguém escapa,

morre o rei, morre o bispo, morre o papa.

Mas eu não morrerei!

Compro uma panela,

que me custa um vintém.

Meto-me dentro dela

e tapo-me muito bem.

Então a morte passa e diz:

- Truz, truz! Quem está ali?

- Aqui? Aqui não está ninguém!

Adeus meus senhores e…

passem muito bem!
M.A.

04/10/11

TERREMOTOS

Gravura alusiva ao terremoto de 1775, em Lisboa






Julgo que qualquer de nós se impressiona ao ouvir esta palavra, pois ela logo nos faz vir à mente recordações desagradáveis!
Volta e meia os jornais e outros meios de comunicação referem a ocorrência, em qualquer ponto do globo, de um fenómeno destes, frequentemente acompanhado de um número bastante alargado de estragos materiais e perda de vidas.
Estes abalos sísmicos são classificados em diversos graus das escalas de Richter ou Mercali e aparecem igualmente seguidos dos chamados tsunamis que têm, na língua portuguesa, a tradução de maremotos.
Portugal teve na sua história, precisamente em 1 de Novembro de 1775, um terrível terremoto que quase destruiu Lisboa a arredores. A ele se seguiu um grande maremoto e incêndios , igualmente devastadores. Esta enorme tragédia veio a dar origem à principal obra do Marquês de Pombal que foi a reconstrução da nossa capital, no traçado que ainda mantém, no seu centro, a designação curiosa de “Baixa Pombalina”.
Mas, penso que todos nós gostaremos, por certo, de saber um pouco mais sobre estes fenómenos e, em especial, o que os provoca. Portanto, como me chegou às mãos informação bastante acessível e pormenorizada sobre o assunto eu achei que deveria partilhá-la convosco. Daí o convidar-vos, caros leitores, a fazerdes o habitual clicar aqui. Depois, bastará ir clicando nas setas para ir aparecendo todo o texto. Embora ele esteja em espanhol, parece-me que será fácil entender o seu conteúdo.
Espero que o assunto de hoje, pela importância de que se reveste, mereça o vosso interesse.

M.A.

02/10/11

FÁTIMA




Hoje, venho convidar os leitores a acompanharem-me num passeio virtual por Fátima.
Em 9/5/2008 já aqui falei sobre a Igreja da Santíssima Trindade, que tinha visitado dias antes, e da qual fizera umas tantas fotos. Se quiserdes recordar o que na altura vos disse apenas tereis que clicar aqui.




Este vídeo que agora trazemos é bastante mais abrangente pois, além da Igreja já referida e que foi afinal a obra de vulto, mais recente no Santuário, mostra a Basílica antiga, a colunata que a ladeia, o altar exterior onde se celebram as cerimónias das peregrinações principais, a Capelinha das Aparições, etc.
Nele se destacam também algumas obras de arte que por ali se encontram e se referem dados históricos bastante interessantes, tanto sobre os autores destas peças, como sobre outros assuntos também relacionados com a já longa história do Santuário. Lembro, por exemplo, a referência à azinheira grande que pouca gente saberá ser contemporânea do mesmo ano das aparições e a única ali ainda existente.
Penso, portanto, que neste passeio todos aprenderemos um pouquinho mais ao mesmo tempo que passaremos uns momentos agradáveis.

(Vídeo recebido por e-mai)


M.A.

30/09/11

O MEU AMIGO




O meu amigo é
como a cortiça
que envolve a árvore
aquece-nos
como o sol
num dia de Inverno
refresca-nos
como a água
no calor do meio-dia
a sua voz
sempre presente
é como um pássaro primaveril
ele é
meu amigo
e eu
sou amigo dele.

(Emily Hearn, in Hockey Cards and Hopscotch)









Este curto poema serve de introdução ao vídeo que hoje vos trazemos. Ele chegou às nossas mãos com o título de “Amigo, é também todo aquele que nos faz rir”, o qual nos parece, igualmente, adequado. Fica agora ao critério dos nossos leitores optarem por aquele que acharem melhor, depois de se deliciarem com a ternura destas imagens.


M.A

28/09/11

A FLOR - ALMADA NEGREIROS



Pede-se a uma criança: Desenha uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: uma flor!
As pessoas não acham parecidas essas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!

Almada Negreiros in O Regresso ou O Homem sentado
(Enviado por um amigo. Desconheço de quem é a ilustração que acompanha este texto)


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Também, há poucos dias, o correio me trouxe esta flor. Acompanhavam-na umas bonitas palavras, a mim dirigidas, cujo conteúdo, em consciência, eu sei não merecer, mas que a amizade de quem as escreveu assim ditou.
Quanto à flor… ela trouxe-me à ideia o texto de Almada Negreiros…
Mas aqui não se trata de uma criança que apenas conseguiu desenhar riscos, a flor está bem definida nos seus contornos e cores vivas e é obra de gente já crescida. E sabem que mais?
_Quem a desenhou, para mim é também especial e tem um coração do tamanho do mundo.
Até qualquer dia, com outro tema.

M.A.

26/09/11

NÚMEROS, GEOMETRIA, NATUREZA E MÚSICA






Leitores:

Desta vez o tema escolhido para esta conversa, aqui no blog, inspira-se em números, geometria e natureza.



É um curioso filme com uma composição musical também adaptada às imagens.



Espero que gostem tanto dele quanto eu e que dêem por bem empregues os minutos gastos na vossa visita. Queiram portanto clicar aqui.
Até outro dia e bem hajam pela vinda.
M.A.

24/09/11

O CREME NÍVEA







Caros leitores:
Quem, de entre todos nós, não conhece, há mais ou menos anos, o velhinho creme Nívea?
Ainda não se encontravam à venda produtos específicos para protecção solar da pele e já a minha mãe, na praia, me besuntava, com o creme Nívea. Talvez para esse efeito fosse até bem pouco eficaz mas era o que, na altura, se usava!
Como me apareceu um e-mail contando uma breve história sobre este creme, achei interessante trazê-la ao blog, bem como uma imagem publicitária, já com alguns anos, onde ainda aparece o seu preço em escudos. Imaginem só, 7$50 cada caixa e 15$00 uma outra mais económica!
Foi mais uma curiosidade que descobrimo para vós.


O Creme Nívea foi criado em dezembro de 1911 pela farmácia de manipulação do doutor Oskar Troplowitz, que descobriu como unir água e óleo para hidratar a pele.
O Eucerit, retirado da lanolina e combinado com óleos, água, compostos de glicerina, ácido cítrico e essências de rosas e lírios, formava o creme. "Branco como a neve", foi batizado de Nívea e era comercializado numa latinha amarela.
A embalagem passou a cor azul com letras brancas em 1925.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a marca Nívea foi expropriada.
A partir de 1952, a empresa Beiersdorf iniciou uma longa jornada pelos países para readquirir os direitos sobre a marca.

Espero que tenham gostado desta visita ao baú.
M.A.

22/09/11

O CORO DOS ESCRAVOS, DE GIUSEPPE VERDI





Mesmo que nas nossas veias não corra sangue italiano sempre nos emocionaremos com esta obra maravilhosa de VERDI, o eterno “VA PENSIERO”. (Vanderlei Zarpellon)




PROTESTO ITALIANO ... " VÁ PENSIERO"


Maravilhoso e emocionante momento de protesto do povo italiano ,liderado pelo maestro Ricardo Mutti , no Teatro da Ópera de Roma .

O facto aconteceu durante a apresentação da Ópera Nabuco , de Verdi ,em 12 de março de 2011 , na presença de Berlusconi ( 1º Ministro da Itália), da ária " Vá Pensiero" , a qual sempre foi considerada um 2ºHino Nacional Italiano.

Já no século XIX serviu de protesto à ocupação austríaca do norte da Itália , aquando da visita dos Imperadores Austríacos a Veneza, da até hoje famosa Imperatriz Sissie e seu esposo que tiveram que escutar toda a plateia do Teatro Fenix cantar , emocionada , " Vá Pensiero".

Leiam os comentários antes de abrir o link que nos brinda com um estupendo, quiçá histórico, momento de performance musical e revolta cultural, diante dos desgovernos, prevaricações e falta de lideranças, não só na Itália , mas no mundo, como um todo.

Um momento intenso de emoção para os apaixonados pela liberdade.


No último dia 12 de março a Itália festejava os 150 anos de sua criação, ocasião em que a Ópera de Roma apresentou a ópera Nabucco de G. Verdi, símbolo da unificação do país, que invocava a escravidão dos Judeus na Babilônia, uma obra não só musical mas, também, política , à época em que a Itália estava sujeita ao império dos Habsburgos (1840).

Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que era dirigida pelo maestro Ricardo Mutti.

Antes da Apresentação, o Prefeito de Roma, Gianni Alemanno - ex-ministro do governo Berlusconi - discursou, protestando contra os cortes nas verbas da cultura, o que contribuiu para politizar o evento. Como Mutti declararia ao TIME, houve, já de início, uma invulgar ovação, clima que se transformou numa verdadeira «noite de revolução» quando sentiu uma atmosfera de tensão ao se iniciar os acordes do coral « Va Pensiero » o famoso hino contra a dominação.


« Há situações que não se podem descrever, mas apenas sentir ; o silêncio absoluto do público, na expectativa do hino; o clima que se transforma em fervor, aos primeiros acordes do mesmo". A reacção visceral do público quando o coro entoa ‘Ó minha pátria,tão bela e perdida! ‘

Ao terminar o hino, os aplausos da plateia interrompem a ópera e o público manifesta-se com gritos de «bis», «viva Itália », «viva Verdi» . Das galerias são lançados papéis commensagens políticas.

Não sendo usual dar bis durante uma ópera, ( e embora Mutti já o tenha feito uma vez em 1986, no teatro Scala,de Milão ) , o maestro hesitou pois, como ele depois disse : «não cabia um simples bis; havia de ter um propósito particular».

Dado que o público já havia revelado seu sentimento patriótico, fez com que o maestro se voltasse no estrado e encarasse o público, e com ele o próprio Berlusconi.

Fazendo-se silêncio, pronunciou-se da seguinte forma, e reagindo a um grito de «longa vida à Itália» disse:RICCARDO MUTTI :


«Sim, longa vida à Itália mas ... [aplausos]. Não tenho mais 30 anos e já vivi a minha vida, mas como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se passa no meu país. Portanto aquiesço a vosso pedido de bis para o "Vá Pensiero". Isto não se deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque nesta noite, enquanto eu dirigia o coro que cantava ‘Ó meu pais, belo e perdido’, eu pensava que a continuarmos assim mataremos a cultura sobre a qual assenta a história da Itália. Neste caso, nós, a nossa pátria, será verdadeiramente ‘bela e perdida'. [aplausos retumbantes, incluindo os artistas da peça] Reina aqui um ‘clima italiano’; eu, Mutti , calei-me por longos anos. Gostaria agora...nós deveríamos dar sentido à este canto; Como estamos em nossa casa, o teatro da capital, e com um coro que cantou magnificamente, e que é magnificamente acompanhado, se for de vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para cantarmos juntos »

Foi assim que Mutti convidou o público a cantar o Coro dos Escravos.

As pessoas levantaram-se.

Toda a ópera de Roma se levantou... O coral também se levantou.

Foi um momento magnífico na ópera ! Vê-se, também,o pranto dos artistas.


Aquela noite não foi apenas uma apresentação do Nabuco mas, sobretudo,uma declaração do teatro da capital dirigida aos políticos.

AGORA NÃO DEIXEM DE VER E OUVIR TUDO ISTO CLICANDO AQUI


Nota da autora deste post:-Recebi isto num e-mail e acharia imperdoável não o partilhar com os leitores. M.A.

20/09/11

BELAS CONCHAS E BÚZIOS DO MUSEU DE ILHAVO

Museu Marítimo de Ilhavo



Muitos de nós, algum dia, sonhamos e até concretizamos a ideia de vir a fazer uma colecção de quaisquer objectos. Começa-se, geralmente, por guardar um primeiro exemplar que desperta a nossa atenção. Depois, a este vem-se juntar outro, depois outro, mais tarde outro ainda…e chega então um dia, em que sentindo já vontade de procurar informação sobre o assunto, o interesse aumenta mais e mais.
Assim. a pouco e pouco, enraíza-se em nós o gosto de alargar cada vez mais a colecção. E, quantas vezes, se atinge mesmo uma fase em que “se perde a cabeça” no que toca a dinheiro para adquirir objectos para uma colecção que começou a brincar?
Bom, mas os leitores não vieram ao blog para ouvir as minhas considerações sobre coleccionismo.






Irei portanto, de imediato, dizer-lhes que o que trago hoje é um vídeo que mostra o conjunto de Búzios e Conchas expostos no Museu Marítimo de Ílhavo.


Espero que, tal como eu, fiquem maravilhados com tanta coisa bonita encontrada no fundo do mar!
Como é a segunda vez que falamos neste assunto, se acaso quiserdes recordar o que já foi dito na primeira, em 9/4/10, apenas tereis que clicar aqui.
Do mesmo modo, para alguma informação sobre o Museu Marítimo de Ílhavo, é favor clicarem também aqui.
Até breve com qualquer outro tema.
M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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