31/05/13
24 horas de actividades na SIMECQ - este fim de semana 1 e 2 de Junho
Porque a SIMECQ é colectividade de todos nós, aqui fica a intensa programação deste fim de semana.
Participe, traga a família e os amigos.
fc
23/05/13
QUANTO MAL PODE PROVOCAR UMA TAMPINHA DE PLÁSTICO
Nunca serão demasiadas as
chamadas de atenção para cada um de nós se preocupar com a defesa do meio ambiental.
Muito se fez já mas, muito
mais é necessário fazer ainda, para que todos se empenhem, de verdade, na preservação e conservação dos recursos que a natureza põe
à nossa disposição e que, frequentemente e inconscientemente, dia a dia malbaratamos.
Hoje trazemos este vídeo de
3,55 minutos, feito por Chris Jordan, algures, numa ilha no coração do Oceano
Pacífico, situada, dizem, a 2 000
Kilómetros da costa mais próxima.
É uma ilha deserta, ao que
parece apenas procurada por aves que ali fazem os seus ninhos.
Ao clicardes aqui podereis, então, ter acesso às imagens, por vezes impressionantes, do nefasto efeito que
algum do lixo (especialmente matéria plástica) que foi deitado no mar veio a provocar nestas aves.
Não é difícil imaginar alguém, passeando de barco, a beber um refrigerante e…sem pensar
duas vezes, atirar a tampinha plástica borda fora. Ela, com o seu colorido
berrante, lá ficou a boiar ao sabor das ondas, não sabemos durante quanto tempo
e depois…voltamos a vê-la num vídeo como este!
Oxalá os nossos leitores,
depois de verem este post, ganhem ainda uma
maior consciência de tudo quanto pode estar ao vosso alcance no sentido de
melhorar o planeta em que todos vivemos.
(Recebido num email)
M.A.
17/05/13
GÉMEOS APERTAM AS MÃOS LOGO APÓS O NASCIMENTO
Foto retirada da net
«É uma imagem tocante que
está a fazer furor nas redes sociais, na sequência de uma notícia do jornal
«Diário Vasco»: dois gémeos recém-nascidos dão as mãos no berço pouco depois de
saírem do ventre da mãe.
Daniel e Maria apertam as mãos com força, depois de nove meses de união e com a
nova aventura pela frente.
«É um gesto precioso para recordar. É um reflexo para sobreviver», disse uma
das enfermeiras da Policlinica Gipuzkoa, no País Basco, enquanto o obstetra que
fez o parto vai mais longe. «Só a natureza pode explicar o gesto de Daniel e
Maria. Já assisti a muitos partos e vi muitos recém-nascidos, mas nada assim,
foi realmente único», disse o doutor Rodriguez.»
...................................................
Nota da autora do post:
Não queremos acrescentar muito
mais a esta notícia divulgada recentemente, que encontramos na net e nos
apressamos a trazer aqui ao blog. Deixamos a cada leitor a interpretação que
queira dar a este gesto tão fraterno que surpreendeu tudo e todos.
No mundo tão conturbado em
que vivemos, onde a maioria das notícias se encaminha no sentido da guerra, dos
crimes de vário teor, dos problemas da saúde, enfim, dos conflitos mais diversos, que
esta notícia apareça como um bom augúrio...
Quem dera, que estes dois
seres humanos, que agora viram a luz do dia e se tornaram notícia pelo gesto
referido, pudessem tornar-se o símbolo e o prenúncio de um melhor
entendimento entre os habitantes deste planeta.
M.A.
Etiquetas:
Amizade entre humanos,
Divulgação
10/05/13
CARTA A DEUS
Ouvi e vi, no serão de ontem,
na TV, uma entrevista feita pela Fátima Campos Ferreira a Miguel Esteves Cardoso
que se apresentou acompanhado de sua mulher Maria João Pinheiro. Foram
abordados temas de interesse geral e também outros assuntos relacionados, por exemplo, com o casamento
deles e com a grave doença que atingiu e, quase vitimou Maria João.
Foi justamente nesta parte
da entrevista que eu relembrei um facto que, na altura emocionou muitos
leitores do jornal Público.
Creio que terá sido um dia depois da operação que retirou o tumor que Maria João tinha alojado no
cérebro, quando a situação era ainda muito melindrosa, que Miguel escreveu uma das mais sentidas, inspiradas e comoventes crónicas que publicou no jornal.
É um texto muito bem escrito, que digamos constitui como uma curiosa conversa
entre um marido e Deus, terminando com um expressivo apelo pela saúde do amor da sua vida.
Ele intitulou esta crónica
de “CARTA A DEUS”
Fui procurá-la para que os
nossos leitores a possam conhecer também e tenham oportunidade de reflectir
sobre a mesma:
“Deus,
Bem avisaste que eras um Deus invejoso e vingativo. Também sei que Job era um
caso-limite: uma ameaça do que eras capaz. Nem eu nem a Maria João temos um
milésimo da obediência e da resignação de Job. E castigaste-nos menos. Mas foi
de mais.
De certeza absoluta que nos amamos mais um ao outro do que te amamos a Ti.
Sabemos que isto não está certo. Mas foste Tu que nos fizeste assim. Admite:
deste-nos liberdade de mais. Foste presunçoso: pensaste que Te escolheríamos
sempre primeiro. Enganaste-Te. Quando inventaste o amor, esqueceste-Te de que
seria mais popular entre os seres humanos do que entre os seres humanos e Tu.
Por uma questão de tangibilidade. E, desculpa lá, de feitio. Tu, Deus, tens o
pior das arrogâncias feminina e masculina. Achas que só existes Tu. Como Deus,
até é capaz de ser verdade. Mas, para quereres ser um Deus real e humanamente
amado, tens de aprender a ser um amor secundário. Sabemos que és Tu que mandas
e acreditamos que há uma razão para tudo o que fazes, mesmo quando toda a gente
se lixa, porque não nos deste cabeça para Te compreender. Esta deficiência foi
uma decisão tua: não quiseste dar-nos a inteligência necessária.
Mas deste-nos cabeça suficiente para Te dizer, cara a cara, que nos preocupamos
mais com os entes amados do que contigo. Ajuda a Maria João, se puderes.
Se não puderes, não dificultes a vida a quem pode ajudar. Faz o que só um Deus
pode fazer: reduz-te à tua significância. Que é tão grande.”
E
pronto amigos, espero que tivésseis gostado. Saúde e felicidade para todos vós
e que o fim de semana que se aproxima seja passado com muita paz, muito amor e muita alegria.
Nota-
Imagem retirada da net.
M.A.
08/05/13
SOBRE A VÍRGULA
Chegaram até mim, há dias, estas curiosas considerações sobre o uso da vírgula e, porque as achei tão interessantes resolvi partilhá-las no blog. Podeis reparar que a par de um certo ensinamento de português isto vos trará, igualmente, algum divertimento. Assim, uma vez mais, ao útil junta-se também o agradável…
Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.
100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
Detalhes Adicionais:
COLOQUE
UMA VÍRGULA NA SEGUINTE FRASE:
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A
MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
Se quem nos ler pertencer ao
sexo feminino certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Mas, se pertencer
ao sexo masculino, claro que colocou a
vírgula depois de TEM…Até breve leitores. M.A.
03/05/13
Um fim de semana repleto de actividade na SIMECQ. Apareça! Traga a família e os amigos
- Sábado a partir das 09H00: Basket - Torneio de Minis
- Sábado a partir das 16 Horas: Atelier de Artes -
Exposição de trabalhos realizados pelos Alunos do atelier
- Sábado a partir das 21H30 : Teatro - 3ª Representação da Peça - As Comédias-
- Domingo a partir das 16 Horas: Banda de Musica- Concerto da Primavera e do Dia da Mãe
- Sábado e Domingo - Basket - Jogos dos Campeonatos
Todas as actividades são de entrada gratuita
28/04/13
CONÍMBRIGA...RECONTRUIDA
Na escola primária, todos
aprendemos, na disciplina de História,
que os primeiros povos a virem cá para a Península Ibérica terão sido os
iberos, seguidos dos celtas. Da ligação entre ambos surgiram os celtiberos…depois foram os fenícios…a
seguir os gregos… mais tarde os cartagineses e, só então chegaram os romanos.
Muitos outros povos se
seguiram mas, fiquemos por estes mencionados em último lugar, uma vez que vamos
falar de Conímbriga cidade esta, ao que se sabe, fundada e habitada pelos
romanos. Parece que em escavações feitas naquela zona foram já encontrados
vestígios celtas, mas, de momento não queremos ir tão longe neste nosso breve
apontamento. Aos leitores interessados em dados históricos mais completos faço
convite para clicarem aqui.
Conímbriga, ou melhor, o que
hoje resta desta cidade, situa-se na povoação de Condeixa a Velha, a 16 Klm da cidade de Coimbra. Penso que muitos
de nós já a visitamos, quando crianças,
até porque foi e, julgo que continua a ser, um destino muito escolhido para passeios escolares. Se for esse o caso de quem
nos lê, certamente recorda ter circulado por todas aquelas ruas, e jardins; terá gostado
de admirar naquelas ruínas de habitações alguns mosaicos de cores maravilhosas
e restos de um ou outro ornamento na pedra;
reparado na elegância das colunas que no fórum ainda se conservam de pé. Junto das termas, por certo, até ficou surpreendido por lhe dizerem que, à época, os utentes já tinham água aquecida, conforme canalização
ainda visível!
Depois, dentro do museu, também terá tido oportunidade de ver todas
as peças retiradas do ar livre e ali preservadas.
Sem dúvida que qualquer de
nós, depois da visita não duvida que o povo romano possuía já um certo requinte
de vida, gostando de viver com hábitos de higiene e rodeado de algum conforto.
Ora, acontece, alguém ter-se
lembrado de imaginar como seria aquela cidade reconstruída e dadas as
possibilidades das novas técnicas informáticas eis que fez um vídeo em três
dimensões que podereis ver clicando aqui.
E pronto, leitores, espero
que tenham gostado desta visita. Fica-nos a pena de não existir já nenhum daqueles antigos moradores, o “Sr. da
Casa dos Repuxos”, por exemplo, o qual nos faria, talvez, uma
visita guiada à sua residência…
Até breve.
Nota-A imagem, retirada da net, mostra um dos mosaicos de Conímbriga.
M.A.
21/04/13
TEATRO NA SIMECQ
COMÉDIAS – Assim se
intitulou mais este espectáculo teatral na nossa colectividade.
Ao antigo e tão bonito salão nobre acorreram sócios e amigos
para conviverem em mais um serão que, desta vez, teve por tema, especialmente, a boa disposição.
As duas peças e os dois monólogos apresentados
arrancaram fartas gargalhadas à assistência que, estamos convencidas, deu por
bem empregue o tempo ali passado.
Os actores e todos os outros
colaboradores habituais neste género de actuações deram o seu melhor que traduz,
sobretudo, um constante amor à colectividade onde
convivem, alguns deles há mesmo largos anos.
Das actuações em palco
deixamos aqui umas tantas fotos que, esperamos possam despertar, em quem leia
este apontamento a apetência de vir assistir às próximas representações que
serão nos próximos 27 de Abril e 11,18 e
25 de Maio.
Foi bonito, no final, mostrar
em cena aberta, mais uma vez um leque de pessoas, uns jovens e outros menos
jovens, em comunhão com uma plateia que
aplaudia. O Sr. Presidente da Simecq, falou
para deixar agradecimentos e descrever também,
como quando irmanados numa causa comum, o esforço de uns tantos,
consegue sempre resultados tão positivos como foi mais esta noite de teatro.
Parabéns, uma vez mais à
Simecq pelo trabalho que faz!
Nota-Chamamos a atenção para
o programa que abre este apontamento onde há mais informação.
M.A.
Etiquetas:
Actividades da Simecq,
Divulgação,
teatro
18/04/13
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2013 - 18/04
Cerca de 490 actividades vão marcar, por todo o Território Continental e Regiões Autónomas, a 18 de Abril, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2013.
Distribuídas por 170 concelhos, 298 entidades públicas e privadas associam-se à Direcção Geral do Património Cultural ao ICOMOS Portugal nas comemorações deste ano, subordinadas ao tema Património+Educação=Identidade
Participe, divulgue e proteja o património que é de todos.
Veja toda a programação aqui
fc
09/04/13
BELEZA NO MERCADO
Quando, num dia de chuva
contínua, de repente, o Sol aparece por entre as nuvens, a nossa disposição logo
melhora e um sorriso nasce no nosso rosto. Respiramos fundo, fechamos os olhos
e agradecemos a dádiva daquela, ainda que tímida, visita do astro rei que vem
quebrar a tristeza do dia chuvoso.
Também, quando no nosso
quotidiano ao que é trivial e, por vezes, “com pouca graça” alguém
acrescenta um pormenor que transforma e chama a atenção, também a nossa
sensibilidade dá conta disso e como que aumenta logo a nossa apetência em relação ao que vemos.
Foi ao ver as imagens que
hoje vos trouxe e me chegaram pela net, que tudo isto me ocorreu.
São fotos feitas num mercado
de Israel e as bancas de frutos e legumes que geralmente ressaltam à nossa
vista apenas pelo seu colorido variado, tornaram-se ainda mais bonitas quando,
mãos de artistas tiraram partido e- com determinado
critério e estupenda imaginação, criaram caprichosos efeitos.
O que à partida eram apenas maçãs, nabos, cenouras ou
alfaces, quando apresentados deste modo, passaram a elementos que compõem verdadeiras obras primas e transformaram-se num
encanto para os olhos de quem os vê.
Aqui vos deixo, pois, com este
regalo de imagens.
M.A.
03/04/13
COMO FAZER UM BEBÉ
Através dos tempos, sempre se foram ouvindo
histórias curiosas de como os pais, ou outros familiares foram explicando aos
mais pequenos o aparecimento de um novo membro na família… A cegonha que foi a
Paris e o trouxe dependurado no bico, ele apareceu no olhinho de uma couve, ele
veio dentro de uma encomenda postal…etc. etc..
Imaginações férteis, sem dúvida!
À
medida que novas técnicas de comunicação apareceram, estou por exemplo a
lembrar os computadores, as crianças
foram também evoluindo com a pesquisa que eles permitiam e tudo mudou. Por
outro lado também a maior parte dos adultos colocou de lado”aquela fantasia tão
pouco convincente” e aprendeu a lidar com
a situação de uma forma mais natural e verdadeira.
Somos realmente a favor dos tempos de agora e
entendemos que se podem sempre conversar
todos os assunto, com a criança,
salvaguardando a idade e o seu grau de entendimento.
O fotógrafo canadiano Patrice Laroche imaginou
esta curiosa e divertida forma de documentar a evolução da gravidez da sua
mulher e até mesmo o parto do bebé. Escolheu o local e usando como modelo a
futura mamã, repetiu as fotos
precisamente com o mesmo”decor”de modo a construir como que um banda desenhada
da espera do seu filho. A este projecto ele chamou então:_ “Como fazer um bebé”.
Estamos certos que a própria criança que nasceu virá, mais tarde, a achar graça à ideia posta em prática pelo
seu pai.
Divirtam-se, como nós nos divertimos.
M.A.
21/03/13
RECITAL "SERÃO MUSICAL" - Orquestra de Camara de Cascais e Oeiras dia 23 de Março às 16h00 no Salão Nobre da SIMECQ
É muito gratificante para a SIMECQ ver o seu nome associado a um evento com a importância cultural do Recital da Orquestra de Camara de Cascais e Oeiras.
Ficam desde já convidados a assistir ao “Serão Musical” no dia 23 Março no Salão Nobre da SIMECQ a partir das 16h00
Programa
M. GIULIANI – Concerto para guitarra e orquestra de cordas
F. KLEYJANS – Hommage à Stanley Myers
M. PUJOL – Suite Buenos Aires
Tiago Vicente – guitarra
Ricardo Mendes – violino
Ana Elisa Ribeiro – violino
Nguyet Thu – viola
Tiago Ribeiro – violoncelo
Solistas da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras
Contamos consigo!
fc
18/03/13
DEFINIÇÃO DE FILHO DADA POR JOSÉ SARAMAGO
Chegou às minhas mãos este pequeno apontamento em que
o nosso escritor, Prémio Nobel dá a sua definição sobre o que considera que um filho é.
"Filho é um ser que nos emprestaram para um
curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar os nossos
piores defeitos para darmos os melhores
exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior acto de coragem que alguém pode ter,
porque é expor-se a todo tipo de dor, principalmente a da incerteza de estar
agindo correctamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é
nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".
Interessante, sem dúvida.
M.A.
15/03/13
HÁ SEMPRE UMA HISTÓRIA DE AMOR...
Sim, admitamos que há sempre
uma história de amor que interfere, condiciona ou como neste caso, terá mesmo modificado o curso
dos acontecimentos na vida de alguém e nos destinos do Mundo…
Desta feita estamos a
pensar no que, a acreditar na notícia, se
terá passado com o nosso recente Papa
Francisco I que há muitos anos atrás se enamorou de uma garotinha de 12 anos, de nome Amália, escreveu-lhe,
falou-lhe em casamento mas…
Bom, para saber o resto
convidamos o leitor ou leitora a clicar aqui e a inteirar-se do que fomos
descobrir nas “Notícias ao Minuto”, na Net. Foi de lá que retiramos também a
foto que mostramos desta senhora, hoje com 76 anos.
M.A.
Etiquetas:
Divulgação / História/Histórias de amor
13/03/13
REDACÇÃO - DECLARAÇÃO DE AMOR À LÍNGUA PORTUGUESA
Vou
chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está
tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A
professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se
aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”,
”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do
sujeito.”O Quim está na retrete”: “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal
e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela,
mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não,
mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete
colada ao rabo.
No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc.,
conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um
“complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo
“complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex
nenhum, o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há
por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos
ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento, e os verbos de evento
podem ser instantâneos ou prolongados; almoçar por exemplo é um verbo de evento
prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas
sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o
tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o
determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no
modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções
contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser:
Algumas árvores secaram, ”algumas” é um quantificativo existencial, e a
progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do
enunciado seguinte e assim sucessivamente.
No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase
declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e
o enunciado é de polaridade negativa.
No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”,
o sujeito de “abriu a janela” era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo.
Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga?
Evaporou-se no espaço?
A professora também anda aflita. Pelo visto, no ano passado ensinou coisas
erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da
gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem
faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames
somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo
excepto em português, que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de
gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho
demasiado parvas. Por exemplo, o que acham de adjectivalização deverbal e
deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e
subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia,
holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e
interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto,
macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas
conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões
assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a
raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer, dão um trabalhão e depois não
servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a
começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)
Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases
cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer,
às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas
flores no jardim. Ou: a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente
tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros
também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas,
parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê
nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens, ou pedaços de novelas.
Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e
inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar
tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e
um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece,
porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.
E pronto, que se lixe, acabei a redacção - agora parece que se escreve
redação.O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma,
não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação
a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu
pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos
tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos
altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos
trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos
burros.
E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me
perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e
subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.
João Abelhudo, 8º ano, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática
Este texto é da autoria de Teolinda
Gersão. Escritora, Professora Catedrática aposentada da Faculdade de Ciências
Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Escreveu-o depois de ajudar
os netos a estudar Português. Colocou-o no Facebook.
Se o leitor ou leitora teve mesmo
paciência para ler o texto até final pensamos que não terá dado o tempo por
perdido. Parabéns ao sentido de humor de
quem o escreveu. Mais palavras para quê?
M.A.
11/03/13
RARA ESCRIVANINHA ALEMÃ
Rara Escrivaninha alemã
Este móvel, (cujo vídeo irá
ver clicando aqui), apareceu-nos com a informação de ter sido criado, nos finais de 1700, pelos mestres artesãos Abraão e David Roentgen.
Numa pesquisa na net ficamos a saber que David Roentgen era filho
de Abraão Roentgen e dirigiu em Neuwied uma oficina de ebanista que havia sido
fundada por seu pai. Nasceu em Herrenhag
em 1743 e morreu em Wiesbaden em 1807. Evidenciou-se por trabalhos de
marqueteria e pela fabricação de relógios de música de grande originalidade. A
perfeição das suas obras que expôs em
Paris levaram-no à corte de Luis XVI onde trabalhou até início da Revolução
Francesa.
Em relação ao móvel de que
aqui se fala parece terem sido construídos dois exemplares muito semelhantes. Se compararmos a imagem acima com o vídeo damos conta de alguma diferença.
Á primeira vista é apenas um
móvel ricamente decorado ao jeito da
época, com embutidos de madeiras raras e ferragens em bronze,. Depois, quando as diversas gavetas e
esconderijos nele incluídos, começam a surgir perante os nossos olhos, esta
peça de mobiliário transforma-se então numa enorme caixa de surpresas. Tudo se movimenta por um complexo mecanismo
com um funcionamento ainda hoje tão
perfeito que nos faz render francas homenagens a quem concebeu e executou toda esta obra prima.
Todos conhecemos escrivaninhas,
papeleiras, etc. que ainda hoje se
fabricam (geralmente como cópias de outras antigas) onde se incluem elementos decorativos que dissimulam
os chamados “segredos” mas que, comparados com esta peça que trazemos hoje, eu tenho que confessar serem simples brinquedos de criança.
Nunca vimos nada tão engenhoso e congratulamo-nos por poder mostrar aos
leitores esta raridade, concebida e construída muitos anos antes de existirem
os computadores!
M.A.
08/03/13
HOJE É DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Como nasceu o Dia da Mulher
Um grupo de investigadoras norte-americanas diz que é apenas um
mito mas, verdade ou não, para a História o que ficou é que a origem do Dia
Internacional da Mulher remonta a 8 de Março de 1857, quando operárias russas e
norte-americanas protestaram nos seus países contra as condições de vida e de
trabalho. Contudo, só em Dezembro de 1977, a ONU instituiu a data para lembrar
as conquistas femininas.
No dia
8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada em Nova Iorque , fizeram
greve, reivindicando melhores condições de trabalho, tais como, a redução da
carga horária, a equiparação de salários (as mulheres recebiam um terço do
salário de um homem pelo mesmo tipo de trabalho) e o tratamento digno no
trabalho.
A
manifestação foi reprimida com violência. As mulheres foram trancadas dentro da
fábrica, que foi depois incendiada, tendo morrido carbonizadas cerca de 130
operárias.
No
mesmo dia, mas na Rússia, trabalhadoras de outra fábrica de fiação
manifestaram-se contra as condições de vida e trabalho.
Meio
século depois, em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, foi decidido que
o dia 8 de Março passaria a ser o Dia Internacional da Mulher, mas só passados
mais de 65 anos, em 1977, a data foi oficializada pelas Nações Unidas, não só
para lembrar estas conquistas, mas também para tentar acabar com o preconceito
e a desvalorização das mulheres.
Nota - Este apontamento foi colhido nas
“Notícias ao Minuto”. M.A.
05/03/13
VAMOS APRENDER A EMPILHAR LENHA... COM ARTE
Em boa verdade até nas mais
humildes tarefas a executar nós podemos encontrar diferenças quando elas saem da mão de alguém com imaginação. É este
o caso de hoje, caros leitores:
“Nós” tínhamos bastante
lenha para empilhar e, vai daí, “convidamos” vários artistas para darem uma
mãozinha. Olhem só o que saiu!
Curiosamente, há muitos
anos, viajando pela Suiça chegamos num fim de tarde, a uma vila pequenina, cujo
nome já não recordo, onde pernoitamos. Após o jantar, dando uma volta, a pé, pelos arredores, num planalto semeado com vários chalets feitos em madeira, deparamos com algo semelhante, embora com menos arte. A
lenha aparecia arrumada nos sítios mais incríveis de imaginar, onde o fim a
atingir era sempre o resguardo da
intempérie, claro. Mas, o que é facto, é que as achas apareciam colocadas de
formas diversas e, funcionavam como elemento de decoração das ditas habitações.
Até breve. Espero que tenham
gostado destas imagens. M.A.
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