Como tudo começou

18/08/08

Baby Jane - CD à vista!!!!!!!!!

Passo a transcrever um email que os Baby Jane - uma das bandas da Cruz Quebrada, me enviaram:

"Queridos amigos,
vimos dar-vos a conhecer o recente videoclip do single homónimo do EP "História de Um Vinho Azedo".
O desejado EP "História de Um Vinho Azedo" está, agora sim - uma vez concluídos os trabalhos de produção de brochura, videoclip e faixa interactiva que acompanharão o CD -, prestes a ser reproduzido em fábrica. Para fãs e curiosos, os Baby Jane decidiram publicar, no blogue e na página MySpace da banda, o videoclip do single "História de Um Vinho Azedo" como preview, para aguçar o apetite... A produção e a realização são do realizador e videasta português Tiago Pereira.
Mais informação na página MySpace dos Baby Jane: http://www.myspace.com/babyjanelisbon"

Parabéns Baby Jane por mais este trabalho.
fc

17/08/08

CÓDIGO DA LIBERDADE


SOU LIVRE quando amo o que faço e quando faço só o que amo.
SOU LIVRE quando após ter amado as coisas e os homens, eles ficam mais livres e eu menos escravo.
SOU LIVRE quando aceito a liberdade dos outros.
SOU LIVRE quando a minha liberdade vale mais que o dinheiro.
SOU LIVRE quando consigo descobrir a parcela de bondade que existe em cada ser criado.
SOU LIVRE quando não acredito no impossível.
SOU LIVRE se a minha única lei é o AMOR.
SOU LIVRE quando me sei dar a todos sem exigir possuí-los.
SOU LIVRE sempre que defendo com convicção e risco a liberdade dos outros
SOU LIVRE quando, sendo rico, continuo a preferir a minha liberdade, ao dinheiro dos outros.
SOU LIVRE quando creio que Deus é maior que o meu pecado.
SOU LIVRE quando sinto vergonha da escravidão do meu próximo.
SOU LIVRE se apenas a verdade me pode fazer mudar de rumo.
SOU LIVRE enquanto houver no mundo uma pessoa que me ame.
SOU LIVRE quando sou esbofeteado por defender que a liberdade é Deus e que Deus condena quem calca ou abusa da liberdade, mesmo que seja só de um homem.
SOU LIVRE enquanto não me resignar a não o ser.
SOU LIVRE se gosto de SER LIVRE.

Adaptação do Livro “O Deus em quem não creio” de Juan Arias.


M.A.

16/08/08

SAUDADE... de quem parte, ou de quem fica????

Lucília Ventura - Fora de Sítio - Exposição de Arte Pública

Esta escultura encontra-se na Praça da Liberdade, mas há mais pela cidade.....

Poderá ainda visitar:
Exposição de Artistas plásticos portugueses radicados no estrangeiro.Local: Edifício Távora (Praça da Liberdade
Viana do Castelo
Org.: Museu da Presidência da República

15/08/08

COLECCIONAR BORBOLETAS DECORATIVAS


Coleccionar um bater de asas, um pairar que é mágico, uma liberdade impossível de aprisionar…


A borboleta adquiriu ao longo dos tempos diversos significados simbólicos no seio de muitas culturas. É o caso da japonesa em que a graça e a ligeireza do esvoaçar são emblemas da mulher, ou da cultura azteca na qual a borboleta é símbolo da alma ou do sopro vital, pois, do mesmo modo que esta abandona a crisálida para voar, também o nosso espírito se liberta do corpo para ganhar o espaço infinito. Já para os mexicanos, a chegada das borboletas, que ocorre geralmente por volta do Dia dos Mortos, representa a visita do espírito dos antepassados.
Para muitos, o voo da borboleta representa, acima de tudo a vontade de romper o “casulo”, sentir o calor da liberdade e encarar aquilo que o destino nos reserva no espaço de tempo que nos é devido. Talvez essa seja a razão para tamanho encantamento que Patrícia Jerónimo revela ter por este insecto pintalgado de muitas cores.


Aos poucos e, quase sem querer, vai fazendo do seu quarto o que podemos apelidar de borboletário. Começou por adquirir borboletas de vários materiais como tecido, papel, madeira ou adornadas com brilhantes. Depois um ou outro artigo decorativo, porta retratos, almofadas, velas, mas também ganchos de cabelo ou pregadeiras – todos têm no borboletar o elemento comum. Os amigos e familiares descobriram-lhe a paixão e são eles os verdadeiros impulsionadores daquilo que se viria a transformar numa colecção.


Com um encolher de ombros afirma que já nem precisa de se esforçar na sua ampliação. As borboletas vêm parar-lhe às mãos em embrulhos alegres e vivos, mas que não chegam para encandear o brilho esvoaçante que se solta pelas prateleiras, pelo tecto, ou que vai pousar no candeeiro, talvez em busca da luz. Para Patrícia é como se a sua colecção lhe passasse uma mensagem diária: “ Vá lá, rebenta o teu casulo e revela a força das tuas asas ao dia que agora amanhece”. Uma colecção que a alegra, que lhe enche o quarto de cor – a cor da amizade que as suas borboletas lhe trazem à memória, lembrando o rosto de quantos lhe oferecem um breve bater de asas.

(Excerto de um artigo da Revista do Club do Coleccionador)

M.A.

Calceteiros - Lisboa

Profissões imortalizadas através da escultura

fc

14/08/08

O Linho ( 1 )



O linho é uma planta herbácea que chega a atingir um metro de altura e pertence à família das lináceas. Abrange um certo número de subespécies, integradas por botânicos com o nome de Linum usitatissimum L.. Compõe-se basicamente de uma substância fibrosa, da qual se extraem as fibras longas para a fabricação de tecidos e de uma substância lenhosa. Produz sementes oleaginosas e a sua farinha é utilizada para cataplasmas de papas, usada para fins medicinais.

Não se conhece a data e o local em que o homem utilizou pela primeira vez as fibras flexíveis do linho para confeccionar tecido, nem quando a planta começou a ser cultivada. Desde 2500 anos a.C. o linho era cultivado no Egito, e o Livro de Moisés refere-se à perda de uma colheita de linho como uma “praga” ou desgraça, tal a sua importância na vida das populações. O linho vem também mencionado no Antigo Testamento. As cortinas e o Véu do Tabernáculo e as Vestes de Arão como oficiante eram em “linho fino retorcido”. A túnica de Cristo era de linho sem costuras.

A planta aparece, posteriormente, em certas regiões da Grécia Continental – onde o linho foi igualmente um dos mais importantes têxteis. No território que viria a ser Portugal, o cultivo do linho e a sua utilização têxtil provêm dos tempos pré-históricos. Em certas jazidas da província de Almeria que remontam a 2500 a.C. , encontraram cápsulas de linhaça, e numa “sepultura”, situada numa propriedade particular junto das Caldas de Monchique, no Algarve(Portugal), considerada da 1ª fase do bronze mediterrâneo peninsular, recolheu-se um pequeno farrapo de linho (2500 a.C.). Estes fatos não só provam que o linho era já então cultivado e utilizado, mas indicam, pela perfeição do seu fabrico, um longo desenvolvimento anterior.

Voltarei a este tema em breve!
fc

13/08/08

RIBEIRA DO PORTO


(Clique para ampliar)

Para quem goste do Porto e até, eventualmente, se sinta saudoso de tanto que ele tem de bonito, aqui deixo duas fotos tiradas na Ribeira numa manhã cheia de luz. Se alguém ainda não conhece talvez sirvam de incentivo a uma visita.

M.A.

12/08/08

O PRIMEIRO SELO DE CORTIÇA, DO MUNDO

(Clique na foto para ampliar)


Quem diz cortiça, diz Portugal, líder mundial na produção, transformação e investigação da casca do sobreiro. O selo, por sua vez, é uma expressão gráfica dos bens patrimoniais do país, consequentemente, é com toda a propriedade que os correios lançaram a primeira peça filatélica de cortiça.
A emissão de um selo de cortiça poderá parecer uma ideia um tanto ou quanto extravagante e pouco viável. Mas, quando se vê o produto final fica-se surpreendido com a “normalidade” deste selo original. O que só vem comprovar as qualidades desta matéria natural, reciclável e biodegradável que se obtém do Quercus suber L.. De facto, a sua “pele”, por baixo de uma “epiderme” de aspecto lenhoso e rude, proporciona um produto que, como o papel, é agradável ao tacto, leve e pode ser mais ou menos espesso. Além disso é compressível, elástico, impermeável, e líquidos e a gases, excelente isolante térmico, acústico, não vibrátil e resistente ao atrito. Com estas especificidades, a cortiça serve para múltiplas funções, que vão desde a construção civil à indústria aeronáutica e espacial.

Porém, o produto que vem logo à memória e que está universalmente divulgado é a rolha de cortiça. Quase se pode dizer que sem ela nunca conheceríamos os produtos vinícolas tal como eles são hoje. Como deixar envelhecer um vinho sem um artefacto tão vedante e barato como a rolha de cortiça? Foi precisamente a produção de vinho do Porto, nos socalcos do Douro que levou à instalação no distrito de Aveiro da indústria de transformação e comercialização da casca do sobreiro alentejano, onde o montado de sobro faz parte da identidade da região a sul do Tejo.

Anotem pois esta novidade filatélica, a emissão do primeiro selo de cortiça do mundo.

(Revista do Club do Coleccionador)

M.A.

Dia Internacional da Juventude

Actividades programadas pelo IPJ

11/08/08

Catavento - Albarraque


Reliquias......

10/08/08

FORTE DE S. JULIÃO DA BARRA (2)

(Clique na foto para a ampliar)

…Depois de ter visto a foto que a Fátima colocou ontem, lembrei-me desta tela. Em 1998, num dia um tanto sombrio, tintas e pincéis deram como resultado esta outra versão do Forte de S. Julião da Barra.

M.A.

Museu de Carros de Cavalos da Quinta da Bouça



Tudo começou com a oferta de uma charrete, dada ao médico Lopo de Carvalho por um seu avô; ele apaixonou-se por charretes, coches e demais utensílios ligados aos antecessores do automóvel e não mais parou de os coleccionar até à sua morte, ocorrida há poucos anos.

Agora, a viúva, que ficou com o espólio, decidiu dá-lo a conhecer aos visitantes, abrindo um museu dos coches em pleno Minho, com o nome de Museu de Carros de Cavalos da Quinta da Bouça.

Nele podem encontrar-se cerca de cinco dezenas de viaturas, a maioria do século XIX, que vão desde carros de passeio a charretes familiares, passando por veículos de caça e de transporte público.

No museu, sito em Santa Leocádia de Geraz do Lima, Viana do Castelo, estas preciosidades podem ser observadas aos sábados e domingos entre as 15h00 e as 19h00, bem como um interminável número de acessórios, que vão desde selins a arreios.

Quinta da Bouça - Santa Leocádia de Geraz do Lima

4990-670 MOREIRA DO LIMA

Telef: 258 731 162 / 967 315 308

Horário: Sábado e Domingo- 15h-19h

Visitas por grupos com marcação prévia

fc

09/08/08

Forte São Julião da Barra


São Julião da Barra

HOJE TEMOS UM PASSATEMPO


Hoje trago aos leitores um passatempo curioso que demonstra que o vosso cérebro consegue ler facilmente estas linhas em que as letras se misturam com números. Iniciem a leitura e instintivamente verão que há uma adaptação que permite, de imediato perceber todo o texto.
Mesmo de uma brincadeira se tratando, o texto não deixa de conter determinada filosofia de vida
Se acaso algum de vós sentir dificuldade, no final encontrará as letras que correspondem aos algarismos. Divirtam-se!



3M D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0


N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M


70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453


4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM


M0N73 D3 4R314 3 35PUM4. 4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0,


45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4,


R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0.


C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170


73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415


74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0


P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45


M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R! S0 0 QU3 P3RM4N3C3


3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0.

0 R3570 3 F3170 D3 4R314.

(A 4; B 8; E 3; I 1; S 5; T 7; Z 2.)

M.A.

08/08/08

Picheleiro

Picheleiro vem a ser o fabricante de pichéis; fabricante ou vendedor de obras de estanho; (Norte de Portugal) canalizador (encanador); soldador.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Picheleiro"´




E digam lá se este não é bem humorado.......??????


fc

07/08/08

MIGUEL ARROBAS - BAPTISTA PEREIRA


Miguel Arrobas conseguiu hoje atravessar o Canal da Mancha a nado em 9 horas e meia, conseguindo o melhor tempo do ano. A travessia consiste em percorrer os 34 quilómetros que separam a costa inglesa da francesa.O português juntou o seu nome à lista dos que já conseguiram a proeza de atravessar a nado as águas do Canal, repetindo o feito de Baptista Pereira em 1954, que era até hoje o único português a completar a travessia com êxito (1954 – 12h25m / 1959 – 13h12m).A prova iniciou-se durante a noite, às 3h58m, por indicações do piloto do barco de apoio, de forma a aproveitar as melhores condições, o que significou algumas horas de natação durante a noite e terminou às 13h28m, durando 9h30m.As regras obrigaram a que a travessia fosse individual, por isso, Arrobas não contou com a companhia de Nuno Vicente, colega de treino, que apenas deverá entrar no mar na próxima semana.
BAPTISTA PEREIRA



Baptista Pereira foi o primeiro e único português a conseguir atravessar a nado o Canal da Mancha. O histórico nadador de Alhandra alcançou o feito no dia 21 de Agosto de 1954, com um tempo próximo das doze horas. Cinco anos depois, a 27 de Agosto de 1959, o mítico nadador português voltou a repetir o feito, mas desta vez em 13 horas e 12 minutos.
Falecido em 1984, com 63 anos, Baptista Pereira deixou um legado no mundo da natação. Existe, na cidade de Lisboa, uma piscina municipal com o seu nome e todos os anos se disputa no Rio Tejo a Travessia Baptista Pereira, que vai este ano para a XXIV edição.

(Elementos colhidos na Net)

M.A.

06/08/08

"RIBEIRA NEGRA" de JÚLIO RESENDE

(Clique na foto para a ampliar)


Em 2007 realizou-se no edifício da Alfandega, no Porto uma exposição antológica do Mestre Júlio Resende, que completava então 90 anos de idade. Nesta altura, numa entrevista, falou-se na sua obra-prima “Ribeira Negra”, um gigantesco painel em tela com mais de 120 metros quadrados ( de largura cerca de 40 metros) datado de 1985, que retrata a vida na ribeira do Porto.
Foi a partir desta tela que se fez em 1986 o painel de azulejos que está colocado à saída do tabuleiro inferior da Ponte D. Luís, logo antes do Túnel do Grilo.
Entretanto, em 1994 Júlio Resende doou à autarquia local a tela que pintara e que ficou a partir de então guardada em caixotes num dos armazéns da Câmara, nunca mais aparecendo à luz do dia.
Ora, quando o assunto foi ventilado na tal entrevista em 2007, o pintor mostrou-se triste e, disse mesmo que, por princípio, nunca se arrependia de nada mas, neste caso, repensaria, pois, para tal destino, também ele teria encontrado, por si só, um local onde guardar aqueles caixotes.
Ainda bem que as suas sentidas palavras foram ouvidas e se gerou vontade de dar à obra local condigno onde o público pudesse aceder a vê-la. Ainda durante o período da exposição na Alfandega a tela “Ribeira Negra” foi colocada no hall do 1º andar, logo defronte do lanço de escadas. De novo o Mestre se manifestou, para dizer desta vez : “Isto nasceu aqui, se ficar nesta zona fico encantado!”
Em 3/11/2007 fui de propósito ao Porto para ver a exposição na Alfândega e também a tela de que falamos. Na altura, não foi possível fotografá-la porque a iluminação não estava ainda capaz. A foto que vos deixo é do painel de grés, de que falei também, que está na ribeira do Porto.

Ainda bem que tudo se conduziu desta forma para satisfação do pintor e de todos nós que o admiramos

M.A.

Matemática - desafio (solução)

Relativamente ao desafio lançado, aqui fica a resposta:

Seja x o número relativo aos 3 primeiros dígitos do telemóvel e y o número relativo aos 4 últimos dígitos.
A sequência de operações que mandam fazer é equivalente à expressão:

(80x+1)x 250+2y - 250
__________________
2


que, por sua vez, é equivalente a 10000x + y

Exemplo:
para o telemóvel 96 1234567 será:
x =123 e y =4567

Substituindo x e y, obtém-se o número 1234567!


O nosso agradecimento à Zé que nos facultou a solução do problema!
fc

05/08/08

O COMBOIO DE BELÉM


Não é o comboio da linha de Cascais, que passa mesmo ao lado, mas sim o da “linha” de Belém, com partida e chegada em frente aos Jerónimos. Tem duas carruagens e uma máquina, mas anda sobre rodas e não carris. Mesmo assim é um comboio. Curiosos, turistas e crianças em excursões escolares, são os passageiros mais frequentes. Geralmente as crianças gritam um pouco, talvez devido à excitação, mas o motorista, ou melhor, maquinista, que se chama Peixoto, espera pacientemente até que os ânimos se acalmem e os passageiros se instalem comodamente.


Por fim dá-se a partida. Peixoto põe a máquina a funcionar e arrancamos. Mais adiante, a simpática guia do comboio vai informando sobre o que nos rodeia, e assim ficamos a saber porquê que o Planetário tem o tecto em forma de cúpula ou que barcos estão no Museu da Marinha. Um pouco mais à frente, é a vez de contar os feitos e desvendar a identidade de um ilustre senhor que foi imortalizado numa estátua na Praça do Império. Sem darmos conta, passamos à porta do Palácio de Belém, a residência oficial do Presidente da República, ainda que do representante mais ilustre da nação e da sua gente, reste apenas a guarda de honra, marchando imperturbável em frente ao portão, sempre de uniformes militar, botas polidas e capacete de crina. Não é bem como no palácio de Buckingam, mas dá ares.Continuamos a subir até o museu de Etnografia, para nos embrenharmos pelas magníficas vivendas do Restelo, onde muitas embaixadas têm sede. Faz sentido. Normalmente os diplomatas têm bom gosto, e os Estados têm dinheiro para pagar a factura de se morar aqui. Mais uns minutos e para-se junto à capela da Ermida de São Jerónimo, construída na mesma época que o mosteiro, onde se fazem fotografias magníficas desde a barra de entrada do porto de Lisboa até à ponte sobre o Tejo. Voltamos ao comboio e começa a descida final, de regresso ao ponto de partida. O tempo passou depressa, mas lavaram-se bem as vistas.

(Excerto e fotos de “Belém, Lisboa Cultural”, de N’Dalo Rocha)

M.A.

04/08/08

Amigos especiais

Falemos hoje de amigos
que são muito especiais.
Nunca dirigem a palavra
mas sabem pela expressão
distinguir com clareza
entre o sim e o não!
São afáveis, companheiros,
dedicados e fiéis
são amigos, muito amigos
que expressam com o olhar
a alegria, a tristeza
e até a gratidão!


Quando parte um amigo
destes de que falamos,
há sempre muitas histórias
que ficam para contar
brincadeiras, diabruras
surpresas até mais não
muitas delas inocentes
que se alguém levou a mal
talvez não tenha razão
porque tudo era feito
com a melhor intenção!

De tanto se gostar
e de tão bem se querer
pode sempre acontecer
que por não se perceber
se esteja a magoar
com a pata, com os dentes
com uma simples asneira
tudo isto afinal
nao é mais que brincadeira!

Bolinhas

O Bolinhas ja repousa
foi um grande companheiro!
Figura sempre presente
em muitas actividades
sabia ficar atento
num sossego absoluto
e mesmo parecendo distante
não deixava em mãos alheias
o papel de comandante!
Viveu feliz no seu lar
brincou e fez brincar
era um grande perito
na arte de passear!

Nobel (mimando a sua neta)


O Nobel parte agora
deixa muitas recordações
nos pequenos, nos graúdos
em todos os corações....
Era dócil, ternurento
tinha os netos, tinha um lar
sabia rir e brincar
pular de contentamento
tudo muda de repente
a doença assim o quiz
a idade não perdoa
mas o Nobel foi feliz!


E para quem não sabia
que a escrita tudo abarca
fica a simples homenagem
com a rima de palavras
ao Bolinhas e ao Nobel
e a todos os quatro patas!

fc

03/08/08

SANTILLANA DEL MAR

(Pintura a óleo, 1998)
(Clique na foto para ampliar)
Santillana del Mar é uma povoação espanhola de 28,46 Klm quadrados e 4070 habitantes, situada na Cantábria, Espanha.
Quando ali entramos, a pé, uma vez que os carros são deixados num parque fora da vila, temos a sensação de regressar muito atrás no passado, já que tudo o que nos rodeia nada tem a ver com os hábitos da época actual. Como disse, não há circulação automóvel dentro da vila, até aos moradores é dada apenas permissão para levarem os veículos até às suas garagens.
A sua Igreja e Colegiata datam do Sec. XII e os seus edifícios vão desde o Sec.XIV ao Sec XVI. O próprio empedrado das ruas é composto por grandes lajes irregulares como se usava.
Encontram-se vários locais que vendem produtos caseiros rurais (pão, mel, compotas, licores, queijos, bolos, etc.) e até, costume que achei muito curioso, neles se pode pedir e beber um copo de leite saído há pouco da vaquinha!...
Em pleno centro da povoação deparamos mesmo com um característico e antigo bebedouro para os animais, de que vos deixo uma foto.

A outra foto é de uma varanda das muitas que vi enfeitadas com flores. Aliás as flores são mesmo uma constante, o que dá à terra um ar muito cuidado



Acreditem que é uma experiência única passear nestas ruelas e respirar aquele ambiente de antanho, mas, ao mesmo tempo, rodeados de gente bastante acolhedora.
É também aqui próximo que estão situadas as famosas Grutas de Altamira, onde existem várias pinturas rupestres que eu tive já ocasião de ver, há muitos anos. Desta última vez, em 1998, já se encontravam encerradas ao público.

Nota - A imagem que aparece a abrir o post é de um óleo que fiz de um dos bonitos recantos que encontrei em Santillana del Mar.

M.A.

02/08/08

PADRE HIMALAIA

(O Padre Himalaia em 1905)

Em 1904 um padre português espantou o mundo ao construir um gigantesco forno solar. O seu invento trouxe para Portugal o Grand Prix da Exposição Universal de St..Louis. Estados Unidos.

Chamavam-lhe padre Himalaia e era muito alto. A alcunha caia-lhe bem e o próprio não se importava com o tratamento. Tinham começado a chamar-lhe assim no seminário Conciliar de Braga, onde estudara. Para os colegas era uma manifestação de afecto. De tal maneira que o Padre Manuel António Gomes passou, ele próprio,, a assinar Manuel Gomes Himalaya. Com “y”, como se usava na altura. Nasceu a 9/12/1868 em Santiago de Cendufe, no concelho de Arcos de Valdevez. Filho de lavradores modestos estudou na aldeia do Souto, perto de casa. Prosseguiu depois os estudos no Seminário de Braga.
Já ordenado Padre iria desenvolver uma actividade intensa e variada, no ensino, como capelão e preceptor em Vila Real e depois, no Porto. Deslocou-se a Paris onde viveu algum tempo e depois aos Estados Unidos. Fez pesquisas sobre as propriedades curativas das águas e depois começou a estudar a possibilidade de aproveitar a energia solar.

(O Pyrheliophero montado na Exp. Universal
de St. Louis, EUA, em 1904
Os primeiros aparelhos construídos, conseguiram pouco mais do que ferver água – eram feitos modestos. Obtiveram depois 500º C. Aparelhos maiores conseguiram 1100º e, depois, 2000º. Eram temperaturas muito apreciáveis, mas, o inventor português queria ir mais longe.
O aparelho apresentado então na Feira de St..Louis conseguia obter 3500ºC, uma temperatura a que fundem metais e muitas rochas.
O Pyrheliophero, como lhe chamou, foi uma grande atracção na Feira. Conquistou o Grand Prix, duas medalhas de ouro e uma de prata. Foi um sucesso internacional. Mas… tudo ficou por aqui. A falta de meios não permitiu ao Padre Himalaya prosseguir as experiências na escala que desejava.
Acabou por regressar a Portugal em 1932 vindo a falecer, em Viana do Castelo, quase ignorado, em 1933, com 65 anos.

Excerto de um artigo do Professor de Matemática e Estatística do ISEG, Nuno Crato, autor de livros e artigos de divulgação científica.
Fotos publicadas no mesmo artigo.

M.A.



01/08/08

COLECCIONAR BONÉS


Adereço prático que nas últimas décadas se impôs como acessório indicativo de originalidade no estilo de vestir e imagem de marca para aqueles que o usam. Bonés há muitos…tantos que formam uma colecção.

Não é só por questão estética, factor que, na idade de Henrique Cassiano pouca relevância tem, mas o estilo pode ser tudo. O boné é como se fosse o seu símbolo e, é por isso, um adereço que não dispensa. Tomara ele poder usá-lo em qualquer ocasião por ser tão prático que nem precisa de alinhar o cabelo teimoso ou porque cai bem com tudo o que vista, faça chuva ou sol. Faz sempre parte da sua indumentária, mas o facto é que não sabe explicar, com exactidão, o porquê deste entusiasmo que o levou a uma colecção de já quase uma centena de peças. Talvez por ser um artigo ligado ao desporto, prática de que tanto gosta, mas não será a única justificação.
Guarda ainda os seus bonés de criança, de tamanho reduzido e enfeitados com bonecos mas, não sabe dizer qual foi o primeiro. Foi uma oferta dos pais afirma com convicção, até porque eles são os grandes responsáveis por esta pequena excentricidade.
Comprar bonés é quase um vício, mas, adquiridos por si são muito poucos, que a mesada é curta. Hoje em dia mantém apenas dois ou três para uso quotidiano e guarda todos os outros religiosamente. O jovem coleccionador não os quer ver estragados, empoeirados, descoloridos pelo uso, mas a arrumação de tantos bonés ameaça ser um problema estes acabam por estar dispersos pela casa, em prateleiras, gavetas, pendurados em todo o lado.
Henrique Cassiano tem bonés das mais variadas cores, de muitas marcas de vestuário, de entidades empresariais, de clubes desportivos, de quase todos os locais por onde passeia. O boné é, acima de tudo, uma recordação que gosta de preservar, pois a sua colecção traz-lhe à memória experiências , lugares, momentos especiais. E, afinal, quem não gosta de coleccionar bons momentos?

(Revista do Club do Coleccionador)

M.A.

A MAGIA DO VENTO - Atenção mais novos!


Todas as manhãs dos domingos de Verão, até 14 de Setembro, o Museu da Electricidade promove o atelier / oficina "A Magia do Vento", direccionada para os mais novos.

No início desta actividade os participantes são convidados a ouvir uma história à moda antiga sobre moinhos e o fabrico do pão.

Um dos objectivos do início desta acção é estimular a imaginação e a compreensão da narrativa sem o suporte visual mas com pequenos artefactos que os fazem sonhar e que servem de interacção entre o contador de histórias e o público.

No final da história, e depois de os participantes terem compreendido a importância da força do vento para gerar trabalho, são desafiados a construir o seu próprio moinho de vento, que levarão posteriormente para casa.

Esta actividade pode ser realizada com jovens com idades compreendidas entre os 4 e os 10 anos.

(Elementos retirados da Net)

M.A.

UMA JANELA ALGARVIA

(Clique na foto para a ampliar)



Em Agosto de 1997 fotografei esta bonita janela em Vila Real de Santo António. Será que a casa ainda existe hoje ou já terá dado lugar a um bloco de apartamentos?
Reparem no remate rendilhado que se vê no cimo, tão característico da zona e, também, no friso de azulejos.
Lembrei-me também que, possivelmente, a Maluda gostaria de a ter pintado, enriquecendo, com mais esta, a sua colecção de janelas!

M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

Localização

Localização
Localização