Como tudo começou

08/07/08

BELGAIS E MARIA JOÃO PIRES


Belgais é uma pequena, pequena aldeia no concelho de Castelo Branco, já muito perto da fronteira. Um dia, Maria João Pires, vocês sabem, a grande pianista portuguesa, uma das melhores do mundo (para muita gente Portugal só é conhecido por causa do Figo...), passou ali, por acaso, e viu aquela grande casa no meio da grande quinta, à venda. Teve um sonho. Ah, fazer ali um conservatório de música, um centro de estudos e encontros de professores e artistas...
O sonho manteve-se. Na altura, lembrou-se Maria João Pires, podia-se desde logo ali fazer um estúdio de gravação...
Foram lá os técnicos da marca para quem Maria João trabalhava e verificaram que se obtinha um som maravilhoso. A pianista estava fascinada com o profundo silêncio das noites de Belgais. A sua inspiração e capacidade de trabalho aumentaram, como se tivesse descoberto a sua alma.
Pois sim. O pior foi quando começaram as gravações e tiveram de as prolongar pela noite adiante. No ribeiro que atravessava a quinta, as rãs ficavam apaixonadas pela música de Maria João, coaxavam em coro para as estrelas, nunca na vida se tinham sentido tão inspiradas...
O problema é que, na gravação, a música de Chopin se misturava com a música das rãs e, francamente, não saía melhorada. Maria João riu a bom rir quando ouviu aquilo. Mas que fazer? Ver-se-ia outra vez obrigada a gravar em Lisboa, com o que os seus nervos não se davam bem?
Então, uma camponesa da quinta achou o remédio. De noite, quando as gravações iam começar, agarrava numa vara e punha-se a remexer nas margens do ribeiro, e durante pelo menos duas horas havia o precioso silêncio de que a Maria João precisava.
Dentro de pouco tempo os CD de Maria João Pires começaram a correr mundo com a indicação: «Gravado em Belgais.» E aí tivemos mais uma aldeia célebre...
Belgais. O silêncio da noite profunda. As rãs caladas para não perturbarem a artista. As estrelas, essas, devem ter continuado a cantar aquela melodia absoluta que não dava problemas à alma de Maria João Pires. Antes pelo contrário.

Nota - Este, foi um episódio narrado por Mário Castrim (Jornalista, Escritor e Crítico Televisivo) em 2000. Achei-o curioso e trouxe-o para os nossos leitores se deliciarem também com ele. Espero que tenham gostado.

M.A.

07/07/08

MARIDOS CUCOS - JÚLIO DANTAS


Este senhor que vos apresento nesta foto de 1902, nasceu em Lagos, em 19 de Maio de 1876 e morreu em Lisboa em 25 de Maio de 1962. Foi um médico, poeta, jornalista, político, diplomata e dramaturgo português. É dele, por exemplo, a autoria da belíssima e famosa peça de teatro “ A Ceia dos Cardeais” que é, sem dúvida, um dos clássicos do teatro português. Foi justamente do libreto, da época, desta peça, que extraí a foto que mostro.
Um dia falaremos com mais pormenor de Júlio Dantas.
Hoje, é minha intenção apenas, neste princípio de semana, deixar os meus leitores com um sorriso nos lábios com o bom humor de algo que ele publicou sob o mesmo título que dei a este apontamento. É afinal um tema que se mantém actual e, quanto a mim, a graça estará principalmente nos termos que, à época, eram usados. Divirtam-se pois e procurem o livro onde isto vem publicado e que eu menciono abaixo. Verão que terão uma leitura muito curiosa para as vossas férias.

“ O cuco é uma ave que tem o mau costume de por os ovos no ninho dos outros. Por antítese, o Sec.XVIII chamou “cuco” ao marido que deixava entrar os outros no ninho dele.
Havia, segundo os papeis dos conventos e das mercuriais do tempo, muitas espécies de “cucos”
Cuco, em geral era o marido de uma mulher infiel
Ante-cuco o homem casado com mulher que foi de outro antes do casamento, mas que se portava bem depois de casada.
Recuco, o marido de mulher que fora de outro, ou de outros antes do casamento e que continuava a portar-se mal depois de casada.
Chischismelro, o marido que sabia das infidelidades da companheira e não se importava com isso.
Ribeirinho, o marido consentidor, que aínda por cima recebia e obsequiava os amantes da mulher.
Finalmente, Assombrado, era o marido que estivera para ser cuco por um triz mas que o não chegara a ser por milagre.
Desde as salas do Paço até às vielas da Madragoa, desde as casas solarengas até às hortas do Ducado, a Lisboa fidalga do Sec XVIII transbordou de cucos e recucos, de chischismelros e de ribeirinhos, de ante-cucos e de assmbrados. Foram tantas, entre nós, as intrigas amorosas, tantos os maridos infelizes e tão frequentes os escárneos públicos a que eles estavam sujeitos, que as circunstâncias aconselharam a publicação do alvará de 26 de Setembro de 1769 e obrigaram o Marquês de Pombal a mandar proibir, sob pena de Aljube, por outro alvará célebre, que se permitisse na brincadeira de mau gosto de andar a dependurar chavelhos, de noite, pelas portas de toda a gente”

Do livro - O AMOR EM PORTUGAL NO SEC.XVIII

M.A.

06/07/08

IGREJA ROMÂNICA DE S. MARTINHO DE CEDOFEITA - PORTO

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Há já bastante tempo que era minha intenção ir ver de novo esta Igreja onde me lembro ter estado, ainda criança, no casamento de um familiar. Proporcionou-se então há dias essa oportunidade e é dessa visita que vos falarei hoje. Este templo de proporções bastante pequenas, quase passa despercebido a quem passe, um pouco distraído, pelo Largo do Priorado. Rodeiam-no algumas árvores , há um ou dois bancos para descansar e as pombas vêem-se por ali às dezenas.












Após ter feito fotos no exterior desejei entrar no templo. Encontrava-se encerrado e as primeiras informações, colhidas de transeuntes foram inconclusivas. Mas, a verdade é que não somos de desistir às primeiras e após algumas perguntas mais, alguém nos “soprou ao ouvido” que na secretaria da Igreja nova, ali ao lado (que por acaso estava também fechada) se tocássemos três vezes à campainha alguém nos apareceria. Assim aconteceu, meus amigos e, depois de explicarmos o interesse que nos levara alí, pouco depois, a Igreja estava a ser aberta só para nós.

Esta é uma Igreja rodeada de muitas lendas e mistérios. Nos primórdios do Sec.VI este templo servia de refúgio ou ermida aos peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela. É a Igreja mais antiga do Porto, sendo caracterizada como pequena, de puro estilo românico rural.
De arquitectura simples, tem na fachada principal um portal formado por um conjunto de três molduras de arquivoltas com capiteis lavrados com animais e aves. Sobre o portal abre-se uma janela com arco pleno, sustentada por duas colunas.
Na parte lateral sul existe outro portal, contendo este duas arquivoltas e quatro colunas, cujos capiteis foram lavrados com aves e flores. No lateral norte o portal é igual, no entanto não contém ábacos nos capiteis mas o tímpano foi decorado com o “Agnus Dei”, circunscrito por uma rosácea, adornando o cordeiro pascal gravado na pedra.












O interior é constituído por uma única nave coberta por uma abóboda assente em três grandes e encorporados arcos, é iluminado por uma rosácea quadrilobada, situada sobre o arco do cruzeiro, por quatro frestas colocadas de cada lado e pela janela da frntaria
A capela mor é rectangular, completando a empena uma cruz de malta assente sobre duas cabeças. Nela existem arcadas cegas,quatro de cada lado e três na cabeceira.
É como vêem de arquitectura muito simples e os vários motivos que aparecem toscamente cinzelados no granito muito simples também, bem com mais uma inscrição na parede, “Jesus Maria e Martinho”
Neste momento a Igreja apenas abre para uma ou outra cerimónia especial, mas, se por ali passar aconselho que siga o meu exemplo e não se arrependerá.

M.A.

05/07/08

6 Julho - Parque dos Poetas - Oeiras

O nosso amigo e artista Miguel Felix (papá deste blog) vai estar no próximo Domingo dia 6/07 no Parque dos Poetas a pintar um berço destes ao vivo!
Procurem-no no Stand 28.

Apareçam por lá!

04/07/08

Exposição Finalistas SNBA 2007/2008


De 29 de Junho a 26 de Julho de 2008


Exposição de final de ano lectivo 2007/08 dos cursos de Pintura e Intervenção Plástica da S.N.B.A. no Palacete da Quinta Nova da Assunção em Belas.

Largo da Igreja de Belas
Edifício cor-de-rosa
2605 Belas
Tel. 21 923 61 10
Terça a sábado das 13h00 às 19h00.

Encerra: domingos, segundas e feriados

RAINHA SANTA ISABEL

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Hoje 4 de Julho é o dia dedicado à memória da nossa Rainha D. Isabel de Aragão, mulher de D.Dinis, mais conhecida por Rainha Santa.
D. Isabel nasceu em Saragoça (?) cerca de 1270 e faleceu em Estremoz a 4 de Julho de 1336. Filha dos reis de Aragão, casou com D. Dinis em Trancoso a 26 de Junho de 1282. Tinha o rei português sido recomendado em 1280 ao rei de Aragão, por Filipe III de França, interessado em apaziguar os reinos de França e da Península Ibérica, desavindos uns com os outros. Esta rainha mediou o conflito entre D. Dinis e o infante D. Afonso (1287 e 1299) e entre Jaime II de Aragão e Fernando IV de Castela (!300 e 1304). Ajudou na fundação de conventos, fundou o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra e o Hospital dos Inocentes em Santarém. Devotada à prática incessante de obras de misericórdia, já em vida o povo lhe chamava “Rainha Santa”. É conhecido de todos nós o episódio de o pão e outras dádivas que levava no regaço se terem transformado em rosas quando D. Dinis a interpelou no seu caminho até junto dos pobres. Viúva em 1325, sabe-se que doou todos os seus bens a obras de caridade, vestiu o hábito de clarissa e passou a viver junto ao seu mosteiro de Coimbra. É lá também que se encontra sepultada.
Faleceu quando ia tentar mediar o conflito entre D. Afonso IV de Portugal, seu filho e Afonso XI de Castela, seu neto.
Canonizada em 1625, a sua memória litúrgica celebra-se, como dissemos na abertura deste apontamento, a 4 de Julho.
Lembremos pois esta nossa Rainha que marcou, quer no aspecto social, quer em intervenções políticas, uma posição relevante na História de Portugal.
A foto que mostramos apresenta a Rainha Santa Isabel num quadro talvez pouco divulgado. Ela está em traje da corte e mostra nas suas mãos algumas rosas. Trata-se de um óleo de Francisco de Zurbarán e podemos ver este quadro no Museu do Prado, em Madrid.

( Alguns elementos e foto encontrados em “Reis e Rainhas de Portugal” de Manuel de Sousa.)

M.A.

Alice no País das Maravilhas

Alice's Adventures in Wonderland (frequentemente abreviado para "Alice in Wonderland"), é a obra mais conhecida de Lewis Carroll é considerada um clássico da literatura inglesa. O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho e vai parar a um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas.

O livro faz brincadeiras e enigmas lógicos, o que contribuíu para a sua popularidade. Carroll também faz alusões a poemas da era vitoriana e a alguns de seus conhecidos, o que torna a obra mais difícil de ser compreendida por leitores contemporâneos.

Origem do livro

A história de Alice surge em 1862, quando Charles Lutwidge Dodson fazia um passeio de barco no rio Tâmisa com sua amiga Alice Pleasance Liddell (com 10 anos na época) e as suas duas irmãs. Lá, ele começou a contar uma história que deu origem à atual. A Alice do mundo real pediu-lhe que ele lhe escrevesse o conto.

Dodgson atendeu ao pedido e em 1864 ele presenteou-a com um manuscrito chamado Alice's Adventures Underground, ou As Aventuras de Alice debaixo da Terra. Mais tarde ele decidiu publicar o livro e mudou a versão original, aumentando de 18 mil palavras para 35 mil, notavelmente acrescentando as cenas do Gato de Cheshire e do Chapeleiro Louco (ou Chapeleiro Maluco).

A tiragem inicial de dois mil exemplares de 1865 foi removida das prateleiras, devido a reclamações do ilustrador John Tenniel sobre a qualidade da impressão. A segunda tiragem esgotou rapidamente, e a obra tornou-se um grande sucesso, tendo sido lida por Oscar Wilde e pela rainha Vitória. Foi traduzida para mais de 50 línguas.

Em 1998, a primeira impressão do livro (que fora rejeitada) foi leiloada por 1,5 milhão de dólares americanos.

Personagens

  • Alice - é a protagonista da história, e vai fazendo considerações à medida que a sua aventura prossegue.
  • Coelho Branco - é quem inicia a aventura, quando Alice o segue até a toca. Ele carrega um relógio e parece estar muito atrasado para alguma coisa.
  • Lebre de Março, Arganaz (ou Leirão e Dormidongo) e Chapeleiro Maluco, totalmente loucos (como todos os moradores do País das Maravilhas, segundo o Gato Risonho). Estão sempre a tomar chá, porque, segundo eles, o Chapeleiro discutiu com o tempo e são sempre 6hs da tarde para eles. O Chapeleiro aparentemente teve problemas com a Rainha ao tocar uma música na sua presença. O Arganaz está sempre a dormir, e ocasionalmente acorda durante alguns segundos.
  • Rei e Rainha de Copas - A Rainha vive a dar ordens aos seus criados (cartas de baralho) ordena que cortem a cabeça de todos os seus convidados, mas o Grifo disse que isso é apenas fantasia dela. Ela é raivosa e autoritária. O rei tem menos influência do que ela.
  • Duquesa - Muito feia. Concordava com tudo que Alice dizia e encontrava sempre a moral de cada coisa, embora raramente uma coisa tivesse relação com a outra.

03/07/08

Os Corvos - 5/07 - Dafundo

GATOS

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Quem tem um felino compreende o afecto que se cria quando se escolhe a sua companhia. Uma colecção cheia de personalidade e elegância, fazendo “justiça à notabilidade do gato.

Um coleccionador é um apaixonado pelas peças da sua colecção, que se tornam uma parte integrante da sua vida. Trata-as e orgulha-se delas. É o caso de Cândida de Almeida, uma afeiçoada por gatos, há cerca de 17 anos. A mãe ofereceu-lhe uma miniatura deste animal, de resina. Foi o início de uma colecção. “Sempre tive e convivi com gatos, gosto de observá-los e tornei-me estudiosa deste animal. Quanto mais aprendia mais me encantava”. Após o presente da primeira miniatura de gato, estava aguçado o seu gosto pela colecção e começou a adquirir várias e diferenciadas peças.

Possui centenas de gatos, guardados religiosamente em vitrines e prateleiras, na sua maioria miniaturas de porcelana e de vidro. Peças de prata, âmbar e cristal, grandes e pequenas, com uma ou mais utilidades, decorativas ou funcionais, recheiam a casa. O que quer que se refira a este carismático animal ou que o represente, Cândida de Almeida, guarda cuida e exibe. Livros, objectos e acessórios pessoais, tudo conta desde que tenha um “miau”. Cada uma das suas peças narra uma história ou fazem-na recordar quem a ofereceu ou onde a comprou

Parte dos seus gatos são trazidos das várias viagens que fez ou são recordações que amigos lhe trouxeram de visitas a outros países, logo representantes de várias culturas. “Muitos são belos e perfeitos, outros são engraçados e toscos”. Adquiridos em feiras nacionais e internacionais de artesanato, fabricados por mãos de diferentes origens, são artefactos de valor inestimável para a coleccionadora.

Cândida de Almeida recorda que durante a Expo 98 comprou várias peças. Mas a que lhe ficou na memória foi um gato de prata esmaltada e pintada à mão, oriundo da Índia. “A negociação do preço prolongou-se por três dias e, no final, após ter pago a peça em questão, presentearam-na com uma recompensa de oferta de outra peça típica pela excelente barganha”.
Mamífero fascinante e mítico, astuto e inteligente companheiro, traz na sua bagagem a postura de quem um dia foi adorado como um deus. No antigo Egipto, há cerca de 4.000 anos, foi domesticado e respeitado. Personificaram este animal através da criação de uma deusa: Bastet ou Bast. Esta divindade era representada com cabeça de gata e possuía um sistro (instrumento musical) e uma espécie de roca que simbolizavam a harmonia do mundo. Era a expressão do “calor fecundante do Sol”.
São inúmeras as histórias sobre os gatos. Ao longo dos tempos eles foram adorados, temidos e odiados, mas é inegável que despertam a curiosidade e o fascínio de todos.
“Um gato vive um pouco nas poltronas, no cimento ao sol, no telhado sob a lua. Vive também sobre a mesa do escritório e o salto preciso que ele dá para atingi-la é mais do que o impulso para a cultura. Livros e papeis, beneficiam-se com a sua presteza austera. Mais do que a coruja, o gato é o símbolo e guardião da vida intelectual”, conta Carlos Drummond de Andrade numa crónica do seu livro “Cadeira de Baloiço”.

Revista do Club do Coleccionador

M.A.

02/07/08

GRUTA DA PONTE DA LAGE

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Situada junto à margem esqª. da Ribeira da Lage, esta pequena gruta, com a forma de um corredor irregular e sinuoso, foi ocupada pelo homem durante largo tempo, desde o Paleolítico até à Idade do Ferre. As indústrias mais antigas aí recolhidas datam do Mustierense. Durante o Paleolítico Superior a gruta foi densamente ocupada, tendo-se encontrado várias indústrias, de que salientamos os materiais dos níveis solutrenses. Encontram-se aí também vestígios de enterramentos neolíticos, espólio com carácter Isticas da cultura campaniforme e cerâmicas das Idades di Bronze e Ferro. Os materiais encontram-se expostos no Museu dos Serviços Geológicos de Portugal.
Na povoação de Ponte da Lage junto à ponte sobre a Ribeira da Lage.Chega-se a este lugar através de um desvio na estrada Oeiras – Porto Salvo.


M.A.

01/07/08

AVEIRO E OS TÍPICOS OVOS MOLES

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Venho convidá-los a virem de novo até a Aveiro, desta vez para falarmos dos ovos moles que tanta fama possuem e que são realmente o doce mais típico desta zona.
Mas, para dar desde logo uma nota de cor, abro este apontamento com a a foto da proa de um dos bonitos barcos moliceiros que aínda por alí podemos ver. Posto isto falemos então do tema principal:
Trata-se de um doce regional, tradicional da pastelaria aveirense, cuja fórmula e método de produção original se deve às freiras dos vários conventos aqui existentes até ao século XIX - dominicanas, franciscanas a carmelitas. Extintos os conventos, o fabrico dos ovos moles manteve-se, graças a senhoras educadas pelas referidas freiras. Desde o início da linha de caminho de ferro Porto-Lisboa que é tradicional a sua venda durante a paragem dos comboios na estação de Aveiro, feita por mulheres usando trajes regionais.



A «massa de doce de ovos» é comercializada em barricas de madeira pintadas exteriormente com barcos moliceiros e outros motivos da Ria de Aveiro. Também se apresenta em tacinhas de cerâmica e ainda envolvida em hóstia (massa especial de farinha de trigo), moldada nas mais diversas formas de elementos marinhos, como ameijoas, peixes, bateiras, conchas e búzios, que são passados por uma calda de açúcar para os tornar opacos e dar mais consistência.
A massa do doce de ovos usada, embora consistente, é muito cremosa e obtida exclusivamente através de açúcar em ponto de cabelo feito com 0,500 Klg. de açúcar e 0,25 Lt. de água a que se juntam gemas, neste caso 29, de ovos muito frescos. Na sua confecção ao lume, não deve ser mexida em círculo (para não ficar estriada nem tirar o gosto aos ovos), mas aproximando e afastando a colher do operador. As gemas não se batem, apenas se cortam com uma faca, antes de juntar à calda, arrefecida. Está pronto quando, ao mexer, se vê o fundo da caçarola de cobre.
Nota-Elementos colhidos na Wikipédia e também consulta a uma receita centenária vinda de alguém natural da zona de Aveiro.

M.A.

Dálio Calado - Da Cruz Quebrada para a Ribalta....

Este jovem que nos é muito próximo, está a fazer um enorme sucesso em Nova Iorque.

Desde já os nossos parabéns, e votos das maiores felicidades nesta promissora carreira!




..."Algumas misturas surpreendem: "O The Merry Christi é feito com chocolate instantâneo. Mas o meu segredo é a fruta sempre fresca, marcas de qualidade e uma mistura com base de limão que aprendi a fazer em Cuba"...
fc

30/06/08

AVEIRO E AS SUAS ENGUIAS


Falar de Aveiro e da sua Ria, bem como de toda aquela zona envolvente ( Ílhavo, Murtosa, Estarreja, Ovar), no que toca à gastronomia, sem referir as enguias, é quase como ir a Roma e não ver o Papa. São muitas as receitas de cozinhados que se fazem com elas, mas, as mais tradicionais, são sem dúvida, em caldeirada, fritas ou em molho de escabeche. Refiro que o escabeche de enguias, já industrializado, viaja hoje para várias zonas do país e estrangeiro, acondicionado nas típicas barricas, quantas vezes para matar a saudade de gente aqui nascida e que teve que emigrar em busca de melhor vida.
Também muita gente já comeu a característica caldeirada e dela ficou com boas recordações. Pois bem, a estes que gostarão de a repetir e aos outros que ainda não tiveram oportunidade de a provar no local, darei a possibilidade de irem até à cozinha experimentar a receita que deixo a seguir.
Trata-se de uma receita antiga e vai tal qual a encontrei escrita. Aviso que terão mesmo que fazer a conversão de “$” para “€” e, também, calcular a relação preço/quantidade do ingrediente mencionado!…


CALDEIRADA DE ENGUIAS À PESCADOR

1,5 Kg de batatas / 2 dúzias de enguias / 1$00 de unto de pão / 1 tomate / salsa q.b. / 1 folha de louro / 2 cebolas / 2 colheres das de chá de pó de enguias / 1 ramo de hortelã / vinagre q.b. / pimenta q.b. / 1,5 decl. de azeite e 2 dentes de alho.

Põe-se um tacho no lume com água, azeite, cebola às rodelas, tomate, salsa, hortelã, pimenta, louro, unto de pão, batatas às rodelas, sal e as enguias, já amanhadas. Quando estiver cozido,(verifica-se carregando na parte mais grossa das enguias, com dois dedos), tira-se o unto de pão, para uma malga, miga-se com um pouco de sal, juntando-o novamente no tacho.
Para uma terrina, cortam-se bocados de pão, sendo melhor o da véspera e, em cima deste, põe-se o molho das enguias. Deste modo fica feita a sopa.
Colocam-se depois as batatas e as enguias numa travessa e, em cima entorna-se o molho que é preparado da seguinte forma: _Numa malga deitam-se 2 conchas de caldo, vinagre, sal e alhos cortados em bocadinhos. Mexe-se tudo e entorna-se por cima das enguias.

P.S.- “Unto de pão”é gordura da barriga do porco colocada no sal durante uns dias. “Pó de enguias” é açafrão da Índia.

M.A.

29/06/08

ADUFE-INSTRUMENTO DE PERCUSSÃO



Instrumento musical português. É um pandeiro bimembranofone quadrangular. No seu interior são colocadas sementes ou pequenas soalhas a fim de enriquecer a sonoridade. Os lados do caixilho medem aproximadamente 45 centímetros. O adufe é segurado pelos polegares de ambas as mãos e pelo indicador da mão direita, deixando deste modo os outros dedos livres para percutir o instrumento.


Foi introduzido pelos árabes na península Ibérica entre os séculos VIII e XII. Hoje, encontra-se essencialmente concentrado no centro-leste de Portugal (distrito de Castelo Branco), onde é executado exclusivamente por mulheres, acompanhando o canto sobretudo por ocasião das festas e romarias. Na região de Trás-os-Montes, o adufe tem a designação de pandeiro.

Na tradição oral, nomeadamente nos versos de algumas canções que são acompanhadas pelo adufe, é referida a madeira do instrumento como sendo de "pau de laranjeira". Esta referência, de certo simbólica pela ligação entre a flor de laranjeira e o matrimónio, é reforçada por outra particularidade da construção do instrumento que refere ser a pele de uma das membranas de um animal macho e a outra de um animal fêmea. Dizem as tocadoras de adufe que a razão de ser desta diversidade se traduz na harmonia do instrumento e na maneira como ele soa.


Este testemunho dá pistas para a iconografia mágica ligada ao instrumento, à sua construção e mesmo à sua utilização, que tradicionalmente era reservada a executantes femininos. Também a sua forma quadrada, ao tornar mais difícil a manutenção da pele esticada, levanta questões sobre o carácter simbólico do instrumento e acentua a sua particularidade face ao "bendir" árabe ou ao "bodrum" seu congénere céltico.


Nota- Pesquisa feita na Net.


M.A.

Embarcações tradicionais do Rio Tejo - BATEL


Embarcação do princípio do século e típica do Tejo, de convés corrido, proa dentada e popa inclinada onde fixava um leme de charolo. Umas espadelas laterais ajudavam nas manobras. O mastro, acentuadamente inclinado para vante, armava um grande latino bastardo. Possuía também um pequno estai amurado num gurupés. Era normalmente usado na pesca e no transporte de pessoas e carga entre as duas margens do rio.

28/06/08

MALUDA E OS SEUS QUIOSQUES DE LISBOA

“Vim do Oriente, onde nasce a luz; passei por África, onde aprendi a amar a vida; cheguei à Europa, onde estudei pintura na cidade das luzes; depois fixei-me em Lisboa. Gradualmente refiz o percurso labiríntico em direcção à luz. Cada passo revela, à sua maneira, esse jogo de sombras e de luz que é a vida e a morte, a sabedoria e a ignorância. Eu pinto. É uma aventura que não troco por nenhuma outra.”MaludaRevista Galeria de Arte, nº 5, Julho/Agosto de 1996in, Maluda

Por sugestão da Fátima, aqui ficam os quiosques que Maluda ( Maria de Lourdes Ribeiro) pintou, reproduzidos numa emissão de selos. As palavras que abrem este apontamento foram escritas pela própria Pintora. São como que uma apresentação sua, bastante sucinta, mas nestas poucas palavras, já nos diz muito a seu respeito. Ela nasceu em Pangin, Índia em 1935 e morreu em Lx., apenas com 64 anos, em 1999. Voltaremos, qualquer dia, para falar desta Pintora e sua obra, com mais pormenor. M.A.

Selos Quiosques de Lisboa, 1985














Quiosque da Calçada R. dos Santos (verde)
Quiosque do Tivoli (vermelho)












Quiosque do Porto de Lisboa (branco)
Quiosque Rua da Artilharia I (azul)


O selo Quiosque do Tivoli (vermelho) venceu o prémio”Melhor Selo em Offset” atribuído pelo Government Postage Stamp Printers’ Conference, que decorreu de 14 a 16 de Setembro de 1987, em Washington (Estados Unidos).
Reproduções offset foram feitas a partir de originais em gouache.Foram feitas serigrafias de cada um dos quiosques e um baralho de cartas, numa edição dos CTT.

(NOTA - Elementos recolhidos na Net)

Embarcações tradicionais do Rio Tejo - FRAGATA

É com certeza a embarcação mais emblemática do rio Tejo. Embarcação de certo porte, bojudo e pesado, media entre 20 e 25 metros de comprimento. Armava estai e vela grande de carangueja içada junto ao mastro com acentuada inclinação para ré. Tinha duas câmaras, uma à proa e outra à ré, decoradas nas anteparas.
Um pequeno bote era levado a reboque o qual servia para rebocar a fragata à força de remos nos momentos de calmaria. A sua tripulação era apenas de três homens.
fc

27/06/08

Embarcações tradicionais do Rio Tejo - CANOA CACILHEIRA


Embarcação muito semelhante à fragata mas de menor porte e dimensões. A sua função principal era o transporte de cargas e o transbordo de mercadorias entre navios ancorados ao largo e terra. Armava uma vela de carangueja e uma vela de estai amurada numa vara com funções de gurupés. Media entre 11 e 12 metros de comprimento.

26/06/08

UM NOVO ORIGAMI-CABEÇAS DE RAPOSA


De novo à conversa com os nossos leitores mais novos para mais um origami. Como já dei a explicação desta palavra anteriormente, não a repetirei. Procurem, por favor, o post anterior de 16/5.
Hoje, até porque já muitos estão em férias, convido-vos a fazerem estas giras cabeças de raposa para brincarem aos teatros com os vossos amiguinhos. Não são nada difíceis de fazer, mas, se for preciso, um familiar mais velho dá uma ajuda. Basta olharem para os desenhos e irem seguindo as dobragens que são indicadas. Escolham papeis de cores diferentes para o vosso trabalho ficar ainda mais alegre. Mãos à obra.

Como fazer:
1- Por cada cabeça, dobrem a folha de papel de acordo com os passos de 1 a 8.
2- As dobragens 5 e 6 fazem-se de um e outro lado.
3- Ao abrirem o trabalho de acordo com o passo 7 fica um chapéu de barco.
4- Abram esse chapéu e pressionem ao longo do centro transversal, fazendo cair um canto sobre o outro canto, resultando numa boca.(passo 8).
5- Colem então os olhinhos de plástico. (Vendem-se nas lojas de artes decorativas).

Então amigos? Resultou ou não? Tenho a certeza que sim?
Até qualquer dia!...

M.A.

«TOM E HUCK», ao ar livre, no Jardim Botânico da Ajuda.


Como uma forte vertente ambiental o espectáculo está considerado dentro das comemorações oficiais do Ano Internacional do Planeta Terra – que decorre entre 2007 e 2009 e tem o apoio institucional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e da União Internacional das Ciências Geológicas (IUGS).


Até 13 de Julho, aos Sábados, Domingos e feriados ou durante a semana para grupos cá estaremos para vos receber. Informações e Reservas pelo 214531277 ou 917616954.

Animarte

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O Flautista de Hamelin


A mais antiga figura que ilustra o conto

E um conto tradicional, reescrito pela primeira vez pelos Irmãos Grimm e que narra um desastre fora de comum na cidade de Hamelin, na Alemanha, em 26 de junho de 1284.
Em 1284, a cidade de Hamelin sofria com uma infestação de ratos. Um dia, chega à cidade um homem que reivindica ser um "caçador de ratos" dizendo ter a solução para o problema. Prometeram-lhe um bom pagamento em troca dos ratos - uma moeda pela cabeça de cada um. O homem aceitou o acordo, pegou numa flauta e hipnotizou os ratos, afogando-os no Rio Weser.

O flautista de Hamelin (ilustração de Kate Greenaway)

Apesar de obter sucesso, o povo da cidade não cumpriu a promessa feita e recusado-se a pagar ao "caçador de ratos", afirmando que ele não tinha apresentado as cabeças. O homem deixou a cidade, mas voltou várias semanas depois e, enquanto os habitantes estavam na igreja, tocou novamente a sua flauta, atraindo desta vez as crianças de Hamelin. Cento e trinta meninos e meninas seguiram-no para fora da cidade, onde foram enfeitiçados e trancados numa caverna. Na cidade, só ficaram seus opulentos habitantes com os seus celeiros repletos e dispensas bem cheias, protegidas pelas suas sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza.

E foi isso que sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança.

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TU ÉS PEDRO E SOBRE TI EDIFICAREI A MINHA IGREJA


Diz-nos a história chegada até nós que S. Pedro foi o escolhido do Senhor para continuar a sua doutrina e fundar a sua Igreja, conjuntamente com S. Paulo.
O conhecimento de ambos fez-se num dia que Cristo tinha, reunida em Cafarnaum, uma multidão a quem iria falar e pediu a Pedro, que era pescador, que emprestasse uma das suas barcas, para, dentro dela, e um pouco mais afastado da praia, assim O poderem ouvir melhor. Depois, dado que os pescadores se lamentavam do pouco peixe que tinham apanhado nesse dia, Jesus mandou que deitassem de novo as redes e a pesca foi tão abundante que, Pedro, cheio de espanto e humildade, apercebendo-se que estava perante um ser superior logo se prostrou por terra e disse ser indigno de estar junto Dele. Julga-se ter sido esta a ocasião em que Jesus o convidou para ir consigo e passar a “ser pescador de homens”.O seu nome de Baptismo que era Simão foi também modificado para Pedro. É bastante conhecida também a frase com que Jesus lhe explicou o que esperava dele:_”Tu és Pedro e sobre ti edificarei a minha igreja.”

Efectivamente Pedro seguiu o Senhor e ficou mesmo considerado na História como o Príncipe dos Apóstolos. Exerceu episcopado em Antioquia e foi depois para Roma como seu primeiro Bispo. Aí esteve, até ser expulso com os cristãos e judeus pelo Imperador Cláudio. Os tempos eram muito conturbados e, ele, depois de passar por várias vicissitudes acaba como mártir no dia 13 de Outubro do ano 64 d.C , data de uma inscrição encontrada em escavações, iniciadas pelos anos 50, sob a Basílica do Vaticano. Acabou crucificado, mas, a seu pedido, de cabeça para baixo por, uma vez mais se achar indigno, de partilhar morte semelhante à do seu Mestre.
Essas escavações acabaram por mostrar determinados restos mortais que se acreditou serem de Pedro e por isso, colocados num túmulo que se encontra, hoje, na Cripta da Basílica do Vaticano. Passou a ser esse o local de enterramento de muitos outros Papas da Igreja Católica
Ele aparece-nos representado nas Igrejas com uma figura de ancião , tendo geralmente nas mãos chaves que, dizem, servirão para abrir as portas do Céu aos que tiverem mérito para aí entrarem.

O povo também gosta de festejar o S. Pedro e, fá-lo no dia 29 de Junho. Que eu conheça, não há nenhum costume que caracterize especialmente esta festa, em relação às outras que já descrevi. Várias localidades do País cantam, bailam e petiscam as já tradicionais sardinhas e carnes, em honra do Santo . Aqui, nas redondezas, talvez seja de nomear as comemorações de Sintra que igualmente faz desse dia o seu Feriado Municipal. Os festejos são entre 20 e 29 de Junho, mais exactamente em S. Pedro de Penaferrim, umas das freguesias de Sintra, que escolheu este Santo como seu orago.
E pronto. Encerro hoje, com o S. Pedro, o trio dos Santos Populares.

M.A.

25/06/08

Jardim Botânico da Ajuda

Este jardim do tipo italiano com dois níveis, é um oásis no meio da ruidosa Belém. Possui 3,5 ha e é de acesso restrito (pago).

A entrada, por um portão verde num muro cor-de-rosa, passa despercebida. O jardim inclui árvores tropicais e sebeS geométricas em volta de canteiros de flores. As principais atracções são o dragoeiro com 400 anos, original da Madeira, e a grande fonte do século XVIII com serpentes, peixes alados, cavalos-marinhos, e figuras míticas. Existe também um grande terraço que oferece uma vista sobre o nível inferior do jardim.

HISTÓRIA DO JARDIM
Em Portugal, o jardim botânico mais antigo é o da Ajuda. A sua história remonta a 1755, depois do Terramoto de Lisboa, em que o rei D. José I transferiu a sua corte, dos arredores da capital, para a Ajuda. Este local foi escolhido por esta zona não ter sido afectada aquando do Terramoto. Em 1768, nasceu o Real Jardim Botânico. Domingos Vandelli foi o criador deste jardim, o qual transpôs para a capital Portuguesa o jardim botânico da sua cidade natal - Pádua. No entanto, Vandelli não iniciou os trabalhos de construção do jardim sózinho, mas contou com a preciosa ajuda de Júlio Mattiazi, o primeiro jardineiro de Horto Botânico de Pádua.

A construção deste jardim, que tinha apenas como objectivo proporcionar lazer à família real e educar os príncipes e netos do monarca, contava já nos finais do séc. XVIII uma valiosa colecção com cerca de 5000 espécies.

A primeira invasão francesa, em 1808, arrasa a maior parte das colecções do Real Jardim Botânico, comprometendo o plano expansionista do jardim. A reactivação do jardim só veio a acontecer com o regresso de D. João VI do Brasil e, com a proclamação da República, foi aberto ao público.

Em 1811, o professor da Universidade de Coimbra, Félix de Avelar Brotero, foi nomeado por D. João VI director do Real Museu e Jardim Botânico da Ajuda. A morte de Brotero, em 1828, trouxe à investigação botânica perdas irrecuperáveis. De tal modo que a investigação entrou em decadência. Assim os Jardins Botânicos de Coimbra e da Ajuda deixaram de ser devidamente cuidados, ficando num estado de degradação até meados do século XIX.

Em 1837, o Real Museu e o Jardim Botânico da Ajuda foram confiados à administração da Academia das Ciências de Lisboa. Em 1838, com a fundação da Escola Politécnica de Lisboa, o Jardim Botânico da Ajuda viria a deparar-se com novas perspectivas. A necessidade da Escola Politécnica ter um jardim botânico para o desenvolvimento do seu trabalho, levou a que neste ano o Jardim Botânico da Ajuda e o Real Museu fossem incorporados nesta instituição. Em 1918, foi colocado sob responsabilidade do Instituto Superior de Agronomia (ISA).

Saiba tudo sobre o Jardim, aqui


24/06/08

ONDAS DE CONTOS -Praia da Torre 27/06/2008


LUA, ESTRELAS E ESTÓRIAS DE ENCANTAR ANIMAM NOITE NA PRAIA

A Lua e as estrelas já marcaram lugar e prometeram assistir a mais uma “Onda de Contos” que envolverá gente de todas as gerações numa viajem pelas estórias que os contadores de serviço revelarem. O encontro está marcado para o dia 27 de Junho, às 21H00, na praia da Torre, em Oeiras.

Programa:

Apresentação do grupo de Capoeira Meia Lua Abada capoeira

Apresentação do grupo de Adolescentes “O Mercador de coisa nenhuma” – António Torrado

Representação da Bolsa de Contadores da BMO

António Gouveia – João e os Monstros Autoria do Próprio.
Helena Gravato – O Passeio do Senhor Calvino de Gonçalo M. Tavares
Antonella Gilardi – O Conserto do Avô de Stefano Benni
Ana Lage – Os Amantes. Conto tradicional do Tibete
Claudia Carvalho – Tia Clemência de Angeles Mastretta
Luisa Rebelo – O Infeliz noivo de Aurélia de Mark Twain
Sofia Maul- Cidade do Chiu Popular versão Maricuela
Joana Aguiar- O velho o Rapaz e o Burro Conto Tradicional Português

Novos Contadores formados este ano:

Margarida Vieira – “ A Girafa que come Estrelas” - José Eduardo Agualusa
Sandra Gonçalves –
Rita Vilela – O Lenço que Sonhava Ser Balão - Autoria da Própria
Paula Cristina Margato Guerra – O Unicórnio e o Desejo – Tim Bowley
Teresa OOm – As Preocupações do Billy - Anthony Browne.
Elisabete Nunes - A árvore das Dádivas - Shel Silverstein

Mais informações aqui

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23/06/08

Quiosques









Lisboa Porto

Um quiosque (do francês kiosque, derivado do turco köşk, do persa košk que significa pavilhão) é uma pequena construção aberta por todos os lados, geralmente de planta octogonal e erigida em lugares públicos.

Estruturalmente, um quiosque é composto pelas seguintes partes:

  • cúpula;
  • protecção, eventualmente completada por um toldo;
  • corpo;
  • balcão;
  • base.

Usualmente destina-se à venda de jornais, revistas, flores ou pode funcionar como bilheteira, posto de informação ou sanitários públicos.

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Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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