GIUSEPPE GHIARONIO vídeo que trazemos mostra máquinas de escrever que são já verdadeiras relíquias. Quando, hoje em dia, escrevemos no computador, dificilmente nos lembramos que, em tempos idos, para idêntica função, se utilizava um objecto destes!
Como curiosidade, vou contar-vos um episódio passado connosco e que, de certo modo, se relaciona com este assunto:
Tempo depois, porque se estavam a esgotar as cassetes da fita nela utilizada, procuramo-las em Lisboa, sem resultado. Pelo telefone continuamos o contacto com diversas firmas e, numa delas, o senhor que nos atendeu, após ouvir os dados da máquina e o que se pretendia, um tanto agastado, disse-nos:
«_Ora esta, como quer a srª comprar uma coisa para uma máquina que nem está ainda à venda em Portugal?»
Então, ao nosso jeito, respondemos-lhe: «_Talvez tenha razão mas, se me dá licença e isso o não incomoda… informo-o que tenho uma máquina dessas e, portanto, procuro cassetes para ela!»
A conversa mudou logo de tom. O homem tornou-se mais simpático e, foi é buscar todos os argumentos que tinha e. mais alguns ainda, para nos convencer a vender-lhe a dita máquina, porque já ouvira falar dela e tinha imensa vontade de possuir uma!...
Quando já imaginávamos ter que mandar vir de fora as ditas fitas houve, finalmente, a sorte de encontrar uma única embalagem (penso que de uma dúzia de cassetes), numa firma até bem próximo de nossa casa.
Alguém lhes fizera a encomenda, fora feita a importação e, depois, como não apareceram a levantá-la, veio então parar às minhas mãos.
que abaixo se transcreve.
MÁQUINA DE ESCREVER
Mãe, se eu morrer de um repentino mal,
Vende também meus óculos antigos
Vende , além das gravatas, do chapéu,
Vende meus olhos a um brechó qualquer
Mas poupa a minha amiga de horas mortas,
Bate rangendo, numa espécie de asma,
Deixa-a morrer também quando eu morrer;
M.A.























