Como tudo começou

10/02/11

MÁQUINAS DE ESCREVER, UMA VEZ MAIS

GIUSEPPE GHIARONI



Pela segunda vez estamos com o tema máquinas de escrever. Para recordar o que foi dito na primeira, convidamos quem nos lê , a clicar aqui.
O vídeo que trazemos mostra máquinas de escrever que são já verdadeiras relíquias. Quando, hoje em dia, escrevemos no computador, dificilmente nos lembramos que, em tempos idos, para idêntica função, se utilizava um objecto destes!




Como curiosidade, vou contar-vos um episódio passado connosco e que, de certo modo, se relaciona com este assunto:
Numa ida a Paris, em 1987, compramos uma máquina de escrever electrónica. Foi para nós uma surpresa e, as inovações que trazia, quando comparada com as máquinas de escrever tradicionais, eram já bastante consideráveis. Acreditem que era mesmo um “brinquedo de encanto”.
Tempo depois, porque se estavam a esgotar as cassetes da fita nela utilizada, procuramo-las em Lisboa, sem resultado. Pelo telefone continuamos o contacto com diversas firmas e, numa delas, o senhor que nos atendeu, após ouvir os dados da máquina e o que se pretendia, um tanto agastado, disse-nos:
«_Ora esta, como quer a srª comprar uma coisa para uma máquina que nem está ainda à venda em Portugal?»
Então, ao nosso jeito, respondemos-lhe: «_Talvez tenha razão mas, se me dá licença e isso o não incomoda… informo-o que tenho uma máquina dessas e, portanto, procuro cassetes para ela!»
A conversa mudou logo de tom. O homem tornou-se mais simpático e, foi é buscar todos os argumentos que tinha e. mais alguns ainda, para nos convencer a vender-lhe a dita máquina, porque já ouvira falar dela e tinha imensa vontade de possuir uma!...

Quando já imaginávamos ter que mandar vir de fora as ditas fitas houve, finalmente, a sorte de encontrar uma única embalagem (penso que de uma dúzia de cassetes), numa firma até bem próximo de nossa casa.
Alguém lhes fizera a encomenda, fora feita a importação e, depois, como não apareceram a levantá-la, veio então parar às minhas mãos.
Hoje, leitores, até esta “neta” das que aparecem no vídeo e que era uma novidade em 1987, já está, também ela, em descanso, destronada pelo computador!
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Por razões técnicas na conversão para vídeo, foram abreviados os tempos de exposição dos slides onde aparece o Poema de GIUSEPPE GHIARONI
que abaixo se transcreve.
Se desejar conhecer dados biográficos deste autor queira clicar aqui.

MÁQUINA DE ESCREVER

Mãe, se eu morrer de um repentino mal,
vende meus bens a bem dos meus credores:
a fantasia de festivas cores
que usei no derradeiro Carnaval.

Vende também meus óculos antigos
que me davam uns ares inocentes.
Já não precisarei de duas lentes
para enxergar os corações amigos.

Vende , além das gravatas, do chapéu,
meus sapatos rangentes.
Sem ruído é mais provável que eu alcance o Céu
e logre penetrar despercebido.
Vende meu dente de ouro.
O Paraíso requer apenas a expressão do olhar.
Já não precisarei do meu sorriso
para um outro sorriso me enganar.

Vende meus olhos a um brechó qualquer
que os guarde numa loja poeirenta,
reluzindo na sombra pardacenta,
refletindo um semblante de mulher.
Vende tudo, ao findar a minha sorte,
libertando minha alma pensativa
para ninguém chorar a minha morte
sem realmente desejar que eu viva.
Pode vender meu próprio leito
e roupa para pagar àqueles a quem devo.
Sim, vende tudo, minha mãe,
mas poupa esta caduca máquina em que escrevo.

Mas poupa a minha amiga de horas mortas,
de teclas bambas, tique-taque incerto.
De ano em ano, manda-a ao conserto
e unta de azeite as suas peças tortas.
Vende todas as grandes pequenezas
que eram meu humílimo tesouro,
mas não! ainda que ofereçam ouro,
não venda o meu filtro de tristezas!
Quanta vez esta máquina afugenta
meus fantasmas da dúvida e do mal,
ela que é minha rude ferramenta,
o meu doce instrumento musical...

Bate rangendo, numa espécie de asma,
mas cada vez que bate é um grão de trigo.
Quando eu morrer, quem a levar consigo
há de levar consigo o meu fantasma.
Pois será para ela uma tortura
sentir nas bambas teclas solitárias
um bando de dez unhas usurárias
a datilografar uma fatura.

Deixa-a morrer também quando eu morrer;
deixa-a calar numa quietude extrema,
à espera do meu último poema
que as palavras não dão para fazer.
Conserva-a, minha mãe, no velho lar,
conservando os meus íntimos instantes,
e, nas noites de lua, não te espantes
quando as teclas baterem devagar.

Que este post tenha sido do vosso agrado.
Até breve, leitores.
M.A.

08/02/11

UMA FOTO SURPREENDENTE



Leitores:

Mostramos hoje uma foto bastante curiosa. Mostra-nos uma formação rochosa existente num lago da Birmânia. Segundo parece, só em determinado período do ano, a iluminação solar permite que a foto saia assim.

Se acaso ainda não se apercebeu do que estamos a falar queira olhar a mesma foto, agora colocada na posição vertical e, surpreenda-se com o que vê.

Então? Gostou?
M.A.

06/02/11

LISBOA MESMO MUITO ANTIGA



De vez em quando somos agradavelmente surpreendidos pelos tesouros que chegam até ao nosso PC. Desta vez foi um amigo nortenho que nos enviou esta preciosidade.





Dir-se-ia que subimos até ao sótão, abrimos um daqueles baús onde se guardam velharias e aparece perante os nossos olhos um conjunto de imagens, algumas das quais do tempo em que ainda por cá reinava a monarquia, vejam só!

Pois é mesmo verdade, leitores, estamos a partilhar convosco uma Lisboa mesmo, mesmo, muito antiga em algumas fotos e, noutras delas, outra Lisboa não tão velhinha assim…No seu conjunto, porém, consideramos autênticas raridades todas as fotos que se encontram neste vídeo e pensamos irão agradar a quem as possa ver.

A imagem que abre este post mostra o Brasão de Armas da Cidade de Lisboa que fomos recolher no Lello Universal e que, também, nos parece ser interessante dar a conhecer.
Espero que este post tenha sido do vosso agrado e despedimo-nos, dizendo: _Até breve leitores!
M.A.

04/02/11

SE ( Rudyard Kipling )


Se podes conservar o teu bom senso e a calma,
Num mundo a delirar p’ra quem o louco és tu
Se podes crer em ti com toda a força d’ alma
Quando ninguém te crê; se vais, faminto e nu,
Trilhando sem revolta um rumo solitário;
Se à torva intolerância, à negra incompreensão
Tu podes responder, subindo o teu calvário,
Com lágrimas d’ amor e bênçãos de perdão;


Se podes dizer bem de quem te calunia;
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor,
Mas sem a afectação de um santo que oficia,
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor;
Se podes esperar sem fatigar a esperança;
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho;
Fazer do Pensamento um Arco da Aliança
Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho;


Se podes encarar com indiferença igual,
O Triunfo e a Derrota _ eternos impostores;
Se podes ver o Bem oculto em todo o mal
E resignar sorrindo o amor dos teus amores;
Se podes resistir à raiva e à vergonha
De ver envenenar as frases que disseste
E que um velhaco emprega, eivadas de peçonha
Com falsas intenções que tu jamais lhes deste;

Se és homem p’ra arriscar todos os teus haveres
Num lance corajoso, alheio ao resultado
E, calando em ti mesmo a mágoa de perderes,
Voltas a palmilhar todo o caminho andado;
Se podes ver por terra as obras que fizeste
Vaiadas por malsins, desorientando o povo,
E sem dizeres palavra, e sem um termo agreste

Voltares ao princípio, a construir de novo;
Se podes obrigar o coração e os músculos
A renovar o esforço, há muito vacilante,
Quando já no teu corpo, afogado em crepúsculos,
Só exista a vontade a comandar «Avante»;
Se, vivendo entre o povo, és virtuoso e nobre
Ou, vivendo entre os reis, conservas a humildade;
Se, inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre
São iguais para ti, à luz da Eternidade;


Se quem recorre a ti encontra ajuda pronta;
Se podes empregar os sessenta segundos
Dum minuto que passa, em obra de tal monta
Que o minute se espraie em séculos fecundos;


Então, ó Ser Sublime, o mundo inteiro é teu!
Já dominaste os reis, os tempos, os espaços;
Mas, inda para além, um novo sol rompeu
Abrindo um infinito ao rumo dos teus passos;


Pairando numa esfera acima deste plano,
Sem recear jamais que os erros te retomem,
Quando já nada houver em ti que seja humano,
Alegra-te, meu filho, então serás um HOMEM!...


Julgo que haverá muito poucos que, neste momento possam desconhecer este poema do consagrado autor e poeta britânico Rudyard Kipling (Bombaim 30-12-1885 / Londres 18-1-1936).
É, sem dúvida nenhuma, um poema de qualidade. Se me permitem, sugiro mesmo àqueles que tenham conhecimentos para tal, que o leia no idioma original, o inglês, certa de que tirarão disso um prazer maior ainda.




Porém, leitores, este post de hoje não fica só por aqui, uma vez que venho também mostrar um vídeo que me chegou por e-mail e, onde o seu autor incluiu um texto no qual encontrei algumas semelhanças com o poema inglês. Longe de mim pretender desmerecer no mérito de Kipling mas, ressalvadas as devidas distâncias, creio que ireis concordar comigo. Por outro lado, está feito com certo humor e, nos tempos que correm, essa é uma característica que, considero também importante para amenizar o nosso dia a dia, que nem sempre se apresenta fácil.
M.A.

02/02/11

UMA PINTURA CURIOSA


Qualquer artista, seja qual for a área em que a sua arte se manifeste, não fica, a vida inteira a repetir os mesmos temas ou a usar os mesmos materiais da mesma forma. Procura entrar em novas experiências e consoante os efeitos que com elas obtém assim irá, ou não, aproveitá-las em obras futuras.

A inspiração também é livre e, é a conjugação de tudo isto, a par também com alguma técnica e sentido estético, que faz com que os artistas, ao longo das suas carreiras, nos possam, sempre surpreender com a constante mutação daquilo que sai das suas mãos. Daí, que, quando numa conversa se aborda um nome ligado à arte podermos dizer que gostamos da sua obra mas, mais desta e menos daquela outra fase do percurso que fez, ao longo da sua vida artística.

Sempre se considerou que a arte não é estática e, penso, assim irá continuar eternamente.

Estas considerações ocorreram-me após ter visto um vídeo com uma pintura feita de forma pouco habitual mas, que, não deixa de, no final, produzir um efeito curioso e muito decorativo. Para que os leitores saibam do que falo peço-vos que cliquem aqui.
Quem sabe se com isto poderei despertar a inspiração de alguém que me leia e que resolva partir para algo semelhante?
M.A.

31/01/11

DICA PARA ALARGAR OS SAPATOS APERTADOS



Caros leitores:
Há já algum tempo que não trazíamos até vós aquelas velhas “dicas” destinadas a remediar os pequenos contratempos do dia a dia.

Em determinada altura, alguém teve uma ideia que usou e resultou; transmitiu-a a outrem e, este, a mais outro, que acaba por a trazer até nós e, vai daí, se tiramos bom proveito dela, até a baptizamos de “Ideia Luminosa”e logo lhe damos, como agora, continuidade junto de quem nos rodeia.

Relativamente ao assunto de hoje, acredito que todos nós já nos confrontamos com a incomodidade de ter tido que usar uns sapatos apertados e, não esquecemos ainda, quanto isso nos custou. Portanto, como existe solução para isso, vejam com atenção o vídeo junto e
experimentem também.



Como as imagens são suficientemente claras achamos ser dispensável fazer a tradução do texto.
Aproveitem pois esta sugestão e… bons passeios com os pés em calçado confortável.
M.A.

29/01/11

Namoro

Foto minha
"Namoro"

O Amor, Quando Se Revela


O amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.

Sabe bem olhar p'ra ela,

Mas não lhe sabe falar.


Quem quer dizer o que sente

Não sabe o que há de dizer.

Fala: parece que mente

Cala: parece esquecer


Ah, mas se ela adivinhasse,

Se pudesse ouvir o olhar,

E se um olhar lhe bastasse

Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;

Quem quer dizer quanto sente

Fica sem alma nem fala,

Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe

O que não lhe ouso contar,

Já não terei que falar-lhe

Porque lhe estou a falar...



Fernando Pessoa
fc

27/01/11

EXPOSIÇÃO «A MATEMÁTICA DE M.C. ESCHER» Tagus Park até 13 de Fevereiro


As obras de M.C.Escher, o artista gráfico que muitos dizem ter alma de matemático, continuam a apaixonar o mundo. Para dar a conhecer a sua obra, a Taguspark, S.A., em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Matemática, apresenta a exposição "A Matemática de M.C. Escher", no Átrio do Núcleo Central do Taguspark.

Maurits Cornelis Escher (1898-19720) nasceu na Holanda, mais precisamente em Leeuwarden. Depois do secundário pensou seguir arquitectura, mas o conhecimento travado com Samuel de Mesquita guiou-o na direcção do Desenho. Canhoto, tal como Miguel Ângelo e Leonardo da Vinci, especializou-se no desenho de espaços impossíveis e na criação de ilusões de óptica através do uso da perspectiva, divisão regular do plano, geometria hiperbólica e topologia. Escher não tinha grande treino matemático, no entanto trocou correspondência com matemáticos, como os ingleses Harold Scott MacDonald Coxeter e Roger Penrose, de forma a aperfeiçoar o seu trabalho.

"A Matemática de M.C.Escher" conta com algumas reproduções digitais gentilmente cedidas pela Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, que tem patente uma mostra de cerca 50 litografias e xilogravuras originais do artista até ao dia 13 de Fevereiro.

A Sociedade Portuguesa de Matemática pode disponibilizar uma versão da exposição, mediante pedido, a escolas, bibliotecas ou outras entidades que promovam a divulgação científica. Para solicitar a exposição ou pedir informações deverá entrar em contacto com o Gabinete de Comunicação da SPM através do e-mail imprensa@spm.pt .

Nota:

Se não teve oportunidade de estar presente no encontro com Eric Hanushek no dia 6 de Janeiro, veja o vídeo com a transmissão em directo do evento.

Clique no link: http://213.134.51.39/videos/
video/119/in/channel/6/

25/01/11

EDUARDO GAGEIRO



Acreditamos que, quando em Portugal se fala de fotografia, será impensável não se mencionar o nome de Eduardo Gageiro como um dos seus maiores mestres.

Nascido em Sacavém em 1935, começou a fotografar ainda criança e, contando apenas 12 anos de idade, viu já uma foto sua, ser escolhida para a primeira página de um jornal. Fez um percurso profissional notável e, felizmente que, ainda hoje, continua a encantar-nos com a sua arte.
Das sua fotos transparece não só uma técnica notável, como, em se tratando de um retrato, nós sentimos que ele capta igualmente a alma que existe para além do rosto da personagem que ali é representada.




Exemplo do que dizemos será, por exemplo, o vídeo que mostramos e que, estamos em crer, não deixará ninguém indiferente.
Para conhecer mais pormenorizadamente a biografia de Eduardo Gageiro poderá o leitor clicar aqui.

Até breve, leitores, noutro encontro, falando de um outro assunto qualquer que nos pareça de interesse.
M.A.

23/01/11

Sózinha na praia...

foto minha
"sozinha na praia"



Os dias passam lentamente, sem pressa.

Aqui definho, sentada nesta areia que outrora foi dourada.

Curvo-me perante as memórias.

Espero por uma onda que traga uma mensagem, uma palavra apenas.

Todos passam mas não me vêm.

Não ouvem as minhas histórias.

Correm apressados... caminham, mas não olham.

Quero gritar!

Onde está a minha voz??? Só há silêncio...

O mar murmura, baixinho.

Estou velha. Não o oiço, não o consigo escutar!

Vivo há muitos anos nesta praia. Será esta a minha última morada?

Virá uma onda, que me arranque desta solidão e me deixe navegar?

texto meu


fc

21/01/11

Bombeiros Voluntários do Dafundo

Mural na praia da Cruz Quebrada
Foto minha

A caminho do 100º aniversário!

"Já em 1848, no Dafundo foi estreada a peça em um acto, intitulada “O Noivado no Dafundo”, de Almeida Garrett. Foi assim neste ambiente, que em Março de 1912, um grupo de homens bem formados sentiu a necessidade imperiosa de formar uma Corporação de Bombeiros, pois os incêndios sucediam-se com frequência e o socorro às populações era cada vez mais urgente. Por conseguinte, um grupo de homens, que se reuniam diáriamente numa tertúlia de boa pândega, com ânsia deitaram mãos à obra e fundaram a Associação em 11 de Março de 1912, também com o intuito de efectuar serviços de saúde com os seus postos de socorro devidamente equipados."

Conheça aqui esta corporação!

Aproveitamos para deixar um agradecimento a estes soldados da paz.

fc

17/01/11

amoras.....




Foto minha




"Minha amora negra
minha flor silvestre
toda a gente pensa
que um beijo me deste
um beijo é um desejo
que a ninguém se nega
minha flor silvestre
minha amora negra"

Oiça aqui:

fc

15/01/11

CENTRO DE INVESTIGAÇÃO DA FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD



Quando em 8 de Maio de 2004 morreu em Lisboa o empresário António Champalimaud, poucas pessoas, além dele próprio, saberiam que, no seu testamento, eram legados 500 milhões de euros destinados a uma Fundação que teria, como fim, a investigação em áreas da Ciência. A sua prioridade seria estimular descobertas que beneficiassem as pessoas e ainda patrocinar novos padrões de conhecimento relativamente ao cancro e neuro ciências. A implantação deste empreendimento em Portugal foi de uma enorme importância já que, espera-se, nele venham trabalhar cientistas de todo o mundo.

A Fundação está situada na zona de Pedrouços, em Lisboa, tem 60 000 m2 e é formada por três edifícios. A sua maior parte é ocupada por laboratórios e um hospital oncológico. Um dos edifícios será onde vão funcionar o auditório, a sala de exposições e um restaurante.
Faltam-me conhecimentos para vos falar, mais em pormenor, de todos estes campos mas, quem pretender dados mais completos poderá obtê-los clicando aqui e aqui.
Esta é, simplesmente, uma introdução ao vídeo que vos trago, como amostra de como é o conjunto de edifícios e jardins que compõem a dita Fundação.

Foi um projecto do Arquitecto Charles Correa, um indiano de origem goesa que, mesmo com 80 anos de idade, teve ainda o mérito e a capacidade para conceber algo que consideramos, realmente, muito bonito!
A zona onde está implantado este conjunto arquitectónico fica, para quem o não saiba, junto ao rio Tejo e, este arquitecto, não só não o esqueceu como teve mesmo a preocupação de tirar o melhor partido disso.

Em 5 de Outubro de 2010 foi assinalado o fim da construção dos edifícios desta Fundação e, no discurso que o arquitecto Charles Correa então proferiu, foi dito que o “complexo era destinado ao nível mais elevado da ciência e concebido para estar ao serviço das pessoas, onde a própria arquitectura funcionava como terapia”.

Estando previsto um atendimento diário de 300 doentes, nos 50 gabinetes médicos e nas 33 boxes para quimioterapia, pegamos nas palavras do arquitecto e fazemos votos para que sejam, mesmo, uma realidade para todos quantos venham a recorrer a estas instalações.
Que quem aqui entre como doente, possa, de novo, recuperar a sua saúde recebendo os melhores tratamentos que a ciência médica tenha para lhe proporcionar. Ao mesmo tempo que usufrua, igualmente, de um ambiente harmonioso, bonito, repousante, onde a vista sobre o rio Tejo será, também, uma mais valia.

(A foto que abre o post foi retirada da Net e mostra António Champalimaud)
M.A.

13/01/11

Espelho meu....

foto minha

Uma manhã, após algum tempo, voltou a perguntar ao espelho:
- Diz-me, espelho meu, há na terra alguma mulher mais bonita do que eu?
- Branca de Neve, que agora vive na casa dos anões do bosque, é mais bonita do que tu – respondeu o espelho.
Cega de fúria, a madrasta preparou um plano para acabar com a sua rival. Disfarçou-se de vendedora de fruta e, com um cesto cheio de maçãs envenenadas, encaminhou-se para o local onde vivia a rapariga.
- Maçãs docinhas! – apregoou, quando chegou à casinha dos anões.


Toda a história aqui:


fc

11/01/11

100.000 visitas


Já por aqui passaram
mais de cem mil visitas
poucos comentam, muitos gostam
a maioria não dá nas vistas...


Um dia todos os bloggers
vão querer saber a razão
de no meio de tantas visitas
haver tão pouca adesão
a deixar umas letritas...


Nós cá continuaremos
a fazer umas postagens
a escrever umas coisitas
e a mostrar umas imagens

Ora viva a SIMECQ
E viva a CULTURA também
que apesar de desprezada
é um bem que a gente tem!


fc

09/01/11

MUSEU ROMÂNTICO DO PORTO E QUINTA DA MACIEIRINHA


Leitores:

Passada que está a época Natalícia, lembrei-me de vos convidar a mais um passeio pelo Porto.
Desta vez iremos até à Quinta da Macieirinha, também denominada Quinta do Sacramento, onde encontraremos uma habitação e ambiente que nos irá fazer recuar ao Sec. XIX.


Esta quinta é igualmente denominada como Museu Romântico do Porto. Lembro-me de há muitos anos, ao visitar pela primeira vez esta casa de ter pensado que o nome estava bem aplicado tantos eram os pormenores, na decoração das salas, ligados a esta época. Recordo, por exemplo, na sala de baile, ter notado que as braçadeiras dos cortinados eram executadas em vidro, um delicado trabalho talvez proveniente de Murano.


Clicando aqui tereis mais dados referentes a esta quinta


O vídeo que nos chegou num e-mail mostra-nos imagens do interior da habitação, seus jardins e, também, algumas referências históricas interessantes. Espero que esta visita lhes agrade também.
M.A.

06/01/11

Vamos cantar as Janeiras.....

Hoje a surpresa bateu-me à porta.

Eram 21.30. A campainha tocou.

Uma voz meiga entoa as Janeiras...

Era a Maria.

Uma menina bonita e doce, com um sorriso encantador e os olhos cheio de brilho, que apesar dos seus 6 ou 7 anos decidiu bater à porta de todos os vizinhos, e sózinha, cantou as Janeiras porta a porta, como manda a tradição Portuguesa.

Não recebeu as nozes, as castanhas, os figos, como antigamente se fazia, antes ofereceu a cada elemento da família de cada casa um marcador de livros feito por ela.

No final os vizinhos não se juntaram para festejar e formular os votos de Bom Ano, mas a Maria abriu o caminho e deu-nos uma grande lição.

Obrigada Maria e parabéns pela tua iniciativa.

É bom ter vizinhos assim como tu. Vou guardar o marcador que me deste, junto do livro que estou a ler.

No próximo ano, veremos se nos juntamos todos a beber um chá e a comemorar este dia...

fc

05/01/11

ROTEIRO GASTRONÓMICO DE PORTUGAL



Num mail enviado por um amigo, encontrei uma grande colecção de receitas de pratos ligados à gastronomia portuguesa e decidi de imediato partilhá-la com os nossos leitores. Pode ser que alguma dessas receitas desperte o interesse de alguém para a sua mesa da Festa dos Reis.
O texto que se segue é do nosso grande escritor Fialho de Almeida e abre precisamente a colectânea de que vos falo hoje. Pelo rico português em que está escrito acho que será a introdução ideal para todo o resto. Desfrutem pois, leitores, deste apontamento literário e, caso decidam , também das variadas receitas que encontrarem, clicando aqui.

Gastronomia - Cozinha Tradicional
A propósito de cozinha tradicional, Fialho d’Almeida, num famoso texto do 3º volume de “Os Gatos”, pronuncia-se asim sobre o que é o prato nacional:
“Uma composição culinária, característica, inconfundível. Transmite-se por tradição: os estrangeiros não sabem confeccioná-lo, mesmo naturalizados: tendo chegado até nós por processos lentos, e contraprovas de biliões de experimentadores, sucessivamente interessados em o fixar de forma irrepreensível, resulta ser ele sempre uma coisa eminentemente sápida e sadia. Isto o distingue dos pratos “compostos”, quero dizer daquelas mixórdias de comestíveis e temperos, doseados a poder de balança, exclusivamente científicas, nada intuitivas e meramente inventadas.O prato nacional é como o romanceiro nacional, um produto do génio colectivo: ninguém o inventou e inventaram-no todos: vem-se ao mundo ido por ele, e quando se deixa a pátria, antes de pai e mãe, é a primeira coisa que se lembra. Em Portugal não há província, distrito, terra, que não registe entre os monumentos locais, a especialidade de um petisco raro, sábio, fino, verdadeira sinfonia de sabores sempre sublime.In "À Mesa com Fialho de Almeida"»

Nota da autora do post- À roda dos meus 15 /16 anos decidi arranjar um livro onde iria escrever receitas da cozinha de familia. Para decorar a primeira página copiei, de um jornal um desenho da Laura Costa que completei e colori ao meu jeito, para se adequar ao tema do livro. É essa “velharia” que aparece a abrir o post de hoje.
Até breve leitores com um outro qualquer tema.
M.A.

03/01/11

BONS PROPÓSITOS PARA VIVER ESTE ANO 2011




Recebemos num e-mail estes curiosos conselhos para encarar e viver o novo ano que começou. Escutem, por favor:

Em 2011 vamos tentar fazer de maneira diferente:
Se for para chorar… que seja de alegria;
Se for para mentir… que seja na idade;
Se for para enganar… que seja o estômago;
Se for para roubar… que seja um beijo;
Se for para matar… que seja a saudade;
Se for para ter fome… que seja de amor;
Se for para perder… que seja o medo;
Se for para discutir… que seja por amor;
Se for para ser feliz… que seja o ano inteiro!!!

Feliz Ano Novo, com tudo de bom!
M.A.

31/12/10

ANO NOVO



Leitores:

Neste terminar do ano de 2010 e começo do 2011 queremos agradecer-vos a atenção que nos foram dispensando e, se permitem, de entre todos, destacar os que quiseram também deixar-nos, uma vez por outra, uma palavra amiga, por nós sempre apreciada.
Que o Novo Ano traga para todos, em geral, muita saúde, paz, felicidade e, se possível, a satisfação dos muitos desejos que cada qual guarde dentro de si.
Continuaremos a encontrarmo-nos neste espaço de convívio amigo.
Terminaremos o Ano de 2010 trazendo, de Carlos Drummond de Andrade, este poema que esperamos seja do vosso agrado:

Receita de ano novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Até breve, leitores.
F.C/M.A.

29/12/10

COISAS QUE NUNCA DEVERÃO MUDAR EM PORTUGAL



Portugueses:

2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.

9:55 - 20 de Dezembro e 2010

1.A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho. Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal.


Este, foi um artigo que o Embaixador da Grã-Bretanha, ao deixar Portugal, publicou no «Expresso», em 18 de Dezembro de 2010.
Embora tenham já decorrido alguns dias sobre o seu aparecimento no jornal não deixamos de o transcrever por nos parecer, que estas palavras, vindas de alguém que viveu algum tempo entre nós, fazem bem ao ego dos portugueses e lhes podem transmitir também alguma esperança, que tão precisa é nos momentos que todos atravessamos.
M.A.

27/12/10

UMA JOVEM CHAMADA AISHA



Aisha é uma rapariga nascida no Afeganistão.
Seu pai, para apaziguar uma zanga que tinha com uma outra família, resolveu prometê-la em casamento, aos oito anos de idade, a um noivo pertencente a essa outra família. Assim, segundo os costumes, aos 16 anos ela foi entregue à família do noivo, que, ao que parece, nunca veio a conhecer.
A forma como a nova família (?) a tratou foi de tal forma brutal e desumana que, ao fim de dois anos, ela resolveu fugir para Kandahar. No entanto, uma vez apanhada pelas autoridades talibãs, como castigo pela “vergonha” que a sua fuga trouxera à família do noivo foi condenada a sofrer o corte do nariz e das orelhas.
Isto chegou ao conhecimento da revista Time que publicou, numa sua capa, a fotografia de Aisha com o rosto assim mutilado. Nos Estados Unidos, surgiram algumas críticas que achavam que o intuito daquela foto (pela legenda que a acompanhava) era apenas justificar a necessidade da presença dos militares americanos no Afeganistão.
Para nós é irrelevante averiguar a verdadeira intenção da Time na publicação da foto… Mais importante foi, isso sim, uma Fundação que luta pelos direitos das mulheres afegãs ter tido conhecimento do caso e, graças à sua actuação, ter actuado e possibilitado a Aisha ver o seu rosto de novo reconstruído.
A segunda foto mostra-nos a jovem já com um semblante sorridente, mas acreditamos que, dificilmente, ela se encontre, também, emocionalmente, refeita das atribulações por que passou.
Digamos que, neste momento, podemos considerar este episódio como uma triste história que acabou por vir a ter um final feliz!
Porém, quantas mais Aishas, por aquelas paragens, ainda sofrerão barbaridades deste género?

Nota – Relembremos, também, o caso de Sakineh Mohammadi-Ashtiani que, no Irão, está condenada à morte por lapidação acusada de… depois de viúva, ter tido relações com um homem!
Dias atrás, um dos nossos canais de televisão mostrou também, no Sudão, uma brutal cena de espancamento público a uma mulher, que desesperadamente gritava e tentava fugir às chicotadas aplicadas por dois homens. Outros assistiam, impávidos, sem intervirem. Um triste espectáculo em todo o sentido, sem dúvida! Como é possível isto acontecer, ainda, no Sec XXI?!!!!
Parece que a “razão” invocada para aquela tão brutal agressão era, imagine-se, o facto de ela ter usado calças...
São casos como os aqui referidos que nos levam a gritar bem, alto a nossa indignação e revolta e a afirmar que, por aquelas paragens, ainda há muito, mas muito, a fazer em defesa da dignidade e liberdade das mulheres.
(Fotos retiradas da imprensa escrita)
M.A.

25/12/10

NATAL DE 2010




ESTIMADOS LEITORES:

É COM ESTA BONITA TELA “ADORAÇÃO DOS PASTORES” (Do retábulo do Mosteiro da Madre de Deus. Sec. XVI), ATRIBUÍDA A JORGE AFONSO, QUE O BLOG SIMECQ-CULTURA ESTÁ A DESEJAR A TODOS QUANTOS NOS LÊEM UM BOM NATAL, COM MUITA SAÚDE E. SOBRETUDO, MUITA PAZ.

FC/MA

23/12/10

O jogo do rapa e o serão de Natal.....

foto minha

Jogar ao rapa no Natal

Era coisa de aldeão

Os jovens dos nossos dias

Desconhecem a tradição

Basta arranjar um rapa

Pinhas mansas pois então

Bem no meio do borralho

É que elas se “assarão”…

Este “rapa” de que falo

É um dado de madeira

Serve para jogar ao pinhão

E para muita brincadeira….

Vai abrindo toda a casca

Fica o pinhão a espreitar

Tir-se então um por um

Cuidado, não vale queimar…

Bem perto deste aparato

Coloca-se um alguidar

E para dentro da água

Os pinhões se vão deitar

O que for ao fundo, é bom

Se flutuar já não presta

Vão os de cima para o braseiro

Brincamos com o que resta

Juntam-se os jogadores

Cada qual com seus pinhões

Entra o rapa em acção

É hora das decisões…

Se saiu “rapa” ganha a todos

Se for “deixa” larga o que tem

Se for “tira”, recolhe alguns

Se é “põe” vai tudo o que tem

Este jogo bem velhinho

De há muitas gerações

Continua a ser divertido

E a animar os serões!

E agora vão às pinhas

Como estas aqui estão,

E digam depois do Natal

se jogaram, ou se não…


poema meu

fc
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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